N/A: hehe, desculpem-me pelo sustinho que lhes dei, mas foi mais forte que eu HAHAHA. Soumá. xD esse cap tem 12 páginas, e na verdade nem tem assim tanto conteúdo ¬¬ é mais para começar a amarrar os pontos soltos da fic, como HarryDraco ^^ boa leitura!


STAND BY ME

Capítulo 24 – Sem Amarras


A semana se passou com uma estranha pressão em seus peitos. Como se amarras apertassem seus corações e o presságio da separação cobrisse seus olhos com nuvens cinzentas. A tempestade estava prestes a cair pesada do céu. Elas andaram de mãos dadas durante todo o trajeto até Hogsmead, para se encontrarem com Harry e Draco no Três Vassouras. Havia parado de nevar, mas o dia estava frio e cinza, os alunos de Hogwarts as olhavam pelo canto dos olhos e fofocavam sobre elas, mas sequer lhes incomodava, haviam coisas mais importantes e problemáticas naquele momento.

Harry tinha uma carranca imensa e Draco bebia sua cerveja amanteigada despreocupadamente, quando elas se sentaram.

- Ele ainda não respondeu? – o moreno perguntou.

- Não.

- Hermione, acho que você deveria falar com ele pessoalmente! – reclamou, sério – Você se meteu nisso e agora está nas tuas mãos resolver os problemas.

- Não vou conseguir aturar se ele começar a gritar barbaridades sobre a Pansy, Harry. É mais seguro eu esperar a resposta aqui, quieta no meu canto.

- Mas-

- Potter, deixe a menina em paz – resmungou Draco – Você é muito chato!

Então Pansy riu, e depois todos caíram na gargalhada juntos. Nunca melhor dito: era rir para não chorar. Então, depois de umas quantas cervejas amanteigadas, a morena decidiu que era melhor beber para superar o nervoso e a pressão e bancou uma ronda de whisky de fogo (e outra cerveja para Hermione, que se negou a beber whisky).

- Um brinde pelo momento presente! – exclamou, batendo os copos, uns contra os outros e virando o líquido de uma vez, assim como Draco, enquanto Harry os encarava meio assustado e Hermione ria bebendo a cerveja o mais rápido que conseguia.

E, de repente, uma coruja meio capenga entrou pela porta do Três Vassouras, assustando alguns alunos que estavam muito próximos da entrada e fazendo outros se esquivarem com rapidez. A coruja aterrissou na mesa deles e bicou o dedo de Hermione com força, fazendo sangrar mais do que o normal, ela deu um gritinho e abriu a carta com pressa, sabendo que era de Ron, e a coruja voou de novo. Ele não esperava uma resposta. Então ela leu alto:

- "A bicada foi pra descontar a raiva, espero que não tenha machucado muito. Aproveite até o fim de Hogwarts, estarei te esperando. Ron."

Houve um silêncio momentâneo e então, quando Hermione começou a chorar desesperadamente, Pansy ficou estática, com os olhos arregalados e a boca entreaberta. Harry suspirou e se virou para Draco, pegando no bolso da jaqueta do namorado um cigarro bruxo e o acendeu com a varinha maquinalmente.

- Desde quando você fuma, Potter? – perguntou o loiro ironicamente.

- Desde que Ron aprendeu a engolir o orgulho imenso dele para deixar que Hermione namore a Pansy – disse simples, deixando visível que ele estava tremendo, enquanto segurava o cigarro e o levava aos lábios.

Então foi como se um sino começasse a tocar muito alto nos ouvidos delas e Pansy se levantou, fazendo a cadeira cair com estrondo e chamar a atenção de algumas pessoas do bar.

- CARALHO! – gritou, puxando Hermione para si, levantando-a da cadeira e a beijou.

Sentiu seus lábios baterem com força e gerar uma pequena dor, e os entreabriu, introduzindo a língua na boca da namorada que parecia atônita e em estado de choque e a beijou profundamente, os braços apertando-a mais contra si. Então a castanha reagiu e correspondeu ao beijo com desespero, agarrando os cabelos de Pansy e deixando sua língua dançar com a da outra num ritmo frenético e enlouquecedor.

O burburinho aumentou e elas se separaram sorrindo. Pansy ordenou mais uma ronda de whisky, indicando com um olhar para Hermione que dessa vez não havia escapatória, que teria que beber com eles e a outra apenas sorriu.

- Ah, que inveja – murmurou Draco, acendendo um cigarro despreocupadamente – Eu também quero poder beijar meu namorado na frente de todo mundo...

- Draco! – exclamou o moreno corando violentamente.

- Oras, agarra ele – sugeriu Pansy, acendendo um cigarro também – Vai ver assim o Potter desperta pra vida... – comentou maldosa.

E quando a cara de Harry pareceu demonstrar que estava cogitando a possibilidade de esmurrar a sonserina ou dizer a Draco que eles precisavam pensar mais, antes de sair por aí se agarrando, as mãos do loiro lhe agarraram pelo colarinho e o beijou com determinação.

As poucas pessoas que ainda observavam a mesa ficaram embasbacadas e não houve uma onda de burburinhos, foi um baque de gritinhos e exclamações e risadas histéricas.

- É HARRY POTTER! ELE ESTÁ BEIJANDO DRACO MALFOY!

X

Estava anoitecendo quando chegaram ao quarto do hotel em Paris. O casamento de Daphne seria no dia seguinte e haviam viajado por flú junto com Draco, Harry e Blaise, depois das aulas de sexta feira. O hotel bruxo estava muito próximo da Torre Eiffel e do centro da cidade, a neve caía aos pouquinhos e a noite se expandia rapidamente pelo céu, dando uma vista linda do monumento francês iluminado com luzes esbranquiçadas.

Pansy admirava a vista pela janela, pensando em quantas vezes havia visitado aquele lugar com seus pais, e como eles gostavam daquele ar refrescante e francês. Então Hermione a abraçou por trás e lhe beijou o ombro tranquilamente, começando a passear as mãos na barriga da outra e aumentar o abraço, fazendo a morena se arrepiar com o toque determinado que indicava o que fariam em poucos minutos.

E assim passou a primeira noite na França. Inebriante. Insone. Cheia de champanhe. Extremamente prazerosa.

Acordaram muito tarde, já era hora do almoço e um Blaise insistente tocava à porta sem cessar. Pansy levantou, sentindo a cabeça doer com o barulho e a imensa claridade que entrava pela janela, andou aos tropeços até a porta, abrindo-a rapidamente.

- Uou – exclamou o negro e entrou, sem ser convidado. Passou os olhos no corpo de Pansy, coberto apenas por uma cueca feminina e atravessou até o meio do quarto, observando as taças de champanhe e as quatro garrafas vazias.

Foi quando ela se deu conta que Draco estava ali também, começando a entrar e murmurando algo como "você está magra demais" e chegando junto do outro, e por fim um Harry muito tímido que apenas olhava o chão e ficou junto da porta quando esta foi fechada.

- Bom dia – ela murmurou, coçando o rosto e andando com facilidade até a cama, onde uma Hermione sonolenta e adormecida continuava coberta com as mantas e ressonava baixinho – o que querem?

- Achamos que vocês tinham morrido.

- Que delicado, Blaise – ela resmungou, olhando a namorada adormecida e certificando que ela não tinha frio.

- Você deveria se vestir se não quiser que o Potter tenha um treco – avisou Draco – Ele é muito tímido com mulheres – acrescentou, sorrindo maldosamente.

Ela reparou que estava praticamente nua e puxou uma camiseta de mangas longas da mala, que colocou rapidamente. Então ouviu Hermione começar a falar baixinho:

- Desliga a televisão, Pansy... – murmurou, e todos prestaram atenção – Deixa eu dormir mais cinco minutinhos...

- Que bonitinha, parece um nenezinho – disse Blaise, sorrindo. Então andou até o armário e o escancarou, puxando um vestido de lá – Acho que é esse Draco.

Pansy observou abobada como o loiro pegava o vestido na mão e o analisava atentamente, como se o estudasse em cada mínimo detalhe.

- A cor vai ficar fantástica – comentou – Talvez um pouco mais de decote e a Granger será a mais bonita da festa...

- Ela não quis o que tinha mais decote, disse que não usaria nem obrigada. Sabe, no fundo ela é como o Potter: tímida demais.

Então Harry se sentou na cama ao lado da amiga e acariciou seus cabelos extremamente armados, achando graça das reações da menina, que se remexia incômoda pelo toque.

- De novo não Pansy... – murmurou com os olhos fechados e a voz sonolenta – Foram cinco vezes essa noite, não posso mais... – então Harry se levantou num salto e paralisou.

Blaise deu um sorrisinho sacana e Draco se admirou, olhando a morena que agora se sentava ao lado da namorada e lhe fazia cócegas no pescoço.

- Pan... Eu vou morrer se continuarmos assim... Não há quem te agüente dessa maneira – Pansy sorriu maliciosa e encarou os amigos sonserinos.

- Querem que ela morra de vergonha?

Blaise riu rouco e fez que sim, enquanto Draco se posicionava ao lado do namorado e o segurava pelo ombro, como se com isso fosse capaz de mantê-lo meio vivo caso a brincadeira fosse longe demais.

Pansy ergueu as cobertas e deitou ao lado da castanha, piscando para os amigos e se cobrindo com a manta quentinha. Então encaixou o corpo atrás do da grifinória e a abraçou. Beijou o pescoço exposto e deu uma mordidinha no ombro.

- Vai, Hermione só mais uma vez... – implorou baixinho, sussurrando contra a pele delicada da menina.

- Eu não consigo nem abrir os olhos... – respondeu, ainda sonolenta.

- Não precisa abrir os olhos... – disse maliciosa e encarou Blaise, virando a cabeça para ele e perguntou baixinho – Nível do jogo a ser definido?

Draco riu e viu Blaise colocar as mãos no bolso. Lá vinha chumbo pesado. Tapou os olhos de Harry e esperou atentamente os comandos do amigo.

- De um a cinco, eu diria seis.

Pansy suprimiu uma gargalhada e desapareceu entre as cobertas, seu corpo se movendo para baixo, as mantas indicando onde ela estava se postando e Draco observou o rosto adormecido de Hermione, esperando as mudanças de expressão.

- O que ela está fazendo? – perguntou o moreno, baixinho.

- Nada que você queira ver...

Então começou. Hermione deixou escapar um chiado choroso e remexeu na cama, ficando de barriga para cima e postando um braço sobre os olhos. As mantas se moveram e Blaise sentiu uma pressão na barriga de expectativa, se lembrava de quando Pansy fazia isso com Daphne e como ela gritava de raiva ao ver Draco e Blaise a encarando quando abria os olhos.

A grifinória ia querer matar Pansy. Isso estava claríssimo.

Houve um suspiro profundo e então Hermione se contorceu um pouquinho, a mão livre descendo por baixo das cobertas e se postando sobre a cabeça da namorada e soltando um gemido agudo.

- Não, Pan... Eu não posso... Se você me fizer gozar de novo eu vou morrer! – exclamou.

Então Pansy gargalhou. O som sendo abafado pelas cobertas. E depois disso Draco e Blaise não se agüentaram rindo também. Foi quando Hermione tirou o braço do rosto e abriu os olhos com dificuldade por conta da claridade.

Então gritou, esperneando, e Pansy caiu no chão, sobre os pés do negro e rolando de tanto rir, assim como Blaise, que não pôde deixar de segurar a barriga e se encostar na cômoda atrás de si.

- Que maldade! – exclamou Draco, gargalhando.

- O QUE DIABOS, PANSY PARKINSON? – berrou Hermione, tapando a cabeça com a manta.

- Desculpa! – disse, ainda deitada no chão, agarrando a barrida e se contorcendo, sem conseguir respirar direito – foi mais forte que eu...

- Hermione eu juro que se eu soubesse que ela ia fazer isso eu não tinha deixado! – avisou Harry, se aproximando da cama.

- VAI EMBORA! – gritou de novo, a voz chorosa ecoando debaixo da manta.

- Pansy, como você pode ter tanto fôlego? – perguntou Blaise.

- Sua língua não está doendo? – cogitou Draco, puxando Harry na direção da porta.

- Não, meu bem – disse, rindo e olhando maliciosamente desde o chão – Uma vez no paraíso, você não quer sair de lá nunca mais! – disse gargalhando.

- PANSY! – berrou Hermione, indignada.

Blaise levantou a morena e a sentou na cama, rindo da babaquice que haviam feito há pouco.

- Ah, Pansy, você não muda nunca – disse, sorrindo para ela e arrumando o cabelo dela que estava extremamente desordenado – espero que sobre um pouquinho desse seu fogo para mim.

- SE VOCÊS NÃO DESAPARECEREM DAQUI, NÃO VAI SOBRAR NADA PARA VOCÊ ZABINI! – berrou a grifinória e Blaise gargalhou com os demais sonserinos andando para fora do quarto.

- Vamos, se arrumem para o almoço – pediu Draco, empurrando Harry para fora.

Hermione não saiu de baixo da manta e Pansy se jogou sobre ela.

- Desculpa...

- Não!

- Era brincadeira!

- Você ia fazer isso na frente deles! – disse indignada.

- Juro que não ia! Eu parei, num foi?

- AH! – berrou com raiva – Te odeio agora mesmo!

- E o que eu posso fazer para você não me odiar mais?

- Pode terminar o que começou – a voz saiu emburrada e Pansy arregalou os olhos.

- Pela sexta vez?

A outra não respondeu e a morena soube que ela deveria estar muito corada.

- Anda logo com isso! – disse seriamente e Pansy puxou as cobertas, e deitou em cima da outra, começando a beijar seu pescoço e descendo para os seios.

- Piedade – implorou fazendo cara de cachorrinho perdido e descendo para entre as pernas da namorada.

Hermione riu, puxando a menina para cima e a beijando. Mas demoraram mais uma hora até descerem para o almoço.

X

O imenso jardim estava coberto por uma bolha de sabão brilhante, a neve caia sobre ela e escorregava até chegar ao chão, derretendo durante o processo, atravessavam a bolha na parte onde havia dois homens bem vestidos que olhavam os convites e os deixavam passar. Dentro da bolha o clima era quente e agradável, quase 25 graus, haviam mesas espalhadas e um pequeno altar do outro lado da entrada, no meio havia um tapete vermelho e o centro estava aberto para quem quisesse dançar.

Blaise foi o primeiro a entrar, seguido por Draco e Harry, que andavam de mãos dadas e Pansy e Hermione que faziam o mesmo. O efeito que o loiro esperava estava ainda mais explícito do que havia imaginado: tanto homens quanto mulheres observavam a Parkinson com seu smoking feminino e a mulher ao seu lado.

Hermione usava um vestido vinho, longo, sem mangas, e o decote em V estava mais acentuado que no momento que o comprara – isso era culpa de Draco que havia feito um feitiço definitivo para aumentar a quantidade de pele exposta. Usava um coque chique no alto da cabeça e uma maquiagem simples que lhe dava um ar delicado e, ao mesmo tempo, sexy.

Grande parte dos convidados fazia parte da comunidade gay tanto da França quanto do Reino Unido, e como uma das noivas era uma famosa fotógrafa, muitos artistas estavam ali. Hermione se sentiu mais tranqüila quando viu mais mulheres de mãos dadas e alguns homens também.

Sem ter tempo para pensar ou se esconder uma grande quantidade de flashes começou a estourar como numa premier de um filme trouxa, contra Draco e Harry. O repórter do Profeta Diário começou a perguntar ao menino-que-sobreviveu sobe o relacionamento deles, comentado desde alguns dias atrás quando os viram se beijando em Hogsmead, mas ainda não tinham fotos ou declarações.

Mas foi Draco quem respondeu atentamente as perguntas, enquanto o moreno tentava encontrar um buraco no chão para meter a cabeça e desaparecer. Harry nunca havia gostado daquele tipo de coisa, chamar atenção nunca havia sido um de seus hobbies, diferente do loiro que parecia entusiasmado com tanta atenção.

- Estamos juntos há seis meses – explicou, sorrindo para a foto – Estávamos escondendo, pois como em todo inicio de relacionamentos coisas são complicadas e quisemos manter o sigilo até estarmos certos de que isso duraria.

- Os seus pais têm conhecimento disso, Sr. Malfoy.

- Sim – disse com descaso – Eles não gostam da idéia, mas eu gosto do Potter e isso é suficiente.

- Harrry Potterr, como se sente agorra que encontrrou o amorr da sua vida? – perguntou uma repórter francesa, com um sotaque cheio de erres e biquinhos. Ele revirou os olhos, como a prensa era melodramática.

- Estou muito feliz com Draco, obrigado – disse tímido.

- E os senhores estão morando juntos ou ainda não?

Céus, pensou Hermione, porque perguntavam tantas coisas? Ela e Pansy haviam se distanciado um pouco, junto com Blaise e observavam como o casal era bombardeado por perguntas e flashes.

- Bem, aproveito para anunciar que nos casaremos dentro de um ano – foi Draco quem disse, e puxou o namorado mais para si.

- Que? – Harry o encarou atordoado.

O loiro se aproximou, para poder sussurrar no seu ouvido.

- Acabo de te pedir em casamento, assim que é bom aceitar – ele sorriu e tiraram a ultima foto do momento.

Quando se juntaram e começaram a andar para a mesa que estavam destinados, uma mulher loira com um vestido branco de cetim se aproximou correndo, e se jogou nos braços de Pansy.

- Você veio! – exclamou. Os cabelos caindo ondulados nas costas expostas pelo imenso decote em U, até quase o fim da coluna.

A morena se afastou um pouco e sorriu. Observou os olhos extremamente verdes e o sorriso bonito. Daphne estava sensacional. O cabelo meio preso num coque pequeno e o resto solto espalhando cachos mal-formados, mas muito bonitos. Pansy fez que sim, mas não disse nada, continuou quieta, apenas observando.

- Você está divina com esse smoking! – exclamou a noiva, passando as mãos nos braços da ex-namorada – E esse cabelo? Combina demais com você!

Hermione sentiu um pouquinho de raiva da loira, o que ela estava fazendo? Não se casaria hoje? Porque estava elogiando tanto a Pansy?

- Daph, você se lembra da Hermione? – perguntou a morena, puxando a grifinória para si – Daphne Greengrass, Hermione Granger – apresentou desleixada – minha namorada.

- Que? Você está com uma grifinória? Com a Granger, meu deus – exclamou horrorizada, olhando a castanha – Você mudou, Pan!

Pansy revirou os olhos e sorriu, vendo a loira elogiar o vestido da grifinória e parecer um pouco incômoda ao mesmo tempo. Então Blaise a puxou para um abraço, percebendo que o clima estava meio estranho e decidindo mudar o rumo daquilo e logo Draco roubou sua atenção.

- Daphne, esse é o Potter, você já o conhece. Nós – Draco parou e impacientou-se com a cara embasbacada da loira – estamos juntos.

- Merlin – lhe escapou um fio de voz e ela virou para o negro – Diga-me que você não está com o Weasley! Por favor, Blaise! Qualquer um menos o Weasley!

Blaise a olhou seriamente.

- Sinto muito, Daph, ele não pôde vir...

Então Pansy explodiu em risos com os outros sonserinos e até Daphne se deixou gargalhar, aliviada. Então despontou mais uma mulher de smoking, era branco perolado, com um colete prata e os cabelos curtos, não tão curtos quanto os de Pansy, num tom ruivo natural mais escuro que os de Ron e ela se aproximou.

Depois das apresentações, Hermione descobriu que essa era Margot Rucci, a noiva de Daphne e que ela se parecia muito a Pansy, na maneira de ser e se mover, bastante masculina e sedutora, soltando uns palavrões livremente em suas frases.

Quando a cerimônia começou e o juiz de paz traçou um longo monólogo sobre o amor, uma loira num vestido verde Sonserina se aproximou da mesa e se sentou no colo de Pansy, aproveitando-se da distancia entre a mesa e o altar.

- Astoria, sai de cima de mim – pediu, dando um empurrãozinho mal educado, a voz sussurrando. Hermione olhou a cena e sentiu uma raiva estranha nascendo no peito.

- Ou o que? Você vai fazer um escândalo no meio do casamento da Daph?

- Sai – murmurou entredentes, fazendo com que todos da mesa as olhassem – vamos, Astoria, eu não estou solteira pra você dar em cima de mim tão descaradamente!

- Ah, então entre você e a Granger é algo sério? – perguntou irônica, passando uma das mãos sobre o ombro da morena e sorrindo maldosa.

- Se não fosse sério eu não a teria trazido como acompanhante.

Astoria sorriu e encarou a grifinória.

- Você não vai fazer nada, Granger? Vai me deixar ficar aqui, sentindo as pernas dela sob as minhas? – perguntou maliciosa, fazendo Hermione querer se jogar contra a menina e esfolar-la viva.

- Se vai ficar sentada, não tem problema, é comigo que a Pansy dorme.

Blaise riu, Hermione fingia bem, estava se controlando falsamente, era divertido ver quem agüentaria mais.

- Minhas pernas estão começando a dormir, Astoria, eu não sabia que você pesava tanto – disse a morena, nervosa. Pansy sim estava perdendo a paciência.

- Então como você agüenta a Granger, ela é visivelmente mais pesada que eu – retrucou a Greengrass com maldade.

Hermione a encarou com ódio. As coisas estavam começando a sair do lugar.

- Astoria, tira a sua bunda gorda de cima de mim, ou eu vou te jogar no chão!

- Ah, me joga! Seria um prazer Pansy!

- Astoria, eu to falando sério! Por que você não senta no colo do Blaise? Ele tá sozinho, ó.

- Ele só tem olhos para você-

- Eu só tenho olhos pra Hermione.

- Mentira – cantarolou, e Pansy perdeu a paciência.

- Desinfeta – avisou. Mas a menina não fez nada.

Então Pansy se levantou e Astoria caiu de bunda no chão. A morena voltou a sentar e puxou Hermione de sua cadeira, postando-a no seu colo.

- Vai Astie, senta aí, num é bonito ficar no chão com essa cara de panaca.

Astoria corou e saiu batendo os saltos até chegar à mesa de seus familiares, lá na frente. Hermione se moveu incômoda e tentou se levantar, mas as mãos de Pansy a seguraram firme.

- Pan – murmurou.

- Fica aqui – pediu, beijando sua nuca, livre de cabelos e passou a língua ali, demoradamente, gerando um estremecimento – porque a gente não vai ao banheiro?

- Pansy – recriminou.

- Oras, eu podia aumentar o recorde para sete vezes em menos de 24h...

- Não... – resmungou, corando. Os rapazes observavam as noivas trocarem as alianças.

- Ou para oito vezes... – continuou, a voz saindo obscena.

Hermione remexeu-se e sentiu a mão de Pansy acariciar sua coxa, fazendo um arrepio percorrer as costas. A Granger se negou a reagir e quando o casamento terminou e a valsa começou a tocar, a morena fez menção de levantar, mas antes disso, segurou a castanha contra si e tomou impulso, andando até onde as pessoas começavam a dançar e se postou quase no meio da pista de dança, rodopiando ao som da música, com uma Hermione atônita, pedindo para lhe colocar no chão e reclamando baixinho.

Então a desceu suavemente e a puxou para si, seus corpos colados e suas bocas se tocando suavemente. E as pessoas ao redor olhavam e comentavam que casal bonito faziam juntas. E a noite passou bonita e longa, uma música atrás da outra e juras de amor ao pé do ouvido.

- Ah, eu te amo, Hermione… e você ainda vai se casar comigo – brincou, fazendo a outra rir e acenar positivamente.

- Você seria a noiva mais bonita do mundo, com esse seu smoking sexy e essa expressão safada...

- Eu estaria pensando nas mil maneiras de arrancar seu vestido, enquanto o juiz de paz enrolaria no sermão...

- Você só pensa nisso, não é? – perguntou a grifinória, emburrando.

- É porque eu teria toda a vida para pensar no amor que eu sinto por você... E descobrir como eu poderia expressá-lo sem usar palavras, só com o olhar...

- Pansy?

- Hum?

- Eu vou te esperar, de alguma maneira, eu vou te esperar...

X

- Rose? – uma voz rouca chamou e a menina se virou, observando Jean entrar no café do hospital e se aproximar – Posso?

- Claro, Jean, senta.

- Obrigada...

- O que houve? Por que está sendo tão educadinha? – zombou a amiga, sorrindo.

- Precisamos conversar...

A ruiva se empertigou na cadeira e observou a amiga de frente, esperando.

- O que houve?

- Você disse que não sabia que nossas mães eram amigas...

- Sim, mas lembra aquela vez que minha mãe foi me buscar e viu a foto do cachorro que a sua mãe tinha de jovem, e disse: "o Thor era tão bonzinho"? Eu não pude acreditar... Quer dizer, elas eram grifinória e sonserina, não tinham como ser amigas, entende?

- Por que você acha que a minha mãe tava chorando no outro dia quando entramos no quarto para ver a sra. Weasley?

- Oras, se elas eram amigas ela deve estar preocupada.

Jean suspirou, olhando para a mesa, realmente aquilo não era normal! Rose era uma das pessoas mais inteligentes que conhecera e lá estava ela falando sem perceber as entrelinhas.

- O que é, Jean? – a ruiva a olhou, séria – Eu não estou ajudando não é?

- Você realmente acha que elas eram amigas?

- Se fossem inimigas, não seriam tão educadas e sorridentes quando se vissem!

- Certo, elas definitivamente não era inimigas... A tua mãe nunca disse nada sobre a minha?

- Disse, eu sei sobre o voto dos seus pais.

- E você sabe o que esse voto gerou?

Rose fez que não, voltando a bebericar o cappuccino. Jean olhou pela janela, largando o corpo no recosto da cadeira. Nunca havia pensado que Rose era tão burra, era sua melhor amiga há uns dois anos e há um ano haviam ficado ainda mais próximas desde que nas férias podiam ir uma na casa da outra.

- Isso vai ser complicado... – avisou, encarando a outra seriamente – O que você sente por mim, Rose?

A ruiva engasgou, limpando-se com um guardanapo.

- Jean eu já disse que é mentira o que a Emily disse no último dia de aula, eu sou sua melhor amiga!

- E se você gostasse de mim, qual seria o problema? – perguntou, ignorando.

- Meu pai... Ele não suporta essas coisas... Ele até não discute mais com o tio Harry por conta do Draco, mas ele… Ele diz que entre meninas... Que isso é feio, antinatural, errado…

- Porque você acha que ele odeia tanto a minha mãe?

- Ela é sonserina!

- Não Rose, não seja burra! – exclamou, segurando os pulsos dela – você gosta de mim? – seus olhos se encontraram e a ruiva mordeu o lábio, reparando como a pele negra da outra não tinha um pontinho sequer fora do tom, como era suave e bonita, invejável – E se eu quisesse você?

- Isso é tão errado, mas-

- Sabe, a tua mãe disse as mesmas palavras para a minha – disse, soltando-a.

- Que? – perguntou, embasbacada.

- Você não acha muita coincidência nossos nomes serem assim?

- Rose Jean e Jean Rose?

- São os segundos nomes das nossas mães, Rose! Você não entende? – perguntou exasperada, pensando se teria que desenhar para a outra compreender.

- Ok, talvez eu esteja fugindo, esteja fechando os olhos para as evidências. Às vezes é porque eu tenho medo do que eu posso encontrar...

- Você é igual a minha mãe, céus! Fugindo pra se defender!

- Tá ok – Rose respirou fundo, pensando em tudo aquilo, as dúvidas se juntando ao fato de que Jean havia dito que queria ficar com ela, que ela mesma esteve prestes a assumir que também queria. Céus ela cumpriria 15 anos em duas semanas, o verão estava acabando, sua mãe não se lembrava de nada e BANG-BANG, sinos começaram a tocar em sua mente... Então era isso! – Elas namoraram?

- Por fim, Rose! – disse a outra numa comemoração irônica.

- Oh, Merlin, tudo encaixa agora... O voto, a raiva do meu pai, a historia que a tua mãe lhe está contando, as reações, os motivos pelos quais minha mãe nunca se arrumava quando ia me buscar na tua casa e nunca pedia pra Pansy entrar quando te buscava... merda!

- Não fique brava, a história delas é muito bonita – disse a negra, mordiscando uma cutícula.

- Não, Jean, eu acho que há mais coisa por detrás da doença da minha mãe.

A morena a encarou, mas então Blaise apareceu na porta da cafeteria e a chamou para ir embora.

- Ok, você me conta isso depois – disse, levantando-se séria – Mas não diga ao teu pai que você sabe, ele pode ficar bravo.

- Tá… Er, Jean?

A Zabini olhou para a amiga e viu algumas dúvidas estampadas ali, bastante claras.

- O nosso a gente conversa quando estivermos em Hogwarts. O principal agora é que a tua mãe se recupere.

Rose sorriu e fez que sim, acenando para o senhor Zabini e vendo a amiga sumir pela porta. Sério, aquilo estava parecendo brincadeira do destino. Agora precisava juntar as peças e descobrir o que acontecera com sua mãe.


N/A: hehe, as crianças também estão na dança, por pedidos de muitas de vcs que disseram que seria divertido se elas tivessem algo, por mais que isso me pareça meio clichê, mas como eu to de bom humor, vou relevar o fato HAHAHA a cena da brincadeira no hotel de Paris é pra Gih que queria uma cena engraçada que deixasse a Hermione com vergonha, só num fiquei jogando na cara dela depois, mas né, tá valendo!

Bem, o primeiro capítulo da fic nova já tá escrito e betado (Nanda betou pra mim *-*), vai se chamar Still Love You (SLY para os conhecidos). Caso vocês queiram ir se adiantando para a estréia, vou pedir para quem ainda nao leu, ler Tandem Liberi, uma nova oneshot sobre a Hermione que está postada no meu perfil, pq em SLY essas informações podem ser um complemento necessário ^^

Ah gente, só mais quatro capítulos! Comoassim!¿ Eu vou conseguir terminar SBM gente! xD ! Faz tempo que eu num termino uma long HAHAHAHA. Obrigada a todas e valeu pelos reviews. Espero mto coments nesse daqui tbm!

Beijos, tai!