Eles entraram no quarto, não deu tempo nem de Rey respirar e Ben já estava soltando a mão dela, virando para ela e dizendo:

- Me espera aqui! – Rey ainda tentou chamar ele:

- Ben, onde você... – mas ele já tinha fechado a porta e saiu. Rey ficou sozinha no enorme quarto. Ela estava bem confusa agora. A conversa de agora a pouco na praia tinha sido bem... diferente para dizer o mínimo e reveladora para dizer o máximo. Ela jamais imaginou que iria algum dia falar isso para Ben, muito mesmo que ele fosse achar uma ideia brilhante. E muito menos ainda que ele queria que ela fizesse um strip tease para ele... balançou a cabeça rindo, já estava começando até a querer fazer isso também. Lembrou-se então que tinham se sentado na areia e que o vestido deveria está todo sujo. Retirou-o e ele realmente tinha muita areia na parte de trás. Colocou no cesto de roupas sujas no banheiro. Foi para o quarto novamente. Abriu o guarda roupas de Padmé Amidala e pegou uma camisola rosa-choque comprida que batia quase nos pés, tirou o sutiã, vestiu a camisola e foi até a varanda.

Ben estava demorando... ele estava aprontando alguma coisa... e ele dizia que ela que aprontava... voltou para o quarto e sentou na cama. Deitou-se na cama, estava tão cansada do dia que acabou cochilando rapidamente. A porta se abriu e Ben entrou. Rey abriu os olhos, mas não se levantou, viu que ele carregava uma caixa nas mãos, não muito grande. Ben sorriu para ela, e disse:

- É, eu também estou bem cansado, a caminhada até o campo é longa mesmo...

- É, vamos dormir. – Rey disse sorrindo. – O que você tem aí? – Ela apontou para a caixa.

- Algo para ajudar a você realizar sua fantasia – Ben respondeu, sorrindo malicioso para ela, colocou a caixa no sofá. Trocou de roupa, colocando uma calça de moletom das que havia trazido. – Mas você só vai saber amanhã... - Ele apagou as luzes e foi para a cama com ela. Beijaram-se a adormeceram tranquilamente... Rey acordou na manhã seguinte com Ben sussurrando-lhe no ouvindo: - Acorda, Rey... – e em seguida ele beijou-lhe o pescoço. Ela abriu os olhos e deu de cara com o rosto dele, sorrindo para ela. Rey o abraçou e disse:

- Bom dia, meu amor. – Quando ela o soltou que viu: ele estava em pé ao lado da cama. Sentou-se na cama. Olhou então para o lado da cama que ele dormiu e sorriu ao ver o que tinha lá: uma enorme bandeja com café da manhã para eles dois. Olhou novamente para Ben e disse: - Você é mesmo incrível, sabia? E eu te amo muito. – E beijou-o. Ben foi sentar-se do lado dela na cama e disse:

- Eu sabia sim, claro. – Rey deu-lhe uma leve tapa no braço. – Eu também te amo muito, e você sabe né? E de que adianta eu ter a esposa mais linda e maravilhosa da galáxia se eu não posso mimar ela? – Rey sorriu.

- Você me mima demais. – Rey disse. Ela serviu-se de um cacho de uvas, colocando uma em sua boca e levou uma a boca de Ben, ele mordeu de leve o dedo dela enquanto ela colocava a uva na boca dele. Riram os dois.

– Mas infelizmente, eu não fiz essa comida... – ele disse.

- Tudo bem, você não está aqui para cozinhar, mesmo tendo feito o picnic de ontem. – Rey disse, bebendo um pouco de café.

- Mas eu sinto falta, você sabe – Ben disse. – De limpar o apartamento também...

- Relaxa, quando a gente voltar ele vai tá ótimo para você limpar. – Rey riu. – O que vamos fazer hoje?

- Algo que não precisemos andar tanto quando ontem não é? – Ben falou antes de morder um pedaço de banana.

- Sim, com certeza. – Rey respondeu, mastigando um pedaço de panqueca.

- Já sei! Vamos passear no centro de Theed, tem tanta coisa legal para a gente ver lá. – Ben disse, bebendo café. Theed era a capital de Naboo, cidade em que estavam, mas o castelo ficava no subúrbio, quase na zona rural. – Podemos ir de speeder hoje, para não andarmos até chegar lá.

- Sim, ótimo! – Rey falou. Eles terminaram o café da manhã, Ben retirou a bandeja, mas deixou-a numa das mesas da varanda. E voltou para a cama com Rey. Abraçou-a e ficaram deitados na cama, de conchinha por uns minutos. Ainda era muito cedo, não chegava a 8h ainda. Acabaram cochilando... quando eles acordaram, já passava de 9h e eles tinham que sair. Os dois se levantaram para se arrumar, então quando Rey estava próxima às malas para escolher uma roupa das que trouxe, ela notou a caixinha que Ben tinha ido buscar na noite passada, em cima do sofá. – Ben – Ele virou ao ouvir seu nome, já estava com a sua mala aberta, procurando uma roupa. Ela apontou para a caixinha. Ben riu e disse:

- Vamos, abra. – Rey foi até o sofá, sentou-se e abriu a caixinha. Não conseguiu se segurar e riu. Dentro havia um par de algemas! Pareciam antigas, bem mais antigas que a que ela havia usado quando Ben a levou para ser interrogada por Snoke há tanto tempo... mas eram muito bem conservadas, não possuíam sinal de ferrugem nem nada, e no fundo da caixa ainda se encontrava um par de chaves, que Rey supôs serem das algemas... – Onde você arrumou isso?

- Ué – ele disse, sorrindo maroto para ela, já havia retirado a calça do moletom e estava indo em direção ao banheiro tomar banho. Parou na porta para olhar ela e disse: - É você que quer me amarrar, eu só ajudei... afinal, é uma ideia de gênio. – E entrou no banheiro. Rey respirou fundo. Ben não havia respondido a pergunta dela, mas a provocado e deixado louca de tesão... guardou a caixinha no guarda roupas. Ben gritou do banheiro: - VOCÊ NÃO VEM TOMAR BANHO?

- UM MINUTO. – Ela respondeu. Retirou a camisola, e a calcinha e foi. Ben ia pagar... ah, se ia... se ele queria entrar na fantasia dela, era aí que ele ia pagar... não ia ser agora... ela ia se segurar...

Rey entrou no banheiro, Ben estava já se ensaboando. Ele sorriu maroto, acreditando que Rey vinha louca para cima dele, mas ela simplesmente sorriu para ele de modo inocente e foi ensaboar-se também. Entendendo o recado, Ben não tentou nada, Rey estava se fazendo de difícil... ela tinha algum plano para depois... provavelmente com aquelas algemas...

Terminaram o banho, enxugaram-se, colocaram roupas leves das que trouxeram de Coruscant, pegaram o speeder do castelo e foram em direção ao centro de Theed. Deixaram o speeder num estacionamento pago no início do centro e foram andando de mãos dadas. Rey achou o centro de Theed um lugar maravilhoso... eram tantas pessoas, tantas cores diferentes... ela já estava acostumada com multidões, vivendo em Coruscant, mas lá não havia speeders cortando as multidões, só pessoas, era lindo de se ver. Havia a feira livre de agricultores. Passearam por ela, observando as pessoas vendendo todos os tipos de mercadorias possíveis, de legumes a flores (Ben comprou uma e colocou no cabelo de Rey). Mais a frente havia lojas dedicadas a roupas, todas feitas à mão: calças, saias, vestidos (muitos dos quais pareciam ter o estilo que Rey havia visto no guarda roupas de Padmé Amidala...), blusas, roupas para crianças, tapetes... era tudo tão colorido. Ben estava achando muito divertido ver Rey daquele jeito, ela parecia uma criança em um parque de diversões. Ele como já havia vindo duas vezes nesse centro, uma com 10 anos de idade com os pais e uma cumprindo ordens de Snoke, não era nenhuma novidade mais.

Após a parte dedicada a roupas eles entraram na ala que havia muitas lojas de móveis. Lojas de camas, lojas de guarda roupas, lojas de mesas, lojas de armários, lojas de cadeiras...

- Ben! – Rey disse, puxando-o pela mão. – Olha aquele armário, é torto! – Ela apontou para um armário todo ondulado.

- É o modelo dele, meu amor, não é torto. – Ben respondeu, rindo da inocência de Rey ao ver esse tipo de coisa.

Já era por volta de meio dia quando deixaram a área dedicada aos móveis e entraram numa rua lateral que Ben sabia que havia apenas restaurantes. Escolheram um e entraram para almoçar. Sentaram-se, pediram a comida (espaguete com carne) e bebidas (suco). As bebidas chegaram e Rey perguntou:

- Ben... – Ela olhou para as mãos em cima da mesa de vidro. – Você tá mesmo a fim de fazer isso ou tá indo só na minha onda por que eu quero? Seja honesto, se você não quiser, tudo bem.

- Ei! – Ben disse, pegando na mão dela. Rey olhou para ele, ele estava sorrindo para ela. – Eu não fui atrás daquela algema só para entrar na sua onda, eu quero! Eu me admiro na verdade eu nunca ter pensado nisso... – Rey riu e tomou mais um gole de suco.

- Você ainda não me disse onde arrumou aquilo... – Ela disse, olhando para ele. Ben riu, passou a mão nos cabelos e disso:

- Aquele castelo era uma sede de governo, tem umas celas no subsolo, algumas das coisas delas foram retiradas e conservadas numa das salas lá embaixo. Eu tinha visto, mas não lembrava qual era a sala, ai eu fiquei procurando, estava na sala de está formal, dentro de uma redoma.

- E você simplesmente retirou da redoma? – Rey perguntou, chocada.

- Sim, ninguém ia brigar comigo. – Ben falou, bebeu um gole de suco e completou ao ver que Rey ainda estava chocada: - O castelo pertence a minha mãe, Rey, esqueceu?

- É verdade. – Rey riu. – Bom... eu estava pensando...

- O que? – Ben quis saber. – Depois dessa sua ideia, todas as suas ideias eu quero saber!

- Não seja bobo, - Rey disse. Nesse momento chegou a comida deles, Rey não falou nada enquanto a garçonete servia eles. Quando ela foi embora e Ben já estava dando a primeira garfada no espaguete, Rey disse: - Eu não te disse mas... – ela olhou o próprio prato, deu uma pequena garfada no espaguete, e completou: - Eu também quero fazer o que você falou.

- Sério? – Ben estava com outra garfada cheia de espaguete a caminho da boca mas esqueceu.

- É sério. – Rey disse, olhando para ele, ela estava meio corada novamente. Ben se lembrou do espaguete e colocou na boca. – E eu estive pensando em juntar as duas coisas, o que me diz? – Ben engoliu a comida, olhou para o céu e disse:

- Deuses, eu não mereço isso! Vocês me deram a melhor esposa de toda a galáxia. Obrigado! Obrigado! – Rey engasgou com o espaguete, rindo. Tomou um gole de suco e voltou ao normal.

- Deixa de besteira! – Ela falou. – Só tem um problema...

- Qual? – Ben quis saber.

- Eu não tenho uma... roupa para fazer isso.

- Só isso? – Ben perguntou, fazendo pouco. Colocou mais uma garfada na boca. Rey olhou com raiva para ele. Ele mastigou, engoliu e disse: - Calma, Rey, isso a gente resolve. – E piscou para ela. Eles terminaram o almoço. Rey queria sobremesa, mas naquele restaurante não serviam doces. A garçonete disse que havia uma confeitaria mais embaixo na rua muito boa. Eles pagaram a conta e foram andando até lá.

Entraram e pediram cada um, um pedaço de bolo. Rey pediu de chocolate com recheio de chocolate branco. Ben quis o de limão. Comeram o bolo, e subiram a rua. Voltaram em direção a área dedicada aos móveis.

- Aonde nós vamos agora, Ben? – Rey perguntou.

- Eu disse que a gente ia resolver aquele problema – Ele piscou para ela.

- E onde seria isso? – Rey insistiu.

- Naquela parte de roupas, tem uma loja que você vai visitar. – Ben falou, misterioso.

Eles andaram fazendo o caminho inverso, passaram por todos os móveis que haviam visto e chegaram na área das roupas. Entraram por uma rua larga que não haviam passado e pararam em frente a uma grande praça no final da rua. Em frente a praça havia uma loja que nem era grande e nem era pequena, mas Rey entendeu assim que viu o que Ben havia dito com "resolver aquele problema". Era uma loja de lingerie...

- Ben! – Ela olhou para ele rindo. – Você sabe que eu nunca usei esse tipo de coisa, é o tipo de coisa que a Connix usaria.

- Não queria saber disso... – Ben fez cara de nojo. Rey caiu na gargalhada. Ele continuou: - Mas você tem que concordar que para o negócio funcionar, você vai ter que comprar alguma coisa aí... – Rey sabia que ele tinha razão... ela falou:

- É, eu sei, mas esse lugar cheira a Connix...

- Escolha algo que ela JAMAIS compraria – Ben falou sorrindo para ela. – Você conhece o gosto dela, já até ajudou ela naquela vez no shopping, não vai ser tão difícil...

- Tá bom, vamos entrar então. – Rey puxou a mão dele em direção a loja mas ele não se mexeu. Ela olhou para trás e ele estava fazendo que não com a cabeça, ela disse: - Você não vai entrar?

- Eu não posso ver, Rey, vai perder toda a graça... – Ele sorriu maroto para ela.

- Você vai me fazer entrar aí SOZINHA? – Ela já estava ficando vermelha. Ben chegou perto dela e abraçou.

- Eu vou ficar sentado aqui fora, vai dá tudo certo. – E beijou-lhe a testa. Ela concordou com a cabeça e entrou. Ben sentou-se no banco da praça. Passaram-se mais ou menos vinte minutos e Rey saiu de dentro da loja com uma sacola na mão.

- Como você sabia desse lugar? – Rey perguntou.

- Hux. Ele me arrastou para cá uma vez. – Ben falou. – Na época eu não me interessava por nada disso né? Fiquei enojado com a loja. – Os dois riram. Rey não conseguia imaginar o pervertido do marido dela com nojo desse tipo de coisa.

Eles voltaram para o speeder e voltaram para o castelo. Os dois estavam muito ansiosos por isso, quando chegaram ao castelo, por volta de 15h, foram a cozinha, comeram algumas frutas e pediram que o jantar fosse servido mais cedo, as 18h. Naguita quis saber o motivo. Rey disse que ia para o jardim externo e saiu andando, mas era porque havia ficado muito corada com a pergunta. Ben disse que estavam cansados, queriam dormir cedo e foi atrás de Rey no jardim externo. Ficaram lá até por volta de 17h quando foram para o quarto. Tomaram banho e vestiram-se para o jantar. Rey escolheu um vestido bege de Padmé e Ben a roupa preta que usou no outro dia. Jantaram sem conversar muito, agora que a hora estava chegando, estavam começando a ficar um pouquinho nervosos. Antes deles subirem, Naguita entregou a eles um aparelho de som que eles haviam solicitado mais cedo, com cara de confusa. Subiram ao quarto, Ben sentou-se na cama e Rey pegou a sacola e foi em direção ao banheiro e fechou a porta. Fazia MUITO tempo que ela mudava de cômodo para se trocar só porque Ben estava lá, mas a ocasião era outra... Vestiu-se e olhou no espelho. Não estava tão ruim e era completamente diferente de qualquer coisa que Connix usaria. Vestiu um vestido por cima. Vermelho, de mangas compridas e que terminava no meio das coxas. Abriu a porta e Ben havia tirado a camisa, ficando de calça preta. Ele estava sentado na cama.

Rey colocou o som na tomada e deixou-o preparado para o play. Pegou a caixinha dentro do armário, abriu-a e retirou as algemas e as chaves. Deixou as chaves em cima da mesinha de centro, perto do sofá e das poltronas.

- Deita lá. – Ela disse a Ben, apontando um dos postes do dossel, perto da parede. Notou que sua voz havia saído rouca e baixa. Estava com muita vontade mas muito nervosa...

Ben colocou dois travesseiros próximos ao poste e deitou a cabeça neles. Colocou os braços para cima da cabeça e Rey foi até ele. Passou a algema por uma mão dele, as mãos dela tremiam levemente... notou que elas tinham regulagem para não ficarem muito apertadas e machucarem. Prendeu deixando bastante espaço para a mão dele se movimentar... se essa maluquice dela machucasse Ben, Rey enfartaria...

- Não tá machucando, não é? – Rey perguntou.

- Não, relaxa. – Ben respondeu, sorrindo para ela. Rey passou a algema por detrás do poste e prendeu a outra mão dele.