Capitulo 25: A volta de Nick
Ele voltou a falar em diferença de idade, que ia parecer avô de seu próprio filho, e outras coisas semelhantes. Para ela, toda essa conversa era bobagem, porque ela nem via, nem se importava com nada disso. Nessa hora, Grissom parava seu carro no estacionamento do laboratório.
- Lá vai você de novo! Quantas vezes terei de falar, que tudo isso é besteira, e que eu te amo muito – disse isso e saltou no pescoço dele, beijando-lhe a boca, com paixão.
Após alguns segundos de hesitação, ele rendeu-se ao amor de sua vida. Ele estava exaurido emocionalmente com esses últimos dias. Sentia-o agora, nos braços de Sara. Foi quando uma voz que eles conheciam, falou perto da janela do motorista:
- Tenham dó! Vão procurar um motel!
Os dois se separaram, e Grissom debruçou-se na janela, para olhar melhor a figura sorridente e bronzeada, que o fitava divertido.
- Nick!
Sara abaixou-se um pouco, para melhor vê-lo da janela:
- Como está a Califórnia?
-Ensolarada, como de costume. Peguei esse bronzeado na piscina do hotel – declarou Nick sem perder o sorriso.
Grissom saiu do carro e crivou-o de perguntas, não lhe dando tempo para responder nenhuma.
- Calma, Grissom! É só me deixar tomar fôlego que já respondo – disse o moço tonto com tantas perguntas.
Os três dirigiram-se ao elevador. Nick agarrava de brincadeira, o pescoço de Sara:
- E então, o que aconteceu na minha ausência? – Perguntou, soltando-a para que lhe respondesse.
No elevador, Sara fez um resumo do crime que estavam investigando e da vinda de Tom. Grissom estava pensando, que Sara não respondera`a pergunta sobre maternidade, como Tom dissera. E além de tudo recebera um beijo maravilhoso dela, que lhe dizia que tudo ia bem entre eles. Mas por outro lado ele pensava, que ainda teriam muitos dias pela frente e muitas oportunidades, dela se encantar com Jeff, que era atraente e tinha boas qualidades. Além disso, ele contava com o lobby de Tom, que era uma pessoa muito importante, para Sara.
Ao chegarem na sala de descanso, Nick foi abraçado, como se tivesse ido há alguns meses ao Pólo Norte. Warrick perguntou-lhe de Pasadena.
- Calma, como qualquer cidade,de cerca de 200.000 habitantes!Excelente, para se fazer um seminário. A gente tem de prestar atenção porque não há muito pra se fazer.
- Não foi fechado num anfiteatro, que você ganhou esse belo bronzeado! – Retrucou Catherine abraçando o colega.
- Certamente, que não, Cath! – Respondeu rindo. – Tinha piscina no meu hotel e aproveitei!
Eles riam despreocupadamente. Grissom puxou Warrick de lado e lhe perguntou sobre o roupão da bailarina. Greg e Sara aproximaram-se. Warrick explicou que com o mandado na mão, fora até a casa de Mary buscar o roupão.
Trouxera a peça de roupa, para o laboratório e achara nele dois fios de cabelo loiro escuro, condizente com o cabelo de Lenora. Sara fez uma cara de espanto. Não achava que fosse ela.
Warrick informou ainda, que Wendy fez o teste do DNA, e o resultado batera com o que já pensava dela. Brass a prendera naquela tarde; o interrogatório dela começaria em dez minutos disse Warrick, consultando seu relógio.
Grissom falou, para ele ir na frente. Ele iria até sua sala ver se haviam casos, para distribuir e voltaria rapidinho. Em todo caso por que ele, não se sentia muito, firme, nesse caso?
Pegou as fichas e estudou-as por um instante. Voltou depois apressado para onde estavam os outros.
- Catherine e Nick, ficarão com um caso de um rapaz, eletrocutado numa banheira; Sara e Greg vão verificar a morte de um sem-teto à facadas, perto do Mônaco.
Catherine pegou a ficha e foi saindo com Nick; mas Greg parecia inconformado.
- Qual é o problema, Greg? – Perguntou Grissom, suspendendo a sobrancelha.
- Pensei que eu e Sara estávamos com você, no crime do balé.
-E estavam. Mas agora, com as coisas se resolvendo, já não precisamos de muitas pessoas. Eu e Warrick damos conta!
Greg estava mesmo magoado. Grissom achava que ele estava exagerando. Ia já, responder mais duro, quando se lembrou de que esses rompantes são comuns à juventude. Limitou-se a dizer que não podiam se dar ao luxo dos casos irem se amontoando, enquanto seu pessoal parecia não ter o que fazer. Sara embora estivesse ali, estava com a cabeça distante, cheia de preocupações e pensamentos.
Grissom caminhou a passos largos, para a sala de interrogatório. Estava atrasado, a explicação para Greg durou mais do que esperava. Sara parecia nem ligar: talvez estivesse cansada de trabalhar com ele. Respirou fundo e entrou na sala.
