Capítulo XXIV – O cravo e a rosa
Os acordes de "Nakushita Kotoba" entravam pelos ouvidos de Naruto, soando como se fosse uma marcha fúnebre. Com a cabeça apoiada nos braços, encarava a pequena garrafa de sakê à sua frente. Já passava da meia-noite e ele tinha marcado treino para o dia seguinte com seus alunos, mas não conseguia voltar para casa. A sombra da solidão que pairava naquele lugar não ajudava ao seu já debilitado espírito. Fechou os olhos e escondeu a cabeça entre os braços. Em sua mente, podia claramente ver o rosto de Hinata refletido em suas pálpebras. Apesar de toda raiva, do sentimento amargo de desprezo e abandono, a única forma que conseguia lembrar dela era sorrindo tímida e gentilmente. Ainda podia sentir suas mãos macias percorrendo seu peito até chegar ao selo. Estremeceu lembrando das sensações que sentira ao seu lado. Enquanto se perdia em seus pensamentos, a música continuava solene.
Uma noite sem resposta
Um instante caloroso
Uma grande
distância
Repetir isso é o que me mantêm vivo
"Maldita música! Eu vou acabar enlouquecendo!" pensou nervoso.
Uma mão pousou em seus ombros, sacudindo-o levemente e tirando-o de seus devaneios.
- Se você começar a beber toda vez que a encontrar, vai acabar virando um alcoólatra.
Sasuke falou em um tom que não deixava espaço para brincadeiras.
- Eu não estou bêbado, Sasuke. – falou Naruto em um tom firme e sério – Só bebi duas doses para relaxar...
- Então já relaxou demais. Volte para casa. Amanhã você tem obrigações.
- Não quero voltar para aquele lugar escuro, frio e vazio.
As palavras pareciam ter sido arrancadas do fundo da alma. Era difícil para ele admitir que, mesmo após viver dezoito anos sozinho, a solidão ainda persistia. Mas não se sentia envergonhado de esconder isso de seu melhor amigo, que compreendia bem o significado de chegar em casa e não encontrar ninguém esperando-o. Por isso, ao ouvir o desabafo de Naruto, Sasuke falou:
- Então vamos para minha casa. Acho que ainda devo ter algum miojo no armário.
Naruto olhou para o amigo e começou a se levantar. Enquanto empurrava a cadeira, puxou calmamente uma kunai da bolsa que carregava na cintura. E antes que qualquer um pudesse detê-lo, atirou a arma no aparelho de som do local, que explodiu na mesma hora. Diante do olhar atônito de todos, tirou Gama-chan do bolso e colocou sobre o balcão uma considerável quantidade de dinheiro.
- Pelos prejuízos. – avisou ao dono.
E seguiu obediente Sasuke em direção à casa dele.
- Quer falar sobre isso? – perguntou o chefe da anbu.
- Talvez. Mas só se você realmente tiver miojo no armário.
Hanabi olhava a irmã deitada com um forte apelo no coração. Neji havia mandado chamar um médico, mas este ainda não chegara. Sentada ao lado da cama, esperava impaciente que tudo se acabasse logo. Não agüentava mais ver aquele semblante de dor. E sua preocupação era incentivada ainda mais por aquele sentimento de desconfiança que a atormentava desde aquela tarde. Havia algo acontecendo. Repara isso no momento que sua irmã entrara no local da nomeação. O silêncio gélido que perdurava até sua saída ainda incomodava Hanabi. Bem como o leve tremor das mãos de Hinata no momento que cruzara com Naruto. Sabia que os dois fatos estavam de algum modo, relacionados. Precisava apenas de um elo de ligação. Em outras ocasiões já teria movido céus e terras para descobrir tudo, mas naquele instante, sua irmã precisava dela.
- Onde está o médico? – perguntou Hanabi agoniada para Neji.
- Já deve estar chegando, Hanabi-sama. - falou ele olhando para o relógio.
- Tem alguma coisa acontecendo de grave por aqui, não é Neji? Alguma coisa que eu não estou sabendo.
Neji evitou olhar para a garota ao responder.
- Não se atormente com suposições, Hanabi-sama. Agora, você é um chunin. Terá mais responsabilidades. E terá treino amanhã. Seu primeiro como chunin. Deve estar descansada.
- Eu não irei se a nee-san não melhorar. – respondeu taxativa.
- Mas suas obrigações...
- Minha principal obrigação é com minha família. O resto vem depois.
Na cama, Hinata começou a se remexer devagar. Imediatamente, a conversa perdeu força. Lentamente, a líder do clã abriu os olhos, encarando os dois rostos preocupados.
- Como você se sente Hinata-sama? – perguntou Neji.
- E-Eu... Não s-sei... O que a-aconteceu? - ela parecia confusa.
- Você desmaiou de novo nee-san. Mas agora já está tudo bem. – tranqüilizou Hanabi.
Uma leve batida na porta, anunciou a chegada do médico. Era um jovem da Souke que trazia consigo uma maleta a tiracolo.
- Recebi seu chamado, Neji-sama.
- NÃO! – gritou repentinamente Hinata sentando na cama – Eu não quero médico!
Todos olharam aturdidos para ela.
- Mas nee-san, você precisa saber o que estar acontecendo com você!
- Eu sei o que esta acontecendo comigo. Estresse. Somente. Eu não quero ser examinada. E, por favor, me deixem sozinha.
O médico olhou para Neji, que afirmou com a cabeça.
- Deixaremos você a sós, Hinata-sama.
E dizendo isso, fez um gesto para que, Hanabi e o médico, o acompanhasse.
- Está com fome, nee-san?
- S-Sim Hanabi... Um pouco...
- Então vou trazer algo para você.
Enquanto Hanabi corria para a cozinha, Neji se distanciava do quarto de Hinata, juntamente como médico, que não parecia satisfeito com a recusa do exame.
- Estou preocupado, Neji-sama. Hinata-sama precisa ser examinada!
- Não podemos fazer nada se ela se recusa a ser atendida.
- Bem, e se chamarmos Sakura-san ou Shizune-san?Elas podem convencê-la.
- De forma alguma. – disse Neji – Aqui não entrará ninguém relacionado a Uzumaki Naruto.
- Mas Neji-sama...
- Não insista.
A noite transcorreu tranqüila, para o alívio de todos. Hiashi fora no quarto da filha quando ela já tinha jantado e lia um pergaminho sobre o colo.
- Então você se recusou a ser examinada. – falou tão logo que entrou.
- Não havia necessidade de exame, pai. – respondeu calmamente – Já me sinto bem melhor...
- Ótimo. Mas depois eu quero que você deixe-se ser examinada.
Hinata desviou a vista do pergaminho para o pai.
- Por quê?
- Precisa estar saudável para realizar a viagem.
- Que viagem? – perguntou surpresa.
Hiashi a olhou franzindo as sobrancelhas.
- Ainda não leu a carta que eu deixei para você em cima da mesa do chá?
Procurando lembrar da tal carta, ela fechou o pergaminho lentamente. Realmente o pai tinha lhe entregue um envelope antes da saída para a vila. Na hora, deixara o documento com Neji.
- Ainda está com o Neji-nii-san. Eu não tive tempo de lê-lo por causa da nomeação de Hanabi...
- Pois leia ainda hoje. É um convite de uma família aliada nossa que gostaria de conhecê-la.
- Sim papai. Eu lerei.
- Agora, feche isso e vá dormir. Descanse.
Era raro Hiashi falar carinhosamente com a filha. Por isso, ao ouvi-lo dizer aquelas palavras suavemente, fez com que Hinata já se sentisse muito melhor. Sorriu para o pai, que apenas deixou os olhos se deterem algum tempo sobre ela, como se procurasse algo. Depois, levantou-se sem dizer uma palavra e saiu. Hanabi esperava a saída do pai do outro lado da porta, escondida atrás de uma planta. Quando Hiashi saiu no sentido oposto que a menina estava, esta se esgueirou pelo corredor e entrou silenciosamente no quarto da irmã.
- Hanabi? – surpreendeu-se Hinata – O que faz aqui? Deveria estar dormindo...
Segurando um travesseiro nos braços, Hanabi olhou para Hinata com as bochechas rosadas.
- To sem sono... Posso ficar aqui com você?
- Hã... Claro!
Hinata levantou o cobertor, abrigando a menina junto com ela. Hanabi se aconchegou à irmã, encostando a cabeça em seus ombros. Acariciando o cabelo negro e comprido, a mais velha falou docemente:
- Faz tempo que você não vem dormir comigo...
- Desde que papai achou que eu estava grande demais para ficar com medo do escuro...
- É... Mas fico feliz por você ter vindo. Eu me sinto muito melhor com você perto de mim...
Esticando a mão em direção ao abajur, Hinata mergulhou o quarto na escuridão. As luzes que vinham de fora entravam pelas brechas das paredes de madeira da casa antiga e produziam todo um conjunto de nuances nas paredes que podiam ser interpretados de acordo com nossa imaginação. Durante algum tempo, Hanabi permaneceu acordada, olhando aquelas imagens psicodélicas, imaginando todo tipo de criaturas e coisas. Hinata logo caiu em um sono agitado, se mexendo constantemente e pronunciando palavras desconexas. Fixando seu olhar na irmã, a menina pensou que espécie de idiota seria Naruto para não querer alguém como ela. Tão meiga e gentil que nunca deveria ter virado ninja. Hinata era uma mulher que nascera para cuidar dos outros, da mesma forma que cuidara dela, quando a mãe delas morrera. Nunca havia conhecido a mãe, que morrera em seu parto, mas nunca sentira falta de uma. Enquanto o pai era um homem frio e distante, Hinata sempre estava presente para te dar carinho e amor, segurança e conforto. Imaginava que o cheiro de uma mãe deveria ser como aquele que sentia emanando dela: um cheiro suave e doce. Nunca sentira falta da mãe por que tivera Hinata, que a substituiu totalmente. Suas atitudes rudes para com ela partiam de sua insegurança. Se fosse sempre carinhosa com sua irmã, o pai das duas provavelmente as separaria, já que achava Hinata fraca demais por ser sensível e sempre tivera receio de Hanabi ter a mesma índole. Mostrava-se forte e decidida para proteger sua irmã. Proteger aquela que sempre tinha sido como uma mãe. Por isso decidira que na manhã seguinte saberia o motivo das atitudes das pessoas da vila. E se necessário, faria com que todos lhe pedissem perdão de joelhos.
Lágrimas começaram a brotar dos olhos de Hinata durante o sono. Hanabi quase entrou em pânico. Estaria ela sentindo alguma dor?
- P-Por favor... – disse Hinata durante o sono – Não me odeie...
Hanabi ficou confusa.
- Eu não te odeio nee-san...
Mas logo percebeu que aquelas palavras não eram para ela.
- Não me odeie... N-Naruto-kun...
As palavras foram como bofetadas para Hanabi. O motivo de sua irmã sofrer tanto era Naruto. Sempre fora durante aqueles dois meses. Ele devia ter feito algo realmente grave com ela. Mas ainda não fazia sentido o desprezo da vila para com sua irmã, que sofria tanto ao ponto de adoecer.
"Ele deve ter espalhados boatos sobre ela..." pensou irritada "Mas não se preocupe nee-san. Já que você e Neji querem me preservar de saber o que estar acontecendo, vou descobrir pessoalmente. E, se for o caso, acabo com aquela raposa maldita, para seu bem!"
O dia não começara bem pra Suzumi. Para começar, o despertador não tocara na hora programada e ela acordara bem mais tarde que o normal. Aproveitando a ausência da irmã, Suichi e Shunsui decidiram fazer eles mesmo o café da manhã e, é claro, bagunçaram toda a cozinha, jogando a farinha, o leite e açúcar pelo chão, na tentativa frustrada de fazer um bolo. Quando ela chegou à cozinha, quase começou a chorar ao ver o estado do local. Perdera quase uma hora para limpar tudo, enquanto preparava algo rapidamente para os irmãos comerem. Depois de tudo, ainda derrubou leite em cima da roupa, e teve que tomar outro banho antes de deixar os meninos na academia. Resultado: mais de três horas de atraso.
- Perdão Naruto-sensei! – pediu ela se curvando.
- Não se preocupe Suzumi-chan. Foram seus irmãos, certo?
- Sim...
- Então não perca tempo falando comigo. Hoje eu quero que você lute com o Makoto. Quero ver como anda os movimentos de Taijutsu dele.
Makoto e Suzumi assentiram com a cabeça e foram lutar. Para total espanto da garota, ele tinha evoluído bastante mesmo que precisasse melhorar em algumas coisas. Levou dois socos seguidos no rosto e ficou ainda mais irritada. Começou a retribuir os golpes com mais furor, perdendo totalmente o controle e avançando sem piedade para cima do pobre Makoto.
- SUZUMI!
A voz de Naruto funcionou como um despertador para ela.
- O que você está fazendo?! – perguntou irritado – Isso é um treino não uma sessão de espancamento! Não precisava levar tão a sério! Vá sentar e se acalme! Yumi assuma aqui.
Foi um balde de água fria para Suzumi. Sentou-se no local que seu sensei lhe indicara e tentou conter as lágrimas. Naruto nunca falara assim com nenhum deles antes. Doía muito ouvir aquela voz tão irritada. Deixou-se ficar ali derramando discretas lágrimas por aquela manhã desafortunada com a cabeça entre os braços.
O professor assistiu ao treino de Yumi e Makoto com a expressão mais séria que o normal. Passado algum tempo, olhou para onde estava Suzumi, com a cabeça baixa e sentiu um aperto no coração. Não queria ter sido tão grosso com a menina. Ela parecia estar muito estressada e tudo que ele fizera fora piorar a situação ao descarregar sua própria frustração nela.
"Acho que vou pedir desculpas..." pensou "E comprar um doce para ela também.".
Quando se encaminhava até onde sua aluna estava, uma figura surgira repentinamente à sua frente, bloqueando sua passagem. Um anbu. E não era Sasuke.
- A Hokage-sama está convocando todos os jounins em seu escritório imediatamente.
Naruto colocou a mão no peito para se recuperar do susto.
- Certo... Eu irei... Mas, uma coisa, quando for me dar um recado, tente não me matar do coração, ok?
Sem dizer uma palavra, o anbu desapareceu. Naruto voltou para junto de seus alunos. Com um aceno de mão, pediu que eles parassem a luta e se aproximassem.
- A Vovó Tsunade quer falar comigo. Vocês estão dispensados por enquanto. – e olhando para onde estava Suzumi, acrescentou – Tentem animar a Suzumi, certo? Até!
Quando ele sumiu no horizonte, Yumi e Makoto se aproximaram da amiga.
- Não fique assim, Suzumi. – pediu Yumi – O sensei não fez por mal... Acho que ele ainda ta estressado por ontem...
- Eu estou bem – disse Suzumi enxugando as lágrimas – E você estar certa. O Naruto-sensei só está estressado por causa daquela vadia! E não me olhe assim Makoto! – avisou quando o garoto a olhou, irritado – Ou eu aproveito e descarrego minha raiva em você!
- Certo, certo... Vamos voltar para a vila e comer algo... – Yumi já empurrava os colegas de volta a Konoha.
- Algo bem doce de preferência... Estou precisando...
Hanabi caminhou decidida. Iria descobri tudo naquele dia, não importa o que custasse. Hinata estava relativamente melhor pela manhã, até tomara café da manhã com a família. Contudo, o seu pranto durante a madrugada não fora esquecido pela menina, muito pelo contrário. A cena parecia latejar com mais força ao ser exposta ao sol. Tinha que acabar com aquele sofrimento antes que ele acabasse com Hinata.
"Se tudo continuar nesse ritmo" pensou angustiada "A nee-san não sobrevive nem dois anos...".
Ao entrar na vila, se dirigiu rapidamente ao dojo de seu sensei. Era um prédio que Lee construíra apenas para treinar, fosse sozinho ou com seu time. A atmosfera do lugar irradiava uma aura de segurança e otimismo muito forte para qualquer um que entrasse lá. Dizeres como "Coragem", "Juventude", e "Confiança" ornamentavam as paredes. Quando Hanabi entrou no local de treinamento, Tasuki e Kasuma já estavam lá juntamente com Lee, que chorava copiosamente.
- Chorando de novo sensei? – perguntou ela suspirando.
- M-Meu choro é-é de alegria, Hanabi-chan! – disse Lee entre soluços – Como vocês sabem depois que um time todo se torna chunin, o sensei pode se dedicar a outras coisas e seus pupilos podem ficar por conta própria...
- Nós nunca vamos te esquecer, sensei! – começou Kasuma caindo no choro também.
- Isso é uma despedida? – perguntou Hanabi ao se sentar ao lado de Tasuki.
- É o que ta parecendo... – respondeu o garoto.
- Você vai nos deixar Lee-sensei?
Lee aumentou o choro e tirou uma carta com o símbolo da Hokage do bolso.
- Essa manhã eu recebi esse recado da Hokage-sama! E nela ela me pede algo muito importante!
- O quê? – perguntou o time todo.
Desenrolando o pergaminho, Lee começou a lê-lo para seus alunos.
"Levando em consideração o seu brilhante esforço com o Time cinco, que culminou na nomeação de todo seus integrantes a chunin, venho solicitar-lhe que continue cuidando dos mesmos até sua promoção a jounin. Pelas leis de Konoha, você tem todo o direto de recusa, todavia, sei que nutres um carinho muito grande por eles e aceitará essa missão.
Atenciosamente, Tsunade, Quinta Hokage"
- Eu já enviei a resposta a ela!
- E qual a resposta, Lee-sensei? – perguntou Hanabi.
- Não é obvio? Ficarei com vocês até suas nomeações para jounin!
Kasuma pulou alegremente e abraçou Lee. Tasuki e Hanabi se olharam e o garoto sorriu. Apesar de criticarem muitas vezes o jeito expansivo e extrovertido em excesso de Lee, todo o time o admirava muito. Não podiam deixar de se sentirem bem com aquilo.
- Precisamos comemorar! – berrou Lee – Peçam o que quiserem!
Era a oportunidade que Hanabi precisava.
- Lee-sensei, eu tenho algo a pedir.
- Fique a vontade Hanabi-chan! – disse fazendo a pose de nice guy.
- Eu quero saber o que está acontecendo aqui em Konoha. Sobre as atitudes das pessoas ontem na nomeação. O senhor sabe do que eu estou falando.
Por um momento, o sorriso de Lee vacilou. Mas pouco tempo depois, ele colocou as mãos na cintura e, soltando uma gargalhada nada convincente, disse:
- Não há nada acontecendo, Hanabi-chan!
- Sim, há! Eu sinto! E quero saber!
Naquele instante quando Lee procurava alguma desculpa para dar à menina, um anbu entrou sem pedir permissão e falou para Lee:
- A Hokage está convocando todos os jounins no escritório dela imediatamente.
- Certo. – respondeu ele.
E o anbu desapareceu.
- Bem, a comemoração fica para outra vez! A Hokage me chama! Dispensados!
Lee saiu correndo, aliviado por escapar de responder à Hanabi, que não ficou nem um pouco satisfeita.
- Lee-sensei! Lee-sensei! Responda-me!
Mas já era tarde. Ele se fora.
- Droga! Maldito! – exclamou irritada.
- Hanabi-senpai – falou Kasuma – Acalme-se!
- Eu vou me acalmar! E sabem por quê?
- Por quê? – perguntaram os dois meninos juntos.
- Por que VOCÊS vão me dizer o que está acontecendo!
Kasuma e Tasuki se entreolharam assustados.
- Não há nada acontecendo, Hanabi-senpai. – disse Kasuma com um ar inocente.
- É. Ninguém na vila tem nada contra a sua irmã... – falou Tasuki sem querer.
- Ahá! E como você sabia que eu estava falando de minha irmã se eu nem me referi a ela hein, Tasuki?
Kasuma deu uma tapa na cabeça de Tasuki, parecendo muito irritado.
- Seu burro! O Lee-sensei disse para nós não falarmos nada!
Mas logo depois que falou, levou as mãos à boca, constrangido.
- Ah! Então o Lee-sensei proibiu vocês de me contar né?!
- Graaannnnnndeeeeeee "gênio"... – zombou Tasuki.
Hanabi estava extremamente furiosa. Bufava como um gato irritado, andando para um lado e para o outro. Olhou para os companheiros de time com um ódio que eles nunca tinham visto antes.
- Então... Vão me dizer ou não? – sibilou ameaçadoramente.
- Hanabi-senpai... Não podemos... – choramingou Kasuma.
- Não podem? NÃO PODEM?! Então eu sei onde posso conseguir essa informação!
Abriu violentamente a porta do dojo e saiu pisando firme. Kasuma e Tasuki se olharam nervosos.
- Temos que ir atrás dela! – disse Kasuma.
- Eu não! Vá você! Com a cara que ela ta é capaz de comer nossos fígados com cebola!
- Tasuki! Isso é sério!Sabe-se lá aonde ela vai! E se acontecer algo a culpa será nossa!
- Ta bom, vamos logo! – disse impaciente.
Quando a alcançaram, a garota estava bem perto de entrar na livraria e prestes a colocar a mão na maçaneta.
- NÃO! – gritou Kasuma bloqueando a porta com o corpo e abrindo os braços – Não faça isso Hanabi-senpai!
- Saia da minha frente Kasuma! Eu vou entrar!
- Hanabi, por favor! – pediu Tasuki. – Controle-se!
- Não é a sua família que está na boca do povo Tasuki! Então não me impeçam!
- Mas Hanabi-senpai...
- Se vocês estão realmente preocupados, eu dou duas escolhas: contem-me o que está acontecendo ou eu derrubo os dois antes de entrar por aquela porta e eu garanto que saberei até das vírgulas dessa história!
Kasuma suspirou e baixou os braços.
- Tudo bem – disse derrotado – Eu conto tudo... Mas não aqui...
Hanabi sorriu triunfante.
- Ótimo! Já estava na hora!
O Time três estava de frente ao prédio onde se encontrava o escritório da Hokage. Yumi se maldizia internamente por aquele fatídico dia. Makoto estava fechado em seu silêncio e Suzumi estava irritada demais para falar. Sua raiva era evidente. Parecia prestes a explodir a qualquer hora. O clima era perturbador. Sentia-se muito melhor quando aqueles dois brigavam...
Inesperadamente a face de Suzumi adquiriu um ar diferente. A garota olhava fixamente para o final da rua, dando um sorriso sinistro.
- É agora que eu extravaso minha raiva... – murmurou maliciosamente.
Os colegas, que estavam de costas para a rua, viraram-se rapidamente para olhar o que fizera Suzumi dizer aquelas palavras. Apressadamente e com uma expressão tão irritada quanto a da outra, vinha Hanabi juntamente com Kasuma e Tasuki. Suzumi se levantou e começou a ir em direção a eles.
- Suzumi, o que você pretende fazer? – perguntou Yumi assustada.
- Não é obvio? Vou brigar. E qual melhor oponente para minha raiva que um Hyuuga? Eu já estou farta desse clã... – falou ela belicosamente.
Makoto olhou preocupado pra Suzumi. Hyuuga Hanabi não era alguém para se provocar, principalmente se ela vinha tão irritada quanto aparentava. Por isso acenou com a cabeça para Yumi e seguiram a amiga.
O sangue fervia por dentro das veias de Hanabi. Depois que seu time a colocara a par de todos os comentários que perduraram na vila durante aqueles dois meses, sua primeira atitude foi de total descrença. Simplesmente não tinha lógica. Como podiam pensar aquelas barbaridades de sua doce irmã? Por que acreditavam que ela abandonaria o homem que amava a sangue-frio em troca de um posto? Eles nem imaginavam a dor sentida por Hinata, nem suas lágrimas, nem a vida seca em que ela mergulhara.
"Uzumaki Naruto! Como eu esperava, além de abandonar minha irmã ainda espalhou boatos maldosos a respeito dela!" pensou furiosa.
Contudo, não pretendia deixar aquela situação daquele jeito. Sabia onde encontra-lo. Se a Hokage convocara todos os jounins para uma reunião, tudo que tinha que fazer era esperar terminar e encontra-lo na saída. Iria fazê-lo se arrepender de cada lágrima derramada por Hinata.
Já estava quase chegando ao prédio quando viu o Time três indo em sua direção. Não se importou com eles. Não queria os filhotes e sim a raposa-mãe.
Hanabi tentou desviar deles. Mas Suzumi não. A genin esbarrou no ombro da outra menina quase derrubando-a. Ficou bem claro que o esbarrão fora proposital.
- Olha por onde anda cegueta! – provocou abertamente Suzumi.
- Algum problema comigo, Kimura? – rosnou Hanabi.
- Com você e toda sua família! – respondeu grosseiramente.
Yumi estava apavorada. As meninas se encaravam com faíscas nos olhos.
- Suzumi – tentou ela mais uma vez – Pare com isso. Hanabi-san agora é uma chunin... Você não pode falar assim com ela...
- Eu falo com ela do jeito que eu quiser! E se há um motivo para nós também não sermos chunins é a irmã dessa aí!
- DOBRE A LÍNGUA PARA FALAR DA MINHA IRMÃ SUA IDIOTA! – gritou Hanabi furiosa.
- EU FALO DAQUELA LÁ DO JEITO QUE EU QUISER! NÃO ESTOU MENTINDO! – Suzumi retribuiu à altura.
Respirando forte para tentar manter alguma calma, Hanabi olhou para a rival com desprezo.
- Eu não vou perder tempo com um lixo como você. Estou louca para uma batalha, mas meu oponente é outro. Não quero os "aluninhos" e sim o imbecil do mestre.
E dando as costas para Suzumi, continuou seu caminho. Mas a menina não a deixaria ir tão fácil. Pulou em frente a ela, assumindo uma posição de luta.
- Se você estar se referindo a Naruto-sensei, aconselho a usar palavras mais respeitosas... – advertiu com a expressão séria.
- Você ainda tem alguma dúvida de que eu esteja me referindo a ele? - perguntou Hanabi assumindo uma postura defensiva.
- Então eu direi que você não passará daqui. Eu serei sua oponente. Para chegar ao meu sensei, vai ter que me matar primeiro!
- Vejo então que não perderei muito tempo.
As pessoas da vila começaram a parar para olhar aquela inusitada cena. De um lado, Suzumi em sua pose de taijutsu, e do outro, Hanabi com os braços abertos na pose tradicional dos Hyuuga. Yumi e Kasuma pareciam que iam ter um colapso nervoso.
- Suzumi, pare com isso! – alertou Yumi de um lado.
- Hanabi-senpai! Tenha calma! – pedia Kasuma do outro.
- Vocês são ninjas da mesma vila, não podem lutar por motivos como esses! – disse a garota.
- Não seja por isso! – disse Suzumi tirando o gorro com o símbolo de Konoha e jogando para a amiga.
- Gosto de lutas entre iguais.Apesar de que de igual só terá o fato de não usarmos bandanas... No resto... Será como esmagar uma formiga! - falou Hanabi tirando sua bandana do pescoço e atirando-a displicentemente para Kasuma.
As duas se mediram e depois assumiram suas posturas de luta.
- Oba, oba! Briga de mulher! – disse Tasuki animado.
- Tasuki! Pare com isso e faça alguma coisa! – pediu Kasuma angustiado.
- Eu não! Espero que elas comecem a rasgar as roupas uma da outra... Droga... Estou sem minha câmera...
A multidão aumentava cada vez mais ao redor deles. Vendo que seu companheiro não ia fazer nada e até estava gostando daquilo, o jovem chunin decidiu agir.
- Vou chamar o Lee-sensei! – e saiu correndo.
Yumi também foi com garoto.
- Vou chamar o Naruto-sensei! – avisou para Makoto.
Mas toda a atenção naquele momento estava voltada para as duas garotas que se encaravam. Suzumi saiba que tinha que evitar uma luta corpo-a-corpo para escapar de ter os tenketsus pressionados. Nesse caso, sabia que podia contar com a técnica que seu sensei tinha lhe ensinado.
- KAGE BUSHIN NO JUTSU!
Diversas Suzumis apareceram e investiram contra Hanabi.
- BYAKUGAN!
Com sua linhagem ativada, a garota começou a se desviar facilmente de todos os ataques realizados pelos clones de sua rival. Tinha que reconhecer que ela tinha bons movimentos, mas ser somente "bom" não era o suficiente para derrotá-la. Mesmo não podendo distinguir qual delas era a verdadeira Suzumi, pois todas tinham circulação de chakra, continuou até que sobrará apenas uma.
- Essa técnica não é tão útil quanto você pensa! – zombou Hanabi – Será necessário mais que meia dúzia de você para me derrotar!
-Você quer mais? Então TAIJUU KAGE BUSHIN NO JUTSU!
Agora dezenas apareceram. Realmente multiplicou-se tanto que as pessoas em volta afastaram-se com medo de serem atingidas também. Hanabi não parece impressionada. Pelo contrário. Sorriu satisfeita. Quando Suzumi mandou todos os clones atacarem de uma só vez, ela gritou:
- HAKKE-SHO KAITEN!
Começou a girar rapidamente, fazendo com que todos os clones voassem desaparecendo com a mesma velocidade que apareceram. Um buraco no chão se formou a partir do golpe e todos ficaram admirados quando a garota acabou. Mas Suzumi não estava à vista. Hanabi começou a vasculhar o local com seu byakugan.
"Onde ela esta?" se perguntava.
Foi quando sentiu um tremor em baixo dela. Pelo chão. Foi rápido demais para ela pular. O punho de Suzumi atingiu no seu queixo fazendo com que um filete de sangue escorresse. Hanabi foi arremessada para trás e caiu de costas. Suzumi riu triunfante.
- Então Hyuuga, isso é tudo que você tem?
Os olhos de Hanabi pareciam ainda mais assustadores que antes. As veias saltadas misturadas ao ódio davam uma aparência quase demoníaca ao semblante feminino. Limpando o sangue do queixo, levantou-se e assumiu mais uma vez a postura de luta.
- Vou te mostrar o que eu realmente tenho.
O chakra começou a emanar do seu corpo. Imediatamente Tasuki deu um pulo para trás e avisou:
- Se afastem. Vem coisa pesada por ai.
Makoto o olhou assustado e depois desviou sua atenção para Hanabi. O que ela pretendia fazer?
Mas Suzumi não parecia preocupada. E se preparava para atacar, quando Hanabi abriu os braços no momento que um yin-yang surgiu sob seus pés. O símbolo no golpe mais poderoso de seu clã. Sem esperar o ataque, começou:
JU-KENPO HAKKE ROKUJO-YON-SHO.
Quem assistia a luta mal teve como acompanhar o movimento das mãos de Hanabi. Ela começou a pressionar rapidamente todos os tenketsu de Suzumi, sem dar chances de revide.
- HAKKE-YON-SHO! - Suzumi foi atingida quatro vezes na área do pescoço, no que foi obrigada a retroceder dois passos.
- HAS-SHO! - dando um giro pra pegar impulso, Hanabi pressionou oito dos tenketsus de Suzumi na altura do peito.
- JUROKU-SHO! - dessa vez foram 16 os pontos pressionados ao longo dos braços pra evitar a formação de justos.
- SANJU-NI-SHO! - se abaixando, Hanabi atingiu trinta e duas vezes as pernas com o intuito de imobilizar Suzumi impedindo-a de ficar de pé, e no último golpe aplicou força suficiente pra jogá-la pra cima de forma a executar o último movimento.
- ROKUJO-YON-SHO! - os últimos foram direcionados diretamente na região central do coração que bombeia tanto sangue quanto chakra, de forma a acabar de vez com a circulação de chakra de Suzumi.
O corpo de Suzumi a cada ataque, parecia estar sendo alvejado por milhares de kunais. Ela se debateu entre as mãos habilidosas de Hanabi, para cair no chão segundos depois, cuspindo muito sangue e semi-inconsciente. Mas sua oponente não parecia satisfeita apenas com isso. Encaminhou-se para onde ela tinha caído e a levantou pelos cabelos. Depois, aplicando mais golpes no seu corpo, empurrou seu rosto contra o chão com toda sua força, fazendo com que o sangue esguichasse pelo seu nariz. E sem dar mostra de piedade, passou a chutar a garota até que esta parasse de se mexer.
- Não mexa com os Hyuuga – sussurrou no ouvido de Suzumi antes de começar a se afastar.
Porém, Suzumi continuava consciente. E queria lutar. Com o corpo queimando por dentro como se estivesse se partindo, ela tentou se levantar, mas seus braços não conseguiam sustentar o peso do corpo. Hanabi, vendo os murmúrios a sua volta, virou-se e viu as tentativas de sua rival. Sorrindo maleficamente, disse em alto e bom tom:
- Não adianta. Você não se levantará tão cedo.
Suzumi ignorou-a. Mesmo sem sentir uma gota de chakra em seu corpo, ela queria lutar. Queria defender seu sensei. Queria defender seu orgulho, mesmo que estivesse sufocando lentamente no próprio sangue. Hanabi se irritou com aquela cena patética. Se dirigindo mais uma vez para o local, ameaçou:
- Você não quer desistir? Eu farei você desistir. E nunca mais você voltará a ver luz do sol depois que eu acabar.
E investiu para cima de Suzumi.
- KAJI NO KEKKAI!
Uma barreira de fogo se interpôs entre Hanabi e Suzumi, para a surpresa de todos. E ela foi ainda maior quando o fogo baixou e Makoto estava em frente à companheira e ajoelhado no chão. Suas mãos ainda traziam o selo com o qual invocara seu jutsu.
- Não se aproxime Hyuuga-san.
A voz de Makoto soou rouca e grave, diferente da que Suzumi conhecia há dois meses atrás. Também nunca tinha visto aquele jutsu. Provavelmente era uma técnica do clã Otori.
- Mais um para eu derrubar, não é? – disse Hanabi sorrindo com desprezo – Ótimo.
- Espere Hanabi. – disse Tasuki se aproximando – Você já fez sua parte. Uma luta de dois contra um não é justa. Eu serei o oponente dele.
- Não se meta Tasuki! – falou ela irritada.
- Que espécie de cavalheiro eu seria se apenas ficasse observando sua luta? Não posso permitir que um homem levante a mão para você em hipótese alguma. – Tasuki usava um tom conquistador e piscou o olho para Hanabi.
- Tsc. – ela parecia impaciente – Faça o que quiser então. – e se afastou.
- Então, preparado? – perguntou Tasuki assumindo uma posição de combate.
- Quando você quiser... – respondera Makoto assumindo também postura de combate.
Mas essa luta nunca se concretizou. Alertados por seus mais sensatos alunos, Lee e Naruto correram o mais rápido que puderam, abrindo caminho entre as pessoas.
- O que esta acontecendo aqui, Tasuki? – perguntou Lee chateado.
- Uma luta entre homens, Lee-sensei. Não se meta.
Lee deu um sonoro cascudo na cabeça de Tasuki, fazendo com que ele perdesse a postura de luta.
- Luta? Em frente ao escritório da Hokage e com toda vila olhando? Você comeu o quê menino?
Naruto se dirigiu direto para Suzumi. Seu estado era deplorável. Cuspia sangue pela boca e o expelia também pelo nariz. Quando se ajoelhou para levantá-la, notou as marcas de fogo no chão.
- Quem...
- Eu. – disse Makoto.
Hanabi só notou a chegada de Naruto naquele momento. Seu sangue voltou a borbulhar. Sem hesitar, avançou em cima do jounin, mas foi detida por seu sensei no meio do percurso.
- O que você pensa que está fazendo Hanabi-chan? – Lee parecia mais irritado do que alguém jamais vira.
- Afaste-se sensei. – Hanabi não desgrudava os olhos de Naruto – Eu preciso acertar as contas com essa raposa maldita!
Naruto levantou Suzumi nos braços. Podia não ser um ninja médico, mas conhecia ferimentos mortais quando via um. A luta tinha sido séria. Hanabi foi com intenção de matar Suzumi, e sem hesitação.
- Por que, Hanabi? – perguntou ele exasperado.
Hanabi sorriu sinistramente. Parecia estar esperando aquela pergunta.
- Por que ela se meteu. E eu avisei. O alvo não era ela. Desde o começo eu queria VOCÊ! – disse apontando o dedo.
Naruto surpreendeu-se.
- Eu? Por quê?
- Por tudo que você está fazendo minha irmã passar! Pela dor que ela esta sentindo por sua causa!
Naruto olhou abismado para a menina, mas não teve tempo de responder. Suzumi começou a expelir mais sangue. Não podiam ficar mais ali. Por isso, Naruto não teve tempo para pensar no que Hanabi queria dizer com aquilo. Nem queria. Virou as costas e correu em direção ao hospital.
Lee olhou desgostoso para Hanabi. Parecia muito decepcionado.
- Hanabi... – começou
Ela levantou a mão interrompendo-o.
- Outra hora sensei. Não estou com cabeça para sermão.
E sacudindo o longo cabelo, começou a se afastar rapidamente do local em direção do clã Hyuuga.
Hinata estava na sala de chá quando a irmã chegou toda suja de terra e sangue nas mãos.
- Meu Deus! Hanabi! O que foi isso?
A garota se aproximou da irmã estendendo as mãos para que ela pudesse ver bem os resíduos da luta.
- Ta vendo isso aqui? Isso é sangue de sua querida aluna Kimura!
Hinata afastou as mãos dela, enojada.
- Suzumi? Mas o que...
- Ela te odeia! Como toda a vila de Konoha! E sabe por quê? Por causa daquela raposa maldita! Ele está lá, muito bem de vida, feliz e satisfeito com seus filhotinhos enquanto você se acaba aqui dentro! Você esta sendo uma grande e completa idiota! Sofrendo dia após dia por alguém que está colocando as pessoas contra você e fazendo de sua existência um eterno suplício!
- Hanabi! – exclamou Hinata horrorizada - De onde você tirou essa idéia? O Naruto-kun jamais faria...
Mas ela não pode terminar a frase. Hanabi a esbofeteou uma vez, nas faces pálidas, tremendo de raiva. Depois a agarrou pelo quimono e começou a sacudi-la enquanto gritava descontroladamente:
- NÃO DEFENDA ELE! EU NÃO PERMITIREI ISSO! OUÇA O QUE EU VOU LHE DIZER! ELE NÃO TE AMA! NUNCA TE AMOU!
- PARE HANABI! POR FAVOR! – pediu Hinata em prantos.
Hinata sentiu outra tapa em seu rosto, ao mesmo tempo em que foi jogada no chão.
- VOCÊ NÃO PERCEBE QUE ELE JÁ TE ESQUECEU HÁ MUITO TEMPO? PARE DE TENTAR SER UMA MÁRTIR, PÁRA DE VIVER NESSE ESTADO DE MORINBUNDA, VAI VIVER A SUA VIDA ANTES QUE ELA SE ACABE E VOCÊ NÃO TENHA MAIS CHANCE! E SAIBA DE UMA COISA: SE VOCÊ CONTINUAR DESSE JEITO, VAI MORRER EM POUCO TEMPO, ENQUANTO ELE VAI CONTINUAR BEM VIVO E FELIZ!
A essa altura, ambas tinham as faces molhadas de lágrimas. Hinata ainda segurava o local onde sua irmã batera, enquanto Hanabi enxugava o rosto com as mãos.
- Ninguém pode amar tanto assim alguém a ponto aceitar morrer definhando aos poucos... Você quer morrer por ele? Eu não vou permitir.
Olhando friamente para a irmã, a garota acrescentou:
- Eu irei matá-lo antes que isso aconteça com você. É uma promessa.
E saiu da sala antes que Hinata pudesse dizer qualquer coisa.
Bem finalmente dei as caras por aqui, mas não se animem muito. Fiz um compromisso comigo mesma (e com minha Beta, a Taty :x) Que só voltaria a postar aqui quando a fic estivesse totalmente revisada há uma versão não revisada no orkut e quando postasse a versão revisada na minha comunidade. Mas isso está bem perto de acontecer, então não pretendo demorar mais que seis meses :D. Até lá, boa leitura para vcs! Ah minha comunidade no Orkut se chama 'Contos da Joy' e já tem quase mil membros!! Entrem lá pessoal! Bjs!!!
