Olá pessoal, essa semana tive mais tempo e consegui escrever mais um capítulo!! Viva!! Espero que gostem. Gente eu não sou de ficar pedindo reviews mas elas incentivam a gente a continuar escrevendo, então se der comente e me falem o que estão achando. Até mais!

Capítulo XXIV - A Busca

Lily estava em sua casa, deitada com a cabeça no colo de sua mãe. Ginny fazia cafuné na filha, e ela fingia estar dormindo pois não conseguia olhar para sua mãe. Ginny estava totalmente devastada pela situação. Não demorou muito para Lily perceber que ela não dormia há dias, bastou olhar seu rosto.

Albus tinha enxotado três jornalistas aquele dia. Ginny dizia que era assim sempre, abutres tentando fazer dinheiro com sua tristeza.

Ela continuava fingir que dormia e se assustou quando sua mãe começou a falar sozinha.

"'Sempre terá alguém querendo se vingar dele. Pense bem no que está fazendo, Ginny'" ela repetiu o que seu irmão há muito tempo tinha te falado. "É Percy, você é um idiota, mas sabe o que fala... Será que nós nunca teremos paz?"

Lily abriu os olhos devagar, fingindo que acabava de acordar.

"Oh, querida, te acordei?" perguntou Ginny.

"Acordou, mas não tem problema não, mamãe. Que horas são?" perguntou Lily esfregando os olhos.

"São seis e meia." comentou Ginny.

"Quer que eu faça o jantar?" ofereceu-se Lily, e sua mãe sorriu para ela.

"Podemos fazer todos juntos. Vá chamar os seus irmãos. Parecem que morreram lá em cima, fazem duas horas que não vejo a cara dos dois." Ginny esforçou-se para fazer a brincadeira.

Lily subiu aos pulos os degraus. Seus irmãos não estavam mortos, mas estavam numa difícil missão: encontrar a maldita carta. Albus e Lily haviam contado o que descobriram para James e este se empenhou em ajudar.

Lily abriu a porta do quarto de James e os dois irmãos pularam de susto. Pela cara deles ela já sabia que eles não tinham encontrado nada, mas mesmo assim ela perguntou.

"E ai, acharam alguma coisa?"

"Não, definitivamente não está aqui. Procuramos em todos os lugares, todos! Não está aqui." disse Albus frustradamente.

"O plano de amanhã já está certo?" perguntou James.

"Rose mandou-me uma carta confirmando, mas ainda não perguntamos à mamãe se poderemos ir." comentou Lily. "Por falar na mamãe, ela está nos esperando para fazer o jantar."

Os três desceram e encontraram com Ginny já separando o que teriam no jantar. Cada um pegou alguma coisa para fazer. Enquanto Lily cortava lascas de pimentão ela tomou coragem de pedir o que tinham em mente.

" Mamãe... Rose e Hugo vão visitar o tio Ron amanhã lá no Ministério. Nós podemos ir junto?"

Ginny parou de descascar as batatas e olhou para a filha de maneira assustadora. "O que? De maneira alguma! Meus filhos no Ministério... Vocês estão loucos?"

"Mas porque não mamãe?" perguntou Lily já com medo da resposta.

"Porque não? Lily, já infernizam nossa vida aqui dentro de casa, imagina o que aconteceria se vocês fossem lá. Eu não acredito que vocês estão me pedindo isso. Eu tive que pedir demissão do Profeta Diário porque não conseguia suportar a pressão. E agora vocês me vêm com essa."

Lily não havia se lembrado que sua mãe tivera que sair do trabalho, e que isso mexeu muito com ela. Lily ia começar a se desculpar, porém sua mãe voltou a falar.

"Desculpem-me. Não queria descontar isso em vocês. Porém está fora de cogitação vocês irem para lá."

James piscou para a irmã, dizendo a ela que estava tudo sob controle. Ele poderia ajudar Rose e Hugo na missão. Lily queria pedir desculpas a mãe, porém algo a parou.

O jantar foi constrangedoramente silencioso. Ninguém mais conseguiu falar nada. Ginny não tinha mais forças para distraí-los.

Lily foi dormir, sabia que Scorpius viria para sua casa no dia seguinte. Era esse o combinado. Se não conseguissem ir para o Ministério ele viria passar o dia em sua casa, senão ficaria sozinho na casa de Hermione.

Era cedo quando Scorpius apareceu no Canto dos Marotos. Ginny estava na cozinha preparando o café da manhã, e ao ver o menino sair de sua lareira tomou um susto. Por segundos ela achou que era Draco Malfoy que estava lá.

"Me desculpe, Sra. Potter, não queria assustá-la." pediu Scorpius constrangidamente.

"Não se preocupe Scorpius. Eu ando assustada esses dias. Faça um favor? Acorde Lily e Albus para mim?"

Scorpius acenou com a cabeça, e seguiu pela sala até as escadas. Ele parou na frente da porta de Lily, segurou a maçaneta sutilmente, e virou-a sem fazer barulho. Deitada na cama, com o edredom cobrindo parte de seu corpo e a outra parte caída ao chão, Lily dormia. Scorpius ficou por algum tempo admirando a beleza de sua namorada, até que não resistiu e sentou na cama, passando as mãos nos cabelos ruivos que ele tanto gostava.

Lily abriu os olhos e quando viu Scorpius ao seu lado abriu um sorriso preguiçoso, porém honesto. Então ela sentiu uma urgente vontade de abraçá-lo.

"O que foi, ruivinha?" perguntou Scorpius assustado.

"Nada, só estava com saudades suas."

Ele foi acordar o amigo enquanto Lily se arrumava. Quando ela estava pronta desceu as escadas para encontrar todos a mesa. James já havia saído para o Ministério. O dia deles seria longo esperando notícias dos primos.

Depois do almoço Rose e Hugo apareceram na lareira do Canto, e sem entender Ginny viu Lily carregá-los diretamente para o quarto de Albus. Todos já sabiam a resposta pela cara de Rose.

"E então? Vocês não acharam a carta, não é?" perguntou Lily desanimada.

"Não, e é pior. A mesa de seu pai, assim como seu armário estão completamente revirados. Se a carta estava lá o Ministro a tem." respondeu Rose.

Lily não acreditava que não tinha pensado nisso. É claro que o Ministro iria reunir todas as provas que inocentavam seu pai. Ela abraçou Scorpius e finalmente chorou.