Hector assim que entrou em sua cabine, despejou o corpo cansado sobre a cama, e fechou os olhos a fim de dormir serenamente. O que não foi possível, pois sua mente ainda trabalhava freneticamente. Voltou a abrir-los encontrando o teto baixo do lugar, e pensativo o fitou longamente...
Flash Back
Hector havia tido um dia extremamente difícil. O navio fora alvo de um ataque, e ele junto à sua tripulação combateram os inimigos durante longas horas de batalha ininterrupta. Quando finalmente a batalha se deu por finalizada, seu navio saiu vencedor, o outro fora afundado, por não significar nenhum grande avanço a uma possível frota. Os homens morreram em sua maioria durante a batalha, outros foram jogados ao mar, ou simplesmente afundados junto com o navio, que agora perecia nas profundezas da escuridão do oceano.
Ele vinha sendo conduzido por Brenna. A ruiva que estava tirando sua razão já há algum tempo. Ela seguia viagem com eles desde que saíram da pequena ilha onde seus únicos conhecidos em vida ficaram. A promessa feita por Hector a tentou a prosseguir, mas desde então o envolvimento com ele vinha crescendo.
Aos poucos uma amizade se formou, e se consolidou sobre o olhar atento de Bill, que já percebia no que aquilo ia levar. Os olhares que trocavam logo se transformaram em beijos e palavras jogadas ao vento sem pudor. Mas Brenna tinha plena consciência que não devia levar aquilo adiante, sua partida do navio já havia sido programada mesmo antes de subir a bordo. Hector também pensava dessa forma, mas para ele, ela não continuaria por pura vontade e não por obrigação.
Naquela tarde sem que imaginassem foram atacados, e ela não podendo lutar com eles, teve de se esconder a maior parte do tempo, a próprio pedido do capitão. Barbossa não saíra de total ileso. Trazia no peito uma ferida de gravidade mediana, não oferecia perigo, mas caso não cuidada poderia futuramente causar algo a ele.
Brenna, após conduzir-lhe ao local, entrou com ele na cabine, a primeira vez que entrava lá, já que a intimidade do casal se resumia apenas a alguns beijos, quando ambos não conseguiam controlar-se. Hector sem esperar que ela pedisse sentou-se em uma cadeira, e suspirou um pouco enquanto tocava o ferimento sobre a camisa com os dedos.
–Abra a camisa. –A voz serena e doce misturada a um leve sotaque penetrou nos ouvidos de Hector provocando surpresa. Brenna percebeu o espanto estampado no olhar dele e prosseguiu explicando-se. –Como quer que eu cuide desse ferimento?
Ele abaixou os dedos do local, ainda protegido pelo pano, agora manchado levemente pelo sangue. Retirou sem muita dificuldade a camisa, e Brenna a pegou colocando-a ao lado amarrotada. Ela ficou de pé a frente dele, e observou melhor o ferimento, todos seus movimentos sendo seguidos pelos olhos de Hector, que ora fechavam-se pela dor leve, porém incômoda.
–Não queria que fosse envolvida nisso tudo. –Sentia que caso não se desculpasse pelo que lhe havia feito passar naquele dia, não seria digno nem de seus cuidados, ao contrário do que pensaria Jack, Will e outros... Naquela época antes de ser traído ele dava valor a sua honra, e a sua palavra.
–Não deve se desculpar. –Ela o fitou. – Não aconteceu nada demais a mim, e por sorte nada demais aos outros.
Hector suspirou, pensava igual a ela quanto aos outros. Odiava passar por interceptações surpresas como essas, ter de lutar sem qualquer preparação, e tendo depois de se virar com as baixas. Mas dessa vez sua tripulação fora excepcionalmente digna de seus elogios, o trabalho bem feito os poupou além de tudo suas vidas. Mas quanto a ela, fora realmente uma sorte que não houvesse passado por algo pior.
–Mas poderia ter acontecido, e não foi o que prometi.
–Não se preocupe. –Ela sorriu sinceramente, tranqüilizando os pensamentos tementes dele. –Logo chegaremos a meu destino, estarei bem. –Prosseguiu com os cuidados, despejando um pano úmido sobre os ferimentos, que já após o tempo que havia sido feito não sangrava mais. A mão de Hector não se conteve e tomou a dela, impedindo que prosseguisse com os movimentos cuidadosos que vinha tendo.
–Tem tanta vontade em ir? –Ele estava sério e atento fitava a expressão no rosto dela, mudando a constrangida.
–Como poderia? –Se distanciou um pouco dele. –Não conheço ninguém lá e nem tenho onde ficar.
–Devia ter permanecido com Gibbs, o homem te acolheu como alguém da família, cuidaria de ti, tanto quanto aqueles que vieram contigo.
–... Às vezes acho que o melhor foi ter vindo com você nesse navio. –Era uma confissão que ela fazia a ele, sob a fala calma, e o olhar ciente que a acompanhava.
Hector surpreendeu-se com a declaração dela e novamente investiu a frente, a fim de fita-la mais de perto, admirando profundamente os olhos verdes intensos de Brenna.
–Por que não fica? –Era o ponto pelo qual a conversa havia sido iniciada, mas que ele secretamente não tinha total intenção de perguntar.
Brenna esquivou-se tanto da investida dele e de seus olhares, quando da pergunta e levantou-se nervosa com intuito de sair dali.
–Eu vou buscar mais água e panos.
A mão dele impediu que ela saísse, quando ela já alcançava a porta.
–Não adianta fugir... Sempre. –Ele perdendo todos os limites que vinha impondo, desde os beijos que escapam a dividir, libertou sua vontade de tê-la mais em seus braços. –Se decidir ficar terá seu lugar nessa tripulação... E ao meu lado também.
Brenna tinha uma mão pousada a maçaneta, a outra na mão de Hector. Era o mesmo que representar a escolha que há dias vinha escondendo de sua mente: Ou ia embora do navio ou aceitava ficar, e permanecer ao lado dele. O olhar dela fixado no dele não escondia sua vontade.
Hesitante ela não pode prosseguir ao que vinha fazendo, voltou atrás, deixando que a mão pousada na maçaneta passeasse ao vento, até encontrar a nuca de Hector. Ele pousou a mão em sua cintura, e a beijou com intensidade e vontade sem igual. Dividia ali não só o sentimento que crescia nele, mas também uma forte euforia por saber que ela ficaria no navio... Ficaria com ele.
Não foram necessárias palavras, apenas seus gestos que entregaram sua vontade. Hector respirava aliviado, Brenna tornara-se tão importante que já não imaginava o navio sem aquela presença feminina tão única. De olhar puro, aparência enlouquecedora, pensamentos inteligentes, e propósitos incrivelmente superiores.
Aos poucos ele foi conduzindo-a a cama, no lado oposto da cabine. Libertando-se das roupas que ainda sobravam em seu corpo, e ela do vestido simples que usava. Passaram a noite juntos dividindo as mais mútuas sensações, e os sentimentos mais puramente revelados. Enquanto palavras se misturavam a gestos, e gestos eram revelados na paixão forte que os envolvia.
Deixavam pra trás a porta... Que caso cruzada significaria uma separação eterna.
Fim do Flash Back
A presença de Brenna estava definitivamente presente naquele navio. As lembranças, as sensações, os sentimentos tudo que há anos atrás Hector tratou de enterrar voltava aos poucos a dominá-lo.
Anos haviam passado desde que sentiu cada um daqueles sentimentos, desde que compartilhou sua vida com aquela mulher tão especial. Depois da breve felicidade que sentiu a compartilhar sua vida com ela, nunca mais houve outra. Prazeres passageiros não se comparavam àquilo que sentiu verdadeiramente uma vez. Tortuga e suas mulheres não se comparavam... E pior a sensação que podia vir ao final de tudo era lembrar que fora ele mesmo a jogar tudo para o alto.
Lílian trouxera o que sempre ansiou: notícias. Mas as noticias trouxeram o que mais temia: a anunciada morte de Brenna. E ela morrera odiando ele, escondendo a filha de sua presença, até mesmo um sobrenome falso ela criou para a jovem, tudo para que não fosse encontrada por Hector. E ele não a reconheceria caso não fosse às esmeraldas e a semelhança que a jovem tinha com a mãe.
E agora que tinha a filha por perto, não conseguia envolver-se como realmente ansiava secretamente, não podia abraçá-la, ou dar-lhe um beijo respeitoso, não conseguia por uma defesa criada por si mesmo. E tinha de aprender a conviver com Brenna, com a presença dela, e de suas lembranças dali pra frente.
Levantou-se cansado de pensar em coisas que no momento só o deixavam pior. Colocou novamente as botas, e saiu da cabine, encontrando novamente o ambiente que cercava seu navio. Sono, definitivamente era o que por horas ele não teria.
Quando a aurora ressurgiu indicando mais um dia que se iniciava monotonamente envolto na cinzenta áurea ainda formada no céu, Jack já estava de pé prosseguindo seus trabalhos. Mantinha-se ocupado, o quanto conseguia, tentando involuntariamente desprender-se de pensamentos que o tirassem da realidade assustadora na qual se encontravam.
Esperava por notícias de Will, mas Julia não retornou desde sua ultima saída ainda no dia anterior. Jack seriamente preocupado com o estado do capitão Turner temia, não só por perder o amigo nas condições em que se encontravam, mas também pelo que ainda viria pela frente caso alcançassem de vez a ilha. Mal sabiam o que era escondido ali além da fonte, ou do que remanescera dela, o que estaria envolta protegendo... Jack apesar de não menosprezar a neblina lúgubre que os cobria, sabia que não seria apenas aquilo o responsável pela proteção do tal lugar.
Ligava esse temor excessivo à melodia que ainda rondava seu interior. Alguns dos homens pareciam muitas vezes perderem-se em devaneios, parando perplexos sem ação, como estátuas imóveis e de olhar perdido, até novamente recobrarem o controle de si próprios. Jack mesmo, já se encontrara assim algumas vezes durante a noite, certos acontecimentos de sua vida vinham e re-vinham cada vez mais fortes, corroendo o seu autocontrole. Mas logo que sua consciência retornava, ele tratava de se meter em novos trabalhos, à única maneira de escapar do poder daquelas palavras sussurradas tão longínquas e mesmo assim tão profundas.
Dando fim ao silêncio do navio uma águia cortou o ar baixo com seu vôo. O pássaro muito grande e vistoso mergulhou rápido sobre eles, assustando todos com seu assobiar estridente e apavorante.
Olharam o céu, todos sem exceção, abismados procuravam em meio ao cinza algum vestígio dela. Não demoraram a encontrar, quando silenciosamente foi-se dissipando a neblina a volta deles a ave de porte arrogante surgiu no céu, voando pouco acima das velas fortemente infladas do Holandês. Voava em círculos, ora ou outra extravasando seu assovio assombroso.
Gibbs era o mais estupefato com ela. A ave de hábitos terrestres estava ali, sobrevoando eles em meio o alto mar, isso não era normal, nem casualmente uma migração, não se distrairia no caminho, ou muito menos se importaria com eles. O velho fitou Jack com um semblante preocupado, o olhar profundamente refletivo.
Jack, apesar de não ter todo o conhecimento do imediato, sabia que aquilo não era normal... Não se estivessem propriamente em alto-mar. Ele voltou-se novamente ao céu, encarando o vôo coreografado e sinuoso que a ave protagonizava para todos da tripulação.
Impaciente Gibbs seguiu até estar próximo o suficiente de Jack, assim podendo conversar sem que fossem ouvidos pelos outros homens ainda estupefatos.
–Isso não é normal, Jack! –Um sussurro grave e preocupado foi dito por Gibbs enquanto seu olhar ainda transmitia a sensação de medo que estava passando.
Jack dirigiu sua atenção a ele, reparando primeiramente em seu olhar e nas sobrancelhas franzidas em preocupação eminente. Ele parecia impaciente esperando pela resposta de Jack, que demorou a vir.
–Até este momento, Gibbs, nada foi normal. –Jack voltou a olhar o céu vendo que a águia agora passava a distanciar, aos poucos, diferente do habitual vôo rápido ela se locomovia com tamanha serenidade, uma cena única a todos que ainda perdiam seu olhar na plumagem marrom, e na grande carcaça que compunha o bicho.
–Essa ave... Sabe do que se trata, não é? Não podia estar aqui, em alto-mar...
–...Nem protagonizando essa exibição. –Jack concluiu respondendo a Gibbs, sim ele sabia que aquilo era fora do normal realmente. Habitualmente o bicho caso estivesse migrando passaria direto por eles, não eram presas para comida, muito menos incomodavam a viagem dele, realmente era estranho ele ter parado e começado um show sobre o navio.
–O que acha que pode ser isso? –Ele indagou perdido naquilo que formulava dizer, mas temente não prosseguia. –... Temo eu que seja novamente algum aviso, ou prova, esse bicho devia estar em terra, Jack! –Jack não respondeu, porém concordou intimamente.
Olhou em volta, e percebeu finalmente que a neblina havia se dissipando, de um instante a outro, enquanto todos fitavam a ave no céu... Sucumbiu a sombras mais profundas que o oceano. Sparrow então encarou Gibbs com a mesma seriedade do imediato.
–O cântico cessou, a neblina se foi... E essa águia surgiu! –Jack tentava ligar os fatos, mas não encontrava lógica.
Gibbs do contrário via a águia voar longe, até que em meio ao céu ela sumiu, mas seguia seu vôo reto, numa direção à frente, a mesma que o Holandês seguia.
–Não seria tão incomum caso existisse terra por perto sim! –Jack então o olhou confuso, esperando que Gibbs prosseguisse com o raciocínio tão próprio dele. –Esse bicho não estaria voando aqui caso não houvesse terra por perto voou em direção reta, sem hesitar... Está indo para casa! Mas seu assobio nos cercou durante longos instantes, Jack... Ela era o aviso de que precisavam, seja lá quem for para nos recepcionar.
–Ela calou o cântico, um guardião... Inofensivo... –Jack tentou seguir Gibbs, mas o velho pirata o contradisse.
–... Ou apenas um portador de noticias, ao verdadeiro guardião... Mas agora Jack, não há mais volta, estamos sim de frente a ilha, e logo enfrentaremos tudo que nela estiver sendo guardado.
Jack então concluiu que Gibbs tinha razão. Olhou novamente em volta, visualizando novamente toda a extensão do navio claramente, diferente de antes quando a nevoa extensa cobria-lhe o alcance da vista.
–Vamos apressar mais o curso... Ainda hoje chegaremos aquela terra... Seja ela a ilha ou não. –O tom autoritário de Jack contrastava com seu olhar assombrado sobre a vista a frente, onde a instante Gibbs vira a águia sumir.
–Não podemos entrar naquelas terras sem o capitão Turner. –Lembrou-se Gibbs de Will adoentado na cabine aos cuidados de Julia.
–Não vamos deixá-lo, precisaremos do apoio deles enquanto partimos para encontrar o cálice... O Pérola segue até aqui, sei disso.
–Mas Hector não tem os mapas, será que descobrira o mesmo rumo que você? –Gibbs parecia atordoado com a hipótese.
–Não, mas acho que o tolo seguiu por aquele no qual vínhamos enganados... A pista falsa solta no mapa. –Jack sorriu triunfante, não podendo ir contra seu ego gritante.
–De certo devem ter sido pegos pela tempestade que nos atingiu, como sabe se ainda navegam? –Gibbs não podia simplesmente esconder em seu interior as perguntas que brotavam com as declarações feitas pela metade de Jack.
Sparrow, mesmo não querendo revelar como havia descoberto, teve de fazê-lo diante do presente fato do qual Gibbs concluía a chegada à ilha, não devia escondê-lo nada:
–... Vi em minha bússola, e sei que se tratava deles. –Parou sua declaração por ai, quando viu que Gibbs arqueava as sobrancelhas surpreso.
–E o que mais desejava está naquele navio, capitão? –Era involuntário o tom de escárnio que suas palavras tinham, e Jack indiferente, porém com seu trejeito único respondeu despistando a possível verdade que Gibbs tentava arrancar-lhe.
–Não Sr. Gibbs. –Ele tinha a voz comicamente exaltada. –O que desejo ardorosamente, insistentemente e veemente é o grandioso, único, majestoso... É o próprio e único Pérola! –Concluiu a "encenação teatral" com um largo sorriso amarelo, e falsário, no qual Gibbs acostumado a vê-lo acreditou. –Mas você já devia saber disso! Ou caso não se lembra fui até você arrancar-lhe da casa abandonada na qual vivia, para que viesse atrás do Pérola comigo não?
Gibbs hesitante em concordar, acabou assim confirmando a declaração de Sparrow, que vitorioso debochava de sua cara.
–Agora, que já reconheceu a minha verdadeira vontade maior, já cumprir as ordens que a pouco lhe dei. –O velho concordou ainda pouco confuso, e saiu deixando Jack com o mesmo sorriso largo no rosto e uma postura encorajada. –Pobre homem, velho, feio,só lhe restaram os porcos...
Julia dormia sentada na cadeira postada ao lado de Will. O capitão do Holandês voador, ainda tinha gotículas de suor descendo por sua testa, e sua respiração ainda era forçada. Julia vencida pelo cansaço teve de descansar, os olhos castanhos já não conseguiam vislumbrar a luz sem sentir o sono chama-los ao descanso, a solidariedade e o temor por Will não conseguiram mantê-la em pé, por mais relutante que estivesse ao sono, tinha de descansar, como há dias não fazia e assim dormiu tranqüila.
Turner, também estava desfalecido. A noite toda, o jovem capitão permaneceu preso ao sono, remexendo-se ora ou outra, quando algo de ruim lhe votava a memória. Porém, sua fraqueza intensa o levava a um mundo negro, ele via em seus sonhos, a negritude das profundezas do mar. As mesmas onde ele, amaldiçoado, tinha de buscar as almas dos mortos que ali jaziam para apodrecer.
Braços como lençóis o envolviam, sussurros mesclavam-se a uma música em seus ouvidos, e ao redor a mesma negritude o sufocava.
Na realidade do Holandês, ele começava a aumentar o ritmo da respiração, remexia-se em movimentos desesperados, enquanto em seu coração uma forte aflição surgia vinda daquelas profundezas onde sua mente se envolvia, num até a pouco "inocente sonho". A febre parecia ter voltado de uma hora pra outra com intensidade pior que na noite anterior. E de fora, o som cortante do assobio da águia fez com que ele despertasse num grito sufocado, fazendo também pular da cadeira com o susto Julia.
Ela olhou para o lado e viu Will, arfando como um asmático, enquanto o peito subia e descia ao ritmo dos movimentos desesperados. Ela correu a tentar ajudá-lo, passou as mãos pelo rosto dele, e passou a sussurrar palavras doces para que se acalmasse. Will, como uma criança muito impressionada permanecia com o olhar compenetrado no nada a sua frente, sem fitá-la diretamente.
O piar forte do animal no céu, ainda era alto, estridente, fazendo até mesmo Julia assustar-se com aquilo. Após alguns segundos de breve desespero o assobio cessou, e aos poucos Will foi acalmando-se, voltando à consciência.
Viu claramente os braços negros que a água formava como um lençol deslizar sobre seu corpo, sumindo, e trazendo de volta a sua visão a cabine iluminada tanto pelas velas, quanto pela luz do dia.
–O que houve, Will?
O capitão não respondeu, mas sentiu o vento, como um vulto, passar rápido ao seu lado, deixando o ambiente ser banhado por apenas uma brisa fresca e inofensiva. Julia continuou olhando ele, percebendo a mudança em seu olhar se tornar evidente, e viu que alheio às perguntas dela ele se deitou novamente, suspirando largamente.
Will não conseguia formular qualquer resposta, ou pergunta a fazer, permanecer em silêncio era mais reconfortante do que qualquer movimento ou declaração que pudesse dar. Então, imóvel ele apenas continuou pensando.
Julia lhe acariciou os cabelos. Desceu a mão por sua face, a fim de confortá-lo, mas ele não respondeu o gesto, indiferente e pensativo ignorou os esforços dela. A jovem ajeitou o travesseiro onde ele estava deitando, deixando-o recostado. Ela beijou-lhe ternamente, e recebeu um sorriso dele, o que aliviou os temores que passavam pela mente da jovem. Ela levantou-se e abriu a porta, saindo por ela, e deixando-a aberta, assim, a cabine permaneceria mais iluminada que anteriormente.
No convés, um leve burburinho pela tripulação interrompia o silêncio matinal que a pouco, sem qualquer esforço era mantido. Julia passou por muitos, que falavam superficialmente sobre o acontecimento a pouco vislumbrado. Jack estava longe conversando com Gibbs, o velho assim que avistado pela moça, saiu de perto de Jack, e entre os homens encontrou o timoneiro.
Ela seguiu até encontrar Jack, e o capitão inteiramente pensativo só percebeu sua aproximação assim que ela postou-se ao seu lado pacientemente.
–Will não acordou bem. –Fora direto ao ponto, não se estendendo a uma conversa mais aberta com Jack.
Sparrow após um longo instante, virou-se para ela. E encarou as feições agora envoltas em expressões sérias fitando-o.
–Mas acordou então? –Jack tinha plena noção que naquele momento Julia devia achá-lo insensível e tentar pular em seu pescoço, mas tinha mais noção ainda de que se Will retornara do sono que o abateu na noite anterior, se recuperaria por completo ao longo do dia. –Se Willian acordou querida... Ele logo melhorará por completo, não se sufocou na noite, não foi levado para a escuridão lúgubre que o puxava... Agora retornará a vida.
–Mas ele não parece bem, Jack. –Ela não conseguia aceitar a explicação simples que Jack dava, depois de ver com Will estava no quarto. –Ele acordou, mas ainda está indisposto, não disse nada.
Jack silenciou após ouvir o relato sobre o verdadeiro estado de Will, temeu por algo de sua essência tivesse se esvaído junto com a neblina da noite... Junto com o cântico macabro, que o sufocava.
–Ele vai voltar ao estado de antes, talvez seja apenas uma transição... –Ele dizia a jovem apenas a hipótese positiva que se passava por sua mente, escondendo dela a outra mais tenebrosa. –Eu vou vê-lo, fique por aqui e ajude Gibbs, ele tem minhas ordens, ajude-o a colocar tudo em prática.
Julia concordou, e seguiu ao encontro do velho Gibbs. Viu quando Jack distanciou-se até a cabine, e temeu pela influência negativa que ele era, mas sabia que naquele momento, por mais ridículo que parecesse Jack era o mais tranqüilo e sensato.
Com o passar das horas a água que incomodava os dois habitantes das instalações mais baixas do Pérola foi cessando até secar, e permanecer somente a habitual infiltração.
Lílian novamente sentou-se ao chão e descansou, já que aos poucos a situação no navio se normalizou. Thomas havia a pouco acordado, estava em pé, com os braços apoiados nas grades e a cabeça baixa, silencioso tanto quanto ela.
–Acordado há tanto tempo e ainda não disse nada. –Lílian observou o repentino silêncio dele, que desde o dia anterior não havia mais dirigido a palavra a ela.
Thomas então dirigiu o olhar a ela na outra cela, sentada ao chão, ao que a pouco acreditava dormindo, mas agora via claramente seus olhos azuis fitando-o.
–Não tinha nada bom para dizer. –Ele mentiu, já que não disse nada, pois mantinha sua mente presa em outros assuntos mais sérios.
Lílian sorriu encontrando pela primeira vez algum motivo engraçado nele. Thomas sempre tinha alo a dizer, mesmo que fosse algo sem qualquer escrúpulo, mas nunca ficava em silêncio. Agora, o ex-capitão do Sea Wolf ficava em silêncio por não ter o que dizer.
–Parece que algo vem afligindo-o... Não foi a revelação dos dotes que te faltam foi? –Ela abrira mais o sorriso debochando dele, referindo-se a conversa que tiveram no dia anterior.
Antes que ele pudesse responder, já que não queria continuar o assunto, não por tê-lo deixado mal, mas por que seus pensamentos estavam mais voltados a assuntos sérios, foram interrompidos por Pintel que se aproximava com passos lentos.
O marujo vinha atendendo ordens de Hector. Ia ver como estava Lílian, como os dois haviam ficado após passar pela tempestade. O velho aproximou-se aos poucos até ser notado por Lílian também.
–O capitão quer saber como ficou após a tempestade. –Ele limitou-se a um contato mais distante possível.
Lílian se levantou e foi até mais próximo dele.
–Diga que não morremos! –Ela foi curta e grossa quanto ao descaso inicial de seu pai demorando tanto para saber como estavam.
–Não seja rude com ele. –Thomas interferiu com outras intenções. Lílian encarou-o imediatamente surpresa com a intervenção dele, mas logo entendeu pelos olhares que ele lhe jogava. –É uma boa oportunidade para trocar de roupa e espairecer um pouco, não acha?
–Tem razão. –Ela fingiu-se arrependida. –Não agüento mais continuar com essas vestes imundas, a água nos atingiu em abundância ontem, agora que tudo voltou ao normal minhas roupas estão impossíveis de se vestir. –Ela atuou como enojada. –Mas acho que não pode me ajudar quanto a isso não?
–Eu posso sim. –Pintel disse de imediato, caindo no jogo dos dois. –O capitão guarda um vestido em sua cabine, está velho, mas acho que servira sim.
–Na cabine do capitão? –Thomas abriu largamente um sorriso e dirigiu mais um olhar sugestivo a Lílian que entendeu e seguiu com a conversa.
–Então, poderia me levar para vesti-lo? –Ela quase suplicava para ele ajudá-la.
–O capitão não me permitiu tirá-la daqui. –Ele disse pesaroso, já estava com dó da jovem.
–Mas eu sou a filha do capitão, não pode mesmo me ajudar? –Era o ponto que ele não negaria. Temia que Hector ao saber que ele havia negado tal coisa insignificante a filha se revoltaria consigo.
Pintel então se dirigiu a cela e abriu-a. Enquanto se envolvia com isso, Thomas sussurrou a Lílian algo quase inaudível que ela prontamente entendeu:
–Não desperdice essa chance, pegue algo e volte para fugirmos.
Assim que abriu a cela ela saiu, e seguiu com o marujo pelas escadarias. Thomas fitou a ação. Esperançoso, sabia que a pouco chegariam a algum lugar, e então teriam a chance de fugir.
Ao entrar na cabine de Will, Jack projetou uma sombra que cobriu toda a boa claridade no local. Ele fechou a porta, por privacidade e comodidade. Caminhou até onde Will estava deitado. Não se preocupou em procurar cadeira, ou banco, já que postada ao lado da cama, estava à cadeira onde Julia permaneceu sentada durante horas, e onde no fim, dormiu aflita.
Ele puxou-a e sentou-se também cansado, reparou em Will que tinha a cabeça apoiada num travesseiro recostado confortavelmente. Os olhos seguiam os movimentos curtos e rápidos de Jack, a respiração do capitão também já estava normalizada, e sua febre parecia ter sumido.
–Recuperado? –Jack após acomodar-se na cadeira iniciou a conversa a fim de descobrir tudo o que se passou.
–Um pouco. –Limitou-se. – E como vai tudo lá fora? –Mais bem disposto, Will preferiu falar com Jack, necessitava de notícias.
– Melhor agora, estranhamente tudo está bem, não encontramos mais problemas.
Will suspirou aliviado.
–O cântico se foi... A neblina também sumiu...
–... E agora a ilha esta a nossa frente. –Jack revelou a descoberta da manhã que fizera com Gibbs, e recebeu de imediato um olhar espantado de Will.
–Têm certeza? –Ele se referia a todos.
–Não, mas uma águia nos sobrevoou hoje... Gibbs acha que ela foi um aviso, já que esse ato não é natural, com a presença dela já imaginávamos que houvesse terra por perto, com a hipótese de ser um aviso finalmente chegaremos em terra.
– Essa noite então?
–Ou antes. –Jack supunha. –Provavelmente neste momento, ou em breve ela já estava visível a nós.
–Preciso me levantar então, não sabemos o que nos aguarda. –Will esforçou-se para se levantar, mas foi impedido por Jack que o encarou seriamente.
–Tenho quase certeza que o Pérola também chegará em terra... Não se esforce agora, pois à noite, contaremos apenas com você e parte de sua tripulação para impedir que entrem na ilha, e para nos encobrir também.
–Como conseguiriam chegar? –Will indagou sem saber como chegariam até ali sendo que o Holandês mesmo com o mapa encarava todas as dificuldades naturais possíveis.
–Eu vi em minha bússola... Ao que parece seguiram a pista falsa solta no mapa. –Ele pausou percebendo que Will seguia seu raciocínio e prosseguiu. – Pretendo eu assim que conseguir a água me apoderar do Pérola novamente... Mas para isso você e sua tripulação, já que não podem ir a terra, precisam ficar em guarda no mar, para assim impedir que entrem na ilha. E como têm vantagem, ganharam facilmente, enquanto nós após conseguirmos a água, a trazemos ao Holandês, e ai prosseguimos com os rituais, encenações etc.
–A batalha será justa, mas Hector é esperto caso ele consiga ir a terra como farão?
–Julia permanecera no navio guardando seu coração, assim ninguém terá chances de matá-lo, capitão. –Jack sorriu. –Caso não voltemos quando tudo já estiver sobre controle, o que imagino eu não demorar, ela vai a terra e trás o cálice a você.
Will pensou sobre o plano e repensou a fim de não ter duvidas para concordar.
–Jack, novamente eu o deixo livre para prosseguir com suas ordens, superou minhas expectativas no comando desse navio. –Will sorriu sincero, deixando Jack ainda mais gabado de si próprio. – À noite estarei melhor, sairei e então colocamos em prática tudo que combinamos.
Jack levantou e tocou a mão de Will num cumprimento respeitoso e parceiro. Saiu da cabine sem mais nada dizer pronto para levar o navio mais além o mais rápido que pudesse.
Após passar longas horas cercados por rochas o Pérola deixou para trás as enegrecidas estruturas e se manteve num mar escuro e brando, vislumbrando uma paisagem deserta.
Inebriados com a calmaria a tanto esquecida nem se preocuparam em desconfiar da trégua dos céus, apenas louvavam a graça de poder dormir por algumas horas.
Lílian alheia à tranqüilidade, estava enérgica na cabine do capitão, controlando o nervosismo para poder enfim prosseguir com seu recente criado plano. Como pretexto para poder vasculhar o lugar a procura de alguma arma, havia se vestido com o antigo, porém intacto vestido cor de vinho que o capitão guardava em um vistoso baú largado até mesmo de sua memória na cabine.
Ela procurava em gavetas, caixas, na bagunça da mesa e em outros compartimentos alguma espada, ou arma esquecida por Hector ali, mas após minutos procurando não havia encontrado nada. Porém, insistente, no mesmo baú ela encontrou ao fundo uma faca pequena, de lamina desgastada e cabo corroído. Dando em conta a situação era melhor contar com a pouca ajuda que aquilo daria do que nada em mãos.
Fora da cabine Pintel aguardava a saída dela receoso e atento. Estranhando o silêncio (proporcionado pela atenção redobrada da jovem), mas conteve-se, e não se atreveu a entrar. Temia por fazer e dar de cara com a filha do capitão despida, ou envolta com poucos trajes.
Hector percebeu a movimentação estranha que se sucedia no local e até lá seguiu. Vinha das instalações inferiores, e não sabia da saída da jovem da cela onde permanecia.
–O que faz aqui? –Perguntou ele ao marujo que se surpreendeu com sua chegada. –Não pedi que fosse até as celas?
–Eu fui capitão! –Ele afirmou seguramente. –E por isso que estou aqui. –mas completou nervoso, olhando de lado para a porta.
Hector acompanhou o olhar discreto do marujo e abriu um sorriso amarelo, recebendo um igualmente falso de Pintel que tremia contidamente. Hector sem hesitar, abriu a porta, deixando Pintel sem saber exatamente o que fazer.
Ao colocar os olhos no ambiente interior do recinto ele encontrou Lílian em pleno momento onde escondia a adaga na bota.
O olhar assustado dela se focou na figura do pai surpreso a frente. Em tempo, terminou de jogar o objeto na bota, e assustada desceu o resto da saia do vestido.
–O que faz aqui? –A expressão fechada contratava com a surpresa de Hector ao vê-la em sua cabine naqueles trajes.
Lílian ainda nervosa tinha os batimentos acelerados pelo susto, mas teve de formular rápido uma resposta ao olhar atento do pai.
–Pedi ao Sr. Pintel que me trouxesse até aqui para me livrar das roupas sujas que vestia. –Pausou, mas Hector nada disse, então prosseguiu. –Após a chuva não havia mais condições de continuar com aquelas roupas, então ao reclamar ele me disse que ainda guardava aqui um vestido antigo. Vim pegá-lo então, mas não imaginava que fosse tão formal.
–Não me lembrava mais dele. –Ele limitou-se a comentar.
–Percebi, tive muitas dificuldades até encontrá-lo. –Ela encontrou a desculpa perfeita para justificar a bagunça que fez em algumas gavetas. –Não culpe o homem por ter sido atencioso, culpe a mim por ter saído de meu cárcere.
Lílian tentava mudar sua posição a de uma vítima, mas Hector percebeu a intenção dela e mudou novamente de lado os fatos.
–E o que justifica seu espanto a meu ver?–Ele desconfiava que tivesse escondendo algo ali, e ao vê-lo tentou disfarçar.
Lílian oscilou, mas logo completou inocentemente.
–Estava terminando de me vestir, e pensei que fosse o senhor Pintel ao entrar. Logo que ouvi o barulho da porta temi que me visse sem trajes. –A expressão na face dela não mudava de forma alguma, como parte da encenação ela permanecia inocente e amedrontada.
Hector não teve mais como duvidar, a jovem havia feito tudo em sua estória se encaixar perfeitamente, e ele não tinha motivo algum para desconfiar, a não ser por uma insistente impressão de que algo estava realmente errado.
–Pintel. –Ele chamou, sem dirigir mais nenhuma pergunta a Lílian. O marujo, que ouvia tudo de fora, entrou e ficou lado a lado com o capitão esperando as ordens.
–Leve Lílian de volta a cela, e para evitar outros sustos não faça algo sem minhas ordens novamente. –O marujo concordou.
Lílian respirava aliviada, mas não deixava transparecer nada a Hector, ainda faltava a ultima etapa do plano.
Ela caminhou até o marujo, que pegou seu braço e a conduziu cabine a fora. Hector ainda olhou em volta após sua saída, mas logo também saiu e fechou a porta. Encontrou-se novamente observando a paisagem deserta com que se confrontava a tripulação navegava mais tranqüila e despreocupada.
Aos olhos atentos de Gibbs surgiu a ilha ao longe. A terra distante, mas vista a olho nu ia cada vez mais se tornando próxima, já que a velocidade com que navegavam aumentava. O sorriso no rosto do velho Gibbs se alargou, e os batimentos em seu coração se aceleraram de alegria e ansiedade. Não havia dúvidas, as marcações estavam corretas e a ilha era aquela mesma. Julia estava junto a ele ajudando-o a pedido de Jack.
–Julia, pegue a luneta e olhe naquela direção. –Ele a chamou apontando a ilha bem à frente.
A jovem tomou a luneta em mãos e observou durante algum tempo, até voltar a fitar o velho.
–É a nossa ilha? –Ela sorria largamente incrédula. Gibbs riu largamente.
–Sim, ao que tudo indica chegamos. –O velho então tomou novamente o timão em mãos, franzindo os olhos tentando ver novamente a ilha.
–Finalmente! –Ela falava consigo mesma, quando ele a interrompeu novamente.
–Chame Jack ou o timoneiro, precisam ver isso.
A jovem se virou já indo à procura de Jack, mas encontrou-o se aproximando, subindo as escadas.
–Não precisa me chamar querida, mas chame o timoneiro aqui. –Ele deu logo as ordens, indo até Gibbs.
–Então! Estou aqui! –Esperou por Gibbs, que lhe entregou a luneta.
Jack então se postou mais a frente, e olhou pelo objeto a fim de encontrar algo. Mais a frente, sem muita dificuldade ele avistou a ilha, que já próxima não necessitava de grande esforço para ser vista. Perdeu-se por um tempo olhando as planícies longínquas as terra, e depois dirigiu seu olhar as proximidades da terra à procura de qualquer vestígio do Pérola, mas nada encontrou.
Ele voltou-se novamente a Gibbs que esperava por alguma ordem, ou agradecimento vindo de Jack.
–Bom trabalho senhor Gibbs encontramos terra mais rápido do que eu imaginava. –Gibbs apenas sorriu. – Todos já foram avisados para redobrarem a velocidade?
–Ainda não, capitão. –Ele prontamente respondeu.
–Então avise a todos. –Jack disse vagamente enquanto dirigia o olhar pela luneta.
–Aye!
–E diga também que a noite Willian estará de volta, e terá ordens de batalha a todos.
Gibbs parou os movimentos, e voltou-se a Jack sem entender, até que Jack prosseguiu.
–Acabo de conversar com ele, e decidimos que o capitão do Holandês e sua tripulação recepcionaram o Pérola, e nos darão cobertura. –Jack se virou para ele encarando-o seriamente.
Gibbs voltou alguns passos mais próximos a Jack sério e pensativo.
–Vão interceptar o Pérola? Mas Lílian ainda está com eles, Jack.
–Caso isso não seja feita Sr. Gibbs, morreremos ou no navio ou na ilha, talvez ainda consigam tirá-la, não quero que matem todos, muito menos que destruam meu Pérola! Quando conseguirem imobilizar todos, e quando voltarmos Will e eu bebemos a água, e retomo o Pérola para mim, a ruiva ainda deve estar lá, ou estará entre a tripulação presa aqui no Holandês.
Por breves instantes ele refletiu sobre o que Jack havia dito, sobre seu plano, inteiramente exposto a ele, e a tripulação. Gibbs então levantou o olhar a ele novamente e assentiu com a cabeça, concordando com tudo.
–Espero que tudo de certo! –Foi o único e simples comentário que Gibbs dirigiu até Jack.
–Aye! –Completou o capitão Sparrow, vendo o amigo descer pelas escadas e se misturar a tripulação reunindo quantos mais podia por vez.
Ultimo flash back! Apedido da Rô e prontamente atendido por mim! Uma pequena homenagem tá Rô? Singela mas dedicada a ti com mto carinho. Bom, queridos caso consigam ler a tempo o próximo capitulo será postado ainda essa semana. Respirem fundo e preparem os lencinhos hehe faltam apenas 2!(ou três)
Reviews:
Taty: Não me canso de agradecer por todo apoio e paciência, e pelo carinho que têm por essa estória! Obrigada mesmooo Taty! Bom a fic terá 27/28 capítulos. Continuação não terá não, não consegui pensar em uma boa estória para seguir com o enredo, e não quero fazer algo forçado... Por isso estou caprichando com o final ;)
Rô: Cutler merecia ser lembrado da pior maneira possível! Rsrs despertei o ódio adormecido de vcs contra ele rs.Will melhorou! o cântico-(obra de minha insônia)- não levou-o consigo... Claro se tentasse a Julia puxava ele pelos pés, mas ninguém levava aquele homem! Huahua Brigada novamente por todo o apoio e carinho! Bjokas da lily pra idola dela a Amie!
Dorinha:Thomas foi o personagem revelação da fic, o mais querido! Will e July sempre lembrados com suas cenas românticas... Ah e Gibbs tbm merecia uma demonstração de afeto e respeito feita pelos outros personagens, ele tem um papel mais que especial aqui... Brigada linda, eu agradeço pelas palavras que me incentivam!
Paula: Olha quem apareceu! XD Minha miga sumida voltou a ler a fic, fico feliz miga mesmo que vc tenha feito isso sobre pressão minha hehe te adoroooo muito e fico feliz em ter vc de volta aqui.
Farpa obrigada pelas reviews, e por estar acompanhando a fic! Obrigada tbm ao João Paulo e ao Marcos! Ah e agradecimentos para a Bia que me ajudou lendo um pouco desse capitulo e revisando algumas coisas!
Bjokas a todos!
