Nota: Hello Girls estão prontas pra ler os últimos capítulos da fic.

Devemos agradecer a autora ao qual só falarei o nome, depois que eu posta a ultima fic a do Mirok e da Sango ao qual eu vou a adapta, espero que gostem e que comentem

Beijos a todos que acompanharam a fic, que deixaram seus comentários aqueles também que não, nos vemos na quinta com, mas uma nova fic, bye bye ^-^

Ps.: NÃO ESQUEÇAM AS REVIEWS

CAPÍTULO 24

Depois que Kagome tomou um longo banho e dormiu um pouco, ela voltou ao quarto de Inuyasha com agulha e linha.

— Enquanto discutimos sobre planos, vou costurar suas costas — ela disse. — Senão temo que esses cortes nunca cicatrizarão.

Ela notou que a banheira dele ainda estava no centro do quarto. Os cabelos dele estavam úmidos e ele obviamente removera as faixas antes do banho, já que seu peito estava nu. Seu coração saltou ao vê-lo. Seus pensamentos não estavam alinhados com a contínua cura dele. Kagome subiu na cama e bateu com as mãos no colchão.

— Sente-se aqui.

— Se você me quiser na cama novamente tudo o que precisa fazer é pedir, Kagome — ele provocou.

— Agora, chega de besteira — ela ralhou, mas não conseguiu esconder o sorriso. Ele se sentou e ela parou de sorrir. Os feios cortes gotejavam sangue. — Você já levou pontos antes? — ela perguntou.

— Não que me recorde — ele respondeu. — Mas há uma grande parte de minha vida de que não me lembro nesses anos que passaram.

— Vai doer — ela o avisou.

— Penso que seria melhor mentir para seus pacientes em situações como essa — ele sugeriu.

Ela sorriu novamente.

— Tudo bem, não vai doer nada.

— Tarde demais — ele resmungou.

Kagome havia escolhido sua menor agulha, ela esperava fazer com que as cicatrizes ficassem menos perceptíveis, mas seria necessário usar de mais força para passá-la entre a pele. Ela respirou fundo e começou.

— Podemos discutir nosso plano agora — ela disse. — Ajudará a desviar sua mente do que estou fazendo.

— Meu plano é atrair Lorde Kouga para longe de Londres e matá-lo — ele disse de forma sucinta.

Ela não sentia simpatia por Lorde Kouga, ele era um homem cruel e uma ameaça a seu filho, mas ela não desejava mais mortes e queria evitar que Inuyasha colocasse a própria vida em risco.

Ela não sabia como. Certamente ela tentou lançar feitiços que fizessem com que Lorde Kouga se esquecesse dela enquanto esteve escondida no bosque.

Eles não funcionaram. Kagome não era tão habilidosa como sua mãe havia sido, ainda assim as habilidades de cura de Kagome eram maiores.

— Ele não irá atrás de você sozinho — Kagome lhe assegurou. — Tenho de ir junto como isca.

— Não — Inuyasha argumentou. — Quero você e Shippon em algum lugar seguro enquanto lido com ele.

— Ele não o seguirá se você estiver sozinho — ela insistiu. — Ele está atrás de mim e de Shippon. Principalmente Shippon — ela acrescentou. — Não o colocarei em perigo, porém.

— Não — Inuyasha concordou. — Por mais que eu odeie admitir, você provavelmente está certa sobre ele não vir atrás apenas de mim.

O silêncio se instalou entre eles enquanto ela sabia que Inuyasha sentiria mais a agulha se ela não o mantivesse distraído.

— Temos de enganá-lo de alguma forma — ela continuou. — Fazê-lo acreditar numa mentira.

— Suponho que possamos fingir que estamos fugindo para a propriedade de campo — ele disse. — Podemos usar um boneco no lugar de Shippon e instruir Jaken e a ama seca para o levarem a algum lugar seguro. Penso que Lorde Kouga enviará alguns capangas para nos atacar na estrada. Ele gostaria de nos levar para sua mansão no interior, ou algum lugar próximo, para lidar conosco.

— Não acho que seja uma boa idéia permitir que nos ataquem — Kagome falou. — E se Lorde Kouga simplesmente os instruir para nos matar logo que nos avistarem?

— Uma vez que perceberem que Shippon não está conosco, eles terão que manter pelo menos um de nós com vida para torturar e conseguir a localização dele — Inuyasha disse. — Você será a provável escolha deles.

— Talvez não — ela disse. — Eles podem presumir que você se importa menos —Kagome tinha quase terminado com as costas dele. Os talhos eram longos, mas não tão profundos como ela havia pensado. Ela lembrou que queria perguntar a Inuyasha sobre o que pensara na noite em que foram ao baile com a duquesa-mãe.

— As pessoas em Whit Hurch sabiam quem você era? — ela perguntou. — Você se apresentou a eles com seu nome?

— Não, não meu nome verdadeiro — ele respondeu. — Estava tentando conseguir informações sobre você de uma maneira sutil, e pensei que lhes informar meu nome apenas levantaria suspeitas sobre mim. Minha família não é desconhecida nem em pequenas aldeias. Por que pergunta?

— Eu me preocupei sobre isso quando vi Lorde Kouga no baile — ela disse. — Estava com medo de que se ele soubesse que era você quem esteve xeretando em Whit Hurch ele somaria dois e dois e perceberia que eu era de fato quem ele pensava. É claro que isso agora não importa. Ele sabe quem eu sou e quem você é.

— Mas ele não sabe exatamente o que eu sou — Inuyasha disse. — Ele não ficou por tempo suficiente para ver a transformação.

— Ele viu o suficiente para ficar esperto — ela garantiu. Terminando suas suturas, Kagome se levantou da cama, caminhou até a mesa onde estavam sua pomada e as faixas, as pegou antes de retornar. — Ainda não gosto da idéia de permitir que Lorde Kouga nos capture. Não será bom para nenhum de nós estarmos nas mãos dele.

— Não pretendo ser capturado — Inuyasha disse. — E eu jamais permitiria que aquele homem colocasse as mãos em você novamente, Kagome.

Kagome abriu o vidro de pomada e começou a cobrir com o remédio as feridas de Inuyasha. Suas mãos tremeram levemente apenas por pensar em Lorde Kougaa tocando. Não agora, não depois de saber o que era estar com um homem a quem desejava.

E desejava acima de todos os outros. Depois que as costas de Inuyasha estavam besuntadas, ela começou a enfaixá-lo novamente.

— Quando partiremos?

— Hoje à tarde — ele respondeu. — Se não parecermos apressados, Lorde Kouga poderá suspeitar. Melhor que o forcemos a agir rapidamente. Faça uma pequena trouxa, apenas com roupas fáceis para caminhadas. Teremos que voltar à floresta novamente. Tenha isso em mente.

— Minhas roupas velhas — ela decidiu. O que lhe trouxe a mente sua vida antiga. Num ponto, se eles conseguissem atrair Lorde Kouga para longe de Londres, e fugir dos capangas que ele deveria enviar atrás deles, ela deveria retornar ao que fazia antes de Inuyasha entrar em sua vida. Os sentimentos que essa compreensão fizeram surgir nela lhe disseram outra coisa. Ela não queria voltar. Nunca mais. Mas agora não era hora de se perguntar se a noite passada tinha mudado algo mais do que o trato que fizeram. Um trato que ela não manteve. Um trato que ele abandonara por agora... por ela e por Shippon.

Tendo terminado de enfaixar Inuyasha, ela pensou em sair da cama, mas ele se voltou e bloqueou sua saída.

— Temos um futuro incerto pela frente — ele disse. — Gostaria de fazer amor com você novamente caso a opção não se apresente no futuro.

Ela quase se derreteu com o calor dos olhos dele, mas sua mente pratica não permitiu que desfizesse seu trabalho.

— Não até você estar melhor — ela disse. — Não é uma boa hora para você fugir de um homem determinado a matar meu filho, ou abrir suas costas novamente apenas para agradar a uma mulher, Inuyasha.

Ele franziu a testa e ela pensou que era por ela ter se negado a ele, mas ele disse:

— Você não pode dizer nosso filho, Kagome? Ele arrebatou meu coração no momento em que o segurei e o ouvir dar seu primeiro grito de vida. Eu prometi cuidar dele, alimentá-lo, vesti-lo e protegê-lo. Isso não me faz pai dele?

Ela não conseguiu evitar o fluxo de lágrimas que umedeceu seus olhos. Se ela já não amasse Inuyasha antes desse momento, ela o faria agora. Ela sempre o amaria.

— Sim — ela respondeu. — Para mim, você é o pai dele.

Ele pareceu ficar muito satisfeito com a resposta, e se inclinou para frente e a beijou. Como ele conseguia ser convincente, ela decidiu momentos depois quando estava derretendo contra ele e a língua dele se aprofundava em sua boca, deixando seu sangue em chamas. Precisou de um grande esforço para interromper o beijo e afastá-lo.

— Suas costas — ela o relembrou e então sorriu diante da careta dele. — Além disso, se vamos partir logo, temos muito a fazer. Leve-me em segurança aos bosques que circunda Whit Hurch e discutiremos esse assunto mais tarde.

— Está me cheirando a suborno — ele disse, ainda franzindo a testa. — Vou lhe cobrar essa promessa — garantiu a ela.

A provocação cessou quando a tarefa a ser feita se estabeleceu entre eles. Inuyasha se levantou, pegou a camisa e a deslizou sobre os ombros largos.

— É melhor você ir avisar a ama seca sobre o que está acontecendo. Vou conversar com Jaken.

Por um instante, ela desejou voltar com as brincadeiras e esquecer que o perigo espreitava na esquina. Mas ela não podia, e concordando com a cabeça, foi fazer o que ele mandara, sua mente rodando com a súbita preocupação. Talvez devesse ter permitido que ele fizesse amor com ela novamente, os pontos que se danassem. Talvez não houvesse outra oportunidade. Ela fechou os olhos e tentou ver seu futuro, mas havia apenas escuridão.

Inuyasha e Kagome promoveram um grande espetáculo ao arrumarem a bagagem para partirem da residência durante todo o dia. Baús vazios eram carregados na carruagem na frente da casa para que todos que passassem pudessem ver que planejavam viajar. Dentro da casa, Inuyasha e Kagome estavam dando a Jaken e Martha as últimas orientações.

Kagome carregava Shippon, dando beijos suaves em sua cabeça e olhando para ele como se fosse irromper em lágrimas a qualquer momento. Inuyasha odiava separá-los, mas era para a segurança de Shippon que precisava fazê-lo.

— Você entendeu o que tem de fazer? — Inuyasha perguntou a Jaken.

O mordomo acenou com a cabeça.

— Essa noite, sob o manto da escuridão, tenho de levar Martha e o jovem Shippon para a casa da irmã dela no lado leste. Amanhã logo a primeira luz, tenho de alugar uma carruagem de aluguel discreta e devemos partir para a propriedade de campo.

Inuyasha agarrou o braço do mordomo e o levou a uma pequena distância.

— E? — ele inquiriu baixinho.

Jaken não o olhou nos olhos.

— E se o senhor e sua dama não voltarem para a residência de campo, devo pedir a Lorde e Lady Taishou para criarem Shippon como se fosse deles.

— Bom — disse Inuyasha. — E se apenas Kagome retornar?

— Ela deve ter todas as honras e privilégios de ser sua esposa. Como seu primogênito, Shippon deverá ser seu herdeiro.

— Você fará com que isso seja entendido?

— Muito certamente — Jaken lhe assegurou.

Inuyasha bateu nos ombros dele.

— Bom homem — ele retornou para perto das mulheres. — Kagome, está na hora de partirmos.

Ela pareceu recuperar suas forças, relutantemente entregando Shippon de volta à Martha.

— Cuide muito bem dele — ela disse.

A ama seca apenas acenou com a cabeça.

Mais cedo, Inuyasha tinha pedido que Jaken fosse ao centro de Londres comprar uma boneca. Kagome agora segurava a boneca. Enrolada nos cobertores de Shippon, a boneca facilmente passaria por verdadeira à distância. Inuyasha caminhou até a ama, beijou a cabeça de Shippon, depois pegou o braço de Kagome e a acompanhou até a porta.

Jaken os seguiu, pois pareceria estranho o mordomo não sair para vê-los partir. Inuyasha olhou para o condutor.

— Lembre-se de suas instruções — disse Inuyasha. — Ao primeiro sinal de problema, você deve parar a carruagem, descer e se esconder em algum lugar seguro.

Thomas concordou.

— Sim, mas saiba que não me importo de lutar a seu lado — ele acrescentou.

— Já falamos sobre isso — Inuyasha o lembrou. — Não é opcional.

O lacaio, um jovem que também sabia suas instruções, abriu a porta. Enquanto Inuyasha ajudava Kagome a subir na carruagem, disse ao jovem.

— Guarde bem sua retaguarda. Você é muito jovem para levar uma bala nas costas — então Inuyasha entrou na carruagem atrás de Kagome, permitindo que o lacaio fechasse a porta. A carruagem partiu. Inuyasha fechou as cortinas, imediatamente tirando seu colarinho alto e soltando a gravata. Ele tirou o casaco, alcançou sua valise e retirou duas pistolas, que colocou no assento ao lado dele.

Seguindo o exemplo dele, Kagome abriu sua valise e removeu um dos vestidos simples que trouxera com ela para Londres. Vê-la se despir era a pior das distrações, mas ele ficou de ouvido atento para problemas. Ele duvidava que Lorde Kouga tentasse algo antes de eles saírem da cidade, mas não subestimaria o homem.

Não muito depois, Kagome estava sentada em frente a inuyasha, seus longos cabelos soltos nos ombros, usando um simples vestido de trabalho que já vira dias melhores. Ela o lembrava agora da bruxa a quem procurara meses atrás. Ela era linda, tinha uma aparência física que o agradava. Tinha uma natureza sensual na cama que também o agradava. Ela não era uma mulher de quem ele se cansaria ou com quem se aborreceria.

— Pare de me olhar desse jeito — ela disse calmamente, um sorriso brincando nos lábios cheios. — Sua mente deveria estar em outros assuntos.

— Sou tão óbvio? — ele perguntou.

O olhar dela passeou sobre ele e se focalizou na frente das calças dele.

— Sim — ela respondeu. — Você é muito óbvio.

Agora que Kagome estava vestida, inuyasha abriu a cortina próxima a sua janela. A carruagem de verão não tinha vidros nas janelas para que o ar pudesse circular livremente dentro dela. Ele colocou a cabeça para fora da janela, observando a cidade atrás deles. Logo escureceria. Ele esperava que se Lorde Kouga enviasse capangas atrás dele, ou mesmo viesse em pessoa, eles atacariam antes da noite cair. Seria melhor para Inuyasha se não o fizessem, devido a sua visão superior no escuro, mas não seria vantajoso para o condutor e o lacaio.

O pensamento tinha acabado de lhe ocorrer quando uma bala passou raspando o rosto de Inuyasha. Ele rapidamente moveu a cabeça para dentro da carruagem e olhou para Kagome, viu o rosto dela empalidecer; então, como Thomas havia sido instruído, a carruagem começou a parar.

— Deite-se no chão — Inuyasha disse a Kagome. — Cubra sua cabeça com as mãos.

Ele esperou até ela obedecer; então levantando suas pistolas, ele chutou a porta da carruagem e se jogou para fora. Inuyasha rolou no chão, tentando ignorar o protesto de suas costas e levantou-se apontando as pistolas para os quatro cavaleiros que cavalgavam para a carruagem. Ele mirou no homem que liderava, puxou o gatilho e o viu cair da sela. Uma bala atingiu o chão próximo ao pé direito de Inuyasha. Ele mirou com a segunda pistola, e pressionou o gatilho e outro atacante caiu.

As chances de Inuyasha estavam melhorando até que ele ouviu o barulho de cascos se aproximando de outra direção. Ele se voltou rapidamente. Mais quatro cavaleiros cavalgavam para a carruagem. Sem Thomas na condução, os cavalos da carruagem começaram a andar para trás movimentando o coche.

— Corra, Inuyasha!

Ele olhou para a carruagem. Kagome tinha engatinhado até a porta. Ela viu o que estava acontecendo.

— Eles são muitos! — ela gritou. — Vá enquanto ainda pode! Corra!

— Não vou deixar você aqui com eles! — ele gritou em resposta, rapidamente recarregando suas pistolas. Inuyasha mirou nos quatro cavaleiros que se aproximavam agora pela frente da carruagem, conseguindo derrubar um dos atacantes.

— Eles não me matarão! —Kagome tentou. — Não quando sou a única que sabe onde Shippon está! Vá agora, Inuyasha, e você poderá me ajudar a fugir mais tarde. Fique e não permanecerá vivo para me ajudar!

Outra bala passou assobiando, esfolando seu braço direito. Inuyasha se contraiu com a ferroada.

— Inuyasha! — Kagome gritou. — Por favor!

Ele havia jurado que não deixaria isso acontecer — que ele não deixaria que eles a levassem. Inuyasha não tinha escolha. Se ele agarrasse Kagome e ambos tentassem correr, ela poderia ser atingida na troca de tiros. Ela tinha razão. Eles não a machucariam. Lorde Kouga deveria ter dado instruções de a levarem para ele quando fosse capturada.

— Ele não a tocará novamente! — Inuyasha jurou a ela, então correu.

Dois cavaleiros se separaram para segui-lo, mas as estradas eram delimitadas com florestas e Inuyasha progredia mais facilmente através da densa folhagem do que um cavalo e cavaleiro poderiam. Ele deixou seus instintos guiá-lo, corria mais rapidamente, ele sabia, do que um homem normal jamais imaginaria. Sua visão tornou-se mais aguçada e adiante ele viu caminhos que nenhum cavalo conseguiria fazer, caminhos que talvez nenhum homem mortal poderia ver na densa floresta. Ele os percorreu, afastando-se cada vez mais da carruagem, de Kagome, e sentindo o homem dentro dele se afastando, e a fera se levantando para salvá-lo.