Capítulo 25

Tradutora: Ju Martinhão

"Não espie!" Alice avisou-me com entusiasmo.

Eu não enxergava o ponto em me advertir. Não havia nenhuma maneira que eu poderia ter dado uma olhada em alguma coisa com suas pequenas mãos presas nos meus olhos. Eu estava parada do lado de fora de apartamento de Edward apreensivamente, torcendo minhas mãos. Hoje deveria ser a grande revelação para o quarto do bebê que Alice tinha criado.

Mesmo que Edward e eu tivéssemos progredido em nosso relacionamento e visto mais um ao outro, não nos aventuramos na casa um do outro desde que ele me visitou quando eu saí do hospital. Nós tínhamos decidido que estar a sós com uma cama exatamente na porta ao lado era muita tentação e, conseqüentemente, passamos a encontros em público. Nós tínhamos ido a uma livraria, cinema, shopping e ele até me convenceu a ir ao boliche. (Eu não tinha idéia que ele poderia jogar boliche tão bem, mas estive completamente absorta.) Mas, além disso, eu não tinha ido ao seu apartamento. Parecia território proibido. E, para ser honesta, ver o quarto do bebê me deixava nervosa. Eu não conseguia identificar exatamente porque, mas deixava. E o fato de que eu nem mesmo sabia por que isso me incomodava, me incomodava mais.

"Ei, Edward!" Alice gritou, batendo na porta com seu punho. "Nós estamos aqui. Abra".

A porta se abriu e, presumivelmente, Edward estava diante de mim, não que eu pudesse vê-lo.

Sua risada distinta me disse que era realmente Edward. Ele estava, provavelmente, rindo da exuberância de Alice. "Bem, olá".

Eu parei um passo vacilante para a frente, minha falta de coordenação intensificada por não ser capaz de ver. "Não me deixe cair." Eu murmurei, dando mais um passo em frente.

"Alice, deixe-a ir antes que ela tropece".

Com um pequeno suspiro de relutância, Alice deixou cair suas mãos e eu pisquei abrindo meus olhos.

Puta merda.

O apartamento de Edward era... bem, Jesus. Era fácil esquecer o quão rico ele era ás vezes porque ele não fazia disso uma grande coisa. Carlisle havia educado-o para espalhar a riqueza e ser grato pelo que ele tinha. E pela aparência do novo apartamento de Edward, ele certamente tinha muito a agradecer.

O chão era de mogno polido e tudo brilhava intensamente. Era uma mistura de metal e madeira com detalhes em azul. Havia um sofá transversal de camurça azul, que provavelmente teria parecido horrendo sozinho, mas quando somado com os outros elementos da sala, se encaixava perfeitamente. Ele deve ter contratado um decorador de interiores ou algo assim. Porque Edward não se dava bem com decorações. Ainda me lembro quando eu tinha pedido para ele pegar algumas almofadas para repor no sofá. Ele trouxe para casa aquelas horrendas coisas acolchoadas laranja. Eu tinha jogado-as fora o mais rápido que pude, sem ferir seus sentimentos.

Enquanto eu estava boquiaberta, olhando para o inacreditável espaço parecendo caro diante de mim, Edward gentilmente me cutucou. "Bella, você está aqui para ver o quarto do bebê, lembra?"

Eu bufei. "Certo." Desculpe-me por ficar distraída pelo fato de que você é podre de rico. Como esse mundo ele tinha morado no meu minúsculo apartamento sem denunciar que isso estava disponível para ele?

Alice me empurrou para a frente, pulando no lugar e apontando para uma porta fechada diante de mim. Eu não dei mais passos por conta própria, sentindo-me muito nervosa. O bebê parecia algo normal pra mim ás vezes. Mas ter um espaço real para mostrar a preparação para isso seria tornava tudo muito mais realista para mim. E eu não tinha certeza de como eu lidaria com isso.

"Bella, você está bem?" Edward murmurou para mim.

Assenti e fiquei ereta. "Sim, vamos fazer isso".

Marchando adiante, cutuquei a madeira de mogno polido sob meus dedos, abrindo a porta. Respirando profundamente, eu entrei no quarto.

Eu tinha sido enganada.

O quarto do bebê não era amarelo como Alice tinha me dito todo este tempo. Era de um rosa suave.

Virei para trás. "Alice? Que diabos é isso?" Culpa penetrando minha consciência com a visão de seu rosto desolado.

"Você não gosta?"

"Por que é cor de rosa? Nós não sabemos se o bebê é uma menina!"

Alice começou a rir em descrença. Francamente, eu não conseguia ver o humor da situação. E se o bebê fosse um menino e tivermos que repintar e devolver toda a roupa rosa e berço e brinquedos? Verdade, tudo isso tinha sido comprado com o dinheiro de Edward e ele mal tinha observado o preço dos itens perdidos, mas vindo de uma família onde o dinheiro era apertado, eu odiava isso.

"Bella, não se preocupe com isso." Alice sorriu.

Eu fiz uma careta. "Nós não sabemos se é um menino ou uma menina".

"Sim, nós sabemos. Eu já sei que vai ser uma menina." Certo, Alice era vidente. Na maioria das vezes, eu pensava que ela estava louca. Incluindo desta vez.

Virando-me para Edward, eu exigi, "Você a apoiou nisso?"

"Eu confio em Alice." Ele disse humildemente.

Eu joguei minhas mãos nos cabelos de frustração.

"Apenas imagine por um minuto que o bebê é uma menina, isso não é um ótimo quarto de bebê?" Alice estimulou.

Tomando uma respiração profunda, voltei a me concentrar no quarto. Era realmente bonito. Havia borboletas cor de rosa adornando as paredes e um berço com cobertores rosa suaves. Pequenas prateleiras cor de rosa de brinquedos alinhados nas paredes e, até o chão tinha um tapete rosa. Eu suspirei. "É maravilhoso, Alice".

Ela sorriu com orgulho.

Eu a deixei ter o seu momento de entusiasmo. "Mas eu juro por Deus que, se o bebê é um menino e tivermos de redecorar, eu não serei um campista feliz quando se trata de vocês dois".

Edward, parecendo apropriadamente em conflito, assentiu. Alice não pareceu incomodada.

"Estou nervosa." Eu admiti para Edward. Ele apertou minha mão de forma inesperada.

"Não se preocupe, Bella. Não há nada a temer".

Olhei para ele com ceticismo.

"Mesmo que algo esteja errado, vamos fazer dar certo." Ele parecia tão seguro de si. Eu estava quase com inveja.

Ficamos esperando no saguão do consultório do médico. Nós esperávamos um ultra-som terminar. Nós oficialmente passamos a marca de dezoito semanas e estávamos para descobrir o sexo do bebê. Mas eu também estava nervosa, talvez irracionalmente, que nós encontraríamos algum tipo de defeito de nascença. Eu nunca tinha me caracterizado pelo tipo maternal, mas lá estava eu, com uma barriga inchada, preocupando meu pequeno coração.

"Isabella Swan?" Uma enfermeira chamou.

Edward deu outro aperto na minha mão e ambos levantamos, seguindo a enfermeira para uma sala de exames.

Eles fizeram todas as coisas normais. Mediram minha pressão arterial, peso, pulsação etc. Então eles diminuíram as luzes e ligaram a máquina de ultra-som. Meu coração acelerou um pouco quando eles me deitaram. Meu estômago estava ficando gigantesco. Eu mal podia ver por cima dele. Ou, pelo menos, é o que eu sentia. Eu tinha sido magra a minha vida inteira. Eu sentia como se eu tivesse uma bola listrada de praia ligada a mim.

"Apenas relaxe. Este gel vai ser um pouco frio. Tente manter-se parada;" O técnico disse me instruindo.

Edward estava do meu lado esquerdo, não soltando minha mão. Minha pele elevou-se em arrepios em resposta à substância gelatinosa gelada sendo espalhada sobre o meu estômago com a pequena sonda. Um olhar à minha direita me informou que meus órgãos internos pareciam bastante bizarros quando projetados em uma tela.

Ela ficou esfregando a pequena sonda sobre a minha barriga. O gel nem parecia mais frio. "Oh, lá está. Olhe para o seu bebê, vocês dois." Ela inclinou a tela, sorrindo.

Eu estiquei meu pescoço.

Bracinhos e perninhas, todos dobrados sobre si próprios. A cabeça bulbosa. Adorável e como um ET ao mesmo tempo.

"Oh meu Deus." Eu respirei maravilhada.

"Olhe para isso, Bella." Edward disse desnecessariamente, soando tão apavorado quanto eu.

"Nós somos fodidamente fodas." Eu disparei. "Olhe o que fizemos." Senti-me como fazendo uma pequena dança da vitória. Edward e eu tínhamos feito uma vida. E, considerando que o seu material genético era metade do negócio, essa criança tinha uma boa chance de ser linda.

Ele riu.

"Se você olhar de perto, você pode ver o batimento cardíaco do bebê." O técnico apontou para algo na tela que parecia que estava batendo.

"É um menino ou uma menina?" Edward perguntou.

Ela reposicionou o aparelho mais algumas vezes. "Parece que você tem uma menina".

Edward, é claro, sendo o epítome da maturidade, disse, "Eu disse!"

Revirei os olhos e pensei sobre isso. Uma garotinha. Minhas bochechas apertaram e eu de repente estava radiante.

"Vou imprimir algumas fotos e depois vocês dois podem seguir seu caminho. Ou devo dizer três?" Ela riu, apontando para meu estômago. Aposto que ela usa essa frase o tempo todo.

Eu ri, de qualquer maneira, cobrindo meu estômago. Esqueci-me daquela substância pegajosa, de qualquer forma. "Nojento." Eu murmurei, retraindo a minha mão. Edward riu.

Alice estava em frangalhos à espera dos resultados. "Oh meu Deus, menina ou menino? Apenas diga-me!" Ela me lembrava vagamente de um cão raivoso.

Edward e eu nos olhamos e eu me encolhi, sabendo que eu seria punida de alguma forma por colocar em dúvida as capacidades psíquicas de Alice.

"É uma menina." Edward anunciou orgulhosamente.

"EU DISSE! EU ESTAVA CERTA! EU SABIA!"

Eu, então, prossegui me sentando por dez minutos enquanto Alice pulava como um pinto louco, gritando que ela estava certa. Eu senti a necessidade de cobrir o meu estômago de alguma forma para bloquear os ouvidos do bebê.


Nota da Irene: Oi meninas... gostaram de saber o sexo do bebê? Alice sempre Alice... Adoro! Tenho uma boa notícia pra vcs... sim... Nossa super autora postou mais um capítulo e sábado tem mais! Mas acho mesmoooo que ela merece um rio de reviews (até riomou *to lesa depois de tanto ler essa fic*) pois ela até deixou um recado antes do ultimo capítulo dizendo que está muitoooo feliz de ter as fics dela traduzidas (essa é traduzida para o Ruso e para o Espanhol), então ela sempre passa por aqui pra ver o movimento... \o/

E já sabem né... autora feliz escreve mais! ahahahahaha

Beijos a todas e beijos a Ju que está viajando, mas deixou o capítulo prontinho para a gente postar.

Perva's Place é alegria!