Capitulo 22 – Arrival expected
Duas semanas depois
EPOV
Já tinha se passado quase 1 mês e meio desde que Bella tinha saído de casa, e duas semanas desde que eu soube que ela estava grávida.
Eu queria gritar para todo mundo que ela estava grávida e que teríamos o nosso primeiro filho, ou filha mas segui o que ela pediu-me, eu a sentia triste pelo telefone.
A minha vida tinha sido completamente parada no mês que ela decidiu "pensar" mas quando soube da sua gravidez e ela passou a falar comigo pelo menos uma vez ao dia fiquei mais animado.
Até tinha parado em algumas lojas e comprei as primeiras peças do nosso bebé, comprei um sapatinho branco com uma roupinha branca, daria para menino e menina, sim eu estava feliz.
Eu já tinha reservado o quarto que ficava ao pé do nosso para decorarmos para nosso bebé, tinha comprado uns peluches e brinquedos que estavam todos guardados numa caixa para depois quando o quarto estivesse pronto eu por.
Hoje seria um mês especial, Rose e Emmett teriam os gémeos deles e estavam super felizes com isso, eu admirava Emmett por ter evoluído tanto depois que conheceu Rose, tornou-se mais responsável e preocupado com Rose.
Segui em direcção ao meu escritório desde que Bella tinha se retirado eu tinha decidido trabalhar aqui em casa, eu distraia-me com os nossos cães.
Sentei-me a frente ao computador a comecei a analisar umas cenas de crimes que tinham-me enviado, um homem que matou a mulher, dois filhos e a sogra, céus como alguém tinha um sangue frio para fazer isso?! Tudo porque a mulher lhe pediu um divórcio, eu nunca faria isso com Bella, eu amava-a demais para fazer algo contra ela… ela era minha vida, agora e sempre.
Ouvi um barulho de chave, quem seria? Avistei os dois cães saindo rapidamente ao meu lado, será possível?!
Sai rapidamente do escritório e a encontrei, mais linda do que sempre, ela usava um leve vestido branco soltinho, que fez-me logo olhar para a barriga, será que já tinha algum volume?
- Bella… - Eu disse quase sem voz
- Eu voltei. – Disse com um leve sorriso
Eu corri em sua direcção e a puxei para um abraço onde a beijei com toda a minha paixão, a acabar minha sede pela sua pele, invadi sua boca a voltar a sentir aquele sabor tão exótico.
Finalmente parei para respirarmos, e ficamos ali olhando em silêncio.
- Eu senti tua falta. – Finalmente quebrei o silêncio
- Nós também sentimos.
Pois agora haveria nós, agora seria, eu, Bella e nosso bebé.
Eu pus minha mão delicadamente na sua barriga e ela deu um sorriso.
- Por favor, nunca mais deixe-me. – Eu supliquei
- Não se preocupes, eu pensei muito… todas as minhas confusões estão para trás… - Ela deu um suspiro – Eu estava com medo.
- Medo? – Perguntei incrédulo
- Sim, eu estava casada… tinha medo de ficar presa neste relacionamento e não curtir a minha vida jovem.
- Eu nunca lhe impediria.
- Eu sei. – Disse ao tirar uma mecha em frente do rosto – Depois quando eu fui para Nova Iorque pensar…
- Estiveste em Nova Iorque?
- Sim, com o Bernard.
Senti meu corpo enrijecer, eu não sentia-me confortável quando ela estava com ele, eu sabia que ele gostava dela e principalmente na forma como ele a encarava.
- Tinhas de estar com ele? – Perguntei incrédulo
- Edward, por favor. – Ela suplicou, eu lhe beijei a sua testa e aguardei ela continuar – no dia que eu descobrir que estava grávida lá, eu fiquei ainda mais em pânico… eu sentia que eu iria arruinar a minha vida com casamento e um bebé. – Eu tentei falar algo mas ela fez um sinal para eu ficar quieto. – Neste dia eu ia fazer um aborto Edward.
- O quê?!
Ela respirou fundo
- Eu não fiz, eu vi um vídeo, eu fiquei a imaginar como seria a nossa vida com este bebé… - Algumas lágrimas começaram a cair no seu rosto – Eu estava a ser egoísta, eu não poderia matar o nosso filho… era o nosso filho, o que sempre imaginávamos.
- Obrigado. – Eu disse ao abraça-la e beijar por onde as lágrimas caiam – Obrigado por não teres feito isso.
- Desculpa.
- Está tudo bem agora, tudo bem.
- Me desculpa? – Ela perguntou ao olhar para mim
- Claro, agora está tudo bem, Bella, estamos juntos.
- Para sempre.
- Para sempre. – Eu a assegurei
Bella beijou-me com força e começamos a andar para a sala onde eu rapidamente girei para pousar delicadamente no sofá.
Beijei seu pescoço, sua bochecha, seu nariz e finalmente seus lábios.
Encarei Bella e senti um amor indescritível, ilimitável, irrefreável… era o nosso amor, apenas nosso.
Nós somos a ponte para a eternidade, cavalgando no mar, procurando a aventura por prazer, vivendo mistérios por gosto, escolhendo tragédias, triunfos, desafios, adversários impossíveis, pondo-nos continuamente á prova, aprendemos e amor, o amor, o Amor!
Passei minhas mãos pela sua perna que ela abriu dando passagem, nossos beijos tornaram cada vez mais urgentes, eu a segurei levemente para ajuda-la a tirar o vestido onde eu pude apreciar ainda mais seu corpo.
Comecei a beijar os seus seios, fazendo-a arquear e desci para a sua barriga onde ela carregava o fruto do nosso amor, eu podia aperceber-me que ela tinha uma leve barriguinha, pois devido a ela ser magra dava para demonstrar algo pequeno.
- Quantos meses? – Eu perguntei ao beijar o seu ventre
- Quase 3.
Eu subi e lhe dei um selinho
- Foi em Vegas?
- Sim…
- Então vamos agradecer ao Elves Presley, além de nos ter casado passamos uma noite muito produtiva que nascerá a nosso bebé.
Ela deu um sorriso
- Claro, vamos agradecer muito.
Ela tirou rapidamente minha blusa, como eu tinha sede…sede do seu corpo, dos seus beijos de tudo que ela fazia. Eu passei minha mão pela sua roupa íntima penetrando dois dedos dentro dela.
- Oh Edward. – Ela gemeu
Fiz movimentos mais rápidos e suas mãos urgentes abriram a minha calça revelando meu membro totalmente erecto, suas mãos suaves estimularam ainda mais, fazendo-me soltar um gemido só mesmo Bella que conseguia me por louco e totalmente rendido aos seus encantos.
Sigo o rumo do corpo, nos teus desejos, bem junto a mim, sinto o teu perfume o teu suor, e nas tuas mãos deixo o meu amor...
- Edward por favor, entre em mim.
- Eu estou dentro de ti Isabella. – Disse ao pé do seu ouvido
- Eu quero isso dentro de mim. – Ela disse ao acariciar meu membro
- Seu desejo é uma ordem. – Eu disse retirando meus dedos e entrando lentamente nela – Eu não vou machucar o bebé pois não?
Ela deu um sorriso tranquilo
- Não se preocupes, eu estou cheia de saúde para ficar privada de sexo.
Lhe dei um sorriso e investir mais rápido.
Olhos penetrantes, mãos deslizantes, corpos esfomeados, bocas prontas a comer, línguas inquietas, na pele navegantes...
Um cheiro atordoante, sussurros contidos em gemidos... coração a mil... beijos molhados, corpos suados, era assim que estamos.
Na nossa primeira vez foi algo rápido, carnal…
Na segunda foi para dar prazer em cada…
Na terceira foi algo lento… foi para desfrutarmos do nosso amor, o nosso único amor.
Finalmente quando nos cansamos Bella dormiu abraçada a mim e eu fiquei ali a acariciar o seu cabelo e a observar-lhe ela pacificamente dormindo, ela era minha apenas minha.
Há silêncios que murmuram o amor só com o olhar, e tatuam a alma com um simples sussurrar...
- Eu amo-te. – Lhe sussurrei no ouvido, toquei na sua barriga – Eu amo-te bebé.
Beijei sua bochecha e adormeci, com um sorriso no rosto, tudo estava perfeito, o nosso amor era perfeito, Bella é o sol que me ilumina, o fogo que me aquece... é a lua que me acaricia, a brisa que assobia… é a minha vida.
BPOV
Acordei na nossa cama, com pijama e delicadamente enrolada, mas… não estamos nu na sala? Olhei para o meu lado e Edward não estava, onde ele estava? Ouvi um leve barulho e decidir levantar-me e seguir para o lugar, era em um dos quartos perto do nosso, entrei calmamente e vi Edward pondo umas caixas no canto, olhei atentamente e pude aperceber-me que eram coisas de bebé… céus ele esteve este tempo todo desde que eu disse que estava grávida a comprar coisas de bebés.
Fiquei ali a observa-lo atentamente, vendo seu sorriso no rosto, um sorriso que eu tinha posto ali, dei um leve sorriso, eu o amava.
- Hey. – Disse ao se aproximar de mim passando a mão pelo cabelo – Dormiste bem?
- Sim, o que estás fazer neste quarto? E que caixas são estas?
Ele segurou lentamente pelo meu braço e tirou de uma mala uma delicada roupa de bebé.
- Esta foi a primeira roupa que comprei para o nosso bebé.
Senti lágrimas caindo no meu rosto, peguei aquela coisinha pequenina, era quase inacreditável saber que teríamos um ser que usaria aquilo.
- É lindo. – Eu confessei – o que mais tens?
Ele mostrou-me vários brinquedos, peluches, roupinhas de cores para os dois sexos, eu que andava perdida finalmente tinha me encontrado. Era aqui que eu pertencia, junto de Edward, junto do nosso bebé.
- Por enquanto é só isso. – Disse ele timidamente – Quando soubermos o sexo poderemos comprar mais coisas.
- Isso se ele ou ela não tiver as pernas bem fechadas como os de Emmett. – Eu disse rindo
- O importante é que vamos ama-lo ou ama-la, seja qual for o sexo.
- Estás certo.
- Queres comer algo? Tens de alimentar-se.
- Estou sem fome.
- Bella…
- Eu como mais tarde ok? – Eu disse dando-lhe um beijo na bochecha – Esta calor, que tal irmos para a piscina?
- Eu adoraria.
Saímos rapidamente do quarto do nosso bebé, trocamos de roupas e depois fomos para a piscina, Edward ficava sempre a olhar para o meu corpo e a acariciar a minha barriga, estávamos tão feliz que eu até tinha medo de algo acontecesse para arruinar a nossa felicidade.
Estávamos abraçados na piscina e Edward depositando leves beijos no meu ombro.
- Já pensaste em nomes? – Eu perguntei distraidamente – Quer dizer já escolhemos Eleonor para menina… mas se for rapaz?
- Eu não sei… tens algum nome que gostes de rapaz?
- Nicholas ou Thomas. E tu?
- Eu gosto dos dois nomes… também gosto de Anthony, era o nome do meu pai.
- Sério? Este não é o teu segundo nome?
- Sim, eu tenho o nome do meu pai Edward Anthony.
- Eu gosto de Anthony… - Disse quando ele passava suas mãos abraçando-me pela cintura – Mas qual outro nome de menina que gostas? Eu gosto de Nina.
- Nina é um nome doce e lindo, mas acho que Eleonor Nina fica meio estranho.
- Pois… por isso fica para a próxima.
Ele virou-me para encara-lo
- Haverá próximos?
- Queres? – Eu perguntei ao acariciar seu rosto
- Não imaginas o quanto… que tal 7 filho? – Disse com um tom divertido
Eu arqueei as sobrancelhas e olhei para ele incrédulo
- 7? Não esperas que eu engravides 7 vezes pois não?
Ele desatou a rir
- Bem não precisaria se tivéssemos de uma vez uns 3 ou 4…
- Sonha Edward Masen, sonha.
Ele agarrou-me mais na cintura e depositou um beijo na minha testa
- Eu não sei… talvez uns 4. Eu sempre quis ter uma família grande, meus pais tiveram a minha e a minha irmã…
- Tiveste uma irmã? – Perguntei incrédula
- Sim…mas morreu quando eu tinha 1 ano e meio, ela tinha 7 anos. Eu não lembro dela. Chamava-se Anna.
- Porque nunca contaste-me?
- São coisas que eu não gostava de falar, mas acho que mereces saber… eu vivia em Boston, na zona má de Boston, minha mãe era professora de piano num colégio e meu pai era vendedor.
- Por isso que amas tocar piano…
- Sim minha mãe ensinou-me, disse que poderia não ter dinheiro para pagar uma educação num óptimo colégio, mas que eu teria em casa.
- Como ela se chamava?
- Elizabeth.
- O que aconteceu com eles?
- Como eu lhe disse eu vivia numa zona má de Boston, era totalmente dominada pelas gangues… tráficos… meu pai foi assassinado pelo Mike.
- O que sequestrou-me? – Perguntei confusa
- Este mesmo. Foi por isso que eu fui "trabalhar" para ele, se eu negasse minha mãe seria a seguinte.
- Sinto muito. – Eu disse ao acariciar seu rosto. – E a tua mãe?
- Minha mãe viveu muito… ela ainda conseguiu sentir um pouco do sabor da minha vitoria… ela morreu a quase 5 anos atrás, morreu de velhice. – Ele deu um suspiro – Ela iria adorar lhe conhecer, ela sempre comentava que eu tinha de ir atrás da mulher certa para mim. Ela tinha medo que eu não encontrasse e não tivesse a família que eu merecia. – Ele acariciou meu rosto e deu-me um leve selinho – Mas eu encontrei-te e vamos ter uma família.
- E seremos felizes. – Eu disse ao acariciar seu peito
- Sim seremos.
Eu fiquei feliz por Edward compartilhar esta parte da sua infância e passado comigo, era isso que uma família fazia… compartilhava, compartilhava o amor, a alegria, as tristezas… compartilhava a vida.
Edward convenceu-me a logo ligar para a minha família e avisar que eu tinha chegado, todos ficaram felizes pela minha chegada e eu prometi que logo passava na casa de cada um.
Enquanto estávamos a conversar parvoíces sobre a nossa vida o telefone tocou e Edward foi atender, quando ele voltou estava mais pálido do que tudo.
- O que se passa Edward? – Perguntei com medo
- Rose foi para o hospital.
- Ela está bem?
- Sim… apenas chegou o dia de ter os gémeos, o Emmett esta como louco pedindo para irmos para lá, porque a Rose já ameaçou nunca mais ter sexo com ele por causa da dor… - Ele olhou atentamente – Não vais fazer isso comigo, pois não?
- Edward, ela diz isso apenas porque sente dor… - Eu lhe respondi ao levantar-me
- Prometes que não me privas do sexo?
- Se ainda me quiseres depois de ter tido um filho… tudo bem.
- Claro que eu vou querer, aposto que estará mais linda.
- Vamos ver se dizes isso depois. – Eu disse brincando com ele
Seguimos para o hospital onde fui invadida de abraços e sermões do meu sumiço, depois quando ouvimos os gritos de Rose eu simplesmente congelei, céus será que doía muito?! Eu encarei Edward que tinha um leve sorriso sem graça, eu aproximei-me dele e segurei levemente a sua mão, céus eu sei que iria doer… mas o sexo era demasiado bom para privar disso.
Depois de algumas horas os bebés nasceram forte e saudáveis, Emmett corria de um lado para o outro dizendo que tinham saído bonitos como os pais, era um menino que se chamaria Christopher e uma menina que se chamaria Rebecca, era mesmo lindo.
- Os nossos vão ser lindos, não vão? – Disse Edward ao abraçar-me por trás enquanto víamos os bebés pelo vidro
- Muito. – Eu lhe respondi ao observar Emmett segurando os gémeos no braço, Alice e Jazz ficaram sendo madrinha de Becca e eu e Edward de Chris.
Depois do momento de Rose ter esgotado e na saída do hospital eu contei a novidade para todos, eu senti meu pai quase caindo para trás mais depois pareceu um maluco a pular de um lado para o outro dizendo que ia ser vovô, já meu pai Ramon, olhava meio sem rumo, e depois quando meu pai Carlisle abraçou ele, os dois começaram a pular chamando a atenção de todos e fazendo-nos rir, pois definitivamente esta criança que viria seria muito amada e feliz nesta nossa grande família, feliz e louca.
EPOV
Eu não poderia estar mais feliz com tudo que passava-se a minha volta, eu e Bella estava bem e iríamos ter um bebé, o nosso bebé.
Cheguei em casa cansado, só pensando em dormir pelo longo dia que tive no ministério público, mas quando cheguei a sala Bella estava ouvindo uma leve música e cantarolando enquanto dobrava algumas roupas de bebés no nosso quarto, algumas roupas que tínhamos comprados dias antes.
Encostei-me melhor na porta e fiquei ali a observar… a observar a minha deusa… minha mulher… minha amiga… minha vida.
Agora que estávamos casados eu sabia que muitas coisas seriam diferentes.
Mas do que sucede que o amor do casamento é de tal forma que não admite meias-tintas: se existe é para sempre. Se aquilo que se entrega não é tudo, esse amor não tem a qualidade necessária para se tornar no fundamento de uma família. Não pode ser alicerce nem raiz. Não será fecundo. Dará frutos apodrecidos, como, infelizmente, temos verificado tantas vezes.
O amor não admite o cálculo. Não faz contas. O amor é louco.
- Olá estás ai a muito tempo? – Disse ao aproximar de mim
- Apenas observando-te. – Eu disse ao beijar-lhe
- Estás com fome? O jantar já esta pronto, só estava a tua espera.
- Claro, vamos.
O que há de maravilhoso numa casa não é ela abrigar-nos, nem aquecer-nos, nem nós possuirmos as suas paredes; o que é maravilhoso é ela ter depositado em nós estas provisões de doçura, é ela formar, no fundo do nosso coração, este maciço obscuro, donde brotam, como águas de uma fonte, os sonhos...
