O Ed vampiro é da Meyer, o cego é da J. E a Lili e eu não aguentamos mais ouvir dos Nardoni. Prende logo e taca a chave fooora.


Capítulo XXV

EPOV

Assim que Bella saiu, Dr. Tori se aproximou. Quase que instantaneamente. Suspirei pesadamente ao ouvir sua voz "Edward, eu quero conversar com você."

"Sim, eu sei sobre o que você quer conversar." – respondi asperamente. Ele vem tentando me convencer dessa idéia há um tempo.

"Os avanços nesse tipo de procedimento estão melhorando cada vez mais. Você conhece a Tanya, não? Me parece que são amigos..."

"Sim, por quê?"

"Funcionou com ela! Por que você não quer ao menos considerar a idéia?" – ele suspirou cansado e frustrado.

"Não senhor. Não considero isso uma opção pra mim."

"Edward, houveram grandes avanços desde que apresentamos a idéia pela primeira vez. Seu pai falou com você?" – ele falou ainda tentando me convencer.

"Eu sou maduro o suficiente para tomar minhas próprias decisões. Se eu decidi optar por não fazer a cirurgia, não tem nada que meu pai possa ou deva fazer a respeito. Ele me conhece e respeita minha opinião." – senti o ódio em cada uma das minhas palavras. Estava cansado desse assunto.

"Mas Edward, você poderia recuperar grande parte da sua visão. Até dirigir, um dia. Com o auxílio de óculos, é claro. Mas esse é o de menos!"

"Eu também conheço os riscos."

"O riscos estão cada vez menores. A probabilidade de sucesso é de 60% e –"

"Não, Aro. Eu não vou mudar de idéia." – eu encerrei o assunto levantando minha mão para que ele cessasse o assunto.

"Você nem precisa sair daquele projeto de escola que você vai. Surpreendentemente o centro médico LSU tem um centro cirúrgico muito bom." – certo desgosto e raiva plantados em sua voz que eu não entendi. Eu sabia que ele era amigo do meu pai, mas isso não lhe dava o direito de agir dessa forma.

Até que caí em mim. Ele não era daqui. Ele foi educado nos melhores colégios. "Não."

"Tudo bem. Eu desisto. Vou conversar com o seu pai. Boa noite, Edward."

"Aro."

Suspirei e senti um peso sendo tirado das minhas costas. Me encostei na parede. Onde estava minha Bella? Ela não voltou e já tem um tempo que ela saiu para buscar algo para beber. Me perguntei, mentalmente, se ela parou para conversar com a minha mãe ou com o meu pai. Pedi para que James não estivesse importunando-a.

Alguém tocou meu ombro. "Edward acho que a Bella não está bem. Eu a vi correr lá para cima." – meu pai sussurrou ao meu ouvido.

"Obrigado." – falei me encaminhando para o meu quarto.

Andei com cautela pela festa até alcançar a escada para o segundo piso. Não sei como, mas conseguir passar pela multidão sem esbarrar em ninguém. Enquanto eu subia as escadas só conseguia pensar nela. O que tinha acontecido? Se James tivesse feito minha doce Bella chorar eu o mataria.

Quando cheguei perto do quarto pude ouvir o rádio ligado "Terra para Bella, você pensa que descobriu tudo... Terra para Bella, tudo o que você sabe está errado..." E então ouvi um rosnado de Bella. Ela parecia estar muito chateada. Acho que ela nem percebeu que eu estava ao seu lado.

"Bella, meu amor, o que houve?" Ela não me respondeu, mas pude ouvir seu choro baixinho. Pude até sentir o sal das suas lágrimas. "James fez alguma coisa?" – eu perguntei meio ríspido. Era meu maior medo. Que ele ousasse fazer mal a minha Bella.

"Não, James não fez nada." – ela falou, sufocando com as palavras. Tentando deixa-las claras.

"Então o que aconteceu?" – falei pegando sua mão.

"Você mentiu pra mim!" – ela falou puxando a mão de volta.

"Menti? Não Bella. Tem alguma coisa errada." – eu falei chocado.

"Você disse que não tinha nada que pudesse ser feito. Nenhum procedimento ou cirurgia!" – ela cuspiu as palavras em mim.

"Bella, eu disse que não haviam cirurgias que realmente surtissem um grande efeito." – eu suspirei. Ela ouviu a conversa com Aro. Por que ela estava tão chateada com isso?

"Sessenta por cento me parece extremamente bom."

"Existem riscos."

"É mesmo? Por exemplo?"

"Você não entenderia." – suspirei e me levantei da cama. Ouvi um barulho da cama e percebi que ela também se levantou.

"Por favor, Edward. Você pode me achar uma idiota, mas eu não sou. Eu posso não ser tão brilhante como você, mas colocarei meu cérebro em força total para conseguir te acompanhar."

Senti meu coração apertar dentro do meu peito ao ouvir aquelas palavras. Foi como se ela me acertasse um soco em cheio. "Como você é capaz de dizer isso Bella? Você sabe muito bem que eu não penso assim sobre você. Eu te amo. Você é uma mulher incrível."

"Me poupe do seu cavalheirismo e das palavras doces. Quais são os riscos? Por favor, me explica. O que é? Você vai ficar mais cego?"

Uma onda de fúria correu minhas veias. Por que ela estava me tratando daquele jeito? Pra quê toda aquela raiva?

"E se, vamos dizer, eu fizesse a cirurgia. E se não desse certo? Vamos dizes que a primeira tentativa falhe. Se algum novo método, ainda mais avançado, aparecer eu não poderei tentar de novo por que meus olhos teriam cicatrizes demais, não me permitindo tentar uma nova cirurgia. Por que eu me apressei e desperdicei minha chance." – tentei falar calmamente, mas linhas de sarcasmo apareceram.

"E se for essa a sua chance? Se for essa a cirurgia? E se você estiver desperdiçando-a por estar com medo?"

"E se eles desfigurarem meu rosto? E se algo de errado acontecer com os meus olhos? Vou criar uma nova categoria de aberração?" – eu gritei.

Ela não disse nada por um tempo. Ela chorava baixinho, mais uma vez, e estava tentando esconder o choro de mim. "Você não é uma aberração" – ela sussurrou.

"Ah, você tem certeza?" – agora, definitivamente eu não conseguia segurar o sarcasmo – "Bella, eu não sei se você percebeu, mas eu tenho uma coisa muito importante faltando. Uma coisa que me faz menos humano que você. Menos normal!" – eu vomitei as palavras, dessa vez. A raiva pulsando em minhas veias. Passei a mão pelos cabelos, puxando-os ao chegar nas pontas.

"Você não quer me ver?" – ela perguntou com uma voz fraca, derrotada.

Eu não sei como eu não caí de joelhos frente a isso. Por que diabos ela me perguntara isso? Como ela pôde? Era tudo que eu mais queria na vida. Eu não soube responder. Não poderia. Dei um passo para trás. Continuei andando para trás virado para ela. Quando a maçaneta bateu contra minhas costas e me virei na direção da porta e saí.

Eu precisava. Queria ir embora. Fugir.

Desci as escadas para a festa e passei pelos convidados, dessa vez esbarrando em muitos deles. Eu estava desorientado. Precisava de ar. Cheguei até a porta dos fundos e a abri com toda força.
Eu sabia que estava frio naquela noite, mas não conseguia sentir. Minha pele estava em chamas. De ódio e dor. Lágrimas corriam meu rosto. Respirei fundo. Eu estava destruído. Aos pedaços.

"Edward, meu filho. O que aconteceu?" – minha mãe me perguntou

"Dr. Tori achou que hoje seria um boa ocasião para discutir minha visão." – falei com a voz derrotada.

"Mas filho. Por que você ficou assim? O que ele falou?" – ela perguntou confusa.

"Bella ouviu."

"Oh..." – ela pousou as mãos nos meus ombros – "Agora entendi por que ela correu." – ela falou meio distante.

"Que direito ela tem para ficar chateada com isso?" – falei ríspido, cobrindo o rosto com minhas mãos.

"Edward, filho. Bella te ama pelo que você é. Ela só acha que você não vive tudo que você é."

"E o que eu sou, mãe?"

"Você é inteligente... descubra você mesmo. Você não falou pra ela que essa era uma possibilidade? Um dia..."

"Essa não é uma possibilidade"

"Bem, vou entender isso com um 'não'." – ela suspirou – "Carlisle me falou sobre o anel. Edward se você quer que ela seja parte da sua vida você precisa dividir tudo com ela. Contar com ela. Vocês precisam se apoiar."

"Mas –"

"Não, Edward. Se você quer se casar, saiba disso: Um bom marido compartilha tudo com sua esposa. Ele a deixa a par de tudo. Se você está escondendo uma informação o que mais pode esconder?"

"Mas eu não estava escondendo." – me defendi.

"Você tem certeza? Parece que ela não pensa da mesma maneira, não? Se Carlisle agisse dessa maneira eu ficaria tão chateada quanto ela." – ela me falou gentilmente.

"Eu sou um idiota." – grunhi escondendo meu rosto nas mãos.

"Não... você é teimoso e independente. Você acha que não precisa de ninguém e pode lidar com seus problemas sozinho."

"Bella não devia se preocupar com isso" – falei ainda com afundado em minhas mãos.

Minha mãe pegou minhas mãos e as moveu de meu rosto – "Alguma vez, Bella te evitou por você ser cego?"

"Não, mas –"

"Então por que você acha que ela evitaria agora?" – ela me perguntou gentilmente.

"Ela... eu..." – eu suspirei – "Eu não sei. Eu acho que deveria ter falado com ela sobre isso."

"Você acha ou você deveria?"

"Deveria" – sussurrei.

BPOV

Eu não acredito que falei isso. As palavras saltaram da minha boca Você não quer me ver?

A mudança na expressão no rosto de Edward foi instantânea. Foi como se eu tivesse acertado uma bolsa de tijolos no seu rosto. Sua face era pura dor e foi assim que ele saiu do quarto. Me faltou ar. Eu era uma pessoa horrível. Como eu pude fazer isso com ele? Como pude fazer isso nesse quarto? Nessa casa!

Me joguei na cama e me afundei nos travesseiros. Minhas lágrimas corriam forte e rápidas. Eu estava num lugar estranho e nem tinha dinheiro pra voltar pra casa. Estava tudo acontecendo tão rápido. Primeiro a maluca da ex-namorada que me olhou como se fosse me matar e ainda disse na minha cara que ficaria com ele e depois aquela conversa...

Eu não sei por quanto tempo fiquei deitada na cama, chorando. Minha garganta ardia, queimava na verdade. Meu peito doía e meu nariz estava tão congestionado que eu mal conseguia respirar. Eu estava mordendo meu lábio inferior tão forte que eu podia sentir o leve gosto de sangue. Tudo para tentar abafar o choro.

"Bella, eu preciso falar com você." – Edward disse abrindo a porta.

Meu coração deu um pulo dentro do meu peito. Ah meu Deus, ele vai terminar comigo! Eu vou morrer. Eu não vou conseguir viver sem ele. Eu respirei fundo tentando mandar oxigênio para os meus pulmões. Não preciso dizer que não funcionou.

Eu mal conseguia olhar para ele. Aquele rosto lindo que eu tanto.... ah Deus, como ia doer.

"Eu nunca considerei cirurgia uma opção. Meu pais sempre respeitaram minha decisão apesar de quererem que eu me submetesse a cirurgia. Eu... eu... tenho medo."

Ok. Definitivamente eu não esperava que a conversa começasse assim. Finalmente eu olhei para ele. Ele estava encostado na parede com as mãos nos bolsos da calça.

"Por que você tem medo?" – perguntei suavemente. Minha voz quase um suspiro.

"Com esse tipo de cirurgia você só tem uma chance... E é difícil funcionar..."

"Mas e se funcionar?" – eu tentei encoraja-lo.

"Não é a mesma coisa Bella. Eu sou assim. Eu me sinto assim."

Eu estava me sentindo frustrada mais uma vez – "Mas você poderia enxergar. Por menor que o resultado fosse, você enxergaria alguma coisa, pelo menos."

"Eu te enxergaria." – ele falou serenamente. Ele abaixou a cabeça e mordeu o lábio. "Me perdoe. Eu deveria ter falado sobre isso com você. Eu devia ter explicado as minhas razões..."

"Eu não entendo as suas razões."

"Eu sei." – ele falou e suspirou – "Mas essa é a minha decisão."

"Você pode pelo menos considerar?"

"Você acha que eu não considerei?" – ele gritou. Seus punhos se fecharam. "Isabella, você não entende o que é ser cego. Não é simplesmente não ter a capacidade de ver as coisas... "

"Então me mostre. Me ensine." – eu sussurrei.

"Eu tentei."

"Então tente de novo. E de novo, e de novo. Até que eu entenda. Me mostre por que não fazer essa cirurgia." – minha voz ganhava força a cada palavra dita.

Ele suspirou e levou os óculos para o topo da cabeça, esfregando os olhos com as pontas dos dedos – "Bella, eu vou pensar, ta bom? Mas não me faça prometer..."

"Por que você não me contou sobre isso?" – eu falei me sentando na cama.

"Eu não sabia que devia contar." – eu abri a boca para falar algo, mas ele continuou – "Agora eu vejo que deveria ter contado."

Nós ficamos em silêncio por um tempo. Eu não estava pronta para falar e ele pareceu ter um fluxo massivo de informações correndo no cérebro. Eu fechei os olhos tentando pensar em algo para falar mas minha cabeça doía demais.

"Bella você que ir pra casa?"

Ah, aí está.. eu sabia que isso estava por vir. Ele não me queria aqui. Ele não me queria mais. Lágrimas correram pelo meu rosto instantaneamente enquanto eu me levantava da cama. "Eu sabia que não deveria ter vindo. Me perdoa por me intrometer desse jeito na sua vida e na da sua família. Eu vou guardar as minhas coisas e –"

Ele correu com tamanha velocidade que chegou a me assustar. Ele atravessou o quarto em menos de um segundo, posso dizer. "Não foi isso que eu quis dizer." – ele se apressou em dizer, rosnando literalmente , seu rosto estava vermelho e as mãos apertando meus pulsos– "Bella, se você for, eu irei com você. Eu só não quero que você fique aqui se sentindo desconfortável ou qualquer outra coisa parecida. Eu amo ter você aqui, assim como os meus pais. Tanto meu pai quanto minha mãe pensam muito bem de você. Ter você aqui, juntamente com eles faz com que eu me sinta completo."

"Então por que você quer que eu vá embora?" – eu falei sufocada, confusa e machucada.

"Sua boba. Eu não quero que você vá embora. Essa é a última coisa que eu quero que você faça. Tem tantas coisas que eu quero te mostrar. Você não entende..." – sua boca estava a milímetros da minha enquanto ele falava. Seus olhos estavam abertos, tão próximos. Parecia que ele estava olhando e estudando a minha alma.

"Me faça entender." – eu falei num sussurro.

Sua boca chocou-se contra a minha antes que eu pudesse pensar em dizer mais uma palavra. O beijo foi desesperado e áspero. Como se procurássemos ar um no outro. Eu me peguei pensando se teria escoriações nos braços mais tarde pela maneira como Edward me segurava. Mas não importava, a dor era bem vinda.

"Bella... minha Bella... Bella" – ele falava meu nome como se fosse um mantra, por entre nosso beijo bruto. Eu sentia meus lábios inchados mas eu não me importava. Eu posso dizer que estava mãos finalmente soltaram meus braços e uma delas veio até o meu queixo puxando-o para cima. Seus lábios desceram pelo meu pescoço sugando e lambendo minha pele. Senti meu corpo derreter no dele. Eu não sei por que, as palavras simplesmente saíram da minha boca. Meu lábios não me obedeceram. Eu tentei pará-las mas eu... não pude.

"Eu pensei que você veio terminar comigo."

Ele congelou no meu pescoço. Sua boca continuou lá, mas ele não se movia. Nem suas mãos, nem seus lábios. Eu podia jurar que perdi umas batidas do coração dele contra o meu peito. "Como você pôde pensar que eu faria isso?"

"Você... você.. você estava tão... nervoso. Seu rosto estava retorcido. Eu pensei que passei dos limites, cruzei a linha. Eu te fiz sofrer." – eu fala apressadamente, querendo me explicar.

"Eu nunca vou te deixar. Você é minha e eu sou seu. Eu prefiro morrer a viver sem você."

Foi como se um peso saísse dos meus ombros. Eu soltei um suspiro pesado, mas antes mesmo de terminar seus lábios se chocaram contra os meus mais uma vez e eu não consegui segurar um gemido. O beijo estava muito bom, mas eu também me sentia aliviada. Ao ouvir o gemido, Edward riu em meus lábios e me puxou mais para perto.

"Eu te amo, Isabella."

"Eu também te amo." – eu sussurrei, pressionando minha testa na dele.

Uma batida muito leve na porta nos tirou do transe "Está tudo bem?" – Carlisle perguntou. Cuidado pairava em sua voz, como se ele estivesse com medo de interromper alguma coisa. Passei a mão pelo rosto tentando me livrar das lágrimas.

"Tá sim pai. Estaremos lá embaixo em 5 minutos." – Edward respondeu tirando mechas do meu cabelo que estavam grudadas na minha face.

"Eu não sei se consigo voltar lá." – falei tentando me acalmar.

"Bella venha comigo. Dance comigo. Por favor. Eu não vou sair do seu lado, eu prometo. Além do mais, você está muito bonita nesse vestido para ficar no quarto." – ele falou com um sorriso.

"Como... mas... como..." eu não conseguia parar de gaguejar. Mas ele pareceu entender a minha pergunta.

"Bella o som dos seus passos, o cheiro do seu cabelo, a maciez da sua pele, o som que o vestido faz de encontro ao seu corpo ou com você nos meus braços... Como você pode não estar bonita? Eu quero mostrar a minha linda, maravilhosa e sexy namorada. Por favor."

Eu arfei a sua pergunta. Se ele me pedisse alguma coisa ou para fazer coisas com essa voz e desse jeito... eu faria sem mesmo pensar em questionar.


Att rápido hein?? Palmas pras tradutoras? Não? Ok, nos contentamos com reviews *-*

Adorei essas reviews do último cap! Finalmente uma portuguesa saiu de trás da árvore (beijo, Rê) e a MrSouza me fez mijar de rir com o apelido carinhoso para a Tanya. Para as novas leitoras, sejam bem vindas.. pras antigas um xêro da Lili e um beijo da danny e vamo que vamo que o próximo já tá betado...

E as indicações hein? Quem foi lá fic nova da Lili? O que acharam das fics da Jeu e da Karen?? E desse capítulo?? *bate cílios* Ó o verdinho aí, contem-nos tudo não escondam nada!