ATENÇÃO: Esse capítulo possui um flashback que é narrado em terceira pessoa e está todo em itálico. ;) Enjoy.


Capítulo XXV
Os Cullen

Edward POV

Horas depois, eu já tinha dado ordens sobre os humanos dentro e perambulando no Castelo. Todos acharam minha decisão estranha, mas quem mandava nessa porcaria era eu. E eles que se atrevessem a me desobedecer! Iriam conhecer o sol de pertinho no dia seguinte.

Passei a tarde organizando alguns detalhes do meu plano contra Victoria, que teria início logo no dia seguinte. Lá pelas seis da tarde, vi Tanya empurrando vagarosamente um carrinho cheio de comida, andando em direção ao quarto do sétimo andar.

– Tanya? – chamei.

Ela paralisou ao som da minha voz e eu evitei meu sorriso.

– Sim, alteza?

– Os humanos jantarão na sala de jantar hoje. Arrume tudo lá e quando estiver pronto, me avise.

– Sim, senhor.

Ela voltou com o carrinho, indo em direção a cozinha. Ouvi o sussurro dela com o humano que cozinhava enquanto ela organizava a sala de jantar e arrumava o jantar lá.

Três minutos depois que saiu, ela retornou até a sala, onde eu folheava um jornal local.

– Alteza, tudo está pronto na sala de jantar.

Levantei e fui até a sala, para checar o trabalho dela. Estava tudo devidamente arrumado e organizado. Sete pratos dispostos aos lados da mesa longa, com taças e talheres próprios. O lustre brilhava acima da mesa, dando um outro ar ao simples jantar humano.

– Ótimo – eu disse, sentando à cabeceira. – Jane.

Jane apareceu em dois minutos, o que me fez ficar impaciente.

– Por que demorou tanto?

– Estava fora do Castelo, alteza, me perdoe.

– Tudo bem – abanei a mão fazendo pouco caso – Chame e escolte os humanos até aqui. Hoje eles jantarão na mesa de jantar, sob meus olhos.

– Claro, príncipe. Mais alguma coisa?

– Não, apenas chame-os logo.

Jane assentiu e saiu de minha frente e eu olhei para Tanya – Quando os humanos chegarem, organize a comida e traga pra cá, entendeu?

Ela assentiu e ficou no canto da sala, esperando que os humanos descessem.

Ouvi a surpresa deles no quarto, quando Jane os informou do jantar. Ouvi Alice Brandon surtar porque deveria estar mais arrumada e revirei os olhos. Ouvi Bella rir da petulância de Alice. E ouvi quando os passos deles deixaram o quarto, aproximando-se de mim.

Exercitei minha paciência enquanto eles desciam vagarosamente as escadas do Castelo e andavam pelo corredor até a sala de jantar.

Quando chegaram, segurei o riso de suas caras surpresas e sorri, amigavelmente.

– Estão com fome? – perguntei.

Eles apenas assentiram, ainda observando o lugar e eu indiquei com a mão que se sentassem.

– Por favor, sentem-se. Bella. – indiquei o lugar ao meu lado direito para que ela sentasse e ela sorriu, dando a volta por minha cadeira e sentando no lugar que eu lhe designara – o lugar da rainha.

Os outros acomodaram-se nas outras cadeiras e eu olhei impaciente para Tanya.

– O que está esperando Tanya?

Ela saiu praticamente voando da cozinha, voltando segundos depois com a comida e colocando-a na mesa. Ouvi os outros vampiros curiosos, vindo até a cozinha para observar o que eu faria com os humanos, e imediatamente fiquei temeroso por Bella. Aquele que se atrevesse...

– Uau. Eu cada dia fico mais impressionado em como tem coisa boa pra comer por aqui – disse Emmett.

Não pude evitar o sorriso, principalmente ao ouvir Bella rir da piada idiota ao meu lado.

– Emmett, por favor... – pediu Rosalie.

– O quê?

– Nós estamos na frente do príncipe, esqueceu? – ela sussurrou, achando que eu não ouviria.

– Eu estou ouvindo, Rosalie – eu disse, deixando-a paralisada – E não se preocupem, comam a vontade. Não estou com fome.

Deixei que meu sorriso mostrasse meus dentes propositalmente, mas com os caninos escondidos. Ela sorriu sem graça e assentiu e eles começaram a se servir. Logo os vampiros chegaram para observar a cena, mas os humanos continuaram comendo, em silêncio.

Meu dom de leitura de pensamento se adiantou à ação que um dos nômades que vieram da europa pretendia fazer.

Rosnei alto, assustando os humanos, e levantei, segurando o pescoço de Reynald quando ele estava a centímetros do pescoço de Bella.

– O que você pensa que está fazendo, Reynald? – rosnei.

Não é possível que ele não se afete com esse cheiro... – ele pensou.

– Alteza, não sente o cheiro?

– Claro que sinto, meu caro, eu tenho um nariz muito mais aguçado que o seu – rosnei. – Mas, de novo, pergunto: o que você pensa que está fazendo?

– Eu a quero. – ele rosnou, olhando para Bella, que tremeu atrás de mim.

– Mas não terá. Aquele que chegar perto um metro que seja de Isabella vai ver como posso reduzir um vampiro centenário a cinzas em meio segundo – rosnei baixo, assustando todos os presentes. – Ouviram? – gritei.

Eles acenaram enfaticamente e eu soltei Reynald.

– Suma daqui.

Ele saiu, assim como os outros, que não estavam se segurando e queriam o sangue de Bella. Achei melhor desse jeito e voltei ao meu lugar na cabeceira. Os humanos me olhavam meio agradecidos, meio temerosos.

– Eu cuido deles, não se preocupem. Agora comam.

Emmett e Rosalie agradeceram mentalmente, Alice apenas pensou em como seria legal assustar outras pessoas daquele jeito e os outros comeram meio em choque. Como sempre, eu não sabia o que Bella pensava e olhei pra ela, que me olhava mordendo o lábio inferior.

– O que foi, Bella? – perguntei.

Ela engoliu seco – Hm... Seus caninos.

Só então percebi que tinha deixado meus caninos de fora mesmo depois do acesso de raiva que tive ao ver Reynald perto de Bella. Não os escondi, entretanto.

– Não se preocupe com eles – eu disse, sorrindo.

Ela sorriu de volta e assentiu, voltando a comer.

– Cara, eu nunca imaginei que diria isso, mas que caninos perfeitos – disse Jasper, me fazendo encará-lo com surpresa.

Alice riu ao seu lado.

– Desde quando você gosta de caninos pontiagudos, Jazz?

Ele corou e respondeu meio sem jeito – Eu sempre gostei dos seres fictícios das histórias de terror, Lice. Principalmente os vampiros. Eu queria ser um quando criança.

Tentei me controlar, mas não consegui. Tive que rir alto. Minha risada divertida relaxou os demais humanos e eu encarei Jasper.

– Quem diria que vampiros existiam, não é Whitlock?

– Pois é... – ele riu sem jeito.

Eles se silenciaram novamente, mas não demorou pra que o silêncio fosse novamente quebrado.

– O que você disse era verdade? – perguntou Bella.

– Do que exatamente você fala?

– Dessa história de poder "reduzir um vampiro centenário a cinzas em meio segundo"... – ela disse, mordendo o lábio inferior.

Dei um sorriso macabro e a olhei com satisfação – Eu não digo blefes, Bella.

– Mas, uau. Deve ser meio difícil... – comentou Emmett.

– Pra mim não – respondi tranquilamente, encarando o vazio à minha frente – Vantagens de nunca ter sido humano.

– O que me lembra... – disse Bella – Você falou disso mais cedo. Disse que já "nasceu assim". Isso significa que você... nasceu vampiro?

– Exatamente.

– Você nunca foi mordido pra se transformar? – perguntou Jasper alarmado.

– Nunca. Nasci vampiro.

– M-m-mas isso é impossível! – disse Jasper.

Apenas sorri – Se eu estou aqui, prova que não é.

– Então vampiros podem... hm... engravidar? – perguntou Rosalie.

– Não.

Minha resposta os deixou mais confusos, o que me divertiu.

– Então, como...? – Bella deixou a pergunta no ar e eu me endireitei em minha cadeira e respirei fundo. Não que eu precisasse.

– Lembra quando eu disse, meses atrás, que os Cullen eram uma raça diferente de vampiros, Bella?

– Lembro...

– O segredo todo está aí. Vampiros não podem engravidar. Mas minha mãe, uma Cullen legítima, de alguma forma, conseguiu.

– É por isso que você é príncipe? Por ser um Cullen?

– Os Cullen eram a realeza vampira. Nenhum vampiro fazia algo sem que os Cullen soubessem. E se isso ameaçasse nossa exposição ou algo que nos traria problemas, os Cullen resolviam. Eu nasci de dois vampiros Cullen, o que me fez o vampiro mais poderoso da terra.

– Explique isso melhor, porque minha cabeça já está toda enrolada tentando entender... – pediu Bella, terminando de comer e colocando o prato vazio de lado.

– Eu também to boiando... – falou Emmett.

– Os Cullen eram a realeza vampira por um simples motivo: eram uma raça mais forte de vampiros. Tudo que nos vampiros normais é naturalmente mais aguçado e sensível, nos Cullen eram o triplo. Eram mais fortes, mais velozes, mais sagazes... O olfato, paladar, percepção, resistência... tudo era maior. Além do fato que todo Cullen tinha um habilidade especial que o fazia quase invencível. A única coisa nos Cullen que se assemelhava aos vampiros normais era que eles também tinham sido humanos um dia, e mordidos por um vampiro, se transformaram.

– Então, como...

– Calma, Alice. Vou chegar lá.

– Ok. Desculpe, príncipe.

Sorri levemente pra ela.

– Não sei ao certo como tudo começou. Mas lembro de minha mãe me dizendo que no começo de tudo, existiam apenas vampiros normais. Porém um deles se tornou mais forte, porque se alimentava regularmente, ou algo assim. O fato é que ele desenvolveu habilidades especiais, adquiriu mais força e agilidade que os demais e se tornou poderoso. Seu nome era Sebastian Cullen. Ele evoluiu e tomou conta do mundo vampiro, porque ninguém ousava desafiá-lo, ele era forte demais. Mas ele não queria ser o único, pois sendo o único, logo alguém descobriria uma forma de derrubá-lo. Por isso ele transformou outros humanos, que ele selecionou. Os mais fortes, os mais belos, os mais sagazes. Foi assim que ele construiu sua "família". O sangue e o veneno dele eram mais fortes, por causa de sua evolução, então os que ele mordeu se tornaram tão fortes e superiores como ele.

– E aí surgiu a realeza vampira. – disse Bella.

– Exatamente. E foi se expandido até um ponto em que os Cullen eram tão temidos que ninguém ousava desobedecer uma única ordem. Absolutamente todos os vampiros ao redor do mundo eram subordinados.

– Muito poder. Foi por isso que os Cullen sumiram? – perguntou Alice.

– Quase isso...

– Sebastian tinha apenas um ponto fraco. Uma russa chamada Roza, que sempre passeava à tarde perto de onde Sebastian caçava. Ele se envolveu com Roza, e ela engravidou. Ela sabia que Sebastian era um vampiro, e se assustou. Saiu de casa e ele a abrigou em seu covil. A gravidez foi violenta e durou apenas um mês, e quando a criança nasceu, Sebastian transformou Roza. Ela virou uma poderosa Cullen, e a criança era metade vampira – com habilidades de uma Cullen completa – e metade humana. Essa criança cresceu e se tornou tão poderosa quanto o pai, mesmo sendo metade humana. Décadas depois, a filha de Roza e Sebastian casou-se com um vampiro poderoso que Sebastian transformara um século antes. Ele era o braço direito de Sebastian, e foi uma festa enorme. Praticamente todos os vampiros do mundo foram convidados. Há quem diga que havia até autoridades humanas no casamento, mas isso é boato.

Parei por alguns segundos para que eles absorvessem tudo, antes que eu começasse a outra parte da história.

– E depois do casamento da mestiça com o Cullen? – perguntou Angela.

– Eles viajaram em lua-de-mel. Durante a lua-de-mel, um dos vampiros que compunham os Cullen ficou enciumado e bolou um plano que destruiria todos. Ele era apaixonado pela mestiça filha dos reis Sebastian e Roza, e não se conformava com o casamento dela com seu rival de poder. Ele conseguiu o apoio de outros vampiros, que não eram Cullens, e se preparou. A mestiça e o Cullen voltaram um ano depois do casamento, com uma surpresa: ela estava grávida.

– Grávida? – ecoou Rosalie – Mas ela não era vampira?

– Era. Mas também era humana. E a parte humana dela permitiu que a gravidez ocorresse, mas não nos parâmetros humanos. Foi uma gravidez totalmente diferente.

Eles me olharam, sem sequer piscar, enquanto eu continuava.

– A gravidez era uma surpresa para todos, e continuou sendo, porque não existia aparelho médico nenhum que detectasse o que, exatamente, a mestiça carregava no ventre. Ela era mestiça, e seu marido um Cullen completo. Ninguém sabia o que nasceria dali. A gravidez ocorreu como uma mistura da gravidez de Roza e uma gravidez humana. Durou ao todo sete meses, e a mestiça foi forte o suficiente para aguentar o parto. Ela também era vampira, uma Cullen tão poderosa quanto seus pais, então o parto violento não a afetou muito.

Respirei fundo, como sempre fazia quando pensava nesse pedaço da história.

– E o bebê? – perguntou Alice.

– O bebê que nasceu era completamente vampiro. Tinha absolutamente todas as características de um vampiro adulto, mas o corpo de um bebê humano. Posteriormente, se descobriu que quando houve a mistura de genes do Cullen com a mestiça, apenas os genes vampiros da mestiça foram para a combinação. Formando, então, um vampiro completo. Porém mais forte. O DNA do bebê era composto somente dos genes mais fortes do pai e da mãe.

– Esse... bebê-vampiro... – Bella perguntou, olhando pra mim com os olhos meio arregalados.

– Era eu.

Os outros arregalaram seus olhos também e alguns engoliram seco enquanto eu terminava.

– Eu cresci como uma criança humana normal. Pelo menos no tempo físico. Minha mente era muito mais avançada até que a de um vampiro adulto. Comecei a falar com apenas cinco meses, e andei com sete. Minha memória é extremamente fotográfica e eu lembro de exatamentetudo que se passou desde o meu nascimento. E eu também era um Cullen diferente. Era mais forte que meu próprio avô, mais veloz, mais resistente. Era o dobro mais poderoso que qualquer Cullen, já naturalmente mais forte que os outros. Era o xodó dos meus pais, o "menino dos olhos" do meu avô. Eu sabia que era poderoso, gostava disso, e me aproveitava.

– Seu avô era... – Emmett indagou.

– Sebastian Cullen.

– Uau, então você é um descentende direto dele. – disse ele.

– Exato. Eu era um vampirinho extremamente mimado e egoísta. Era cruel, frio e sádico, e meus pais e avôs adoravam isso. Eu me alimentava com mais elegância e frieza do que qualquer vampiro adulto, e logo nos primeiros meses de vida, era sedento. Lembro de ter sugado dez humanos num só dia quando estava de birra e com fome.

– Dez? Uau... Estava faminto, mesmo. – comentou Bella bem-humorada.

– Oh se estava. Lembro de ter arrancado o braço da minha babá vampira porque ela não queria caçar os humanos pra mim na rua.

Eles piscaram chocados, mas eu apenas ri e continuei.

– Eu não podia sair na rua, porque era muito impulsivo e mimado. Isso teria nos denunciado facilmente. Eu entendia isso e me alimentava com humanos que os outros vampiros traziam para mim. Eles os traziam vivos, e quando chegavam ao Castelo, eu brincava de pega-pega com os humanos antes de sugar o sangue deles. Era meu passatempo preferido.

– Sua mãe nunca lhe ensinou a não brincar com a comida? – perguntou Jasper com um sorriso sacana.

O meu foi mais sacana ainda. – Não. Ninguém tinha peito pra me enfrentar ali. Eu obedecia minha mãe apenas, e só porque eu a amava demais. Tinha ciúmes dela. Qualquer um que não fossem eu, meu pai ou meu avô que chegasse perto dela, eu rosnava e caçava o vampiro pelo resto do dia. Eu fazia da vida dos que viviam ao meu redor um inferno.

– Você era um vampirinho diabólico, viu... – brincou Emmett.

– Você nem tem ideia do quanto... – eu ri malignamente.

– Mas algo ainda me deixa intrigada. – perguntou Bella. – Como os Cullen sumiram, se eram tão poderosos?

– Eu ia chegar lá – falei – Lembram do vampiro Cullen enciumado pelo casamento de minha mãe e meu pai?

Eles acenaram com a cabeça.

– Ele traiu os Cullen. Quando Anthony e Elizabeth, meus pais, voltaram de lua-de-mel, ele planejou seu ataque. Mas com a notícia da gravidez, ele adiou seus planos. Ele estava tão curioso quanto qualquer um sobre o que minha mãe esperava e esperou até que eu nascesse. Foi o erro dele. Depois que eu nasci, ele tentou inúmeras vezes colocar seu plano de destruição em prática, mas eu sempre atrapalhava, inconscientemente. Porém, ele não conseguia me destruir, porque eu era mais forte que ele, mesmo sendo um bebê.

– Mas um dia, quando eu saí pra passear na floresta ao lado do Castelo com Alec e Jane, que eram minhas "babás" na época, ele colocou o plano em prática.

– Jane e Alec são Cullens também? – perguntou Emmett.

– Não – disse Jane, que ouvia tudo desde o começo encostada na porta da sala de jantar, ao lado de Alec – Nós somos de uma linhagem de vampiros comuns, mas que eram aliados dos Cullen, os Volturi. Porém quando o príncipe nasceu, alguns de nós fomos designados para tomar conta dele enquanto seus pais estivessem ocupados.

Eles assentiram, entendendo, e eu continuei minha narrativa.

– O nome do traidor era George. Ele comandou um ataque, junto com alguns vampiros de linhagem comum, mas que tinha o potencial muito destrutivo. Ele sabia como derrotar um Cullen, porque ele era um, e invadiu o castelo atacando todos que estavam lá de surpresa. No total, eram 45 Cullens, contando comigo, que estavam no Castelo. Alguns morreram logo, no ataque surpresa. Os outros tiveram alguns minutos para se preparar, mas George tinha tudo bem montado. Com um esquema extremamente bem bolado, ele conseguiu fazer com que os vampiros comuns distraíssem os Cullen, e ele os matou, um a um. Seu objetivo era destruir todos para que ele fosse o único sobrevivente, e único mandante. Seria sua vingança contra Sebastian, e contra Elizabeth, que escolhera Anthony ao invés dele.

– Típico caso de ciúme doentio – Alice disse, balançando a cabeça.

Eu sorri levemente – Ainda lembro do caos que estava quando voltei ao Castelo...

O pequeno garoto branco como mármore, com cabelos despenteados cor-de-bronze e com os olhos vermelhos e brilhantes, voltava ao Castelo segurando a mão de seus tutores por ordem de sua mãe. Ele odiava aquilo, não era mais um bebê! Já tinha seis anos, podia se virar sozinho na floresta. Seus caninos pontiagudos estavam de fora, e ele ainda estava excitado pela pequena caçada que pudera fazer com alguns humanos andarilhos desavisados naquela região.

Ele ouviu os gritos e rosnados antes de seus tutores e estancou no lugar.

– Ouviram isso? – a voz pequena de garoto, mas firme como de adulto, soou receosa.

– Não, alteza. O que foi? – a vampira pequena de cabelos loiros platinados o olhou apreensiva.

– Esses gritos. Esse barulho. Vem do Castelo.

A vampira loira olhou para seu irmão, um vampiro de cabelos castanhos e os dois apressaram o passo em direção ao Castelo, protegendo o pequeno príncipe vampiro atrás dele. Não importava que ele fosse mais forte que os dois juntos, ele ainda era uma criança, e era o príncipe. Estava sob suas responsabilidades.

Logo os dois vampiros adultos puderam ouvir a gritaria e logo entenderam do que se tratava – um ataque. Não podiam entrar no Castelo com o príncipe pela porta da frente, então escoltaram-no até a entrada dos fundos. Viram uma vampira sem braço escapando por ali e a pararam.

– O que está acontecendo, Beatrice? – perguntou a vampira loira.

– George. Ele veio com um exército de vampiros e está atacando todos os Cullen do Castelo. Está tudo um caos! Já morreram 30.

– 30 Cullens?

– Isso.

Os vampiros adultos se olharam chocados e o garotinho vampiro sentiu medo pela primeira vez na vida ali. Ele se apressou em perguntar:

– Onde está minha mãe?

Beatrice olhou para ele apreensiva – Está na sala do trono, príncipe Edward. Junto com seu pai e seus avôs.

– Me levem pra lá – ele ordenou a seus tutores – Agora!

– Mas, príncipe, precisamos protegê-lo! – disse o rapaz.

– Me. Levem. Para. Lá. Agora. – ele disse, mais firmemente, fazendo as pernas dos três vampiros que ali estavam bambearem.

Como era possível que uma criança com apenas seis anos de idade tivesse tanto poder – e consciência que o tinha? Contudo, nenhum deles o contrariou. Beatrice explicou o melhor jeito de chegar até onde os reis estavam, sem passar pelo lado do combate.

Logo os três estavam no caminho. O príncipe ouvia tudo. Tudo que estava sendo dito e pensado, e começava a ficar irritado com toda aquela briga.

Chegaram a sala do trono na mesma hora que a Rainha Elizabeth olhava preocupada ao redor.

– Edward! – ela exclamou ao vê-lo.

– Mamãe! – ele soltou-se das mãos dos tutores e correu até sua mãe, que o pegou no colo.

– Querido, precisamos protegê-lo. Estão nos atacando e é perigoso para você ficar aqui.

Mas, mamãe, não quero ir a lugar nenhum! Quero ficar aqui com você!

– Mas não pode, Edward – disse Anthony, seu pai. – Por favor, querido, obedeça sua mãe e vá para longe. Se proteja.

Edward olhou contrariado para a mãe e o pai, e em seguida para seu avô, que observava tudo atentamente.

– Vovô?

– Escute seus pais, criança. Vá para longe. Proteja-se. Você ainda é uma criança, e apesar de extremamente poderoso, George está destruindo-nos, e você é um alvo que ele pode destruir, e nenhum de nós deseja isso. Mesmo que todos nós tenhamos que cair, quevocêcontinue de pé, meu filho.

Edward queria fazer birra. Edward queria gritar e mandar tudo pro inferno. Edward queria destruir George por estar destruindo sua casa, sua família. Ele nunca gostara de George e agora sabia por quê: ele era um traidor. Mas Edward acima de tudo era lógico e sabia que seu avô estava certo.Eletinha que sobreviver. Edward era egoísta. Edward queria sua mãe. Edward estava indeciso.

Mas Edward sabia que entre qualquer um e ele próprio, elesempreescolheria a si mesmo.

– Vou te ver de novo? – ele perguntou a sua mãe.

– Temo que não, meu querido. – ela disse pesarosa, mas sorriu para seu filho – Vou tentar te encontrar de novo, mas caso isso não aconteça, prometa-me uma coisa.

– O quê? – Edward era desconfiado. Ele não prometeria nada que não desejasse cumprir. Mesmo que o pedido viesse de sua mãe.

– Prometa que vai se proteger. Que vai crescer forte e saudável. Que vai se tornar o vampiro mais poderoso dessa terra. E que quando isso acontecer e a poeira dessa guerra que está acontecendo lá embaixo acabar, você renascerá comoúnicoCullen, e o mais poderoso de todos. E prometa que quando isso acontecer, você vai retomar o trono que eu, seu pai e seus avós estão deixando pra você, e vai por ordem no nosso mundo.

É mais de uma coisa, mamãe.

– Prometa, Edward! – a mãe foi firme – Prometa que vai renascer nosso reino.

Edward não precisou pensar. Ele queria o poder. Eleerao poder. E ele faria exatamente o que sua mãe estava pedindo. Mas não por ela. Por ele.

– Prometo, mamãe.

– Depois de me fazer prometer, minha mãe designou Aro, Marcus e Caius, os patriacas Volturi, para se certificarem de minha segurança e me criarem como deveria. Então todos eles me levaram para longe dali, mas não antes que eu pudesse ser impedido de ver, escondido, George chegando à sala do trono e destruindo meus pais, um a um, enquanto outros vampiros fortes distraíam e ocupavam meus avós. Meu avô foi o último e expressou seu desejo de que George morresse dolorosamente antes de ser morto por ele. Aro praticamente me puxava pra que eu saísse do corredor escondido e fosse embora com eles, mas eu estava com raiva. Estava fora de controle. Então saí do meu esconderijo e pulei nas costas de George, logo após ele derrubar meu avô. Eu o matei, e me senti tão bem com isso, que destruí todos os outros vampiros que estavam lá também. Apenas um escapou, porque eu estava ocupado matando cinco ao mesmo tempo para correr atrás dele. Não sei quem era, mas ele foi quem espalhou o boato de que existia um Cullen vivo. Por anos acreditou-se nisso, até que decidiram que era mentira, já que o dito Cullen nunca apareceu.

– Até agora – reforçou Jane.

– É. Até agora. – eu sorri.

– Eu cresci e meu crescimento parou na minha idade madura – com 21 anos. A partir daí eu apenas vivi como imortal, como qualquer vampiro. Aro, Caius e Marcus se tornaram meus tutores legais e eu decidi mudar meu nome para que não pudesse ser achado. Eu era lógico e pensei em fazer todos esquecerem do boato que ainda existia um Cullen antes que eu pudesse começar meu plano de dominação. Por séculos foi assim, até que eu decidi que o mundo vampiro está bagunçado o suficiente. Então no começo desse ano, comecei a colocar meu plano em prática.

– Já se passaram séculos? – perguntou Emmett – Quantos anos você tem, Edward? Hm, quer dizer, príncipe?

– Tenho 371 anos.

Eles engasgaram com o ar, mas eu apenas sorri, de novo.

– Enfim, o plano está surtindo efeito, e a maioria do mundo vampiro já acredita e teme pelo novo Cullen. Só preciso fazê-los lembrar que eu sou o bebê-vampiro filho da mestiça e do Cullen. O vampiro mais poderoso da terra. A próxima parte do plano será fácil, apenas tomar conta totalmente do que é meu por direito e fazê-los entender que sou eu quem mando, e consequentemente, mostrar que posso fazer muito mais do que meus pais, ou até mesmo meu avô já fizeram.

– E o que eles fizeram? – perguntou Bella.

– Isso é história para outro dia – sorri.

– Ok, acho que posso refrear minha curiosidade – ela respondeu.

Eu apenas sorri, meio aliviado e com a sensação que tinha tirado um peso dos ombros ao contar, finalmente, tudo pra ela.

Eu sabia que isso não era legal, mas odiei McCarty naquele momento, por interromper meu olhar no de Bella.

– Eu quero virar vampiro.

Olhei para ele, jurando que veria um sorriso brincalhão, mas só o que vi foi sinceridade. E assim como suas palavras, seus pensamentosdiziam a mesma coisa.

– O quê? – perguntei surpreso.

– Eu quero virar vampiro. – ele repetiu.

– Emm... – Rosalie começou, mas ele a interrompeu.

– Eu to falando sério! Eu acho que me encontrei...

Jasper não segurou a gargalhada, mas ele foi o único. Os outros, incluindo eu mesmo, estávamos olhando perplexos para Emmett.

– Mas e seus pais? – perguntou Angela – Seus amigos...

– Meus amigos estão bem aqui, Angela – ele disse – E agora, todos sabem. E meus pais... Bem, eles não se importam muito, realmente. Foram morar na China agora, sabiam?

– Sério? E deixaram você aqui? – perguntou Bella.

– Pois é. Eles na verdade meio que me abandonaram na FHS, mas eu nunca me importei realmente.

– É por isso que você quer virar vampiro? – perguntou Ben.

– Não só por isso. Eu meio que cansei de ser humano, mortal e comum, sabe? – ele riu – E depois de tudo que o Edward, er... quer dizer, depois de tudo o que o príncipe falou, fiquei ainda mais fascinado.

– Não posso negar que eu também fiquei... – disse Jasper – Acho que não me importaria em virar vampiro também...

– Eu também. – disse Alice – Sou órfã mesmo, ninguém vai sentir minha falta.

– Nós também – disse Rosalie, indicando Jasper com o indicador – Somos órfãos, e se o ursão quer, não me oponho.

– Sabe que não vai poder engravidar, não é, Rose? – perguntou Alice.

– E quem disse que eu quero filhos? – ela riu.

Eu não podia acreditar na cena à minha frente, mas os humanos continuavam rindo e falando nas vantagens de se tornarem vampiros.

– Acho que eu não me importaria, também – disse Ben, me surpreendendo mais do que os outros tinham feito – Se Angela quiser também...

O garoto corou fortemente, e eu trinquei a mandíbula. Será possível que eu já estava com sede?

– Eu quero – Angela disse, baixinho – Nunca me imaginei vampira, mas não sou do tipo "família", sabe? Eu poderia mandar uma carta ou algo assim, dizendo que nunca mais me vissem ou sei lá... Não me importaria de viver por aqui como vampira.

Eu não sabia dizer se estava mais chocado pelas palavras e pensamentos de todos os humanos presentes, ou se pela ideia tentadora de ter mais vampiros às minhas ordens.

Até que reparei que todos encaravam Bella, enquanto ela me encarava, mordendo o lábio inferior. Faltava a escolha dela.

Será que ela também queria se tornar vampira?

Eu, estupidamente, não conseguia fazer meus músculos se mexerem enquanto encarava Bella, que me olhava profundamente, seus olhos chocolate brilhando.

– E você, Bella? – perguntou Alice.

Bella sorriu de leve e virou-se para Alice.

– Apesar de não ter pendências com meus pais, não acho que eles vão sentir minha falta realmente. Eu também tenho tudo que preciso aqui, nessa mesa... E além disso... – ela olhou para mim novamente e seus olhos chamuscavam – Eu adoraria me tornar vampira.

Meu sorriso se abriu lentamente, até o ponto em que estava tão grande que eu não conseguia contê-lo mais.

– Isso, é claro, se o Edward concordar – ela completou.

Revirei os olhos e ri – Até parece que eu diria "não".

Ela abriu um sorriso largo, me fazendo ficar meio aéreo. Desde quando eu ficava assim por qualquer pessoa? Ah, sei. Desde Isabella Swan.

– Príncipe.

Virei-me a contra-gosto para Jane, que me encarava com um misto de preocupação e genuína alegria. Percebi pelos seus pensamentos que ela tinha ouvido o pedido de transformação dos humanos, mas o que tinha chamado minha atenção no momento, era mais urgente.

Por um momento esqueci que haviam humanos na mesa, e levantei-me abruptamente batendo o punho fechado na mesa, assustando-os.

– Ela não fez isso – rosnei.

– Infelizmente, sim.

Rosnei alto e saí correndo diretamente para o salão principal, onde o restante dos vampiros me esperava.

Lá, um vampiro que não era meu estava no centro dos outros, que o encaravam com descrença. Sua expressão era confiante e segura, e seus pensamentos giravam em torno da vitória.

Quando viu meu medalhão, ele tremeu.

– Qual seu nome? – rosnei para ele.

Ele não respondeu. Perdi a paciência. Segurei-o pelo pescoço e o levantei, deixando-o aturdido.

– Quando eu fizer uma pergunta a você, deve me responder. Não pergunto duas vezes. Mas como parece que durante a transformação você esqueceu o que é obediência, vou fazê-lo lembrar – apertei mais seu pescoço e estreitei meus olhos, enquanto deixava que meus caninos se expusessem ainda mais devido à minha impulsividade – Qual é o seu nome?

– R-Riley, senhor – ele respondeu.

– O que você foi enviado para fazer, Riley?

– Para dizer aos vampiros daqui que essa terra será reclamada. Victoria está chegando para tomar posse dela.

Dei uma gargalhada que fez os pensamentos dele se revirarem em agonia enquanto o olhei com mais fúria.

– E quem Victoria pensa que é?

Ele não respondeu.

– Riley, você é novo, certo? Não deve ter mais que cinco meses.

– Cinco meses e meio, senhor.

– Que seja. O fato é que, eu sou o único sobrevivente de uma raça superior de vampiros e ninguém pode me vencer. Diga a sua querida Victoria que ela já perdeu essa batalha.

– Ela mandou uma proposta também, senhor.

– Que é?

– A garota pela terra. Ela só disse isso. Disse que entenderia.

Minha vontade foi matar Riley naquele momento. "A garota pela terra"? Estava mais do que claro pra mim de quem Victoria falava. E não, ela não teria nem o território que era meu, e muito menos eu a entregaria minha garota.

E em breve, Victoria seria uma vampira morta.

– Pois diga a Victoria que eu não darei nenhum dos dois. E que daqui a dois dias, ao crepúsculo, ela me encontre no terreno vazio por trás da Academia Interna. Mande-a trazer seus ridículos recém-criados, porque será a hora de usá-los. E que ela venha, ou irei atrás dela e será muito pior – Riley arregalou os olhos pela minha ameaça e eu continuei – E diga a ela que ela não escapará viva.

Soltei Riley e ele acariciou o pescoço que quase quebrara com minha força. Rosnei alto e olhei-o com fúria.

– O que está esperando? Suma da minha frente antes que eu mude de ideia e resolva mandá-lo embora com membros a menos.

Ele fez uma reverência toscamente forçada e saiu correndo. Respirei fundo e encarei os vampiros ao meu redor.

– Chega de ser bonzinho – eu disse – Reservem suas energias, porque daqui a dois dias temos uma batalha. E eu nunca perco.

Eles assentiram e a maioria estava empolgada com expectativa.

– Podem caçar hoje, mas voltem antes da meia-noite. Quero todos famintos de fúria no dia da batalha.

Sorri malignamente enquanto algumas risadas doentias de excitação ecoavam pelo salão.

Aos poucos os vampiros se dispersaram e eu ouvi em suas mentes ainda a mesma dúvida do dia: os humanos.

Virei-me devagar para vê-los num canto do salão me encarando com mistos de surpresa e respeito, ao lado de Jane e Alec, que olhavam o resto dos vampiros de cara feia sempre que algum deles encarava Bella demais.

Ótimo. Eles tinham amor à suas não-vidas.

– Aro – chamei, antes de me dirigir aos humanos.

– Sim, príncipe?

– Certifique-se que todos estejam aqui às três da manhã. Quero fazer um comunicado e combinar minha estratégia com todos.

– Sim, senhor. Mais alguma coisa?

– Não, Aro. Pode ir caçar.

– Com licença, príncipe.

Assenti e ele saiu, deixando apenas Jane e Alec para trás. Encarei os humanos e sorri, propositalmente mostrando o máximo de meus dentes afiados.

– Ainda querem se tornar vampiros?

– Tá brincando? – Emmett exclamou – Agora que eu quero mesmo!

– To com o Emmett – disse Jasper.

– Isso só fortaleceu nossa decisão – disse Bella, sorrindo lindamente para mim.

Aproximei-me deles e peguei a mão dela.

– Na hora certa vocês se tornarão vampiros.

– Por hora certa você diz...? – ela perguntou.

– Não agora.

– Então, quando? – perguntou Emmett ansioso.

– Em breve.

Eles se olharam e assentiram, sorrindo feito tolos. Eu não acreditaria realmente que eles queriam isso se eu não ouvisse seus pensamentos empolgados.

– Jane, Alec, mostrem o Castelo à eles. Se eles se tornarão vampiros, precisam conhecer o lugar onde vão ficar – eu sorri.

Vi Alice dar pulinhos no lugar e revirei os olhos.

– Levarei Bella para um lugar. Voltaremos mais tarde.

– Precisamos esperar Bella pra dormir? – Alice perguntou, arqueando a sobrancelha.

Ri sombriamente. – Acho melhor não.

Bella sorriu do meu lado e se despediu brevemente dos amigos enquanto eu a puxava gentilmente pela mão até o exterior do Castelo.

– Confia em mim? – perguntei.

– Com a minha vida.

Meu sorriso se alargou e eu coloquei-a em minhas costas – Então vamos dar uma volta.

– Uma volta vampira? – ela perguntou, enquanto se apoiava mais firmemente, colocando as pernas em volta da minha cintura e apertando seus braços em meus ombros e pescoço.

Ri alto enquanto a encarava por cima do ombro – Exato. Não tenha medo de me machucar, pode apertar o quanto quiser. Não que eu vá deixar você cair...

Ela riu e o som me deixou inebriado. Voltei meus olhos para o caminho a minha frente e saí em disparada pelas árvores, deixando que apenas meus instintos me controlassem.

Senti Bella apertar-se mais contra mim, escondendo seu rosto no vão do meu pescoço, mas não diminuí a velocidade. Pelo contrário.

Fui mais rápido, chegando ao meu destino em menos de um minuto. Quando parei, senti Bella afrouxando o aperto em mim e arfando ao olhar ao redor.

– Edward... Esse lugar...

– Lindo, não?

– Demais.

Estávamos na minha campina. Um campo aberto em forma de círculo bem no meio da floresta, onde a luz da lua penetrava preguiçosa, iluminando o gramado baixo, as flores silvestres e um pouco dos troncos das árvores ao redor. De dia, o sol fazia o mesmo trajeto da lua, não que eu me atrevesse a tomar banho de sol...

Bella desceu de minhas costas e caminhou até o centro da campina, e eu acompanhei-a devagar.

– Como achou esse lugar?

– Numa das minhas muitas voltas pra me livrar de vampiros imbecis...

Ela riu com gosto e virou-se para mim.

– Por que me trouxe aqui?

Dei de ombros – Apenas questão de privacidade.

Cheguei perto o suficiente para puxá-la para mim pela cintura, sorrindo torto quando ela arfou por me ter tão perto. Meu rosto estava a centímetros do dela e tudo que eu queria era encerrar aquela distância.

– Estou feliz de ter vindo pra cá – disse Bella – Pude te conhecer e isso foi a melhor coisa que me aconteceu.

– Mesmo com tudo?

– Você quer dizer: mesmo que você seja um ser sobrenatural? – ela riu – Sim, mesmo assim. Principalmente por isso. Me chame de interesseira, mas acho que tenho uma queda por caras poderosos e malvados...

Ri abertamente e muito alto com sua declaração e puxei-a ainda mais para mim.

– Muito bom saber disso. E não acho que você seja interesseira. – encostei minha testa na dela e sorri torto – Apenas esperta.

Não dei tempo para que ela respondesse, e ataquei seus lábios com vigor, beijando-a com a paixão e saudade que eu sentia de todo o mês que passamos separados.

Finalmente, ela sabia de tudo. Finalmente, ela não se importava. Bella era minha agora.

E em breve seria igual a mim.


E aí, o que acharam da história dos Cullens? Sejam sinceros! 33

Antes do Natal o próximo capítulo tá chegando, prometo! :D

Beijos, beijos.

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