Primeiramente: Mais uma vez desculpem a demora em postar. Essa fic está consumindo minhas ideias (que são escassas devido minhas provas de fim de ano ^_^). Mas creio que vão gostar dos caps a partir deste. Vou trabalhar os sentimentos e ambientes diferentes, por isso tenham paciência comigo, beleza? Também andei dando uma olhada nos caps anteriores e vi um monte de erros e falta de acento nas palavras. Portanto, estarei fazendo algumas correções neles. Mas já sabem que Time is money, correto? Vou fazer isso devagar. Se encontrarem algo gritante, gritem!
Um grande beijo aqueles fofos que me deixaram reviews que são:

Sydhartta: Não sabe o quanto me emociona saber que esteja gostando da fic, querida. Espero que me brinde com mais reviews!Estou prestando atenção nas minhas exclamações agora!Ops... mais uma. É vício mesmo. ^_^ Mas obrigada por me policiar mais, prometo.

Mi Yuuki: Ebaaaaaaa! Minha querida nakama, está me enviando review nesta fic. Estou super feliz por saber que também lê essa fic. Agora vou ter que melhorar mais. ^_^

Quero review de todos. Inclusive desses doces leitores que não os deixam, mas me acompanham enviando suas energias positivas para muá! Enfim...vamos ao cap!


A tragédia do homem é o que morre dentro dele enquanto ele ainda está vivo. (Albert Schweitzer)

...

Porque não conseguia parar de pensar naquela ruiva, não conseguia entender. O contato que teve foi tão ínfimo, mas desde que a viu não tirou mais aquele sorriso tolo do rosto. Estava irritado por pensar essas bobagens, já que tinha muitas coisas para resolver. Hoje era o grande dia de Grimm. Tentaria tirar a pequena princesa através da colega de escola, e mais uma vez aquele rosto bonito e olhos vivos assomaram em sua mente. Bateu no sofá onde estava sentado e se levantou para espairar a mente. Logo Grimm ligaria para dizer se tudo ocorreu bem. Mas não conseguia deixar de pensar no que aconteceria com a outra garota, e novamente ela invadia sua mente.


Flash Back

- Mais um dia maçante! – Sussurrei antes de sair de meu prédio. Ficar escondido durante o dia não é nada agradável. E tudo culpa do idiota do Grimm e seus hormônios descontrolados. Ainda não confio que aquela garota na vá denunciar a gente. – Mas quê? – Choquei contra alguém, mas à uma hora dessas? Afinal são quase três da manhã.

- Descul-pe! – Uma ruiva de corpo escultural e cara de menina andando pelas ruas na madrugada? Será uma dessas prostitutas adolescentes?

- Foi minha culpa! Deixa que eu a ajudo a levantar! – Ajudei a garota bonita, mas me intriga uma mulher desse tipo andando sozinha.

- Arigatô, é... Hum... Meu nome é Inoue Orihime, prazer! Eu estava comprando soba pra fazer uma boquinha de madrugada sabe... – Quem em seu são juízo sai falando seu nome para estranhos? Não, com certeza não é uma prostituta.

- Acho melhor você voltar pra sua casa. Esse bairro é perigoso! – E eu sou um dos motivos. Se meus camaradas me vissem fazendo isso, nem sei qual seria a reação deles.

- Oh! Claro! Mas não sou daqui não. Gosto de andar um pouquinho e conhecer novos lugares e... – Tive que interrompê-la tapando sua boca. Mulher que fala demais.

- Boa noite. – Sai sem voltar meu rosto. Se ela quer correr o risco de ser estuprada nessas ruas malucas, que seja. Não tenho tempo pra essas besteiras.

- Qual seu nome? – Perguntou de longe. Acenei pra ver se ela me deixava em paz, mas ela não saiu do lugar. Virei e a vi sorrindo, aguardando eu dizer alguma coisa. Mulher estranha e maluca. Só pode.

- Ulquiorra! Quer que te acompanhe até sua casa? – Certo isso foi idiota, mas essa garota precisa de ajuda.

- Não! Obrigada. Não quero atrapalhar sua caminhada noturna. Foi um prazer conhecê-lo Ulquiorra-san! – E sem mais, virou-se e correu até sumir na esquina.

Fim Flash Back


- Droga! Se eu não for ver essa mulher vou enlouquecer! Só espero que Grimm não se irrite comigo. – Ulquiorra pegou o casaco de couro preto e saiu do pequeno apartamento onde vivia. Não demorou muito e chegou ao endereço que recebeu de seu chefe e companheiro de crimes. Percebeu o movimento naquele pequeno sobradinho onde a ruiva vivia. Sentiu uma ira estranha crescer dentro de si. Não tinha nada a ver com aquela garota, mas não suportou escutar as risadas e grunhidos de prazer dos homens que faziam parte de seu grupo. Entrou fazendo barulho e a cena que viu deixou o seu eterno rosto impassivo e sem expressão furiosa. Inoue estava nua e repleta de sangue ao seu redor e sendo estuprada sem piedade por no mínimo sete homens. Alguns eram os seguranças dos Kuchiki e os outros de Grimm. A ruiva estava desacordada. Os hematomas eram presentes em todo seu corpo. Os lábios estavam inchados, os cabelos acobreados eram puxados por um dos homens para tomar mais uma vez seus lábios para um beijo lascivo e maldoso. Shiffer não resistiu mais e tomou a pistola que levava nas costas. Atirou várias vezes, assustando os homens que ainda estavam distraídos com aquilo que chamavam de "banquete do dia". Alguns ainda tentaram revidar, mas Ulquiorra não era conhecido como o segundo melhor atirador da gang à toa. Não acertou nenhum que pudesse machucar a ruiva. Após feri-los, retirou os dois que estavam em cima da jovem, ainda que estes gemessem de dor e revolta por serem traídos daquela maneira. Tirou o casaco e cobriu o corpo da menina, para logo sair apressado a rua. Não podia demorar, ou ela morreria esvaída devido a forte hemorragia que sofria.


A notícia do seqüestro da pequena Kuchiki espalhou-se rapidamente pelos noticiários do bairro. Dezenas de repórteres esperavam a saída do líder Kuchiki de seu suntuoso edifício, sede de uma de suas maiores empresas. Todos queriam saber como estava o jovem perante esse terrível seqüestro. Faziam mais de oito horas que a menina havia sido seqüestrada. Já sabiam que era seqüestro, pois a notícia vazou no hospital e na delegacia em que estudavam o caso. Souberam por fontes fidedignas que o resgate já havia sido solicitado pelos seqüestradores, e andavam na casa dos milhões de dólares, ainda não confirmado por nenhum dos assessores de Byakuya.

Na cobertura do edifício, Byakuya andava de um lado a outro irritado com a lentidão das autoridades de seu país. Sua única família, única lembrança de sua amada esposa estava correndo perigo. Temia perder Rukia também. Nunca havia sentido tamanho vazio e dor por não ter a pequena por perto. Queria destruir o culpado disso tudo.

- Se eu ao menos estivesse do lado dela! Nada disso teria acontecido. – Byakuya sussurrava alheio a toda movimentação ao seu redor. Vários policiais de alta patente e investigadores tentavam descobrir o local de onde o telefonema com o pedido de resgate havia sido feito. Fazia uma hora desde o último contato. Já sabiam que os seqüestradores eram profissionais experientes no crime. Enviaram por internet imagens da pequena amarrada a uma cadeira, com os olhos vendados e a boca amordaçada. Ameaçava a garota com fuzis apontados a sua cabeça, um verdadeiro terrorismo que estava deixando a população do pequeno arquipélago horrorizado.

- Kuchiki-sama, por favor, sente-se e aclame-se! Perder o controle agora só piorará as coisas. Precisa deixar com os profissionais para que libertem sua irmã! – Ishida tentou não passar o nervosismo que sentia para o jovem líder, mas não era algo muito fácil. Também agiria da mesma maneira se alguém seqüestrasse seu filho mal educado. Família é a única base firme que alguém possui.

- SE ESSES DESGRAÇADOS DESSES SEGURANÇAS A TIVESSEM PROTEGIDO, ISSO NUNCA TERIA ACONTECIDO! – Byakuya nunca gritou com ninguém em sua vida, muito menos a um amigo de longa data como Ishida. Ele era seu braço direito, apesar de alguns acharem que ele era a favor de outros grupos. Mas sua raiva estava fazendo seu esmerado controle esvaírem. Ficou furioso quando soube que todos estavam mortos na casa da amiga da irmã. Furioso com Hachigen por não ter podido protegê-la. Furioso com Kensei por ter permitido sua saída da mansão. Furioso com Kurosaki por não estar ao lado dela quando ela precisava. Mas mais furioso ainda, por mais uma vez não ter podido protegê-la como quando perdeu sua amada Hisana. Odiava-se. Sentia asco de si mesmo. Traía a promessa que fizera no túmulo de sua amada esposa. Rukia estava à mercê de monstros. Como conseguir manter a calma com todo esse pesadelo acontecendo?

- Imagino como se sente Byakuya-san, mas confie em nossos homens. – Ishida apertou o ombro do altivo rapaz. Estava contendo a forte vontade de derramar lágrimas em seu rosto austero. Desabava ali um grande homem. – Avisei Urahara! Tenho certeza que ele conseguirá nos ajudar! Confie em nós! – Empurrou-o com delicadeza para que sentasse no sofá a sua frente. Sua sala se transformara em um verdadeiro quartel. Estava tudo desarrumado e movimentado. Quem o visse agora jamais o reconheceria.


Socava mais uma vez a parede e o sangue escorria de seu punho ferido. Sentia seu mundo desabar. Nem mesmo o cansaço de sua corrida incessante para encontrar sua namorada fora suficiente. Quando chegou a casa de Inoue e viu o sangue e a bagunça no lugar perdeu seu ânimo de viver. Desde o momento em que soube, através de Kensei, de que Rukia havia saído para um encontro com Inuoe, sentiu que algo muito ruim estava para acontecer.

- MALDITOS! Malditos... Malditos... Se eu estivesse com ela... Desgraçados... – Espancava mais uma vez a parede ferindo ainda mais sua mão. Nanao chorava silenciosa atrás do rapaz de cabelos extravagantes. Via seu melhor amigo desabar e não podia fazer nada. Imaginava como a pequena menina que ainda não conhecia pessoalmente, mas já aprendera a amar através dos relatos sonhadores do rapaz, estava sofrendo.

- Socar a parede não vai resolver nada, morango! Logo Urahara vai nos trazer notícias que preste e vamos chutar os traseiros daqueles canalhas! – Shinji tentava inutilmente ajudar o companheiro que volta e meia viviam brigando. Nunca imaginou que aqueles mafiosos agiriam tão rápidos e pior de tudo as "barbas" da X-cution. Isso era o que mais irritava. Concordou com o ruivo quando ele acusou que se o tivessem liberado antes teria conseguido impedi-la de ir a esse encontro absurdo e sem sentido.

- TUDO MINHA CULPA! DROGA! – Ichigo encostou a testa na parede. Lágrimas teimosas já rolavam em seu rosto. Aquela felicidade incrível que havia adquirido com a baixinha estava desmoronando. Pensar nela sozinha e sofrendo com medo, rodeada de monstros sem coração o faziam querer destruir tudo o que via pela frente. Se ao menos estivesse ao seu lado.

- Ichi... Nós vamos trazê-la de volta. Urahara-san me disse que já estava com um passo a frente de nossos inimigos e... – Ise tentou tirar o ruivo daquele marasmo. Os outros integrantes do grupo estavam em silêncio contemplando a cena na sala de reuniões do QG.

- E POR QUE NÃO IMPEDIU DE LEVAREM ELA? Se algo acon-tecer eu mato Urahara... E me mato... Eu não vou perdê-la também... Não vou... Não vou... – Tombou nos joelhos e puxou os cabelos com ódio de si mesmo. Ódio de sua fraqueza, de seu atraso. Por não estar ao lado dela isso tudo aconteceu. Prometeu protegê-la. Prometeu acabar com seus pesadelos, e o que fez pra isso? Nada. Simplesmente a deixou sozinha quando mais precisava.

- Itsugo! – Neliel apertou a mão de Hisagi que estava com o rosto abaixado. Todos sempre admiravam a determinação e coragem do ruivo. Não era a toa que se tornara líder do grupo apesar da pouca idade. Mas agora via seu amigo destruído e sem ânimos para seguir. Sentia raiva e dor ao mesmo tempo. Aquele seqüestro não influenciava somente a família Kuchiki, mas todo o Japão estava comovido com isso. E logo o mundo ficaria sabendo da grande jogada de Aizen Sousuke.


Sei que ficou pequetucho, mas tem muito assunto por falar e estou organizando nos caps que vêm! Espero que tenham curtido e estejam no próximo para presenciar essa trama de Aizen (odeio esse cara).Creio que devem querer saber alguns assuntos como: a relação de Aizen com a mãe de afinal é Urahara, já que Ishida e Kuchiki os conhecem? O que vai acontecer com a pobre ruivinha (sou má, eu sei ;_;)?Qual será a atitude de Ichi? E principalmente, como está Kia nas mãos daquele sujo do Grimm? Enfim, vou escrevendo e estou contente, pois esse projeto está caminhando do jeitinho que idealizei quando pensei em escrevê-lo. Espero que estejam curtindo. Beijokas, e não esqueçam os reviews! Fui,
JJ