.
.
VINTE E TRÊS — BE A CULLEN
(Ser um Cullen)
Descemos as escadas e passamos pela sala até uma grande porta de viro que dava para os fundos da casa. De verdade, essa casa havia saído de que filme? Ela era perfeita, nos fundos havia a piscina com cascata e uma parte coberta, com chão de madeira, onde ficavam as espreguiçadeiras e uma banheira de Ofurô. Serio. Ofurô! Fora a mesa enorme onde os Cullens se encontravam. Um cheiro de curry logo me batey, e eu me senti bem. Mamãe sempre fazia Frango Tandoori quando eu era pequena.
Jasper puxou uma cadeira para mim e eu me sentei.
A conversa começou casual e me surpreendi com a comida gostosa, mesmo eles não comendo pareciam ser excelentes cozinheiros.
Eu não prestei muita atenção na conversa, só respondia o que me perguntavam. Na verdade, eu estava ainda mais fascinada com Nessie, a única Cullen que jantava comigo. Na verdade, Bella e Edward tentavam convencê-la a continuar comendo, e ela insistia que queria mamadeira. Eu podia imaginar o conteúdo da mamadeira, mas procurava não pensar. Só observava Reneesme. Tao única e especial. Uma criança realmente linda e fascinante. Filha de Edward e Bella. Bella enquanto era humana. Isso mostrava que não era tão difícil, nem impossível. Eu e Jasper teríamos uma chance. Uma boa chance.
Edward me olhou e sorriu.
— Contando os prescedentes familiares.
Sorrimos, e todos pararam para a nossa "conversinha mental". Mas eu não fiquei muito tempo nela, porque foi ai que eu senti meus olhos perderem o foco e tudo que sei foi de levar as mãos até a cabeça e gritar, afastando a cadeira da mesa. Parei de sentir o mundo a minha volta, não via, ouvia ou sentia, tudo que eu presenciava era a visão.
"Uma garota linda e morena andava pela neve. Descalça e usando apenas um vestido branco de mangas curtas e antigo"
Minha cabeça apertou, era como se o crânio diminuísse e esmagasse o cérebro. Eu nunca tivera uma visão acordada.
"A menina dançava na neve, como uma bailarina linda e graciosa, sorrindo rodopiando entro os flocos de neve..."
E então acabou, a pressão foi cedendo aos poucos, a visão começou a voltar ao normal e eu me sentia leve demais. Meus sentidos foram voltando ao corpo aos poucos. A pressão na cabeça foi diminuindo, o cheiro de curry foi ficando mais forte, e eu podia sentir mãos geladas segurando meus braços, e então comecei a sentir alguém me chacoalhar.
— Alice? Alice, consegue me ouvir? — a voz me era familiar, e quando meus olhos focaram novamente, eu pude ver Jasper, com uma expressão preocupada me olhando.
Olhei para todos, meio assustada, e quando abri a boca para falar, tudo que consegui soltar foi um
— Ai... — enquanto levava a mão até a cabeça, massageando as temporas.
— Tudo bem com você? — Bella perguntou preocupada.
— O que foi isso? — Edward estava extremamente fascina, provavelmente havia visto tudo na minha mente, enquanto a visão esmagava a minha cabeça.
— Desculpem — pedi envergonhada, me ajeitando na cadeira e percebendo que a maior parte do que estava no meu prato estava, agora, no chão. — Céus, além de estragar o jantar ainda joguei no chão! — exclamei, depois olhei para Esme. — Sinto muito pelo prato eu...
— Não se preocupe, querida. — Esme declarou, sorrindo docemente, o que me acalmou um pouco.
— É assim que você vê? — Edward ainda estava fascinado com o que havia encontrado na minha mente.
— Não normalmente, geralmente eu tenho visões através dos sonhos. Essa foi a primeira vez.. Acordada. — confessei atordoada.
Ao invés do que eu esperava, eles me olhavam maravilhados, e não horrorizados.
— É impressionante seu poder se manifestar tão nitidamente. — Carlisle foi o primeiro a falar, alegremente.
— Principalmente enquanto você é tão... Humana. — Rosalie completou.
— Você pode mesmo adivinhar se os Red sox vão ganhar dos Yankees? — Emmett estava mais empolgado do que quando o conheci.
— É, na verdade eu não escolho o que quero ver. Simplesmente vem.
— Então você não sabe quem é aquela garota?
— Nem de longe. — respondi, dando de ombros.
Sabe, acho que eu estava na família certa. Quer dizer, ali eu não era uma aberração, eu era como eles, apenas alguém com um dom especial.
Mesmo que esse dom tentasse esmagar o meu crânio algumas vezes.
Depois daquele dia, do jantar na casa dos Cullens, eu passei a conviver mais com eles. Ainda era um mistério pra mim o porque daquela visão idiota e inútil ter estragado o jantar, mas isso só serviu pra me fazer perceber que nós não éramos diferentes. Só serviu para me fazer sentir uma Cullen. Porque eu já me considerava uma.
Duas semanas passaram voando, e o baile de inverno estava quase chegando, faltava exatamente duas semanas, e eu havia conseguido converser Jasper a me levar. Quer dizer, convencer nem tanto, ele já tinha em mente me levar. Afinal de contas, é isso que namorados fazem, certo?
— Ok, agora eu vou mesmo. Já está tarde. — falei para Izzie, que tinha a cara enfiada em um livro de física.
As provas finais na St. Candence e em St. Jude estavam ai, e todo mundo estava desesperado por notas boas. Quer dizer, ninguém quer ter que passar o verão que vem na escola estudando. Principalmente eu, que vinha trabalhando em uma boa maneira de convencer Cynthia a me deixar passar as férias de verão com Bella e sua família na ilha Esme, a ilha particular deles.
Vou te contar viu, ser vampiro é o máximo. Até ilha particular para passar o verão ensolarado eles tem!
— Ok então. Se cuida, certo? — Izzie beijou minha bochecha e eu joguei minha bolsa no ombro. Não senti nescessidade de atravessá-la no tronco.
Acenei com a cabeça para Tay, que estava atrás do balcão, e sorri enquanto passava pela porta do Pie Hole e ouvia o sininho tocar.
Quando cheguei do lado de fora uma rajada de vento me pegou, e eu me arrependi por não ter colocado uma meia mais grossa por debaixo da saia do uniforme. Abracei meu fichário contra o corpo e comecei a andar. Eu queria chegar logo em casa, já que essa madrugada Jasper iria caçar com Bella, Ewdard, Esme e Carlisle. Eu queria ter um tempo a mais com ele, aproveitando que minha irmã havia ido viajar hoje e voltava só no domingo.
Acho que ela, Richard e Anna tinham ido para algum lugar no campo. Não sei direito, eu não prestei muito atenção enquanto minha irmã falava.
Quando estava pensando se deveria atravessar a rua agora ou mais adiante, senti um par de mãos me puxar e me jogar contra a parede do beco que havia perto do The Pie Hole. Minhas costas se chocaram com força contra a parede de tijolos frios, o que me fez fechar os olhos e gemer de dor. Quando voltei a abrir os olhos pude ver Michael a minha frente.
Um Michael bem atordoado, diga-se de passagem.
Aliás, um Michael que não aparecia em casa havia dois dias. Eu sabia disso, pois Thomas estava precocupado. Não com o irmão, mas com a mãe que sempre ficava histeria quando Michael desaparecia seus dois dias típicos e depois voltava, como se nada tivesse acontecido.
Eu não sei por que eles ainda davam bola, ele sempre voltava quando precisava de mais dinheiro.
— Me solta! — gritei me debatendo contra suas mãos, me esforçando ao máximo para esquecer o nosso ultimo encontro.
Desde a festa a fantasia em Cambridge eu nunca mais havia visto Michael. E eu estava feliz assim até alguns minutos atrás.
— Achou que ia se livrar fácil de mim? Ainda mais depois do seu namoradinho quebrar o meu nariz em três lugares diferentes! — ele riu na minha cara, aliás, com rosto tão próximo ao meu que eu sentia o cheiro de álcool.
— E você acha que o errado era ele? — perguntei com raiva.
— Voce acha que o seu namoradinho é muito certinho, né? Ele não é quem você pensa que ele é...
O sangue congelou nas minhas veias. Michael sabia o que Jasper era? Como?
— Ela me disse... E eu sei que ela está certa. — ele bradou, me batendo contra a parede de novo.
Soltei mais um gemido de dor. Quem era ela? O que ela havia dito pra ele? Porque parecia que eu estava perdida no meio dessa historia, e que eu deveria saber as respostas?
— E ela disse. Eu não posso deixar você nas mãos dele. Ela disse que você é poderosa demais pra ficar com eles. Eu não entendi, mas eu vou fazer tudo que puder pra ela ter a chance dela.
— Chance dela? — perguntei em uma voz estrangulada. Minhas mãos suavam frio. Afinal de contas ela — seja lá quem for — sabia o que eu podia fazer?
— A chance dela de acabar com ele. Mas é claro, ele só vai procurar por ela se eu acabar com você primeiro.
Um sorriso maligno se abriu no rosto de Michael e eu senti minhas pupilas dilataren. O que? Ele ia fazer o que?
— Hey! — e então eu relaxei. Tudo ficou bem de novo.
Michael me largou e se virou, quando viu a quem pertencia a voz saiu correndo. Eu sabia que Jasper podia alcançá-lo se quisesse. Mas ele preferiu ficar comigo.
— Você está bem? Ele machucou você? — suas mãos tateavam o meu corpo a procura de algum osso quebrado.
— Jazz, não. Está tudo bem. — falei respirando fundo e pegando minha bolsa e limpando a roupa.
Jasper me ajudou a levantar do chão — quando Michael me soltou eu acabei caindo no chão — e me guiou até o carro. Entrei no Corvette e fechei os olhos, recostando-me melhor no banco de couro macio. Ela, ela, ela... O que Michael queria dizer com aquilo? E, acima de tudo, quem era ela?
Jasper entrou no carro. Abri os olhos bem pouco, e pude notar ele me observando fechei os olhos novamente e então ele deu a partida. Não me perguntou nada, e também não falou nada. Quando abri os olhos já estávamos quase chegando em casa. Pude notar que suas mãos se apertavam com força e determinação no volante do carro. Não quero nem pensar em como o volante ficaria se não tivéssemos chegado em casa logo.
Jasper abriu a porta do carro para mim como sempre fazia, logo após estacionar o Corvette no acostamento, sempre perfeitamente junto da calçada. Sai do carro puxando a minha bolsa e caminhei na frente, abrindo a porta pesada do prédio e subindo as escadas o mais rápido possível, mas eu também sabia que ele estava nos meus calcanhares.
Demorei alguns segundos para achar a chave dentro da bolsa e depois pude finalmente abrir a porta. Quando entrei dentro de casa Zara correu na minha direção, pulando em mim e, depois de ganhar carinho, pulando em Jasper. O relacionamento entre eu e os Cullens não era o único a ter evoluído nas ultimas semanas, agora Zara parecia gostar muito mais de Jasper. Talvez tivesse percebido que ele não nos faria mal.
— Você pode colocar comida para Zara por mim? Eu vou trocar de roupa. — avisei, sem olhá-lo. Eu estava com medo de que ele me perguntasse algo.
Eu não queria contar para ele o que Michael tinha me dito. Quer dizer, ele podia matar Michael tão facilmente, e eu não poderia deixar isso acontecer. Não que eu não quisesse que ele fizesse isso. Porque eu realmente estava com medo de que ele pudesse fazer algo comigo, mas eu não podia deixar meu namorado matar o irmão do meu melhor amigo, Thomas ficaria arrasado e eu não conseguiria o ver sofrer. Jamais. Dói quando você vê alguém que você ama sofrer tanto.
— Claro, não tenha pressa. — ele falou sem muito sentimento.
Entrei no quarto e deixei a porta entreaberta para o caso dele falar algo de longe, eu não tinha a super audição que ele tinha.
Larguei minha bolsa dobre a cadeira do computador e tirei os sapatos. Senti que acasa começava a ficar mais quente, e percebi que ele havia ligado o aquecedor. Tirei meu sobretudo e o pendurei no cabide, depois tirei a camiseta branca e a saia, jogando-as no cesto de roupa suja do meu banheiro e, por fim, tirei a meia fina. O vento gelado bateu no meu corpo e eu corri até o armário a procura de uma calça jeans e uma blusa.
— Está o quarto? — ouvi Jasper chamar. — Qual o sabor de pizza que você quer?
— Pizza, ótima idéia! Eu quero de calabresa com champignon. — gritei em resposta e depois me achei idiota. Quer dizer, oi? Super audição!
Peguei um jeans claro e com alguns rasgos na perna e uma blusa de manga longa cor-de-rosa e os vesti, e então voltei para a sala.
— Precisa de algo? — perguntei ligando a televisão para ter algum outro barulho além do que Zara fazia ao comer e do silêncio incomodo entre nós dois.
— Não eu só... — ele me olhou, encostado na bancada que dividia a sala da cozinha. — Allie, o que Michael queria com você?
Engoli em seco. Pense no Tom, Alice. Pense no cara que estava ao seu lado sempre que você precisou!
— Nada.. — minha voz saiu mais travada do que eu esperava.
— Alice... — Jasper disse como se estivesse cansado.
Me encostei no sofá, meio que sentando no encosto e o encarei. Tinha, no mínimo, um metro e meio nos separando.
— Serio, não foi nada. — tentei falar convencidamente.
— Porque você está mentindo para mim, hein? Você sabe que pode confiar em mim! — ele parecia magoado.
Fechei os olhos e suspirei.
— É, serio. Não foi nada demais... Ele só estava bravo... Com você. Sabe, você conseguiu quebrar o nariz dele em três lugares diferentes. Três! Eu nem sabia que o nariz podia ter tantos lugares assim para serem quebrados. — e era verdade, você imagina isso?
— Só isso? Ele atacou você porque estava bravo comigo? Se fosse isso ele viria atrás de mim, Alice. — Jasper parecia não estar convencido.
— Olha, foi o que ele me disse, ok? E porque ele iria atrás do cara que deixou a cara dele inchada se era mais fácil me pegar? Qual é, você sabe, eu sei e até mesmo Michael sabe que você pode matá-lo! — exclamei brava por ele não acreditar no que eu estava dizendo.
Certo que eu não estava contando a verdade completa, mas aquela era um pedaço — e, aliás, o único que eu contaria.
— E eu deveria fazer isso. — Jasper murmurou.
— Não, não! — gritei avançando na direção dele. — Prometa, Jasper. Prometa para mim que você não vai fazer isso. Prometa! — implorei.
— Alice, olha o que ele acabou de fazer. Ele pode vir atrás de você de novo.
— Eu dou um jeito nisso. Eu chamo a policia, o que for preciso. Mas prometa que não vai fazer nada com ele, prometa!
— Por que você o defende? — Jasper passou a mão pela ruga de preocupação que se formou na minha testa. Ele estava intrigado.
— Porque eu não posso participar de algo que vá fazer meu melhor amigo ficar triste. E, vocês são vegetarianos porque respeitam a vida humana. Não acha que fazer isso iria deixar Carlisle triste? — perguntei e vi que acertei o lugar certo ao falar de Carlisle.
— Acho que você tem razão.
— Oh, obrigada. Muito obrigada. — sorri o abraçando fortemente.
— Eu não vou ir caçar. — ele falou enquanto eu o abraçava. — Vou ficar aqui até sua irmã estar de volta.
— Jasper, você ficou louco? Você estava tão animado com essa viagem! E seus olhos, eles estão completamente negros. — acusei, me afastando um pouco dele, lembrando da sensação horrível de queimação na garganta dele cada vez que eu me aproximava demais.
— Michael sabe onde você mora, não vou deixá-la sozinha com ele solto por aqui. — ele apontou, me puxando para mais perto dele.
— Jasper, eu sei me cuidar. — falei rolando os olhos.
— Sabe? Exatamente como estava fazendo no beco? — ele riu divertido e eu abri a boca indignada.
— Você não me deu chance para me defender. Não deu tempo, mal ele apareceu você chegou! — falei irritada.
— Qual é Allie, não se irrite. — ele passou a ponta do dedo pela ruga na minha testa, que havia se formado dessa vez pela raiva.
Eu não respondi, apenas fechei a cara, e então ele suspirou.
— Ok, eu vou. Mas você vai ficar em casa. — ele falou vencido.
— Claro que vou, esqueceu que tenho provas? Prometo não sair de casa, e se ele aparecer eu chamo a policia. — falei sorridno de canto.
— Não, Allie. Você vai fica lá em casa.
— Nem pensar! — falei rapidamente, me afastando totalmente dele.
Rosalie e Emmett estariam sozinhos em casa nesse final de semana, e sim, eu adoro muito os dois. Mas eu não quero ser a vela não! Muito menos acordar no meio da noite com barulhos estranhos que eu bem saberia distinguir.
— Alice, eu não vou deixá-la desprotegida.
— Jasper, eu não vou interromper a noite de Rosalie e Emmett. Seria falta de educação. E de certo modo intromição! — cruzei os braços na frente do peito.
— Alice, o que você acha que os dois vão ficar fazendo esse final de semana hein? A Reneesme vai estar em casa. — Jasper estava rindo? Ele estava rindo enquanto eu estava achando tudo aquilo muito nojento?
— Reneesme tem um sono pesado, bem diferente do meu. E é claro que eles vão fazer o que todo casal normal faz, Jasper. Claro, com a nossa exceção. — falei dando de ombros.
E foi ai que Jasper começou a rir. E eu sei que se ele fosse humano estaria chorando de tanto rir. Fechei a cara mais ainda, peguei uma almofada e taquei nele. Ele segurou a almofada felpuda antes que ela tocasse o chão.
— Isso não teve graça. — sibilei.
— Você está brava com isso então? — perguntou tentando controlar o riso.
— Uh? — indaguei sem entender muito bem, e depois de pensar por um minuto compreedi. — Não! — quase gritei. — Não, eu só não quero estragar a noite deles.
— Por que, você sabe Allie, é perigoso... — ele começou o discurso que eu já havia quase decorado.
Dei as costas para ele e comecei a caminhar para o sofá, me jogando nele assim que pude.
— Você pode me machucar e blábláblá... — falei cansada, getsiculando com as mãos.
— Isso é serio, Alice. — ele pareceu bravo, quando percebi, ele já estava sentado ao meu lado.
— Não, é bobagem. — bufei, zapiando pelos canais.
— Alice você não sabe como é dificil... — eu o interrompi rapidamente.
— Correção, eu sei. E por alguma força sobrenatural você consegue. — deixei em algum canal que tocava uma musica bem legal por sinal, e me aproximei dele. — Eu sei que você consegue. Eu confio em você.
— Eu posso matar você.
— Edward não matou Bella. — sorri satisfeita, passando os braços pelo seu pescoço.
Jasper comprimiu os lábios e então soltou o ar lentamente.
— Eu não sou o Ewdard. — falou com o maxilar travado.
— Não, não é. Você é melhor. — falei sorrindo e me inclinando sobre ele para beijá-lo.
O beijo começou cauteloso, como sempre. Mas ai ele ficou mais forte, mais desejoso. Minhas mãos se entrelaçaram nos cabelos de Jasper e suas mãos avançaram na direção da minha cintura. Jasper me puxou — não que eu não quisesse ir, lógico — e eu sentei no seu colo. Agora nossos corpos estavam colados e, enquanto eu puxava delicadamente seus cabelos, suas mãos apertavam a miha cintura.
E dessa vez foi diferente de todas as outras vezes em que estávamos nessa situação. Dessa vez eu sentia que havia ganho a guerra, foi inevitável não sorrir porque, afinal de contas, dessa vez suas mãos passaram por debaixo da minha blusa, acariciando minha barriga e me fazendo sentir arrepios. Mas claro, quando a esmola é muita, o santo desconfia. Logo suas mãos abandoraram as laterais do meu corpo para segurar — firmemente, devo dizer — meus pulsos.
— Allie... — advertiu cansado, encostando o rosto no meu, de olhos fechados. Eu só sabia disso porque ele sempre fechava os olhos quando tentava se concentrar em não me matar.
Sorri de canto, como quem dissesse "não foi nada, vamos continuar".
— Não seja estraga prazeres.. — rolei os olhos e me inclinando para beijá-lo, mas ele me impediu novamente.
E ai a campainha tocou.
— Sua pizza. — Foi tudo que ele disse.
Serio, foi tudo que ele precisou dizer para me fazer passar a noite toda comendo pizza, assistindo a MTV e fazendo o dever de historia e geometria.
-
-
-
N/A: Corrennnnnnnnnnnnnnndo! Hoje tem Oktober amigas, então um post pra comemorar e ZIG ZAG ZIG ZAG HOI HOI HOI!
Uhul.
Anyway, eu respondi quem tava logado, mas ai eu demorei pra me arrumar e não vai dar tempo pra responder quem não logou. Sorry, mas muito obrigada por todas as reviews.
Vocês sabem que eu amo você por isso né? AMO MESMO!
Espero que gostem desse capitulo. O próximo eu to pensando em fazer comedia total Ask uncle emmett! OAKSOASKAOSKAOSKASK.
Anyway, comentem, sejam felizes e me deixem feliz *-*
xo . xo
Bia.
