Ok, hoje eu cheguei em tempo :D Espero que apreciem o capítulo!
Mil beijos e boa leitura!
Helga esperou ansiosa pelas amigas na frente da casa da gestante. Nymph saiu com sua longa saia roxa e a blusa bege coberta por um cardigan laranjado da cor de suas unhas, o cabelo para trás graças a um arco cor-de-rosa que pertencia a Ellen. Fazendo coro ao fundo, seus filhos riam e enlouqueciam o pai agora que os avôs já haviam ido embora, com a promessa de retornarem no próximo mês para aguardar o nascimento da quarta cria Miller.
Helga as guiou mostrando uma chave de portal recém programada, que abriu uma passagem para um lugar completamente desconhecido para as outras duas. Um grande jardim gritando por uma poda fechava-se em volta do cenário, galhos de árvores que enroscadas formavam um caramanchão naturalmente assombrado. Logo mais a frente, uma larga porta dupla de madeira estava fechada, com cerca viva subindo por sua estrutura, indicando que ela estava abandonada há tanto tempo quanto a casa de parede manchada à sua frente.
— É essa. – apontou para a porta.
— Oh... Jura? – a falsa surpresa de Ludmila zombou da hesitação de Helga.
— Posso até destrancar, mas duvido que uma porta tão velha vá abrir, só se arrombarmos. – Nymph observou.
— Eu confio nas suas habilidades! – Parks pousou as mãos nos ombros de Nymph, que a olhou com a face torcida. Ela com certeza estava aprontando... Respirou fundo, tentando acalmar a sensação de aperto em seu estômago e retirou a varinha do bolso, um instrumento com cerca de vinte e cinco ou vinte e sete centímetros de comprimento, com base afunilada e lisa, ponta finíssima e acabamento acetinado em um tom de vermelho profundo.
— Alohomora. – Murmurou em tom baixo, quase inaudível e o contorno da porta pareceu afrouxar, o pó acumulado caindo pelo contorno. Os olhos de Helga brilharam e ela sorriu largamente, arrebentando o cadeado que segurava a mesma, que ao ser empurrada cedeu facilmente.
O interior da garagem era entulhada de caixas, vassouras Nimbus velhas e coisas aparentemente sem importância. Agora Nymph e Ludmila entendiam o porquê da jornalista precisar de Colt para localizar fosse lá o que ela precisava "mais do que a própria vida", como dramatizou mais cedo.
Parks pisava com cuidado, como se estivesse em solo sagrado, e seus olhos por detrás das lentes revelavam o quão admirada ela estava, vasculhando em cada canto, cada cesto velho o tal objeto maravilhoso.
— O que estamos procurando?
— É como um tecido de cobertura irregular. – respondeu sem muita clareza, ainda procurando.
— Um pergaminho? – Colt sacou sua varinha dessa vez. A dela era bem diferente e contrastante do que ela normalmente vestia: uma varinha relativamente curta, entre dezenove e vinte e três centímetros, no formato original do graveto utilizado para fazê-la, levemente curva e irregular, como uma garra, polido leve sem acabamento.
— Uma pintura.
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A goles foi lançada para cima e, conforme ela subia, a ovação das duas torcidas inflamadas acompanhava. Foi o capitão do time búlgaro a golpeá-la por primeiro, golpe esse que, não fosse por Cate Banne, teria marcado os primeiros dez pontos da noite.
O time da Bulgária era monstruoso e sua barreira quase impenetrável; o que ajudava era o fato dos jogadores fecharem-se como um muro, o que criava brechas laterais para os avanços do time inglês. Isso não significava sucesso da parte deles, já que o empate a vinte a vinte permaneceu inalterado por duas horas até o primeiro intervalo da noite ser autorizado para os times.
No camarote, Pandora assistia os jogos acompanhada da mãe, Perséfone, seu rosto perfeito sendo clicado de todos os ângulos possíveis. Ela não reparou quando Thomas deixou o campo sem dar uma olhada sequer para onde estava, pois não se importava. Ela estava naquele jogo de aparências tanto quanto ele e sabia como sustentar sua pose de noiva devotada melhor do que ninguém, achando internamente que a sorte era de Thomas, afinal, quem não gostaria de ter a seu lado alguém como ela?
— Oi querida! – a voz de Cordélia atingiu seus ouvidos. — Como vai nossa it girl?
— Boa noite, Cordélia. – limitou-se a respondê-la secamente.
— A-do-rei seu vestido! – sorriu descaradamente, sentando-se ao lado de Pandora, como se fossem íntimas amigas de longa data. — Não me diga: Prada! – a albina não respondeu. — Chanel, então? Ah, já sei, Dior! – mas a bruxa continuava calada, seus olhos cinzentos percorrendo a plateia sem muito interesse. — Sabe, minhas leitoras amam você, elas a-do-ra-riam ouvir dicas de moda e beleza suas. – murmurou, dando uma piscadela cúmplice.
— Você mesma disse para não lhe dizer o estilista da minha roupa. – cruzou a perna, fazendo a saia acompanhar o caimento leve do tecido. Essa resposta fez Cordélia engasgar, sentindo o rosto corar com violência. — Mas o que... – foi a vez de Fary se incomodar: exatamente em sua direção, do outro lado da arquibancada, Donald Williams assistia ao jogo. Certamente teria acabado de entrar ou ela o teria visto durante a partida.
— Eu não acredito... – Cordélia soltou em um suspiro risonho, pegando seu gravador na bolsa espalhafatosa. — E não é que Donald Williams, apanhador oficial do País de Gales nesse ano de 2082 veio prestigiar seu eterno rival, Thomas Silfo, no jogo de hoje? – deu alguns risinhos, não notado o semblante distante e superior de Pandora fechando-se como um tempo chuvoso. — O que nossa it girl, Pandora Fary, acha disso?
O gravador foi quase empurrado pela goela abaixo da blogueira, mas Fary limitou-se a comprimir os lábios e se levantar graciosamente, dando as costas para a cabine onde estava. Precisaria dar uma palavrinha ou duas para Williams, não sem antes solicitar que Fingers fosse afastada e mantida distante por pelo menos vinte metros de onde estava ou ela apelaria para uma intervenção judicial para isso.
Seus passos suaves não seriam notados, mas a presença inquietante e sua beleza fenomenal não a deixaram passar despercebida, nem a Williams nem aos paparazzi que a clicavam com furor.
— A princesa albina saiu de seu camarote? – ironizou, tocando um gole generoso de cerveja amanteigada. Esboçando os dentes, ela sentou-se a seu lado, como se apreciasse a companhia. E apreciava, mas isso ninguém precisava saber.
— Onde está Parks, Donald? – perguntou como ao acaso e pode vê-lo franzindo o cenho. Sorriu satisfeita. — Cinco anos atrás você a deixava, agora ela dá o troco.
— E o que você tem a ver com isso? – o sorriso se alargou e ela jogou a estola preta por cima do ombro.
— Só é engraçado... Como se sente sabendo que uma pessoa tão irrelevante como ela, te tem como segundo plano, tal como você está posicionado profissionalmente?
Os olhos verdes faiscaram para cima dela; se fosse um homem ele definitivamente teria acertado aquele rosto lindo.
— E como se sente sabendo que Silfo preferia outra em seu lugar? – o rosto de Pandora permaneceu indecifrável, mas o abalo em seu olhar era visível. — Mas é claro que isso você já sabe, a princesinha Fary é mais inteligente do que aparenta, não é?
— Fala com tanta certeza, Williams... – ele riu.
— O que aconteceu com "Donald"? – os lábios leporinos exibiam um sorriso irônico. — Ou você acha que minha rivalidade com seu amado noivinho começou no campo?
— Não me importa quem começou o que, ele é o melhor e está com a melhor. – e nisso sua irritação estava visível para os jornalistas, que já questionavam o motivo da agitação da sempre tão calma Fary.
— Há controvérsias. – ela cerrou a mão em punho e sustentou o olhar de raiva. — Afinal, a Falmouth me preferiu à Silfo, não é?
Foi a vez de Pandora sorrir.
— Agora é você que não sabe o que diz.
Levantou-se depois disso e saiu do lugar, flashs registrando sua pose impecável e a confusão estampada no rosto de Williams, que em um impulso colocou-se de pé a chamando pelo nome, sendo ignorado pela mesma. Cordélia já havia saído de seu camarote e certamente preparava um post recheado de insinuações maliciosas e como William junto a Fary trocaram farpas durante o intervalo do jogo Inglaterra x Bulgária.
Ninguém pareceu notar o tema da breve discussão nem em como Pandora tremia de raiva. Ela sabia que Helga Parks era um inconveniente, como uma pedrinha inofensiva em seu sapato caro. O problema era quanto mais o inconveniente demorava a passar, mais incômodo ele se tornava.
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Draco nunca havia tentado evocar seu patrono, nem mesmo depois dele e Ginevra começarem a se envolver. Talvez fosse a eterna sensação de perigo os rondando mesmo nos momentos mais felizes, ou seu subconsciente lhe avisando que aquilo acabaria mal; o fato é que ele não sabia como seu patrono parecia ou mesmo se possuía um. Àquela altura dos acontecimentos não era de se duvidar que ele era raro caso no quesito patrono e, somente com essa preocupação, ficava ainda mais difícil tentar recordar algo alegre que o fizesse liberar esse tipo de magia.
— Pensativo como sempre. – Ginevra se jogou ao seu lado, os corpos se chocando com o pulo da garota. Ela tinha sardas em seus lábios, sorrindo abertamente para ele, tal como os olhos castanhos e brilhantes, que percorriam seu rosto procurando algum defeito. – O que há de errado?
— Nada. – Mentiu e sabia que a garota notaria, ela sempre notava.
— Então me chamou apenas para admirarmos a neve caindo na clareira? – Zombou arqueando as sobrancelhas ruivas. Insinuante como sempre...
— Ora, você não gosta? Frio, umidade, neve caindo, a melancólica visão do branco tomando a paisagem... – Ela riu daquele jeito caloroso sempre estranhado por Draco, embora ele gostasse. Grandes demonstrações de animação aparentemente sempre iriam incomodá-lo.
— Gosto quando está do lado de fora da minha casa enquanto eu tomo uma caneca de chocolate com marshmellow. – Draco mostrou a língua em uma careta avessa ao consumo exagerado de açúcar. — Podemos fazer isso agora, se está esperando alguma ideia.
— Jamais colocaria meus pés na Toca. – Desdenhou falsamente enquanto Ginevra bagunçava seu cabelo de propósito. — Oh, por favor, não sou seus irmãos para manterem os cabelos como um ninho de rato.
— Draco! – Ela riu continuando a bagunçar os fios claros, precisando ser detida antes que arruinasse definitivamente o penteado.
— Quer a boa ou a má notícia?
— A boa! – Ergueu os braços como se fosse óbvia a decisão.
— Se lembra daquela ideia que eu tinha – sorriu minimamente, passando os dedos enluvados nos cabelos. — em transformar o depósito em uma espécie de biblioteca com registros e... Bem, você sabe, as demais tranqueiras? – O sorriso dela foi tampado pelas mãos em luvas coloridas.
— Isso é maravilhoso, Draco! – Ginevra o abraçou forte e por um momento Draco esqueceu-se da parte má naquela notícia. Começou a suspeitar ser por isso que não conseguia conjurar seu patrono: não existia um evento totalmente feliz em sua vida. — O que pode ter de ruim nessa notícia?
— O Ministério não fornecer nem metade do que eu precisaria para começar a organizar as coisas? – O sorriso dele, que mal se fazia notar, sumiu e o dela desmanchou-se por completo, enquanto seu cenho franzia confuso.
— Mas como eles esperam que isso dê certo se não dão meios para isso acontecer?
— Foi o que perguntei, mas ameaçaram não dar nenhum auxílio se eu reclamasse mais. – Mostrou os dentes com raiva. Seu humor não estava dos melhores e ter Aurbun lhe dando aquela notícia não foi a melhor coisa que lhe ocorreu.
Ginevra olhou para a neve como se ela pudesse escrever uma solução, mas obviamente isso não iria acontecer. Puxou o ar para falar alguma coisa pelo menos três vezes, desistindo no começo da quarta tentativa, e deixou que seus ombros cairem igualmente cansados. Geralmente ela lhe dizia palavras de incentivo e o que mais admirava Draco era Ginevra não falar mais do que o necessário ou do possível. Do pouco que conheceu do restante da prole Weasley, todos pareciam ter a grande necessidade de tornar grandioso até o ato de guardar uma colher. Tudo está dando errado? Não havia preocupação! Para quê? Tudo sempre tinha uma solução! – embora nenhum deles soubesse qual.
Certa vez, Ginevra disse que antes da guerra, ela própria costumava ter as mesmas visões descabidas de coragem e superação, pois, em suas palavras "o bom em conviver com os gêmeos é que você costumava acreditar que para tudo há um jeito desde que se tenha coragem", ou algo do tipo, Draco não era bom para guardar coisas que não lhe interessavam. O problema era que não existiam mais "os gêmeos" e também não havia jeito para tudo, pois para a morte de Fred eles não acharam nenhuma solução milagrosa.
— Precisamos colocar no papel tudo o que iremos precisar e começar a procurar quem melhor ofereça um valor dentro do nosso orçamento. – Pensou em voz alta e isso fez Draco sorrir. — Qual o problema agora, Malfoy?
— Não, nada... – Como explicar que a graça era justamente ela se incluir em seus planos? Era como se fossem mesmo um casal normal com planos normais e um relacionamento normal. Nunca ser "normal" pareceu uma ideia tão boa à Draco. — Só acho que as estantes sairão muito caras... Precisaremos ocupar de forma inteligente aquele espaço ou a aparência entulhada continuará. – Sutilmente, ele também a incluiu na organização do local.
— Se arrumarmos o mapa arquitetônico do Ministério, acho que ficará mais fácil organizar a disposição delas.
— Se me derem o tal projeto. – Resmungou. Sabia como eles usariam essa oportunidade para zombar de sua família. Longos meses o esperavam.
— Vão dar. – Ela apertou sua mão. O contraste da lã colorida em listras de diversos tons com sua luva preta eram gritantes. — Eles não têm muita opção, não é? Além disso, depois que seu projeto der certo, e ele vai dar certo, todos precisarão engolir suas grandes línguas junto com todas as piadas feitas. — Draco riu ao imaginar a cena.
— Vou gostar de ver isso.
— E eu também.
Silenciou mais uma vez. Ginevra encostou sua cabeça no ombro de Draco que a envolveu com o braço e ambos ficaram olhando a clareira com seu chão irregular. Enquanto assistia suas respirações condensando no ar, Malfoy percebeu a agitação da ruiva tentando espiar o canto inferior do banco e isso o fez se perguntar o que tinha ali que tanto desviava a atenção de sua namorada. Quase acertou a própria testa ao se lembrar do pacote que havia trazido.
— Certo você venceu. – Fingiu não ter esquecido um dos motivos de tê-la chamado àquele local e pegou o pacote retangular, entregando a ela o objeto encapado em papel pardo. As mãos enluvadas foram ávidas pelo pacote e ela precisou retirá-las antes de rasgar como uma criança animada o papel fino. — Estava te devendo um presente de Natal, então...
— É lindo, Draco! – Ela lhe deu um de seus largos sorrisos acompanhando os olhos úmidos pela emoção.
— A modelo ajuda um pouco...
— "Ginny Weasley, janeiro de 2001" – Leu em voz alta a escrita na base de madeira do quadro.
— Era para ficar pronto em dezembro, mas o pintor disse qualquer desculpa que eu não entendo, então... – Deu de ombros antes de ter seu pescoço envolto pelo abraço dela.
— É lindo, lindo! – Repetiu ainda emocionada. – É a foto do nosso dia em Manchester, não é? Próximo àquela confeitaria...
— ... com o chá mais sem gosto do mundo, esse mesmo. – Concordou e ela riu mais uma vez. — Gostei do seu rosto, – tentou ele, gesticulando na altura do próprio rosto. — pareceu bonito.
— Oh, muito obrigada! – Brincou, sem desgrudar os olhos dos detalhes da pintura.
— Algo nele me fez pensar... – Desistiu da frase achando que ela não notaria, porém a reação foi completamente inversa.
— Pensar em quê?
E lá estava o olhar novamente... Atento, curioso, profundo e suave... Os lábios pintados com o resquício de sorriso... Aquela feição o fazia ter tantas ideias! Aquela em especial o fazia recordar da tarde em Manchester quando pensou pela primeira vez que podia estar inclinado a gostar de Ginevra e que talvez, bem remotamente, ela retribuísse.
— Que estava satisfeita em estar comigo. – Ela exasperou uma risada.
— Desde a primeira vez eu estou satisfeita em estar com você. – Alisou o contorno dos cabelos pintados em tons de laranja, amarelo e vermelho. — E desde antes de Manchester eu já sentia que existia algo mais que minha atração pelo seu traseiro perfeito. – Draco gargalhou com a observação feita com tanta seriedade. — Qual é, preciso focar no que realmente sustenta essa relação!
Eram essas pequenas alegrias simultâneas que o fazia ir novamente contra suas certezas e cogitar como poderia se parecer seu patrono.
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Meia-noite e quinze. Helga, Ludmila e Nymph estavam naquela procura que já rendia três achados completamente falhados, pinturas de cestas de frutas, um barco indefinido e talvez uma pêra e um relógio. Nymph suspirava vez ou outra, a falta de ar pelo esforço em se abaixar e erguer, ainda que ela passasse mais tempo vendo bolinhas coloridas natalinas que procurasse por qualquer coisa grande o bastante para ser um quadro.
Ludmila via objetos em uma rapidez que era de se duvidar se estava realmente procurando alguma coisa, o que fazia Helga sentir o estômago contrair de raiva e frustração. Prestes a desistir, foi o grito de surpresa de Nymph que a avisou que a procura não havia sido em vão.
— Era isso o que queria? – balbuciou, duvidosa se o achado tinha sido bom ou não.
A pintura trazia o rosto corado e sardento de Ginevra Potter completamente destruído. Era como se alguém tivesse pegado algo muito afiado e descontado sua raiva diversas vezes no tecido que estava em fatias irregulares. Helga olhava para a moldura destruída, sentindo-se tão ou mais destruída que a própria. Que pena...
Abaixou a cabeça lamentando enquanto Ludmila apanhava a moldura. Ela junto a uma Nymph ofegante, estavam curiosas com a modelo da pintura. Notaram do que o quadro se tratava quase ao mesmo tempo que Helga notou um fraco brilho prateado no canto do galpão. Rápida, Parks correu até a caixa e tirou todos os potes e pratos de cobre empilhados até que sua mão pegasse o pequenino frasco de vidro pendurado como pingente em uma corrente igualmente brilhante. Seu interior parecia transparente e dançava em círculos no limite em que estava encarcerado. Não podia ser... Será que era...
— Estamos na casa de Harry Potter?! – Nymph guinchou, parecendo passar mal.
Helga olhou para as amigas escondendo o frasco em seu bolso, fingindo-se de sonsa, fingindo-se tão surpresa quanto elas.
— Não sei, estamos?
— "Ginny Weasley, Janeiro de 2001" – Ludmila quase berrou lendo a frase atrás da pintura destruída.
— Não tenho como explicar agora, mas é por uma boa causa. – Parks disse erguendo as mãos na direção das amigas, como se isso pudesse acalma-las.
— Eu não acredito que você está invadindo uma casa, que nos fez invadir uma casa por causa dessa sua obsessão doentia por aquele bruxo míope! – Ludmila explodiu.
— Já disse que foi por uma boa causa. – respondeu sem olhar para elas, certificando-se que o frasco ainda estava consigo.
— Uma boa causa? Quando invasão de domicílio pode ser justificado como algo bom?!
— Agora não é hora, Mila... – Nymph se abanava.
— Não, Nymph! Helga sempre teve essas ideias descabidas e um fascínio desmedido pelo passado, mas isso é demais! Ela está envolvendo você e a mim! Imagine se viramos capa da sessão criminalística?! – Helga abria e fechava a boca, zombando da irritação da amiga. — E pare de me remedar como se fosse uma criança, Helga! Você tem vinte e cinco anos, haja como uma pessoa adulta!
— Não, agora não é hora! – gritou aflita, Nymph. — A bolsa estourou!
Helga suspendeu a respiração, os olhos arregalados pelo medo repentino. Ela olhou aflita para Nymph e depois para Ludmila, esperando que a bruxa e sua inteligência pudessem salvá-las naquele momento. Com o semblante ainda tedioso, Colt olhou Helga nos olhos e declarou:
— Eu odeio você.
O flashback explicou alguma coisa? xD haha
Muitíssimo obrigada pelos comentários deixados no último capítulo! A empolgação de vocês é a maior responsável pela minha própria e eu fico realmente sem palavras para agradecer vocês! Trabalho cada vez mais para que a confiança seja recompensada! Todo comentário, pergunta, conselho e dica são válidos! Vocês são leitores muito, muito especiais! s2
Responderei agora seus comentários! /o/
Shindou: Gente, alguém segura na minha mão que minha pressão aqui caiu skpoaokspoaksoapos GENTE, como é que você chega e me diz uma coisa dessas sem eu estar preparada? HUAHSUAHSUASHAUSAHSA MUITO OBRIGADA! s2 Draco está mesmo velhinho, mas não se preocupe, ainda há muito para ele contar ;) Você está certíssima: Helga não suportaria perder Draco agora, principalmente pelo enorme apego que ela tem, tanto que está invadindo uma casa para pegar o quadro :V kspoksopasakspoa Ai, todos queremos que ele largue a Pandora, mas calma, eu juro que explico a situação mais para frente, haha xD Muito obrigada pelo comentário e suas palavras! s2 Espero ter te conquistado como leitora s2 Beijos e até mais!
D. R. Nunes: AKSOASPOAKOPSAOKSKOSA E EU GRITEI QUANDO VI QUE TINHA REVIEW NOVA SUA! s2 Fanfiction tá de sacanagem com a gente, não é possível :c Pode encher de mensagem, a gente tenta responder na medida do possível! s2 Tô, inclusive, devendo resposta da última que me mandou, me perdoe ;-; Obrigada sempre pelos comentários e sugestões! s2 Beijos e até mais!
