Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?- Fernando Pessoa
Oi gente, eu não ando com muita criatividade não, eu estava estourando de dor de cabeça e por isso tava pensando em adiar mais um pouco o capítulo. Nesse fim de semana, estarei na casa da mamãe, com dois gatinhos liindos de companhia, e dependerei da boa vontade dela pra me emprestar o notebook. Eu passarei o Carnaval estudando,g ente, sou esquisita né? Então, acompanhem o capítulo. 3
Chapter 24- Protection
" Eu te protegerei, não importa como farei isso, o que precisarei fazer. Fazertudo é eufemismo. "
Várias noites haviam se passado. Yuri não dormia por opção. Não por preocupação, mas queria estar ao lado da amada- sempre- atento a qualquer necessidade, perigo. Não queria falhar como marido.
Sim, ele havia se tornado o anjo dela. O anjo do demônio independente e forte que era Layla. Ela por mais que estivesse em conflito psicológico, gostava daquela proteção.
Ao mesmo tempo que gostava de ser frágil, ela se sentia péssima com aquilo. Estava entrevada numa cama, sufocando sua própria teimosia e independência. Nunca fora alguém que dependia dos outros.
Estava no oitavo mês de gravidez, e Sora vinha visitá-la todos os dias. Uma pequena alegria dela era ver que a garota recuperara o movimento dos braços.
[...]
Dos braços, mas não das mãos. Tentava abri-las, mas era como se seus dedos fossem de pedra. Ela derramou lágrimas, ali no consultório mesmo, e logo foi consolada por Leon. A Dra Kate a olhava tentando o mesmo.
- Sora, já está fazendo um grande progresso recuperando o movimento dos braços... mesmo que não totalmente... espero que entenda que é um pouco difícil... os nervos precisam ser estimulados.
Leon abraçava Sora por trás, enlaçando os braços em sua cintura. Falou baixo a ela, e logo se afastou, ambos corados.
- Calma... você precisa ter calma, meu amor. – Ele segurou as mãos dela, as apertou de leve e logo as soltou. Ken e Kate tentaram fazê-la abrir os dedos de novo para mexê-los, mas a dor era lancinante, tanto que a garota de cabelos púrpuras chorou. Lágrimas escorriam pelos olhos amendoados dela e Leon sentia-se extremamente culpado.
[...]
Calma era uma coisa que pelo visto Alice, May e Leon não entendiam muito bem. Os ensaios não estavam indo bem, já que os três estavam SEMPRE se desentendendo. Não necessariamente os três, mas May tinha um temperamento... estranho. Após a fisioterapia ele ia para os treinos todos os dias, que vinham se tornando mais obrigação do que prazer.
(...)
- Devia parar de se intrometer! - Alice estava praticamente com o dedo na cara de May.
- Só VOCÊ não vê que apesar da técnica de ambos ser PERFEITA vocês não têm sentimento. Vocês querem apresentar ao público uma peça medíocre assim? A Layla mataria vocês se soubesse!
- Será que dá pra parar com essa discussão e voltar ao treino? – Ele falou irritado, até agora estava somente em um canto, com o pensamento lá longe. Na sua amada, que estava dormindo como sempre. A fisioterapia a cansava muito.
-Leon, você realmente gosta de atuar no Kaleido? Não está parecendo. – May olhou séria pro acrobata, sabia o que se passava mas ele precisava se concentrar.
-Eu não consigo fingir sentimentos. E ela não é minha parceira. – Leon respondeu extremamente gélido.
Layla. Parceira. Ela não era boa o suficiente para agradar à sua idola( não sei como escreve) e nem ser parceira do homem que amava, era isso? POR QUÊ ele amava Sora e não a ela?
- Eu desisto de vocês dois. Mas eu cancelaria a peça, ao invés de decepcionar o público. A Sora não iria gostar disso. – May saiu dali pisando forte. Sabia que Alice era uma vadia insuportável tinha um temperamento difícil mas aqueles dois precisavam ao menos se respeitar ou a peça seria péssima.
E já havia comentários nos bastidores.
Fim do treino da manhã.
[...]
Subira as escadas, apressado . Abrira o quarto. A sua amada dormia angelicalmente, ele parou alguns segundos para contemplá-la, abrindo leve sorriso. Mas tomou um susto repentino e corou quando a namorada abriu os olhos, e falou baixo.
- Estou tão feliz que trouxe meu almoço, meu amor! É a primeira vez que fazemos isso de almoçar no quarto e é divertido-do-do-do! - Ela falava animada, estava morrendo de fome.
- Ah Sora. – Ele abriu um enorme sorriso, ficou a fitá-la por alguns segundos e deu um beijo em sua testa. Como ela conseguia estar alegre mesmo com a dor da fisioterapia, que ele sabia que nesse momento estava presente? Ele abriu a pequena "marmita" com um almoço japonês bem organizado com sushis com carinhas alegres, corações e outras coisas fofinhas- com a ajuda de May e as outras amigas de Sora.
- Aaaaaaaah que fofo Leon! – Ela havia corado de prazer ao ver aquilo. – Comeu rápido, no ímpeto da fome, mas ao ver a poker face assustada do namorado com a cena, colocou o prato na cama e escondeu a face com um travesseiro que pegou.
- Parece uma criança. – Ele falava tentando parecer sério, o que causava mais risadas da amada. Tentou desviar o assunto, típico de Leon fazer isso. – Ah por favor coma logo, não quer um remédio para passar a dor? E talvez seus travesseiros estejam desconfortáveis... está dormindo tanto, dorminhoca.
- Eu estou extremamente cansada... e isso é meio chato... – Ela desceu o travesseiro e agora estava séria e um pouco triste. – Eu queria assistir aos treinos.
- Meu amor, você precisa respeitar os limites do seu corpo. E se o esforço for demais e você desmaiar de cansaço? Coma agora. – Ele estava praticamente dando o sushi na boca dela, meio desajeitado com o hashi, o que logo arrancou risadas da acrobata.
- Meu Deus, amor, você tá fazendo completamente errado! Se esses dedos tivessem se mexendo...eu poderia ajudar. – Ela já estava pra ficar séria quando ele colocou um sushi em sua boca de supetão, sem esperar que ela recusasse ou falar mais alguma coisa.
- Você ainda vai poder me ensinar, por quê tanta pressa? – Ele riu. Ela não estava nem na metade do prato. – Lembre-se que faltam duas horas pro treino.
-Isso é injusto-to-to-to! Duas horas não são muito tempo! – Ela olhava ele fazendo bico.
Depois de um tempo, ela terminou. Ambos deitaram-se na cama depois de ele levar um bom tempo arrumando os travesseiros para deixar a amada confortável. Queria protegê-la de qualquer dor.
Não ralhou nem nada por ela adormecer em seus braços. Hora ou outra voltaria a ver o seu anjo saltitante e agitado como era. Mas o que o admirava: sua alegria nunca a deixara.
Desceu calmamente para os treinos, depois de beijá-la na testa e dizer baixo, no ouvido:
"Aishiteru."
[...]
O treino do resto da tarde foi nada mais nada menos que um enorme sacrifício para todos os acrobatas pois as brigas estavam cada vez piores, e não adiantava ninguém se intrometer. Mia estava desanimada, precisava de uma ideia para motivar todos. No dia seguinte teriam uma reunião de urgência!
[...]
Chegou a noite. Impressionante, ela não acordava, ele pensou sorrindo. Acomodou-se ao lado da amada, fazendo o maior esforço possível para deixá-la confortável.
[...]
E o loiro olhava as estrelas. Um mês, como parecia uma eternidade, queria conhecer logo sua filhinha. Não haviam decidido o nome, a propósito. O problema é que às vezes Layla estava alegre e às vezes extremamente mal-humorada. Não se importava. A amava do mesmo jeito e queria envelhecer com ela.
[...]
No quarto de Rosetta, já que Sora estava no quarto do namorado, Fool olhava as cartas, interessado e curioso.
- A constelação de Sagitário está piscando mas ainda não reestabeleceu seu brilho. Está indo pelo caminho certo, porém o escuro a impede de ver algumas coisas.
Rosetta tinha a impressão de ter ouvido algo, mas estava tão cansada e estressada que desabou na cama.
Diamantes amarelos na luz É como me sinto que não posso negar Encontramos amor em um lugar sem esperança Brilha uma luz através de uma porta aberta É como me sinto que não posso negar Encontramos amor em um lugar sem esperança Diamantes amarelos na luz Encontramos amor em um lugar sem esperança Encontramos amor em um lugar sem esperança
E nós estamos lado a lado
Quando a sua sombra cruza a minha
É o que basta para que eu ganhe vida
Mas preciso deixar pra lá
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Amor e vida eu separarei
Volte pois eu preciso de você mais
Sinta as coração batendo em minha cabeça
Mas preciso deixar pra lá
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Encontramos amor em um lugar sem esperança
E nós estamos lado a lado
Quando a sua sombra cruza a minha
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Encontramos amor em um lugar sem esperança
Nota da autora: Não sei se a música é legal, se o capítulo tá legal, eu devo estar com probleminhas pois estou gostando da matéria de Fusos Horários( sempre ODIEI) no pré-vestibular. XD Mereço reviews? Por favor, não me abandonem, as reviews me incentivam muuuito mesmo, principalmente quando estou mal.
Ps: A música é We Found Love- Rihanna.
