Gente nada aqui me pertence, personagens é a da S. Meyer e o livro da S. Mason ;D
CAPÍTULO 25
- Não me obrigue a ir! – eu digo choramingando.
- Bella, você tem de ir – diz minha mãe num tom enfático. – As pessoas viram você na entrevista da televisão e vão pensar que onde há fumaça há fogo.
- Maldito Eric! – digo com toda a fúria.
- Se você não aparecer às pessoas vão soltar a língua!
- Maldito Jake!
- Se não quiser fazer isso por você, faça por Edward.
- Maldito Edward! – resmungo.
- Bella, pare de resmungar.
Minha mãe e eu estamos no meu quarto, um dia depois da entrevista na televisão, fazendo uma cena como as que fazíamos há mais de dez anos. A única diferença é que me papel de parede não é mais estampado com fotos de Duran Duran e George Michael. (Sim, eu sei que eles não são mais particularmente legais)
- O que importa para Edward eu estar lá ou não? A festa hoje à noite é na casa dos pais de Tanya. Prefiro cortar os pulsos que enfrentar toda aquela gente que pensa que Edward e eu temos um caso ou que estou caídissima pelo detetive bonitão. Depois da entrevista na televisão desenvolvi várias idéias assassinas contra Eric e Jake.
- Mas Edward também tem de ouvir as pessoas perguntando se é verdade ou não. Ele é a parte inocente em tudo isso.
- O que você está querendo dizer? Que eu fiz tudo deliberadamente? - pergunto, histérica. A confusão está criada.
- Deixe de ser boba. – Minha mãe se senta na cama, me chama para eu me sentar ao seu lado e pega minha mão com carinho. – Querida, isso pode parecer muito difícil agora, mas os maus momentos fortalecem o seu caráter.
- Eu tenho caráter até demais. – digo, olhando para o chão, mas nada detém minha mãe quando ela está tomada por um tema. Ela se levanta, fica andando pelo quarto e se vira para mim.
- Você vai ver que sua experiências a ajudarão a crescer. – Sinto que tenho de concordar de certo modo. – Até que, como uma borboleta...
Eu a interrompo com impaciência.
– Você não diz isso em uma das suas peças?
Ela pára, com as mãos no ar.
– Hein?
- Você não diz isso em uma das suas peças?
- Digo, querida? Bem que eu achei que a frase me parecia um tanto familiar. A gente acaba repetindo o que falou no teatro. – Ela volta à realidade e se senta ao meu lado de novo.
– Bom, então você vai à festa toda bonita, como se não tivesse uma preocupação na vida. As pessoas se esquecerão logo de todos os seus boatos bobos.
Absorvo tudo e digo:
- É, mas não posso me arrumar demais, senão vão pensar que sou uma sem-vergonha.
- Então prefere ir toda desarrumada e deixar que pensem que você está apaixonada por ele que nem uma colegial? Antes uma sem-vergonha que uma boba.
Hesito um segundo.
– Você tem razão. Onde estão os rolos de cabelo?
Alice chega quinze minutos atrasada, com um vestido vermelho maravilhoso.
Vinte rolos estão presos no meu cabelo. Eu estou tentado escurecer as sobrancelhas em frente ao espelho (uma vozinha sarcástica na minha cabeça diz: "É assim que você vai pegar o Edward, sua sobrancelhuda?") e ouvir a música pop para tentar me valorizar. Viro para a porta quando Alice entra.
- Alice! Você está linda! Aonde você vai?
- Vou à festa com vocês. Vou dar uma de mulher de escarlete para não prestarem tanta atenção a você! – diz ela rindo e fazendo uma pirueta.
- Mas você não foi convidada.
Minha mãe se intromete na conversa.
– Eu perguntei ao Miles se podia levar a Alice; disse que era uma prima que estava passando uns dias comigo.
- Você teve coragem de fazer isso?
- Querida, é só um coquetel, não é um jantar sentado, e eles não vão se desesperar para arranjar mais um pedaço de torta na mesa. Além do mais, achamos que você talvez precise de apoio moral. – Ela pisca para Alice, que dá uma risadinha.
Encolho os ombros e volto a cuidar das sobrancelhas. Alice senta-se na cama e a minha mãe volta à carga.
- Não pude acreditar quando Eric perguntou se você e Edward estavam tendo um caso! Achei que você ia desmaiar! – ela disse.
- Foi Jake que armou tudo aquilo – disse com raiva.
- Duas pessoas do meu escritório telefonaram perguntando se eu estava assistindo à entrevista!
- Eu só espero que Edward e Tanya não tenham visto.
- Eles iam ver?
- Bom, Edward ia se encontrar com uns oficiais de polícia para tomar uns drinques, mas eu não sei o que Tanya vai pensar se me viu na entrevista.
Alice dá de ombros.
-– Eu não me preocuparia. Ela vai se casar na semana que vem. Se não confiar nele agora...
- Como você está se sentindo? – pergunto a Alice depois de um instante, ao perceber de repente que não sou a única pessoa com problemas.
Ela me dá um sorriso.
-– Melhor, eu acho. É bom ter outra coisa para pensar.
- Quem bom eu estar ajudando você.
Nós quatro e o pequinês emburrado entramos no enorme Range Rover do meu pai. Não é uma parada fácil com sapatos de salto seis. Podem crer. Todos estamos muito elegantes; minha mãe com um charmoso conjunto de tricô de lã e meu pai com o blazer de sempre e gravata. Eu gostaria que estivéssemos indo jantar em um pub sossegado no campo.
Fico imaginando um lugar assim quando vamos deixando a cidade e entrando na área rural que circunda a cidade de Bristol; tenho de pensar em qualquer coisa que tire da minha cabeça as horríveis fantasias sobre o coquetel.
Meus pais discutem porque não estão entendendo o mapa e minha mãe procurar desesperadamente o convite, que tem um mapa específico na folha de trás. O carro é um amontoado de papéis; não sei como meu pai consegue ver pelo pára-brisa, pois o painel está empilhado de convites. Isso faz parte do sistema especial de arquivo da minha mãe.
Eles se cansaram de ficar perdidos pelas estradas, sem saber como chegar aos locais das festas, tendo de baixar os vidros a toda hora para fazer perguntas vagas ao pessoal local porque não tinham levado o mapa, o convite, ou ambos. Então minha mãe resolveu guardar todos os convites no carro, mas tem sempre dificuldade de encontrá-los.
Localizamos o lugar finalmente, fazemos uma curva e nos identificamos no interfone dos portões. Esperamos um pouco até que os imensos portões de ferro sejam abertos, e nos deparamos com uma linda entrada ladeada de árvores. "Edward vai se casar com esse tipo de gente?", pergunto-me incrédula.
– O que é mesmo que o pai de Tanya faz? Você disse que ele era patrocinador de peças de teatro?
- É, querida. É preciso muito dinheiro para patrocinar uma peça; a profissão básica dele tem a ver com finanças. – Minha mãe olha para a entrada de luxo e repete a frase vaga, "alguma coisa a ver com finanças."
Eu me afundo no carro com um suspiro. Como passou pela minha cabeça competir com um ambiente desses? O olho clínico do meu pai nota minha reação pelo espelho retrovisor.
- Grades douradas e tudo o mais, Bella. Acho que não será tão divertido quanto parece.
Já metade da diversão seria bastante para mim.
Enfim chegamos a uma gloriosa casa georgiana. Papai estaciona o carro ao lado de uma quantidade de BMWs, Audis, Alfa Romeos. Meu coração bate forte e minha reação imediata é fugir pelos campos em volta, mas minha mãe me segura pela mão.
- Você está linda – ela diz baixinho no meu ouvido, apertando a minha mão.
Nós tínhamos finalmente escolhido um vestido preto sofisticado com abertura na frente e atrás, forrado de roxo brilhante. Alice lembrou que foi o vestido eu usei no dia em que conheci Mike.
Olho maravilhada para a casa, construída em pedra Cotswold, com grande janelas georgianas. Uma trepadeira cobre metade da casa e a imensa porta vermelha da frente dá um toque imponente ao conjunto.
Somos atendidos por um garçom discreto, que pega nossos casacos e nos pede para segui-lo até o salão. O burburinho de vozes vai ficando mais perto à medida que atravessamos o largo corredor, e atinge um crescendo quando o garçom abre a porta.
Entramos no salão e somos imediatamente recebidos por um senhor que suponho que seja Miles, o pai de Tanya.
- Miles! Que maravilha ver você! Como vai? – diz minha mãe.
- Você está linda, Renné! Charlie, que prazer ver você de novo, - ele diz, virando-se para meu pai, que aperta sua mão formalmente. Ele nunca foi muito amigo dos financiadores das peças da minha mãe, pois sempre suspeitou dos motivos do envolvimento deles com o teatro. Minha mãe vira-se para mim.
-– Esta é a minha filha Bella.
- Você dispensa apresentação, Bella! Já ouvi falar muito de você! – Ele termina a frase com uma grande gargalhada. Eu desejaria poder estar em qualquer outro lugar que não ali. Talvez fosse a forma como ele disse aquilo, ou a gargalhada, mas a verdade é que me senti muito desconfortável.
Minha mãe apresenta Alice rapidamente.
– Essa é a nossa prima Alice, que está passando uns dias conosco.
Enquanto estão sendo feitas as apresentações, olho em volta do salão e vejo aquela gente toda reunida em grupos, segurando seus copos e os garçons passando os canapés. Vejo Edward e Tanya conversando com um casal idoso, e Emmett em um grupo próximo a eles. Emmett me avista e se desculpa com o grupo. Edward, notando a movimentação de Emmett, segue o olhar dele e me vê. Meu coração bate descompassado e sorrimos um para o outro.
Emmett, serpenteando pela multidão, vem falar comigo. Finalmente chega ao meu lado e faz uma careta. Devido à situação social, ele me dá um beijo no rosto. Sorrio e aperto o seu braço, contente de ver uma cara amiga.
- Como vão as coisas? – pergunto.
Ele mexe no colarinho. Está muito elegante, com um terno cinza e uma camisa branca. Mas a gravata com estampa do Pato Donald estraga um pouco o efeito.
- É um esforço para nós, simples policiais – ele diz baixinho.
- Está se sentindo tenso?
- O que eu não faço em nome de uma amizade! Você está linda, hein?
- Obrigada. Vocês se divertiram muito ontem à noite? – pergunto para puxar conversa. Ele pega dois copos com um garçom e passa um para mim.
- Ontem à noite?
- É, vocês não foram tomar um drinque com o pessoal do departamento?
-– Pelo canto do olho vejo James cumprimentando meus pais e Alice.
- Ah, sei. Foi legal.
- Ficaram lá até tarde?
- Não, não.
-Pelo visto todos precisavam aliviar a tensão da semana. – digo, tentando obter mais informação
- Você quer saber se algum de nós viu a entrevista na televisão, não é?
- Você viu?
- Não, mas meu companheiro de quarto viu e gravou o programa para mim. Só que perdeu os primeiros cinco minutos. Ninguém mais viu.
- Graças a Deus. – Olho de novo para Edward e meus pais. Ao que parece eles ouviram uma piada e estão às gargalhadas.
- Não foi tão ruim assim – diz Emmett, tirando um canapé da bandeja passada pelo garçom. Cuidado, digo para mim mesma. Eu tento parecer indiferente.
- Não, só um pouco constrangedor quando Eric começou a me provocar.
- Meu companheiro de quarto é fã do seu diário. Diz que não gosto da saia que estava usando no outro dia. A bege...
- Estampada. – termino. – Ele não foi o único. Vou queimar essa saia assim que chegar em casa Então, já escreveu o discurso de padrinho do casamento?
- Nem comecei! Fico um pouco nervoso quando penso que vou ter de falar na frente de toda essa gente. Tenho a sensação de que policiais não fazem parte da vida deles. Mas Edward parece se encaixar bem aqui. – Ele baixa a voz e diz quase sussurrando: - Você já conheceu aquela garota chamada Susie? Agora ela está...
- Você usou o nome Jack em seu diário em homenagem a um dos seus gatos? – diz uma voz no meu ouvido.
Dou um pulo quando Edward entra na nossa conversa.
– Aposto que foi minha mãe que lhe contou. – digo rindo.
- Acertou.
- Você devia se dar por contente, o outro gato se chamada Jacques.
- Nesse caso, obrigado por me chamar de Jack. Não vai nos mostrar hoje seus truques com garrafa no pé? – ele pergunta, olhando para minha taça de champanhe.
- Talvez mais tarde.
Ele sorri. Emmwtt diz, como pretexto, que quer mais uns canapés e sai atrás cara de um garçom para nos deixar sozinhos. Fico olhando fixo para o tapete. É persa ou siamês? Ou será que estou pensando nos gatos de novo? Como nunca tinha estado em uma reunião social com Edward, me sinto sem graça e acanhada de repente. Sobre o que vamos conversar?
Limpo a garganta e pergunto.
-– Você já está se sentindo nervoso?
- Por quê? Por você?
- Não, pelo casamento.
- Ah, o casamento. – Ele dá de ombros. – Ainda não. Você vai à festa? Poderá se servir à vontade de bebidas do meu sogro.
- Se você quiser, eu vou.
- Eu gostaria que você fosse.
Nós nos olhamos por um instante e tenho a impressão de ver uma certa tristeza no seu olhar, mas talvez seja uma impressão intencional. Se ao menos tivéssemos mais tempo para ficar juntos, mas pela minha breve experiência com Edward Cullen, eu sei que esse casamento irá adiante. Ele é um homem de palavra.
Olhamos para minha mãe quando ouvimos sua gargalhada, e eu sorrio.
- Ela é maravilhosa. – diz Edward.
- Obrigada.
- O que quer dizer a expressão "Merda de Macgregor"?
Suspiro, evitando uma crise emocional.
-–Em nenhuma circunstância peça para ela lhe contar.
- Por quê?
- Porque provavelmente é sobre um escocês e um barco, e não tem graça nenhuma quando se ouve a piada pela centésima vez.
Edward ri e Tanya aparece milagrosamente ao seu lado.
- Bella, possa roubar Edward um instante?
- À vontade. – digo com sinceridade.
- Querido, quero que você conheça uma pessoa... – ela diz, levando-o para longe.
Eu vou para junto dos meus pais e pego outra taça de champanhe no caminho. Fico ao lado deles tentando participar da conversa, quando uma figura na porta chama a minha atenção. Franzo a testa. Ele me é muito familiar.
É como se eu estivesse vendo meu carteiro no supermercado, não consigo localizá-lo fora do contexto. Ele olha agressivamente em volta e relaxa um instante quando vê a sua presa. Vai até o objeto do seu olhar e naquele momento eu o reconheço.
É Jasper.
Dou um passo na direção dele, mas é tarde demais. Ele um soco na cara de Edward Cullen.
- Meu Deus. – diz meu pai.
N/a: Por essa eu não esperava! O que Jasper tem na cabeça para ir na festa e socar Edward? É melhor ele se cuidar ou uma multidão de fãs enfurecidas virá atrás dele com tochas e garfos, hehehe
Sinto muito pela demora.
Posterei em breve =*
Obrigada Ju Grois e Deah Ricz pelas reviews!
Até
Maça ;*
