Olááááá!!!!
Mais um capítulo de MDP para vocês!
Beijokas
Boa leitura.
B.L.T.B.
Marcas de um Pecado
ღ
Hyaku
\Capítulo Vinte e Cinco\
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08 dias restantes…
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O silêncio na caverna era apenas rompido pelo cantarolar baixo de uma cantiga de ninar. Deitado num pedaço de roxa na ponta norte da caverna, Miroku se encontrava adormecido.
Myeki ia de um lado ao outro de seu lar em passos dançantes. Suas mãos se sacudiam numa coreografia, deixando linhas alaranjadas flutuando pelo caminho por alguns segundos. A saia de seu vestido rodava de acordo com seus passos, e seus cabelos caiam sobre seu rosto quando parava com brutalidade. Ora para admirar. Ora para alterar o rumo de seus passos.
Repentinamente, interrompeu a coreografia. Passando a mão no vestido aproximou-se a passos lentos de Miroku. Levantando a saia, dobrou o joelho e sentou-se na beirada da pedra sobre a perna direita. Suas mãos tocaram o peito nu dele, onde cortes haviam sido feitos por suas unhas, da mesma forma violenta que havia sido feito aqueles nas costas dele.
Seu veneno agora corria pelo corpo dele, e em breve estaria completamente em seu coração. E quando isso acontecesse, ele abriria os olhos e estaria apaixonado por ela. Nada poderia livrá-lo do amor que passaria a sentir por ele. E desta maneira conseguiria fazê-lo entregar seu corpo e alma. A última alma pura que necessitada para poder se ver livre do lacre que a prendia naquele local.
Fez mais um corte no peito dele e levou o dedo até seus lábios. Já era capaz de sentir o gosto de seu veneno misturado ao sangue dele. Então não demoraria muito tempo. Gostaria de estar livre antes que a mulher chamada de Sango viesse até ela. Afinal, era óbvio que o grupo que estava com ele, era bastante unido. Não deixariam um membro sozinho em situações de risco.
Levantou e soltou uma alta gargalhada quando vibrações passaram por seu corpo. Podia sentir que estavam tentando afastar a pedra na entrada da caverna. Tentativa em vão, uma vez que nada podia fazer a pedra se mover, a não ser, o rompimento do lacre. Fora por causa daquelas vibrações que soubera da presença deles ali.
Seu espírito podia vagar pela cidade em pequenos intervalos e por isso era vista vez ou outra. E se tivesse uma motivação – como mais uma vítima. – podia gastar muito de sua energia para transformar a miragem em matéria e conseguir o que desejava. O lacre, apesar de tudo, ainda não era forte o suficiente para mantê-la trancafiada ali como deveria ter sido.
# Eles nunca vão entrar a tempo. – cantou. Desenhando com os dedos os lábios de Miroku, enquanto se abaixava para aproximar os seus dos lábios dele. – Eles não podem impedir a consumação de nosso amor. Eles não vão impedir a consumação de nosso amor, Mi-chan. – beijou-lhe os lábios, depois de chamá-lo por um apelido carinhoso. – Você é tão parecido com o meu primeiro amor, Mi-chan. Tem o mesmo tom de pele que ele tinha. A mesma cor de cabelo. O mesmo olhar e jeito de olhar. – riu, se debruçando sobre ele. Passou a mão pela testa dele, antes de pentear os cabelos dele com os dedos. – Você foi feito para mim, Mi-chan. Especialmente para me libertar.
Seus dedos deslizaram sobre os lábios dele, mais uma vez, os desenhando. Beijou os lábios masculinos, e apertou as bochechas, como se ele fosse uma criança. Seus olhos verdes passando a mostrar a obsessão que a atacava.
Olhou para cima. E bufou enquanto fechava os olhos com força. As vibrações das tentativas de moverem a pedra a estava começando a irritar. E enquanto analisava, pelo cheiro, as duas pessoas que queriam invadir seu lar, franziu a testa. O cheiro que chegava à ela não eram de dois humanos. Era de uma mulher humana, a mesma que a vira com Miroku, e o de um Híbrido. E intrigada, questionou-se como não havia sido capaz de notar aquilo antes.
Levantou e caminhou até a entrada do corredor que levava até a saída de sua caverna. Um rosnado escapando de seus lábios sem que percebesse, e seus olhos ficaram laranja por alguns segundos. Além deles dois, podia sentir o cheiro de uma Miko também. Ela estava mais distante, mas que se aproximava lentamente.
Podia lidar com humanos, mas um Hanyou seria difícil, assim como a Miko. Seus poderes eram capazes de afetarem Humanos e Youkais, mas não sabia se seria capaz enfeitiçar um Híbrido. Jamais havia tentado isso antes. A mistura do sangue podia torná-lo imune aos seus encantos. E a Miko, com seus poderes espirituais, seria capaz de eliminá-la com facilidade.
E fechando os punhos com força, voltou os olhos para Miroku. Não podia permitir que, depois de tudo que sofrera e depois de todo o tempo que tivera de esperar, seu plano todo fracassasse. Teria de pensar em algo rapidamente. Tinha de se livrar da Miko.
XXXX
Sango suspirou frustrada quando mais uma tentativa de afastar aquela enorme pedra, se mostrou inútil. Afastando-se, deixou que Inuyasha lançasse mais um dos ataques na pedra. Entretanto, aquilo havia sido tão útil quanto sua primeira tentativa. A pedra brilhou em dourado por rápidos segundos, antes de voltar a sua cor natural.
# Mas que merda! – xingou em voz alta, segurando a vontade de chutar o pedregulho. Mas apenas por saber que a única coisa que conseguiria seria uma perna quebrada. Se Miroku a houvesse ouvido, provavelmente não estariam tendo aquele problema. – Sinceramente? Espero que morra! Seu estúpido idiota egocêntrico e pervertido. – gritou para a pedra, esperando que Miroku pudesse ouvi-la.
Inuyasha rolou os olhos, entediado, e segurou Sango pela parte de cima do vestido, impedindo que ela se distanciasse. Também desejava que Miroku morresse, afinal não tinha muita simpatia por ele. Mas se Kagome estivesse certa, Sango obviamente poderia se martirizar por não tê-lo ajudado, no futuro. E não queria ter de ouvir lamentações.
# Por que está me segurando? – seu olhar ultrajado não o afetou. Ainda continuou a segurá-la enquanto ela se contorcia para se libertar. – Inuyasha! Solte-me! – mandou. – Se não me soltar irei lhe bater! – Seus dentes se trincando em ameaça. E novamente ele girou os olhos, tentando descobrir se todas as mulheres eram tão difíceis quanto Kagome era, e quanto Sango estava se mostrando ser. Havia convivido com muitas, mas nenhuma delas agia daquela forma.
"Talvez fosse o fato de eu ser o Soberano delas." pensou.
# Você não me fez vir aqui para desistir e me fazer voltar depois. – a puxou de maneira que ela ficasse de pé a sua frente. Sango o olhou com o queixo erguido, puxando o corpete do vestido para baixo, o arrumando. – Juro! Se você me fez vir aqui para desistir, depois de eu ter trancafiado Kagome no quarto a proibindo de vir, vou te fazer infeliz. Mais infeliz do que eu serei quando voltar para aquele quarto e ela começar a me gritar.
Já pensava na provável briga que os dois teriam quando retornasse para o quarto. Conhecia Kagome perfeitamente bem para saber o que a agradava ou não. E ser deixada para trás ou tratada como uma criança era algo inaceitável para ela.
# Você tem alguma idéia de como ajudá-lo? – Sango cruzou os braços rudemente, um ato a tentar deixar claro que ela não se importava nenhum pouco com o risco que ele corria. – Essa porcaria de barreira é forte o bastante para nos manter fora, mas não o bastante para mantê-la fora. – disse com desgostosa, olhando com desprezo para a rocha. Naquele momento desejando que ela se explodisse em pedaços só com aquele seu olhar. – O babaca que a lacrou não fez um bom trabalho. Obviamente ela deve ter matado o Houshi que esteve aqui antes de nós.
Ela arregalou os olhos, um pensamento repentino lhe incomodando. Como boa exterminadora que sua família queria que ela fosse, já havia ouvido falar da maioria das espécies Youkais que vagavam pela Terra. E um deles lhe chamou a atenção: Youkais que absorviam a alma de humanos para ficarem mais poderosos. Isso também poderia livrá-los de um lacre que era consideravelmente fraco, já que os permitiam criar uma ilusão de seu corpo no exterior.
# Inuyasha… Você acha que ela vai matar Miroku… - sua voz era baixa. – Sabe… para aqueles rituais maníacos e de possessão Youkais para ganhar mais força?
Inuyasha bufou em irritação. Aquilo era realmente o que lhe faltava: uma Youkai psicótica por não ter sido amada, agora livre, por causa de uma estupidez de Miroku, que ainda acabaria morto. Mulheres Youkais frustradas poderiam ser perigosas, e não queria mais problemas. Especialmente com Kagome adoecida. Se alguma coisa desse errado e ele fosse ferido imediatamente o pacto sugaria as energias dela para que fosse curado. E isso, mesmo para uma gripe, era perigoso.
Lançou mais um ataque a pedra, irritado por aquele objeto o estar atrapalhando. Mas cessou suas tentativas ao ouvir o pensamento de Kagome, ao mesmo tempo em que sentia o cheiro dela se aproximar deles. Rosnou. Talvez algum dia, pudesse realmente confiar que Kagome seguisse alguma de suas ordens.
# Você é louca? – questionou, quando ela surgiu por entre as árvores. Seu rosto ainda mais vermelho do que estava quando a deixara no quarto. E os braços abraçando a si mesma em demonstração de frio.
Caminhou até ela, retirando a parte de cima de suas vestes para cobri-la. Kagome sorriu agradecida ao vesti-la e se encolher ainda mais de baixo do tecido. Sorriso a imediatamente se transformar em uma careta assim que ele tocou em sua testa para analisar sua temperatura.
# Quando você vai aprender a me ouvir? – abaixou a mão. – Você está com febre. Se continuar a fazer extravagância daqui a pouco estará delirando.
# Deixe de ser tão mandão Inuyasha. – recuou um passo, para se afastar dele. – Não irei morrer por causa de uma gripe. E também não quero ficar de fora. Se há uma barreira envolvida… poderes de Youkais ou qualquer força Humana não será capaz de fazer muita coisa. – olhou por cima do ombro dele, sorrindo para o pedregulho. – O fato de vocês continuarem aqui comprova meu ponto.
O Príncipe revirou os olhos e abriu espaço para que ela passasse. Mesmo sentindo seu estômago revirar, decidiu deixá-la agir. Por mais que discutisse com ela, a única coisa que seria capaz de conseguir era um atraso a favorecer o inimigo. Sabia que ela o ganharia no final.
A jovem Miko sorriu satisfeita pela redenção dele e caminhou até a pedra a tocando com as duas mãos abertas. Jamais havia feito aquilo antes e muito menos como funcionava na pratica, mas suas espiadas em aulas Miko, haviam lhe dado uma boa noção da teoria. Se uma de suas amigas podia romper aquilo sem possuir o poder de conjurar uma Hama no Ya, apenas com a utilização de pergaminhos sagrados, ela podia fazer aquilo. Tirando a pedra do caminho sem permitir que o lacre se rompesse por completo libertando o Youkai que estava preso por ele.
Abriu os olhos, sem saber exatamente quando havia os fechado e sorriu para Inuyasha, numa tentativa de acalmá-lo. Ele podia sentir sua cautela e o medo por acabar libertando o monstro no vilarejo.
Respirou profundamente e fechou os olhos. Concentrando-se, suas mãos foram envoltas por sua energia rósea. Podia sentir o lacre, como um elástico impedindo o avanço de seus poderes. Um elástico que teria de perder sua capacidade elástica para liberar o caminho para eles.
Ao seu lado, estranhamente, podia sentir a ansiedade de Sango. A alguns passos, podia sentir Inuyasha, através da ligação entre eles. E logo tratou de trancafiar tudo aquilo para longe de si.
Suas mãos brilharam com ainda mais força e a pedra foi envolvida por sua energia. E, embora estivesse incomodado pela energia dela, Inuyasha não se afastou. Afinal não corria o risco, mesmo com o incômodo, de ser ferido pelos poderes de sua Contratante.
Com um estalo alto a primeira rachadura surgiu na rocha. E rapidamente outros estalos aconteceram, anunciando dezenas de rachaduras a tomarem toda a extensão da pedra. Explodindo silenciosamente, a rocha se fragmentou e seus pedaços se afastaram flutuando ao redor de Kagome, como se aguardassem alguma coisa.
# Você conseguiu. – Sango deu pulos, ao notar a passagem aberta.
Kagome sorriu, mas este sorriso imediatamente morreu e ela estreitou os olhos para a escuridão do interior da caverna. Podia sentir uma grande quantidade de energia maligna se aproximar numa velocidade surpreendente. E apenas teve tempo de erguer uma barreira ao seu redor e se concentrar em manter a barreira da caverna aberta, quando foi atingida por ela. Sua força, mesmo com a barreira, a fazendo ser deslocada em direção a uma árvore.
# Não! - gritou quando Inuyasha fez um movimento a demonstrar que iria se aproximar dela. - Eu estou bem! - garantiu. - Vá! Eu ficarei aqui. Entre logo e termine com isso de uma vez. - Inuyasha ainda pestanejou, olhando dela para a estrada da caverna. Não lhe era agradável a idéia de deixá-la sozinha. - Deixe de pensar, Inuyasha! Quanto mais tempo demorar mais energia vou gastar. – ele piscou, e realizando um gesto afirmativo correu para o interior da caverna levando Sango consigo.
Kagome abaixou a mão, e puxou o ar com força pelos lábios. As pedras voltaram a se unir fechando a passagem, e ela praguejou em voz alta. Uma grande camada de energia maligna a havia atingido e a deixado sem fôlego obrigando a baixar à guarda. Obviamente tal energia havia vindo da Youkai que estava ali, para evitar que ela entrasse ou que Sango e Inuyasha saíssem dali. Era provável que a queria fora por saber que era uma Miko.
# Eu estou bem. – disse para a enorme gata, a bater com o focinho levemente em suas costas. – Eu estou bem.
XXXX
Myeki se encontrava sentada ao lado de Miroku quando Inuyasha e Sango a alcançaram no centro da caverna. Seus olhos analisavam o rosto do humano com carinho enquanto suas mãos deslizavam pela face, extremamente pálida dele, com cuidado. Ignorando os rápidos momentos em que sua expressão se contorcia em dor, por causa do veneno em seu corpo.
Ergueu a cabeça e sorriu, por saber que sua carga de energia havia mantido a Miko fora de sua caverna. Fixou os olhos nos dois intrusos e sorriu ainda mais.
# Vocês chegaram tarde. – sussurrou sonhadoramente. – Em breve ele despertará e se entregará a mim. Estará me amando.
Sango fez uma cara de nojo quando a mulher tocou seus lábios nos de Miroku. E apenas não avançou, pois Inuyasha colocou o braço no seu caminho. Olhou-o e ao perceber o olhar furtivo que ele lançava aos cantos da caverna, decidiu examinar o que tanto chamara sua atenção. E gemeu ao fazê-lo. Estavam presos em uma armadilha. Estalactites estavam apontados na direção deles, prontos para despedaçá-los caso pisassem fora do circulo vermelho que estava desenhado no chão.
# Perceberam então… - ela se levantou, sorrindo satisfeita. – Pensava que iam ser tolos e morrer nisto. – riu alto. Seus olhos passeando pelo peito nu de Inuyasha. – Não sabia que permitiam Hanyou na vila.
# Não é a única que sabe enganar. – Inuyasha disse.
# Oh! – ela sorriu. Sua cabeça se deitou no ombro. – Você tem um corpo bem bonito. Se eu já não tivesse conseguido as cem almas que necessitava, obviamente usaria a sua. A alma de um Hanyou, sozinha, poderia ter me poupado o trabalho de cinqüenta. – ela umedeceu os lábios. – Assim eu pouparia a alma de meu desejado Mi-chan. – sorriu.
Sango fez uma careta ainda maior ao ouvir o apelido. Não conseguia acreditar naquilo e muito menos no embrulho que ela sentira quando Myeki pronunciara a palavra 'Mi-chan'.
# Se comportem e poderão ver a minha festinha. – continuou. Myeki deu as costas para eles e voltou para onde Miroku estava. Inclinou-se sobre ele o encarou como uma mulher apaixonada encarava seu amor adormecido.
Inuyasha soltou o ar com força e fez uma careta, tentando ignorar as caretas de enjôos feitas por Sango. Não podia acreditar que estava perdendo tempo e havia deixado Kagome para trás para dar conta de uma Youkai psicótica que se apaixonava por qualquer homem que pudesse ser sua vítima. Revirou os olhos e olhou para Sango, podendo sentir a raiva dela.
Olhou para os lados analisando as estalactites apontadas para eles, e suspirou. Não havia como escapar da li se fizessem um gesto para fora daquela circulo ao redor deles. Ele podia sobreviver, mas Sango obviamente seria partida em pedaços. E, á cima de tudo, seus ferimentos roubariam muita energia de Kagome.
"Miroku vai me pagar por isso!" prometeu. E então se concentrou. Não queria gastar as energias de Kagome daquela maneira, mas era isso, ou então mofariam ali até ela cansar e decidir movê-los dali por si mesma. "É claro que ainda há o risco de ela sair descontrolada desta caverna para destruir o vilarejo." Completou em pensamento.
# Não se mova, Sango! – alertou novamente, quando ela se contorceu. Myeki havia acabado de dar mais um beijo em Miroku. E agora cantarolava uma música qualquer para ele.
# Detesto ser ignorada! – reclamou.
# Esta assim por estar sendo ignorada ou por estar presenciando esse assédio? – o olhar que ela lhe lançou o fez calar a boca. – Não se preocupe. Você vai ter a chance de bater nela e nele. Só espere um momento. – olhou ao redor. – Só até eu descobrir como tirar a gente daqui.
# Você não vai conseguir, Hanyou. – Myeki disse, agora parada a poucos passos deles. – Não há como. – ela colocou o dedo no queixo e o encarou de cima a baixo. – Por que não se une a mim? Tenho certeza que faríamos uma dupla perfeita. Imaginemos juntos. Seríamos perfeitos.
"De modo algum!" ele ouviu a voz de Kagome gritar em sua mente, e franziu o cenho. Por um momento achando que aquilo era fruto de sua mente.
# Poderíamos nos aliar até mesmo como marido e mulher. Por você eu largaria Mi-chan. Não está interessado.
"Vadia!" a voz de Kagome tornou a ecoar em sua mente, e agora ele teve certeza de que era realmente ela. Sentiu Sango se mover irritada ao seu lado e novamente a segurou. Não queria correr o risco de liberar aquela armadilha.
# Não estou interessado. – ele disse, com firmeza, ouvindo Kagome dizer um "bem feito." em sua mente.
# Pena! Vai ser realmente uma terrível perda. – ela murmurou, enquanto deixava sua face se contorcer em irritação antes de voltar para Miroku.
"Kagome!" chamou em seu pensamento, assim que percebeu que Myeki estava mais atenta a Miroku que a eles. Nunca tinha tentado esse tipo de comunicação com ela antes, mas acreditava que poderia dar certo. O fato de ela estar atenta ao que acontecia ali provava que o pacto entre eles já estava evoluído o bastante para dar-lhes esta oportunidade. "Pode me ouvir?"
"Oh! Podemos brincar disso agora? Desde quando sabe disso?" ela perguntou e ele evitou rir disto. "Esqueça! Se não tivesse tanta certeza de minha sanidade, acharia que estou enlouquecendo. Ouvir vozes nunca foi um bom sinal."
"Concentre-se Kagome! Depois falamos sobre isso. Estou necessitando de ajuda aqui!" por mais que achasse interessante discutir aquilo com ela, realmente não possuíam muito tempo para aquilo.
"Só não grite, por favor!" ela pediu em sua mente, e ele sorriu. Podia vê-la sentada e encostada em uma das árvores. "Minha cabeça está preste a explodir. E espero que falemos mesmo sobre isso depois… Pude ver aquela vadia lhe cantando e não irei esquecer com facilidade." Ele sorriu, mas pigarreou para tentar não perder o foco.
"Kagome!"
"Ok…" ela murmurou irritada. "Oh! Que chato! Isso eu não tinha visto." ela sussurrou, obviamente já atenta ao fato deles estarem agindo como estatuas. Mesmo com as limitações de um pacto incompleto, era fácil notar o que ele queria. "Posso dar um jeito nisso!" ela garantiu.
"Tem certeza?" questionou. "Você nunca tentou segurar um alvo que não pode ver antes."
Sango franziu o cenho quando o viu sorrir, mas não disse nada. Apenas esperava que ele fosse capaz de tirá-los dali antes que ela cedesse ao impulso de avançar para matar aquela mulher.
"Não vou segurar um alvo, espertinho. Vou impedir que eles te alcancem!" ela sorriu e ele também. "Apenas ignore o fato disso poder aumentar minha dor de cabeça e conte até três antes de pisar fora da armadilha."
Inuyasha pegou a mão de Sango e ela o encarou. Ao ver o aviso nos olhos dele, fez um gesto positivo e prendeu a respiração, como se aquilo pudesse salvá-la caso algo desse errado. Contou até três, e ao mesmo tempo em que pisou fora da armadilha, abraçou Sango e se abaixou. No intuito de proteger o corpo dela caso a barreira de Kagome não fosse forte o suficiente para aquilo, devido sua condição.
Myeki ergueu a cabeça e sorriu para a nuvem que se erguia pelo fato das centenas de estalactites terem voado contra o corpo do Hanyou e da Humana. Entretanto, seu sorriso imediatamente morreu quando notou a ausência do cheiro de sangue.
Se colocando de pé, observou a camada de poeira desaparecer. Encolhidos dentro de uma barreira ela os viu. Fechou o punho com força e rosnou. Assim que completasse o ritual, tomando a vida da centésima pessoa e ficasse livre do lacre iria arrancar a cabeça da Miko que a atrapalhava.
Inuyasha se levantou e ajudou Sango a fazer o mesmo, agradecendo mentalmente a Kagome, antes de puxar a espada da bainha.
# Bem… parece que você não é tão esperta assim. – Sango disse. E antes que a mulher dissesse alguma ela já estava voando em sua direção para tentar encravar a espada nela.
O Hanyou suspirou e assistiu Sango lutar com a Youkai, que parecia dançar enquanto escapava de todos os seus ataques. Foi até Miroku e analisou os ferimentos que ele tinha no peito. Não havia nada que ele ou Sango pudessem fazer para livrá-lo daquele veneno. Ele acordaria e estaria perdidamente apaixonado por aquela mulher. E seria um estorvo para eles.
Teria de mantê-lo imobilizado até que terminassem com aquilo. Apenas a morte de Myeki o livraria da influência daquele veneno. Mas antes que pudesse fazer algo, teve de saltar para longe para escapar de uma adaga que havia sido atirada em sua direção.
Pousou ao lado de Sango e viu Myeki parar de pé sobre a rocha onde Miroku estava adormecido.
# Foram anos de espera, para vocês simplesmente me atrapalharem. – disse-lhes. Seus olhos tornando-se alaranjados. – Ninguém me atrapalha!
# Cuide de Miroku! – Inuyasha mandou, antes de saltar em direção a Youkai. Ela se armou, mas ele era mais forte que ela. E acabou por arremessá-la contra a parede. Em sua verdadeira forma, Sango não teria muitas chances de acabar com aquilo rápido o bastante.
Sango foi até ele e suspirou frustrada quando ele abriu os olhos. Ele se sentou com brutalidade e olhou para os lados. Seus olhos se iluminando de uma forma apaixonada quando pousaram em Myeki, envolvida em sua batalha com Inuyasha. O Hanyou não permitia que ela se aproximasse dele. E não devia ser difícil controlar um homem apaixonado que tinha um braço imobilizado. Já havia lidado com pessoas piores.
# Myeki, meu amor! – ele gritou. A distração dela, deu uma oportunidade de Inuyasha tingi-la com um soco na face a arremessando contra a parede. – Como se atreve a bater no amor de minha vida? – ele ia se levantar, mas Sango se colocou na frente dele. – O que? Quem é você para se colocar no caminho de meu amor verdadeiro?
A jovem assassina revirou os olhos. Não acreditava que a voz dele poderia ser insuportável quando falava naquele tom meloso e apaixonado. Puxou a espada e apontou para o pescoço dele, o fazendo recuar.
# Sou uma assassina sanguinária. – ela sussurrou. – E obviamente muito mais rápida que você. – analisou o braço quebrado dele. – Se quiser chegar ao seu amor verdadeiro, vai ter de passar por mim… Mi-chan! – disse com deboche, erguendo uma sobrancelha.
# Não queria lutar contra uma mulher. Mas se isso vai me fazer chegar ao meu amor verdadeiro. Então não tenho escolha.
Miroku saltou para longe de Sango. Com a mão boa, ele pegou o punhal que Myeki havia usado contra Inuyasha e saltou para iniciar a luta com Sango. Os dois primeiros ataques dele, não tendo efeito algum sobre ela, e obviamente o irritando.
Myeki gritou de dor quando Inuyasha feriu seu braço com a lâmina da espada. E Miroku olhou com ódio para Inuyasha. Desistindo de Sango, avançou contra o Hanyou, mas foi impedido. Sem piedade, Sango o ultrapassou, e acertou um chute com toda a força que possuía em seu peito.
# Sério! – ela disse para ele ainda caído no chão. O veneno que estava no corpo dele, obviamente havia tomado uma boa parte de suas habilidades físicas. A respiração ofegante dele indicava um cansaço que só deveria ser atingido depois de minutos de luta. – Você só vai poder ajudar o amor de sua vida quando me derrotar, Mi-chan.
Miroku olhou para ela com raiva e agarrou-a pelo pescoço. Devido a brutalidade e por não estar esperando por aquilo, Sango acabou por cair no chão com ele sobre si, tentando estrangulá-la.
O Príncipe de Batsu sorriu ao escapar ileso de mais um ataque da mulher Youkai. O rosnado que escapava dos lábios deixava claro que ela estava se cansando daquela situação e passava a deixar o ódio controlar a situação. E o seu descontrole apenas daria vantagem a ele.
# Percebeu que apenas irá conseguir o que quer quando me vencer? – ele questionou, quando ela olhou de soslaio para o lugar onde Sango e Miroku se encontravam. Fez uma careta e sorriu logo que viu a assassina tirar Miroku de cima de si com os pés. – O que, à propósito, não vai ser tão fácil.
Ela ajeitou sua postura e o olhou com superioridade. Sim, sabia que apenas poderia realizar o ritual quando se livrasse daquele estorvo. Mas podia fazer aquilo com a cabeça limpa. Seu inimigo, apensar de tudo, era um homem. E podia facilmente se livrar de qualquer homem, mesmo ele sendo um Youkai.
Dançando até ele, desviando de todos os ataques que ele desferia contra si, ela jogou um pó alaranjado contra o rosto dele. Inuyasha cambaleou nauseado com o cheiro extremamente doce, e abriu os olhos, embaçado, a tempo de ver a mulher saltar sobre ele o derrubando no chão.
# Maldição! – resmungou quando ela empurrou sua espada para longe, e sentou sobre o peito dele.
# Você é homem!
# Sério? Ainda não tinha percebido? – ele lhe questionou. Não estava acreditando que estava perdendo seu tempo com alguém tão lento.
# Isto é… Se eu quiser… você não pode resistir aos meus encantos. E você não vai, Hanyou.
O Hanyou ergueu uma sobrancelha, quando ela se inclinou sobre ele. Os braços dobrados ao lado de seu rosto. E sua respiração extremamente doce tocando seu rosto e lhe causando ainda mais náuseas. Myeki deslizou os lábios por sua bochecha e Inuyasha sentiu a marca em seu punho arder incomodamente.
"Inuyasha!" a voz de Kagome ecoou em sua mente em tom de aviso. E a marca que o unia a Kagome ardeu com mais intensidade. "Juro que vai se arrepender se cair nesse truque!" ameaçou com ainda mais violência.
# Você vai me obedecer não vai? – sua voz ainda mais doce.
Obviamente aquilo fazia parte do feitiço que jogava contra suas vítimas. Mas ele jamais cairia nisto. Não quando seu coração já possuía uma dona. Não quando Kagome estava a reclamar e lhe ameaçar em sua mente. E principalmente, não quando a marca de seu Pacto ardia fazendo parecer que sua mão estava sendo incendiada.
E aproveitando a distração dela, a acreditar estar conseguindo um bom efeito contra ele, atravessou o peito dela com a mão, perfurando seu coração. Myeki ficou sentada, o encarando horrorizada. Seus olhos, voltando a sua cor verde, o encaravam tentando compreender onde havia falhado. Se realmente fora a mistura de sangue que a impedira de dominá-lo.
# Tem uma mulher ligada a mim! – ele sussurrou, arrancando a mão de dentro dela. O sangue que manchava sua mão, parecendo aliviar a queimação de seu punho. – E eu a amo.
Myeki tossiu sangue, antes de expressar a raiva pela frase dele em seu olhar. Era capaz, então, de dominar um Hanyou também, mas falhara por existir outra no coração dele. Sentia-se tola por ter deixado aquilo acontecer.
# Mi-chan! – ela sussurrou o nome dele, como se realmente estivesse apaixonada por ele. Sua mão ensangüentada, estendida na direção dele.
Miroku, que mantinha sua posição de ataque a poucos passos de Sango, olhou em direção a Myeki. O sangue que via escorrer do ferimento aberto em seu peito o fez urrar de raiva. E Sango foi incapaz de se defender quando ele a aceitou e a atirou contra a parede; as oscilações existentes na estrutura rochosa fazendo a dor se espalhar incomodamente por suas costas.
Myeki fechou os olhos e seu corpo desapareceu em uma cortina de fumaça ao mesmo tempo em que Miroku se pulava sobre Inuyasha, ainda caído no chão. Inuyasha o segurou pelos ombros, imaginando de onde toda aquela força de Miroku havia vindo, enquanto tentava tirar de cima de si.
Sango se aproximou deles e com a base da espada acertou a cabeça de Miroku com toda a força e raiva que possuía naquele momento. E o Houshi caiu inconsciente ao lado de Inuyasha.
# Não havia necessidade dessa violência toda. – ele se colocou de pé, analisando o Houshi desmaiado. – Ele vai ter uma bela dor de cabeça quando acordar.
# Ele estava possuído, não sentiu dor. Embora eu desejasse muito isso. – ela disse. Seus olhos se fixando em Inuyasha e demonstrando a satisfação que sentia ao vê-lo naquele estado. – Ao contrário de mim. – alisou as costas, fazendo uma careta. – E a dor de cabeça vai ser o mínino com o que ele terá de se preocupar quando acordar. Eu e você sabemos disso!
Inuyasha sorriu para ela de forma cúmplice. Sim, ele sabia.
XXXX
Kagome espirrou e se encolheu ainda mais embaixo dos lençóis da cama. Sua cabeça parecia a ponto de explodir.
Sango estava parada ao lado da porta do quarto aberta. Sua expressão irritada vez ou outra se dirigia a Miroku – que havia acordado antes do que todos imaginavam. – sentado no canto mais escuro da cabana, mexendo incomodado em seus ferimentos. O silêncio entre eles, - adquirido depois de alguns longos minutos de gritos, a serem cessados por Kagome por causa de sua dor de cabeça. - apenas sendo rompido de vez em quando, com uma frase malvada de Sango, como: está coçando ou doendo? Gostaria que eu fosse ai e distraísse essa sua dor com outra? Faria isso com prazer, Mi-chan!
"Será um longo resto de noite!" pensou frustrada, sentindo-se nauseada.
Inuyasha havia a abandonado naquele quarto fazia quase duas horas agora – pode notar pela posição da lua no céu ainda escuro. – e sua demora começava a irritá-la. Tentara dar uma espiada na mente dele para descobrir onde ele estava, mas tudo estava nublado por causa da dor de cabeça. E se tentasse forçar um pouco mais, como havia feito para vigiá-lo com Myeki, sua cabeça ameaçava explodir.
A única coisa que tinha certeza era de que ele estava caçando. Mas o que ele estava caçando e por que, não fazia idéia.
Desde que o conhecera ele jamais havia feito aquilo, nem mesmo para se alimentar. Era fato que Youkais não se alimentavam das mesmas comidas humanas, preferindo uma dieta totalmente carnívora, mas Inuyasha parecia bastante à vontade em comer o que quer que fosse bom o suficiente para um Humano comer. Não conseguia ver sentido nas ações dele, e teria tentado ler ainda mais fundo a mente dele se a dor em sua cabeça não fosse tão insuportável.
"Ele deve estar muito feliz com isso agora!" pensou com desgosto.
# Você não vai me deixar em paz, ou esquecer isso, vai? - Miroku rebateu frustrado alguma fala que Kagome perdera de ouvir durante sua letargia e seu devaneio.
# Não mesmo, Mi-chan! - Sango sorriu maquiavelicamente.
# Por que não me matou quando teve chance? Não lhe seria difícil. Já tirou muitas vidas mesmo. Mas uma não seria de todo o mal.
Ao ouvir a fala de Miroku, o sorriso nos lábios de Sango se desfez e ela estreitou os olhos, o encarando ameaçadoramente. Mas Kagome soube, pelo brilho neles, que ele havia conseguido magoá-la ainda mais com aquela frase.
# Talvez eu faça isso agora. - ela disse entre-dentes.
# Parem com isso! - Kagome mandou, ao ver Miroku abrir a boca. Se não os interrompesse eles continuariam atirando palavras cortantes um para outro até o amanhecer. E não estava com ânimo para aguentar aquilo. - Se alfinetarem assim, não vai dar em nada. E depois, estou com dor de cabeça. Quero silêncio.
Sango ainda lançou um olhar fulminante a Miroku, antes de virar o rosto malcriadamente para o lado oposto.
Mais um espirro e Kagome enterrou a cabeça no travesseiro, sentindo como se sua cabeça estivesse rachando ao meio. Talvez se tentasse se asfixiar a dor de cabeça pararia. Mas apenas o fato de pensar em tal hipótese fez a dor duplicar. Gemeu e se encolheu ainda mais em baixo dos lençóis.
"Maldição!"
# Eu disse para você ficar trancafiada aqui dentro. – a voz de Inuyasha a pegou de surpresa. Com calma virou um pouco o corpo para o lado, percebendo que eles estavam sozinhos. Miroku e Sango deveriam ter voltado para seus respectivos quartos. Ou decidiram procurar um lugar melhor para se atacarem. – Sabia que iria ficar pior.
# Se eu tivesse ficado você e Sango ainda estariam naquela enrascada. – rebateu malcriadamente.
# Sim! Isto é um fato a se pensar.
# E aquela mulher teria conseguido lhe enfeitiçar.
# Não! – ele negou, com seriedade. – A única mulher que pode me enfeitiçar é você. – sorriu ao ver a face dela tornar-se ainda mais rubra. – Nunca se esqueça disso. O único feitiço que funciona em mim, é o seu, sua Miko feiticeira. Você é a única que é capaz de me colocar de joelhos e me fazer ceder aos seus desejos. – aproximou os lábios do ouvido dela. – Qualquer desejo que seja.
Inuyasha mordeu a ponta de sua orelha e Kagome estremeceu. A jovem Miko torceu o nariz em contrariedade e mordeu o lábio antes de virar o rosto para tentar não mostrar ainda mais seu constrangimento.
Embora estivesse gostando daquilo, Inuyasha decidiu deixar aquela conversa para mais tarde. Tocou a testa da moça, fazendo uma careta ao perceber que a temperatura ainda continuava elevada. Kagome o olhou de soslaio ao ouvir um muxoxo e em seguida pousou os olhos na caneca que ele segurava firmemente na mão direita. O cheiro que exalava dela não era um dos melhores que já havia sentido.
Seus lábios se entortaram em desagrado, e ela escondeu o nariz por debaixo dos lençóis. Ato que fez Inuyasha sorrir.
# O que é isso? – questionou, embora não quisesse saber a resposta. Obviamente era algo para ela. Talvez o tal chá que ele disse que prepararia para ela àquela noite mais cedo.
# Algo que fará sua gripe ceder. – sorriu. – O gosto é ainda pior que o cheiro, mas o efeito é imediato depois de uma boa noite de sono. – ele pareceu meditar. – Ainda bem que não lhe dei ele mais cedo. Se o tivesse feito, obviamente teria de preparar outro, três vezes mais forte. Seria desagradável ter de amarrá-la para forçar ele sua garganta abaixo.
Kagome gemeu imaginando a cena descrita por ele em sua cabeça. Seus olhos se fixaram na caneca como se ela fosse alguma espécie de inquisidor quando Inuyasha a estendeu em sua direção. Não iria tomar aquilo. Nem se ele a ameaçasse.
# Prefiro ficar doente! – escondeu o rosto em baixo dos lençóis. E pode ver Inuyasha girar os olhos. Parecia que a ligação entre eles, durante esse seu estágio de enferma, estava muitas vezes mais forte que o normal.
# Vamos, Kagome! – disse puxando o lençol. Sua força e velocidade a imediatamente livrando dos cobertores. Kagome se encolheu em uma concha, escondendo o rosto entre os joelhos. – Se eu tiver de usar a força bruta Kagome… eu vou usar sem pensar duas vezes.
A ouviu resmungar alguma coisa que nem seus sentidos Youkais foram capazes de captar. Mas ficou satisfeito quando ela sentou, estendendo a mão para pegar o copo como se estivesse preste a ser algemada para ser levada em direção ao seu capataz.
Kagome pegou a caneca e bloqueou a respiração antes de levá-la aos lábios. O pequeno gole que deu no líquido de consistência pastosa, a fez se arrepiar e estender os braços para longe.
# Você realmente não mentiu quando disse que o gosto era pior. – fez uma cara de dor. – Por Kami! Isso é ruim de mais. – estremeceu forçadamente. – O que é isso, exatamente?
O sorriso nos lábios de Inuyasha a assustou.
# Você não vai querer saber o que exatamente tem ai. – garantiu. Kagome fez uma careta ainda maior. – Mas foi uma receita que aprendi com meu pai. Ele fazia isso todas as vezes que minha mãe ficava doente por causa do frio. – acrescentou depressivamente. Lembrar de sua mãe o perturbava de uma forma arrasadora.
Sentiu o toque de Kagome em sua mão e retribuiu o sorriso dela.
# Bem… se sua mãe agüentava… - deu de ombros, tentando ocultar o desespero que sentia por ter de beber aquilo. – eu também posso.
Olhou para a pasta acinzentada, tentando apagar o gosto de sua mente. Ele havia gasto bastante tempo para fazer aquilo para que ela melhorasse. Ele a amava o bastante para fazer aquilo. E embora fosse tolo, aquele pensamento a alegrou.
"O quão longe você iria para me curar?" perguntou-se mentalmente. O sorriso de Inuyasha deixando-lhe claro que ele estava entendendo seus pensamentos. E desejou que ele não houvesse captado aquilo que a atormentava: a conversa das Miko a respeito de algo que a estava matando silenciosamente.
# Muito longe… - ele sussurrou a beijando nos lábios. Ela se tranqüilizou ao perceber que ele não captara certos detalhes. E agradeceu ao pacto incompleto por aquilo. – Eu daria a minha vida se isso pudesse lhe salvar.
# Não quero viver se você morrer. – revelou. Sua voz não passando de um sussurrou. – Por tanto… não diga isso.
# Certo! – ele capturou sua mão e beijou sua palma com ternura. – Agora beba antes que esfrie. Você está cansada e também necessita dormir.
Kagome sorriu, e interrompendo a respiração bebeu todo o líquido pastoso de uma vez. Temia não ser capaz de voltar a tomá-lo novamente se por um caso o bebesse devagar. E não queria testar para ver se Inuyasha era capaz de amarrá-la numa cadeira ou na cama para fazê-la beber aquilo a força. Naquele momento ela não tinha como se defender dele.
# Eu te amo!
# Eu também, Koi! – Inuyasha apertou a mão delicada com força.
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Hyaku - Cem
E ai? Gostaram?
Espero que sim! :P
Faria um comentário demorado... mas estou realmente meio que correndo aqui... :P Entrei escondida... está tendo uma festa básica aqui em casa e se me pegarem vou ser assassinada... e isso não seria legal.
Próximo capítulo (Mitsu - esperar): Mais romance, mais brigas... :P Mais de Arashi... Naraku vai aparecer mais uma vez e mais um mistério será resolvido. :P
Beijokas T.B.
Mandem reviews!!!!!
Respostas das reviews (não cadastrados no site):
Lyla Moon - Oláááá! :P Que bom que está gostando fico feliz em saber disso. ^-^
Ai está a resposta para as suas primeiras perguntas... :P Miroku tadinho... vai penar durante um bom tempo. hehehehehehehe
E não se preocupe... Inuyasha é imune a Myeki. Isso tudo para provar que a relação deles é forte mesmo. =D
1: A marca em Tsubaki... hum... você vai ter de esperar um pouco. :P
2: Você descobriu meu plano obscuro. hahahahaha. Sim, eles vão demorar um pouco mais... mas sei exatamente como e quando isso vai acontecer. :P
3: Kouga. Sim! A pedidos... ele vai aparecer.
4: hehehehehehehehehehe tudo bem! Pode gritar...
5: FATO!
6: Si si... mas o que será?
hehehehehe
Ai está mais um capítulo para você.
Até o próximo capítulo.
Beijokas
Cha-mei - Oiii! Que bom que gostou! ^-^
Outro capítulo para você!
Beijokas
Até o próximo capítulo.
Patrícia - Oii!!!
Ai está mais um capítulo para você. :P
Opa! Obrigada =D Que bom! ^-^
Beijokas e até o próximo capítulo.
Individua do mal -Oláá!!!
Pois é... E ele vai penar por um tempinho por causa disso. Sango vai ter história para contar até a vigésima quinta geração dele. :P
Ai está o capítulo.
Até o próximo capítulo.
Beijokas
Aninha - Oláá!!
hehehe Opa... Demorei muito?
Prometo que vai ter muito mais momento fofo entre Kagome e Inuyasha... :P
Beijokas e obrigada.
Até o próximo capítulo.
