Autora: Toynako

Betada por: L. Kathar


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Prison Magic

Capitulo 25 (ou 26, se for no Nyah!)

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OBS: Dark Lemon neste cap, aconselho realmente quem não gostar, pular este.

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"— Ordens são ordens..." – Riu baixinho, afastando-se dele, dando dois passos para trás. "— E..." – Segurou firme o chicote. "— Desta vez cumprirei com gosto..."

Desta vez realmente não se importou. Segurou firme o chicote, sorrindo sadicamente, fez o movimento com força, fazendo o estalido ecoar por todo o lugar. Assim como o grito de dor vindo do outro vampiro.

Sorriu mais, com um sentimento mórbido como se quisesse causar mais dor a ele, a pura e cruel dor.

O motivo?

Poderia ser qualquer um. Raiva, pelo que ele fizera a Lucy. Ciúmes, por ele ter tomado seu Mestre de si. De fato, poderia ser até o sadismo que possuía. Não importava.

Seus olhos fixavam-se nas costas dele, vendo o estrago que apenas uma chicotada daquela arma causara, notando as roupas deste rasgadas, o sangue se misturando aos farrapos.

"— Seu... Idiota! Porque obedece ele?" – Bradou Veck, trincando os dentes por causa da dor.

"— Porque eu o amo, simples assim." – Falou de forma doce, quase inocente.

"— Idio-AHHHHHH!" – Gritou desesperado, fechando os olhos ao sentir outra chicotada.

"— Dói? Que pena... Queria estar no teu lugar..." – Apertou firme o cabo, desviando seu olhar para Shisue sentado ali. "— Mas me basta dar diversão para meu Mestre..."

O Puro Sangue apenas ria, vendo Oroi dar mais e mais chicotadas nas costas de Vectorius. Sorria pervertido, deslizando sua língua pelo canino, sentindo-o ligeiramente maior.

O cheiro de sua cria o instigava, aquele cheiro doce do sangue dele. Iria se aproveitar dos dois, come-los de todas as formas possíveis, drená-los até que desmaiassem naquele cômodo medonho que estavam.

Riu mais, acompanhando os gritos de dor que já se transformavam, pouco a pouco, em gritos de prazer. Olhava de um para outro, deliciando-se com a expressão de divertimento do mais novo e a de relutância de prazer do outro.

"— Eu sei que você não aprecia gentilezas, minha cria... " – Comentou entretido, com sua voz viril e provocante.

"— P-Pare!" – Gritou desesperado, mordendo agora os lábios com força para não dar o prazer do outro ouvir seus gritos.

"— Parou de gritar...?" – Murmurou Oroi, não satisfeito com aquilo. "— Se fizer isso perde a graça..."

"— Você é tão louco quanto ele!"

"— E se for...?" – Deu um pequeno passo a frente, voltando a dar chicotadas, uma atrás da outra. "— Este sou eu!"

"— Ahhh! Nhwnnmm! Pa-Ahhww-pare..."

"— Para mim, você está gemendo já..." – Revirou os olhos cor de jade, continuando a chicoteá-lo.

"— Pare." – Desta vez, quem falara isto fora Shisue.

"— Mestre...?" – O moreninho se afastou, mordendo de leve os lábios por medo de ter falado algo que não devia.

"— De joelhos." – Fora só o que disse, enquanto levantava-se.

Sorriu impiedoso, aproximando-se dos dois, primeiro fora para sua cria, olhando atentamente o estrago em suas costas. Nada de mais, já havia feito melhores. Tocou ali, notando um estremecer da parte dele.

Nestes últimos meses o havia treinado novamente a se excitar com qualquer tipo de dor, na primeira vez o trabalho levara anos, mas agora, bastaram alguns meses para notar este gemendo em demasia com seus carinhos brutos.

Terminou de rasgar as roupas dele, não se importando nem um pingo em arranhá-lo com suas unhas negras. Quando ele estava todo despido, contemplou a paisagem que era ver o sangue do próprio escorrendo por suas costas, molhando suas pernas, fazendo uma poça com tal cor vermelha em volta de si.

Sua mão vagou pelo corpo ensanguentado, pousando em seu quadril, apertando-o com força.

"— Um dia... Ainda perderá o interesse em mim..." – Se virou como podia, cuspindo no rosto do mais velho.

"— Quando cumprir sua função, morrerá." – Avisou-o frio, limpando seu rosto com a outra mão.

"— Melhor morto, do que em tuas mãos." – Estreitou o olhar, fitando-o com asco.

"— Não é o que essa parte sua diz..."

A mão na cintura deste rodeou-o, deparando-se com o membro dele já completamente ereto. Fechou com força sua mão ali, escutando um grito de dor e deleite pelo ato. Era tão simplesmente fácil controlar masoquistas.

Esfregou-se de encontro a ele, mostrando-lhe o nível que tinha ficado apenas por ter visto aquela brincadeira toda.

"— Você quer, não...?" – Indagou-lhe em seus ouvidos, da forma mais carnal que poderia.

"— Não!" – Vociferou, encolhendo-se na medida que conseguia.

"— Sério...?" – Começou a mover suas mãos, em um ritmo agonizante de tão dolorido.

"— A-Ahnnww... I-isso... Ahn... Dói..."

"— Você quer, não...?" – Voltou a indagar, forçando o volume preso em sua calça de encontro a aquelas nádegas sujas de sangue.

"— Não..."

"— E porque já está se remexendo em busca de mais contato?" – Ironizou.

"— Meu corpo age sozinho!" – Gritou, avermelhando-se por, de fato, estar fazendo isso. "— Você sabe que eu não desejo nada disto!"

"— Ouse..." – Afastou-se, largando ele. "— Levantar a voz novamente..." – Estreitou o olhar, com os negros mais sombrios ainda. "— Te arranco a língua como nas outras vezes..."

"— ..." – Ainda pensou em gritar algo, mas calou-se.

"— Gosta disto, não?"

Levou sua mão para as nádegas dele, não perdeu tempo, enfiou dois dedos sem o menor cuidado, sorrindo vitorioso pelo grito estridente de prazer dele.

"— Responda-me." – Enfiou-lhe o terceiro dedo, movendo-os fundo.

"— Eu... Annhhnww... Eu gosto sim Mestre..." – Disse enfim.

Fora então que o mais velho se afastou, satisfeito pelo que tinha ouvido, voltando sua atenção para o trançado que observava cada ação sua com as mãos vergonhosamente escondendo um volume que sabia que estava ali.

"— Oroi."

"— Sim, Mestre?" – Olhou fixamente para ele, meio ruborizado.

"— Gostou da diversão?" – Lambeu os lábios, de forma tão sedutora que talvez fosse impossível alguém fazer melhor que ele aquele gesto.

"— Eu..." – Engoliu em seco, sentindo um arrepio passar por seu corpo pela cena tão carnal que vira. "— Gostei sim, Mestre."

"— Tão obediente, diferente de certos vampirinhos que negam até a ultima hora..." – Sorriu macabro.

Andou a passos lentos ficando bem a sua frente, levando as suas mãos aos cabelos dele, puxando-o mais de encontro a si.

"— Faça." – Falou apenas isto.

Oroi respirou fundo olhando disfarçadamente em direção a cria dele ali, trincou de leve os dentes com um certo ciúme pelo que aquele homem a sua frente tinha feito com ele. Gostaria tanto de estar acorrentado naquela parede, sendo o seu sangue a escorrer pelo chão de forma aterrorizante para uns.

Seu olhar jade voltou-se logo para o mais velho, sabia muito bem o que fazer e, de fato, desejava isso há muito tempo já. Não só isso, mas por hora lhe bastava e muito o que iria fazer.

Lambeu os lábios de forma acanhada, mas era apenas um jogo seu, sabia que o mais velho gostava, e não teve mais duvidas quando viu Vectorius. Shisue era bem pedófilo. Outros servos dele pelo castelo demonstravam isso.

Todos jovens, com a idade de quinze a dezessete, e os que duravam mais vivos eram os de olhos verdes, não importando o sexo. Com exceções de alguns, como Vitor que parecia ser mais velho e com o corpo mais desenvolvido, já de um adulto.

Nunca soube o porquê de aquele loiro estar ali, suspeitava que talvez ele fora seu 'favorito' por alguns anos, ou apenas quis alguém para perturbar depois que Vectorius fugiu.

Só sabia uma coisa, que era lei universal naquele castelo...

Se não tiver utilidades, morre.

"— Vai ficar refletindo mesmo, minha criança?" – Reclamou um já impaciente Shisue, dando um tapa no rosto do menor. "— Mandei fazer."

"— De-desculpe Mestre..." – Pediu, levando a mão ao rosto massageando o local, ao mesmo tempo que escondia um sorriso prazeroso que dava.

Estava com saudades dos 'carinhos' dele.

Respirou fundo novamente, guiando suas mãos para o mais velho, tocando de leve no tecido negro da calça que este usava, apertando suas coxas com real saudade. Mas não se demorou muito ali, logo as subiu, deparando-se com o cós.

Abriu-a logo de forma ligeira, abaixando-a junto com sua roupa de baixo, não podendo ocultar um sorriso radiante ao se deparar com o que desejou tanto nos últimos meses. Guiou suas mãos para ali, segurando com ambas, olhando agora para cima, para o rosto do mais velho.

"— Mestre..." – Chamou-o com a voz dengosa, sorrindo de forma sapeca até. "— Te amo..."

Estremeceu de leve ao sentir as mãos firmes dele em seu cabelo, segurando-o com força mais que a necessária, além daquele negrume fitando-o fixamente, de forma altiva e imponente.

Sabia que ele nunca responderia o que sentia da mesma forma, mas também nunca o ouviu mandando que parasse de dizer tal coisa, se Shisue Abyssinian não se importava, iria continuar.

Continuaria até a pessoa que ama o matasse.

"— Vocês dois são loucos, se merecem..." – Zombou Vectorius, acalmando sua respiração, virando-se um pouco para ver eles. "— O sádico mais velho e o masoquista mais novo... Tão clichê..." – Zombou novamente.

"— Quem aqui você está chamando de masoquista?" – Enraiveceu-se novamente o menor, nem notando que cravara suas unhas com força no membro do mais velho.

"— Hnm..." – Não teve nem como o Puro Sangue reprimir seu gemido.

Oroi engoliu em seco, notando o que tinha feito, nunca tinha se atrevido a tanto, mas depois daquele gemido ficou sem ações. Assim como Vectorius, que realmente não estava acreditando que ouvira seu Mestre gemer ao sentir dor.

Não sabia se desculpava-se ou se até mesmo continuava, era um território difícil aquele, realmente conviver com o mais velho era algo que requer ações bem planejadas, nada de descuidos ou coisas feitas ao acaso.

Entretanto acalmou-se internamente, sentindo a mão dele em seu rosto, inclinando-o de leve para cima. Sua surpresa fora tanta ao receber um beijo dele que ficou até sem retribuir, somente sentindo a língua quente e úmida vasculhar cada ponto de sua boca, de forma faminta e dominadora.

Como sempre.

Quando sua boca fora liberta, ofegava baixinho, desejando-o mais ainda por aquele ato, viu este se endireitar e se afastar voltando a andar em direção a sua cria. Abaixou o rosto, com medo de que não o tivesse agradado no fim.

Shisue andou lento para Vectorius novamente, o abraçando por trás, cravando logo suas unhas no peito deste.

"— Quem você pensa que é para falar comigo daquele jeito?" – Sussurrou-lhe em seus ouvidos, com a voz rouca e baixa, só para este escutar.

"— O que devo-... Hnm..." – Calou-se um pouco, arrepiando-se ao sentir o membro dele de encontro a si. "— O que devo fazer para perder minha utilidade?" – Indagou-lhe por fim, controlando sua ânsia de querer mais contato.

Sentia-se um inútil, mas sabia que seu Mestre tinha achado uma utilidade para si, só não sabia qual era. Odiava-se por isso, já tinha mais de trezentos anos, no entanto só de sentir-se preso naquele lugar sentia-se um garotinho de dezessete.

Respirou aliviado, realmente aliviado, quando o Puro Sangue se afastou, mas logo franziu o cenho ao vê-lo encostar-se na parede, bem ao seu lado. Estava na cara que ele iria aprontar algo.

Entretanto, notou uma coisa estranhamente perturbadora, seu Mestre, estava de certa forma gentil. Não pelo fato dele estar sendo cuidadoso, isso nunca. Mas sim, que em horas como essa já estaria com uma perna em um canto, os dedos em outra e com o corpo sendo violado do modo mais bruto que alguém poderia imaginar.

Estranhava o fato até do cabo cheio de pequenos espinhos já não ter sido enfiado em si logo. Já o havia sentido outras vezes e doía por demais, chegava até a implorar para que o mais velho o possuísse.

"— Minha criança... Termine o que começou."

O menor se levantou, dando os poucos passos para perto dele novamente, olhando com raiva para o de cabelos prateados. Sabia que sua raiva seria só momentânea, ele não tinha feito nada de mais, possivelmente estivesse só transtornado por algum castigo que seu Mestre haveria de ter dado.

Só parou de andar quando ficou novamente de frente para o mais velho, seu olhar esverdeado percorreu cada centímetro daquele corpo. Entre todos os castigos, entre todas a punições que recebera, a mais crítica que teve foi ficar sem ver aquele ser.

Os meses que se passaram foram muito cruéis, o fizeram ver claramente o quão era dependente dele. Submetia-se por querer, por desejar. Entregava-se com gosto, com desejo. Seguindo as ordens dele, só dele.

Escolhera viver assim.

Ajoelhou-se a sua frente, abaixando a cabeça em um ato de lealdade. Mas logo fitando-o intensamente. Não era um escravo, era um servo, tinha suas próprias vontades, mesmo que estas fossem limitadas.

Acabou por lamber o lábio inferior, de uma forma quase cúmplice a ele, lhe mostrando um sorriso quase tão sádico quanto o do mais velho. Abriu bem a boca, só que em vez de abocanhar aquele membro, o que fez foi morder com força a coxa dele. Em uma mordida bruta, fincando-lhe as presas.

" Loucos..." – Pensou Vectorius, encolhendo-se um pouco, na medida do possível.

Não via aquilo, preferira virar o rosto, mas infelizmente seus sentidos captavam o cheiro forte de sangue puro no ar. Já estava a sentir náuseas daquilo, mas estava acorrentado a aquela parede.

Por sorte os ferimentos já estavam começando a cicatrizar, lentamente, mas estavam. Tentava focar sua mente em qualquer coisa, qualquer assunto para o distrair daquilo que acontecia ao seu lado.

Logo viu que não conseguiria tal coisa, fechou os olhos com força sentindo a mão de seu Mestre segurar em seus cabelos, puxando-o, obrigando que olhasse aquilo.

"— Não me faça ordenar, Vectorius..." – A voz do mais velho soou impaciente, puxando o cabelo do outro.

O de cabelos prateados teve que abrir os olhos, era melhor obedecer antes que ele de fato ordenasse algo, poderia até sobrar castigos para a loira. Abriu lentamente, focando-se naquele ato imundo, enojando-se pelos movimentos de cabeça que o mais novo fazia no mais velho.

"— É tão bela essa obediência cega dele..." – Voltou a falar, levando suas duas mãos ao cabelo de Oroi, obrigando-o a ir mais rápido com aquilo.

" Bela...?" – Vectorius arqueou a sobrancelha, ponderando o poder daquela palavra saindo da boca daquele ser. "— Ele é... Belo...?" – Acabou por perguntar.

"— Hn... Ciúmes minha cria?" – Desviou seu olhar negro para este, sorrindo cinicamente, achando algo divertido a se fazer. "— Sim, ele é belo... A obediência dele me encanta." – Murmurou, puxando os cabelos do menor para que parasse com aquilo.

"— Então fique com ele. Me esqueça." – Pediu, olhando de um a outro. "— O que tanto quer de mim afinal?"

"— Tudo." – Disse seco, frio.

"— Só terá meu corpo, e nada mais." – Cuspiu neste.

Logo Vectorius notou que tinha provocado além do permitido o mais velho. Viu este dar um chute em Oroi, para que este fosse para longe. Encolhia-se de medo, não sabendo o que aguardar.

"— Acho que a Lucy vai gostar de vê-lo sendo abusado novamente... Oroi vá buscá-la."

Os dois de olhos verdes se arrepiaram, pensando na cena.

"— Mestre... A-... A senhorita Lucy está abalada..." – Argumentou Oroi, ajeitando-se e indo em direção ao mais velho. "— Temo que mais um choque deste seu corpo não resista."

"— Pedi sua opinião?" – Levou a mão ao pescoço deste, sufocando-o. "— Traga Lucy."

"—Pare Mestre! Eu o obedeço! Faço o que o senhor quiser..." – Gritou Vectorius, não conseguindo controlar umas lágrimas que saiam de seu rosto. "— Não faça quem eu amo sofrer mais..."

Shisue olhou bem para sua cria, com os olhos estreitos, tal qual um felino, largando o pescoço de Oroi. Caminhou lento pelo cômodo, com uma notável aura de raiva o rodeando. Andou até onde tinham algumas espadas em uma mesa, olhou para uma qualquer e a apegou.

"— Porque devo fazer tal coisa?" – Segurou firme o cabo da arma. "— Porque vocês dois defendem tanto aquela morta?"

"— Eu a amo!" – Esbravejou o que estava acorrentado.

"—... Ela é... Minha amiga..." – Murmurou baixinho Oroi, não sabendo onde o mais velho queria chegar com tanta provocação.

"— Tolice os dois... Principalmente você Oroi." – Olhou para a lâmina da espada, andando lento até o moreninho. "— Você me pertence... Sua alma, seu corpo e seu coração. "

Apesar das palavras terem saído em um tom frio e sem emoção algum, o moreninho alegrou-se internamente, sabia estar cativo pelas mãos daquele Puro Sangue e isso era por demasia ótimo a seu ver.

Abaixou a cabeça, ocultando um sorriso amoroso nos lábios, levou suas mãos para frente ocultando o nível que já estava de excitação por tudo aquilo. Mas logo sentiu a lamina em seu queixo, forçando-o a olhar em direção ao seu Mestre.

"— Gostas do fato de que eu esteja te dando atenção e não a minha bela cria?" – Pronunciou-se Shisue novamente, forçando a ponta da espada de encontro ao pescoço dele, vendo um fino filete de sangue descer.

"— Estaria a mentir se dissesse que não gosto de ser o centro de tuas atenções, meu Mestre."

"— Então me queres como tua exclusividade?" – Gracejou, forçando mais a lamina.

"— ... Q-quero..." – Teve dificuldades de responder, mas não mentiu para o mais velho.

"— Sente-se onde eu estava antes e aguarde." – Disse por fim, afastando-se do menor.

O mais velho afastou-se do trançado, rumando com passos curtos em direção a sua cria, que apenas observava a tudo que faziam. Parou de andar ao lado dele, tocando nos fios prateados que eram aquele manto cobrindo suas costas.

"— Era assim que deveria se portar, Vectorius..."

"— Não sou um cão para rastejar atrás de ti." – Bufou de raiva, já estava cansado daquela demora toda. "— Faça algo logo, isso já está ficando chato. Se quer se divertir vá usar o outro ali."

"— Impaciente como sempre... Sei que estás necessitado. " – Riu baixinho.

Não ficou por muito ali, fora para as costas dele, olhando o sangue que manchava-as. Riu alto antes de enfiar com força a espada que tinha, nas costas dele, perfurando o estômago.

O grito de dor ecoou por todo o cômodo, algo completamente sofrido, agoniado. Este grito atiçou ainda mais o Puro Sangue, que ficou a puxar e fincar a lamina nas costas dele, perfurando-lhe todo.

Só parou quando viu este golfar uma grande quantidade de sangue e ficar meio inconsciente. Aquilo estava longe de acabar. Definitivamente estava.

De modo demorado soltou-lhe os pulsos, vendo-o cair no chão meio inconsciente, levando logo as mãos aos ferimentos que possuía. Riu mais alto, de forma cínica, e insana, chutando sua cria no chão.

"— Estais tão inútil agora Vectorius, que nem se curar como fazia antes consegues mais."

"— Posso ser-..." – Parou de falar para cuspir sangue. "—... Inútil, mas... Te-tenho mais importância que... Todos para ti." – Sorriu triunfante, mostrando-lhe os dentes vermelhos pelo próprio sangue.

"— Verme insolente..."

Vectorius arrependeu-se novamente de ter cutucado a onça com vara curta, mas era de sua personalidade, não queria nada daquele ser, preferia até morrer a ser um servo no qual era usado de todas as formas.

Sentiu a mão dele em seu pescoço, apertando-o tanto que ouvia uns barulhos de algo quebrando, mas não conseguia raciocinar o suficiente para saber o que de fato seria esse som.

"— Só por causa destes teus olhos e de tua utilidade..." – Murmurou raivoso, jogando-o no chão com força, sorrindo ao escutar o barulho alto da cabeça dele batendo no piso. "— ...Viraste minha diversão."

O mais velho abaixou-se ao lado de sua cria, levando sua mão ao olho dele. Riu insanamente ao escutar o grito de dor ao forçar seus dedos no olho verde, arrancando-o da órbita.

Puxou-o todo, escutando mais gritos, e notando Vectorius levar a mão à face, tampando a vista, gritando desesperadamente.

"— Este verde é tão belo..." – Comentou pausadamente, segurando o olho entre os dedos, analisando a coloração da íris.

Lambeu os lábios de forma carnal, olhando bem para aquilo em mãos, ignorando os gritos e remexer do outro desesperado no chão.

Aquela coloração esverdeada, em um brilhante esmeralda era tão bela a seu ver, por causa destes olhos, destes belos olhos que aguardara por tanto tempo aparecer outro igual que o encantasse.

Mas, por sorte, muita sorte até, seu plano pode ser agilizado alguns séculos por causa daquele garoto no chão chorando e gritando de dor. Afinal, só descobrira a utilidade real dele quando o viu matar Lucy, quando notou aqueles cabelos e olhos mudarem de cor.

Esticou a língua, lambendo aquele olho ensanguentado, limpando-o para que pudesse ver melhor aquele tom belo, acabando por beijar o globo ocular.

Oroi estava tenso na cadeira vendo aquela cena. Por mais que seu Mestre lhe torturasse, nunca chegou a aquele limite e isto estava lhe intrigando. Não entendia qual seria a utilidade de Vectorius, já que este parecia ser um vampiro como qualquer outro.

Era algo intrigante, que o fazia refletir, mas ver o Puro Sangue brincar com aquele olho e esmigalhar na mão depois, fez um arrepio subir sua espinha. Jogando e tirando qualquer pensamento de sua mente.

Olhava atento para tudo, sentado na cadeira, com as mãos no colo segurando o tecido da calça, vez ou outra remexia uma perna de encontro a outra agoniando-se pela tortura que o mais velho havia imposto.

Só observá-lo e não poder tocar, ficar quieto em um canto vendo os carinhos que deveriam ser direcionados para si indo para outra pessoa, outro ser. Aquilo era agonizante, mas observava tudo, quieto como lhe fora ordenado.

Sabia que sua hora iria chegar, sabia que seu Mestre não iria o recusar mais, já que não tinha feito nada errado. Por este fato ficava quieto, quase rasgando sua calça pela força que segurava-se a estas.

Ou teria feito e não se recordava de tal fato. Só se ele lhe castigasse por não ter trazido a garota a este lugar para que visse tudo aquilo. No entanto algo lhe dizia que seu Mestre nem se importou com aquilo.

Via vez ou outra o olhar negro vir em sua direção, e este estreitar-se como se sorrisse pela obediência que estava tendo. Corava fracamente quando ele fazia isso. Tudo naquele ser o fascinava, de uma forma tão grande que não sabia como explicar. E nem queria.

Já Vectorius, este debatia-se, chorava, gritava. Mas já estava em um estado de dor tão grande que tudo havia se fundido, e pareciam desaparecer até. Como se a bem vinda morte estivesse ao seu encalço. Aos poucos parou de gritar, ficando fraco e mais fraco pela quantidade de sangue que saía de seu olho e de sua barriga.

"— Não adianta tentar morrer... Sabes que não permito tal coisa." – Gracejou Shisue, observando a gosma que tinha em suas mãos, o ex-olho verde.

Riu mais, olhando para a espada, por um instante pensou em pegá-la novamente. No entanto, como suas mãos já estavam sujas, melhor se divertir de outra forma. Ajeitou-o para que ficasse de barriga para cima, podendo observar todo o corpo daquele ser.

"— Ordeno que fiques com as mãos no chão e não as tire até segunda ordem." – Falou frio, em um tom imperioso, uma ordem clara que nenhuma cria poderia recusar.

Sorriu de canto, ao vê-lo fazer o que tinha ordenado, abrindo os braços e deixando-os ali. Sentou-se em cima do peito deste, ficando a olhar aquela face em dor, aquele buraco que tinha feito por causa do olho removido se remexer, como se tentasse criar um novo.

Entretanto sabia que ele não tinha força para tanto no momento. Abaixou-se, lambendo a face cândida que estava com um lado todo ensanguentado. Demorou-se ali, deslizando sua língua tal como uma serpente, recolhendo com gosto aquele líquido.

Terminou por lamber a pálpebra daquele olho agora fechado, fazendo assim a quantidade de sangue diminuir. Por hora aquilo lhe bastava. Seu alvo agora seria outro lugar.

Deslizou pelo corpo dele, descendo, abrindo as pernas dele e ficando entre elas. Não teve um pingo de espanto ao notá-lo excitado com toda aquela dor. Afinal, sabia muito bem quem era que o tinha treinado durante anos.

Abriu mais as pernas dele, escutando um gemido agora bem diferente, como se soubesse o que iria vir e gemesse só por este fato. Um gemido de antecipação, de prazer.

"— Tão ganancioso que és..."

Levou sua mão lentamente a aquele membro, acariciando-o com uma leveza ímpar, percebendo que mesmo com todos aqueles ferimentos, mesmo com toda aquela dor, o prazer vinha primeiro para aquele ser.

Tão perfeitamente 'treinado' ele fora.

"— Sai... Hnn... D-daí..." – Pediu Vectorius, com uma voz chorosa, mas podia-se notar o tom de desejo nela.

Shisue respirou fundo, contendo seu riso a pequena tentativa de fala dele. Apenas fez o que queria, abaixou sua cabeça ali, dando uma carnal lambida e sentindo-o estremecer, faltava pouco logo ele não aguentaria tudo aquilo.

Tirou suas mãos de onde estavam, vagando-as para a barriga ainda com furos a sair cada vez menos sangue. Era pouco, queria ver mais agonia naquele ser, mais dor e por consequência mais prazer.

Abriu sua boca, tragando aquele membro todo, ao que os dedos de suas mãos encontravam uns buracos que ainda tinha, forçando-os e rasgando, chegando a abrir a barriga do meio-vampiro.

Vectorius gritou, urrou, desesperou-se completamente pela dor que seu Mestre estava lhe dando, mas também, acabou por gozar na boca dele sentindo exatamente essa dor. Gritara tanto que sua garganta ficou seca, que sua voz mal saia agora.

Gritou até desmaiar.

"— Já! Que apressado..." – Reclamou contrariado o mais velho, após engolir o prazer de sua cria. "— Mal te toquei..." – Zombou, ainda a forçar os dedos, vendo o interior dele.

Os olhos negros brilharam ao ver o intestino dele aparecer, aquela coloração vermelha viva, aquele remexer convulsivo ali dentro. Era simplesmente belo tudo aquilo, um escarlate forte, como um lago vermelho de sangue que rodeava sua cria de forma mórbida.

Lambeu lentamente um a um seus dedos sujos, vendo o sangue escorrer mais e mais, aquele belo ser imóvel, emoldurado pelo vermelho. Fora então que sua visão focou-se no menor, em seu servo.

Sorriu insanamente, mostrando-lhe os dentes vermelhos pelo sangue, satisfeito por vê-lo remexer uma perna de encontro a outra. Não precisava ser um adivinho para saber que ele estaria excitado com tudo aquilo.

Estava a 'treinar' Oroi de uma forma diferente, este teria sua utilidade mais adiante, mesmo não podendo controlá-lo por completo, como se faz a uma cria, estava bem satisfeito com sua obediência.

Quando terminou de limpar suas mãos, voltou sua atenção para Vectorius, este lá, no chão, com os belos cabelos todos vermelhos por causa do próprio sangue. Seria tão mais fácil se aquela criança aceitasse seu sangue de bom grado.

No entanto era isso que chamava a atenção naquele garoto, isto que fazia-o cumprir seus planos lentamente, podendo-os apreciar em demasia. Logo levantou-se, ficando em pé ao lado deste, pisando no sangue do chão.

Não demorou em cortar o próprio pulso com as garras, fazendo uma quantidade absurda de sangue jorrar.

Deixou o líquido pecaminoso cair no abdômen dele, onde tinha o rasgado todo. Revirou os olhos em descaso ao ver, por instinto, que o corpo imóvel absorvia todo o sangue puro que aparecia ali. Fazendo o ferimento fechar rapidamente.

Continuou com o braço jorrando sangue em um grosso filete, andando agora para o lado da cabeça. Abaixou-se, usando o polegar da outra mão para abrir a pálpebra do olho retirado, deixando que seu sangue preenchesse a cavidade.

Só faltava mais algo.

Mordera com força o próprio pulso, sugando uma quantidade grande de sangue, deixando-o em sua boca. Em um instante o ferimento que tinha feito em si mesmo havia cicatrizado. Era só desejar que tal coisa ocorria.

Levou em seguida a mão ao cabelo prateado, puxando-o um pouco para cima, ao que a outra quase chegou a deslocar o maxilar ao movê-lo para baixo. Abaixou-se ali, dando um beijo naqueles lábios quase sem vida agora.

Infelizmente, ou felizmente, não adiantava impor seu sangue a força para torná-lo um vampiro Nobre. Para tal fato ocorrer ambas as partem teriam que estar de acordo. E estranhamente seu sangue nunca o deixava com os cabelos e as íris com cor diferente.

Passou todo o sangue, beijando depois os lábios dele, sentindo este nem colaborar já que estava desmaiado ainda. Mas mesmo assim, abusava daquela boca, tragando-a toda, mordendo com seus caninos.

Afastou-se só quando quis, largando o corpo dele onde estava.

"— Oroi..." – Chamou por este, olhando na direção que o menor estava.

"— Sim Mestre?" – Sorriu meio sem graça, segurando com força a calça novamente. "— Desejas algo de mim?"

"— Levante-se."

"— Claro Mestre..."

Não demorou nem um instante, abaixou a cabeça em sinal de reverência e levantou-se, mas quando ergueu esta, quase caiu de susto na cadeira novamente. Seu Mestre, seu dono, estava bem a sua frente, se movera do lado de Vectorius em questão de milésimos de segundos.

O menor ficou apreensivo por uns instantes, e de certa forma ansioso, olhando-o fixamente. Perguntava-se internamente se a dor que o outro vampiro sentiu ao ter tudo aquilo era tão boa assim para gozar sem que nem o mais velho tocasse direito.

"— Por que me olhas assim...?" – Indagou o Puro Sangue, passando as mãos pelos ombros do menor.

"— Porque seria um pecado ficar sem vê-lo meu Mestre. És o ser mais lindo que já vi."

"— Que cantada barata minha criança..." – Gracejou, rindo baixinho de forma nasalada.

"— O que preciso fazer para afirmar que minhas palavras são verdadeiras?"

"— Não precisa, eu sei que me olhas desta forma. A paixão pode cegar qualquer um..." – Murmurou ainda em tom de sarro, parando com as mãos nas mãos dele.

"— Não é paixão, é amor." – Olhou-o mais fixamente, querendo demonstrar no olhar jade a veracidade de suas palavras.

"— És uma criança mesmo..."

O mais velho respirou fundo, pensando no que faria com o menor a sua frente agora, mas logo sorriu de lado, pegando mais firme a mão dele e jogando-o na parede ali. Pode ver de relance o sorriso satisfeito que este dera ao fazer isso, ao chocar-se contra as pedras.

Andou rápido pela sala, passando por cima de Vectorius e indo para a estante onde tinha várias coisas de tortura. Olhou com interesse para cada uma daquelas, acabando por pegar um bando de pinos de ferro, grossos e longos.

"— Mestre... O que irás fazer comigo...?"

A pergunta veio baixa, em um tom pervertido do menor, que colocava as mãos na parede, empinando-se para o mais velho, não atrevia-se a ver o que este iria aprontar, ficava com a cabeça baixa, encostada a parede.

"— Ver quantos destes precisará para sentir uma dor tão grande que gozará com esta apenas..." – Respondeu-o, olhando para os pinos em mãos.

Pegou uma grande quantidade em mãos, sussurrando uma pequena magia que fez todos desaparecerem. Então voltou-se a andar pela sala, passando por cima do corpo estirado no chão.

Olhou bem para este, sabendo que sua cria ainda acordaria a tempo de uma diversão a mais, algo bem íntimo entre os três. Soltou um suspiro, olhando para o próprio membro, este parecia pedir uma atenção extra.

Ficou em dúvidas por um instante, queria provocar aquela criança ali em pé, empinada na parede, mas também necessitava de um alívio. Acabou decidindo-se logo, indo até o menor e puxando-o pela trança com força, jogando-o no chão.

"— Cuide disto para mim." – Avisou frio, apontando para o próprio membro.

O menor não pensou duas vezes antes de engatinhar para perto do seu Mestre, ficando ajoelhado a frente do mesmo. Já era a terceira vez que tentava fazer isso, por todas as vezes o mais velho o afastava por conta de Vectorius, mas este agora estava desmaiado.

Poderia ter enfim o que queria.

Sorriu, lambendo os lábios ao se ver diante daquele membro novamente. Respirou fundo abrindo a boca e engolindo o mesmo. Não demorando o começar com os movimentos com a cabeça.

Ia e vinha lentamente, tragando o máximo que podia, tentando aos poucos acolher mais daquilo em sua boca. Sabia que não era tão bom naquilo quanto Vitor era. Este de alguma forma conseguia satisfazer o mais velho sem muitas vezes precisar tirar a roupa para isso.

"— Pare de pensar em besteiras... Faça isso decentemente." – Reclamou, levando as mãos a cabeça dele, puxando-a mais para si.

Já estava impaciente, sua diversão maior não seria a boca dele, mas sim torturá-lo. De uma forma bem peculiar. Entretanto não podia negar que o que aquela criança estava fazendo era de muito bom proveito.

Puxou mais a cabeça deste em direção a si, movendo seus quadris para estocá-lo fundo, querendo ir o mais longe que podia. Só pensar nas atrocidades que ainda podia fazer com aqueles dois naquele cômodo fazia seu corpo estremecer.

Puxou-o mais ainda, notando este tentar recuar de súbito, riu baixinho por ter feito ele se engasgar, mas não se importou, continuou a segurar firme a cabeça dele no lugar, impondo os movimentos firmes e fortes.

Demorou-se um pouco ainda, ficando a estocá-lo firme, não dando chances para este a não ser acolher o máximo que podia daquele membro. Mas por fim acabou gozando, despejando fundo na boca quente e úmida daquela sua criança.

Gemeu baixo e rouco, parando aos poucos de estocá-lo, e empurrando-o com força, riu baixinho ao vê-lo tossir desenfreadamente levando a mão a garganta massageando um pouco esta.

"— Ainda tens muito a aprender..." – Criticou de forma cínica, lambendo os lábios.

"— Sim, Mestre..." – Respondeu-lhe, com a voz meio dolorida, recuperando-se aos poucos da brusquidão daquele ser.

"— Não enrole, volte para a parede, como estava antes."

Oroi sorriu, tossindo uma última vez e levantando-se, não demorando em fazer o que seu Mestre pedira, já até sabia qual seria o próximo pedido deste. Com certeza o mais velho o mandaria retirar as roupas.

"— Não vai ser preciso tirar as roupas..." – Avisou o Puro Sangue, se aproximando.

"— Me-mestre... O senhor lê mentes...?" – Indagou-o desconfiado.

"— Não sou uma fêmea para fazer tal coisa. Esta habilidade cabe as Chartreux."

"— Quem...?"

"— A Puro Sangue fêmeas..." – Revirou os olhos por ter que explicar até isso para o garoto.

"— Existem fêmeas...?"

"— Infelizmente sim..." – Bufou. "— E chega de explicação, não tenho cara de professor para fazer tal coisa. Apenas fique quieto."

Reclamou, fazendo em seguida um rápido movimento de mãos, transmutando alguns pinos que pegara outrora, alguns apenas, não todos. Segurou um dos pinos entre os dedos, com a extremidade mais grossa apoiada no polegar.

"— São grossos, mas com força entram na pele..." – Melodiou de forma sarcástica, contendo um sorriso duvidoso nos lábios.

Aproximou-se então do menor, ficando atrás deste, lambendo os lábios ao encostar a ponta do pino na coxa deste. Deu um rápido beijo naquela nuca e forçou o pino a perfurar-lhe a perna, segurando-o firme com a outra mão.

O trançado gritou alto de dor, mas esta, como sempre, estava tão mesclada ao prazer que não se poderia dizer que ele estava sofrendo. Por instinto o corpo tentou se desvencilhar daquilo tudo, mas só fazia ficar mais preso de encontro a parede.

Riu baixinho, deixando que lágrimas caíssem pelo rosto, ao sentir aquilo forçar tanto a ponto de rasgar a calça que usava, assim como adentrar em seu corpo em uma firme estocada.

Nesta hora o riso se transformou num grito, algo que ecoou pela sala, algo que fez uma corrente de prazer trespassar seu corpo. Agarrava-se como podia na parede daquela sala de tortura, sentindo uma dormência na perna que levara o pino.

"— Ma-mais..." – Pediu em tom choroso, agoniando-se pela demora de ações do outro.

"— Ganancioso..."

O que seguiu-se fora uma sequência de cenas de tortura angustiante, onde o mais velho enfiava mais e mais pinos no garoto, em diversos lugares, sempre dando pausas entre estes para escutar na voz chorosa deste a imploração por mais daquilo.

Só parou de fato quando os pinos acabaram, se afastou deste então, vendo-o escorregar para o chão tremendo de dor, mas mesmo assim com um sorriso nos lábios. Via a respiração deste ofegante e até desconfiava de algo.

Abaixou-se virando-o para si, vendo a confirmação de sua dúvida na calça úmida deste. O menor havia gozado e nem tocado nele havia. Riu alto, daquele fato, ficando a rasgar com as unhas negra as roupas deste, puxando-a para que transformasse tudo em farrapos.

"— Mestre... eu..." – Tentou falar Oroi, mas calou-se diante do olhar afiado como navalha dele.

"— Quer mais, não é?"

"— Sim..."

"— Não darei..." – Sorriu demoníaco ente ao abandono nos olhinhos verdes a observá-lo. "— Pensando bem, darei o que queres."

"— Sério Mestre?"

"— Vectorius... acorde." – A voz soou fria, sem ao menos olhar para este.

O ser que estava dormindo desmaiado ali se remexeu, de forma quase robótica, sentando-se e olhando para os dois. Os olhos estavam opacos, sem vida, mas o olho antes arrancado já estava normal.

"— Volte ao normal Vectorius." – Pronunciou-se novamente o mais velho.

"— Ahnnm..." – Fora a primeira coisa que o meio vampiro fez, gemer de dor por tudo, sendo liberto do transe que seu Mestre lhe colocara. "— Já está satisfeito então...?"

"— Não, muito pelo contrário, ainda nem senti vocês direito... Mas por hora seu papel será usar o Oroi."

"— Que!" – Falaram em coro os dois mais novos, se entreolhando.

"— Mestre eu... Não quero outro em mim... Só o senhor... Eu..."

"— 'Eu te amo' e blábláblá... Poupe-me deste sentimentalismo barato." – Gracejou o mais velho, levantando-se e indo para a cadeira, aproveitando no processo e retirando todas as roupas agora.

"— Eu não vou fazer nada com esse garoto louco! Não ouse pedir tal coisa." – Reclamou Vectorius. Levantando-se do chão.

"— Não quero ter que ordenar tal coisa..." – O olhar negro se estreitou, tal como um felino antes de atacar a presa. "— Quero ambos, juntos, fazendo isso..." – Terminou a frase por lamber os lábios.

"— Por favor meu Mestre, não me mande entregar-me a outro homem..." – Pediu Oroi, com lágrimas de verdade nos olhos, ignorando a dor dos pinos espalhados por seu corpo.

"— Eu não farei isso, nem com sua ordem meu corpo reagirá a esse ladrão de namoradas."

"— Não sou ladrão de namoradas." – Bufou o que era ofendido, levantando-se com custo, tirando os pinos de si aos poucos. "— Você que é um incompetente, acho que até o Vitor que é péssimo com mulheres notaria mais que você."

"— Não me associe a aquele loiro desgraçado! Se eu vê-lo novamente eu o mato por ter ousado morder meu Cain!"

"— Cain? Quem está falando do Cain? Estou falando da Lucy, a garota que te ama!"

"— Sei de que Lucy estamos falando, a que você estava dando em cima!"

Shisue apenas respirava fundo, já se irritando com aquele bate boca ali e nenhuma ação por parte destes. Não gostava de ter que repetir ordens, mas parecia que teria que fazer isso.

Bateu com força o pé no chão, fazendo este tremer perante a raiva na qual fez isso. Tendo assim a atenção daqueles dois.

"— Façam isso, ou irei me divertir com Lucy, a garota na qual estão falando tanto." – Reclamou.

Os dois de olhos verdes se entreolharam, engolido em seco. Ambos ali gostavam demais da loira para imaginar tal fato acontecendo. É claro, cada um gostava de um modo distinto.

O primeiro a se aproximar fora Vectorius, contendo as lágrimas de puro ódio nos olhos, chegando perto do que era até mais baixo que si e dando um beijo nos lábios dele. Aquilo era nojento, mas teriam que fazer para poder livrar a loirinha das garras daquele louco vil.

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.

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CONTINUA...


23/08/10


Nota da autora:

Eu disse que o lado dos vilões ia ser mais 'quente'. No próximo cap terá a continuação disto. Como vocês notaram passaram alguns anos já, comecem a imaginar como que o Cain ficou neste meio tempo.

Comentário da beta: ASJFHNJHNFJNSFJNFSNG

*Internado num hospital, tomando sangue a mais de uma semana*

SxVxO *¬*

Ah, perdão pela demora para betar… Foi falta de net i^i

By: Toynako