Título: De volta ao começo
Autor: Kaline Bogard
Seção: Harry e Draco (Aka Pinhão)
Item usado: Chocolate
Draco parou em frente a loja imediatamente ao lado da que importava coisas Muggle, fingindo interesse na primeira enquanto tentava, disfarçadamente, enxergar o que estava exposto na segunda. Não queria que ninguém o visse admirando inutilidades não mágicas.
Tanto se esforçou para esconder o interesse que não conseguiu ver nada na importadora e desistiu de continuar ali,.
Num floreio elegantíssimo (e exagerado) da capa afastou-se e caminhou para a Dedos de Mel.
Fazia muito tempo que não voltava ali. Suas lembranças de Hogsmeade da época do colégio eram bem melhores que a realidade. Agora achava aquele lugar chato, tedioso. Evitava voltar ali sempre que possível.
Assim que chegou a loja de doces os olhos cinzentos brilharam felizes. Ali estava o presente ideal: um leão de chocolate que rugia e balançava a juba antes de deitar-se imponente na base de alumínio. Quem, em sã consciência, não gostaria de ganhar aquilo como presente do dia dos namorados?
A data aproximava-se rapidamente e Draco começava a ficar levemente desesperado por não encontrar nada bom o bastante para dar a Harry. Até aquele momento, claro.
Sem hesitar mais entrou na loja. Pegou o leão antes que alguém, por uma infelicidade do destino, resolvesse pegá-lo. Ergueu o doce e o observou: aquilo era praticamente uma obra de arte! Cada detalhe, cada pormenor... o chocolate fora esculpido com minúcia assustadora.
Harry iria adorar devorar seu presente.
Decidindo-se e muito satisfeito consigo mesmo foi para o balcão e depositou sua preciosidade no tampo de vidro, aguardando ser atendido.
Então alguém aproximou-se pela esquerda e esbarrou em Draco.
– Desculpe – o homem pediu. O loiro voltou-se para responder com uma careta tamanha grosseria, mas não conseguiu.
– Você!
– Draco?
Ali estava Harry Potter, olhando igualmente surpreso para seu namorado. Imediatamente Harry olhou para baixo e mirou o leão que acabara de rugir. Draco imitou o gesto e observou o que o moreno levava nas mãos: a miniatura de um dragão de chocolate, que cuspia gostas trufadas antes de sentar-se magistralmente sobre as pernas traseiras.
Ambos compreenderam a situação no mesmo instante. Por uma coincidência maldita tinham ido comprar os presentes no mesmo dia, praticamente na mesma hora.
– Merda... – Draco resmungou decepcionado.
Tinha encontrado o presente perfeito, mas agora não poderia mais dá-lo. A surpresa estava estragada.
Mas é claro, os dois compraram os doces e fizeram uma troca. Nada proibia agradinhos antes do dia dos namorados.
E a busca pelo presente ideal continuava.
