Recomeço - capítulo 25

Fandon: Supernatural

Personagens principais: Jensen / Jared

Sinopse: Jensen tinha um dilema: Como poderia ajudar seu paciente a encontrar um motivo para seguir em frente, quando ele próprio não conseguia encontrar seu caminho? ** Padackles / AU**

Nota: Esta fic é pura ficção, o foco dela é o relacionamento entre o psicólogo e o paciente, eu não entendo nada a respeito de psicologia, psiquiatria, ou qualquer outro tipo de tratamento.


No dia seguinte, Jared já foi liberado do hospital, e voltou para casa, onde sua mãe o acompanhou. Entraram no apartamento e Jared sentou no sofá, aliviado, afinal tinha verdadeiro horror a hospitais. Logo percebeu que sua mãe estava um tanto estranha, e um pouco calada demais pro seu gosto.

- O que é que está pegando, mãe?

- Como?

- Desembucha, o que foi que eu fiz dessa vez?

- Bom, já que você perguntou... Eu estou um tanto intrigada... O que é que o doutor Jensen fazia dormindo sentado na cadeira, com a cabeça apoiada na sua cama hoje pela manhã, e ainda por cima segurando a sua mão?

- O que? - Jared ficou pasmo, não fazia idéia de que isto tinha acontecido.

- Sim, e quando eu o acordei, ele ficou tão sem graça, que quase saiu correndo dali, sem saber o que falar.

- O Jensen? Você tem certeza? Bom, ele... deve ter pegado no sono sem querer.

- Jared, você não me engana mais desde que você tinha cinco anos. Eu quero a verdade, por favor! - Sharon insistiu.

- Mãe, eu não sei!

- Filho, não me faça de idiota, ok? Vocês estão dormindo juntos?

- O que?

- Meu Deus! Se eu soubesse que ele era gay, jamais o teria contratado! - Sharon estava mesmo indignada.

- Ele não era gay, mãe!

- Não era? Então você... Jared, quando você vai tomar jeito? Tenha dó, ele é o seu médico!

- Você pode ficar tranquila mãezinha, que nós não temos mais nada agora.

- Não?

- Não, já acabou. E por favor, guarde isso em segredo, ok? Você sabe que a carreira dele...

- É, eu sei! - Sharon interrompeu - Bom, vamos pegar as suas coisas, que você vem comigo pra casa.

- O que?

- Você precisa de cuidados, e eu não posso vir aqui o tempo todo. E pelo que você me falou, o seu Doutor já era, então não tem outra pessoa pra cuidar de você.

- Eu não vou, mãe. E para de me tratar feito criança, eu posso me cuidar sozinho. Eu estou bem.

Depois de Sharon se dar por vencida e ir embora, Meg apareceu em seu apartamento, bufando...

- Jay, você sabe que eu fui expulsa do hospital? E tudo por causa do Chad, que não sabe fechar aquela maldita boca grande!

- Eu queria ter visto isso, Meg. – Jared falou debochando.

- Engraçadinho! Bom, eu vou ficar aqui esta noite.

- O que? Mas não vai mesmo!

- Eu não vou deixar você sozinho. Ponto. E assim nós podemos jogar videogame, eu vou te dar uma surra. E prometo não falar em você-sabe-quem, pra não te irritar, ok?

- Ok, se for deste jeito, tudo bem. Pode ficar. Mas quem vai te dar uma surra no videogame sou eu.

- x -

Três dias depois Jared já estava bem melhor, apenas mancava um pouquinho, então chamou um táxi, já que o seu carro estava na reforma, e foi até o consultório de Sebastian.

- Tudo bem com você? – Sebastian perguntou assim que Jared entrou.

- Não.

- É, dá pra perceber. Então você deu um susto na sua família, hein?

- O Jen te contou?

- Sim.

- Acho que uma vez que você pega a fama de suicida, fica pra sempre, não é? Acho que até o Jensen pensou que eu tentei...

- Não, ele sabia que não.

- Cara, eu só tenho feito besteiras ultimamente.

- Eu soube que vocês... terminaram?

- Ele ainda está muito puto comigo? – Jared perguntou curioso.

- Eu não posso me meter Jared, se por um lado você é meu paciente, por outro ele é o meu melhor amigo.

- Ok, você é mesmo um traíra. Mas você acha que é definitivo? Que eu devo desistir?

- Você estaria mesmo disposto a recomeçar?

- Sim.

- Mesmo tendo que continuar a manter o relacionamento em segredo?

- Isso não me incomoda tanto, na verdade. Eu jamais iria querer que ele assumisse e prejudicasse a sua carreira, não tem amor que resista a isso.

- Você é louco mesmo, mas se é assim, então não desista. O Jensen está arrasado. Um de vocês dois vai ter que dar o braço a torcer.

- E por que não pode ser ele?

- Você conhece o Jensen, não conhece?

- E porque ele é um cabeça dura, eu tenho que dar o braço a torcer? – Jared falou indignado.

- Qual é, Jared? Você deixou o cara puto!

- Tudo bem, eu extrapolei. Na verdade eu não sabia que ia ficar tão bêbado, e depois que a primeira palavra foi dita, nós jogamos tudo na cara um do outro.

- E você se arrependeu?

- Do que eu falei? Não. Mas se eu pudesse voltar atrás, eu não falaria, só pra não ver ele ir embora daquele jeito. Ele dormiu lá no hospital, você sabia? Foi a minha mãe que me falou. O Jen é muito fofo. – Jared disse sorrindo.

Sebastian riu.

- Ok, eu sei que isso soou muito gay, mas foda-se! Ele é fofo mesmo.

- E o que a sua mãe falou disso? Ela sacou que tinha alguma coisa rolando entre vocês?

- Sacou, e eu não tive como desmentir, afinal ele se entregou geral. Mas ela não vai criar problemas. Minha mãe mudou muito ultimamente. Está mais acessível, sei lá.

- Isso é bom, não é? Mãe é sempre mãe.

- É, mas ela era um pé no saco. Ela não podia nem ouvir falar no Jason. Eu estava pensando... Cara, é estranho imaginar os pais da gente transando, não é?

- E por que você imagina uma coisa dessas? – Sebastian perguntou indignado.

- É porque eu dei uns conselhos pra minha mãe, e incrivelmente depois disso ela mudou completamente. Acho que ela andava em falta, ou sei lá.

- Você aconselhou a sua mãe a fazer sexo? Cara, você tem problemas...

- Bom, se eu não tivesse, não estaria aqui deitado neste divã, não é mesmo?

- É, você tem toda razão.

- x -

No dia seguinte, Jared ficou trabalhando em casa, afinal no que estava fazendo não havia necessidade de ir até a empresa. Mas do jeito que estava a sua cabeça, até a sua criatividade tinha sido abalada. Pensou que teria que tomar uma atitude, porque se esperasse por Jensen, as coisas iriam mesmo terminar assim.

Levantando os prós e os contras, decidiu que no consultório seria a melhor forma de abordar Jensen, porque se tudo desse errado, pelo menos tinha uma boa desculpa para ir até lá, afinal Jensen ainda era o seu psiquiatra. Decidiu ligar para Katie, antes que acabasse mudando de idéia.

- Consultório, Katie falando!

- Katie, você sempre atende o telefone com toda essa vontade? - Jared perguntou zoando.

- Oi Jared, desculpe, mas a minha cabeça está explodindo. E o meu chefinho está num tremendo mau humor hoje, não tem criatura que aguente ele desse jeito.

- Mau humor, é?

- Aham. Mas o que você quer, afinal?

- Eu preciso que você marque uma consulta.

- Ok, pra quinta está bom?

- Katie, tem que ser hoje, e de preferência o último horário dele.

- Hoje não dá Jared, a agenda dele está mesmo lotada.

- Katie, eu sei que você pode dar um jeito se você realmente quiser.

- E por que eu iria querer? Jared, eu sei que isso vai sobrar pra mim.

- Por favor, é caso de vida ou morte...

- Você está dramático hoje, hein! Eu vou ver o que posso fazer.

- Katie!

- Ok, as cinco da tarde então. O que eu não faço por você, não é?

- Eu te amo, Katie! E não fala nada pro Jensen sobre a consulta, senão ele vai cancelar.

Dez minutos antes das cinco, Jared já estava na recepção, andando de um lado para o outro.

- Você vai me deixar tonta desse jeito, Jared. Por que esse nervosismo todo? Vai tentar fazer as pazes?

- O que? Não, quero dizer, não sei do que você está falando.

- Até parece, Jared! Acha que eu não sei o motivo desse mau humor todo do meu patrão? Agora vai lá que ele está esperando o próximo paciente. E avisa ele que eu já estou indo embora. Ah, e boa sorte!

- Valeu, Katie!

Jared ficou muito nervoso ao entrar, principalmente quando Jensen o olhou como se tivesse visto um fantasma.

- Oi,

- Você... tinha consulta marcada? Eu não sabia que...

- Eu marquei de última hora.

- A Katie não me avisou que...

- Eu pedi pra ela não te falar.

- Hmm. Bom, sou eu quem paga o salário dela, mas tudo bem. O que traz você aqui? Melhorou do acidente? – Jensen perguntou com frieza, sem ao menos olhar nos olhos de Jared.

- Eu melhorei sim, eu... – Jared sentia-se desconfortável, já arrependido por ter ido ali.

- Você tem se consultado com o Sebastian?

- Sim, mas eu... na verdade eu vim porque... Porque eu quero voltar a tomar os remédios. – Jared só queria terminar logo, pra sair correndo dali.

- Ah, então agora você resolveu tomar. – Jensen falou com um toque de sarcasmo.

- Você nunca cometeu um erro, Jensen? – Jared perguntou sério, o encarando.

- Já, e muitos.

- Você quer me recomendar um outro psiquiatra também?

- Acho que não vai ser necessário. Aqui está a receita. É só seguir conforme você já vinha tomando, sem interrupções.

- Ok - Jared se levantou, sentindo um nó na garganta. Podia esperar qualquer reação de Jensen, menos ser tratado com tanta frieza.

Jensen finalmente conseguiu olhar diretamente para Jared, só então percebendo os seus olhos vermelhos. Sentiu seu coração partir ao meio ao perceber o que estava fazendo, afastando Jared mais ainda, e talvez jogando fora a última chance de voltarem a se entender, afinal Jared tinha dado o primeiro passo, vindo até ali.

Jared já estava segurando a maçaneta da porta, quando Jensen finalmente resolveu que era a sua vez de tomar uma atitude, e que não podia deixá-lo ir embora da sua vida pra sempre.

- Eu senti sua falta.

- O que? – Jared perguntou num fio de voz, ainda de costas para Jensen.

- Você queria saber o que eu sinto... Na verdade eu não sei definir, eu sou péssimo nisso. - Jensen disse se levantando, e se aprocimando de Jared - Eu só sei dizer que a minha vida não tem mais o menor sentido sem ter você comigo. Só sei dizer que eu sinto um vazio enorme ao acordar todas as manhãs, e ver que você não está do meu lado, e o mesmo todas as noites quando estou sozinho no meu apartamento. E eu só sei que eu me sinto péssimo, pelas coisas que eu te falei. Pela minha falta de compreensão, afinal em tanto tempo de tratamento, você extrapolou apenas uma vez, e me sinto pior ainda por ter afastado você de mim. – Jensen se aproximou mais e virou Jared de frente, o encarando e secando uma lágrima que brincava no canto do seu olho com a ponta do dedo.

- Jen, eu...

- Eu não te vejo como um paciente, Jared. Mas eu me preocupo com você, e eu sei que as vezes eu exagero um pouco. E eu também fiquei morrendo de ciúmes de você com o Chad, você tinha toda razão. E eu sei que esse negócio de guardar segredo da nossa relação talvez seja te pedir demais, mas a verdade é que, eu não quero te perder, Jared! Eu faço qualquer coisa pra você me perdoar...

- Qualquer coisa mesmo? – Jared perguntou sorrindo de lado.

- Você não presta mesmo, não é? Tinha que quebrar o momento. – Jensen se fez de indignado.

- Você sabe ser bom com as palavras, quando quer...

- Que nada! Eu sou péssimo, você não sabe como é difícil pra mim falar o que sinto.

- Eu sei sim, mas se tudo fosse tão fácil, não teria a menor graça, não é?

- É, você tem toda razão.

- Mas não foi só você quem errou Jen. Eu acabei pressionando você demais, e na verdade, eu só tenho feito besteiras ultimamente.

- É, você tem sim, e por falar nisso, você não imagina a aflição que eu passei, quando sua mãe me ligou dizendo que você tinha tentado suicídio novamente. Até eu ver que você estava bem, eu quase tive um ataque cardíaco.

- A minha mãe é louca, Jen. Você não pode dar atenção ao que ela diz. Mas mudando de assunto, já que a Katie já foi embora...

- Você dispensou a minha secretária?

- Você devia me agradecer!

- Eu tenho medo quando você me olha assim.

- Assim como?

- Como um predador...

- Pronto pra devorar a sua presa? - Jared sorriu malicioso.

- Nós estamos no meu consultório, Jared!

- E o que tem isso? Só relaxa, Jen!

- Você é mesmo louco...

- E daí? Eu estou no consultório de um psiquiatra mesmo, qual é a novidade?

- Eu não...

- Cala essa boca e me beija, Jensen!

Jared o agarrou pela cintura, colando seus corpos, desviando o olhar apenas para olhar para aquela boca obscenamente perfeita. Então se atracaram num beijo de tirar o fôlego, suas línguas se tocando, e o calor tomando conta dos seus corpos ao mesmo tempo.

Em pouco tempo, passaram a arrancar as roupas um do outro. Jared simplesmente amava desarrumar Jensen quando ele estava de terno e gravata, todo perfeitinho. Suas mãos exploravam cada centímetro de pele, cada músculo do corpo perfeito de Jensen, como se não tivessem se tocado há muito tempo.

Ao mesmo tempo mordiscava e lambia o seu pescoço, com Jensen jogando a cabeça para trás, para lhe dar melhor acesso. Jensen gemia baixinho, tentando se controlar, ao mesmo tempo que apertava cada vez mais as costas de Jared, se deliciando com seus toques.

Jensen então abriu o botão e o zíper do jeans do moreno, levando sua mão por dentro da boxer, e tocando seu membro, que pedia por atenção. Jared não pode se conter e soltou um gemido alto, fazendo Jensen sorrir entre seus beijos.

O moreno também tratou de abrir a calça de Jensen, a retirando por completo, junto com a boxer, deixando o loiro completamente nu, e o olhando com luxúria. Jared sorriu malicioso e passou a língua pelos lábios, admirando seu corpo perfeito, então virou Jensen, o inclinando sobre a escrivaninha, e passou a beijar cada pedacinho dos seus ombros e de suas costas.

Jensen sentiu um arrepio percorrer todo seu corpo, e a mão de Jared tocando seu membro, numa leve tortura. Logo em seguida sentiu um dedo lhe penetrando num lugar tão íntimo, que até pouco tempo atrás, jamais imaginou que seria tocado.

Gemeu alto ao sentir-se invadido, mas confiava em Jared, e sabia o que estava por vir. E só em pensar nisso o fazia ficar ainda mais duro, se é que isso ainda era possível.

Quando Jared introduziu seu pênis, Jensen se curvou ainda mais sobre a mesa, suportando a dor inicial, que sabia que logo se transformaria no prazer mais louco que já havia sentido. Jared não esperou muito, e investiu com tudo, estocando mais rápido e mais forte, marcando seu território, possuindo com força aquele corpo que era seu, apenas seu...

Os dois gemiam juntos, enlouquecidos pelo prazer, e Jared se empenhou em manipular o membro de Jensen, no mesmo ritmo de suas estocadas. Logo Jensen gozou, contraindo ainda mais seu corpo e fazendo Jared o seguir, gozando com força dentro dele.

Jared continuou apoiado em Jensen, tentando recuperar o fôlego e a sanidade, e só então saiu de dentro dele com cuidado, ao mesmo tempo em que o puxou para um beijo apaixonado.

- Eu sabia que um dia eu ia ter você aqui, em cima desta mesa – Jared disse com um sorriso safado.

- Excelente idéia, agora cada vez que eu atender um cliente aqui, vou me lembrar disso. – Jensen falou rindo.

- É um jeito de você nunca esquecer de mim.

- Até parece que é possível esquecer você. Você está mesmo disposto a continuar com esta loucura?

- E por que não? Eu não desisto fácil, Jen. E você realmente vale a pena...


Continua...

Obrigada a todos que tem acompanhado até aqui. Beijos!!

Respondendo as reviews:

Maria: Obrigada! É muito bom saber que está gostando da história e que curte o meu jeito de escrever. Beijokas!!

Srta Laila: Não consigo responder somente a você, acho que você não habilitou. Mas tudo bem, você acha mesmo que os dois devem ficar juntos pra sempre?? Bom, eu também acho, mas adoro colocar impecilhos, aff. Beijos, e obrigada por ler e comentar!