Essa fic não tem nenhum fim lucrativo, financeiramente, juridicamente falando!

Os personagens: alguns são da Disney, outros são meus e a hitória é toda minham fruto de meu crânio, savvy?!


Cap 25



No convento...

Os ferimentos de Jack estavam custando a cicatrizar, ele custou a acordar de seus devaneios febris e isso deixou as freiras e frades desesperados. Quando ele abriu os olhos, gritou por Elizabeth e tentou correr para fora do quarto, caiu de joelhos e rapidamente o amarraram na cama, mas o ferimento da cabeça era fundo e recomeçou a sangrar. Deu muito trabalho fazer estancar o sangue novamente.

Com certeza os ferimentos dele eram mais emocionais, porque às vezes o viam chorar e apertar os punhos olhando para eles, implorando que o soltassem – estava rouco de tanto gritar. Alguns poderiam pensar que ele estava fora de si, mas ele tinha plena consciência da besteira que Elizabeth fizera e isso o desesperava ao ponto de ficar impotente diante dos fatos – era tudo terrível demais para ele acreditar, - queria dormir e acordar ao lado dela, queria que tudo fosse um pesadelo.

Já haviam se passado alguns dias e a chuva não cessava, parecia que algo estava irritando a natureza, nem o sol pôde ser visto. A escuridão ainda pairava sobre Nassau, na verdade, em todo o Caribe.

Bem longe dali...

- Para superfície seus miseráveis! – gritava Will enraivecido, mas contente, como sempre.

Bootstrap Bill o olhava desgostoso, cheio de tristeza pelos rumos que tudo havia tomado. O mar estava revolto e cheio de espuma. O céu se fechava ameaçando chuva.


Na fonte da Juventude, alguns dias atrás, Will fizera um novo trato com Styx, renegociara todos os termos do acordo, pois ela nada sabia da gravidez de Elizabeth. A maldita ninfa esperaria alguns meses e então ele levaria a moça e consumariam o trato: Will teria uma Elizabeth jovem e bela eternamente, semi-morta como ele. E Styx teria sua liberdade graças à ajuda de Will.

Quando o bobo quis saber que tipo de ajuda seria, a ninfa sorriu diabolicamente com seus dentes terrivelmente alvos e disse:

- Quando chegar a hora você saberá querido zumbi! Mas confie em mim!

Ele realmente acreditou, confiou na ninfa, ele pensava que ela cumpriria o trato, mal sabia ele como ela era traiçoeira.

Will fechou a cara e emergiu com o Holandês a fim de atormentar os navios que cruzassem com seu curso indefinido e errante. Essa era sua diversão agora, abandonara seu serviço eterno de levar as almas dos que morrem no mar para que fizessem a passagem. Mal sabia ele que estava causando um mal maior que o que Davy Jones havia causado.

Ele nem desconfiava das verdadeiras intenções de Styx.

Com o sacrifício da vida de Elizabeth, a ninfa ficaria livre de sua prisão, e no lugar dela, a pirata ficaria aprisionada na fonte, viva, mas em seu corpo morto enquanto a ninfa poderia surgir bela, poderosa e cruel para destruir Calypso de uma vez por todas. Styx teria a vida de Elizabeth sacrificada em honra dela, Will diria as palavras antes de afogá-la, ela sabia disso. O sacrifício daria vida renovada e liberdade à ninfa e um corpo para pôr no lugar do seu no fundo do grande rio Estige.



Bootstrap não cansava de pensar num modo de dissuadir Will desse plano maluco, mas de nada adiantou, o Capitão do Holandês Voador estava cego do que ele chamava de amor. Para qualquer um que visse, diria se tratar de louca obsessão.

Então o velho pirata resolveu pensar nos pedidos de ajuda de James Norrington, que ainda estava preso nos porões do navio fantasma. Ele iria ajudá-lo a se libertar e correr atrás de Jack e Elizabeth e avisá-los dos planos maléficos de Will e Styx.

Isso tinha que dar certo.


No Maidstone, em Algum lugar do Atlântico...

Elizabeth finalmente acordou no meio de uma noite chuvosa. Sentando-se na cama, ela viu um homem sentado numa poltrona – era Henry Beckett.

Ela tentou sair da cama, mas tudo girou ao seu redor e ela se deitou novamente. Depois de alguns segundos de profunda tontura, ela finalmente se lembrou de tudo o que acontecera e começou a tentar se levantar outra vez. Percebeu que não estava amarrada, ouviu os barulhos da tripulação fora da cabine e o maldito Beckett ainda dormia sentado na poltrona.

Sem pensar muito ela abriu a janela da cabine, pediu ajuda aos céus e pulou na água fria.

"- Meu Deus! Ajude-me, por favor!"

Ela tentava ficar com a cabeça fora d'água, mas era difícil com aquele mar tão agitado pela chuva e pelo vento cortante.

Poucos minutos depois a janela batendo com a força do vento acordou Henry, que, sobressaltado, correu para ver se a pirata ainda dormia e vendo a cama vazia, olhou pela janela, proferiu maldições ao céu e correu para o convés.

- Homens! Homens! Elizabeth pulou na água! Procurem-na! Rápido! – gritava ele sem parar, encharcado pela chuva, no meio de todos aqueles marinheiros nervosos à procura da moça.

Alguns minutos de agonia se passaram então um jovem oficial gritou:

- Capitão! Olha ela lá! – e apontou para a figura de Elizabeth, ao longe, tentando se manter viva naquele mar pavorosamente bravo. Ela se debatia como louca dentro d'água.

Beckett mandou homens amarrados a cordas para resgatá-la, mas quando Elizabeth percebeu que a capturariam, deixou-se ser tragada pelas águas.

Pensou que essa seria a hora de usar o medalhão, mas uma corrente forte a levou para cima novamente – parecia que algo não queria que ela sucumbisse à força do mar.

Quando deu por si, estava respirando novamente, com a cabeça para fora d'água, e tentou o máximo se afastar do Maidstone, mas estava fraca e cansada de nadar e não sair do lugar.

Logo um braço forte agarrou-a pela cintura e a puxou de volta até o navio inglês.

Com o corpo amolecido, ela foi jogada no convés molhado pela chuva como se fosse um saco de batatas.

- Sua desgraçada, como pôde fazer isso?! – a voz de Henry reverberou pelo navio e ele a puxou pelos cabelos. – Isso quase me custou seis homens de minha tripulação! Cansei de ser bonzinho com você!

Elizabeth não pôde conter um risinho sínico. "- Bonzinho. Isso só pode ser piada!" – pensou ela com sarcasmo.

Vendo o sorriso no rosto pálido e fraco de Elizabeth, Henry gritou furioso.

- Levem essa prostituta pirata para os porões! Tranquem-na lá e ninguém ouse tocá-la, violentá-la ou falar com ela! Eu esquartejo qualquer um que tentar!

Os homens viram ódio mortal e uma raiva insana no semblante do seu Capitão e rapidamente cumpriram suas ordens – todos sabiam que Lord Henry Beckett era capaz de qualquer coisa.

Um marinheiro alto, forte e ruivo chamado Martin, pegou Elizabeth delicadamente em seus braços e a levou para o porão encharcado do navio. A moça tremia, estava chorando agora, mas ele não podia fazer nada. Os outros acompanhavam tudo temerários.


No porão do Maidstone...

Martin acomodou Elizabeth na melhor cela – se é que se pode usar esse termo para se referir a um lugar tão lúgubre como aquele - que havia no porão, deu lhe um pedaço de tecido velho e mofado para que se aquecesse e um pouco de água doce.

Elizabeth nem sabia como agradecer àquele gesto, entorpecida do jeito que estava o máximo que conseguiu foi tocar-lhe no braço em sinal de um "muito obrigada marujo".

Mal sabia ela que ele era o irmão de Betthy.

O marinheiro saiu e trancou a cela, deu uma última olhada para a pobre mulher que tremia numa cela cheia de água, ratos e feno e sacudiu a cabeça em sinal de reprovação e amargura.

Elizabeth finalmente caiu num pranto penoso, por tudo o que estava sofrendo, pelo que ainda ia sofrer e por fazer Jack sofrer por ela. Não era justo!