Três anos...

Shun levantou-se apressado, ouviu o toque do telefone e correu para atendê-lo, no meio do caminho bateu o dedão na mesinha de centro e gritou, com os olhos marejados atendeu ao telefone.

- S-sim?

- Por favor, o Sr. Shun Amamiya?

- É ele... – Shun sentou-se e colocou a mão sobre o dedão dolorido.

- Sr. Shun, prazer, meu nome é Nikita e trabalho para a revista New Japão.

- Sim?

- Bom, estou ligando referente a uma proposta de serviço...

- Ah sim... – Shun fez pouco caso, estava mais preocupado com a dor que estava sentindo. – E essa proposta no caso, seria?

- Um cargo, como editor, pagamos muito bem, e a sua coluna sairá semanalmente na revista.

- Entendo... Como ficaram sabendo de mim?

- Foi uma indicação, um professor de Stanford nos disse que é excelente...

- Sei... Bom, e seria para trabalhar aonde, especificamente? – Shun suspirou, afinal, já sabia a resposta.

- Em Tókio, no Japão. Podemos providenciar a sua mudança e um local para ficar enquanto não encontra algo...

- Bem... Eu não sei como dizer, é Nikita, não é mesmo?

- Sim.

- Então, Srta. Nikita, não estou aceitando ofertas para trabalhar fora, na verdade, já tenho um estágio aqui mesmo, e não pretendo me mudar.

- Sr. Shun, peço que analise muito bem a proposta, afinal, é um trabalho efetivo, e não um estágio...

- Sinto muito...

- Ok, vou considerar isso como um "vou pensar", certo?

- Uau... Vocês realmente me querem aí? Por que não desistem?

- Valorizamos os bons, e os bons são difíceis de encontrar... Aguardo uma resposta até segunda às 11hs, do contrário, irei fechar com outra pessoa.

- Bom, tudo bem então... Mas não espere que eu retorne a ligação...

- Realmente, não espero que retorne... Na verdade, eu tenho certeza que retornará... Boa noite, Sr. Shun...

- Na verdade, é bom dia... Droga, desligou... – Shun jogou o telefone no sofá e foi mancando até o banheiro. – Ai... Meu pé...

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- Brad!!! Livy!!! – Os dois pararam de conversar para atender ao chamado de Giu que vinha correndo pelo corredor da faculdade. – Ah... Onde está o Shunny?

- Olá primeiramente Giu!

- Ah, Namastê... Onde está o Shun? – Livy suspirou e respondeu à amiga:

- Nama pra você também, seja lá o que for isso... Bom eu não vi o Shun hoje...

- Eu vi, ele está na biblioteca... Está terminando o discurso...

Giu virou-se irritada para Brad.

- Nossa... É incrível como você sempre sabe onde ele está, não é mesmo Brad? Depois da festa, vai fazer o quê? Pedi-lo em casamento? – Em seguida saiu batendo o pé em direção a biblioteca, acompanhada pelos olhares de Brad.

- Que horror, cada dia que passa essa menina está mais louca... – Livy olhou para Brad que não disse uma única palavra. – Ei Brad? O que foi? Vai dizer que você ligou para o que ela disse?

- Livy... Quer saber? Eu não ligo... Agora vamos, estamos atrasados para a aula de TCC.

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Giu entrou correndo na biblioteca, ouvindo bem ao longe os monitores gritando que não podia correr, olhou cada fileira de livros, mesas e cadeiras e por fim encontrou Shun, sentado, abarrotado de livros, com os longos cabelos lisos caindo pelo rosto.

- Até que enfim te encontrei... Namastê... – Giu sentou-se e Shun a observou surpreso.

- Oi Giu, aconteceu algo?

- Bom, na verdade, aconteceu... – O virginiano tirou os óculos e encarou a amiga. – Aconteceu que você apareceu...

- Nossa Giu... Estamos bem humorados hoje, não é mesmo? Agora me conte realmente o que aconteceu?

- Como você pode ser tão calmo? Não está vendo que eu estou brava com você?

- Sim, eu estou vendo, e apesar de achar que não te dei motivos, quero te entender...

- Ah Shun... Tem vezes que eu te odeio sabia... – Mais calma, Giu se ajeitou melhor na cadeira e relaxou os ombros. – Hoje é o último dia de aula... – A garota olhou ao seu redor e os seus olhos fotografaram cada pedacinho daquela imensa biblioteca.

- Sim Giu... Hoje é o último dia... É isso que está te afligindo? Por ser o último dia?

- Shun... Por que é que você é tão perfeito? Não consigo esconder nada de você...

- Rs, se você me contar o que acontece, quem sabe eu posso te ajudar?

A menina abaixou os olhos e começou a brincar com o colar roxo que estava usando.

- Bem... Como criamos coragem em um único dia, sendo que não a conseguimos em seis anos?

- Eu acho que não posso te responder isso com exatidão, mas sei que tudo na vida tem o seu momento certo e em algum dia, a coragem tem que vir...

- Shun... Daqui a alguns dias estarei de malas prontas para voltar para a Itália... E vou deixar tudo... – Shun analisou-a e em seguida pegou em suas mãos e riu.

- Você está brava por que vai deixar tudo, ou por que vai deixar o seu tudo? – Com os olhos marejados, Giu riu nervosamente. – Bom, eu acho que se você não falar logo, vai se arrepender... – Giu soltou as suas mãos de Shun e começou a mexer no longo cabelo.

- É que... Você vai ficar com raiva de mim... Tenho certeza...

- Não; não vou...

- Vai sim...

- Giu, você invadiu a biblioteca correndo e me fuzilando com o olhar e não conseguiu me deixar bravo, por que acha que irá conseguir agora?

- Bem... Eu amo o Brad... Pronto, falei... – Giu virou o rosto e fez biquinho.

- Rs, eu sei... – Giu encarou Shun.

- Como assim sabe?

- Giu... Você acha realmente que eu não sei que tudo o que você faz é para chamar a atenção dele?

- Lógico que não é! A família do meu pai tem origem cigana e a da minha mãe indiana e os dois lutaram pela paz nos anos 60.

- Giu... A sua mãe e seu pai não tem essas origens e além do mais, o seu pai é um militar aposentado, tenho certeza que ele não adotou nenhum movimento nos anos 60...

- Shun... Como sabe?

- Oras, você acha que eu fiz todos esses anos de jornalismo de brincadeira? – Os dois riram. – Agora é sério, eu acho que sei como lhe ajudar...

- Como?

- Vou deixar o Brad sem par na noite do baile.

- E como você vai conseguir isso?

- Bom... Serei obrigado a "furar os olhos dele" com o par que ele vai levar... Fiquei sabendo que a garota é louca para sair comigo, acho que não irá recusar...

- Rs, só você mesmo Shun... Mas tem outra coisa...

- O quê?

- Ele vai se declarar...

- Pra quem?

- Pra você... – A garota que até então estava com os olhos marejados, libertou as lágrimas.

- Giu... Não fique assim... – Shun ajoelhou-se perto da garota e acariciou o cabelo avermelhado. – Tenho certeza que ele não vai fazer isso...

- Vai sim... E-ele mostrou a a-aliança pra mim e pra, pra Livy... – Shun suspirou, por que isso só ocorria com ele? Contou até dez e abriu o mais lindo sorriso para a amiga.

- Giu, eu sei que ele está confuso... Às vezes, apenas encantado, mas ele não vai conseguir se declarar... Além do mais... Nós não iremos deixar...

- Não?

- Não... Eu tenho um plano... – Shun sorriu e Giu enxugou as lágrimas, o que estaria tramando?

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- Caros Formandos, é com prazer que estou nesse palco, falando para todos vocês...

Uma multidão de alunos vestidos de becas vermelhas aguardava o discurso do orador no campus da Faculdade. No palco, Shun vestido de beca preta e atrás dele, uma mesa onde estavam sentados os professores e diretores.

- Muitos anos se passaram, mas para nós, foi como se fossem dias... Passou rápido, nos conhecemos, nos divertimos, choramos e vencemos... Todos juntos... E estamos aqui hoje para celebrar essa vitória. – Em questão de segundos, um filme da vida de Shun passou por sua mente, quanta coisa tinha acontecido em todos esses anos... E ainda tinha Hyoga... O peito doeu, queria que o russo estivesse lá... Era o que tinham planejado... Suspirou e voltou para o seu discurso. – O curso de Graduação é apenas o começo da nossa longa jornada, tenho certeza que ainda irei encontrar cada um de vocês, seja pessoalmente, ou através de uma televisão, ou quem sabe, através de uma coluna no jornal, todos iremos nos reencontrar. Futuros jornalistas, parabéns a todos!

Os formandos se levantaram, jogaram os quepes para o alto e se abraçaram, Shun desligou o microfone e foi cumprimentar todos os professores antes de descer para abraçar os amigos.

- Shun!!!! Vem cá!!!! – Brad Giu e Livy se abraçavam e logo Shun se juntou a eles.

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- É estranho, saber que segunda não virei mais aqui... – Shun sentou-se no degrau da escada que dava acesso ao teatro da faculdade.

- É estranho saber que não irei mais te ver... – Brad sentou-se ao lado de Shun e carinhosamente colocou a franja longa do virginiano para trás da orelha, porém, ela logo escorregou para frente do rosto de Shun e este riu.

- E agora Brad? O que tem em mente?

- Eu não sei... Na verdade, tenho andado muito confuso... Acho que vou voltar para Nova York, os meus pais vão ficar felizes...

- Entendo... – Brad encarou Shun, a beleza do virginiano só se intensificou em todos esses anos, Brad não sabia mais por onde vinha tanta beleza, os cabelos estavam longuíssimos, quase chegando aos quadris, a pele continuava sedosa como sempre, o corpo esguio e jovem e os olhos... Os anos jamais iriam conseguir apagar o brilho que tinha aqueles olhos... - Brad? – O americano perdeu a concentração em Shun e sorriu sem graça.

- Sim?

- E Giu?

- O que tem?

- Nada?

- Ah Shun... Eu sei lá... Eu a conheço há tanto tempo... Ela é muito especial e só isso...

- Só isso?

- Sim... Na verdade... Tem outra pessoa...

- Sério?

- Humhum... Uma pessoa muito especial... – Brad encarou Shun e este sentiu que o momento de Brad chegara. – Shun... Há muitos anos que eu queria te falar algo e não consigo... E acho que chegou o momento...

- Sim Brad...

- Eu o amo... – Shun sorriu, Brad aproximou-se dele e o virginiano deixou que ele o beijasse, passado alguns segundos, Shun interrompeu o beijo.

- E então?

- Nossa Shun... Eu sempre quis fazer isso... – Shun riu e alisou a pele do amigo.

- Não Brad... Você não quis... E eu não senti nada com esse beijo, assim como você também não sentiu...

- O que quer dizer? – Brad levantou-se nervoso.

- Bom, eu quero dizer, que o beijei para ajudá-lo a definir os seus sentimentos... Você não me ama... Apenas ficou encantado comigo...

- Shun, como você ousa desconfiar dos meus sentimentos e fazer pouco caso deles?

- Rs, Brad, eu não estou fazendo pouco caso deles, muito pelo contrário, eu achei lindo, mas você confessou para a pessoa errada...

- Como assim pessoa errada Shun? Eu abri o meu coração pra você...

- Brad? Por que você aturou a Giu todos esses anos?

- Hã? Oras, por que ela sempre foi a minha amiga... Sempre esteve comigo... Sei lá, me acostumei com ela...

- Hum... Se acostumou... E se eu disser que ela vai embora? – Brad arregalou os olhos e sentou-se novamente.

- Como assim ela vai embora? Por que ela não falou comigo? Era o mínimo que ela deveria fazer...

- Por que ela deveria fazer isso? Você não é o namorado dela... – Brad encarou Shun e então como mágica, compreendeu tudo, não amava Shun e sim Giu e era com ela que ele queria estar.

- E o que eu faço?

- Confesse na festa, é a melhor forma...

- Mas... Eu já tenho um par...

- Já cuidei disso...

- Sério?

- Humhum...

- Cara... Você é bom mesmo, hein?

- Rs, eu sei...

- Ah, e não me leve a mau... Mas você beija muito bem... – Shun riu, levantou-se e ajudou Brad a levantar-se.

- Vamos logo, temos um baile para ir!!!

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Shun voltou para o apartamento, após uma longa conversa com Brad, este o deixou em casa, estava sentindo-se estranho, era a primeira vez que chegava cedo em casa em anos... Enquanto subia as escadas, pegou a chave que estava em seu bolso, e então, teve a maior surpresa de sua vida.

- Eire?

A loira levantou-se, estava até então sentada na porta do apartamento do virginiano.

- O que faz aqui?

- Bom, olá Shun, vim conversar...

- Rs, e precisava vir até aqui para isso? O celular foi inventado, sabia? – Eire riu e aceitou o sinal de Shun para que entrasse. – Bem, não repare na bagunça, não tenho tido muito tempo ultimamente, estou na reta final da faculdade...

- Ah sim, soube que se formou, parabéns... – Shun riu e Eire sentou-se no sofá.

- Você quer algo? Um chá, um chocolate quente? Acredito que não esteja acostumada com baixas temperaturas...

- Não, obrigada, na verdade, eu só quero conversar... – Shun sentou-se a sua frente.

- Pois não? Pode falar... – Eire encarou o par de olhos verdes a sua frente e quase desistiu de tudo, seria muito duro o que tinha para falar. Por fim, respirou fundo e começou.

- Bem Shun, eu não sei como te dizer isso, mas depois de anos, eu criei a coragem necessária para lhe explicar muitas coisas... – Shun ficou sério.

- Eire, se você veio aqui falar sobre o Hyo;

- É sobre o Hyoga. – Interrompeu Eire. – Mas você precisa saber, do contrário, jamais terei paz...

- Tudo bem, espero que seja rápido, como já lhe disse, estou com muitas tarefas... – Shun encostou-se no sofá e cruzou os braços. Eire observou o virginiano curiosamente, ele estava tão mudado... Talvez... Crescido... Os anos amadureceram a criança... Respirou fundo e continuou.

- Ele foi uma vitima Shun... – O garoto arregalou os olhos e curvou-se para frente. – Ele foi uma vitima, eu e Jabu armamos tudo...

- Eu não estou entendendo, como assim? – Shun riu nervosamente.

- Naquela noite, que você nos pegou... – Em sua mente, Shun lembrou-se com exatidão tudo o que tinha presenciado naquela noite. – Foi tudo uma armação... Hyoga não queria lhe trair... E na verdade, se ele estivesse sóbrio, tenho certeza que não o teria feito...

- Eire... É muito grave o que você está me falando... E se realmente for verdade...

- É verdade Shun! – Eire interrompeu pela segunda vez.

- E como você ousa vir aqui? Para me dizer isso, depois de tantos anos?

- Shun, por favor, eu tenho que continuar... Eu preciso lhe explicar o que me levou a fazer isso...

- Explicar o quê? O seu motivo? Você sempre foi louca pelo Hyoga, você se jogou na cama dele diversas vezes, você voltou no mês do meu casamento e o provocou toda vez que teve oportunidades, você o atiçou, fez com que ele se lembrasse de antigas promessas e estragou o meu casamento! Você fez questão de levá-lo para cama um dia antes do meu casamento... E fez questão que eu visse tudo... Não há perdão para isso Eire...

- Shun, por favor, ouça-me... Eu tenho um recado para lhe dar...

- Eu não quero ouvir... – Shun levantou-se e abriu a porta, convidando Eire a se retirar com um gesto. – Agora saia.

- Tudo bem... – Eire enxugou as lágrimas, pegou a sua bolsa e passou por Shun, mas antes que ele fechasse a porta, olhou bem nos olhos do virginiano. – Mas eu quero que você saiba, que não pode fugir da pessoa que você ama, você não pode fugir da sua felicidade...

- Eu não fugi... Você a tirou de mim... – Shun entrou e fechou a porta, em seguida, foi escorregando pela porta até chegar ao chão, levou as mãos à cabeça e começou a chorar.

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O dia do baile chegou e junto com ele, Giu, que entrou correndo no apartamento de Shun, pegando-o ainda sonolento.

- Giu... São 6hs da manhã...

- Eu sei! – Giu beijou o virginiano no rosto. – É que eu acho que você vai ter um pouquinho de trabalho comigo, então, resolvi vir antes do combinado...

- Entendi... Só 5hs antes, não é mesmo?

- Rs, sim... Bom, o que você está fazendo de pijama ainda? Vamos! Temos muito o que fazer!!! – Giu colocou várias capas com vestidos dentro em cima da mesa. – Ei, o que aconteceu com você? Está abatido... Andou chorando de novo?

- Não é nada Giu...

- Como assim, não é nada? Pode tratar de me contar tudo... – Shun, vendo que não teria escapatória, sentou-se em uma cadeira e verteu uma lágrima que quase escorregou por seu rosto.

- Ela veio aqui...

- Quem Shun? – Giu ajoelhou-se, ficando na mesma altura do amigo.

- Eire...

- Ela teve coragem de vir aqui? Eu não acredito! Por que?

- Bem, para inocentar Hyoga... – Giu abriu a boca e abafou um palavrão.

- Eu não acredito... Como ela teve coragem? Então quer dizer que toda aquela cena...

- Sim, foi tudo armado... – Shun olhou para cima, não queria que as lágrimas descessem, mas estava tão difícil evitar... E eu fui tão burro... Giu... Ele tentou me contar... E eu... Eu não deixei...

- Shun... Amigo... Então muda tudo... Hyoga é inocente... – Giu levantou e abraçou-o.

- Mas Giu, não é tão simples assim...

- Como assim, não é tão simples? É lógico que é... Até quando você vai ficar sofrendo? Shun, essa é a chance que você precisava!!! E aquela oportunidade de trabalhar no Japão?

- Pois é, até parece que o destino está brincando comigo... Tudo parece apontar para o Japão...

- Meu amigo! É mais do que destino!!! Os astros estão conspirando para que tudo se acerte e que a harmonia seja restaurada!!! O que está esperando? – Shun riu.

- Bem, primeiro, nós vamos ao baile, depois, podemos conversar sobre o Japão, o que acha?

- Perfeito! – Giu abraçou Shun, quase derrubando-o da cadeira. – Vou sentir a sua falta... – Shun riu e abraçou a amiga.

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O motorista da limusine parou o carro em frente ao prédio de Shun, Brad abriu a porta e ajeitou a gravata borboleta, as suas mãos suavam e graças a Shun ele sabia o porquê. Foi até o interfone e tocou a campainha, em questão de segundos, Shun desce de braços dados com uma garota loira sorridente.

- Olá Shun... Olá Amanda...

- Olá Brad!!! – A garota se enroscou no pescoço de Shun que sem graça a afastou de si.

- Onde está Giu?

- Ah, ela vai direto para o salão... Irá nos encontrar lá... – Shun pegou a mão da garota que tinha escorregado para a sua bunda e segurou-a fortemente entre as suas mãos. A garota fez um biquinho de insatisfação.

- Mas... Por que? Quer dizer, ficou combinado que eu a iria pegar no seu apartamento...

- Brad... Respire... Você vai vê-la de qualquer maneira, por isso, não tem com o que se preocupar... – Shun abriu a porta e Amanda entrou, seguida de Shun e Brad.

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Os três chegaram ao salão, que já estava bem cheio, apesar do horário... Shun deu o braço para Amanda que orgulhosa, o aceitou.

- Vamos dançar, vem conosco?

- Não... Vou ficar um pouco só olhando, beber algo... Podem ir... – Amanda riu com gosto e arrastou Shun para a pista de dança. Brad caminhou até a mesa de bebidas, pegou um copo de ponche e suspirou... Uma música melancólica começou a tocar e ele abaixou a cabeça, teria perdido a garota? Algo o chama atenção e faz com que ele olhe para cima, na direção das escadas.

Giu entrou no salão formidável, um rapaz se adiantou e retirou o seu casaco, Brad admirou a beleza da garota, estava linda... Os cabelos vermelhos, normalmente encaracolados, estavam bem mais curtos, na altura dos ombros e escovados, os olhos azuis estavam valorizados com uma maquiagem clássica, os lábios, estavam com um batom claro, quase natural, o corpo magro e atlético estava coberto com um vestido de cetim champanhe, agarrado e soltando na altura dos joelhos, um decote valorizava os seios e as costas. Giu sorriu ao ver que Brad a olhava e tentando acabar com o nervosismo, colocou um lado do cabelo para trás da orelha. Como se movido por uma força descomunal, Brad aguardou até que a garota descesse e em seguida deu o seu braço que foi aceito pela ruiva. Caminharam até a pista de dança e começaram a dançar, o primeiro toque na cintura da garota, fez com que os pelos da nuca de Brad se arrepiassem e ele então, teve certeza que estava fazendo a coisa certa...

Shun enquanto dançava com Amanda, observou os dois amigos e sorriu satisfeito, surpreendeu-se quando Amanda colou os seus lábios nos dele e imediatamente separou-os.

- O que está fazendo?

- Oras, o que queria fazer, te beijando...

- Quem disse que eu queria te beijar?

- Hã? – A patricinha riu sem graça. – E por que não iria querer me beijar? Todos querem... – Shun chegou bem perto da orelha da garota e sussurrou.

- Bem, por que eu sou gay... – A garota olhou enojada para Shun e separou-se dele, em seguida, viu um garoto entrando pelo salão e deu a mão a ele.

- Você está comigo agora... – Olhou com raiva para Shun e seguiu pela pista com o garoto que não conseguia esconder um sorriso de triunfo.

Shun riu, realmente, estava cansada dessa patricinha, a garota estava o sufocando desde quando se encontraram. Olhou para o seu lado esquerdo e viu quando Brad pousou um beijo leve sobre os lábios da garota e sorriu satisfeito... Livy veio em seu encontro.

- Oi Shun! – A garota beijou o rosto do garoto de leve.

- Oi Livy... Está bonita... – Shun olhou para a garota que sorriu.

- Obrigada... Na verdade estou procurando o Nick... Você o viu? – Livy olhava em volta procurando o namorado.

- Sinto muito...

- Tudo bem...

- Livy?

- Sim?

- O que você faria se alguém que você amasse muito, como o Nick, a magoasse?

- Rs, eu ia matar ele... – Os dois riram.

- E se você descobrisse que essa pessoa, quem você ama, não teve culpa?

- Bem... Eu iria correr para os braços dele, pedir desculpas e nunca mais me separar dele...

- Entendi... – Livy olhou em volta e avistou um loiro que acenou.

- Achei... – Livy beijou de leve o rosto do virginiano. – Shun... Faça a coisa certa... Corra atrás da sua felicidade... O que custa? Nada! – Livy riu e correu até o namorado e o beijou com ardor, sendo observada por Shun.

Até quando ia fugir da sua felicidade? Até quando iria conservar mágoas do passado? Se Hyoga não estava com ele neste noite, Shun sabia que tinha uma grande parcela de culpa. O russo sempre o amou, mais ninguém, somente a ele... O que estava esperando? Olhou as horas no seu relógio de pulso, já eram 22hs, tinha que correr e foi o que fez. Saiu do salão como um raio, sendo notado apenas por Livy, já que Brad e Giu estavam muito ocupados. Correu até a rua e deu sinal para o primeiro táxi que passou. Após 30 minutos estava na porta do seu apartamento.

Entrou correndo e pegou o seu telefone, mas não encontrava o número, na verdade, nem lembrava se tinha anotado, jogou todos os papéis da escrivaninha no chão e procurou, até que encontrou um papelzinho mirrado, com um número gravado e o discou.

- New Japão, bom dia!

- A- Alô? Por favor, a Srta. Nikita?

- Por favor, aguarde...

Shun aguardou ansioso na linha, passados alguns minutos, Nikita atendeu.

- Nikita falando!

- Srta. Ni - Nikita?

- Sim, é ela!

- Eu, eu, meu nome é Shun Amamiya, não sei se lembra...

- É claro que me lembro, pois não Sr. Shun?

- É que... Eu pensei na proposta...

- E então?

- Vou aceitá-la... – Fez-se silêncio na linha por pelo menos 30 segundos, até que a garota se manifestou.

- Aguardamos você na quarta-feira, irei providenciar um local adequado para você.

- Muito obrigado! Muito mesmo!

- Ok, Sr. Shun, estou o aguardando!

Shun desligou o telefone com lágrimas nos olhos.

- Basta de pensar no que se passa na cabeça dos outros ou da minha própria... Chegou a hora de pensar sobre o que se passa no meu coração!!! Hyoga... Estou voltando...

CONTINUA

Uau!!!!! Quanta convicção!!! Rsrsrsrs, olá pessoas!!!! Tudo bem?????

Bem, quase sem comentários para fazer, o final do caps. Já falou por si só, não é mesmo?

Mas... Será que o loiro irá o querer de volta? Hum... Só no próximo Caps. Que aliás, está chegando no final!!!!

Reviews:

NathDragonesa: Até que enfim apareceram!!! Nada de sumirem da minha página de reviews, senão, já viu, néh?????

Mabel: Adorei!!! Bobeou, dançou Shun!!! Rs, vamos aguardar, vamos aguardar!!!!

Tsuzuki: Aiai... Falar o que de você néh!!!! Veio pra ficar néh querido!!!! Amo!!!! Já falei que pode ficar sussu, não vou abandonar a fic!!!!

E não!!!! A Giu não é fedida!!!! Tanto que o Brad caiu de quatro por ela, não é mesmo...

E pode se prepara, vai dar pra chorar todos os oceanos!!!rsrsrsrs, adoro!!!!!

Grazi: Se nomeou Anie, éh? Danadinha... Tudo pra ficar com o loiro, néh?

Layzinha: Outra que veio pra ficar, ta aí, não te falei que ia usar as suas sugestões? Bem, foi quase elas... Vamos aguardar a volta para o Japão, já posso adiantar que o final será lindo...

Patrícia: Calma amore, calma... Nada de avançar na Anie, eu juro que ela é boazinha... Agora, o Hyoga, infelizmente não vai correr mais atrás do Shun, será o nosso verdinho que terá que correr atrás do Oga... E juro, estou fazendo o possível para não demorar, mas é difícil... Minha vida é muito, mas muito corrido... Mas estou amando, você não falha um único caps. Ta sempre comigo!!! É isso aí garota!!! Te prometo que muitas emoções vão rolar!!!

Thekinha: Eu juro que estou perdida se realmente for acertada por todos os seus execuções auroras (que não são poucos)... Pode acalmar o coração, os dois vão se encontrar logo, logo... Epa e nada de conversinhas não amistosas, se você quiser conversar calmamente, estou a disposição, agora, estou fora de conversas não-amistosas... Se sabe néh? Para o que precisar, estou aqui!!!!

Gente, é isso, estou muito empolgada com essa reta final, essa fic, sem dúvida, foi a que mais gostei de fazer, acredito que eles estão muito mais maduros do que nas outras fics e vamos aguardar para ver como tudo vai se resolver...

Bjus queridos, até!!!!