DE CRISÁLIDAS Y MARIPOSAS;
Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Saranya.x que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.
Sinopse: Bella é solitária e se esconde de todos, tem um amor platônico por Edward, lindo e sensual, mas ele precisa de aulas e recorre a ela, sem suspeitar que seu coração morto pode ser ressuscitado pelo toque de uma borboleta e não sabe como ela é frágil.
Capítulo 25
(Tradução: Ingrid Andrade)
Uma fina e delicada chuva de beijos a acordou, mas não abriu os olhos, entregou-se a sensação.
Era como o farfalhar das asas de uma borboleta, que caminhava pelas suas pálpebras, suas bochechas, suas têmporas, seu pescoço até seus seios.
Ela sorriu, e quando ele viu seu sorriso não pode evitar dirigir seus beijos para sua boca, e foi recebido com ganância e molhada satisfação.
Ambos abriram os olhos para se olharem fixamente, agitados pela suave excitação que renovando seus corpos nus com novas carícias que lembravam todo o prazer compartilhado na noite anterior, com desejo novamente.
— Amanheceu — ele disse com voz rouca.
Ela sabia o que isso significava, e pressentiu o frio de sua saída com antecedência.
— Você acha que Carlisle e Esme irão voltar em breve? — ela perguntou sem entusiasmo, tentando guardar para si todo o calor do corpo dele contra o seu.
— Com a paranoia que saíram ontem à noite, não duvido, no entanto depende da gravidade do acidente que atenderam. Além disso, Emmett está aqui.
— E não devemos correr o risco que cheguem e te encontrem na minha cama...
— Exato — ele respondeu apoderando-se de novo, delicadamente, sua boca.
Ela separou seus lábios e virou seu rosto para o lado.
— Não me beije, torna isso mais difícil — e fez uma careta de desgosto, ao perceber que ele, apesar da sua evidente excitação saiu de cima dela.
— Eu sei, sinto muito. Você sabe que tenho que ir, mas Bella, isto é só o começo de tudo, temos toda vida pela frente, não seja impaciente — já de pé, abaixou o rosto para outro beijo.
Vestiu-se rapidamente, embora a preocupação tenha o enchido de repente.
— Bella, sinto muito por ontem à noite, eu devia lhe proteger de uma gravidez, de uma doença não há risco porque sempre me protegi compulsivamente e Carlisle não deixa passar nossos check-ups obrigatórios, mas sei que um filho devemos planejar e desejar expressamente, ambos.
Ela, sonolenta, ficou pensativa por um momento, finalmente sorriu.
— Não há porque se preocupar, não estou no período fértil, segundo meus cálculos a menstruação deve chegar a cerca de dois ou três dias.
Edward ficou um pouco confuso diante da onda de alívio mesclada com decepção que tomou conta dele, escondeu seus sentimentos, como expressar algo que não compreendia? Ele sorriu.
— Durma meu amor, nos vemos no café da manhã.
Ele deu uma última olhada para Bella, que tinha se encolhido debaixo das cobertas, sonolenta, e saiu silenciosamente no corredor.
Logo chegou a porta do que era seu quarto e parou com cautela, não sabia como Jasper e sua irmã iriam estar. Uma onda de remorso o varreu, na noite anterior apenas havia se preocupado com seu próprio desejo e não havia se importado com as consequências que Alice poderia ter ao compartilhar o quarto com Jasper. Esperava não interromper, mas bater na porta não era uma opção. Não com Emmett tão perto.
Abriu com cuidado e olhou, logo a culpa foi substituída por alívio.
Jasper e Alice estavam abraçados ainda com a roupa do dia anterior, nem sequer haviam se coberto com os cobertores, e sobre o edredom, em cada lado, estava dividido o jogo de baralho de Emmett.
Eles haviam dormido juntos jogando cartas! Edward pensou o quão diferente foi sua noite e quase soltou uma gargalhada, que impediu a tempo. Sacudiu Alice suavemente, que acordou confusa, mas logo entendeu tudo, ternamente soltou-se dos braços de Jasper e com um aceno abandonou o quarto.
Edward foi para debaixo das cobertas na sua própria cama intacta, satisfeito, recordando das memórias; seu coração bateu com força quando percebeu que havia sido a melhor noite da sua vida, intensa, carregada de emoções, de prazer, de significados, também de muitos medos que deixou de lado em sua mente, para afundar em um sono profundo.
~x~
Ainda ecoavam em seus ouvidos as sirenes das ambulâncias e carros de polícia.
O pior foi quando acompanhou seu marido na identificação de corpos pelos familiares, antes das autópsias.
Uma mãe tinha perdido seu único filho, e ela havia acompanhado o marido para lhe dar a notícia, porque às vezes, a força que uma mulher podia transmitir a outra era muito poderosa, especialmente quando ambas eram mães.
Por isso Esme havia pensado com tanta intensidade em seus filhos, queria chegar à cabana e abraça-los um por um, beija-los e lhes dizer que os amava, embora para eles possa ser incompreensível essa demonstração de afeto.
Esme e Carlisle entraram na cabana e respiraram a paz do ambiente, ela pegou a mão de seu marido e entraram no primeiro quarto, ali Esme beijou sua filha adormecida e Bella, que se mexeu nervosa entre as cobertas, aparentando dormir.
Depois entrou no quarto de Edward e deixou um beijo estalado em sua bochecha.
— Mamãe, papai? Quando voltaram?
— Acabamos de entrar.
Edward suspirou aliviado por ter mudado de quarto mais cedo, não queria imaginar se eles tivessem o encontrado na cama de Bella.
Esme sentiu muito alívio por ver seus filhos sãos e salvos, não se atreveu a incomodar Emmett e Rose, sabia que podia encontrá-los em uma situação comprometedora.
Acariciou o rosto de seu filho enquanto lhe pedia que voltasse a dormir pensando que logo, todo juntos, partiriam; o ciclo de permanência com eles acabaria e praticamente começariam as suas vidas adultas, autônomos e independentes, e uma onda de dor atravessou o corpo.
Mas sentiu-se sortuda, pelo menos, ela saberia que seus filhos estariam bem, não como aquela pobre mulher que tinha que enterrar seu filho naquele dia.
Quando entraram em seu quarto para dormir um pouco, Carlisle a abraçou com ternura, a conhecia tanto que sabia tudo o que passava pela sua mente, não entendia como em algum momento de sua vida podia tê-la enganado.
O engano havia sido pelo efeito que Renee lhe produzia quando a via, mas tinha tantos anos separados, que já não recordava a sensação de como foi difícil resistir naquele tempo.
— Eles vão ficar bem, você vai ver meu amor — ele sussurrou no ouvido.
— Quero que eles sejam felizes Carlisle, longe ou perto de nós, você está ciente do que acontece entre Edward e Bella?
Ele suspirou.
— Sim, percebo o que acontece entre eles.
— Essa proibição absurda... essa luta ridícula entre Charlie e você, a mentira que continuamos guardando e ela não sabe... não mais Carlisle, eu mesma irei dizer, talvez ela seja a única possibilidade para Edward ser feliz, de deixar de lado essa busca frenética por sexo que não o levou a lugar nenhum, e tanto Charlie como você terão que aceitar isso, eles devem ficar juntos, você sabe.
— Meu amor, eu aceito que acontece algo entre eles, aceito que devemos abrir a possibilidade de estarem juntos, mas não aceito que Edward, debaixo do meu teto, vá contra as ordens que lhe dei, nunca lhe darei carta branca para essa relação se Charlie não aceitar anteriormente, é o mínimo de respeito que devo a ele depois do estrago que lhe causei. Falarei com Bella e com Charlie depois da formatura e da festa, não vamos lhes prejudicar nesse dia especial.
— Esta noite meu amor, aquele mulher que perdeu seu filho, me fez pensar muito. E se o tempo acabar? E se devemos falar antes? Deus, Carlisle, essa tragédia tão horrível, aquela mulher está devastada pela morte, mas também porque deixou de fazer tantas coisas com seu filho, e que tal se falarmos agora? Eu irei contar a Bella, será melhor de mulher para mulher, e você se encarrega de Charlie.
— Você está paranoica meu amor, não pode acontecer nada antes da formatura, já é neste fim de semana. Te juro, tudo vai ficar bem.
Esme respirou tranquilizada, as palavras e os braços de seu marido eram suas âncoras na terra, não podia deixar de acreditar que tudo ficaria bem. Carlisle a abraçou mais forte, desejando com todas as forças poder acreditar em suas próprias palavras.
Mas ele falhou.
~x~
Quando voltava para casa no jipe de Emmett, Alice olhava para Bella com curiosidade. Ela nunca pensou que um rubor pudesse durar tanto tempo. Quase desde o café da manhã quando se encontrou com Edward e ainda assim, embora ele estivesse no carro de Carlisle, sabia que foi submetida ao exame minucioso de Alice.
E sabia que não tinha que perguntar nada, ela sabia tudo, com aquela sua tão particular intuição; Bella queria romper com seu sorriso zombeteiro enquanto falando com Jasper aos sussurros, evitando ser escutada pelo seu irmão mais velho que dirigia o veículo a toda velocidade. Rose estava dormindo no assento dianteiro.
— Então, como foi sua noite com Jasper? — Alice não respondeu — Você pode tirar esse sorriso idiota do seu rosto? — Bella disse já impaciente.
— É em você que se nota uma satisfação idiota e duradoura no rosto, não se projeta, eu só joguei cartas com Jasper, mas você... evidentemente não foi esse jogo que vocês jogaram ontem à noite.
— Bem, você nem sempre tem apenas jogado cartas com Jasper, então pare de me colocar em evidência, Emmett pode ouvir.
— Bella, eu não os trairia, eu amo vocês, não quero ver Edward morrer jovem e muito menos pelas mãos de Emmett, não tenho certeza que tenha passado toda aquela paixão dele por você — ambas o olharam de soslaio, cantarolando distraído a música do rádio enquanto dirigia, concentrado, ignorando suas palavras — O que acontece apenas um vez na vida, minha melhor amiga, é perder a virgindade, é ótimo Bella, aposto que foi da melhor...
Bella abriu a boca disposta a responder, perdida em lembranças.
— Não, não me diga, basta olhar para o seu rosto e o de Edward para saber, não quero detalhes sensuais, afinal, é meu irmão.
— Você realmente achou que eu ia te contar os detalhes a respeito? Você está louca, Alice.
— Bem, agora vamos nos concentrar no baile, a propósito, finalmente tenho um par. Jasper vai me acompanhar!
— É ótimo! — Bella disse com entusiasmo antes de entrarem no caminho até a Mansão Cullen.
Os dias se passaram rapidamente, Bella havia visitado Charlie e tinha concordado em se encontrar na escola para a cerimônia de formatura, era na tarde de sábado e naquela mesma noite se realizaria a festa dos formandos.
Fizeram amor de novo? Não, Bella e Edward sabiam que era difícil na Mansão Cullen, era arriscado demais, haviam roubado beijos e carícias profundas, enlouquecendo um ao outro, mas nada mais.
Em todo caso, estarem juntos era inestimável para ambos, o leve roçar de suas mãos quando se encontravam debaixo da mesa durantes as refeições, compartilhar um filme mesmo que fosse rodeado de toda a família, os olhares que se cruzavam, que se comunicavam, que diziam sem falar tudo o que sentiam.
Mas o melhor foram as longas conversas, pontuadas pela televisão ligada, mas ignorada, por caminhadas curtas, mas cheias de palavras carregadas de significados, supervisionadas pelo olhar fixo de Carlisle ou de Esme que os vigiavam atentamente.
Edward, Bella e Alice haviam ido a prova das becas e o ensaio, ver Mike e James não foi fácil, Bella escapou deles com as mãos de Edward, embora sentisse o olhar ardente de Mike em suas costas.
As meninas e muitas antigas amiguinhas de Edward já não se surpreendiam como no início, embora não faltassem os olhares invejosos, certamente no curto evento, foram o centro das atenções e das conversas de todos.
Mas Bella realmente não se importava, isso também lhe surpreendeu, o mais importante era que nem sequer já foi vista como as outras, já que usava roupas que lhe convinha muito melhor e deixava à vista as vantagens de sua figura, o importante era o seguro toque da mão de Edward que rodeava a sua, sua proteção silenciosa, mas evidente, o orgulho que sentia emanava de seu ser ao tê-la como companheira, como amiga, como naquela noite em que tinham sido amantes.
Em todo caso, quando subiram no carro de Edward todos respiraram aliviados, inclusive Alice, James não havia sido fácil em seu anseio de que fosse seu companheiro no baile.
E esse desconforto havia sido só uma breve amostra do que podia resultar ser o baile.
~x~
Mike sabia que a fotografia que Bella já conhecia não era insuficiente para atingir seu objetivo, e se ela não o procurasse de imediato ou pelo menos, respondesse o e-mail confirmando que dançaria com ele na festa de formatura, poderia tomar por certo que era uma rejeição.
Ele se concentrou em toda a sua capacidade de pesquisas ao revirar o sótão de sua casa para encontrar mais recordações daquela época, sem sucesso; então se atreveu a ir ao hospital para falar com a velha Senhora Perkins, eterna encarregada da taxa de manutenção. A pobrezinha já estava aposentada, mas seu pai havia contado uma vez como os diretores do hospital mantinham a ilusão de que ela continua no comando de tudo, gostavam dela e sabiam que iria morrer se perdesse seu hospital, quando seu marido havia morrido há anos e ficou sem filhos e tinha sua casa nos fundos há alguns metros.
Comprou algumas maçãs e facilmente encontrou a Senhora Perkins nos jardins que rodeavam o hospital, Mike a havia visto apenas ao estacionar o carro.
Ele a cumprimentou e brevemente lhe recordou de quem era filho.
— Oh sim, querido, você é igualzinho a Michael, faz muito tempo que não o vejo. O que te traz aqui?
— Nada especial, queria cumprimenta-la, durante o tempo em que trabalho com meu pai neste hospital você foi tão carinhosa comigo...
— Como é bom que você seja tão agradecido, quer tomar um chá?
— É claro, Senhora Perkins — precisamente o que queria.
Entraram em um pequeno quarto, modesto, arrumado e limpo, ela tinha uma cozinha em miniatura onde facilmente colocou a chaleira.
A conversa estava bastante chata para Mike, mas a velha senhora ficou encantada, ele finalmente conseguiu atrair o tema que desejava.
— Você não tem fotos de quando meu papai trabalhava aqui? Quero ver se encontro algumas e dou a ele em uma surpresa no aniversário do meu pai.
— Você é um filho tão bom! Filho digno de seu pai. Tenho alguns álbuns de fotos muito velhas, de quando haviam festas no hospital, você quer vê-los?
— É claro!
A senhora abriu um armário velho e dele saíram com esforço alguns álbuns empoeirados, eram vários e muito grossos, Mike suspirou pensando no tempo que levaria para olha-los. "É por uma boa causa," disse para se animar, pensando em Bella, especialmente no quão bonita estava no dia do ensaio da formatura.
Haviam se passado duas horas e a pobre senhora tinha adormecido, quando Mike encontrou o que procurava.
Extraiu várias fotos, verificou que algumas tinham datas e saiu, furtivo e satisfeito.
~x~
A cerimônia de formatura foi simples e descomplicada.
Charlie levou a equipe de policiais que não estavam de plantão e juntos tinham conseguido envergonhar Bella com aplausos e assobios na hora de receber seu diploma, o que a fez sentir-se muito envergonhada.
Dificilmente algum menino da escola havia se atrevido a incomodar Bella quando estava com a polícia local como escolta, e James e Mike se mantiveram muito longe dela, até mesmo Edward, que a olhava sagaz, mas a mão protetora de Charlie em seu ombro a tornou inalcançável.
Carlisle e Charlie se cruzaram no momento das felicitações, quando a cerimônia havia acabado, com cautela apertaram as mãos enquanto Esme parabenizava Bella. Edward aproveitou para esgueirar-se entre eles e sussurrar que celebrariam esta noite, ela corou levemente, aos olhos preocupados de seu pai.
Uma sensação de inquietação foi enchendo Bella enquanto viu que as quais considerava praticamente suas duas famílias estavam reunidas, Charlie falava amavelmente com Esme, eles compartilhavam impressões sobre seus filhos e o futuro que os esperava.
Despediram-se em breve e Charlie a levou para jantar na Cafeteria Central da cidade, mas ver Victoria e seus olhares irritantes não serviu para apaziguar sua inquietação.
Era por estar longe de Edward pela primeira vez em muito tempo? Talvez.
Bella escapuliu cedo para chegar à Mansão Cullen e Alice a ajudaria a se preparar para festa desta noite.
~x~
Bella se olhou diante do grande espelho do quarto de Alice e deu um pequeno grito, levando as mãos para boca.
Ela estava consciente que tinha havido mudanças muito importantes em seu ser, tanto internas como externa nos últimos tempos, mas isso já era ridículo.
Uma mulher maravilhosa apareceu diante de seus olhos.
O vestido azul celeste foi esculpido perfeitamente para seu corpo, o qual geralmente lhe parecia liso e sem curvas, mas naquela hora, coberta pelo lindo tecido brilhante, e lembrando-se de como aquele corpo havia sido amado por Edward, acariciado e saboreado com todo o amor e devoção que ele lhe deu naquela noite, sentiu-se mais mulher do que nunca.
Um rubor intenso a cobriu lembrando-se dos detalhes, e por um instante sentiu-se tão transparente diante do espelho, que pensou que certamente, se seu pai o Carlisle a vissem naquela hora, perceberiam sem problemas o que aconteceu entre ela e Edward.
Um rastro de pânico encheu seu peito.
Alice a contemplou com curiosidade depois de ter a penteado, percebeu sua agitação interna, a fez se sentar e a abraçou carinhosamente, recostando seu rosto sobre seu ombro.
— Bella, você está belíssima, meu irmão vai morrer de felicidade quando te ver. Se acalme, você está linda, mas o mais importante, o que mais te ilumina, é a felicidade que emana do seu ser. Não se esqueça, o vestido pode ser o mais bonito ou exclusivo, o tecido mais elaborado e cheio de seda brilhante, mas o que te faz radiante esta noite, é a sua própria felicidade. Não deixe que o medo ou a preocupação por qualquer coisa te apague.
— Alice, isso tudo é tão estranho, pode ser possível que o que ontem era um a fantasia inatingível, hoje seja realidade? Eu sempre fui tão sonhadora, fantasiei sempre com um momento assim com Edward, tão especial como este, sendo seu par no baile de formatura, e ter esta realidade tão bonita na minha frente, é esmagadora, praticamente surreal. Ou continuo sonhando Alice? Minha fantasia atingiu a altura de doença e já a considero verdadeira?
Alice deu um suave beliscão no braço descoberto.
— Auch! — Bella exclamou com dor.
— Não, definitivamente você não está sonhando, nesse caso, seria uma alucinação coletiva e todos nós estaríamos com você na clínica psiquiátrica. Vamos, respire fundo, é real, é verdade, ele te ama.
Bella em efeito respirou lenta e profundamente, lembrou-se do broche em forma de borboleta, o qual combinava perfeitamente com a cor de seu vestido, saiu rumo ao seu quarto seguida por Alice e o colocou entre o corpete.
Aceitou a mão de Alice, que também estava pronta, e a seguiu para descer as escadas.
A sala da casa estava cheia para o constrangimento de Bella, e ela viu consternada que os olhos de Edward não eram os únicos que brilhavam enquanto ela descia a escadaria.
Emmett soltou um pequeno suspiro de contenção. Também sentiu como Bella detectou o brilho iluminado dos seus olhos, o qual não pode esconder no meio da admiração que despertou ao vê-la, em todo seu esplendor, com toda sua beleza tão evidente aos olhos dos outros.
Lembrou-se da menina tímida e medrosa que tinha atravessado o limiar da porta da Mansão há várias semanas, aquela menina e a mulher que estava diante de seus olhos eram a mesma, parecia incrível, mas era assim, e reconheceu que tanto uma como a outra haviam despertado toda sua atenção, mas agora havia algo a mais, talvez uma grande admiração, foi a mudança que tinha sido feita dentro do seu ser e tinha permitido ser tão valente, o que fazia admira-la, perigosa, considerando a recente atração que sentia por ela e tentava nesse momento com todas as suas forças controla-la.
Emmett se aproximou e pegou a mão dela antes que terminasse de descer todos os degraus, Edward franziu a testa, pensava que a época de ciúmes do seu irmão havia passado, mas não, lá estava ele, lhe roubando o privilégio de pegar Bella, tão bonita entre seus braços. Não pode evitar grunhir.
Emmett sorriu diante de tal reação. Com o coração apertado de emoção sorriu para Edward divertido e pegou sua mão também, unindo as mãos de seu irmão e Bella sobre a sua.
Eles juntaram as mãos e entrelaçaram os dedos, carregados de afeto de união.
Os olhos de Bella e Edward se encontraram, embora as palavras de Emmett não tenham sido, entenderam o significado do seu gesto, e quanto o custou.
Era o fim, o último, afinal. Era a aceitação total e absoluta de que ela não era mais dele, e era, inexoravelmente e irrevogavelmente, de seu irmão. Com um aperto suave soltou as mãos para que Edward pudesse se aproximar e beijar Bella na bochecha e se afastou com passos velozes, escondendo o rosto do olhar preocupado da sua irmã.
Edward não se dirigiu a bochecha, mas se apoderou suavemente daqueles lábios que sempre que se tocam, o faziam estremecer de prazer. Alice os separou quando escutou alguns passos, que certamente seriam dos seus pais.
Edward continuou com a respiração contida, a visão de Bella tão bonita e levando seu presente no corpete, foi maravilhoso, e estava aturdido com o gesto amável do seu irmão, ele que pensou que seria mais um ato da possessividade que Bella lhe gerava, se tornou no gesto mais generoso, a aceitação de que Emmett não se encaixava naquela equação, de que já não era um triângulo e sim que Bella e ele eram apenas dois pontos, equitativos e equidistantes.
Relutante, soltou a mão de Bella enquanto Carlisle e Esme se juntaram a eles no pé da escada.
— Meninas, vocês estão lindas — Carlisle exclamou beijando a bochecha de sua filha e de Bella.
— Por Deus, serão as rainhas da festa, sem dúvidas — Esme disse fazendo o mesmo.
— Mamãe, só haverá uma rainha da festa — Alice lhe indicou, sorrindo.
— E nunca fomos tão populares para sequer sermos candidatas — Bella lhe disse, na verdade, ela parecia completamente paradoxa de que era a menina mais feia e esquiva da escola, para poder ser declarada a rainha desse ano. Alice sim tinha possibilidades.
A campainha tocou insistentemente, e Alice, sabendo quem era, abriu a porta com agilidade dando pulinhos de alegria.
Jasper a olhou brevemente e a tomou em seus braços para beija-la, nem o fato que Carlisle tossiu suavemente primeiro e depois duramente, os separou. A relação era um fato diante de toda a família e finalmente foram as fortes risadas que soavam que os separou, o único sério era Carlisle, um pouco preocupado.
Alice observou seu cenho franzido e depois de deixar Jasper entrar e saudar todos, Rose entrou também, se aproximou de seu pai e o abraçou.
— Você sabe que estou feliz, certo?
— Sim — seu pai lhe respondeu com um suspiro, mais tranquilo. Mas reservou internamente o direito de se preocupar, afinal de contas era um pai, e via a sua filha, pela primeira vez, apaixonada.
Emmett apareceu e deu um sorriso culpado para Rose, mas lhe deu as boas vindas, estava disposto a ir ao baile com seus irmãos dando a proteção adicional necessária a respeito de James e Mike, embora para ele e para Rose não fosse o melhor plano do mundo.
— Vamos?
Todos assentiram.
Carlisle olhou Esme nos olhos e entendendo a mensagem que lhe transmitiu disse a Bella, antes de sair:
— Amanhã preciso falar com você. Você já foi em uma consulta com o novo psiquiatra?
Ela o olhou envergonhada.
— Não, eu me esqueci.
Carlisle se preocupou mais. Agora quem iria dar o apoio necessário a Bella quando ele lhe contasse tudo?
— Não importa, vá, aproveite.
— Ah, espere um minuto — Esme lhe disse, fixando o olhar nos brilhantes que rodeavam o broche em forma de borboleta — É tão bonito — disse, o apontando — Posso tocá-lo?
Bella assentiu.
— É só uma bugiganga — ela lhe disse perturbada, desejando que não lhe perguntassem da onde o tirou, para não ser forçada a mentir.
— Uma bugiganga, Bella? Quem te deu isso? — Esme o tocou suavemente — sem dúvidas é de ouro branco, e as pedrinhas preciosas azuis são topázios autênticos.
— Ehh, mas eu pensei... — a certeza do que Edward havia feito a deixou por alguns instantes sem respiração. Ele tinha a enganado deliberadamente para que aceitasse o presente, ela não sentia raiva, mas lamentou ter que devolvê-lo, não podia aceitar algo tão caro, e quem sabe como Edward podia ter conseguido dinheiro para algo assim.
Preocupada Bella saiu atrás dos outros, lutando contra a altura desconfortável dos seus sapatos.
— Merda, ela não foi ver o novo psiquiatra que recomendei — Carlisle renegou, olhando para Esme preocupado.
Esses dois precisam conseguir ficar juntos em paz, mas parece que ninguém deixa! Mike continua cavando e ao que parece encontrou o que procurava. O que será que ele vai fazer com isso? E será que a Esme vai contar a Bella sobre Renee e Carlisle?
Vou postar o 26 em 15 dias, ele está pronto, mas quero ter o 27 em andamento para não atrasar mais. Não falta muito para essa fic terminar, quero fazer isso em breve.
Beijos
xx
