CAPÍTULO XXIV
DERROTADOS! A DIFICÍLIMA FASE FINAL
Segunda-feira, dois de junho. Início das oitavas de final
Foi realmente difícil para os WATB se concentrarem nos treinos do fim de semana. Tudo que eles queriam era descansar seus cérebros roídos pelas manhãs gastas na sala de aula apertada e agonizante, mas Keiko insistia – e agora mais do que nunca – que eles não deveriam deixar a peteca cair. John e Ann eram os mais exigidos pela treinadora. Não que a garota estivesse reclamando, na verdade ela era a única que não perecia prestes a arrancar os olhos da cara ou puxar os cabelos até as raízes pularem fora a cada movimento errado que fazia. Ver seu irmão e seus companheiros num estado lastimável era provavelmente o que lhe dava energia para fazer com precisão tudo que Keiko Takahashi mandava.
Na manhã antes da luta, Takashi e Fran apareceram com informações mais do que bem vindas sobre os adversários daquelas oitavas de final. Como não lutava beyblade, o "treino"do chinesinho foi ficar assistindo vídeos e mais vídeos sobre os adversários. Keiko havia secretamente gravado todas as lutas do torneio até o momento. Para isso, ela havia usado seu poder de persuasão muito parecido com o de Takashi para convencer um homem de uma loja de eletroeletrônicos a programar seu aparelho de vídeo para gravar todas as lutas transmitidas pela tv.
O fim de semana de Takashi, por mais divertido que pudesse parecer, havia sido tão ruim quanto o de seus companheiros. O garotinho foi forçado não só a assistir as lutas dos Justice League, os adversários daquela tarde, como também de todas as outras equipes que tinham alguma chance de enfrentá-los naquela segunda fase, incluindo os Taichi. E foi aí que sua "folga" passou de prazerosa para desesperadora.
Todas as lutas da equipe japonesa estavam lá, incluindo as do Torneio Asiático. Assistindo-as o garoto se sentiu numa espécie de máquina do tempo, recordando memórias que pensava ter esquecido com o passar do tempo.
Como era bom gritar e brigar com Ken a qualquer hora, com argumentos tão indiscutíveis quanto suas vitórias nas mesmas. Agora que o japonês era seu melhor amigo, eles ainda discutiam de vez em quando, mas já não passavam tanto tempo juntos a ponto de isso se tornar rotina. E tinha também Satsuki, ele estava com saudades dela. Os dois costumavam trocar comentários sobre o desempenho dos colegas durante os treinos loucos que sua fera-bit planejava, e suas opiniões eram muito parecidas. Sentia que os dois tinham algumas coisas em comum, mais até do que os outros, e era por isso que admirava tanto a ex-companheira.
Admirava? Era só isso mesmo? Aquela sensação estranha, mas aconchegante que sentia quando estava perto da garota era pura admiração? Podia chamar assim o calor que o invadia cada vez que ela lhe dirigia a palavra e que se espalhava principalmente pelo seu rosto cada vez que sua voz doce proferia um elogio? Ele já não tinha mais tanta certeza, mas qualquer possibilidade de pensar nisso mais a fundo lhe assustava, talvez não estivesse pronto para essas coisas, era, afinal, um garoto de sete anos apenas.
- E então, Takashi? Vai ficar aí parado o dia inteiro ou vai nos contar o que você viu naquelas fitas?
Takashi se assustou com a voz esganiçada de William em seu ouvido. Estivera tão perdido em pensamentos que demorou a perceber que estava diante dos WATB e de sua mãe e que era esperado para dar um relatório sobre os adversários do dia. Sentindo sua confusão, foi Fran quem falou:
- Os Justice League são uma equipe de estudantes de direito da faculdade de Port Morresby, em Papua Nova Guiné. Ao que me parece, são fanáticos por beyblade, mas não queriam se tornar profissionais. Me pareceram bem surpresos com o fato de terem ido tão longe.
- Ótimo, então vai ser fichinha pra gente! Nem precisávamos ter treinado tanto!
- Sabe, William, que aqueles que entram em uma luta achando que ela já está ganha costumam perder de forma vergonhosa?
- Mas eu...
Keiko não deixou que William continuasse a falar. A treinadora fez sinal para sua equipe ir almoçar, ou perderiam a hora de sair para o ginásio.
Comeram feito bárbaros, mas pelo menos não vomitaram antes de lutar. Os Taichi seguiram seus amigos até o ginásio para fazer torcida. A cada luta vencida e a cada etapa ultrapassada, ficava mais evidente a vontade que as equipes tinham de se enfrentar para decidir o título de Campeão da Oceania. Eram rivais, mais sem perder a amizade. Se enfrentar no campeonato, ao contrário do que muitos pensavam, serviria para fortalecer ainda mais esses laços, numa luta justa com todos dando seu máximo. Esse desejo já estava gravado nos corações dos beybladers, e não era necessário falar para se fazer entendido.
O primeiro round foi entre líderes. John e Michael Turner abriram as oitavas de final. O guineense tinha vinte e três anos, era muito mais alto que John e vestia uma bata de juiz que não combinava muito com sua expressão facial. Por mais séria que sua vestimenta fosse, Michael fazia todos duvidarem que ele fosse realmente sério com seu sorriso meia lua cheio de dentes. Sua beyblade era preta e lembrava de algum modo o martelinho que os juízes usam para sentenciar os réus.
John começou muito bem a luta. Takk estava encurralando o adversário, a beyblade negra estava quase sem forças. Mas os treinamentos táticos com Keiko impediam o garoto de relaxar. Michael era o líder de uma equipe que havia chegado às oitavas de final, não podia perder assim tão fácil, mesmo se John fosse o mais forte beyblader do mundo. Ele tinha ainda alguma carta na manga, e o fato dele ainda manter seu sorriso tamanho família mais do que provava suas suspeitas.
Tentando fazer com que ele revelasse o que estava escondendo, John reduziu o ritmo de seus ataques, propositalmente abrindo uma brecha para uma reação. Michael murmurou alguma coisa entre os dentes, o que na visão do líder dos WATB era algum tipo de golpe secreto, e voltou a sorrir, mas sua beyblade não saiu do lugar. Os olhos de cor misteriosa de John por pouco não saltaram das órbitas. Ele estava confuso de verdade agora. Seu adversário não estava querendo reagir, e isso era no mínimo inesperado. Com cautela, ordenou um ataque final, acabando com o round sem que Michael tivesse conseguido – ou ao menos tentado – encostar em Takk.
Mesmo após descer os degraus que separavam a arena dos bancos das equipes, John não tirou os olhos de seus adversários. A luta anterior havia sido muito estranha, eles ainda podiam estar tramando alguma coisa. Fran pensava o mesmo, e foi a responsável por alertar Ann sobre o fato enquanto a garota se preparava para ser a próxima a lutar.
O visual de Jéssica Grint, a adversária de Ann, era capaz de deixar morrendo de inveja todas as patricinhas do mundo. Seus cabelos loiros pintados escorriam por seus ombros magros feitos quase só de osso duros como uma pedra devido ao número excessivo de tingimento, e já começava a perder o brilho, mas se destacavam em seu vestido negro, porém transparente. Em seu pescoço, brilhava um colar prateado, combinado com as argolas gigantes em suas orelhas. Antes de levarem um tapa de Emy, John e William ficaram por um bom tempo apreciando sua langerie vermelha que aparecia por baixo do vestido, muito provavelmente imaginando o que haveria por baixo delas.
- Seu caso já foi julgado. – Disse Jéssica ao encarar a adversária. – E o júri lhe declarou culpada. Sua sentença: uma derrota humilhante nas minhas mãos.
- Ah, eu sinto muito desapontá-la, vossa excelência, mas você está lidando com uma fora da lei que não costuma ouvir as autoridades!
- Veremos quem vai ouvir quem no fim da luta, mocinha.
Grint não sabia, mas sua última fala havia estourado de vez a cota de paciência de Ann. Ela até podia tolerar uma adversária com cabelo detonado, coberta de jóias e que põe uma roupa só pra dizer que não saiu pelada na rua, mas alguém que a chama de "mocinha" ela não agüentaria. Jéssica Grint, na visão de Ann, estava condenada a sofrer em suas mãos por tempo indeterminado.
Go Shoot! A ordem veio bem na hora. Se tivesse demorado mais um segundo, o juiz veria que Ann havia lançado Takuki antes de ser autorizada a isso, e muito provavelmente teria acertado o rosto da adversária. A beyblade rosa choque de Jéssica foi o que a salvou de ser atacada por um coala raivoso.
Ann estava tão furiosa que atacava sem parar e sem pensar. Seu campo de visão estava limitado a Takuki, e cada neurônio seu processava apenas uma ordem: atacar para destruir. Era raro sentir tanta raiva assim de um oponente, mas aquela mulher havia ultrapassado os limites seguros. Quando estava pronta para o golpe final, porém, Ann foi obrigada a parar.
Os músculos de seu abdômen enrijeceram para tentar parar a dor latejante que a invadia pouco a pouco. Ela colocou as mãos sobre o local dolorido por reflexo enquanto seus joelhos se dobravam e batiam com força no concreto do chão. Suas cólicas estavam de volta, e cada vez piores. Takuki sumiu de sua mente, Jéssica sumiu de sua mente. A vontade que tinha de esmagar a garota se evaporou enquanto seu cérebro substituía a mensagem de "destruir" pela de "perigo iminente". Seus olhos estavam fechados, prendendo algumas lágrimas que teimavam em querer sair. Sem que tivesse conhecimento, um grito estridente, carregando toda a dor que sentia, ecoou pelo ginásio, fazendo seus companheiros correrem preocupados em sua direção, John na frente.
- A Ann desiste da luta! – Declarou ele para o juiz, antes de se pegar a irmã no colo e correr apressado para a enfermaria. Não saberia explicar mais tarde de onde a força para fazer isso havia vindo, em situações normais ele não era capaz de erguer Ann nem por cinco centímetros. Os Taichi, com exceção de Yuy-kun, saíram correndo das arquibancadas para a enfermaria também, e tentaram forçar John a voltar para a luta no último round dizendo que eles ficariam com Ann, mas ele não cedeu. Os Taichi desistiram de insistir ao entender o quão importante era para o garoto ficar junto da irmã no momento.
- Ah, eu queria que os meus irmãos fossem legais assim comigo! – Exclamou Ken, cruzando os braços na frente do corpo e fazendo beicinho, lembrando como Mikyo e Nikyo ficavam felizes quando o garoto tinha que ficar de cama e deixava o vídeo-game só para eles.
- É, eu também...
Toshihiro não saberia explicar, se alguém o perguntasse, por que havia dito isso, por que havia lembrado de Hehashiro naquela hora. Não via o irmão há cinco anos, nem tinha certeza se ele ainda estava vivo, sem falar que não lembrava de ter ficado doente alguma vez para ter o irmão ao seu lado na cama...
Prevendo que John não voltaria, Keiko mandou William decidir a luta. Da sua vitória dependia a classificação da equipe, e sob essa perspectiva, o garoto lembrava agora muito mais a Rumiko do que Ken, se fosse feita uma comparação com os Taichi no momento. Ele ainda achava que a equipe não era de nada, mas somente a idéia de ter em suas mãos a classificação para a próxima fase já fazia seus joelhos tremerem.
A adversária de William, Hillary Fox, lembrava muito um espírito agourento, na melhor das hipóteses. Seu cabelo preto oleoso escorria por sua face, deixando a mostra apenas seus olhos vermelhos e a boca cheia de dentes tortos. Era ainda mais magra do que Jéssica, seu vestido branco, mas não transparente, ficava tão grande e folgado em seu corpo que parecia que ela vestia um lençol. Sua pele era coberta de manchas de quem passa tempo demais no sol. Para Emy, ela parecia mais uma múmia coberta por um lençol do que uma lutadora de beyblade.
Se William já achava que seus adversários não mereciam tanta preocupação, depois de ver contra quem teria que lutar, praticamente todo seu nervosismo foi dar uma volta no espaço num foguete de última geração. Era contra aquilo que decidiria quem deveria ir para as quartas de final? Então a vaga estava mais do que garantida...
Tanka começou na ofensiva, sem se importar se adversária teria ou não alguma estratégia. Aliás, William duvidava que ela fosse mesmo capaz de pensar em alguma coisa.
- As testemunhas já apresentaram seu depoimento. O júri decidiu seu destino, e cabe a mim aplicá-la. – Disse uma voz sinistra e sussurrante. William demorou a perceber que se tratava de sua adversária falando. – Com o testemunho das lutas que ocorreram até agora, vieram as provas que preciso para condenar-te. Sei agora tudo que ocorre entre vocês, WATB, e sei o que fazer para vos sobrepujar com o poder da justiça a mim concedido. Vai, minha beyblade.
As manobras de William foram anuladas, bem como qualquer outra tentativa sua de reação. Hillary não estava brincando, sabia mesmo quais seriam seus movimentos, qual era a força de seus ataques e como William reagiria ao ser encurralado. Por um momento, Takashi pensou que eles também havia assistido a um vídeo das lutas, o que tornaria praticamente impossível a derrota de William, mas não foi bem isso que aconteceu:
- Michael fez um bom julgamento do poder de seu líder. Com base nisso, pudemos calcular a força dos outros integrantes. As testemunhas deram importantes pistas para o júri montar o quebra-cabeça, e agora o réu pode pagar por seus crimes.
Hillary atacou. Os piores pesadelos dos WATB estavam se tornando realidade diante de seus olhos. Em câmera lenta, Tanka foi atingida por um ataque certeiro da adversária, e sua trajetória para fora da arena parecia inevitável. Como num filme que nunca passa, a beyblade cinza e branca ganhou os céus, avançando contra o dono, William olhava desesperado e incrédulo enquanto Emy baixava os olhos para não ver a derrota eminente. Michael e Jéssica levantavam-se de seus lugares para cumprimentar a colega vitoriosa.
E nesse momento a câmera lenta parou. O rumo de Tanka de alguma forma foi modificado, e o esquilo voltou a aterrissar na arena. Os Justice League reclamaram que alguma coisa ilegal estava acontecendo, mas o juiz nada tinha visto. A luta poderia continuar. Embalado por sua sorte inesperada, William atacou para valer dessa vez, e Hillary perdeu, impossibilitada de reagir.
A reviravolta era inacreditável. Ninguém sabia explicar o que havia acontecido. Os WATB tiveram muita dificuldade para chegar até a enfermaria e visitar Ann, repórteres atônitos os cercaram e os prenderam na arena por mais de vinte minutos. Pela primeira vez em sua vida, William estava se tornando o centro das atenções, e era o único de sua equipe que não tinha a mínima pressa em deixar o local.
Quando eles finalmente conseguiram cruzar a porta de madeira branca da enfermaria do ginásio, foi a vez de John e os Taichi os encherem de perguntas. Eles haviam visto a luta pela televisão e estavam tão ou mais surpresos com o fato do que os repórteres. Satsuki era a que mais falava. A possibilidade de finalmente resolver o mistério que tomava conta de seus pensamentos há uma interminável meia hora fazia sua voz acelerar a uma velocidade cem vezes acima do normal, e embora ninguém conseguisse entender uma única palavra do que dizia, ela continuava falando, despejando palavra atrás de palavra como uma metralhadora fonética.
- Deu, Satsuki! – Gritou Takashi, fazendo um esforço para que a garota pudesse vê-lo. – Eu sei o as respostas para suas perguntas, mas se você continuar falando eu acho que vou esquecer...
- Sabe! – Gritaram os outros em coro. Por essa ninguém esperava.
- Sei, claro. Acontece que fui eu quem salvou a equipe. Quando ninguém estava olhando, eu joguei uma pedrinha que eu tinha na mão em direção à Tanka, e o impacto fez ela mudar a direção que ela estava, indo de volta para a arena. Legal, não?
Depois de alguns segundos em que todos ficaram em silêncio tentando comprovar a voracidade dessa fala, Takashi virou alvo de um "montinho" ordenado por William, e não conseguiu sair dali por pelo menos dez minutos, enquanto seus "amigos" riam à toa, finalmente podendo comemorar a classificação.
Nas outras oitavas de final, os Bey Power ganharam por três rounds a zero dos Miramar e seriam os próximos adversários dos WATB. Os Muggles perderam por dois a um dos Hunters no dia quatro, que teriam como adversários os Blueberrie, vencedores da sua luta contra os Shockwave no dia cinco. Os Stevenson perderam para os MacArthur por três a zero na luta do dia seguinte e os Xtreme venceram os Los Muchachos dia nove de junho. Faltavam agora apenas duas lutas para o fim da rodada.
Nesse ínterim, os jornais locais e até mesmo internacionais agora classificavam William como "Miracle Blader", o beyblader milagroso, por sua vitória fora dos padrões na última luta. Por medo de enfrentar complicações legais, Takashi não espalhou para mais ninguém a chave do "milagre", e ganhou em troca uma boa diversão lendo as teorias malucas de jornalistas criativos. Em determinado momento da semana, até mesmo um físico renomado havia sido entrevistado para dar sua versão da história.
- Ah, se eles soubessem... – Divagou o garotinho após assistir a mais uma demonstração da imaginação sem limites da raça humana na tv. O programa que havia acabado de terminar "Milagres Milagrosos que Ninguém Sabe Explicar", trouxe um matemático, um físico, um especialista em beyblade e um engenheiro para tentar explicar o que havia acontecido com Tanka na tarde de dois de junho para, depois de uma hora de enrolação, dizer que aquilo tudo "havia sido obra de Deus". Depois dessa, Takashi já não tinha mais tanta certeza de que Ken era o ser de imaginação mais desenvolvida do mundo.
Dez de junho, Taichi contra os All Power e uma surpresa nada boa.
Com a proximidade de sua luta, os Taichi estavam cada vez mais mergulhados em um estado de pânico mudo. Não era só Rumiko que estava nervosa dessa vez. Durante os treinos, Ken mostrou que definitivamente não era capaz de lançar Fenrochi na arena, ao passo que Yuy-kun não manifestava a menor vontade de lutar em seu lugar. Com a possibilidade de perderem por W.O., estava sendo difícil para a maioria dos garotos se concentrar naquele dia. Eles terminaram o almoço cedo e se reuniram no saguão do hotel uma hora antes da luta, para decidir o que fariam.
- Bom, gente, é agora ou nunca. – Começou Satsuki, olhando para cada um de seus companheiros, se demorando um pouco mais no líder. – Ken está fora, isso não é novidade. A questão é... Será que temos um reserva para ele?
O atrevimento da garota chamou a atenção de seus amigos. Desde quando Satsuki agia assim na frente de Yuy-kun? A provocação estava evidente em sua voz, e o jeito como ela encarava o garoto deixava tão claro quanto a água de uma nascente límpida. Os olhos do trio seguiram da garota para o líder repetidas vezes até que ele se prontificasse a responder, com seu tom sério e sem emoção habitual:
- Com isso vocês não precisam se preocupar. Tenho meus próprios motivos para querer lutar hoje.
Dizendo isso, Yuy-kun deixou seus companheiros, rumando para algum lugar longe das vistas de todos. Mal saiu do campo de visão do quarteto, e eles começaram a rir descontroladamente. Por enquanto tudo estava dando certo, e com o líder em campo eles provavelmente teriam uma luta menos sofrida do que a dos WATB.
Ann, agora curada das cólicas, era uma das mais empolgadas na torcida. Quando os Taichi e seus oponentes cruzaram a porta de acesso à arena, ela se levantou da cadeira e começou a gritar tão alto que as pessoas nas proximidades se perguntavam se ela não havia engolido um megafone. Rumiko, Ken e Toshihiro acenaram para a garota, devolvendo a torcida com quase o mesmo entusiasmo, enquanto olhares de censura vindos dos outros integrantes da equipe perfuravam seus corpos.
Rumiko foi a escolhida para começar, dado que novamente estava à beira de uma crise nervosa de pré-luta. Ela não teve muito tempo para reclamar quando Satsuki e Toshihiro a empurraram para cima dos degraus da arena, onde ela ficou cara a cara com Frahnk Brister, um garoto que para se tornar sargento só faltava o uniforme. Não foi nenhuma novidade quando a mão da garota começou a tremer ao preparar Fenki para a luta.
Ao lançar Fenki, no ápice de seu nervosismo, um milagre, dessa vez verdadeiro, aconteceu: Não se sabe porquê, ou como – se soubessem, não seria milagre – mas Fenki não precisou encostar em sua adversária para ganhar, tudo que bastou foi sair do lançador. Foi rápido, mas os olhos treinados dos beybladers e as câmeras de última geração dos repórteres conseguiram captar o que aconteceu: O centauro negro emitiu um clarão assim que se desprendeu do lançador, caindo logo depois na arena. Nesse intervalo de tempo, a beyblade de Frahnk fez menção de ir contra a luz, mas "mudou de idéia" e partiu em direção de seu dono, por pouco não atingindo-o perto do ombro esquerdo.
- O que foi isso, Rumiko? – Perguntou Ken, usando seu braço agora engessado para coçar a cabeça de uma maneira cômica.
- Divide com a gente esse seu novo truque, vai ser bom se a gente começar a ganhar todas as lutas assim de agora em diante! – Exclamou Toshihiro, mirando Fenki com interesse enquanto preparava sua própria beyblade para o combate.
- Eu não sei o que foi que aconteceu lá, eu juro! Se soubesse, contava para vocês. – Rumiko continuava nervosa, mas agora não era mais por causa da luta. A perspectiva de ter que encarar meio mundo de repórteres doidos assim que essa luta acabasse e de virar atração de programas de tv sensacionalistas lhe apavorava tanto quanto ter que ficar sozinha com Zanxam-sensei em uma sala apertada fazendo prova oral.
- Vamos perguntar pro Takashi se ele tem alguma coisa a ver com isso? – Sugeriu Ken, procurando o amigo nas arquibancadas. – Quem sabe ele não nos esclarece esse outro "milagre"?
- Se você for, vá sozinho, porque eu quero torcida pra mim agora! – Exclamou Toshihiro, andando decidido em direção à arena para sua luta.
Dan Finn era o nome do adversário do chinês da equipe do Japão. Era alto e seu cabelo estava raspado no melhor estilo militar. Seus olhos negros mal podiam ser vistos, enquanto seu queixo ocupava uma área do rosto relativamente maior do que o normal. Sua beyblade era verde-musgo.
Go Shoot! Na parte baixa da arena, as duas beyblades distribuíam ataques, o som do atrito entre elas já enchia o ambiente na hora que Toshihiro decidiu testar uma idéia: seu adversário estava até o momento se esforçando para manter a luta longe das laterais. A característica mais marcante desse peão é que possuía um disco de peso anormalmente grande e pesado. Assim sendo, ele ordenou que Fenku subisse até quase a borda da arena, instigando o adversário a segui-lo. Após alguns instantes de hesitação, Dan o seguiu, e a luta acabou assim que sua beyblade começou a perder forças e escorregar, parando no centro da arena sem forças.
Com a vitória garantida, os Taichi não tinham mais nenhuma preocupação. Ainda mais sabendo que Yuy-kun seria o próximo. Sua adversária seria Athena Onassis. Ela tinha quatorze anos, mas seu corpo era de dezenove, e nos segundos que se seguiam enquanto os competidores arrumavam suas beyblades, ela tentou dar em cima do garoto por um número incontável de vezes. Satsuki foi a que mais gritou na torcida pelo líder dos orientais.
Por cavalheirismo, e também para prolongar a luta, Yuy-kun deixou que a adversária atacasse primeiro, para logo depois terminar com a luta num ataque em tempo recorde.
Depois de recolher Fenhir, Yuy-kun passou direto por seus companheiros – e por uma Satsuki saltitante que gritava em altas vozes indiretas contra garotas oferecidas – e sumiu das vistas de todos.
- O que foi que houve com ele? – Perguntou Toshihiro, confuso. – Eu sempre soube que ele não nos suportava, agora fugir da gente é a primeira vez...
- Ah, foi a Satsuki que espantou ele com esses gritos maníacos! – Devolveu Ken, sem temer os olhares malévolos que sua companheira lhe lançou. Ele continuou a frase, fazendo valer sua principal característica. – Vai ver ele tem um encontro com extra-terrestres que estão espionando os seres humanos para nos dominar e invadir no momento certo. Yuy-kun é um deles e está louco para nos destruir.
- Ken, mais um pouco disso e não vai ser só o seu braço que vai estar enfaixado...- Ameaçou Satsuki, furiosa em dobro com o garoto.
- Eu sei porque ele está assim hoje. – Daitenji-san, que não dava as caras há muito tempo, apareceu não se sabe de onde para cumprimentar os garotos.
- Então fala! – Os olhos agoniados de Satsuki brilharam intensamente enquanto miravam o homem a sua frente.
- Calma, calma, Satsuki-chan. O que acontece é que hoje é o aniversário de quatorze anos dele, por isso ele quis lutar hoje. Acho que agora ele quer ficar sozinho, um tipo anti-social como aquele gosta de comemorar sozinho. Aliás, não sei se depois de tudo que ele passou ele ainda tenha algo gosto para comemorações, mas...
- O que você quer dizer com isso? – Perguntou novamente a garota, com um alarme de "grande mistério à frente" soando adoidado em sua cabeça.
- Nada, nada não...
Por alguma razão, Daitenji-san ficou muito avoado depois dessa afirmação, deixando novamente de prestar atenção nas crianças. Fazia muito tempo que ele não falava pessoalmente com os Taichi, equipe que ele próprio havia arrumado, alegando ter "compromissos urgentes" e "negócios a tratar". Quando ficou claro que não seria mais possível extrair mais nenhuma informação útil do homem, os Taichi foram ao encontro dos WATB para voltar ao hotel.
Yuy-kun estava diante do portão frontal do ginásio. A multidão saía descontraída do local, discutindo a luta que havia acabado de presenciar. Alguns comentavam o quanto a equipe japonesa era forte, outros duvidavam que ela fosse passar pelos WATB, e os mais críticos diziam que o fato deles terem ganhado o campeonato asiático foi pura sorte. Nenhum deles comentava nada sobre as lutas do líder da equipe, o assunto principal era sempre Rumiko e suas vitórias fantásticas e inesperadas, Toshihiro e sua paciência e Ken e sua sorte sem tamanho. Não que ele se importasse, era isso que ele queria no momento: ser apenas uma sombra.
Entre a multidão barulhenta, um vulto em especial lhe chamou a atenção. Primeiramente pelo tamanho, um pouco mais alto que Takashi. Devia ser uma criança de uns seis anos, mais um menos, que a encarava com certo interesse, apesar de ter a face coberta por uma máscara. A criança começou a correr rumo à lateral do estádio, longe da confusão do público em retirada, e Yuy-kun sentiu que devia segui-lo. Os dois pararam num canto longínquo do ginásio, que fedia a xixi de gato e cujas paredes descascadas formavam um beco sem saída com a construção vizinha.
- Que bom te ver. – Disse o garoto, em japonês. – Estava morrendo de vontade de te conhecer.
A voz aguda e um pouco irritante que saiu da máscara confirmou as suspeitas anteriores do líder dos Taichi, e também lhe deu a certeza de se tratar de um menino. Ele tentou se aproximar, mas o garotinho mandou que ele ficasse parado.
- Com que autoridade você manda em mim? – Desafiou Yuy-kun, sem perder a calma.
- Força. – Respondeu simplesmente o garoto. Ele provavelmente estava sorrindo por trás da máscara.
- Não acho que você seja mais forte que eu. – Rebateu Yuy-kun, ainda sem se alterar. Não gostava de crianças, e não seria uma delas que o faria perder o controle.
- Quer apostar? – Perguntou o garoto, tirando alguma coisa do bolso da calça. – Eu te desafio para um luta de beyblade aqui e agora.
- Sinto muito, mas eu não luto com pirralhos. – Respondeu o líder dos Taichi, dando meia volta e já se adiantando para sair do beco.
- Tá com medo? – Perguntou o garoto num tom provocativo, fazendo Yuy-kun parar na mesma hora. Esse truque era velho, mas despertou nele um certo interesse pelo desafiante.
- Eu não tenho medo de você. – Disse ele, ainda de costas.
- Não parece. – Rebateu o garoto. Ele parecia estar achando aquilo tudo muito divertido, era praticamente possível ver o sorriso de seu rosto agora.
- Então mostra a sua cara. – Desafiou Yuy-kun, começando a ficar curioso.
- Não posso. – Respondeu o garoto, ainda no mesmo tom feliz.
- Tá com medo? – Perguntou Koichi, virando-se para seu desafiante e lhe aplicando o mesmo truque.
- Não. – Respondeu ele. O garoto parou por alguns instantes em uma pose exagerada de quem está pensando. – Tá, eu posso mostrar a minha cara, mas você vai ter que aceitar o meu desafio e me enfrentar agora.
- Tudo bem. – Concordou Yuy-kun, sem demonstrar qualquer mudança na sua voz, embora tivesse que reconhecer que o garoto havia despertado certo interesse nele, talvez por sua coragem e atrevimento. Não era só isso, ele tinha que admitir que havia algo mais naquele garotinho que chamava sua atenção, mas ele não era capaz ainda de dizer o que era.
E ele tirou a máscara vagarosamente, como se quisesse prolongar o suspense. Seus cabelos pretos, caídos para os lados da cabeça, eram o que haviam causado uma certa dúvida quanto ao sexo que pertencia, e ele não tinha franja. Uma vez livre da máscara, sorria mais do que nunca, e seu sorriso era incomum, o rosto todo parecia sorrir junto com os lábios, embora quase não houvesse sinal de alegria neles. As coisas que mais chamaram a atenção de Yuy-kun, porém, foram seus olhos. Eram olhos brilhantes, azuis como o oceano, um pouco maiores que o normal. Isso mais do que tudo o perturbou.
"Esses olhos... Não pode ser... Como esse garoto que eu nunca vi antes pode... A menos que ele... Não! Não seja bobo, Koichi Yuy! Uma coisa dessas não pode acontecer! Eu acho..."
- O que foi? Ficou hipnotizado com a minha cara? Não se preocupe, a maioria das pessoas que me vêem pela primeira vez ficam assim também. Acho que é o meu sorriso, ou talvez os meus olhos...
A ênfase que o garoto deu para a palavra "olhos" deixou Yuy-kun pensativo novamente. A presença daquele garoto ali agora o perturbava, por alguma razão ele trazia as lembranças de um passado doloroso novamente à tona na mente do líder japonês, lembranças que ele lutava há anos para esquecer. Ficar na presença daquele garoto estava se tornando mais difícil do que ficar com os Taichi, e uma leve dor de cabeça começava a incomodá-lo.
- Agora é a sua vez de cumprir o trato. – O garotinho novamente quebrou o silêncio e mais algumas divagações do adversário.
Yuy-kun preparou Fenhir para a luta ao mesmo tempo que o garotinho aprontava sua beyblade. Seus movimentos ágeis demonstravam que, apesar da pouca idade, ele realmente sabia o que estava fazendo.
- Go Shoot! – Gritaram os dois juntos. A beyblade do garotinho era roxa como Fenhir, mas de uma tonalidade mais escura, quase negra.
Yuy-kun foi o primeiro a atacar, não queria ficar muito mais tempo em presença daquele garoto. No entanto, a beyblade roxa escura se esquivou facilmente do ataque que tirara Athena Onassis da arena mais cedo. Em seguida, foi sua vez de atacar, e Yuy-kun também se esquivou facilmente. Vendo que nesse ritmo a luta poderia demorar, o líder dos Taichi chamou Fenhir. Seu adversário, no entanto, não se mostrou surpreso com o tamanho descomunal do monstro.
- Bela fera-bit. – Disse ele simplesmente, ainda com o mesmo sorriso gigante nos lábios. – Deixa eu te mostrar a minha agora. Ataque, Ceres!
O brilho do unicórnio roxo escuro que irrompeu da beyblade do garoto pegou Yuy-kun de surpresa. Ele tinha mais que o dobro do tamanho do pégasus, e um único ataque seu jogou Fenhir longe, como se fosse feito de papel.
- Gostou? – Perguntou o garoto, sorrindo provocativamente enquanto sua beyblade pousava gentilmente na sua mão. – Eu e Ceres somos uma boa dupla. O que você viu agora não é nem dez por cento do que podemos fazer. Guarde esse nome, nós nos veremos de novo com certeza.
O garotinho passou uma última vez por Yuy-kun para poder sair do beco. Aos saltos, ele novamente se misturou com a multidão que ainda saia do ginásio. Yuy-kun mantinha os olhos fixos nele, tentando não perder o controle. Por mais que seu rosto parecesse normal e inexpressivo coberto pela franja, aquilo que ele escondia por baixo dela entregava seus verdadeiros sentimentos. Seus olhos estavam em choque, ele estava perplexo com o que vira, não podia acreditar que um garotinho daquele tamanho tivesse tanto poder. Nunca vira alguém tão forte assim em toda sua vida, nem mesmo Rumiko havia derrotado-o tão facilmente. Precisava descobrir quem ele era e rápido, antes que eles precisassem se enfrentar novamente.
Ele não teve muito mais tempo para pensar, porém. Os outros Taichi e os WATB chegaram logo depois, acompanhados do costumeiro barulho. Yuy-kun não percebeu a chegada de seus companheiros de equipe, ainda concentrado. Foi Takashi quem encontrou Fenhir, ela estava caída no meio de um matinho quase na entrada do ginásio.
- Yuy-san, você está legal? – Perguntou timidamente Satsuki. Depois de algum tempo, ele finalmente encarou os garotos.
- Não precisam mais me chamar por "kun" ou "san". Eu não sou superior a ninguém aqui.
- O que houve? Yuy-ku... Er... Yuy?
Mas ele não respondeu. Sem olhar novamente para trás, pegou Fenhir das mãos de Takashi e foi embora para o hotel, se trancando no quarto. Pela primeira vez a verdade que ele tanto tentara mascarar estava sendo jogada contra ele. Havia perdido para Rumiko no passado. Ela o havia superado. Mesmo assim, continuava agindo como se fosse o melhor entre eles. Matinha distância dos outros acreditando em uma superioridade que não existia. Por mais que se esforçasse nos treinos, não conseguiria ultrapassá-los. A verdade doía mais do que ele imaginava. Os Taichi possuíam um tipo de força diferente, talvez fosse isso que os tornassem tão poderosos.
- Pára de dizer bobagens! – Disse ele para si mesmo. – Com essa força ou não, nenhum deles é páreo para aquele garoto. O número de rivais que eu preciso derrotar agora acaba de aumentar. É vovô, pelo visto, mesmo com todos os seus esforços, ainda existe um pouco do antigo Koichi em mim.
Novamente lembranças dolorosas começaram a invadi-lo. Lembranças da época que morava com os pais, da época que o treinamento durava vinte e quatro horas por dia. Mesmo agora, quase sete anos depois, elas ainda lhe causavam mal-estar.
Desde que nasceu, ele foi treinado para não demonstrar o que sente, como uma espécie de robô. Seu pai dizia que isso era um sinal de fraqueza. Mas ele não conseguia, por mais que tentasse, esconder os sentimentos completamente. Seus olhos o denunciavam. Sempre eles. Depois de tanto sofrer por isso, acabou deixando essa franja crescer até cobri-los completamente. Agora, ninguém mais sabe o que ele sente. E os olhos continuam sendo a única chave para seus sentimentos.
Dor, revolta, solidão. Os castigos de seu pai para cada vez que se mostrasse "emotivo" ainda estavam gravadas em sua pele, e o que sentira durante cada um deles tinha uma marca permanente em seu cérebro também. Sua cabeça estava dando voltas. Era muita frustração lembrar-se de tudo isso logo em seu aniversário. Mas, como Daitanji-san deixara escapar, ele não tinha mais certeza se tinha algo para comemorar. A raiva foi brotando dentro dele à medida que a imagem de seu pai se materializava em sua mente. Não tendo mais como conter esse sentimento, seus olhos novamente os liberaram dessa vez em forma de pesadas lágrimas salgadas, que caíam aleatoriamente no chão enquanto ele praticava movimentos do karatê para esvair a frustração.
Yuy não desceu para a janta. Satsuki foi novamente a única que pareceu notar o fato. Os outros estavam tão ocupados comemorando a classificação que esqueceram completamente que um ser com o nome de Koichi Yuy se quer existia no mundo. Somente à noite, quase na hora de dormir, o garoto abriu o quarto para os outros. Novamente Satsuki, a atenta observadora, foi a única a notar algo diferente nele. Apesar da expressão de seu rosto estar novamente vazia de sentimentos, havia uma pequena mancha vermelha ainda visível por baixo da franja, logo abaixo dos olhos.
Na última luta das oitavas de final do dia seguinte, os Primo Amore venceram seus adversários por três rounds a zero, sendo os próximos adversários dos Taichi.
Ah, pobre Yuy! Sofreu um pouquinho hoje, né?
Antes que os personagens loucos apareçam, eu vou dar um breve recado...
Não sei quando vai dar pra eu atualisar de novo. Meu único dia livre na semana é quinta-feira, e eu acho que vou ter usá-lo para estudar. Até nas aulas de japonês eu tenho coisas pra recuperar! (Escritor traumatizadocom a quantidade dematéria que uma turma vê em seis meses)Por tanto, não esperem outro capítulo tão cedo. Meu plano de fazer a história alcansar a realidade só com dois anos de atraso acho que fica por aqui. Pena...
E agora deixa eles invadirem. Com vocês, os grandes vencedores:
Rumiko (itálico)
Toshihiro (itálico negrito)
Ken (negrito)
Satsuki (negrito sublinhado)
Yuy (normal)
Nossa, demorou demais dessa vez, em Jamie...
E a tendência é piorar...
Ah, será que vai cair a audiência?
Se vocês continuarem agindo como babacas, isso é bem provável...
Nem vem, Yuy, nem vem! Duvido que o povo perca o interesse, ainda mais com um personagem tão interessante e engraçado como eu!
(Yuy finge que não está escutando, bem como os outros membros da equipe)
Hey! O que é isso agora? Vocês todos vão ficar do lado desse maníaco anti-social e me abandonar à minha própria sorte escrevendo os comentários idiotas do Jamie?
(Voz do além do autor) Me chame de Jamie de novo e eu nunca mais te ponho aqui, e faço você perder todas as lutas até o final da história! Muhahahahahahha (modelo de risada maléfica - como fica fácil ser autoritário quando a Ann naõ está por perto... XD)
Dessa vez eu acho que ele se superou...
Finalmente nosso autor está deixando de nos envergonhar. Acho que ele foi contaminado pelos ares de sua cidade natal...
Eu naõ sei se vocês perceberam, mas a função de vocês aqui se resume a apresentar uma enquete besta pra tentar aumentar o número de reviews, responder a elese comentar os fatos desse capítulo, não ficar conversando coisas inúteis e sem sentido.
Nossa, nunca tinha visto ele falar tanto...
Mas ele está certo! Vamos logo ao que interessa! Rumiko, você estava reclamando que não tinha destaque nenhum, então aproveita e faz a enquete.
Eu?
Não, Rumiko, minha vó! Vai logo!
Tá bem! (Ela fica procurando pelos bolsos o papel da enquete até o Yuy lhe ceder o dele.)
Ah, bem... desculpem o pequeno inconveniente. Eu agora vou dizer qual a enquete do capítulo e depois a gente vai comentar um pouco desse capítulo e fazer suspense sobre o próximo capítulo pra todo mundo morrer de curiosidade até o JamES postar o próximo capítulo. Ah, sim, e vamos também responder aos revews desse capítulo!
Já repararam no número de vezes que ela disse "capítulo" nessa fala?
Então da próxima vez não vai serVOCÊ que vai escrever o discurso dela!
Tá, eu captei a mensagem...
Como eu ia dizendo... E enquete é a seguinte:
"QUAL O SEU PERSONAGEM FAVORITO ATÉ AGORA?"
Se tudo sair como o James está planejando e o pessoal realmente responder a essa pergunta, ele vai escrever uma hitorinha curta sobre esse personagem e postar algum dia (entendam esse "algum dia" como "Espero que tenha tempo de fazer isso"), contando alguma coisa que não é mencionada na história, tipo... Alguém sabia que o John toca piano e a Ann, entre todos os instrumentos de sopro que eu conheço, só naõ consegue tocar o oboé? Ou alguém aqui dá importância ao fato que eu faço natação? Ou que o time de handball de Ken tem ele como craque? TAlvez tenha alguém curioso pra saber como foi a final do campeonato de futsal que o time de Toshihiro ganhou, e por aí vai...
Bom, essa é a enquete, pessoal. O James até ia perguntar quem vai fazer os próximos comentários, mas ele mudou de idéia e vai decidir de acordo com quem tem mais destaque nos capítulos - isso significa que os Blue Fish vão tirar umas férias, a não ser que alguém proteste contra isso - Estamos esperando as suas respostas!
Não é que eu não saiba que todos me preferem, mas seria bom ver isso comprovado nos reviews...
Aos reviews, aos reviews, antes que o Ken consiga dizer mais alguma bobagem!
Littledark:
Obrigada, obrigada. A Emy e a Ann também agradecem. A Ann leu o que você escreveu, e está gritando no meu ouvido que ela te adora. O projeto do e-mail ainda está de pé, a única coisa que falta é o James ter tempo pra isso...
Ele também está pensando em fazer um site na internet, embora ele não a mínima idéia de como fazer isso. Só que os projetos vão ter que esperar um pouco, pelo menos até ele estar em dia com as matérias da escola...
A nossa sorte é que ele é inteligente, entãoa gente calcula que lá pelo meio de outubro essas coisas estejam saindo. (Pulando junto com a Ann imaginando o fantástico site na internet e as toneladas de e-mails chegando pra ela todo dia)
Olha, não adianta. Eu não vou gostar de geografia nem por ordem do Papa. Peraí, eu naõ sou católico... Ah, deixa pra lá.
Deixa o cabelo crescer, sim! Encomoda no início, mas depois que se acostuma é maravilhoso! Já peguei bastante gente com a minha adorada trança!
Só de curiosidade: O Toshihiro nunca lava a cabeça e muito menos solta a cabeleira...
É claro que eu lavo, Ken! Duas vezes por semana no verão e uma no inverno, mas eu lavo! Queria ver você no meu lugar. Sabe quanto tempo demora pra secar essa coisa?
Bem, vamos deixar os dois discutindo e passar pro próximo, ou a gente naõ sai daqui hoje...
Kaina Granger:
Você ri do despertador porque não é você que acorda com ele todas as manhãs! Eu vou te mandar um pra você ver como é terrível aquele barulho, e como é frustrante quando você erra a travesseirada. Sabia que volta e meia aquele desgraçado sobe na minha cama e bica a minha cara? Tô falando, ele tem vontade própria!
Na verdade, Rumiko... Aquilo foi a Ann que queria que você acordasse logo de uma vez...
Como é que é? CAbeças vão rolar...
Próximo review! - Antes que outra discussão comece...
xia-thebladegirl:
Como os outros estão muito ocupados discutindo, eu vou ter que responder isso... (pega um papel com alguma coisa escrita e começa a ler)
Que bom que você gostou! Vamos nos esforçar pra que você continue gostando. VAleu a espera por esse capítulo? (guarda o papelzinho)
Pra sua sorte, eu pretendo continuar dando respostar atravessadas até aqueles idiotas infantis crescerem um pouco e deixarem de criancices. Mas que fique claro que eu não estou nem aí se os leitores gostam ou não da história, é culpa do James eu estar fazendo parte dela.
Isso enceram os reviews. Agora seria a hora de comentar o capítulo, mas todos estão ocupados com suas criancices costumeiras e eu não estou com vontade de relembrar o que passou aqui, então vocês tirem suas próprias conclusões.
Quanto ao próximo capítulo, serão as quartas de final, e provavelmente as semifinais também, caso o capítulo fique curto demais. (A idéia agora é passar das dez páginas por capítulo, pra ver se acaba mais rápido). Depois novamente capítulos mais curtinhos para as lutas finais - James acha que aumenta o suspense... Sem comentários sobre isso - e um capítulo de despedida do Torneio Oceânico, rumo ao Africano. Falta pouco agora (povo comemorando ao fundo).
Eu não vou fazer as perguntas do tipo "Será que os TAichi e os WATB vão conseguir vencer mais esse desafio?" porque, sinceramente, a essa altura dos acontecimentos, se alguém ainda não sabe a resposta é melhor se internar numa instituição para pessoas com problemas mentais...
E essa é a última vez que eu termino esses comentários. Da próxima vez que os bebês imaturos ficarem brigando, eu não vou me meter.
Acabou por hoje.
Koichi Yuy (em nome de todos os outros idiotas que naõ puderam assinar devido a problemas técnicos - ou mentais, se preferirem)
