Como o prometido, mais um capítulo pra vcs!
CAPITULO XXIII
Alice praticamente se convidou para acompanhá-los a Phoenix e arrastou o marido consigo, dizendo que Jasper poderia ajudá-la com o advogado, que ele era fera nestes assuntos burocráticos. Os três vampiros saíram para caçar, mesmo não estando com fome, era somente uma precaução, poderiam aguentar perfeitamente alguns dias sem sangue.
Acharam melhor ir com a Mercedes de Carlisle, já que continha os vidros escuros, os protegeria bem do sol forte de Phoenix. Isabella ficou abismada com a velocidade com que Edward rasgava a rodovia, uma viagem de aproximadamente vinte e cinco horas e meia, foi feita em exatamente doze horas. Já estava escuro quando chegaram a casa, que apesar do bairro simples era bem ampla, por um momento Isabella hesitou ao abrir a porta e os três não deixaram aquilo passar.
- Tudo bem? – Edward perguntou preocupado.
- Sim, está tudo bem, por favor, não reparem isso deve estar uma bagunça terrível. – os três vampiros reviraram os olhos.
Bella mostrou a casa a eles, e depois comeu um pouco, já que Edward insistiu em parar em uma lanchonete e comprar algo pra ela.
- Nossa quanta coisa! – disparou Alice ao ver os móveis cobertos por lençóis sem contar nas pilhas de caixas espalhadas.
- Minha avó adorava antiguidades, tudo que era velho a encantava! Acho que é genético, afinal, meu namorado tem mais de cem anos! – Edward revirou os olhos.
- Engraçadinha!
- Bom, por onde querem começar, pelo sótão ou pelo porão?
- Ainda tem mais coisa lá? – a jovem sorriu meneando a cabeça.
-Sim Alice, acredite, Cassandra Dwyer adorava juntar tralhas.
- Este era o meu quarto, foi aqui que cresci. – Isabella disse a Edward, Alice e Jasper estavam no andar de baixo separando o que seria doado do que seria vendido. O advogado havia sugerido que Bella vendesse os móveis junto com a casa, mas ela ainda estava em duvida.
O vampiro sorriu ao ver fotos dela pequenina, no colo da avó, havia uma de Bella sorrindo mostrando sua janelinha, já que seus dentes haviam caído. – Oh meu Deus! Eu havia me esquecido desta foto! – disse corando violentamente, tentando recuperar o porta retratos da mão dele.
- Você está à coisa mais fofa!
- Edward! – ele riu ainda mais.
- Posso ficar com ela?
- Não!
- A deixa vai? Eu adorei esta foto!
- Eu estou sem os dentes da frente, que graça há nessa foto?
- Eu já disse, você está fofa!
- Vampiro maluco! – resmungou meneando a cabeça remexendo em suas coisas.
- Porque vai vendê-la, Bella? – perguntou ajudando-a a guardar algumas coisas na caixa.
- Não há motivos para mantê-la. – disse dando de ombros.
- Mas foi aqui que cresceu, onde viveu com sua avó e...
- Eu a trago aqui Edward, em meu coração e em minhas memórias, sei que ela está olhando por mim, onde quer que esteja.
- Acredita mesmo nisso?
- Sim, você não?
- É complicado, não acho que aja vida após a morte, ainda mais para um ser amaldiçoado como eu.
- Não gosto quando fala assim!
- Mas é o que nós somos, seres amaldiçoados, sem alma e sem coração! – disse com amargura.
- Discordo! Há tanto amor em sua família, entre vocês, como pode dizer que não tem um coração? Esme é todo coração!
- Isso ela é mesmo! Costumamos dizer que ela é o coração de nossa família!
Eles se juntaram aos outros e Bella contou a eles como foi sua infância e sua adolescência em Phoenix, mas já era madrugada e o sono acabou vencendo a jovem que adormeceu sobre uma das caixas. Edward a levou pra cama, e depois ajudou os irmãos a separar as coisas, já que Alice sabia perfeitamente o que ia para Forks, o que seria doado e o que seria vendido.
Na manhã seguinte, eles receberam a visita do advogado responsável pelo testamento de Cassandra, além da casa Bella havia herdado uma generosa soma em dinheiro, para o seu espanto. Não sabia que a avó tinha tanto dinheiro, não que elas vivessem mal, longe disso.
Jasper a instruiu com a venda da casa, na realidade Bella levaria muito pouca coisa, somente os documentos, fotos e alguns objetos pessoais. O restante seria doado ou vendido o que não agradou muito o advogado.
No dia seguinte...
- Bella encontrei esse baú no sótão, onde quer que o coloque? – os olhos da jovem praticamente saltaram ao ver o baú, a caixa que ela tanto procurara, sobre o ombro de Jasper.
- Onde encontrou isso? – disparou indicando a mesa da sala de jantar para que ele a colocasse sobre ela.
- Estava no sótão, debaixo de uma pilha de caixas, coberta de poeira. – respondeu o vampiro a colocando sobre a mesa.
- Você a encontrou Jazz... – a voz de Bella não passou de um sussurro. – Eu a procurei tanto, praticamente revirei esta casa... Como não a vi ali.
"Do que ela tá falando? Porque tá olhando assim pra esse baú?" – se perguntava Jasper.
- Do que você ta falando Bella? – Edward vocalizou o pensamento do irmão.
- É ela, a caixa de que lhe falei Edward, aquela que está há gerações em nossa família, que pertenceu as minhas ancestrais.
-Então esta é a caixa?
-Sim, dentro dela contem toda a história da minha raça, e o mais importante as minhas origens, o porquê sou tão diferente.
- Então vamos abri-la e descobrir! – Alice disse como se fosse óbvio.
- Mas ela está trancada e... – Edward não esperou que ela terminasse e esmigalhou o cadeado em sua mão, mostrando o quanto era forte.
- Exibido! – Bella disparou dando com a mão em seu peito. – Se lembra de que eu disse a Carlisle? Somente minha avó tinha o poder para abri-la, o cadeado era só uma distração, veja... – disse apontando para o pentagrama sobre a caixa. – É protegida por um feitiço.
- Foi sua avó quem o colocou? – perguntou Alice.
- Não, isso é muito, mas muito antigo. – Bella tocou o pentagrama e diferente do que houve com a cruz de Carlisle, as luzes oscilaram, e tanto Edward quanto seus irmãos puderam sentir o tremor. Os três vampiros viram chocados a jovem falar em um dialeto céltico, uma língua desconhecida e de repente o baú se abriu.
"Ainda não me acostumei com isso! É tão estranho!" – pensava Jasper com os olhos arregalados.
- Wow! – foi o que Edward conseguiu dizer.
"Sabia que ela podia fazer isso?" – Alice lhe perguntou mentalmente.
- Não, e acredito que nem mesmo ela. – sibilou em um tom inaudível para a jovem. – Sente-se bem, Bella? – perguntou preocupado.
- Sim, estou bem, mas... – respondeu soltando um longo suspiro. – É tão estranho... Minha avó sempre disse que somente ela tinha o poder para abri-lo, eu jamais consegui, por mais que tentasse.
- Você disse que é passada de geração em geração, Bella, sua avó se foi, então...
- Eu sou a única descendente viva das Le Fay. – sua voz não passou de um sussurro.
Edward olhou para o baú que lhe pareceu pequeno para comportar tantas coisas, mas como nada ali fazia muito sentindo para ele, então deu de ombros.
- O que são todas estas coisas Bella?- ouviu Alice perguntar curiosa.
- Sinceramente eu não sei... - Edward pôde ver pela mente de Jasper o quanto estava emocionada, e o quanto aquele baú a afetou. - Minha avó nunca me deixou mexer nele, reconheço algumas coisas, veja... – disse pegando um caderno de couro com uma triquetra na capa.
- O que significa este símbolo? – Jasper perguntou desta vez.
- É uma triquetra, é um símbolo celta, ele representa as três faces da grande mãe, ela é a energia criadora do universo que se dividem em três faces... A Virgem, a Mãe e a Anciã. Ela também costumava representar as estações do ano que há muitos séculos eram divididas em três fases... Primavera, verão e inverno.
- Como sabe tudo isso? – voltou a perguntar impressionado.
- Li os pergaminhos! – disse dando de ombros.
- E o que é isto? – Alice perguntou desta vez.
- É um livro de feitiços. – respondeu dando de ombros.
- Livro de feitiços? – replicou Alice.
- Eu também tenho um, está em Forks. - ela o colocou sobre a mesa, voltando a mexer na caixa. – Minha avó dizia que está pena é mágica.
- Mágica? – o tom de Edward deixava claro sua descrença.
- Veja! – Bella lhe estendeu a pena e esticou o braço para pegar um bloco que estava sobre o balcão. – Escreva algo. – pediu indicando o papel, o vampiro escreveu seu nome, com uma caligrafia perfeita. Seus olhos arregalaram-se ao ver o que havia escrito desaparecer diante de seus olhos, segundos depois.
- Mas como? Como isso é possível?
- Somente quem traz a magia dentro de si consegue ler o que foi escrito com esta pena, legal né? – disse empolgada.
- Olha, tem uma caixinha aqui. – Alice disse pegando uma caixa aveludada.
- Alice! – Edward a repreendeu.
- Posso Bella? – pediu ignorando o irmão.
-Claro!
- Oh meu Deus! É lindo. – a vampira soltou encantada com belíssimo colar. - Era de sua avó Bella?
- Não, eu nunca o tinha visto antes. – disse tocando a peça, ao deslizar seus dedos sobre o colar ficou em transe, seus olhos perderam o foco completamente.
- O que ela tem? – Alice disparou preocupada.
- Parece em transe. – Jasper disse estalando os dedos diante dela.
- Bella? Bella? – Edward chamou e nada.
Isabella sentiu como se tivesse sido transportada para outra dimensão, a imagem de uma mulher com longos cabelos castanhos, levemente cacheados nas pontas, surgiu diante de si. Quando se virou de frente, Bella mal pode crer na semelhança entre elas, a diferença é que a mulher era alguns anos mais velha, e linda, enquanto ela...
A tal mulher tinha o colar no pescoço, sorriu com a aproximação de um homem alto, e muito, mas muito bonito, com longos cabelos escuros e lindos olhos verdes. Ele a arrebatou em um beijo avassalador e Isabella viu ambos se entregarem a paixão de forma intensa.
- Ela está corando? – Alice disse estranhando o fato de sua amiga estar com as bochechas rosadas, seu coração batia descompassado o que deixou Edward intrigado.
De repente Bella despertou sacudindo a cabeça, a jovem sentia o rosto em brasa, diante da imagem que presenciara. Olhou para Edward que tinha o cenho franzido e o olhar preocupado.
- Sente-se bem? O que houve? – perguntou tocando sua bochecha corada.
- Eu... Eu vi uma mulher... Era tão linda, tinha longos cabelos castanhos... Ela usava este colar, vestia roupas estranhas... Daí um homem se aproximou... Ele era tão lindo... – Edward fez uma careta ao ouvi-la. – Eles se beijaram e... E...
- E? – Alice a incentivou, e Bella corou novamente.
- E de repente estavam... Vocês sabem... – disse fazendo um gesto com a mão.
- Estavam fazendo sexo, é isso?
- Alice! – a jovem ralhou constrangida.
- O que? É natural Bella, ainda mais quando duas pessoas se amam. – a jovem assentiu calada, era visível que as palavras de Alice haviam a afetado, Edward lançou um olhar mordaz para a irmã.
"Este assunto não deveria ser um tabu entre vocês." – pensou encarando o irmão.
- Não se meta! –sibilou em um tom inaudível.
- Mas quem era o casal que viu? – Jasper perguntou chamando a atenção da jovem para si, já que ela olhava confusa para os dois.
- Não sei... Mas pelo modo como estavam vestidos, acredito que sejam muito, mas muito antigos, ela usava este colar e... – Bella mordeu os lábios com força.
- O que? Tem mais? – disparou Alice.
- Ela era muito parecida comigo, só que em uma versão mais bonita, é claro! – Edward e Alice reviraram os olhos.
- Acha que pode ser uma de suas ancestrais?
- Eu não sei, provavelmente.
- Olha, tem outra caixinha aqui. – Alice pegou a entregando a jovem, ao abri-la viu um par de alianças e sorriu.
- O que foi? – seu namorado disparou confuso.
- Eles usavam estas alianças...
- Quem? O casal que viu?
- Sim.
- Tem certeza?
-Absoluta, e meus avós também as usaram... – Bella disse deslizando as pontas dos dedos por elas. – Minha avó sempre me dizia que um dia eu me casaria e então as usaria e que... – de repente a jovem se calou.
- E o que Bella? – Edward insistiu.
- Deixa pra lá! – ele levou a mão ao queixo dela fazendo com que o olhasse nos olhos.
- Não importa mais. – disse desviando o olhar.
- Importa sim, o que sua avó lhe disse, Isabella? – voltou a exigir.
- Que... Que eu as passaria a minha filha, quando chegasse a hora. – sua voz não passou de um sussurro, seu olhar voltou a encontrar o dele, ficaram ali se encarando sem nada dizer. Edward tentou disfarçar o quanto aquilo o havia afetado, mesmo que um dia conseguisse fazer amor com Bella, filhos era algo que jamais poderia lhe dar.
- O que são estes pergaminhos. – Jasper perguntou tentando melhorar o clima que havia ficado no mínimo estranho.
- São pergaminhos... – a jovem pegou um e o abriu, pelo movimento de seus lábios, ela parecia estar lendo. – São pequenos feitiços, anotações antigas, vejam... – disse indicando o canto do pergaminho. – Data de 1347.
"Como ela consegue entender o que está escrito ali?" – Jasper se perguntava, e Edward também gostaria muito de saber.
-Carlisle vai adorar ajudá-la a entender tudo isso... – o tom de Alice deixava claro sua empolgação. – Ele e Edward adoram desvendar um mistério. – a jovem olhou para o namorado que piscou pra ela.
- Acha mesmo que Carlisle conseguirá me ajudar? Há muita coisa aqui que desconheço e...
- Que livro é aquele ali? – Alice disse apontando para o grande livro no fundo do baú.
- O livro das sombras. – a voz de Bella saiu estranha, e os três vampiros se entreolharam. – Minha avó não me deixava sequer chegar perto dele, dizia que eu não estava pronta para o que ele tinha pra mim.
- Como assim?
- Eu... Eu não sei, minha avó não me contou, sempre dizia que estava me preparando, mas não sei o porque nem para que. – disse impaciente. – Não sou uma bruxa, eu não estudei a magia... Nasci com ela, conseguem compreender a diferença? Eu a trago em meu sangue, posso fazer várias coisas, mas não sei o porquê nem para que finalidade, minha avó estava me ensinando e ela se foi e agora... – ela havia se exaltado, as lágrimas escorriam por seu rosto, Edward a puxou pra si, a envolvendo em seus braços, Bella passou os braços em torno dele, afundando o rosto em seu peito.
- Não fique assim Bella, estamos com você, e a ajudaremos a compreender tudo isso. Eu estou aqui e sabe que pode contar comigo, não sabe?- a jovem somente assentiu.
- Com todos nós Bella. – Alice concluiu.
Jasper enviou as doações para o orfanato de Phoenix, assim como deixou a encargo do advogado o envio do cheque, resultado da venda da casa, dos moveis e algumas antiguidades que foram encontradas entre o que Isabella dizia ser 'as tralhas das Dwyer'.
As mais importantes estavam levando consigo, como alguns quadros, e artefatos, assim como alguns pertences pessoais e o baú. Edward locou um pequeno caminhão para poder levar tudo para Forks e com uma ajudinha de Bella, não teve problemas em dirigir sob o sol escaldante de Phoenix.
Isabella preferiu passar antes pela mansão Cullen, já que não teria como explicar ao seu pai sobre o baú e muitas daquelas coisas. Estavam todos reunidos na sala de jantar dos Cullen a qual era usada por eles somente para reuniões, os pertences de Bella estavam sobre ela assim como o baú.
- Mas o que diabo é tudo isso? – disparou Emmett.
- Segundo Bella é a tralha das Dwyer! – Alice disse sarcástica.
- Como é que eu ia saber que isso ai tem algum valor? – a vampira revirou os olhos.
-Isso é um vaso Ming? – Esme perguntou apontando para lindo vaso sobre a mesa.
- Autentico. – afirmou Edward.
- Sinceramente eu não sabia que minha avó tinha um vaso da dinastia Ming, tudo isso estava no sótão e confesso que nunca fui muito fã daquele lugar.
- Olha para estas telas, Esme... – Carlisle disse examinando uma delas. – Veja a data!
- Está em um estado de conservação excelente para uma tela de aproximadamente seiscentos anos.
- Eu não disse que ela gostava de coisa velha! – Bella sussurrou e Edward revirou os olhos se perguntando se sua namorada não tinha noção do quanto poderia valer uma daquelas telas?
- O que pretende fazer com tudo isso? - Carlisle perguntou voltando sua atenção para a jovem. – Muitos destes artefatos deveriam estar em um museu.
- De fato... – respondeu Bella. – Mas se minha avó os escondeu em nosso sótão deve ter algum motivo, concordam? A maioria das telas, retratam feiticeiras, algumas em seus rituais, assim como as ilustrações. Acredito que nada disso deva ser exposto, pode nos comprometer de alguma forma.
-E o que fará com tudo isso? - a jovem fez uma careta.
- Na verdade eu queria saber se vocês poderiam ficar com elas?
- O que? – disparou Edward.
- Eu não posso vendê-las, tão pouco levá-las pra casa, concorda? Vocês possuem tantos quadros e artefatos, mais alguns não farão diferença.
- E o que faremos com quadros de feiticeiras? – disparou Rosálie. – Esta é uma casa de vampiros se não percebeu?
- Acredite, eu já notei! – Bella revidou sarcástica. – Não precisam deixá-los expostos, com certeza vocês devem ter um meio de guardar tudo isso em segurança, certo?- Carlisle sorriu meneando a cabeça.
- Confia tanto assim em nós, filha? – disse sorrindo.
- Tanto que lhe trouxe isto. – a jovem disse apontando para o baú. – Aqui está Carlisle, a caixa, este baú contem informações e feitiços muito poderosos, assim como chave de acesso a toda nossa história, a história de toda uma raça, desde o início dos tempos. Sei que aqui encontraremos os mistérios que envolvem o meu nascimento e o porquê sou tão diferente.
- Você o encontrou?
-Na realidade foi Jazz!
- Isso é inacreditável! – Carlisle estava maravilhado, Bella sorriu olhando para Edward que lhe sorriu de volta, viu na mente do pai o quanto estava ansioso para saber o que tanto havia ali.
- Minha avó costumava dizer que aqui dentro, estão os ministérios e segredos de toda minha linhagem, desde o inicio dos tempos.
- E quer mesmo dividi-los conosco?
- Com quem mais o faria? Os Quileutes não podem me ajudar, minha avó esta morta e meu pai... – ela riu com escárnio. – Eu o amo, mas ele sempre acreditou que eu fosse anormal ou coisa parecida! Preciso da sua ajuda Carlisle, dos seus conhecimentos e da sua vontade de saber.
"Como recusar a um pedido destes?" – pensou encarando a jovem.
- Então veremos o que temos aqui. – disse apontando para o baú, a jovem assentiu passando a mão pelo pentagrama sibilando algo, como em Phoenix houve um pequeno tremor e as luzes oscilaram.
-Wow! – disparou Emmett. – Isso foi sinistro!
- Como pode caber tanta coisa ai dentro? – Esme perguntou encarando o baú aberto.
- Nós perguntamos a mesma coisa! - Jasper disse com humor.
- Minha avó sempre dizia que chegaria a hora em que este baú revelaria o meu destino.
"Pobrezinha, está tão abatida, não deve estar sendo nada fácil pra ela." – Esme pensava olhando com ternura para Isabella, o que fez com que Edward levasse a mão em seu ombro, para que a jovem sentisse que ele estava ali, com ela.
Isabella mostrou a Carlisle e aos outros, o que continha na caixa, mostrou como funcionava a pena mágica, falou sobre os pergaminhos e o quanto eram antigos.
- Este é o livro de feitiços, toda feiticeira tem o seu, em geral, eles possuem cânticos, pensamentos assim como alguns pergaminhos, como se fosse um diário.
- Que símbolo é este? – Rosálie perguntou timidamente apontando para o símbolo da capa.
- É uma triquetra, é um símbolo Wicca, usado por feiticeiras e bruxa, ele simboliza as três faces da grande mãe... A virgem, a Mãe e a Anciã, como disse a eles... – falou apontando para Jasper, Alice e Edward. – Em tempos remotos, também representava as três estações do ano, primavera, verão e inverno.
- Bellinha, até eu que sou menos esperto sei que são quatro estações. – ela sorriu meneando a cabeça.
- Eu estou falando de tempos remotos, Emm, à praticamente milênios atrás.
-Uuuhhh, tá bom então, não está mais aqui quem falou!
- Em geral ele representa a grande mãe, e...
- E quem é a mãe? – perguntou Alice desta vez.
- A deusa, ela pode ser encontra em uma floresta sob a luz da lua prateada... Ou em uma gota de orvalho sobre a pétala de uma flor... No calor do sol de verão na pele, ou na queda de folhas de outono, ou na suavidade da neve do inverno. Está na luz, na sombra e tudo que está no meio... Ela está presente na canção dos ventos e nas musicas das marés... Está na sinfonia da vida.
- Uau, isso foi profundo!
- É nisso que acredito! E foi com este livro de feitiços que aprendi a alguns truques e sortilégios.
- Sortilégios, o que é sortilégios?
- São pequenos feitiços usado pra descomplicar sua vida digamos assim, minha avó dizia que algumas feiticeiras costumavam usar deste artifício para que seus amantes fizessem exatamente o que elas queriam. Segundo ela, eles se tornavam dóceis e fiéis, além de amantes incansáveis se é que me entendem. – disse corando horrores.
- Incansáveis nós já somos Bellinha. – o comentário de Emmett, deixou a jovem ainda mais corada e constrangida.
"Qual é mano? Ainda não mostrou pra ela o quanto somos incansáveis?"– Edward lhe lançou um olhar mordaz, se perguntando por que o irmão se importava tanto com sua vida sexual?
- E este outro livro? O que é? – Carlisle perguntou ao pegar o livro das sombras. – Bella arregalou os olhos e deu alguns passos para trás, agarrando-se a camisa de Edward.
- É o livro das sombras... – havia medo em sua voz. – Minha avó o mantinha distante de mim, dizia que eu precisava estar pronta para o que ele tinha a me revelar. – Carlisle franziu o cenho olhando para Edward.
"O que isto significa?" – perguntou mentalmente.
- Não faço ideia, mas pelo visto, este livro é a chave de tudo. – disse em um tom inaudível, o médico somente assentiu.
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