Ta bom, vou tentar fazer capítulos mais longos okay? XD

Quando os deuses amam

Bem te vi..!

Cinco pares de olhos arregalados e assustados olhavam vidrados a fumaça que se erguia para o céu. A origem desta fumaça? Uma enorme fogueira bem na frente do templo. Perto da porta, um homem com o rosto sangrando com longos cabelos loiros estava encostado na madeira do portão. Reclinando levemente a cabeça em um ombro, tinha um ar cansado mas um sorriso de contentamento nos lábios.

"Tsunade-sama!" Anko gritou surgindo por trás das cinco meninas e correndo até o meio da fogueira.

"Tsunade-sama! Daijyobu? (1)" A Miko gritou desesperada olhando de um lado a outro.

"Aa (2)" Anko parou em seu lugar estática. Podia jurar que ouvira a voz de sua superiora e também deusa em algum lugar, mas seus olhos cor da noite nada captavam, nem mesmo o mínimo movimento. Talvez por causa da fuligem que invadia seus sentidos os deixando mais fracos... No entanto ouviu novamente a sumo-sacerdotisa.

"Anko... Aqui em baixo" Tsunade disse cerrando os punhos e fechando os olhos com irritação... A miko olhara em todas as direções menos para baixo. Anko olhou para baixo e deu um pulo de surpresa, a poucos metros depois de si, na sua frente Tsunade estava deitada com o peito virado para cima.

"Tsunade-sama! Matte! (3)" Anko gritou correndo em direção a Tsunade e se ajoelhando ao lado dela. Passou um braço pelo ombro da loira e a ergueu com facilidade.

"Ele não me pegou diretamente" Ela lançou um olhar furtivo na direção de Deidara... que notando ela o encarando, se arrepiou e fingiu não notar...

Ela vai me matar... eu sei disso. Pensou um pouco seco, engolindo a saliva que teimava em vir a sua boca.

Tsunade se livrou do apoio de Anko e ficou em pé sozinha... deu um longo suspiro e olhou para o seu próprio corpo. Uma queimadura enorme em sua perna direita e um corte fino e raso, quase um arranhão em seu braço causado pela queda abrupta. A loira deu um sorriso antes de levar suas mãos até a queimadura...

Sakura e as meninas observavam com espanto e admiração as mãos da Miko brilharem em um tom azulado e logo a queimadura diminuindo em uma rápida velocidade. Retrocedendo a partir de suas bordas até o centro até sumir completamente. Deidara podia apenas observar abobalhado o resultado de sua grande explosão... a qual tinha depositado todas as suas esperanças de sair vivo daquele lugar... sumir em um piscar de olhos do corpo de Tsunade.

"Agora você..." Tsunade sussurrou com a voz perigosamente amorosa para Deidara. Anko engoliu seco e saiu de perto... Algumas das mulheres que agora curiosas resolveram observar a cena já iam e vinham com baldes e mais baldes de água para apagar o fogo.

"Su-sumimasen...(4) Tsunade no hime-sama (5)" O loiro invasor gaguejou, sua mandíbula doía terrivelmente e pelas aparências demoraria para sara...

3 ou 4 horas desta vez...

Podia sentir sua energia espiritual se concentrando para curar os ferimentos como curara tantos outros... mas algo no interior do homem loiro amante de explosões e coisas belas dizia... ou melhor, gritava que não era preciso curar os atuais ferimentos já que por uma sensação distante, sabia que sofreria ainda muito, mas muito mais ferimentos piores do que aqueles.

Tsunade arquejou graciosamente uma sobrancelha e encarou o seu cativo? O seu convidado que não era, cativo mesmo. E com as mãos na cintura e um olhar fatal na direção dele, caminhou.

"Deidara-san" Disse o nome dele com carinho fingido e sarcástico na voz.

Eu.

"Oque" Cada palavra que escapava de sua boca, a loira dava um passo a mais na direção de Deidara.

Vou.

"Você" Estando a apenas alguns metros dele, Deidara podia sentir o suor... e talvez sangue conhecendo sua sorte... escorrer pela sua testa.

Me.

"Está" Passo... passo...passo...

Dar.

"Fazendo" Passo... olhar assassino.

Muito.

"Aqui?" Encarada de secar maracujá...

Mal!...

A tensão no corpo de Deidara estava tão alta que se ele tivesse agora que nomear com palavras humanas a quantidade que tinha dentro dele, daria, pensou com um sorriso maroto...

Para encher os dois peitos dela... Filete de sangue...

Murro na cara...

Olho inchado e roxo segundos depois.

"Ima Deidara! Hanashitearu!(6) " Agora era oficial... com dois lados do seu rosto mais inchado que uma batata e um olho terrivelmente latejante devido ao ultimo murro mirado em seu rosto... lindo rosto... em sua humilde opinião, Deidara não conseguiria manter a consciência por muito tempo.

"Boa noite mama..." Sussurrou antes da escuridão clamar a sua visão e seus ouvidos se tornassem surdos. Estava desmaiado. Com um enorme e pesado suspiro, Tsunade que já estava de pé na frente de Deidara, o carregou sobre o ombro sem cuidado nenhum até o porão mais empoeirado e sujo que conseguira encontrar no templo.

Algumas horas depois.

"Não devia ir Sakura-chan" Hinata pediu apreensiva puxando a manga do quimono de Sakura enquanto esta andava lenta e silenciosamente pelo longo corredor que levava até o porão mais empoeirado e sujo que Tsunade havia conseguido encontrar.

"Concordo Sak-chan! Vamos voltar, ele pode ser perigoso, você não viu o que ele fez com a Tsunade-san?" Bibi-chan exclamou puxando a outra manga de Sakura. No entanto, a menina de cabelos rosas não ligou e puxou os braços de suas companheiras e amigas.

"Não! eu quero ir vê-lo..." Sakura falou cochichando.

"To curiosa!" Ela também exclamou, olhando Bibi e Hinata nos olhos, fez a melhor cara de cãozinho sem dono que conseguia e pediu.

"Quero ver como ele é! Onegai (7)" Hinata encarou Sakura por um tempo, depois se virou para a ninfa que espelhava os seus gestos.

"Humm" A ninfa levou a mão ao queixo... antes da sua cara cair e ela abrir um enorme sorriso desconcertado.

"Eu também!" Sakura sorriu de orelha a orelha e agarrou as mãos da ninfa, dartejando como um raio corredor acima, deixando uma extremamente chateada... e frustrada... sem contar receosa, Hinata para trás.

No porão empoeirado e sujo.

"Até que eu não me dei muito mal assim" Deidara exclamou se arrumando para ficar na posição sentada, visto que pelas aparências tinha sido arremessado sem cuidado algum no chão daquele lugar.

"Itai! (8) Meu corpo todo dói!" Exclamou massageando a mandibula que não estava mais nem inchada nem vermelha.

"Aquele saco velho e peitudo até que tem um de direita bem forte..." Falou alto coçando o queixo em uma pose pensativa. Depois de um templo contemplando suas saídas, olhou ao redor primeiramente procurando algum sinal de luz... estava tudo escuro.

Achou um pequeno feixe de luz vindo do alto do que parecia ser um buraco no teto. Ficando na ponta dos pés, tateou com as mãos a superfície do telhado e distinguiu os contornos de um alçapão.

Minha chance de sair! HUN. Agora eu só tenho que abrir isso... Mas como? Continuou tateando, não encontrando nenhuma maçaneta.

Kuso! Xingou sobre o seu fôlego... sentou-se no chão com as pernas cruzadas e colocou o queixo sobre a mão, assumindo uma pose pensativa. Quando já ia desistindo de escapar dali naquele instante, ouviu um pequeno barulho por cima de si... e um jorrão de luz surgir do teto, formando um cemi-quadrado ao seu redor.

"Oe... Daidyobu?(1)" Ouviu uma voz fina e infantil chamando por ele. Olhou para cima e olhos azuis acinzentados encontraram olhos verdes esmeraldas.

Deu um enorme sorriso e respondeu acenando.

"Hai... Daidyobu."

Nihongo no Dichyou ( dicionário japonês)
(1) – Tudo bem?
(2) – Sim. Ou significa afirmação e concordância.
(3) – Espere.
(4) – sumimasen) me desculpe.
(5) – princesa. (para quem quiser saber, príncipe é oji-sama)
(6) – Agora fale Deidara!
(7) – por favor.
(8) – Doi, que dor, doeu, dolorido.