Título: bond
Autora: Lady Bogard
Casal: AoixKai, MxU (aderindo à Revolução dos Ships)
Classificação: NC-17
Orientação: yaoi
Sinopse: "Os pecados dos pais são pagos pelos filhos". Ele suportaria tudo para proteger a mãe; mas, de repente, seu destino parecia um fardo tão pesado...
Gênero: fantasia, angust, romance
Beta: Eri-Chan
Disclamer: the GazettE pertence à PS Company. Eu escrevo sobre eles apenas para me divertir e distrair outras pessoas. Sem fins lucrativos.
Observação: Universo Alternativo, fic presente de aniversário para Litha chan (gomen pelo atraso! XD).
bond
Lady Bogard
Parte XXV
A história continua
Saga estremeceu ao ver quem saia a passos duros, com uma expressão indecifrável no rosto:
– Aoi Long Sama...
O ninja mais velho, que começava a virar o jogo contra Daigo, paralisou-se no ato de agredi-lo com a bengala.
– Solte esse garoto. – Foi a única coisa que Yuu disse, olhando fixamente para o rapaz loiro.
- - - - - - - - -
A frase seca ecoou pelo corredor feito uma chibatada. Saga nem pensou em desobedecer. Nascera dentro do rigoroso Clã do Dragão, treinado desde a tenra idade para obedecer cegamente as ordens da família Shiroyama. Uma ordem direta nunca seria desobedecida, mesmo que significasse seppuku.
O loiro moveu o ombro com um tranco, jogando Yutaka no chão. O garoto só teve forças pra gemer baixinho. No segundo seguinte Saga sentiu um puxão no braço. Era seu velho sensei, que o segurava e o puxava em direção ao elevador por onde Yuu chegara. A porta estava quase se fechando, se conseguissem...
Conseguiram passar pelo vão antes que a luz indicasse que a caixa de metal começara a descer rumo ao saguão.
Yuu praguejou contrariado. Mas nem perdeu tempo em ir atrás deles, especialistas em fugas, além de outras coisas. Cuidaria dos ninjas de forma adequada quando fosse a hora. No momento precisava socorrer o jovem Galo. Abaixou-se próximo a Kai, e sentiu a boca ficar seca.
A face de seu protegido estava coberta de sangue, o braço permanecia numa posição estranha... E ele estava sem sentidos. Devia ter sofrido tanto...
Enquanto pegava o celular do bolso, Daigo levantou-se do chão. Passou a mão pelo rosto, limpando o suor, e foi mancando em direção às escadas. Também tinha que ver se estava tudo bem com Ishihara.
– Naoyuki... Onde está...
O outro elevador se abriu. Quatro homens saíram de dentro vestindo roupas escuras. Dois deles traziam uma maca e um mantinha uma pistola firme na mão. O que vinha a frente era o mais baixo deles, a expressão permanecia fechada, séria. Tinha cabelos curtos e precocemente grisalhos.
– Aoi Long.
– Hon Yáng. – O descendente do Dragão quase cuspiu as palavras. Estava furioso, não apenas com a segurança falha do hotel, mas consigo mesmo por ter sido um descuidado confiante. Nunca deveria ter deixado aqueles garotos sozinhos.
O Líder do Clã do Carneiro fez um gesto com a cabeça e seus comandados foram socorrer Yutaka.
– O outro Galo já está recebendo cuidados. – Hon Yáng curvou-se em uma reverência perfeita – Apresento minha profunda consternação.
– Sua "profunda consternação" não me interessa. Eu confiei nossas vidas ao seu Clã.
Ficando pálido, o anfitrião aceitou a repreensão:
– Sei disso, Aoi Long Sama. Providências estão sendo tomadas. Peço que nos acompanhe, é prioritário atender os feridos. Eles serão levados para o Hospital Geral. Interditamos um andar apenas para eles, não vamos correr mais riscos.
Yuu ficou em pé, vigiando atentamente os Carneiros colocarem Kai sobre a maca cuidadosamente. Só então lembrou-se de Murai ao celular, que desligara sem continuar a falar com ele. Ligaria quando tivesse alguma privacidade.
Ia guardar o celular quando lembrou-se do moreno que estivera lutando contra o ninja mais velho. Ficou um pouco surpreso com uma pessoa que pudesse lutar de igual pra igual contra um assassino nível A, mesmo que por pouco tempo. Respirou fundo.
Mudou de idéia sobre falar com Murai. Discou pra ele novamente e parecia que o bochechudo esperava aquela ligação, tão rápido o atendeu:
– Nao Long, certifique-se que o Hospital Geral seja seguro. Investigue todos os hóspedes neste hotel, quero saber tudo sobre todos. – Pensava mais exatamente naqueles caras que haviam salvado os Galos em duas oportunidades. Era coincidência demais pra relevar. Com um suspiro Yuu ditou sua última ordem:
– Preste atenção: Saga Long e Kirito Long são os responsáveis pelo que aconteceu. Divulgue entre todos os Clãs: eu ofereço uma recompensa de um milhão de dólares pra quem os pegar. Mas eu os quero vivos, entendeu? – "Vivos, para serem enviados ao Porão.". Desligou o celular e rumou para o elevador onde os Carneiros o aguardavam.
Só então a adrenalina começou a diminuir e a real compreensão de tudo caiu sobre Shiroyama. Quase... Quase perdera Uke Yutaka. Pra impedir que o pior acontecesse ele desafiara o trânsito, roubara um carro, sequestrara pessoas e encarara dois ninjas que deviam obediência apenas ao avô.
Que noite!
oOo
Kai abriu os olhos lentamente. Sorriu bobo. A sensação que tinha era de flutuar, como se estivesse em uma nuvem. Era boooom...
– Ne... – Exclamou baixinho.
– Yutaka? – A voz de Yuu chegou até ele, mas a sensação era tão gostosa que o moreninho não queria saber de mais nada – É efeito da morfina, pra aliviar a dor. Você está bem? Yutaka...?
A resposta não veio. O garoto adormecera novamente.
Na segunda vez que o Galo abriu os olhos, já não exibia aquele sorriso estranho. Tinha as sobrancelhas contraídas de leve. Sentia dor.
– Yutaka?
Kai virou o rosto e fitou Yuu. Não podia mexer-se direito. Seu corpo todo doía. E um dos braços estava imobilizado por causa da fratura.
– Yuu...
– Os médicos receitaram um relaxante muscular mais fraco. Não querem que receba mais morfina. Como se sente?
– Terrível. – Respondeu baixinho, fechando os olhos.
O moreno mais velho sondou a face pálida. Não podia negar: Kai estava terrível. Um dos olhos inchara e escurecera, e ele mal podia abri-lo por completo. O supercílio esquerdo tivera que receber alguns pontos. O rosto todo estava marcado com hematomas. E o braço engessado aumentava a aparente fragilidade. Yuu engoliu em seco sem saber o que dizer, como se desculpar.
– Ne... – O Galo suspirou – E Uruha...?
– Uruha...? – Yuu ecoou a pergunta. O tom fez Kai abrir os olhos:
– Ele... Está bem...?
– Vai ficar. – Informou – Ele teve que passar por duas cirurgias para restaurar os músculos, mas irá se recuperar.
Felizmente eram procedimentos simples e o loiro não corria risco de vida. Shiroyama lamentava apenas que o Galo levaria cicatrizes pelo resto de sua via. Porém, sairia vivo de tudo aquilo. E a vida era muito mais importante.
– Yokatta. – Os olhos do moreninho lacrimejaram e sua garganta ardeu. Desejou fervorosamente que tudo aquilo tivesse um fim. Não queria que ninguém próximo sofresse por sua culpa. Nunca mais.
– Kai Ji...?
– Nani. – Piscou forte antes de mirar Yuu.
– O Conselho dos Doze Clãs não aceitou nosso pedido de adir a reunião. – E ele sabia que Naoyuki tentara de todas as formas. Reunir os representantes de forma extraordinária era difícil. – Será hoje à noite, e você terá que ir. Sinto muito.
Kai balançou a cabeça. Seu coração tremeu diante da expectativa de ter que passar por aquilo sozinho, já que Kouyou, evidentemente, não poderia ir. No entanto, por mais que a apreensão o dominasse, não ia fugir. Enfrentaria seu destino e as conseqüências do que quer que fosse decidido aquela noite.
Shiroyama recostou-se na confortável poltrona. Sabia que na porta de ambos os quartos haviam seguranças tanto do Clã do Carneiro quanto da Yakuza, pessoas de confiança que a mãe de Murai enviara.
Os pacientes daquele andar se transferiram para que ninguém se aproximasse dos quartos, por qualquer motivo.
Além disso seu avô parecia ter sossegado. O fracasso do plano o deixara em posição delicada. Talvez não praticasse mais nenhuma ação temerária. Yuu que não pagaria pra descobrir, por isso ficara ali o tempo todo, recusando-se a sair mesmo pra comer, recebendo as refeições junto com o moreninho.
Tomara um banho rápido no dia anterior, quando chegaram ao Pronto Atendimento. E tomaria outro antes de irem se reunir com os lideres dos Doze Clãs. Fora isso não sairia do lado de Kai por nada desse mundo. O garoto ainda era sua responsabilidade e assumiria isso em definitivo até que seus destinos fossem decididos.
– Pobre Uru... – Kai murmurou sonolento.
Aoi voltou-se na direção do Galo. Mordeu os lábios de forma pensativa. Sim, pobre Uruha. Ele fazia parte do Clã do Galo, pagava o preço por isso. E as provações ainda estavam longe de acabar. Ainda se surpreendia quando pensava no desenrolar daquela história...
– O que ele irá fazer...? – Pensou Yuu em voz alta.
– Nani? – Yutaka não compreendera sua indagação.
– Nandemo. Descanse. Em algumas horas precisaremos ir,
– Hn... – O caçula nem cogitou desobedecer aquela ordem.
Shiroyama cruzou os braços e suspirou.
– Destino? Masaka... – Virou-se na direção de onde ficava o quarto de Takashima, fitando a parede de forma distraída. Quase sem perceber se viu torcendo pelo loiro, querendo que as coisas pra ele começassem a se ajeitar. Se ele fizesse a coisa certa...
oOo
O bip constante do aparelho de monitoramento era irritante e maçante. Porém uma certeza confortadora de que a vida se preservava, apesar de tudo. Sua vida.
Uruha ainda estava sob forte medicação, mas consciente. A ponto de reconhecer Takamasa sentado ao lado de seu leito. Tentou sorrir sem conseguir. Tinha flashes de tudo que acontecera fragmentados em sua mente. Sabia que expusera o rapaz de cabelos azuis a um perigo sem precedentes, naquele ato desesperado. Era uma pessoa egoísta.
– Ne, Kou-chan...? – Ishihara chamou a atenção do loiro. Kouyou ergueu os olhos sem responder.
Uruha notou o mais alto extremamente sério. Antes de continuar, ele juntou as mãos de forma nervosa. A voz, ao contrário, saiu muito decidida:
– Um relacionamento não pode se basear em mentiras. Não dessas que existem entre nós. Gomen ne, não é o momento apropriado, mas eu preciso ir. Vim apenas me despedir de você.
Takashima entreabriu os lábios, porém as palavras se recusaram a sair. Tudo que pode fazer foi chorar silenciosamente aquela triste despedida. Takamasa ficou em pé e inclinou-se levemente:
– Shitsurei, Uruha Ji.
O coração de Kouyou se partiu em dois. Não sentia dores no corpo, e mesmo que as sentisse, seriam irrelevantes diante da ferida que estigmou sua alma. Uma nova cicatriz viera se juntar as que ganhara, e aquela somente cresceria, regada pelas lágrimas.
Então ele compreendeu o que fora dito, arregalou os olhos castanhos e fitou Ishihara. Antes que murmurasse qualquer coisa a porta se abriu e Daigo exclamou impaciente:
– Miyavi, está na hora.
– Hn. – Respondeu o requisitado. Reverenciou Takashima uma última vez e virou-lhe as costas.
Enquanto os dois rapazes abandonavam o quarto, Kouyou se permitiu continuar a chorar. Mas dessa vez as lágrimas eram de felicidade. Talvez... Apenas talvez existisse uma chance das coisas darem certo até para si próprio. E essa chance possuía a forma esguia e exuberante de Miyavi Shé.
oOo
– Yutaka? – A voz firme de Yuu despertou Kai. – Está na hora. Você consegue se levantar?
O moreninho concordou com a cabeça. Sua face ainda latejava, mas as dores não eram mais terríveis graças a dose extra de remédios.
– Hn. – Bamboleou um pouco ao ficar em pé. Recusou a ajuda de Yuu para ser amparado. Era hora de enfrentar seu destino e encarar aquela reunião. Queria manter sua honra e sua firmeza, apesar do estado lastimável em que estava. Não ia se apoiar em Shiroyama naquele momento.
– Hoje acaba, Kai Ji.
– Eu sei, Aoi Long.
Ambos se fitaram de modo estranho, com um clima desconfortável tomando conta do local. Então batidas na porta precederam a entrada de um Carneiro.
– A limusine está pronta, Aoi Long Sama. É hora de ir...
Continua...
Fatos:
1- Desisti de contar quanto falta pra acabar. Mas é pouco.
2- Essa fic acabou de fazer aniversário junto com a Litha! 8D Parabéns Pacu! Ela vale como presente esse ano também combinado? *apanha*
3- Tem muita coisa estranha nesse capítulo, eo sei. Mas eu planejei muita coisa que teve que ser mudada, e me perdi um pouco, por isso estraguei o Saga. Que triste, que triste...
4- Kirito é homenagem ao meu muffin! KIRITO VELHO NINGA GAGÁÁÁÁÁ *foge gritando de medo da Nii*
[propaganda]
Oi! Sei que naum é muito do meu feitio ficar fazendo esse tipo de divulgação,mas é que eu entrei num projeto que realmente conquistou um pedaço especial no meu coração. É um original, que conta a história de cinco rapazes tentando fazer sucesso com a musica. As outras envolvidas com esse projeto são: Litha-chan, Nii-chan, Aislyn e Jokerangel. Pras pessoas que curtem o assunto e resolvam nos dar um voto de confiança, as fics estão aqui (é só copiar sem os espaços!):
h t t p : / / w w w . f i c t i o n p r e s s . c o m / u / 693699 /
e vem muito mais por aí!
Arigatou gozaimashita!!
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Gomen, estou no fundo do poço. Comprei o ingresso do show do Diru, mas naum pude ir. Não pude... me deixem aqui no fundo, apodrecendo mais um pouco...
