Espero que gostem!!!

XD

POTC não me pertence...

Johnny Depp sim, vai me pertencer!!!

Aye


Cap. 25

Elizabeth iria entrar em pânico, o que diabos Will estava fazendo ali?!

Os olhos de todos não paravam de piscar tentando saber se tudo era real ou se era alucinação. O Holandês ainda estava longe.

Jack agarrou Elizabeth pela cintura, a pôs nos ombros e correu para o porão, num ato de desespero. Ninguém sequer os viu, tanto piratas quanto soldados estavam simplesmente hipnotizados pela surpresa da aparição do Holandês Voador. Ainda mais quando o navio fantasma mais temido dos mares aparecia em uma manhã de sol como aquela. Na cabeça da maioria dos piratas fantasmas só apareciam em noites de lua cheia, nevoeiros e tempestades.

Elizabeth não entendeu o ato de Jack.

- O que você está fazendo Jack?! – disse ela preocupada. – Me ponha no chão!

- Elizabeth, você precisa se esconder! Will não pode te ver! De jeito nenhum! – ele a pôs no porão.

- Você ficou louco?! – ela olhou chocada para um Jack completamente nervoso. – Acho que isso será impossível! Ele deve ter me visto! Ainda mais que os piratas só gritam "rainha, rainha" e Will sabe que eu sou a rainha dos piratas! E, além disso tudo, ele deve ter ganhado os poderes que Davy Jones tinha lembra?! Desaparecer num canto e aparecer em outro?! Lembra Jack?!

- Eu não tinha pensado nisso! – Jack pôs as mãos na cabeça e andou de uma lado para o outro no porão úmido do Pérola. O único pensamento que ocorreu na cabeça cheia de dreadlocks de Jack foi tirá-la da visão daquele zumbi. Jack não podia perdê-la agora! Não agora! Não depois de tudo o que tinha acontecido entre eles!

- Ele não pode ter ver Lizzie! – Jack fez bico. – Você me entende não é?!

- Eu não acho que passarei despercebida por ele e... – ela fez uma pausa, olhou para Jack e suspirou. – ... e eu não sei mais o que pensar! Tudo isso é loucura! Tudo o que aconteceu entre nós foi pura loucura! Você sabe disso! E agora vamos pagar por isso!

- Não vamos discutir relação agora não é amor?! – Jack arregalou os olhos para assustá-la um pouco.

- Não! – ela quase gritou e fechou os olhos por um instante para depois abrir e dar de cara com Jack que estava prestes a beijá-la. – Não Jack! – ela segurou o rosto dele longe do seu. – Estou com medo! Acho que algo muito ruim vai acontecer comigo Jack! É uma sensação horrível! – ela simplesmente o abraçou.

- Não vou deixar nada de ruim te acontecer Lizzie! – ele afagou os cabelos dela.

Ela não respondeu, apenas apartou o abraço e apontou a escada que dava para o convés.

- Fique aqui quietinha e não saia por nada nesse mundo savvy?! – ele disse preocupado e ela fez que sim com a cabeça. Ele subiu.

Elizabeth sentou e achou uma garrafa que rolou do estoque. Segurou a garrafa pensativa. Decidiu não beber. Ela não iria fugir dos problemas como sempre fazia ao beber rum naquela ilha onde Will a deixara.

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No convés...

Diante da visão do Holandês Voador, os soldados do Estrela Vespertina e do Victoria ficaram parados, terrivelmente atormentados com a visão perturbadora que o navio fantasma causava em qualquer pobre mortal que o via.

Lord Henry não acreditava no que seus olhos viam. Toda a lenda e a história macabra que ele ouvira sobre a morte de seu primo era verdade, estava diante de seus olhos terrivelmente azuis. O ódio ferveu-lhe o sangue! Cutler Breckett era seu primo favorito, havia cuidado dele quando seus pais morreram no mar, devido a um ataque de piratas próximo a Madagascar.

Ele não poderia atacar agora. Era muito arriscado, ainda mais com aquela frota de navios piratas e eles só com três.

- Recuar homens! Recuar! – Lord Henry gritou freneticamente para todos os soldados. Estavam todos apavorados.

Os três navios recuaram e voltaram na direção de Port Royal. Quando o Holandês Voador finalmente pareceu ancorar, longe deles, Jack finalmente desviou os olhos do navio de Will, e gritou:

- Fogo! Vamos seus miseráveis! Atirem nesses desgraçados! – e os piratas viraram para os ingleses e começaram a atirar com todos os canhões nos inimigos. Um a um os navios piratas abriram fogo.

Fizeram um belo estrago nos navios britânicos. Mas não deixavam de olhar o Holandês que recomeçou a se aproximar lentamente. Jack sentia que seu coração iria sair pela boca, estava quase vomitando de desespero quando de repente o Holandês foi para baixo da água! Ninguém entendeu nada. Principalmente Jack.

Barbossa finalmente virou o Pérola Negra para estibordo e gritou aos marujos:

- Parece que os maricas engomadinhos tremeram de ver como somos poderosos! – estava animando os homens, pois ele sabia que o que estava por vir não era nem um pouco bom. Afinal, o Holandês Voador não aparecia à toa!

- Não vamos persegui-los Capitão?! – gritou um pirata para Barbossa.

Quando Hector ia responder Jack gritou e tomou o timão das mãos dele.

- Saia daqui seu zumbi! EU sou o Capitão! – Jack fez careta e mostrou a língua para Barbossa, e este rodou os olhos pela infantilidade dos atos de Jack.

- Parece que por pouco tempo meu caro! Se não me engano, você está encrencado! – Hector disse com um sorriso mau no rosto e puxando Jack longe de ouvidos alheios completou. – Parece que o marido de sua amante veio buscá-la!

- Oh Bugger! – era verdade, pensou Jack. – Você disse que me ajudaria a protegê-la! – arregalou os olhos em descrença, não era possível que Barbossa não iria ajudar.

- Eu disse que a protegeria contra Calypso, não lembro de ter mencionado nosso bravo William! – ele riu, mas logo ficou sério e disse. – Vai ver ele percebeu a aproximação dos inimigos e veio nos ajudar! Huh?!

- Eu não penso assim! – Jack enrugou a testa. – Ele tem coisas mais importantes para fazer do que se intrometer em batalhas de piratas!

- É! Pode ser. Mas o negocio é o seguinte: e se ele não sabe que ela está aqui?! Você tem uma chance de sobreviver! – Barbossa riu. – E que os deuses te ajudem a não fazer mal a ninguém! Estou farto de suas idiotices seu imbecil!

- Eu nem vou responder a sua provocação seu zumbi maldito! – Jack mostrou os dentes com súbita raiva.

Barbossa caiu na risada. Mas depois parou. O infortúnio de Jack seria o de todos a bordo do Pérola Negra.

- Vamos navegar para longe logo! Você sabe que temos a vantagem com o vento ao nosso favor! – Jack juntou as mãos e pareceu rezar na frente de Barbossa.

Todos os piratas estavam olhando para os dois capitães sem saber quem obedecer. Finalmente Barbossa agarrou o timão e começou a virar o navio para o sul. Quando este abriu a boca para gritar as ordens foi interrompido por um grito agudo:

- Olá queridos marujos, piratas, bucaneiros, ladrões, bêbados e mendigos! Eu sou o capitão do glorioso e poderoso navio Pérola Negra! Savvy?! – Jack falou com os olhos brilhando, como se fosse um rei, os piratas não conseguiram segurar o riso e Hector sacudiu a cabeça e pensou quão idiota e metido era Jack Sparrow. – Continuando companheiros... – Jack disse e olhou em volta à procura de algum sinal da presença do Holandês Voador e seu maldito capitão, mas não viu nada. – ... estamos navegando em busca de um tesouro inigualável e inestimável: a Fonte da Juventude! – todos ficaram de boca aberta. Barbossa sabia muito bem o que Jack iria fazer, prometer coisas que não poderia cumprir. – Eu tenho um mapa do local! Uma cortesia de São Feng... – Jack mostrou o mapa. –... um velho amigo meu de Singapura! E quem estiver disposto a arriscar sua vida nessa aventura que trará a imortalidade para todos que encontrarem, pode se unir a mim e me jurar fidelidade! Pois o destino dos traidores será a prancha! E eu estou falando sério! – Jack fechou a cara quando viu alguns piratas rindo. – Savvy? – mostrou os dentes de ouro e fez uma careta maldosa.

Todos ficaram em silêncio. Jack olhou-os com suspeita, depois desviou o olhar para o mar. De repente o céu começou a escurecer e logo depois uma chuva forte começou a cair. Isso não era nem um pouco bom. Os marujos ficaram assustados e gritaram uns para os outros:

- Vamos voltar para Tortuga! Esse navio é amaldiçoado! E seu capitão também! E todos que nele ficarem! – todos falavam ao mesmo tempo numa confusão que só terminou quando o Pérola Negra os deixou próximos ao cais de Tortuga. Como não havia botes suficientes para todos, muitos foram nadando no meio da tempestade, para eles, qualquer lugar era melhor que o navio negro naquele momento. Ainda mais um navio perseguido pelo Holandês Voador, pois estava claro que o Pérola era o alvo do navio fantasma.

Todos os navios piratas voltaram para Tortuga, mas o Pérola não iria ancorar mais por um bom tempo.

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A bordo do Pérola...

A tripulação era Gibbs, Pintel, Raguetti, Marty, Cotton e seu papagaio, Barbossa e Jack, o macaco, sem contar Jack Sparrow e Elizabeth Swann.

- Bravo Jack! – gritou Barbossa. – Com essa tempestade e essa imensa tripulação o Pérola vai navegar sem problemas!

- Sinto muito "querido", mas a fama de amaldiçoado o Pérola adquiriu quando você tomou-o de mim! – gritou Jack bravo e correu para o convés.

- Sr. Gibbs!

- Aye Capitão!

- Cuide do barco! Rumo ao noroeste! Você sabe o que fazer! E não deixe de vigiar o Barbossa caso ele vá guiar o navio! Não confio muito nele, Savvy?! – disse Jack no ouvido de Gibbs.

- É claro capitão! – Gibbs afirmou com a cabeça e gritou ordens aos marujos.

Barbossa ficou segurando o timão e pensando em quais encrencas eles se meteriam dessa vez, uma já estava bem nítida para ele.

Jack foi para o porão, Elizabeth estava muito quieta numa situação como esta, quieta até demais.

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No porão...

Ele chegou e tomou um susto. Elizabeth estava caída inconsciente no chão. Ele a pegou nos braços e a cheirou quando viu uma garrafa de rum perto dela, mas ela não tinha bebido.

Tentou acordá-la de todas as formas, mas não conseguiu.

- Lizzie?! Lizzie, amor?! Acorde?! O Holandês sumiu! Acabou! Lizzie?! – ele tentou chamá-la de volta, mas ela continuava com uma expressão indecifrável no rosto e parecia adormecida, profundamente adormecida. De repente, um pensamento cruzou seu cérebro e congelou sua espinha.

- Calypso! – ele suspirou em dor, sua voz quase não saía. – Então é assim que ela vai tirar Lizzie de mim?! – ele se perguntou abalado.

Segurando ela nos braços ele conseguiu gritar por ajuda. Mas o barulho das ondas e da chuva estava muito forte, ninguém o ouviu. Ele a colocou cuidadosamente no chão e saiu para chamar alguém. O navio balançava terrivelmente. Depois parou, o navio não balançava mais.

Jack subiu as escadas correndo como um louco e quando finalmente alcançou o convés quase caiu duro no chão.

- Olá Jack Sparrow! – a voz de Will soou como uma maldição os ouvidos de Jack, que lhe deu as costas e encarou o mar com uma das caretas mais assustadas que ele já havia feito. Os outros marujos estavam assustados. Até Barbossa que estivera apreciando Jack se dar mal, estava apreensivo, havia tentado distrair Will, mas ele insistia em falar com Jack, já que estava lá também.

O Holandês Voador estava navegando lado a lado com o Pérola Negra agora. O mar parecia sem ondas, estava escuro, mas chovia forte. Estavam longe de Tortuga, indo em direção às Bahamas.

Jack demorou a responder. A tempestade continuava a assolar o navio. Ele estava tentando pensar no que fazer. Elizabeth estava desmaiada no porão, ou talvez pior, e ele não poderia fazer nada agora, ou pedia ajuda e a perderia para Will – que com certeza devia estar procurando por ela – ou a perderia para Calypso, pois aquele desmaio era muito estranho, Elizabeth estava com a saúde boa, revigorada depois de comer e dormir bem após a longa estadia na ilha dos fantasmas. Tudo o intrigava e o assustava. Os pensamentos de Jack estavam a mil. Ele misturava todas as situações com essa para ver se sua louca mente encontrava uma forma de sair daquela enrascada.

- Eu não posso falar nada agora, ele a tiraria de mim! Mas ela precisa de ajuda! Oh Bugger! O que diabos Will veio fazer aqui com esse maldito navio?! Porquê Lizzie desmaiou e não quer acordar?! Porquê esta tempestade em pleno Natal?! E porquê esse ataque surpresa da Companhia das Índias Orientais?! Porquê isso tudo de uma vez só?! Bugger,Bugger,Bugger! – pensava Jack e fazia caretas, estava com medo.

- Ahhhh! – Jack gritou assustado quando uma mão fria pousou em seu ombro. Ele se virou e viu a face de Will num sorriso fraco, seus olhos não brilhavam mais, pareciam os olhos de um peixe morto. Seus cabelos estavam longos, e terrivelmente escuros. Jack fez mais uma de suas célebres caretas de medo.

- Não tenha medo Jack! É muito bom te ver de novo! – a voz de Will parecia vir de muito longe, como se ele estivesse em algum lugar distante de seu próprio corpo. – Eu não vim buscar nenhum de vocês!

Tomando fôlego e coragem Jack deixou sair algumas poucas palavras:

- Que bom te ver também... – fez uma pausa e olhou rapidamente para a escada que dava para o porão. – ... William Turner! – forçou um sorriso.

Eles ficaram se olhando e Will foi falar algo com seus homens.

Os tripulantes do Holandês eram muitos, em sua maioria homens velhos, e Gibbs reconheceu Bootstrap Bill e começou uma conversa com ele. Jack viu e rapidamente chamou Gibbs e cochichou algo em seu ouvido. Ele chamou Pintel, Raguetti e Marty para segui-lo e foram para o porão. Iriam ajudar Elizabeth. Cotton ficou onde estava, no timão, guiando o navio, ele não daria com a língua nos dentes como os outros, até porque ele nem tinha língua mais, e muitos poucos dentes.

O Holandês Voador também estava navegando nas, agora calmas, águas do Atlântico.

Finalmente Will virou para Jack e disse:

- Preciso urgente falar com você! – ele parecia temer algo.

- Minha cabine! – disse Jack tremendo por causa do frio e do medo mortal que sentia agora de Will. – Ninguém entra nem mexe em nada, savvy?! Ninguém no porão principalmente! – ele disse com súbita raiva, só para assustar os outros.

Olhando para Barbossa que estava parado ao lado de Bootstrap Bill, Jack pediu silenciosamente ajuda e Barbossa simplesmente assentiu com a cabeça. Ele iria distrair os tripulantes do Holandês para que não espiassem o Pérola.

Jack e Will foram para a cabine, estava escurecendo mais e mais, a chuva não cessou, mas as ondas recomeçaram a bater violentamente nos cascos dos navios.

Jack não deixava de pensar em Elizabeth desacordada no porão. Uma vontade de mandar Will para o quinto dos infernos e correr para onde ela estava queimou dentro dele. Mas ele tinha que manter a calma, ele nunca se desesperava, nunca na vista de alguém. Ele não podia.

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No porão...

Os companheiros de Jack tentaram reanimar Elizabeth, seu coração batia, ela respirava, mas não acordava. Parecia tranqüila, dormindo docemente.

- Minha Nossa Senhora! – disse Gibbs. – Se ela não acordar o que iremos fazer?!

- Quais foram as ordens do capitão?! – Pintel perguntou.

- Mantê-la aqui, não deixar ninguém vê-la e tentar de todas as formas acordá-la!

- Então é isso o que iremos fazer! – disse Raguetti. – Deixem ela dormir! Deve estar cansada!

- Aye! – disse Marty, mas logo perguntou. – Sabe Sr. Gibbs, eu sempre tive curiosidade de saber o que está se passando entre o Capitão Sparrow e a Srta. Swann, se é que você me entende! – ele disse arregalando os olhos e meneando a cabeça.

Os outros piratas suspiraram e Gibbs disse:

- Eu não sei de nada!

- Vamos você sabe sim! – disse Raguetti. – Ainda mais porquê estamos escondendo ela do próprio marido?!

- É, você sabe sim Sr. Gibbs! Jack e Barbossa estão escondendo algo de todos nós! E você é o primeiro imediato, deve saber dos segredos de Jack! – disse Pintel com entusiasmo. Elizabeth estava deitada num saco de açúcar.

Marty e todos eles estavam olhando Gibbs com olhos brilhantes como crianças que imploravam por uma história antes de dormir.

- Está bem! – disse Gibbs com um suspiro. – Mas o primeiro que disser isso para alguém eu corto... vocês sabem o quê! – ele disse por entre os dentes e os outros se assustaram. – E eu não sei todos os segredos de Jack!

Houve uma longa pausa e Marty correu para ver se algum marujo do Holandês estava os espiando ou ouvindo. Não havia ninguém. A escuridão envolveu a todos e Gibbs limpou a garganta para começar a falar. Algumas velas foram acesas para iluminar um pouco o porão.

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Na cabine...

Jack e Will se encararam.

- O que veio fazer aqui bravo William?! Veio por causa do ataque, veio nos avisar?! Nos avisar do ataque?! Heim?! – Jack estava tentando acabar logo com aquilo, mas misturava as coisas e gaguejava.

- Eu não me preocupo com ataques britânicos a piratas. Você sabe disso! Tenho coisas mais importantes para fazer! – disse Will com uma voz fria que parecia cobrir de gelo toda a cabine.

- Então, se não foi isso, foi saudades?! – Jack tentou fazer piada.

- Você sabe que não!

- Então veio me agradecer por tudo o que fiz por você?! – disse Jack forçando um sorriso.

- O que você me fez?! – Will falou com raiva. – Você destruiu minha vida! Eu nunca quis ser pirata! E você... você roubou ela de mim!

- Ela quem meu rapaz?! – Jack fingiu não entender.

O ar estava tenso.

- Ela quem?! – Will disse com voz de falsete. – Elizabeth!

- Eu não roubei ninguém! – Jack não gostou do rumo que as coisas estavam tomando.

- Você sempre a seduziu! Os olhos dela brilhavam quando tocávamos no seu nome! Ela ficou triste por muitos dias quando soube que eu não tinha encontrado você para que fosse ao nosso casamento! Desde que ela conheceu você ela mudou comigo! E não foi muito para melhor! – disse Will em dor. A luz da lamparina projetava sombras no rosto dele e o deixava mais assustador do que ele tinha parecido no convés.

- Eu causo esse efeito nas mulheres meu caro! Mas acredite, ela ama você!

- Amava! – Will disse se sentando numa cadeira. Ambos estavam encharcados por causa da chuva. – E não pense que estou feliz em ser o Capitão do Holandês Voador, levando almas por toda a maldita eternidade, até que alguém doido o bastante para tal, apunhale meu coração!

- Escute! – disse Jack e arregalou os olhos com medo. – Você não veio aqui para me agradecer, então...?!

- Jack! – disse Will com tristeza. – Olhe isso! – e se levantou e abriu a camisa.

A boca de Jack abriu e um calafrio percorreu todo o seu corpo.

- Oh Bugger! – foi a única coisa que Jack conseguiu dizer quando viu escamas que começavam a cobrir todo o peito de Will. Escamas verdes e brilhantes.