Capítulo 25: Início

~ Bella ~

Três cabeças cobertas de ouro, uma em frente a outra bloqueavam a minha visão de Edward durante a cerimônia de formatura. Sentados em ordem alfabética, eu estava muito atrás dele, ao lado de Jessica. Masen estava muitas filas atrás no colo de Esme ou da minha mãe. Meu pai estava, sem dúvida, com a câmera de vídeo - o seu presente de formatura para mim - no palco, pronto para filmar.

Ele trouxe a câmera essa manhã enquanto nos preparávamos para sair para a cerimônia. Por mais pressa que estivéssemos, eu tive que parar em choque quando ele a tirou das costas, como se fosse um mágico me deslumbrando com suas misteriosas ilusões.

"Você pediu isso", ele disse, com um sorriso grande, e seu bigode sorrindo com ele. Quando eu tinha desejado um mês atrás a câmera de vídeo em sua casa, tinha sido mais um devaneio murmurado, mas eu nunca imaginei realmente ter uma. "Está carregada e pronta para usar."

Eu o agradeci com um abraço cheio de saltos um aperto entusiasmado no pescoço, encantada com a idéia de finalmente poder documentar os marcos de Masen em vídeo.

E agora, sentado no estádio de Forks High, nas arquibancadas metálicas, sob o muitas vezes evasivo - mas sempre bem-vindo – sol de Forks, o meu pai estava atrás de mim com a minha nova câmera, esperando para documentar uma das minhas metas. A multidão calou-se com algumas gargantas ruidosas e tosses nervosas assim que o nosso diretor atravessou o palco improvisado, que tinha sido montado no campo. No início, o microfone no palanque não funcionou. Em seguida, ele gritou, e ele soltou um som denso para nós, o testando, funcionando agora. Três palavras mais tarde, logo depois das boas-vindas do diretor Randall, os gritos do choro de Masen se desviaram para mim como um gemido fantasmagórico no vento, lentamente e uniformemente crescendo em volume. Eu não podia ouvir mais nada. Os cabelos finos nos meus braços se arrepiaram. Edward olhou para mim, em torno das cabeças entre nós, e eu olhei para trás, para Masen. Desde que ele não era o único bebê lá, ninguém realmente sabia que era o nosso bebê chorando, mas quebrou o meu coração ouvi-lo. Edward, sentindo o mesmo, se levantou em sua beca e capelo, bem no meio do discurso do Diretor Randall, e caminhou até o fim da minha fila, apontando com um dedo rápido para eu ir com ele. Ignorando o meu aquecido e avermelhado rosto, eu fiquei de pé na frente de todos, encontrando Edward e subindo os degraus com ele até o nosso bebê. Ele segurou minha mão trêmula.

"Está tudo bem", ele sussurrou. "Os olhos de todos estão no palco."

Eu não verifiquei para confirmar, meus olhos se concentrando em frente. Esme trouxe Masen até nós, seus gritos cada vez mais altos e mais exigentes, quanto mais se aproximava de mim, como se ele me sentisse ou o meu cheiro e percebesse que eu não estava fazendo nada, exceto ignorá-lo.

"Ele está com fome", eu sussurrei. Não estavam só as duas mãos do pobre garoto desesperadamente formando sua melhor versão do sinal para leite, mas o inchaço e sensação em meus seios confirmava sua fome. "Eu o amamentei antes de sairmos, mas não houve tempo para ele terminar. Eu não vou amamentá-lo na frente de todos." Eu desejei que eu pudesse ser uma daquelas mulheres que não se importa e poderia simplesmente colocar o seio para fora e amamentar em qualquer lugar, mas eu não conseguia ser assim, muito menos durante a nossa cerimônia de formatura do ensino médio.

Edward me seguiu até o corredor para o exterior do estádio, onde encontramos um banco em frente a lanchonete fechada – o lugar em que o problema com o Paul tinha começado no único jogo de beisebol que eu participei. Eu levantei a minha beca, então tive que desabotoar a lateral do meu vestido nada apropriado para amamentação para libertar o meu peito, Masen se contorcendo e chorando o tempo todo. Eu não tinha um cobertor para me cobrir e ter privacidade, mas sem uma palavra Edward tirou a beca dourada de formatura e a estendeu em cima de mim. Dessa forma eu poderia me cobrir, mas ainda puxar o tecido do meu ombro apenas o suficiente para espiar Masen sempre que eu quisesse vê-lo. Eu dei a Edward um sorriso envergonhado, mas grato.

"Você está tão bonito", eu disse, olhando para ele vestido em seu terno. A única coisa melhor do que Edward em um terno era Edward em uma camiseta que o abraçava como se não pudesse obter o suficiente dele... ou Edward sem nada. Se o meu rubor desapareceu após a emboscada de atenção indesejada durante a cerimônia, certamente voltou com esse pensamento.

"E você está radiante amamentando o nosso bebê usando seu capelo e uma beca." Ele sorriu, se juntando a mim no banco. Ele deve ter notado o novo rubor nas minhas bochechas, e mal interpretado, porque tocou meu rosto com as costas da mão e disse: "Bella, não se sinta estranha sobre isso. É completamente natural. Favor me diga que você está ainda vai participar da cerimônia. Porque se você não for, eu também não irei".

"Eu vou", eu disse. "Mesmo que eu tenha que levar Masen no palco comigo."

"Você não tem que fazer isso. Vamos nos revezar com ele enquanto o outro sobe ao palco."

"Edward, eu não sei o que é, mas, apesar do constrangimento, há algo de especial sobre seu bebê exigir sua atenção durante um dos momentos mais importantes de sua vida."

"Eu sei o que é", disse ele. "Você quer compartilhar suas conquistas com as pessoas que você ama, e quem você ama mais do que Masen?"

Eu balancei a cabeça. "Estou tão feliz que ele está aqui com a gente. E depois que as pessoas dizem coisas como o que Phil me disse ontem, me deixa muito mais grata por ele." Eu baixei a voz para um sussurro. "Como pode alguém? Phil ou minha mãe, ou qualquer um, até mesmo considerar uma vida sem Masen?"

Edward se inclinou e beijou o canto do meu olho. Ele deve ter provado minha lágrima estagnada. "Você não tem que pensar sobre isso, Bella. Ele está aqui e isso nunca irá mudar."

Depois de curtos de cinco minutos de amamentação, Masen se afastou. "Você já terminou? Todo aquele clamor por tão pouco? Claro", eu disse, colocando minhas roupas de volta, e entregando a Edward de volta a sua beca. Masen tinha um olhar embriagado e sem foco no rosto, ele sempre ficava assim quando ele estava cheio e satisfeito. Eu beijei seu rostinho tonto e o deixei dormir no meu ombro coberto de poliéster.

Como a população de Forks High, obviamente, não era enorme, a multidão estava situada em uma pequena área no centro do estádio. Edward e eu descemos os degraus na outra extremidade para não perturbar a cerimônia de novo. Fomos em direção ao portão onde poderíamos facilmente encontrar a fila de estudantes enquanto eles caminhavam pelo campo para o palco. Foi aí que ouvimos Emmett começar seu discurso de despedida.

"Companheiros formandos de Forks High", ele fez uma pausa, olhando para o campo, como se estivesse perdido em seus pensamentos e, em seguida, enfrentou o seu público novamente. "Vocês não precisam de alguém como eu, diante de vocês, falando de seu futuro, ou pregando palavras de inspiração para vocês. Por que? Porque eu tenho uma média de notas superior? Porque eu posso argumentar com qualquer um de vocês em um canto? Incluindo os professores", acrescentou, tirando risos da platéia. "Nada disso prova que eu tenho as chaves para o sucesso ou o que eu mesmo me conheço melhor do que qualquer um de vocês conhece a si mesmo. Mas...", ele acenou com um dedo no ar, "...eu estou bem ciente de que todos nós possuímos a capacidade de reconhecer que temos o potencial para ser, que nós nos esforçamos para ser. O conselho que eu estou oferecendo a vocês é simples. Procurem dentro de si mesmos por seu próprio discurso de incentivo, porque eu garanto que será melhor, e o siga... muito mais, do que qualquer coisa que eu possa dizer a vocês aqui de cima, uma falsa representação de algo tão astronômico quanto intelecto. Algo que é impossível medir. Permitam-me deixá-los com uma citação do filósofo Lao-Tzu: "Conhecer os outros é inteligência, conhecer a si mesmo... é a verdadeira sabedoria. Dominar os outros é força, dominar a si mesmo é o verdadeiro poder."

"Tinha que ser Emmett", Edward sussurrou, "Para fazer um discurso sem realmente dar um discurso. Ouça. Ele está se rebaixando para levantar todo mundo... ele está manipulando suas mentes e irão todos aplaudi-lo, poderá até haver alguns assobios."

"Você não acha que ele quer dizer que está dizendo?"

"Um pouco, pode ser, mas se ele estivesse dando-nos o que está realmente em sua mente, seria: 'Eu sou mais inteligente do que vocês, e alguns parecem ter quatro anos de idade'."

Ouvimos Emmett agradecer a alguns professores, agradecer ao corpo discente e, em seguida, pedir ao corpo de estudantes para agradecer uns aos outros, já que era de todos nós, como um todo, sermos educados uns com os outros e não apenas nas aulas que participamos, ou nos testes para os quais estudamos. E então, assim como Edward havia sugerido, o final de seu discurso foi seguido por aplausos e assobios.

Emmett saiu do palco do nosso lado, movendo-se através da porta aberta e subiu os degraus do estádio. Quando ele nos viu, arregalou os olhos. "O que vocês dois estão fazendo aqui?"

"Masen", nós dois dissemos.

Ele assentiu com um sorriso, olhando para o bebezinho dormindo no meu ombro. Ele deu à cabeça de Masen um toque suave.

"Bella", Emmett disse com uma voz profunda, mas calma, "Originalmente, eu queria incluí-la no meu discurso, mas conhecendo você, eu não acho que você gostaria de receber toda a atenção, então eu só vou dizer o que eu preciso lhe dizer". Ele moveu a mão da cabeça de Masen para o meu ombro, dando um aperto. "Se não fosse por você, eu não estaria nesse endereço hoje. Naquele dia eu perdi minha mente por causa de Rosalie, foi você quem colocou sentido na minha cabeça, que me trouxe de volta para a escola para que eu pudesse concluir meus exames semestrais. Apenas... obrigado, B. Cada vez que eu penso no que poderia ter acontecido se eu tivesse pulado fora naquele instante, sabotaria tudo o que eu tenho trabalhado pra caramba... Estou muito grato que você não me deixou."

"Emmett", eu disse, "Não é nada que qualquer um não teria feito na mesma situação."

"Pare com isso, Bella Você é uma pessoa incrível. Você tem uma qualidade que muitos, se não a maioria das pessoas não tem. Aceitar que isso é o que eu peço em troca do favor que você me fez, eu peço que você aceite quem você é, e parar de brigar consigo mesma por quem você acha que você é."

Eu entreguei Masen para Edward para que eu pudesse abraçar Emmett. Eu fiquei na ponta dos pés para alcançar seu pescoço. "Obrigada", eu disse.

"Não me agradeça, porra, B. Você não ouviu uma palavra do que eu disse?"

Eu me afastei dele. "O que você quer que eu diga?"

"Quando eu lhe disser a pessoa maravilhosa que você é, você diz, eu sei."

"Eu não posso fazer isso", eu disse.

"Claro que você pode. É simples. Você abre a boca e forma o som de 'Eu', então você coloca a sua língua contra os dentes e formam uma 'linha' com seus lábios... 'sei'... Experimente".

"Eu sei", eu disse com um pequeno sorriso convencido, meus olhos no peito em vez de no rosto dele.

"Lá vai você!"

A música dos alunos começou, e Emmett disse que tinha que voltar para seu assento. Edward estendeu a mão para apertar a mão dele, parabenizá-lo e agradecer. Foi um agradecimento que Emmett aceitou.

Depois que Edward entrou na fila com o seu grupo e aceitou o seu diploma, ele teve que atravessar a parte inferior do estádio para voltar para mim, e uma vez que ele estava lá com Masen em seus braços, eu tive tempo apenas para um rápido, "Parabéns", e um beijo, antes de correr para pegar o meu lugar logo atrás de Jessica.

"Onde você estava?" ela sussurrou-gritou enquanto nos dirigíamos para subir os degraus do palco e esperar na parte superior para o nosso nome a ser chamado.

"Eu tenho um filho com necessidades estranhas", eu sussurrei de volta.

"Você está perdoada", disse ela, batendo no topo do meu capelo antes do diretor Randall chamar seu nome. Olhei para fora do palco para a direita em direção ao portão onde Edward estava sorrindo e ajudando Masen me mandar beijos com a mão. Ao som do meu nome, meu coração acelerou e eu atravessei, olhando para as arquibancadas para a minha mãe e meu pai. Eles tinham sorrisos orgulhosos, minha mãe enxugando os olhos, meu pai segurando a câmera.

"Parabéns, Isabella", o Diretor Randall disse, entregando-me o meu diploma temporário. Naturalmente, os autênticos seriam enviados a nós mais tarde.

Eu balancei a cabeça e apertei sua mão.

Devido à festa que Esme estava preparando, não ficamos muito tempo após a cerimônia. Além da minha busca por ela no palco, eu evitei o contato visual com a minha mãe. Ainda assim, eu a notei caminhando em direção ao estacionamento com Phil em seu vestido cor de creme. Eu não tinha falado com nenhum deles desde que o meu confronto com seu marido, e tudo que eu sabia era que ela tinham dito que eu não vinha se sentindo bem, e queria descansar sozinha na noite passada. Phil deve ter sabido que era uma mentira - ele não era tão denso.

Meu pai e Sue foram os que me deram abraços de parabéns, seguidos por Seth e até mesmo Leah. Nós concordamos que nos veríamos mais tarde, e se dirigimos para os nossos destinos separados temporariamente.

Edward cuidou de Masen enquanto eu ajudei Esme a arrumar a casa para a festa. Os homens tinham trazido duas táboas para a mesa da cozinha, e criaram duas mesas extras na sala de estar, o sofá foi deixado de lado contra a escada. Esme e eu cobrimos as mesas com lençóis brancos e as louças de porcelana do seu casamento com Carlisle, e eu fui extremamente cuidadosa para não quebrar, bater ou lascar. Os convidados começaram a chegar às seis da tarde, e com todas as pessoas lá, não foi difícil evitar a minha mãe. De longe, eu a vi conversando com a mãe de Rosalie enquanto eu conversava com Rosalie - ou ouvia Rosalie falar.

"Você não está aliviada por finalmente se ver livre do capelo e daquela beca?" Perguntou ela. "Eu estava realmente ficando com calor sob todo aquele tecido."

Uma vez que não nos sentamos para comer até depois sete, Masen já tinha sido colocado para dormir. Edward e eu o colocamos na cama juntos, então, compartilhamos a mesa da cozinha com os pais de Edward, minha família, Sue, Leah e Seth. Nossos amigos e família compartilharam as duas mesas na sala de estar. As crianças pequenas e o avô de Edward - por opção - sentaram-se juntos.

Todo mundo tinha trazido um prato, então havia muita comida. A casa ecoava alto com as conversas, enquanto Edward e eu nos concentramos em silêncio um no outro, sorridentes comendo porções do nosso jantar e dando longos e egoístas olhares um para o outro, fazendo com que nossos sorrisos ampliassem. Não importava o que tínhamos vivido juntos por mais de um ano ou que estivemos muitas vezes fatigados por um bebê. Nós estávamos flertando um com o outro em silêncio, e éramos bons nisso. Ele enganchou o pé na minha perna debaixo da mesa.

Ao longo da cerimônia de formatura, e toda a comoção que a antecedeu e a seguiu - conhecer o avô de Edward, tias, tios e primos, tentando me encaixar na conversa em algum um momento com cada um dos meus amigos e fazendo malabarismo com as necessidades de Masen – Eu simplesmente me esqueci da extensão da minha raiva de Phil. Isso foi até que eu ouvi a voz dele educadamente me pedindo para passar-lhe o sal.

Eu peguei o pequeno saleiro de cristal e joguei em cima dele. Ele foi rápido para pegá-lo. Olhos à volta da mesa saltaram para mim e a minha mão ofensiva instantaneamente encontrou meu colo. Edward esfregou minhas costas. "Você está bem?" ele perguntou no meu ouvido.

"Bella". Phil pigarreou. "Talvez devêssemos conversar."

Eu ri e aceneu com o dedo para ele como se ele fosse uma criança desobediente. "Eu não penso assim. Você não irá me encurralar novamente. Você me enganou uma vez. Isso não irá acontecer de novo".

"O quê?" minha mãe disse. Aparentemente, ninguém tinha compartilhado com ela o que se passou entre Phil e eu. Ou ela estava se fazendo de boba. Realmente não importava para mim naquele momento. Edward pegou a minha mão entre as suas debaixo da mesa, esfregando os meus dedos. Eu me esforcei ao máximo para dar um sorriso para que ele visse que eu estava bem. Ele sorriu de volta.

"Eu só quero pedir desculpas", disse Phil.

"Então vá em frente", eu disse. "Bem aqui. Eu não vou a lugar nenhum sozinha com você."

"O que está acontecendo aqui?" Perguntou o meu pai.

"Eu não acho que este é o lugar para falarmos sobre isso", eu disse.

"Então por que você jogou o saleiro em Phil?" Minha mãe perguntou, franzindo a testa para mim.

"Por que ele pediu?"

"Bella", disse ela. "É isso que você chama de maturidade? É assim que você quer me convencer de que você é adulta?"

"Renee", meu pai disse, e Phil lançou um olhar para ele, como se para avisá-lo para não incomodar sua esposa. Eu olhei para Phil por silenciosamente ameaçar o meu pai. A atenção de Sue visava seu prato, embora ela não estivesse comendo, enquanto os olhos da minha mãe permaneceram fixos em mim.

"Você não acha que deve falar com Phil com respeito? Você está sendo muito infantil com ele."

"Ah, foda-se", eu disse baixinho, puxando minha mão de Edward e ficando de pé. "Aqui vamos nós de novo."

"Renee, Phil, Bella?" Carlisle disse. "Vocês gostariam de falar em particular? Vocês podem ir para o meu escritório, se é isso que você quer, Bella."

Eu não tirei os olhos de minha mãe. "Eu não sei o que eu quero. O que eu quero mãe? Por que você não me diz o que eu quero desde que você parece saber?" Eu andei ao redor da mesa para a minha mãe e Edward me seguiu. Eu olhei para ela. "Se você não sabe o que aconteceu entre Phil e eu ontem, não é difícil de adivinhar. Pense sobre o que você disse para ele falar comigo, ou nas idéias que você colocou na cabeça dele."

"Sua mãe não me colocou nada", disse Phil. "Bella, por favor, não vamos deixar que isso fique fora de proporção. Há outras pessoas aqui a considerar."

Eu olhei ao redor da mesa e meus olhos encontraram os do meu pai, Carlisle, Esme...

"Desculpe-me, Phil?" Edward disse, oferecendo sua mão. "Eu não acho que nós fomos oficialmente apresentados." Eles apertaram as mãos. "Com todo o respeito, sugiro que você mantenha esta conversa entre Bella e sua mãe. Você pode não ter visto o que fez com Bella na noite passada, mas eu vi. Isso não irá se repetir."

Eu vi Carlisle sorrir para o filho, enquanto a minha mãe se perguntava se ela era a única pessoa no escuro aqui.

"Mãe", eu disse, tentando manter minha voz calma. As pobres almas na nossa mesa não tiveram chance a um jantar tranquilo, mas isso não significa que o resto dos convidados na sala precisava ser uma parte desta perturbação. "Ontem, Phil me disse algumas coisas que eu estou supondo que você provavelmente teria gostado de me dizer. Eu não vou fingir para qualquer um de vocês que a minha vida é fácil. Eu não vou fingir que há momentos em que eu desejo poder ser uma adolescente normal. Mas eu não sou. Eu aceitei isso. Eu sei como ser adulta. Eu sei como ser madura, mas você não permite. Você está sempre tentando me controlar. Me deixe tomar as minhas próprias decisões. Meus sentimentos por Edward não irão mudar, e os sentimentos dele por mim não irão mudar também." Eu peguei novamente a mão de Edward, e ele me presenteou com um aperto e uma massagem de seu polegar - confirmação calma das minhas palavras. "Você usava confiar em mim, mãe. Você costumava acreditar em mim."

"Isso foi antes de você me dar uma razão... para não." Os olhos dela se afastaram de mim. Ela parecia incerta, e eu pensei que talvez eu tivesse esculpido um dente em sua mentalidade rígida.

"Você ainda não tem uma razão para não. Só porque minhas decisões são diferentes do que você quer, isso não as torna erradas. Você não pode tentar ser solidária? Eu preciso do seu apoio, mãe. Me apoie".

Seus olhos azuis se lançaram para trás e para frente entre mim e Edward.

"Por favor?" Eu disse, então segurei minha respiração. Encostei-me Edward, que estava ali para me segurar, com os braços em volta de mim. Eu sabia que a resposta dela definiria a nossa relação inteira, passado e futuro. Sua resposta seguraria cada lembrança de infância, nossos momentos de compras juntos - ela me arrastando para lojas de roupas, eu a arrastando para lojas de livros, seguraria minhas lembranças de nós duas nos escondendo em hotéis apenas para nadar em suas piscinas durante os dias mais quentes em Phoenix, segurou minha fácil aceitação de seu casamento com Phil, e sua relutância em deixar-me vir viver com o meu pai para libertá-la nesse novo casamento. Sua resposta carregava o nosso futuro, bem como, sua relação com Masen, a possibilidade e plausibilidade de reconstruirmos nosso relacionamento. Se ela dissesse não, nosso relacionamento iria escurecer, e todas as coisas do passado não importariam, porque elas não eram o 'agora', elas não seriam o 'futuro'. Se ela dissesse não, minhas pernas não me sustentariam. A resposta que ela estava prestes a me dar era tão forte que eu podia sentir meus joelhos já trêmulos, e quando eu falei de novo, a minha voz tremia, também. "Por favor, mãe?"

Ela se levantou, mais alta que eu, olhando para baixo. "Bella. Você é minha filha, minha única filha." Sua mão estava em um punho sobre seu coração. "Eu não vou cegamente concordar com você, se eu sentir que algo não é certo para você. Não está em mim fazer isso, nem eu acho que seja certo. Eu sempre darei a minha opinião, seja ela querida ou não. Mas... Eu vou tentar ser solidária". Havia lágrimas em seus olhos e eu não sabia o que elas significavam. Estariam presentes, porque ela estava desistindo de sua luta, elas estavam lá para finalmente me aceitar como adulta capaz de sucesso e responsabilidades, ou elas representavam o que eu esperava mais dela - orgulho de sua filha? Meu lábio tremeu.

"Nós vamos tentar", ela disse, e "tentar" era alguma coisa. Era muito mais que o que tínhamos antes. Ela estendeu a mão para mim, finalmente me dando o primeiro abraço desde pouco antes de ela descobrir que eu estava grávida, e eu precisava disso. Eu segurei-a com força e ela me segurou tão apertado, com os braços finos me envolvendo, me apertando. Nenhuma de nós pediu desculpas por qualquer coisa. Nós apenas nos abraçamos. Talvez as coisas entre nós nunca seriam tão fortes como eram antes, mas poderíamos trabalhar em reconstruir o que tínhamos - tijolo por tijolo, camada por camada, até mesmo pedrinha por pedrinha. A esperança finalmente entrou na vaga entre a minha mãe e eu - era quase irreconhecível depois de ser esquecida por tanto tempo, mas a esperança estava ali, e sua presença foi sentida.

Edward pegou meus dedos e, embora eu tenha pensado que ele fosse me levar de volta para os nossos lugares, ele me passou ao redor da mesa, à esquerda da cozinha, e para a despensa, onde ele fechou a porta e virou-se para mim com ambas as minhas mãos nas dele. Ele olhou nos meus olhos por um momento e eu fiz o mesmo.

"Oi", disse ele.

"Oi". Eu sorri.

"Aí está o que eu estava procurando." Ele me beijou. "Eu tinha que ter certeza de que era genuíno." Ele me beijou novamente. "Você conseguiu falar com ela."

Eu balancei a cabeça.

"Você sabe o que Emmett disse hoje é verdade. Você é incrível."

"Eu sei", eu disse, assim como Emmett teria querido que eu que eu falasse.

"Bom". Ele me beijou de novo, e permaneceu descansando seus lábios nos meus, depois que o beijo terminou. "Se você está bem, podemos voltar agora", disse ele contra os meus lábios, os olhos fechados.

"Espere". Eu passei meus braços ao redor de seu pescoço, puxando-o para um abraço. "Obrigada, Edward."

A mão dele veio à minha cabeça quando ele devolveu o abraço e beijou meu pescoço.

"Seja lá pelo que você esteja me agradecendo, de nada."

Voltamos aos nossos lugares, onde Leah olhou para mim. "Bem", disse ela. "É bom ver a disfunção vindo de alguém além de mim pela primeira vez." Seu timing não poderia ter sido melhor. Nossa família em torno da mesa riu quando a tensão foi liberada.

"Engraçado" eu disse. "Isso foi o que eu pensei sobre você no Natal. A próxima vez é sua."


... continua.

É isso. Esse capítulo é um monstro e como eu estou em atraso com vocês por aqui decidi dividi-lo para poder postar hoje. Espero que gostem da conversa de Bella e Renee.

Beijo,

Nai.