Yuki fica desesperada ao ver no quão longe podia ir e decide junto de Yuukiko, ir procurar seu tou-chan...

O Rikudou Sennin tem uma alternativa, embora odiasse, mas, notava não haver escolha, pelo menos, sua filha via assim...

Entre altos e baixos, o casamento de Yuukiko e Yume continua, porém, uma descoberta irá abalar o médico...

Cap. Ira.

Os pensamentos de Yuki naquele momento estavam confusos, controlava a todo o custo a vontade de pular na humana, tanto que enrijecera seus músculos lutando contra esse desejo absurdo, segundo clamava um vestígio racional dela.

Nós últimos dias, cada vez que via seu jinchuuriki e ela juntos, trocando carícias, beijos, nem que fossem apenas conversando, sentia uma ira sem limites se apoderar dela.

Isso fulminava em seguir Yume de tocaia, sempre silenciosamente, esta tendo-a supreendido algumas vezes, embora duvidasse que pudesse ler seus pensamentos naquele instante para com o que desejava fazer com ela.

Se tivesse lido, pediria proteção à Yuukiko, pelo bem de sua vida.

A raposa lutava contra si mesmo com todas as suas forças, embora, cada vez mais se mostrasse uma batalha perdida, seus pensamenos focando-se unicamente em ataca-la e ceifa-lhe a vida.

Agora, fitava sua presa a sua frente, indefesa. Como se olhasse de fora para ela mesma, não se reconhecia. Não compreendia o que lhe acontecia, mas, fica aliviada internamente, em ver Yume olha-la e com isso, conseguindo manter o minímo de sanidade possível em sua mente.

Ao ver o olhar da raposa, aquele mesmo que lhe causava absoluto pavor, deixou o copo de vidro cair e seu coração parecia querer saltar da boca, naquele ambiente semi-escuro, aqueles olhos brilhantes e seu corpo sombreado pela parca luz da lua que adentrava no recinto, dava uma visão assustadora.

Instintivamente, tateia as mãos na bancada as suas costas, procurando algo para se defender, conseguindo pegar uma faca, cortando-se levemente ao tatear no escuro. Yuki sentia o cheiro de sangue, que parecia desperta-lhe a consciência ainda mais.

Pata sobre pata, avança para a humana, até estar a sua frente, a um palmo de distância, vendo em seguida, esta armando-se com o utensílio cortante a sua frente.

Vendo tal objeto insignificante perante ela e a humana fraca, da qual o segurava como se representasse sua vida, não consegue conter uma gargalhada misturada a um rosnado feroz, fazendo Yume temer por sua vida, mais do que nunca.

- Kukukuku... está com medo? Yume-chan?- pergunta ironicamente - Por quê?

E senta, sem deixar de olha-la, fazendo para isso um esforço descomunal, ignorando o primeiro impulso de saltar sobre a mesma.

- Li um livro sobre vocês... e noto... noto... que anda me seguindo e quando vejo, está próxima de mim, com esse olhar - ganha coragem, não sabendo de onde veio.

- É compreensivél... - fala sem abandonar um sorriso feroz em suas mandíbulas, ainda fazendo a jovem tremer.

Estava tão ocupada se controlando, que não notara o chakra familiar chegando, nem o mesmo já em casa.

- O que estão fazendo?

Ambas vêem Yuukiko olhando-as preocupadamente, vendo Yume armada com um faca e notando o olhar de Yuki para com ela.

Vendo-o lá, solta a faca e o abraça, podendo ser escutado um rosnado audivél, que a mesma não conseguiu reprimir, fazendo o casal olha-la com pavor, bem Yuukiko estava com medo, mas, não tanto como sua esposa. Ambos viam o brilho assasino no olhar da youma, que levantou seu corpo e apenas os fitava, embora pudessem ouvir mais rosnados, só que baixos, oriundos da garganta dela.

Naquele momento, Uzumaki não reconhecia Yuki.

Esta vendo o olhar do jinchuuriki para com ela, consegue voltar ao normal, o brilho no olhar sumindo gradativamente, até ficar normal, porém, agora, recobrando o seu auto-controle total, ficou apavorada consigo mesmo, aquele dia a enchendo ainda mais de pavor, pois, tinha absoluta certeza que se o médico não tivesse aparecido, acabaria cedendo ao seu desejo, que com o passar dos dias, cada vez mais se intensificava, que era de atacar a humana,

Recua alguns passos e se teleporta para longe dali, para o fundo da propriedade, seu coração batendo acerelado e lágrimas rolando de seus olhos. Lágrimas de medo por si mesma.

Ouvia ao longe a discussão deles, bem, dela, mas, não quis se interar e decidiu deitar a cabeça sobre suas patas, naquele instante deprimida, ignorando a chuva que estava vindo, mesmo que o céu estivesse aberto, seus instintos nunca se enganando.

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Horas depois, sobre a forte chuva que desabava encharcando sua bela pelagem, esta não se importando, escuta passos de alguém se aproximando e reconhece o chakra, se preocupando dele ficar doente.

Vira a cabeça para trás e vê Yuukiko, munido de um guarda-chuva, embora o vento cortante encharcava-o da cintura para baixo, tornando tal proteção ineficiente. Por isso, a youma invoca um imenso inglu de gelo, enque envolve ambos.

Ela levanta e sacode sua pelagem, esparramando gotas por toda a sua volta, menos para o médico a sua frente, que a fitava chateado.

Cabisbaixa, Yuki senta, sem coragem de olha-lo. Vê ele sentando a sua frente e falando, após colocar o guarda-chuva de lado:

- O que foi aquilo na cozinha, Yuki-chan? Minha esposa me contou que anda seguindo-a, como se quisesse embosca-la... e também, vi seu olhar para com ela...

A bijuu nada fala e contina sem olha-lo, fitando cabisbaixa, um ponto qualquer sobre as suas patas.

- Olhe para mim... por favor, só quero compreender por que tal comportamento, justo de você... - ouve o tom de voz bondoso, que não a censurava nem nada, mas, que para Yuki, era como se fosse isso.

- O que posso falar? - pergunta no final de um suspiro pesado, sem conseguir olhar para ele ainda.

- Yuki-chan, por favor, levante os olhos... sempre foi minha amiga, quero ouvir a sua versão...

Nisso, vê a tristeza naqueles belos orbes azuis como o céu e as lágrimas rolarem sobre seus pêlos úmidos, umedecendo o chão sobre suas patas.

Esta fala, após cerrar os olhos momentaneamente e abri-los, virando o focinho para o lado:

- O que ela disse é verdade... não há um lado meu...

Nota o médico arregalando os olhos e perguntando, estarrecido:

- Pensava mesmo em... mata-la?

- Não sei... minha mente estava estranha nesses últimos meses, pensamentos que não imaginava capaz de ter, surgiam em minha mente, muitas vezes, nublando meus sentindos... mas, eu conseguia nessas situações, recobrar minha consciência, antes que fosse tarde demais... mas, agora na cozinha... eu... eu... - engole o choro, não conseguindo continuar mais.

- Yuki-chan... - ouve a voz triste de Uzumaki.

Sente este abraça-la e acariciar suas costas, afagando-a, enquanto esta chorava compulsivamente, com a cabeça apoiada em seu ombro.

- Shiii... tá tudo bem... vamos encontrar uma maneira de...

- Yuukiko! O que está fazendo? Pedi para que desse um jeito nesse monstro!

A voz de Yume é escutada, está bufando irada, seus olhos quase saltando das órbitas com a cena que presenciava.

Yuukiko nota o olhar de Yuki mudando, abandonando a tristeza e ficando "esquisita". Se afasta da bijuu e olha precupado para a esposa:

- Querida! Por favor! Controle-se!

- Seu besta! - gospe as palavras, com os olhos ainda esbugalhados de raiva.

Nisso pega uma pedra do chão e atira nele que desvia, só vendo um vulto saltar sobre ele, em direção a sua esposa, que olhava aterrorizada.

- Yuki-chan!

Notando que ela não ouvia, concentra seu chakra e usa seu kekkei genkai, as correntes que podiam conter até bijuus. Estas envolvem a raposa, imobilizando seus movimentos e isto, parecia chama-lhe para a razão.

Já Yume está caída na lama, em choque, todo seu corpo paralisado de pavor.

Vendo que sua amiga recobrou o controle, solta ela das correntes, vendo a mulher gesticular que não, recobrando um parco controle sobre si.

Yuki fica cabisbaixa e naquele instante, impera um silêncio total, só sendo quebrado pela chuva torrencial que desabava naquele instante.

Após alguns minutos, a raposa pronúncia-se:

- Vamos até tou-chan para tentar resolver esse problema...

- Concordo... - nisso, olha para a esposa, que o observava preocupadamente - Querida, vou procurar uma saída para essa situação... volto quando resolver... é só por uma noite... há alguém que pode nos orientar.

Nisso, ambos se afastam, a raposa e ele, deixando-a lá, atônita e confusa.

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A chuva já havia parado e ambos estavam em frente ao quartinho, explicando a situação ao Rikudou Sennin, quer dizer, Yuki explicava. Yuukiko apenas olhava para ela, com preocupação evidente em sua face.

Após algum tempo, este fala, olhando para o jinchuuriki com raiva:

- Há um Fuuin especial, estilo Kekkai (barreira)... porém, como deve saber, imobilizando-a nessa "barreira", não poderá se afastar muito... e Yuki-chan dormirá nele...

- Yuukiko-kun, faça. - a raposa fala sem olha-lo.

- Então... não vamos mais conversar? - fica triste, esse pensamento o deixando deprimido.

- Não se pode ter tudo... é preciso certos sacrifícios... você quis ficar com essa mulherzinha, se casar... é incompativél Yuki conviver serenamente com ela... antes que aconteça uma catástrofe, que traga dor e sofrimento a minha filha e a pedido dela, é necessário que utilize essa técnica... se ela não me pedisse, garanto que não estaria nem aí para você e sua esposa - fala, olhando-o com raiva e o tom de voz irritado.

- Eu disse para fazer... cada vez mais piora... - a bijuu continua falando, sem olha-lo, cabisbaixa.

- Mas... mas... - fita-a tristemente.

- Faça! - ela grita com ele, que agora cabisbaixo, concorda fracamente com a cabeça.

Rikudou sofria ao vê-la assim, mas, ela estava certa, não havia escolha, por algum motivo, tal atitude estava mais intensa de quando fora com ele e sua esposa, há séculos atrás, talvez porque, fora por pouco tempo.

Suspira cansado, queria que ela fosse feliz, porém, só estava ficando triste cada vez mais.

Abatido, vê Yuukiko pegar o pergaminho que surgira e estudar os selos, notando as mãos dele tremerem e uma lágrima escorrer de seus orbes verdes.

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Dias depois, Yume e Yuukiko voltavam do cinema. Sua esposa agora estava tranquila, pois a "fera" encontrava-se contida, após se certificar que estava perfeitamente lacrada.

Chegam em casa, este tirando os sapatos, pondo algo mais confortavél nos pés, enquanto sua esposa se dirigia ao quarto deles para se trocar.

Nesse meio tempo, ele dirigia-se a um outro quarto, afastado da casa, saindo pela porta da cozinha.

Era um quartinho onde ficava no passado, as ferramentas. Queria tê-la colocado em um dos quartos da casa, mas, a mulher fora terrivélmente contra, não sentindo-se segura com o "monstro" ali.

Ao uso da palavra monstro, seguia-se novamente uma discurssão insuflada entre eles, o médico odiando que se referisse a sua amiga daquele jeito.

Isso fulminou em ela sair da casa deles e ir para a da sua amiga, Kiane, sendo necessário alguns dias para que o casal fizesse as pazes, de novo, isto tornando-se praticamente um hábito.

Ao se aproximar do quartinho, abre a porta e senta em uma cadeira, seu olhar agora pesaroso e as lágrimas brotando incessantemente de seus orbes verde esmeraldas.

Yuki estava com os olhos cerrados, enrolada em meio as suas nove caudas, dormindo. Não um simples sono, mas, com um lacre que fazia-lhe dormir. Em volta desta pedras regulares, formando um círculo e espalhado em quatro pontos, que davam para a frente de cada um, quatro colunas, com um colar de contas enrolado.

Cobrindo o círculo, uma espécie de bolha envolvia a raposa e em volta do círculo de pedras, kanjis, diversos, que quase flutuavam, não estando "coladas" no solo.

Sentia que sua vida nunca mais fora a mesma, amava sua esposa, bem, acreditava que sim, embora censurasse a si mesmo, quando algumas vezes, duvidava disso.

A única certeza que possuía naquele instante, é que uma parte dele estava perdida. Sentia isso, era esquisito. Cada vez que a via naquele estado, uma parte de seu coração doía e se afundava ainda mais em uma tristeza persistente.

Perdera as contas de quantas noites saiu do quarto que compartilhava com sua esposa, para fitar a bijuu adormecida. Toda vez que comia, ou saía e até mesmo passava perto de uma livraria, vinha as imagens de Yuki e os momentos com ela, como um filme em sua mente.

Abafa um leve riso e depois chora. Havia um abismo no lugar onde ficava seu coração, por mais que não demonstrasse, embora fosse uma tarefa dificílima e muitas vezes se questionasse como conseguia tal feito. Sentia muita falta dela, Yume não conseguia preencher o espaço, agora vazio, que somente a raposa poderia.

Treinou seu chakra senjutsu e notou que sua esposa descia as escadas. Decide voltar para a cozinha, mas, não sem antes, estender a mão direita e encosta-la na espécie de "bolha", tendo uma última lágrima percorrendo sua face. Despede-se com a voz contida, com um semblante arrasado:

- Mata ashita ( até amanhã), Yuki-chan...

E saí dali, cabisbaixo. Era difícil se despedir dela, toda a vez que ia até lá, isso diariamente, acontecia a mesma coisa e desejava ficar junto da mesma, sempre orando para que as horas não passassem.

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Por causa do fuuin, Yuukiko não podia sair de uma área especifíca e isso irritava Yume. Ela queria passear além da cidade e isso gerava ainda mais brigas consideravéis entre eles.

Após Yuki ser lacrada, parece que o nivél de tensão de ambos, principalmente do médico, atingiu valores absurdos, gerando discussões ferrenhas e o sexo, perdera o sentido, quer dizer, não satisfazia mais Yuukiko, que nesses horas se questionava, no fundo de seu coração, novamente, se de fato a amava ou o relacionamento deles, sempre fora mera atração, desejo e por que não, lúxuria? Mas, não amor, no sentido pleno da palavra.

Por mais que lutasse contra esse sentimento, tentando convencer a si mesmo que não, que era somente a crise nos primeiros anos de casamento, a "vozinha" cruel e intermitente, acossava sua mente, minando a parca certeza que realmente a amava.

E conforme esse sentimento vencia, as lembranças de Yuki tornavam-se fortes, muitas vezes, depois de uma discussão, se trancava no quartinho, olhando-a, perdido em pensamentos, com as lágrimas umedecendo o chão.

Acabou nos últimos tempos, após as discussões com Yume, a dormir ao lado da raposa, inclusive, arranjou um futon que durante o dia, ficava enrolado em um canto.

Tal ambiente influenciara seu tratamento com os pacientes, claro, fazia o possivél para não descontar neles seus problemas, mas, sua produção, digamos assim, caíra, não conseguindo mais atender no mesmo ritmo de antes e inclusive, chegando ao ponto de desmarcar consultas já marcadas muito antecipadamente, por causa das "dores de cabeça", praticamente diárias que tinha.

Hyoko e Kion estavam preocupados com o amigo, ainda mais ao vê-lo beber e muito, muito mais do que o normal, sem contar essas "dores de cabeça", da qual sabiam o nome da responsavél por isso, Yume.

Ele confidenciava aos amigos sua vida e procurava conselhos.

Condoídos, falaram que era só "crise de casamento", que depois passava, afinal, estavam a um ano só casados, mas, notavam que tal relacionamento já estava sendo terrivél para ele, o prejudicando e muito, fazendo-os não ter tanta certeza que era só uma simples briga conjugal.

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Em um dos famosos bailes de gala que o Hospital dava, Yuukiko estava no bar, bebendo winsky atrás de wisky com gelo, fitando um ponto qualquer, perdido em pensamentos.

Seus amigos notaram a ausência de Yume e se aproximam dele, que os observa rapidamente e depois, torna a olhar para frente.

Hyoko pergunta em um tom gentil, mas, que evidenciava sua preocupação, enquanto sentava-se delicadamente no banquinho ao lado do amigo.

- E Yume-san?

- Está em um evento pela empresa na cidade vizinha... tiveram um problema com o transporte e só chegará amanhã de manhã... soube agora.

- Entendo... e como vão as coisas?

- Bem... - responde desanimado, sorvendo mais um gole da bebida.

Nisso, Kion senta no lado dele, pedindo um copo de bebida para ele e sua noiva. E fala, após entornar um pouco do vinho, olhando atentamente seu amigo:

- Está na cara que não... sua face diz tudo...

O jinchuuriki olha e vê ele preocupado com ele e em seguida, a face de sua amiga, igual ao deste. Suspira cansadamente.

- Deixa eu ver... você e Yume-san discutiram, enquanto ela te avisava do atraso... acertei?- o amigo arrisca.

Yuukiko apenas meneia levemente com a cabeça, passando a remexer os cubos de gelo no copo, mexendo o recepiente levemente com sua mão direita.

- Amigo... eu acho, sabe... que devia se divorciar... não está nada bom para você, isso está te prejudicando... e muito. - Kion fala pondo a mão em cima do ombro do jinchuuriki.

- Kion-san está certo... vejo como está ficando... seu trabalho também está sendo prejudicado, as coisas estão indo além de um desentimento de conjuguês, uma mera crise... bem, pelo menos para você... - a médica fala com evidente preocupação.

Uzumaki olha de um para o outro e depois, suspira novamente, erguendo-se abruptamente do banquinho e pondo em seguida, um maço de dinheiro na mesa, falando desanimado, cabisbaixo, sorvendo o último gole da bebida amarga, antes de depositar esta no tampão da mesa:

- Fique com o troco. - o barman pega o maço de dinheiro e fica abismado com o valor.

Então, o médico vira de costas para o casal, que olhava-o preocupado e fala, desanimado:

- Talvez seja só uma crise de casamento... mas, obrigado pela preocupação... prometo pensar no que disseram... vou para casa, oyasuminasai.

E acena de costas para eles, se retirando do salão.

Hyoko e Kion se entreolhavam, tristes, vendo o sofrimento do amigo.

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Ao chegar em casa, abre sua gravata e retira o smoking, jogando-o em um canto qualquer do imenso quarto. De calça social e sapatos, só com a camisa social e a gravata pendurada no pescoço, desce.

Na cozinha, pega um medicamento para cefaléia (dor de cabeça) e toma, pois, parecia que sua cabeça ia rachar, de tanta dor que sentia, embora soubesse que por causa da bebida, o remédio acabaria perdendo um pouco seu efeito.

Em seguida, sai pela porta da cozinha, até o quarto onde estava Yuki.

Lá, desenrola o futon no piso, deitando em seguida, olhando para a raposa e chorando antes de adormecer, pelo nervoso, cansaço, cefaléia e bebida.

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Após um mês, a relação de ambos parece melhorar incrivelmente, o humor dela melhorando e muito e para Yuukiko, parecia que o casamento voltava para os "eixos", mas, uma sensação incomoda surgia nele, era algo estranho, nem ele mesmo compreendia. Essa sensação transmitia a alusão que não iria durar para sempre essa relação.

Pelo menos, com a queda das discussões, seu trabalho melhorou e diminuiu a bebida, embora ainda tivessem alguns desentendimentos bem "calorosos".

Após alguns meses, Uzumaki voltava para casa, mais cedo que o de costume, porque duas cirúrgias dele foram desmarcadas. Uma pela direção do hospital e outra, pela família do paciente.

Voltava para casa após comprar um presente para Yume, um belo colar de ouro. Queria comemorar, pois, agora, era diretor na cliníca, sim, fora promovido. E para comemorar com sua esposa, havia reservado uma mesa no Ryuu no Tenkai.

Abre a porta e estava com a mente tão ocupada, que não sente mais de um chakra na morada e após fechar a porta talhada, ouve sons vindos do alto da escada.

Como se estivesse em transe, põe o presente em cima da bancada da cozinha e caminha em passos lentos e vagarosos, mas, também, com uma raiva imensa tomando conta de seu ser, enquanto os sons ficavam definidos e o odor familiar invadia suas narinas, confirmando o que o esperava atrás das portas duplas.

Controlava a todo o custo seu chakra, que pulsava de raiva como seu coração, embora subisse lentamente, vencendo cada passo de cada vez, até chegar na entrada fechada de seu quarto, risos podendo ser escutados.

Irado, dá um murro, destruindo a porta facilmente e vendo sua esposa e o amante desta, nús, transando.

Ambos congelam e começam a sentir pavor, levantando-se da cama lentamente, apavorados, encolhendo-se, vendo os olhos de Yuukiko ficarem levemente rubros, seus caninos se pronunciarem e as garras, além de um estranho vento percorrer o quarto.

Sentiam também, como se uma parede invisivél os esmagasse, fazendo com que respirassem com dificuldade.

Podiam ouvir rosnados audivéis dele e viam contornos de caudas se formarem, no caso duas, de coloração azulada e uma espécie de manto envolvê-lo, embora só vissem contornos, pois, a maior parte era de chakra senjutsu.

Era uma cena apavorante e o médico sentia sua consciência se esvaicer gradativamente, conforme os segundos se passavam.