Notas da Autora

As in-ookamis recebem as três leis de Tenchisouzou Megami Saikou (天地創造・女神・最高 – Suprema Deusa Criadora).

Enquanto observava as in-ookamis, Gokuu se depara com...

Gokuu quase acaba sendo...

Anos depois, ambos, Gokuu e Lasberry continuam...

Lillian se surpreende quando...

Capítulo 25 - Especial - Parte II - Gokuu e Lasberry - Encontro do destino

– Sim. Nunca sair de onde vivem. Ou seja, não podem abandonar esse Sistema Solar. Não podem conversar com nenhum ser, sem ser um in-ookami e por último, evitem assumir a forma humanoide.

– Nós cumpriremos as três leis. – todos falam em usino, respeitosamente, enquanto se curvavam.

– Muito obrigada. - A Suprema Deusa Criadora agradece, para depois partir dali, rumo a Kashin-sei.

Enquanto isso, Gokuu havia criado uma dimensão para ele e uma mansão, sendo que Lillian estava decorando animadamente, quando ele avisou que sairia para conhecer melhor os universos e ela concordou, desde que voltasse a tempo para as primeiras aulas.

Então, sorrindo, o Deus Supremo da luta decide ir ver os in-ookamis, pois, ainda digeria o fato deles serem imunes a poderes divinos, assim como possuíam uma alta capacidade de selamento, além de possuírem uma forma humanoide que nunca revelavam, mantendo somente a forma feral.

Lasberry era uma jovem in-ookami, filha mais nova da líder da matilha, sendo que a sua irmã mais velha iria assumir a liderança da matilha em algum momento no futuro, no lugar da genitora delas.

Desde filhote era aventureira e destemida.

Por causa disso, acabou conseguindo escapar da vigilância da matilha, apesar de ser o único filhote e passa a investigar a área ao redor da matilha, sendo que não notou, que um moshianshy faminto a observava, oculto dentre as árvores nodosas, sendo que o ato dele não passou despercebido para Gokuu, que a observava a distância.

Claro, ele sabia que o certo seria deixar a natureza seguir o seu caminho e permitir que o pequeno filhote inconsequente fosse devorado.

Porém, achou a aparência dela linda, com o pelo fofo e alvo, além de ter belos olhos azuis como o céu claro do planeta. Claro, os filhotes eram bonitos, mas, ela parecia ainda mais linda.

Quando ela ergue o olhar na sua direção, ele sente que fica fascinado, assim como a pequena ao olhá-lo, como se algo, profundo, os unisse naquele momento. Algo que não compreendiam, assim como surgia um sentimento incompreensível a ambos.

Ele sabia que era fêmea, pois, estava observando-a a algum tempo e identificou como sendo a cria mais nova da líder da matilha, sendo que a líder sempre tinha crias fêmeas.

Então, o som da fera avançando sobre o filhote o desperta e rapidamente, salta entre a fera e a in-ookami, matando a criatura, em um piscar de olhos, com Lasberry ficando fascinada, pois, nunca viu um ser como ele, assim como ficou admirada com a força dele, que olha para ela e sorri, sendo correspondida pela mesma.

Então, quando a pequena ia perguntar o nome dele, os outros in-ookamis surgem e o Deus Supremo da Luta percebe que eram de fato imensos e que a pequena in-ookami era apenas um pequeno filhote.

Gokuu reconhece imediatamente uma in-ookami imensa, que possuía várias cicatrizes como sendo a líder, que estava na frente da matilha, rosnando perigosamente para ele, mostrando as fileiras de caninos pontiagudos e alvos, sendo que ao lado dela, há uma jovem, que tem uma cicatriz no focinho e que, provavelmente, era a filha mais velha da líder, enquanto estranhava o fato que não havia mais filhotes e que a pequena a sua frente, era o único filhote de toda a matilha, algo que estranhou, pois, era sabido que eles tinham filhotes, todos ao mesmo tempo.

Nisso, em um piscar de olhos, Gokuu é cercado, enquanto que outro in-ookami pega Lasberry nos pelos da costa dela, com a mesma de debatendo, enquanto a afastava do local, sendo que ela olha, com os orbes lacrimosos, uma última vez para o seu salvador, sendo que estava apavorada com o destino dele, pois, com certeza, a sua matilha iria ataca-lo ao mesmo tempo, pelo timbre dos rosnados que ouvia e duvidava, piamente, que ele conseguiria enfrenta-los.

Então, Lillian surge, de repente, segurando o seu globo e gerando um forte clarão, chamando a atenção da matilha, assim como os surpreendendo, até que fica junto de seu Deus e fala, curvando-se para elas:

– Lamento o incomodo. Garanto que Gokuu-sama, o Deus Supremo da Luta, não irá mais pisar aqui.

Então, o pega na mão e o teletransporta até o palácio, aproveitando o fato que a sua aparição os surpreendeu, impedindo assim que avançassem contra o seu Deus, enquanto o retirava dali.

Quando Gokuu ameaça sorrir para agradecê-la, o sorriso titubeia, ao vê-la estreitar os olhos e perguntar, seriamente:

– Como ousa ir até lá, Gokuu-sama? Se eu não tivesse os surpreendido, eles iriam ataca-lo e você não poderia fazer nada contra uma matilha inteira. Para a nossa sorte, a minha presença e o clarão o surpreenderam, para que pudéssemos fugir com segurança, graças também a minha habilidade de teletransporte.

Ele explica o que ocorreu e o fato que a salvou, sendo que estava prestes a perguntar o nome dela, quando a sua voz falha, ao ver o profundo olhar de ira de sua atendente que fala com irritação na voz:

– Sabe das leis que elas seguem. A pequena seria punida, se ousasse falar com você. Por sorte, eles chegaram antes.

– Não entendo essas três leis.

– Nem eu... Mas, a Tenchisouzou Megami Saikou-sama deve saber e não cabe a nós conhecermos tudo. Além disso, a Suprema Deusa Criadora está preocupada com algo.

– Preocupada? - ele pergunta, sendo que não conseguia esquecer o pequeno filhote e os olhos azuis dela.

– Sim. E como sabe, ela não se recuperou ainda por ter criado todos os universos e toda a vida existente dos mesmos. Eu entendi que era uma espécie de sensação que a tomava, por alguns minutos.

– Espero que não seja nada grave... Em relação aos in-ookamis, apenas fiquei intrigado com tal espécie que é imune a poderes divinos e possuem habilidades incríveis, principalmente de selamento, assim como um poder imenso.

– Eles são poderosos e o fato dos poderes dos Deuses não surgirem efeito, só aumenta ainda mais o perigo que eles representam. – a atendente dele comenta pensativa, pois, também compartilhava do interesse de seu Deus.

Porém, ao contrário dele, sabia respeitar as regras, assim como zelava pelas mesmas. Podia ter curiosidade, mas, não iria até elas apenas para saciar a sua curiosidade, como o seu Deus fez.

Nisso, Gokuu vê um sorriso que não chegava aos lábios dela e passa a temê-la, após ela ficar pensativa por alguns minutos.

– Quero que jure que nunca mais irá ao planeta deles. Entendeu?

O Deus Supremo da Luta não queria prometer, mas, Lillian era assustadora, mesmo com a aparência de uma criança, até que se recorda que a promessa era somente para o planeta que eles vivam, deixando o sistema solar livre e sabia que todos faziam rondas pelo universo.

Portanto, iria esperava uma nova oportunidade, para reencontrar a in-ookami, pois, havia memorizado o odor dela e sentia, que por algum motivo, algo forte e profundo os unia, fazendo com que ele fosse capaz de encontra-la.

– Juro.

– Ótimo! Agora, vamos treinar! - ela exclama animada e ele fica alarmado com a mudança do humor dela.

Porém, conforme treinava com a sua sensei, sendo um treinamento no mínimo insano, devido à exigência dela, a imagem da pequena in-ookami não saía de sua mente.

Há milhares de anos luz dali, mais precisamente na parte mais afastada do universo e igualmente isolada, no maior planeta daquele sistema solar, em cima de um rochedo, a pequena olhava para os céus e suspirava, tristemente, não conseguindo se esquecer do estranho ser que salvou a sua vida, enquanto lastimava-se por não ter falado o seu nome para ele, assim como, de não ter podido perguntar a ele.

Claro, seria punida severamente, mas, queria aproveitar aquele momento único, pois, a seu ver, nunca iria reencontra-lo e ao pensar nisso, sente uma estranha constrição em seu coração, fazendo-a suspirar tristemente, para depois apoiar a cabeça em suas patas, não deixando de fitar o céu uma única vez, sendo que ficou muito feliz ao saber que ele foi resgatado, antes que a sua matilha, liderada pela sua mãe, o matasse.

Longe dali, a líder da matilha, observava a sua cria mais nova e suspira cansada, para depois, o seu companheiro se aproximar, humildemente, já que era a sua líder, apesar de ser companheira dele e fala:

– Por pouco, você não tem que puni-la, minha Kiwini (vem de Kiwi).

– Sim... Mas, parece que ela não se esqueceu dele, conforme observo o seu olhar perdido no céu. Eu espero que aquela atendente controle o seu Deus.

– Ela vai controla-lo. Ela jurou que ele nunca mais pisará nesse planeta.

– Eu espero... Devemos seguir exemplarmente as três leis e como uma das filhas da líder da matilha, Lasberry deve assimilar e seguir tais leis, sem titubear, servindo de exemplo aos demais. - ela fala seriamente.

– Ela ainda é filhote... Quando crescer, irá compreender. Além disso, não há nenhum outro filhote e ela deve se sentir sozinha. - ele fala, olhando gentilmente para a cria de ambos.

– Eu sei... Mesmo assim, espero que ela seja atenta às três leis. Odiaria puni-la.

– Dê tempo ao tempo, para a nossa cria mais nova.

A líder suspira, enquanto olhava para o focinho de sua filha, reconhecendo as lágrimas peroladas dela.

– Eu tenho que ir.

– Vou ficar um pouco com a nossa cria.

– Faça o que quiser.

– Mesmo assim, devo comunica-la. - ele fala respeitosamente, mantendo as orelhas e cauda levemente abaixadas em sinal de submissão.

– Somos companheiros e acho esse comportamento irritante. – ela fala dentre um rosnado, enquanto exibia as presas alvas e afiadas.

– Infelizmente, é a tradição. - ele fala com um sorriso triste em sua mandíbula.

– E você sabe que eu odeio isso. - ela encosta seu focinho nele, afagando-o e sendo retribuída.

– Tal mãe, tal filha caçula. Ela é muito parecida com você nesse aspecto. - ele fala com o seu típico sorriso gentil.

– Não fale besteiras... É uma tradição que acho idiota, já que é o meu companheiro e estaremos sempre juntos.

– De fato, sempre estaremos juntos. - ele fala com um sorriso gentil, para depois olhar para a cria mais nova de ambos - e se esse Deus, for aquele predestinado a ela e vice-versa, como foi conosco? Já parou para pensar nisso? Afinal, o nascimento dela fora da época, a torna é especial.

A líder suspira cansada e olha atentamente para a filha, para depois falar, enquanto se afastava dali:

– Não me agrada esse pensamento, pois, teria que puni-la severamente e isso é algo que não gostaria.

– Se for o destino deles ficarem juntos... Nada poderemos fazer contra isso. É besteira lutarmos contra o destino. Talvez, o fato dela ter nascido fora de época, seja uma indicação que ela é especial, de alguma forma. - ele fala olhando gentilmente para a cria mais nova deles, que estava alheia a conversa dos genitores.

– Espero que esteja errado... Essa é a minha esperança.

– Por acaso, prefere que a profecia feita por um de nós, seja a verdade, em vez dela ser predestinada a ele? – o companheiro pergunta preocupado.

– Não devemos ignorar a profecia, que fala que o nascimento da filha mais nova da líder da matilha, indica que tempos tenebrosos virão para o universo. Todos sabem e concordam que ela é apenas um aviso para algo e não a causa. Nós somos avisados para nos prepararmos, para o que quer que seja. – ela para de andar, enquanto falava, tristemente, olhando para o céu, sendo que nenhum deles falou isso para a Suprema Deusa Criadora.

– Eu prefiro acreditar no fato dela ser predestinada para ele e vice-versa, do que nessa profecia, a primeira e única de nossa raça... Embora que há sempre a hipótese de ser ambas. A profecia e o fato de ser predestinada e ele. – ele fala o final, tristemente, ao imaginar que a profecia podia ser real.

– Terei que puni-la, se ela ousar se encontrar com ele, assim como devemos nos preparar. Inclusive, vou ordenar que a matilha fique mais atenta ao que acontece a nossa volta, além do patrulhamento que fazemos em nosso sistema solar.

Então, a líder da matilha se afasta pensativa, preocupada com a sua filha caçula e ao se aproximar de uma clareira, observa que a mais velha, Chelly (cherry - cereja), lutava contra vários in-ookamis que ousaram desobedecê-la e ela sorri, pois, ganhara cicatrizes de batalhas, assim como ela e esperava, ansiosamente, o dia em que iriam se enfrentar pela liderança da matilha, ficando satisfeita ao ver que eles mostravam a sua submissão a ela, após serem bastante feridos por suas presas e garras.

Enquanto isso, o pai de Lasberry se aproxima e deita ao lado da filha, para depois usar o focinho para acariciar paternalmente a cabeça do filhote, que desperta levemente, para depois se encolher contra o genitor, se sentindo melhor, ao sentir o calor paternal do mesmo.

Então, ambos adormecem, em frente à toca, sendo que havia dois in-ookamis ali perto, de prontidão e atentos a qualquer movimentação suspeita.

Alguns meses depois, enquanto vagava pelo espaço, sendo que ele conseguia se deslocar sem a ajuda de sua sensei, ao contrário dos demais Deuses, já que era o líder de todos os Deuses, ele avista um planeta e ao se aproximar, vê uma espécie de macaco imenso e feral com um focinho repleto de presas, sendo evidente a falta de inteligência, além dele ser destrutivo e não pode deixar de achar curioso, enquanto surgia uma ideia na mente dele, ao olhar para a sua própria cauda, sendo que queria testar um poder que ele sabia que possuía, mas, que nunca usou. Claro, tinha outros poderes devido ao seu status, mas, queria testar aquele.

Além disso, ao pensar nos dragões que a sua sensei criou com a magia dela, ele decidiu criar uma raça guerreira, assim como ele, por ter achado a forma daquela espécie tão peculiar, com uma cauda semelhante à dele em um planeta cuja atmosfera era vermelha como sangue e que possuía uma gravidade elevada, ficando satisfeito ao avistar uma lua consideravelmente grande.

Então, Gokuu concentra um pequeno brilho em suas mãos, até que expande o brilho e faz surgir centenas de centelhas de luz que entram em todos os seres semelhantes a macacos imensos, enquanto sorria de canto.

Ao terminar, quando se preparava para sair, se depara com a sua sensei, que exibia um semblante sério, com os braços cruzados em frente ao tórax, sendo que a esfera dela estava flutuando, obedientemente, ao seu lado.

Então, ele sorri sem graça, enquanto coçava a nuca.

– Posso saber o que fez, agora, Gokuu-sama?

– Apenas quero criar uma raça puramente guerreira e dei algumas habilidades a ela.

– Você está modificando as criações da Tenchisouzou Megami Saikou-sama? - ela pergunta, estreitando os olhos.

– Vai demorar bilhões de anos. Apenas estou influenciando na evolução deles. É apenas uma espécie que está em desenvolvimento.

Ela revira os olhos e após alguns minutos, suspira cansada e fala:

– Bem... Você já alterou essa criação e terá a raça que tanto deseja. Porém, irá fazer quinhentas mil flexões com apenas um dedo, tendo metade do peso do universo em suas costas e vou garantir que seja o peso correto.

Lillian fala seriamente, com os braços cruzados em frente ao corpo e ele concordava que apesar dela ter uma aparência infantil, ela era simplesmente aterrorizante quando queria.

– "Quinhentas mil flexões com apenas um dedo, tendo metade do peso do universo em suas costas"?! - ele repete, estarrecido - Não está, um pouco, exagerado?

– Considerando o que acabou de fazer... - ela fala pensativa, para depois exibir um sorriso que não chegava aos seus olhos, fazendo-o temê-la ainda mais - Não.

Ele fica cabisbaixo e suspira, enquanto ela o pegava pelo braço e fala, seriamente:

– Vamos fazer as flexões, pois, não terá comida enquanto não fizer todas.

– Sem comida? Isso é maldade! - ele exclama horrorizado.

– É maldade? - ela pergunta, estreitando os olhos perigosamente, enquanto ele sentia o seu sangue gelar perante tal olhar.

– Pensando bem... não é. - Gokuu fala desanimado.

– Agora, vamos. – ela sorri satisfeita, passando a teleportar ambos até o planeta deles.

Conforme o Deus Supremo da Luta se recordava do fato de ter alterado a evolução de uma raça, tinha ciência que sua paixão pela comida e pela luta, assim como a capacidade de aprender apenas olhando, além da capacidade de adaptação, conforme descobriu no treinamento, foram passados para a futura raça que surgiria daqueles macacos imensos e ferozes, além de destrutivos, além de suspeitar que acabou dando a capacidade de metamorfosear, além de várias transformações e outras características que achou interessante, sendo que sentia que sobre certas circunstâncias poderia surgir um Deus dessa raça e agradecia o fato de sua sensei não ter percebido isso.

Afinal, se ela tivesse percebido, não iria passar apenas as quinhentas mil flexões e sim mais exercícios, sem ele poder comer, enquanto não terminasse.

Então, anos se passam e Lasberry cresce, sendo que ainda não havia atingido a fase adulta, embora estivesse próxima do período de transição, enquanto que aprendeu a agir de forma submissa em relação a sua mãe, ao abaixar as suas orelhas e cauda sempre na presença dela, para depois demonstrar sua submissão a sua irmã, Chelly (cherry - cereja), que se tornou a nova líder da matilha, ao derrotar a genitora de ambas em uma batalha, assim como toda a matilha, que exibiu sua submissão conforme ela andava sobre eles, com a nova líder derrotando ocasionais in-ookamis que não se submeteram, de imediato.

Para a agonia de sua genitora e irmã, enquanto que o genitor esperava algo assim, Lasberry nunca havia esquecido o estranho ser, enquanto que a família dela sabia que não havia nenhum macho in-ookami disponível para corteja-la, para que se unisse a um, antes de ficar fértil, conforme mandava a tradição entre eles, pois, ela nasceu fora de época e era a única in-ookami jovem de toda a matilha.

Nesse interim, Chelly se uniu a um macho, assim como todos, com exceção daqueles que já tiveram uma cria e não podiam ter outra, com todos sabendo que teriam mais uma cria, mais para frente, como sempre acontecia, após uma geração de apenas uma cria, sendo que, atualmente, todos se dedicavam a cuidar dos filhotes de todos, enquanto que Lasberry brincava com eles, pois, ainda era jovem e sentia-se feliz por ter alguém para brincar, uma vez, que quando era pequena, não tinha outros filhotes para brincar, por ter nascido fora de época.

Todas as noites, quando se refugiava para a sua toca, ela olhava para o céu e inclusive, dormia fora da mesma, quando não estava chovendo, apenas para observar melhor as estrelas, uma vez que o rosto do Deus Supremo da Luta que a salvou, nunca saiu de seu coração.

O que ela não sabia, era que longe dali, Gokuu também olhava para o céu estrelado, desde que viu a in-ookami e que o encontro dele estava gravado em sua mente a ferro e fogo.

Então, ele decide, enfim, fazer o que planejou há anos, pois, o filhote nunca saiu de sua mente e sentia que algo o impulsionava a procura-la e que ficou mais intenso, nos últimos anos.

O Deus Supremo da luta levanta da cama, parando de olhar para o céu, para em seguida abrir as portas da varanda, partindo dali, para ir até o sistema solar das in-ookamis, pois, algo lhe dizia que conseguiria encontra-la e que inclusive, isso o impulsionava, como se algo, profundo, unisse ambos.

Confiante com essa ligação profunda que sentia por ela, o Deus Supremo da Luta segue velozmente até o Sistema Solar de Licani.

Lillian acaba vendo o seu Deus voando dali e decide ir busca-lo, pois, acreditava que estava indo ver a in-ookami que avistou no passado, uma vez que notou o olhar saudoso dele para as estrelas, fazendo-a desconfiar que era por causa do filhote, que atualmente, deveria estar prestes a se tornar adulta, sendo que no íntimo, sentia pena dele, pois, apesar dele sentir um sentimento profundo pela in-ookami, dificilmente conseguiria ficar com ela.

Afinal, ela teria que fugir da matilha, renegando a sua família, para evitar a punição e sabia que todos eram fortemente unidos.

Portanto, tal rompimento seria, no mínimo, difícil para a jovem.

Lillian planejava detê-lo, sendo que se sentia mal em fazer isso, quando escuta a voz da Tenchisouzou Megami Saikou-sama em sua mente.

"Deixe-o... Não quero intervir e sinto que ele merece ser feliz. Por favor, finja que não sabe."

"Mas... Eles têm as três leis."

"Sim. Mas, reconheço que ambos possuem uma ligação profunda que será eterna, assim como, transcenderá o próprio tempo e espaço. Separa-los, pode ser considerado um crime. Porém, mesmo assim, as três leis irão prevalecer para a matilha dela."

"Farei como à senhora desejar, Tenchisouzou Megami Saikou-sama." - ela fala respeitosamente.

"Muito obrigada, jovem Lillian."

Então, suspirando, ela torna a observar o pequeno filhote de dragão, sendo que volta e meia o afagava, enquanto sorria, pois, de fato, também desejava que seu Deus fosse feliz e se isso significava ser feliz com uma in-ookami, não poderia fazer nada e agradecia imensamente o pedido da Suprema Deusa Criadora.

Afinal, pelas regras, deveria impedi-lo, por mais que não apreciasse fazer isso, pois, ele estava feliz, sendo que somente a Suprema Deusa Criadora podia mudar essa regra ou adicionar uma exceção e essa exceção era referente a in-ookami que detinha o coração do seu Deus, pelo que suspeitava.

O problema era saber se a jovem in-ookami correspondia aos sentimentos dele, ao ponto de renegar tudo para ficar com Gokuu, pois, era a única forma de ficarem juntos, sabendo que se isso acontecesse, ela iria demorar em superar tal rompimento, abrupto.