XXIV: A casa dos Potter


- Quero respostas as minhas perguntas. Não quero saber do obvio Bellatrix – Voldemort falou friamente sem olhar nos olhos dela. O homem observava a visão da janela enquanto a mulher dizia coisas que não o interessavam – Venha até a mim quando tiver soluções

- Mas Milord, nunca vamos encontrar Snape desta maneira, a garota ou o Potter.

- E a senhora pretende encontrar de que forma? – Voldemort falou de forma grosseira – Você já foi mais eficiente. Eu já lhe disse que eu quero eles vivos aos meus pés Bellatrix e isso é o suficiente por hoje.

Bellatrix bufou, ela também queria aquilo,não poderia suportar aquele sentimento de que Voldemort, o seu lorde, teria sido traído por Severo Snape e aquela bastarda sangue sujo, como ela chamava Hermione. Voldemort não se importava muito com isso e sim com a menina.

Ele se perdia em seus pensamentos só de imaginar se o ato consumado entre ele e Natalie tivessem dado na garota e se Snape estava a protegendo dele. Ele sempre soube que os dois eram próximos, mas isso era ainda mais um motivo para confiar em Snape. Porém, isso era uma forma de traição também. Uma grande traição.

Fazia tempo que Voldemort não sentia aquele tipo de sentimento,mesmo com raiva e Snape, a ansiedade em saber se aquela garota era fruto de um amor que ele tinha desacreditado com o tempo era grande, mas as conseqüências infinitas. Ele sabia que se fosse verdade a menina seria a que mai sofreria com sua justiça no mundo bruxo, do qual eles chamavam de guerra.

Talvez era o momento dele dar uma volta pelas redondezas para aliviar seus pensamentos. Isso era um beneficio de ter o seu corpo humano de volta.

Hermione terminou de arrumar o que tinha que arrumar. Snape estava sentado na cadeira da sala por mais tempo do que desejava perdido em seus pensamentos. Sim, ele não sabia o que iria acontecer e que Voldemort não descansaria até pega-lo para acertar as contas e a garota também.

- Estou pronta – Hermione falou olhando para o homem, mas ele continou com os olhos perdidos – Eu disse que eu já estou pronta Severo.

Snape acordou dos seus pensamentos ao ouvir a doce voz chama-lo daquele jeito. Ela tinha um rosto nervoso encarando-o com raiva por ele não ter dado atenção no primeiro momento.

- Esta carente de atenção Granger? – Severo deu um riso irônico – Eu ouvi a senhorita

- Esqueci que você só se importa com seus planos – Hermione se virou

Severo saiu da cadeira rapidamente e pegou a menina pelo braço fortemente

- Me prometa que você não irá naquele vilarejo.

- Se você quer saber onde eu quero ir então porque não vem comigo?

- A senhorita sabe tudo sabe muito bem que eu não posso – Severo falou puxando Hermione mais para si – Prometa que não irá naquela casa, naquele vilarejo.

- Por que você quer que te prometa isso? – Hermione forçou o braço o soltando

Nem ele sabia porque ele estava pedindo aquilo, mas de alguma forma ele estava se importando com ela de um jeito que ele não conseguia entender.

- Por que a senhorita pode estragar tudo – Respondeu rápido – Seu amiguinho Potter, justiceiro do jeito que é pode ir atrás de você, Voldemort pode mata-lo por causa de uma idiotice dessas.

- É – Hermione encarou o professor – Ele viria atrás de mim, porque pessoas justiceiras e não covardes vão atrás do que elas querem, do que elas amam e não ficam se acovardando em seu passado.

- Qual é o seu problema? – Severo pegou ela pelos dois braços fortemente – Quer me irritar?

- Me solte – Hermione falou assustada. Os olhos de Severo brilhavam de raiva – Esta doendo

- Você não disse que eu sou covarde?

- Eu não disse isso – Hermione falou nervosa – Eu disse que ele é corajoso. Ele iria atrás de mim, ele não precisaria de 18 anos para entender o que vale a pena

Severo soltou Hermione a empurrando

- Então é isso? Você está aqui por causa dele? Claro que o Weasley não é seu namoradinho, é o tal do Potter. Claro que a menina sangue ruim iria se apaixonar pelo órfão.

Severo não conseguiu falar alguma outra palavra depois de sentir o peso da mão de Hermione acertar a parte direita do seu rosto inteira. Sua pele na hora começou a queimar, a virada brusca do seu rosto pelo impacto fez ele esquecer de tudo que ele estava falando

- Eu não sei onde eu estava com a cabeça, mas eu estava este tempo todo ao seu lado, por você e não por ninguém, nem se quer por mim. – Hermione falou quase chorando – Eu achei que te salvando de você mesmo tudo poderia ser diferente nesta guerra, mas vejo que você não tem salvação.

Severo tinha descontado todos os seus problemas daqueles dias na garota. No modo de falar, no modo de agir. Ele descontou seu medo por Voldemort fazer alguma coisa com Kate, pela sua traição ser revelada, por ele ter feito tudo errado ao levar a menina na casa dele e por não conseguir mais ver nenhum defeito naquela menina, apenas semelhanças das mulheres da sua vida reunida em um ser.

Ele viu que Hermione estava chorando,mas não houve tempo para pará-la. Ela tinha aparatado. Severo colocou as duas mãos no rosto e notou que ele tinha uma grande abilidade em afastar as pessoas dele mesmo.

Quando Ron chegou na casa de Kate os dois não conversaram muito, ele muitas vezes se quer olhava para Kate e quando olhava era com um olhar de desprezo. Harry não teve tempo de conversar com Kate sobre isso, mas Ron estava furioso com o sumiço de Hermione e Gina fez questão de utilizar esse contexto para envenená-lo contra a suposta nova atração de Harry.

Porém, a paciência de Kate não iria durar muito.

- Voce só vai trazer mais confusão como esta acontecendo desde que a gente te tirou daquela mansão – Ron falou fixando seu olhar no dela – Isso não é coisa para você.

- Nós já conversamos sobre isso antes mesmo de você chegar – Kate se virou para ele o ignorando – Se esta incomodado não posso fazer nada

- E você roubou de quem essa varinha? – Ron falou ao ver a garota guardar a varinha no bolso

- Por que meu pai agora também é ladrão? Assassino, mau caráter e agora ladrão?

- Eu não disse isso – Respondeu Ron

- Mas parece que tudo que você fala é espelhando nele. Que tal você crescer um pouco ehem ruivinho e ficar na sua – Kate respondeu como uma verdadeira herdeira de Sonserina – Prometo que se fizerem algo com você eu não pararei ninguém

- Acho que já basta – Remus falou – Já há uma guerra lá fora. Não precisamos criar outra aqui

- Tire essa varinha daí – Harry falou para Kate – Tive um professor que dizia para não colocar a varinha nestes lugares. É mais seguro a gente levar a varinha no punho

Kate pegou varinha, Remus e Sirius se entreolharam. Harry olhou para Kate com um sorriso de boa sorte para ela, mas estranhamente ela não respondeu. Kate tinha muitas coisas na cabeça para fazer alguma expressão bonita para Harry, principalmente sabendo que ele já tinha uma namorada. Os quatro aparataram.

Era obvio que Hermione não iria obedecer Snape. Era ainda mais obvio que ela estava chocada com o que tinha acabado de acontecer, mas ela não sabia porque se sentia assim. Andando por aquele vilarejo, ela sabia que estava em perigo, mas do jeito que ela estava se sentindo não parecia tão arriscado ser seqüestrada.

Quando os cinco aparataram eles foram direto para a frente da casa. Harry tomou a frente do grupo enquanto Sirius e Remus olhavam para todos os olhou para traz e Kate olhou para ele, por um momento Harry parou de andar.

- Tudo bem – Kate entrou na frente dele – Eu faço isso

- Ainda não – Remus a alertou fazendo uma magia – É preciso descobrir o que há ai dentro.

- Existe algo que nos possa colocar em mais perigo? – Ron perguntou

- Não, aparentemente não, mas é melhor eu ir na frente.

Kate deixou o homem passar ficando ao lado de Harry, antes ela se sentia bem ao lado do garoto, mas naquele momento só queria distancia dele e parecia que Harry estava percebendo que havia algo errado na garota. Remus abriu a porta da casa que ao invés de se abrir caiu no chão levantando uma grande poeira.

Harry logo fez uma magia e a poeira desapareceu. Kate ainda continuou tossindo assim como Ronald que estava esfregando os olhos para voltar a enxergar. A casa estava cheio de concreto já desmaterializado, poeira, uma grande quantidade de madeira caída e pertences da família Potter para todos os lados. Kate olhou para Harry e viu que ele estava chocado, assim como Remus e Sirius. Ambos estavam com as caras presas aquelas lembranças jogadas na casa.

Kate, mesmo sabendo que era errado, apertou a mão de Harry. Ela não queria fazer aquilo, estava com raiva dele em pensar que tudo aquilo que ela estava passando era possivelmente tudo planejado, mas aquele sentimento que Harry transparecia não era combinado.

- Vamos nos separar. – Kate falou para todos - Harry talvez você possa sentir o que estamos procurando.

Hermione viu que a porta da casa estava caída no chão e o portão meio aberto. A casa estava com a aparência de que um vento mais forte iria a derrubar. Ela olhou para os lados, a rua já estava fria pela aproximação do inverno, ela iria entrar lá.

- Eu disse para você não vir aqui – Severo falou pegando no braço da menina

Hermione tomou um grande susto ao sentir aquela força pressionando o seu braço, até descobrir que era Snape.

- Como soube que eu estava aqui? – Ela falou de uma forma ferroz – Vá cuidar dos seus problemas e me deixe em paz Severo.

- Eu disse que é perigoso aqui – Severo falou olhando para ela, mas de forma mais educada e gentil do que fez antes em sua casa – Por favor Hermione, me ouça. Bella acha que nós temos algo e ela usará isso para me atingir.

- Ter algo – Hermione debochou – Você não consegue manter um laço afetivo com uma coruja. Bellatrix deve saber disso, assim como o mundo inteiro ao ver essa sua vida infeliz.

Snape ia responder alguma coisa, mas ouviu um grito saindo da casa. Os dois se entreolharam

- Calma – Sirius gritou para Kate que observava uma cobra gigantesca na cozinha vir até a sua direção – Precisamos sair daqui. Ele colocou ela aqui sabendo que viríamos.

- Não Sirius – Kate tomou coragem – Vai atrás do Harry e do Remus que eu dou um jeito nela

- Não – Sirius começou a puxar Kate para andar para traz. A cobra vinha devagar na direção neles, de uma forma ameaçadora – Eu devo isso a você.

- Sirius – Kate olhou para ele – Você não deve nada a mim. Deve ao Harry, vai atrás dele. Voldemort vai vir aqui e pode tirar daqui o que estamos procurando. Vai atrás dele.

Kate empurrou o homem para traz e a cobra começou a levantar-se do chão, arqueando a cabeça. Kate viu a porta da cozinha e tentou fechá-la com força, mais o bote da cobra veio primeiro. Por pouco o bote não pegou a garota, a cobra ficou nervosa, a porta caiu na parte do corpo dela. Kate percebeu que tinha tempo e começou a dar passos fortes para traz até chegar a sala. A cobra parecia estar tomando força novamente, Kate olhava para os lados sem saber o que fazer, então ele teve a mesma idéia que teve na casa que foi seqüestrada: correr.

- Harry vai rápido – Ela gritou entrando na longa sala de jantar da casa, subindo nos destroços que tinham lá, para a sua infelicidade a cobra ficou arrisca e corria atrás dela. Ela tentava tirar coisas na cabeça da cobra que vinha em sua direção, mas nada a parava.

Severo não pensou duas vezes em deixar Hermione para traz e correr para a casa. Severo parecia ter reconhecido o grito fino de Kate e o barulho dos destroços caindo na casa.

Harry no andar de cima ficou mais tenso do que o normal, ele sabia que tinha algo lá, ele sabia que era no quarto dos seus pais. Sirius, Remus e Ron desesperados com os gritos da menina lá debaixo,mas nada encontrava eles.

Kate viu que a sua única saída era sair pela janela e foi o que ela fez. Ela observou o mato crescido demais dos jardins laterais, o que seria o ambiente perfeito para a cobra, mas ela não podia pensar demais, a cobra deu um bote para sair junto da janela e quase atingiu ela novamente. Kate percebeu que os olhos da grande cobra estavam vermelhos e ela diferente de outras cobras, parecia faminta.

Kate correu pela lateral da casa para a frente da casa que tinha restos do que desabou do segundo andar. A cobra não descansou. Severo e Hermione fizeram o caminho ao contrario. Enquanto Kate saia da casa eles entraram. Severo foi direto ao rastro que a cobra deixou tentando acompanha-lo enquanto Hermione subiu os degraus da escada

- Hermione – Ron gritou ao ver a amiga, mas ela não se importou muito com ele

- Harry, é apena uma parte de Voldemort, não deve estar tão longe assim. – Hermione falou

Harry queria chorar de desespero, os outros não sabiam mais o que fazer.

- Eu não sei – Harry falou olhando desesperado para eles

- Harry o medalhão – Ron falou pegando o medalhão similar ao que havia o recado de RAB

- O medalhão de Regulus? – Sirius ficou em choque – O que esta fazendo aqui esta coisa?

- É isso – Harry colocou a mão na cicatriz.

Severo pulou a janela, mas observou que havia um silencio. Kate que estava fugindo para a rua do vilarejo observou que a cobra não estava mais a perseguindo e ao olhar para traz ofegante viu que havia um homem do outro lado da rua olhando para ela

- Ela não vai mais te perseguir – O homem disse para Kate

Kate franziu a testa estranhando a postura do homem. Ele era alto e um pouco forte para as vestes formais que estava usando naquele momento. Seus olhos azuis brilhavam de longe e o cabelo escuro bagunçado com uns fios brancos aparentes o deixava mais velho.

Voldemort naquele momento era Tom, um homem que estava nervoso na frente de alguém, coisa que Voldemort jamais faria. Eram coisas apenas do ser humano Tom, ele não sabia o que dizer,mas ficou extremamente feliz ao ver a menina baixar a guarda da varinha e ao mesmo tempo nervoso por ela ser assim tão ingênua.

Severo segurou a respiração ao ver o encontro dos dois. Severo via nitidamente, mas deu passos para traz se escondendo. Ele esperaria o momento de fazer alguma coisa, afinal Harry estava no andar de cima da casa. Naquele momento Severo apenas poderia rezar para Merlim

- Obrigada – Kate continuava ofegante. Ela olhou um momento para cima e voltou a encarar aquele homem – Eu não conheço o senhor, conheço?

- Acho que não, mas reconheço a senhorita pelo o jeito da sua mãe. – O homem deu um passo a frente - A senhorita conseguiu herdar cada detalhe mais belo dela.

Kate se sentiu pressionada por aquele comentário. Voldemort sabia que a menina iria estranhar toda aquela conversa, ainda mais no momento onde a cobra estava quase a matando dando o sinal de que alguém estava na casa, mas isso não importava agora.

- A senhorita sabe que não deveria estar aqui. Estamos em tempos negros, de trevas, de justiça pelas ruas e as vezes ela nem sempre é justa – Tom se esqueceu com quem estava falando e se tornou em um tom ameaçador.

Severo já estava preparado para atacar de alguma forma.

- Harry, tome, isso vai acabar com isso de uma vez – Hermione tirou da sua bolsa a espada da Grifinoria – Aqui tem o veneno que nós precisamos. Vá, acabe com isso agora!

Remus olhou pela janela e viu o homem e Kate e chamou Sirius pelo olhar. Os dois se entreolharam e olharam para o trio se preparando para estourar uma das almas de Voldemort.

- Eu desço lá embaixo – Sirius falou, mas Remus segurou ele – Olhe

- A vida com guerra ou sem guerra não é uma justa – Kate falou para o homem – Não podemos nos acovardar dentro de casa. Talvez isso seja parecido com a minha mãe,mais do que a minha feição.

Kate respondeu o homem com o mesmo tom que ele usou e Voldemort percebeu que ele estava começando as coisas de forma errada. Ele deu mais um passo para a frente,mas de repente uma dor entrou em seu corpo cada vez mais intensa.

Harry olhou para Hermione apriensivo, ele não sabia exatamente o que ia acontecer, mas ao mesmo tempo o silencio perturbador que vinha lá de baixo fazia ele pensar muito mais rápido do que sentir algum tipo de medo.

Ele pegou a espada com as duas mãos. Hermione puxou Ron para se afastar. Sirius olhou confiante para o afilhado, assim como Remus que não tirava os olhos da janela.

- Harry faça isso agora – Hermione falou decidida – Agora

Ele fechou os olhos querendo não saber o que viria depois. Pegou a espada e com toda sua força, com o desejo de acabar com ela tirou forças de todo o seu corpo e bateu no medalhão. Um estouro afastou Hermione e Ron ainda mais dele. Sirius queria se aproximar, mas Harry logo se afastou soltando a espada.

Harry viu que o medalhão se transformou em um grande vulto negro de fumaça, de força negra, os cinco resolveram sair correndo. A casa não suportaria aquela força. Kate olhou para a fumaça negra saindo da casa e o intenso barulho, mas seus pensamentos foram quebrados quando o homem caiu no chão.

Kate não pensou duas vezes e foi ampará-lo, mas Severo correu ainda mais que ela e a segurou antes dela encostar em Voldemort. Ele estava com medo de que ele aparatasse com ela.

- Me ajudem – Tom falou olhando para a garotinha que estava tentando se soltar do homem

- Me solta, ele precisa de ajuda – Kate falou sem saber quem era o homem que a segurava e o homem que agonizava. Por sorte quando Severo quase perdia ela do seu colo Remus chegou ajudando ainda mais a afasta-la.

- Não Kate, ele é Voldemort – Remus falou puxando ela mais para traz com Snape

A feição de Voldemort mudou naquele momento. Ele não queria que ela soubesse quem ele era de verdade, mas ao ver Remus fazer aquilo junto com Snape percebeu a proteção que Snape estava fazendo com aquela garota, e de repente tudo se encaixou, ela era filha dele. Era por isso que ele tinha mudado totalmente de lado.

- Aparatar para a casa do Severo – Hermione gritou

"Ela é sua filha seu bastardo e isso não terá perdão"

Este pensamento entrou na mente de Snape, mas não foi duro o suficiente para ele fazer o que tinha que fortemente Kate junto com Lupin e os três aparataram, assim como Harry, Sirius, Ron e Hermione.


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