POV Astoria
Estávamos ali perante o conservador do ministério da magia . Metade da cerimónia já tinha ocorrido. O lugar estava cheio, se não soubesse que era impossível, diria que tinha vindo todo o mundo mágico assistir á cerimónia. Parecia um sonho, olho para o lado, vejo o Tom, ele repara no meu olhar olhando para mim também, sorriu para ele, ele retribui.
O conservador sorria de mim para Tom, os meus olhos não se despegavam dele. Tinha um nó na garganta, aquela sensação mas não queria que isso atrapalhasse o meu casamento.
Passado uns minutos, o conservador se dirige a mim.
– Srta. Astoria…
– " Eu, Astoria Black Malfoy, te recebo Tom Marvolo Riddle, como meu marido e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe."
– Milord..
– "Eu, Tom Marvolo Riddle, te recebo Astoria Black Malfoy, como minha mulher, te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe."
O conservador ergue a varinha, e umas linhas madrepérola saiem da sua varinha, envolvendo a mim e Tom nela. Sinto uma paz interior, muito grande.
Os murmúrios de espanto e surpresa não se fizeram esperar. Todo o mundo estava em choque. Ainda não acreditavam que seu mestre se estava a casar.
– Pode beijar a noiva…
E Tom, me segura pela a cintura, me beijando com muita ternura e amor. Eu correspondo, não ligando aos comentários em volta. Nos separamos passado uns minutos. Sorrimos um para o outro. Tom estava agora com olhar matreiro, ia tramar alguma.
– Bem meus amigos, comensais e família, estou honrado que tenham decidido vir ao meu casamento. De hoje em diante, deverão tratar minha esposa, Astoria Riddle, como a milady…deverão respeitá-la como a mim. Porque senão , melhor nem quererem saber.
O arrepio geral não se fez esperar, muitos me olhavam a medo, outros espantados, outros meio sérios. Se curvam todos perante nos. Me sinto meio deslocada, mas Tom me apertava ligeiramente o braço, fala perto do meu ouvido.
– Calma minha pequena, esta tudo bem…fale algo…
Respiro fundo, pigarreio um pouco, todos olham agora para mim.
– Muito obrigada, meus caros amigos por terem vindo no meu casamento. Espero que nos demos todos muito bem como sempre. Por favor desfrutem do resto do dia…
Todos se curvam novamente, com semblantes menos carregados. Pareciam aliviados com o meu discurso, não estavam com tanto medo agora.
Seguimos para o almoço, de todos os lados vinham pessoas para me cumprimentar, ate que chego perto da minha famí mãe tinha os olhos inchados de tanto chorar, minha cunhada também. Meu pai e meu irmão disfarçaram muito bem.
– Mãe que cara essa…
– Oh minha princesa, ate um tempo atrás , você tinha nascido, agora esta aqui casada..ohhh…- se abraça a mim, ao qual ao aperto-a com força.
– Pai…- nem tenho tempo de falar nada, ele me abraça em seguida.
– Oh, vejo que você esta feliz é o que me importa…- e depois me beija a testa. Umas lágrimas caiem de meu rosto. Meu irmão ri.
– Quem diria que a grande Astoria choraria…
– Tinha cisco no olho, sua fuinha…albina….- Meu irmão me abraça.
– Sei…
Agora era a vez de Astoria e Scorpius. Seguro o pequeno no colo, dando muitos beijos. De pois vai para o chão indo brincar com outros meninos, sorriu vendo ele andando. Imaginando meu futuros pequenos. Astoria me abraça também.
Fico falando com meus pais. Passado uns minutos, uns braços me rodeiam a cintura. Ele tinha chegado perto de mim. Me viro para ele, minha família muito discretamente tinham ido falar com outros membros da minha família. Ele fala perto do meu ouvido.
– Feliz, esposa?
– Enormemente feliz esposo…- digo sorrindo, mas meu estômago faz barulho, faço um ligeiro muxoxo.- …talvez só um pouco de fome…- Ele ri da minha expressão. Sorriu com ele.
Prossegue-se o almoço, depois disso, há as danças. Danço com Tom quase toda a tarde, uma mão na minha cintura, e a minha na dele, rodamos os dois. Mudávamos para outro estilo, estava flutuando a cima do céu, estava muito feliz.
– Gostando do seu dia, minha esposa...
–Amando , meu esposo…
Ele não se preocupando com os olhares, me beijando no meu da pista de dança. Correspondo, sorrindo de felicidade.
Danço com meu pai, meu irmão, outras pessoas. Estava tudo indo bem. Seria possível tanta felicidade.
O dia passa, dando lugar á noite. O jantar transcorre bem, tudo estava bem, mas minha angústia estava me tomando, sentia um olhar me queimando a toda a hora, alguém em observava, não conseguia no meio de tanta gente ver quem era, tinha um terrível mau pressentimento. Tom estava falando com os comensais principais, eram tipo comandantes, tratavam de assuntos importantes no ministério, ou seja os que faziam com que o mundo magico funcionasse com as regras do lord das trevas.
Eu rodava o salão da festa de casamento, minha mãe e cunhada estavam perto de mim, mas tinham ido agora se distrair com outras pessoas. Suspiro com força, tentando me soltar dos pressentimentos ruins que me passavam na cabeça. Este era o dia do meu casamento, eu estava muito feliz. Acaricio minha barriga, os meus gémeos também deviam estar cansados como eu estava agora, o dia tinha sido maravilhoso. Vou até um canto isolado, que era banhado pelo o luar, adorava este lugar, era calmo e relaxante. Fecho os olhos, ao de leve, me acalmando com a brisa da noite.
– Olá, Astoria… – Ouço uma voz cortante.
Aquela voz era...não podia ser…, me viro para trás. Era ele não podia…ser…
POV Lord Voldemort
O dia tinha corrido muito bem, minha pequena estava feliz. Estávamos casados agora, estava muito feliz nunca pensei que haveria uma felicidade assim.
O jantar estava tranquilo, tudo correu bem. Estava agora falando com os meus comandantes, se bem que eu queria era acabar com a festa e ir com minha pequena para o quarto. Mas não podia ser ainda…
Olho em volta no salão da festa, não a via. Onde ela poderia ter ido?
Me despeço dos comandantes, começo a ver em volta, ao pé da família ela não estava. Onde ela estaria? Ela não se afastaria para longe, começo a ir pelos os corredores. Algo com um mau pressentimento, estava me assolando. Tinha que a achar. Olho dentro do meu manto, ainda não lhe tinha devolvido a varinha. Não, não, tinha que a achar!
Ouço os pensamentos dela ecoando, chamando por mim…tinha de a achar e rápido…
POV Astoria
– Que você esta fazendo aqui ?- Digo com minha respiração acelerada, estava muito nervosa.
– Podia perguntar o mesmo a você…afinal Astoria, pensei que tivesse morrido sabe, á mais de setenta anos…levei muitos castigos dele , minha querida por você….- Das sombras sai um homem já idoso, envergava uma túnica preta, já envelhecido pelo o tempo, mas notava-se que tinha muitas cicatrizes no rosto. Tinha um olhar alucinado, maluco. Ria agora. Eu reconheci logo a voz.
– Que você quer mim, Selwyn ?
– De você, querida…- Chega perto de mim, de golpe, me pressionando contra a parede com muita força. Tinha uma varinha apontada ao coração, recordo que não tinha a minha. – quero a tua morte…
Só penso com toda a força ,no Tom, queria que ele chegasse ali… Lágrimas me caiem dos olhos. Eu o vejo chegando no lugar.
– Te amo…
POV Lord Voldemort
Ouço umas vozes, era o canto do luar, o lugar que Astoria gostava na mansão, vou em direcção dessas vozes.
Chego lá, e lá estava um homem que apontava uma varinha ao coração da minha pequena, mas antes que pudesse reagir, ele diz num tom de voz muito apressada, Avada Kedavra… Vejo um raio verde…
Não isto não podia ter acontecido…não…
Desfiro um Avada Kedavra naquele homem, era Andrew Selwyn. Que cai ao chão morto.
Não era possível!
Vou até ela, caída sem vida no chão, a minha pequena…a minha Astoria…
– Nãoooooooooooo…. Astoria você tem que acordar…não me deixa aqui Astoria…- Lágrimas caiem do meu rosto, a como muito tempo não caia, seguro o corpo de minha pequena do chão, abraço-a a mim. Não podia tê-la perdido, não podia.
Isto só podia ser um pesadelo, não podia ter acontecido…
De repente uma luz branca surge, saindo por ela alguém…Era Merlin, com um semblante carregado…
