Capítulo 25

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Donzela Guerreira

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Capítulo 25

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Naquele mesmo momento Sango e Mirok foram visto se aproximando da fortaleza, a chegada de um personagem que trouxe um novo drama para distraí-los do velho drama. Mas desta vez, Kagome descobriu que não era uma artimanha de sua irmã. A urgência nos olhos de Sango.

Enquanto falava com InuYasha era evidente. Havia problemas a caminho. Ela e Mirok tinham visto uma grande companhia de cavalheiros ingleses, vindo para Higurashi.

Seqüestradora e refém aparentemente tinha alcançado algum tipo de trégua, já que tinham cruzado a colina juntos, Sango ajudando a sustentar Mirok, quem tinha sido vítima de uma certa misteriosa ferida, embora ele insistia que era só um raspão. Kagome se perguntou qual seria a verdade, mais não havia tempo para um interrogatório.

— Jin! — Kagome gritou. — Dá o alarme. Reúne aos granjeiros e juntem o gado.

— Nobu! — Inuyasha lhe lançou a chave da armería. — Reúne aos homens na armería. Koishi te assegure que os cavalos estejam nos estábulos.

Para não ser menos, Mirok gritou:

— Sango! Procura a Rin e busca refugio com ela e as outras mulheres dentro da fortaleza.

Mais sua surpresa, sua ordem foi recebida com um silêncio mortal. O olhar letal de Sango o perfurou.

— Não me dê ordens, fanfarrão de...

— Basta, moça! — ele disse. — Não é momento para jogos.

Ela sacudiu sua cabeça.

— Não aprendeste nada? Quem o tomou como refém a ponta da faca? Quem te defendeu dos bandidos? Quem salvou seu traseiro inútil?

— Parem vocês dois! — Inuyasha levantou suas mãos. — Não temos tempo para isto. Sango pode preparar aos arqueiros?

— É obvio. — ela respondeu com desdém para Mirok, então adicionou entre dentes. — Se os encontro em meio desta confusão que têm feito em minha fortaleza.

— Então faz.

Mirok pôs uma palma sobre o peito de Inuyasha.

— Espera! Não pode permitir que ela esteja sobre a muralha. Ela é... é... uma mulher.

InuYasha sorriu maliciosamente para seu amigo, lhe dando tampinhas no ombro.

— Ela é perfeitamente capaz. Confia nela.

— Está louco? — Mirok grunhiu, perplexo. — Não pode lhe permitir...

Mais Sango já tinha descido a escada. Inuyasha apertou o ombro de Mirok.

— Estará bem. Foi capaz de seqüestrar por acaso só ao Mirok du Hashi. — Sem sua alegria habitual, Mirok o olhou e assentiu.

Mirok observou o lugar por onde Sango tinha desaparecido. Se Kagome não estava equivocada poderia assegurar que esse pobre homem estava apaixonado por sua seqüestradora.

— Pode caminhar para encontrar a meu pai? — lhe perguntou.

Mirok, agradecido por ser útil, cumpriu o pedido dirigindo-se para a escada. Enquanto isso, Rin guiava às mulheres e aos meninos com calma e eficiência, levando-os a um lugar seguro dentro da fortaleza. Quando todos estiveram acomodados, ela se refugiou aí também.

Jin levou os últimos animais dentro do jardim. No meio do caos, ninguém notou uma pequena figura deslizando-se fora dos portões. Abaixaram as grades, isolando Higurashi do mundo exterior. Só então Kagome deu um suspiro de alívio.

— Bem, minha lady. — InuYasha disse depois que os cavalheiros estavam reunidos e armados. — Vejamos a quem nos enfrentaremos?

Aventuraram-se para cima da muralha externa. Kagome esteve agradada de ver que os arqueiros de Sango estavam em lugar, seus arcos preparados. Um dos guarda gritou:

— Aí estão!

Sobre o alto da colina podiam ser visto uma série de insígnias de um exército estrangeiro. Foi suficiente para acender o medo no coração de Kagome.

Ela tragou em seco.

— São muitos.

— Sim. — Inuyasha disse, seus lábios curvando-se em um sorriso malicioso — Mais são Ingleses.

Ingleses ou não, Kagome contou pelo menos quatro dúzias de cavalheiros a cavalo e um número a pé. Essa tinha que ser a aliança dos lordes ingleses que tinha estado aterrorizando a zona de fronteiras.

— Ninguém briga contra os cavalheiros de Taysho voluntariamente — Inuyasha a tranqüilizou — Uma vez que saibam com quem terão que lutar estabelecerão um sítio antes de combater corpo a corpo.

Kagome esperava que Inuyasha tivesse razão. Inuyasha parecia acreditar firmemente na reputação de seus cavalheiros. Inuyasha estudou aos soldados aproximando-se.

— Acredito que seria útil lhes fazer acreditar que nós somos mais em número.

Kagome pensou por um momento. Então uma inspiração lhe chegou.

— Usaremos a todos. Granjeiros, gente das cavalariças, da cozinha e as servas. Diga-lhes para que tapem as cabeças. À distância, ninguém pode diferenciar a um cavalheiro de um servente, a um homem de uma mulher.

InuYasha a olhou atônito. Então sua face mostrou um sorriso orgulhoso.

— Brilhante.

Mas enquanto lhe devolvia o sorriso, um arqueiro de Higurashi gritou:

— Que diabos!

A cabeça de Inuyasha girou para o aflito arqueiro, e seguiu o olhar do homem para o exército invasor.

— Maldição.

Kagome olhou, no horizonte cinza, carregados de nuvens escuras, viu a silhueta sinistra contra o céu, uma enorme estrutura de madeira, empurrada por um par de bois. Parecia uma torre gigante ou o mastro de um navio.

— O que acontece?

A voz de Inuyasha se fez neutra.

— Têm um trebuchet.

Ela pestanejou e estreitou seus olhos.

— O que é um trebuchet?

InuYasha estava muito distraído para lhe responder. Ele começou a disparar ordens.

— Arqueiros! Se eles fizerem funcionar essa máquina, dispararemos fogo. Não podemos deixar que eles a usem.

Ele passou pelo lado dela, e Kagome teve que correr para alcançá-lo enquanto baixava as escadas a passos aumentados.

— Têm mais arcos? — lhe perguntou enquanto se apressava através do grande salão.

— Arcos Cruzados.

— Necessitaremos de todos os que haja. O que tem que para fazer um fogo Grego?

Ela franziu o cenho. Nunca tinha ouvido falar do fogo Grego.

— Não há sulfureto? — ele murmurou. — Pedaços de tecido que possamos umedecer com azeite?

— Sim.

— Usaremos isso. E busca vela, muitas velas.

Ela queria lhe fazer perguntas mais... Maldição! Mas sentia a urgência de Inuyasha, e confiava em seu julgamento. Enquanto se dirigia para procurar trapos e velas, ouviu-o ordenar aos cavalheiros da muralha do oeste, que cada mão livre estivesse armada com um arco. E vez ou outra, entre os homens de Taysho, ela ouviu sussurrar a palavra "trebuchet".

Enquanto InuYasha ia atrás dos arqueiros, lançou um olhar ao céu. Tormenta. As nuvens cobriam o céu agora. Apoiou sua mão no punho de sua espada enquanto observava ao inimigo acampar. Não havia nada mais excitante para Inuyasha que um inimigo com uma espada em sua mão. Sim, ele reconheceu os méritos das outras armas: a tocha, a adaga, o facão, os arcos. Mas todos careciam do espírito de uma espada de aço de Toledo.

Para um guerreiro como Inuyasha, o trebuchet era uma abominação, uma máquina de guerra que se apoiava na força bruta mais que na sutileza da esgrima. Era uma máquina para covardes e bárbaros demasiado estúpidos para empregar a arte da estratégia. Usar esse tipo de máquinas era deplorável, e nada cavalheiresco.

Então quando os olhos de Inuyasha se fixaram nessa monstruosidade rodando colina abaixo, uma silenciosa fúria começou a ferver dentro dele. O fato de que os ingleses recorressem a usar esse tipo de arma, uma besta de destruição que devorava tudo em seu caminho, significava que não tinham intenção de estabelecer um bloqueio à fortaleza, não haveria negociações, nem compromissos mútuos, e possivelmente não haveria prisioneiros. Provavelmente tinham a intenção de fazer um trabalho rápido com a fortaleza, e reclamá-la antes que o sol findasse e antes que qualquer ajuda pudesse chegar.

Mas o que mais exasperava Inuyasha, e, além disso, o fazia sentir culpado, era o fato que por causa de ter estado tão entusiasmado começando a construção da muralha interna, a grama que rodeava Higurashi estava coberta com grandes pedaços de rochas, que seriam perfeitos e mortais mísseis para ser disparado pelo trebuchet.

Os escoceses aparentemente nunca tinham visto esse tipo de máquina. Com alguma sorte, Inuyasha pensou, apertando o punho de sua agora espada inútil, nunca a veriam em ação. Mas deveriam prover os trapos molhados em azeite aos arqueiros rapidamente para que pudessem prender fogo a essa máquina e desse modo poder desabilitá-la para o combate.

Kagome emergiu na muralha, seus braços carregados com velas, meia dúzia de moços a seguiam com trapos e azeite. Inuyasha agradeceu a Deus que ela não fosse uma dessas moças choronas que poderia distraí-lo da tarefa que devia enfrentar.

Na verdade, era uma companheira e uma colaboradora excelente. Sua face mostrava preocupação, mas o escuro fogo em seus olhos lhe disse que ela era tão temerária e determinada como qualquer um de seus cavalheiros. O orgulho lhe encheu o peito quando a olhou, orgulho e veneração... E... Sim... Amor. Amava sua obcecada esposa escocesa.

Desejou que houvesse tempo para dizer-lhe quando tudo isto terminasse, Inuyasha silenciosamente jurou a si mesmo, esgotaria seus ouvidos com palavras de amor. Mais por agora, tinha um castelo que defender, seu castelo.

Kagome estudou a torre de madeira, tratando de adivinhar como funcionaria.

— É como uma catapulta?

— Sim, só que muito mais poderosa. — ele disse — Um trebuchet pode perfurar a muralha de um castelo sozinho...

Kagome empalideceu. Inuyasha se arrependeu de haver dito essas palavras. Kagome podia ser uma administradora capaz e uma guerreira valente, mas ela nunca tinha enfrentado a uma ameaça tão absoluta a sua própria fortaleza. Impondo-lhe pelo rei a um marido Normando.

Tomou-a pelos ombros e a olhou nos olhos.

— Me escute, Kagome. — Então Inuyasha fez um juramento, um que rogou a Deus que pudesse cumprir. — Não deixarei cair Higurashi.

Por um momento, uma dúvida morou em seus olhos. Mas ela assentiu, desejosa de acreditar nele.

— Será melhor que não. — lhe advertiu, seu olhar duro, lhe recordando que debaixo de sua suave carne havia ossos de rígido aço. Então seus olhos brilharam misteriosamente. — Se não deixaremos ao bebê uma pilha de escombros.

InuYasha pestanejou. Enquanto se olhavam, as palavras dela foram compreendidas e ele franziu o cenho confundido.

Quis dizer "nosso bebê?" Estava ela... Não, não podia ser. Era muito cedo. Entretanto, a possibilidade existia e isso lhe causou uma secreta excitação que deixou um estranho torvelinho em seu coração.

Seria uma questão que falariam mais tarde, porque ela já havia deixando seu abraço para fazer algo mais útil, distribuir velas aos arqueiros. Ele, também, tinha outros assuntos que atender se queria cumprir sua promessa.

— Empapem os trapos com o azeite e fixem-nos nas pontas da flecha. — Instruiu aos cavalheiros. — Os acendam, e assegure-se que estejam ardendo antes de os lançar.

Sango apareceu perto de sua cabeça.

— Pus sentinelas ao redor do perímetro. — lhe disse — Em caso que eles tratem de minar as muralhas.

Inuyasha assentiu sua aprovação. A irmã de Kagome podia ser impulsiva, mas ela era admiravelmente eficiente e capaz. Apesar de ser tão premente a situação, apesar de pouco preparada que estava a gente de Higurashi para a guerra, InuYasha começou a acreditar que podiam ter uma chance de vencer aos ingleses, se conseguissem desabilitar o trebuchet.

Então a primeira gota de chuva caiu sobre sua bochecha.

— Jesus. — ele disse entre dentes.

Qualquer outro dia a chuva seria bem-vinda, porque o mau clima era o calcanhar de Aquiles dos sitiadores. Mais hoje, a chuva poderia apagar as flechas com fogo de Higurashi. Kagome e Sir Nobu vieram para seu lado, olhando a chuva.

— Merda. — Kagome murmurou. — Temos que disparar agora.

Nobu sacudiu a cabeça.

— A máquina ainda está muito longe, fora de nosso alcance.

Inuyasha esfregou o queixo, sopesando as circunstâncias enquanto a chuva começou a descarregar-se.

— Não podemos nos dar o luxo de esperar. Se não a desabilitarmos logo...

Kagome forçou sua vista para as nuvens no horizonte.

— Quanto tempo lhes leva preparar a máquina?

Nobu seguia seu olhar.

— Não muito tempo.

— Merda.

— Vejamos que podem fazer os arqueiros. — InuYasha decidiu.

Tinha razão. O trebuchet estava fora do alcance das flechas, ainda para os melhores arqueiros de Taysho. As flechas de fogo cruzaram o céu prateado, só para cair no terreno úmido, várias jardas diante da linha de frente do exército inimigo.

Os ingleses pareciam imunes à chuva. Continuaram seu trabalho, empurrando o trebuchet para frente, protegendo-o com uma série de escudos que formavam o que parecia uma armadura gigante. Embora entraram dentro do alcance dos arqueiros, nenhuma flecha pôde penetrar o amparo de aço. Ainda as flechas que fortuitamente foram dar à parte alta do trebuchet logo se apagaram devido à chuva.

Olhando ao cruel céu, Inuyasha começou a perguntar-se se Deus seria Inglês.

Em uma cela subterrânea da fortaleza, Rin fez calar aos meninos e a suas mães, sempre vigilante aos sons de batalha. Sempre e quando as muralhas externas resistissem, ela sabia, estariam seguros. E se Kaede tinha conseguido sair pelo portão de entrada, a ajuda chegaria nesse dia.

Enquanto isso faria o que Kaede lhe tinha aconselhado e estava atenta aos sons de invasão, porque se o assédio se convertesse em um ataque de grande escala, se a segurança de Higurashi fosse quebrada, ela seria forçada a revelar um dos mais guardados segredos do castelo.

Se isso falhasse, Rin tinha outra opção. Ela olhou à pequena coleção de armas que ela tinha posto em um rincão da cela. Precisava-se entrar em combate, não duvidaria de as usar. Teria que dar um montão de explicações mais tarde, mas ao menos viveria para fazê-lo.

No alto da muralha agora com sua armadura, Sango passou ao lado dos arqueiros que tinha estacionado ao longo da muralha. Até o momento, ela pensou, os ingleses estavam focalizados no lado oeste do castelo, mas isso podia trocar em qualquer momento. Era essencial que os arqueiros estivessem atentos a pequenas bandas de soldados que poderiam atacar por essa zona.

Ela sorriu com satisfação quando olhou à fila de sentinelas atentos. Ao menos estes homens não contradiziam cada uma de suas ordens, como o Normando cabeça dura que ela tinha tomado cativo nos últimos dias. Mordeu o lábio, imaginando o que teria sido de Mirok. Esperava, depois de tudo, que não fizesse nada estúpido expondo-se a ser morto.

Mirok era muito audaz, acreditava que podia ordenar a ela que ficasse na fortaleza junto com as outras mulheres. Não tinha aprendido nada sobre ela nesses dias? Não tinha se dado conta que ela não era como as outras moças, a não ser uma Donzela Guerreira de Higurashi? Não podia aceitar que ela valia tanto como qualquer guerreiro homem?

Mirok du Hashi tinha muito que aprender sobre Sango de Higurashi. Desejou que ele vivesse o suficiente para inteirar-se quem era ela.

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Mirok fez uma careta quando uma dor aguda tomou a coxa. O suor empapava suas sobrancelhas enquanto ascendia os degraus da muralha externa de torre oeste, apoiando-se pesadamente contra as pedras. Ainda não tinha encontrado ao pai de Sango, mas a esse passo de tartaruga ao que estava forçado, o velho possivelmente se afastava dele a cada segundo. Mirok não era o homem para essa tarefa, não com sua perna nesse estado. Mas nesse momento ele estava agradecido por essa distração, porque em tudo o que podia pensar era em Sango e sua obcecada insistência de participar da batalha.

Deus! Ela era uma moça para tomar armas. Uma vez que colocava um objetivo não havia perigo, raciocínio e nem sequer um Deus, que a desviasse dele. Assim tinha sido quando o seqüestrou. Não importava quanto ele tivesse tentado raciocinar com ela, quanto lhe tivesse assegurado que sua irmã não sofreria nas mãos de Inuyasha, nem quão duro seria o castigo por esse seqüestro, ela insistia em seu plano de pedir um resgate por ele. Ainda quando Mirok lhe assegurou que seria perdoada se eles voltavam para castelo, ela não o escutava.

Mas, devia reconhecê-lo, sua tenacidade lhe tinha salvado sua vida. Ela tinha sido muito valente ao enfrentar o perigo. Na verdade, ele teria morrido sangrando se não tivesse sido pela férrea determinação dela de mantê-lo como refém.

Mas, isto? Isto era diferente. Havia um exército inteiro aí fora, e não importa quão invencível ela se acreditasse, sua carne era tão mortal como a do resto dos homens. Mortal e vulnerável e... Tão suave como seda fina.

Enrugou a sobrancelha, amaldiçoando as lembranças luxuriosas que o espreitavam a cada segundo. Não amava a moça, disse-se a si mesmo, sem importar o que tinha acontecido a noite anterior. Ela era divertida, sim, e atrativa. Desejável. E fascinante. Mas ela era problemática. Além disso, se ela continuasse vivendo tão perigosamente, sem cuidado por sua própria segurança, não sobreviveria ao assédio dos ingleses. Cambaleou-se contra a parede, outra onda de dor o atacou. Esta, entretanto, não lhe perfurou a perna, a não ser o coração.

Diretamente por cima de Mirok, no alto da muralha externa do castelo, o Lorde de Higurashi escutava a sua amada Kira. Ela o estava chamando, lhe pedindo ajuda. Um soluço afogou sua garganta, e lágrimas rodaram por suas bochechas, porque não importava por onde a buscasse, ele não podia encontrá-la.

— Kira, meu amor. — ele chamou, sua voz desesperada.

O som pareceu envolvê-lo, vindo de todos lados está. Girou lentamente uma e outra vez, mas só via pedras cinzas. Sentiu-se desamparado, tão desamparado. Agarrou-se aos cabelos frustrado, esforçando-se por ouvir, mas agora só parecia a chuva murmurando sobre o parapeito de pedra.

Apareceu pelo parapeito, um exército se reuniu. Não eram soldados de Higurashi, nem eram os cavalheiros do normando. Olhou à estranha companhia com certa indiferença, como se observasse às preparações para a festa de Natal. Tinham uma coisa enorme de madeira, observou, parecia um brinquedo gigante. Então viu que vários homens elevavam um grande pedaço de rocha sobre a plataforma que sustentava ao gigante.

Como levadas pela mão de Thor, uma chuva de flechas de fogo subitamente descenderam dos céus. Mas as chamas instantaneamente se apagaram, afogadas por um toró.

Então, o gigante de madeira se estremeceu com tanta violência e velocidade que ele mal vislumbrou brevemente o míssil catapultando para ele. A rocha bateu na torre, impactando com força, então uma ominosa rachadura, abriu as pedras debaixo dele, deixando o de joelhos.

As rochas ao redor dele rugiram e se precipitaram. Ante seus olhos, a metade da torre oeste se derrubou. Um vento úmido subitamente lhe voou o cabelo e golpeou em sua cara, enquanto seus olhos se esforçavam por abrir-se lutando contra um brilho intenso que vinha do céu.

Deveu ter aborrecido aos deuses, ele decidiu. A devastação a seu redor era certamente obra do martelo de Thor.

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A mão de Kagome se esticou sobre a pedra úmida do parapeito enquanto observava o desmoronamento da torre oeste. Seu coração se deteve, e não pôde levar ar a seus pulmões. Olhou o trebuchet que se sacudia com incrível força. Nunca havia imaginado a destruição que podia causar. Ao redor dela, os homens de Higurashi estavam quietos sumidos no silêncio, apertando seus arcos, seus nódulos estavam branco pela tensão, embora tais armas agora pareciam tão inúteis como uma pluma enfrentado uma espada.

Pela primeira vez em sua vida, medo e dúvida fizeram suar sua nuca. Estes não eram meros mortais com espadas, eles brigavam com um monstro forjado por Lúcifer. Como podiam esperar triunfar contra semelhante máquina?

Então olhou para Inuyasha que observava ao inimigo com ferocidade e apertava sua mandíbula. Não estavam vencidos. Muito longe disso. InuYasha de Taysho não se renderia. Nunca se renderia. Embora esse maldito trebuchet lhe lançasse uma rocha diretamente a seu próprio ventre, morreria enfrentando aos ingleses com um punho levantado e um olhar desafiante.

Como podia ser ela menos valente? Inspirada por InuYasha, Kagome de Higurashi endireitou suas costas e esticou seus nervos, afrouxando seu aperto a borda da parede e fechando a mão ao redor do punho de sua nova espada.

— Parem o fogo! — ela gritou aos arqueiros.

Os ingleses se prepararam para atacar outra vez. Os soldados mantinham-se em suas posições. Não precisavam avançar a pé, não quando possuíam uma arma tão formidável. Kagome estudou sua posição e trajetória do trebuchet.

— Apontam a mesma torre? — ela perguntou sob a chuva.

Nobu assentiu.

— Sim, para fazer um ponto de entrada.

— Bem. Um só ponto de entrada é fácil de defender. Moveremos os soldados aí.

— Será fácil. — Inuyasha concordou muito sério. — A menos que eles movam o trebuchet.

Ela baixou as sobrancelhas.

— Então mataremos os enquanto podemos.

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Continua...