Todos os direitos vão para J. K. Rowling criadora da Saga Harry Potter

E a Rafael G. Penas, Criador das Crônicas de Hogwarts


Capítulo 25 - Os Quatro Potter

Harry havia aparatado na entrada do cemitério de sua cidade natal acompanhado por Atena. Ela estava com um sorriso bobo na cara que o irritava.

—Você acha que não vai pagar por ter me feito ir para Azkaban, Harry Potter? - perguntou ela com sua voz irritante, sabia que logo estaria com seu amado.

O cemitério estava mais sombrio que o normal, Harry estava com os ouvidos apurados para tentar escutar algum choro de sua filha. A cada túmulo que passava esperava ver um homem e sua refém.

—Amor, eu estou aqui! - gritava Atena.

Então Harry viu Scrimgeour, ele estava em cima do túmulo de Ignotus Peverell e estava segurando uma Lílian chorosa pelo pescoço. Ao lado de Scrimgeour estava um homem com cabelos castanhos e olhos amarelos que segurava uma saca.

—Ora, ora, se não é o maior bruxo do nosso tempo – disse Scrimgeour fazendo uma reverência.

– Sempre tive interesse em conhecê-lo já que, assim como você, sou descendente de um grande bruxo. - Os olhos astutos de Scrimgeour foram para Atena que o olhava como um herói—Atena onde foi nosso primeiro encontro?

—Embaixo do pinheiro de Durmstrang – disse ela romanticamente.

—O que quer dizer com descendente de um grande bruxo? - perguntou Harry sem tirar os olhos de sua filha.

—Sou descendente de Brutus Durmstrang e você é de Godric Gryffindor, não é?

Scrimgeour estava olhando Harry como se esse ficasse impressionado com a revelação, mas Harry não estava ligando para o sangue que o bruxo sequestrador da sua filha carregava nas veias.

—Me dê a minha filha, Robert, e lhe dou sua noiva e o Pomo das Almas – disse Harry olhando para sua filha que chorava silenciosamente.

—Sua filha é corajosa – disse Scrimgeour passando a mão nos cabelos vermelhos da menina.

Fagulhas vermelhas saíram da varinha de Harry, se tivesse a chance mataria Scrimgeour por ter se atrevido a mexer com sua família.

—Mas voltando ao assunto – continuou Scrimgeour –, quero o pomo e depois Atena. Quando me der Atena eu lhe devolvo a pequena Potter, não é Stofius?

Harry olhou para o homem ao lado de Scrimgeour, aquele então era o sobrinho de Gregorovitch que se aliou a Scrimgeour.

—Acha que eu vou dar o pomo para você chamar os Comensais da Morte de novo? - perguntou Harry com raiva – Quem me garante que vai me deixar sair com minha filha? Pelo que sei você encantou o cemitério para que ninguém possa aparatar aqui dentro.

—Como você vê Potter, sou mais esperto que Tom Riddle.

Harry ficou petrificado ao som daquele nome. Como Scrimgeour sabia o nome verdadeiro de Voldemort sendo que quase ninguém o mencionava?

—Como sabe o verdadeiro nome dele? - perguntou Harry.

—Eu o conheci – disse Scrimgeour simplesmente, então ele jogou uma esfera aos pés de Harry. – Está vendo aquela esfera de vidro? Pegue ela e a transforme em uma Chave de Portal para onde quiser, deixe do seu lado e quando pegar a sua filha pode ir embora.

Harry deu pouca importância no que Scrimgeour falou sobre a Chave de Portal, mas estava surpreso dele conhecer Voldemort.

—Me dê o pomo com a Pedra da Ressurreição primeiro ou sua filha morre, a não ser que ela tenha puxado o pai e seja blindada contra a Maldição da Morte.

—Pegue Atena primeiro, Scrimgeour – disse Harry.

—Está bem, Potter! - gritou Scrimgeour – Empurre essa praga até aqui.

Atena, que estava pressa por cordas mágicas, se soltou e foi se postar do lado de Scrimgeour, embora tenha mostrado desagrado por ser chamada de praga.

—Quando eu contar três jogue o pomo e eu farei o mesmo com sua filha – disse Scrimgeour que não tirava os olhos do pomo do mesmo modo que Harry mirava Lílian – Um… dois… três!

Harry jogou o pomo de ouro e apontou a varinha para sua filha que voou para seus braços, altura em que Scrimgeour tinha pegado o pomo e cercado Harry de Comensais da Morte.

Lílian chorava nos braços de seu pai e Harry não teve tempo de pegar a esfera, que com um feitiço de Scrimgeour, voou e ficou atrás do túmulo de Ignotus.

Stofius abriu o saco e distribuiu varinhas para os comensais e Atena. Todos estavam olhando para Harry que segurava Lílian e pensava como poderia escapar.

—Não achou que eu deixaria você ir, Harry Potter – Scrimgeour não fez uma pergunta. – Você, Rockwood, torture-os.

—Cruc…

—Expelliarmus!

Rockwood tinha sido desarmado, Scrimgeour e os outros olharam para a origem do feitiço e viram James e Alvo. Harry aproveitou a oportunidade e saiu correndo para trás de um túmulo com Lílian.

—Idiotas, deixaram Potter escapar! - gritou Scrimgeour.

A maioria dos comensais foi atacar Harry que estava tentando chegar até seus filhos entre dezenas de feitiços.

—Vocês dois são meus – disse Scrimgeour apontando a varinha para James e Alvo – Crucio!

—Refleto! - gritou Alvo antes de seu irmão o puxar para trás de um túmulo. Milagrosamente a maldição de Scrimgeour se voltou para ele que começou a gritar de dor.

—Meu amor – ajoelhou Atena onde Scrimgeour tinha caído.

—E-e-eu estou bem – disse Scrimgeour suando. – Mate eles sua burra!

Harry estava muito longe de James e Alvo e teve que conjurar um escudo para defender ele e sua filha das maldições dos comensais. O barulho dos jatos batendo no escudo eram ensurdecedor.

Um comensal chegou por trás dos dois irmãos Potter. Eles tentaram desarmá-lo, mas o comensal se protegeu.

—Vou matar os Potterzinhos – zombou o comensal.

—Fique longe dos meus filhos!

O comensal se virou não conseguindo se defender do feitiço de Gina, sua varinha ficou aos pedaços. No cemitério, Rony, Hermione, Jorge, Sr. Weasley, Gui, Carlinhos, Percy e Kingsley estavam se dividindo para lutar contra os comensais.

—Mãe! - gritou Alvo porque um Comensal da Morte estava apontando a varinha para Gina, mas ela foi mais rápida e o desarmou.

—Vocês têm que encontrar a sua irmã – disse Gina olhando para todos os lados à procura de sua filha.

—Gina!

Harry finalmente havia conseguido chegar onde eles estavam, Lílian deu um grande abraço na sua mãe e Harry deu um longo beijo em Gina

—Preciso ajudá-los, saia com eles daqui – mandou Harry.

Antes que Gina pudesse impedir Harry, ele tinha voltado para lutar com os outros.

—Eu preciso ajudar seu pai – disse Gina para Lílian que chorava muito. – Seus irmãos vão proteger você e tirá-la daqui. Todos vocês vão proteger um ao outro.

Gina, dando um beijo em Lílian e dando uma última olhada em James e Alvo, saiu para duelar com os comensais.

—Lílian fique no meio de mim e do Alvo – gritou James para sua irmã escutar. – Nós vamos usar feitiços para nos defender e sair daqui.

Lílian segurou seus irmãos pelas suas cinturas e começaram a andar devagar para evitar os jatos que passavam furiosos.

—Vocês e seus amigos morrerão, Harry Potter! - gritou Scrimgeour para Harry.

Harry deu uma olhada no cemitério. Embora vários comensais estivessem desarmados, eles não paravam de lutar e os feitiços não adiantavam.

Harry olhou para o pomo nas mãos de Scrimgeour, deveria destruí-lo para acabar com aquilo.

—Expelliarmus!

Scrimgeour impediu que sua varinha saísse de sua mão, mas o pomo escapou dele. Scrimgeour apontou sua varinha para fazer um Feitiço Convocatório, mas Harry foi mais rápido e lançou um jato dourado.

Harry acompanhou o pomo com o olhar e viu seu feitiço atingir a bolinha dourada que se partiu em duas partes. Quando as partes caíram no chão elas perderam o brilho dourado e ficaram enferrujadas.

Os Comensais da Morte gritaram e um vento gelado os levou embora até que desaparecessem de vez. Scrimgeour deu um grito, então olhou para o lado e viu os três Potter filhos ao longe; ele iria se vingar de Harry matando seus filhos com uma só maldição.

—Avada Kedavra!

Harry viu em câmera lenta o jato verde ir em direção de seus três filhos, não poderia evitar que fossem atingidos. Então ele viu seu passado se repetir quando Gina com os braços abertos se colocou na frente de seus filhos enquanto o vento soprava seus longos cabelos vermelhos instantes antes dela cair no chão.

—GINAAAAAA!

Harry olhou para Scrimgeour se desviando de um feitiço desesperado de Rony. Nunca sentiu tanta raiva na sua vida, nunca desejou tanto matar alguém.

—Avada Kedavra! - gritou Harry pela primeira vez a Maldição da Morte. Sua varinha apenas vibrou na sua mão, mas o jato verde não saiu e não deu tempo de lançar outra maldição em Scrimgeour porque este invocou a Chave de Portal e desapareceu deixando seus companheiros para trás.

Harry não sabia o que pensar então ele viu o pomo dividido em duas partes. Ele se jogou no chão para pegar o resto do Pomo das Almas.

—Reparo! - gritou Harry embora sabendo que com o feitiço que havia lançado era impossível restaurar o objeto – Reparo! Reparo!

—Harry, ela não pode mais voltar – disse Rony chorando segurando Harry que insistia em restaurar o pomo.

—Não, ela está bem! – gritou Harry.

—Harry – disse Rony com os olhos molhados –, minha irmã está…

—Cala a boca!

Harry se levantou empurrando Rony e foi até onde Gina estava. Viu Hermione chorando no corpo de sua melhor amiga junto com James, Alvo e Lílian.

—Deixem-na respirar! - disse Harry derrubando Hermione e seus filhos do corpo de sua mulher.

Harry começou a sacudir Gina e ela não reagiu. Desesperado, ele deu um beijo nela, mas não foi como os beijos que costumavam dar; os lábios de Gina não correspondiam e estavam frios.

Então Harry entendeu que ela realmente estava morta. Gina, o amor de sua vida e aquela que gostou dele desde a primeira vez em que o viu, não voltaria mais.

Alvo foi tentar se aproximar do corpo de sua mãe, mas Harry o afastou assim como todos que se aproximavam de Gina. Ele estava louco, muito furioso.

—Harry, me desculpe – Harry ouviu a voz de Rony a suas costas chorando –, mas é preciso isso. Estupefaça!

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Harry acordou tonto e reconheceu o lugar onde estava como sendo o antigo quarto de Rony. Ao seu lado estava a Sra. Weasley acariciando sua cabeça e o molhando com lágrimas desesperadamente.

—Sra. Weasley foi um sonho. Onde está Gina? - perguntou Harry, mas a Sra. Weasley não respondeu. – Tenho que falar com ela, onde posso encontrá-la?

A Sra. Weasley abraçou Harry e começou a chorar mais forte ainda. Harry não podia acreditar, aquilo não podia estar acontecendo.

—R-Rony teve que e-en-enfeitiçá-lo, Harry querido – disse a mulher entre soluço.

Harry se afastou da Sra. Weasley e viu que estava com a mesma roupa do dia anterior. Ele pulou da cama e correu até a saída da casa e quando chegou nos fundos do quintal viu de longe o corpo de sua mulher em uma mesa de pedra.

Quando Harry deu mais um passo todos os olhares se voltaram para ele. Harry pôde ver seus filhos todos chorando; James estava abraçado com Rony e Hermione que o estavam consolando. Lílian estava no colo do Sr. Weasley com o rosto escondido por seus cabelos, embora desse para vê-la soluçando. E Alvo estava perto do corpo de sua mãe com seus olhos verdes cheios de lágrimas.

Harry passou um bom tempo perto do corpo de Gina e nem ligou para as palavras de consolação de um bruxo que o casou. Harry também não ligou no que Rony, Hermione e o Sr. e a Sra. Weasley falavam e não chegava perto de seus filhos, não porque os culpava pela morte de Gina, mas porque queria ficar sozinho.

Muito tempo depois, ele se sentou em uma cadeira bem longe de todos. Ele pensou em todos os momentos que passou com Gina, os melhores anos de sua vida depois que derrotou Voldemort. Ele se lembrou do seu casamento e como Rony e Hermione estavam felizes por serem os padrinhos do casamento. Harry olhou para Hermione, aquela que sempre apoiou o amor de Gina por ele e disse para conquistá-lo aos poucos.

Depois se lembrou quando seus filhos nasceram e como Gina estava feliz com cada nascimento deles. Harry olhou novamente para James, Alvo e Lílian.

—Harry, posso me sentar aqui?

Harry olhou para trás e viu Luna. Ele concordou com a cabeça vagamente e ela pegou uma cadeira e se sentou do seu lado.

—Sinto muito – disse Luna olhando para Harry, embora esse estivesse olhando para o chão. – Gina era uma pessoa fantástica.

—Eu sei – disse Harry de um modo grosseiro, mas pareceu que Luna não deu atenção. Harry queria descontar sua raiva em alguém e temia que fosse Luna.

—Gina era a minha melhor amiga, desde o tempo de Hogwarts. Ela era única que não falava mal de mim pelas costas.

Harry se lembrou que tinha sido Gina que apresentou Luna para ele e Neville no Expresso de Hogwarts.

—Harry, você não quer dar apoio para seus filhos?

—Desculpe, mas não consigo – disse Harry friamente enquanto chorava.

—Harry, você sabe melhor do que ninguém como é perder uma pessoa que você ama. Se você tivesse perdido apenas a sua mãe, não iria ser bom contar com seu pai?

Harry voltou quase vinte e cinco anos atrás quando pensou que seu pai poderia estar vivo. Como seria bom se um de seus pais estivesse vivo naquela época.

Harry olhou para trás e viu claramente as cinco pessoas que ele amava e que se foram. Ele viu seu pai e sua mãe, Sirius, Dumbledore e agora Gina. Então ele olhou para frente e viu as pessoas que mais amava e que ainda restavam: Rony, Hermione e seus três filhos.

—Obrigado, Luna – disse Harry dando um beijo na testa dela e indo em direção de seus James, Alvo e Lílian.

Harry levou seus filhos para um lugar em que não conseguissem vê-los. Então chorando olhou para James, Alvo e Lílian e esses retribuíram o olhar de seu pai. Então os Potter se abraçaram, não era preciso dizer mais nada porque sabiam que tinham um ao outro.

FIM DO SEGUNDO ANO