Chapter 23 - Era só uma fase...
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Meus pés estavam latejando pelo uso contínuo do salto que eu decidi colocar nas últimas duas semanas de saídas com Alice, Rose, Jasper, Emmett e... Bem, e Jacob. A cara de Emmett ao vê-lo era quase tão nojenta quanto a de Jasper, mas nada disso realmente importava, até porque eles foram bem educados pela cara de nojo que eles fizeram.
Nós saímos na sexta, no sábado e depois na quinta, na sexta e hoje. Mas era legal, dava pra se divertir apesar do cansaço. Não que esse cansaço não fosse o que eu esperava, mas às vezes eu pensava sobre o quanto eu podia estar sendo uma idiota por estar dançando com vestidos bonitos, saltos altos e tudo mais, sendo que minha casa, meu sofá, minha cama e meu cachorro poderiam ser mais acolhedores e poderiam me oferecer muito mais do que essa música alta, luzes piscando, corpos balançando sem parar...
O vestido curto estava começando a me irritar, já que ele subia pequenos centímetros enquanto eu dançava igual uma retardada, balançando de um lado pro outro do jeito que a multidão me levava, de acordo com a batida repetida que não ausentava por meros segundos.
Jacob estava em algum lugar a minha volta e eu tinha consciência disso, mas eu nem fazia questão de abrir os olhos, como também não fiz em nenhum dos outros dias enquanto estava na pista de dança.
Hoje, eu infelizmente estava tendo uma recaída.
Eu abria os olhos de tempos em tempos, a procura da energia alheia, na esperança de que algo nos outros pudesse me mover e me fazer esquecer das coisas que minha mente se ocupava. Eu queria voltar a dançar e me descabelar como eu fazia na primeira saída.
A música estava alta, fazia minha cabeça tremer apesar de eu só ter percebido depois de alguns minutos que eu tinha parado de me mexer e que as pessoas ao meu lado, pulando e esbarrando em mim continuavam empolgadas e pouco percebiam minha recaída.
Jacob pelo contrário, pareceu perceber. Colocou as mãos na minha cintura e aproximou a boca do meu ouvido, falando alto, apesar de que sua voz estava saindo como se ele estivesse sussurrando.
- Tudo bem? – O ouvi dizer.
Afastei suas mãos de mim gentilmente, abrindo meu melhor sorriso para ele. Não, Jacob, nem comece.
- Preciso de uma bebida. – Gritei, fazendo uma mimica ruim. Ele pareceu entender e sorriu de volta, segurando minha mão e me puxando pra longe da pista de dança.
Me sentei em um dos bancos do bar e encarei meus sapatos sem dizer uma palavra. Eu estava começando a de fato me sentir mal, e vazia. Completamente vazia. Eu estava perdendo o gás e a energia pra continuar minhas saídas, curtir as músicas e me acabar de dançar. Eu estava me sentindo completamente errada no lugar errado. Era torto, desconfortável, desajeitado. Era ruim. Eu estava me sentindo deslocada.
Era como se eu tivesse de repente despertado de um longo período dormindo em um lugar diferente, com muita pele exposta, pés doendo, cabeça latejando e uma terrível vontade de não existir.
Ou de existir no meu apartamento, debaixo do meu cobertor, de nunca mais sair de lá. Mesmo que a ideia de voltar pro meu apartamento fedido e mofado era deprimente e recusável. Eu não estava conseguindo me achar e isso estava me incomodando.
-...hoje? – Eu peguei a frase no final e ruborizei ao perceber o olhar de Jacob em mim.
- Er...
Mordi o lábio e fiz uma careta confusa.
- Você não ouviu nada do que eu disse, ouviu?
- Não, desculpe.
- Eu perguntei se já disse o quanto você está bonita hoje. – Ele repetiu, e eu sorri minimamente.
A última vez que me olhei no espelho antes de sair de casa, era com total confiança de que eu estava linda e que a maquiagem de Alice me caia muito bem.
Deus, agora eu me sentia um lixo.
- Você é um bom amigo, Jake. Só precisa de óculos e uma garota que goste de você. – Eu sorri minimamente, apesar de perceber o quão desanimado ele ficou quando eu disse a frase.
Não ia rolar com Jake. Eu tinha o chamado todos esses dias porque ele era divertido e nós sabíamos nos divertir juntos de uma forma que talvez Alice não me divertisse. Até porque ela estava ocupada demais tapando a boca de Jasper com a dela ou fofocando sobre a roupa alheia. Pior que Alice era Rose, que tinha Emmett simplesmente TODOS os dias, já que a série policial dele estava sendo filmada em Manhattan.
De qualquer forma, eu não conseguia me imaginar agarrando Jacob. Não entrava na minha mente qualquer comportamento que pudesse diferir nossa amizade e transformá-la em algo mais.
Não ia rolar com Jake. Não ia rolar com qualquer cara.
Não enquanto houvesse um par de olhos surgindo na minha cabeça toda vez que uma mão masculina tocava minha cintura. Dezenas de caras bonitos dispensados por causa daquelas pedras verdes que pipocavam na minha mente.
Filho da puta! O cara tava na África muito bem acompanhado e conseguia destruir a minha autoconfiança e vontade de seguir em frente sem ao menos se mostrar presente.
Bufei, ignorando outras dúzias de perguntas de Jacob que ficaram no ar, e virando o copo daquela bebida que o barman acabava de deixar sobre o bar.
Desceu queimando minha garganta de um jeito gostoso e eu deslizei o copo na direção dele, virando o copo cheio segundos depois que ele encheu novamente.
Encarei Jacob, balançando a cabeça de um lado pro outro.
- Bella, você vai ficar bêbada.
- Não tem problema. – Gritei, talvez mais alto do que precisava. – Eu não ligo, Jake. Eu não ligo...
Peguei o copo de Jacob e fiquei de pé, virando o terceiro copo da bebida antes de ir para a pista de dança de novo.
Minutos – ou horas depois, só Deus sabe – eu já estava descabelada, dançando com Jacob de novo, rindo de coisas idiotas enquanto minha cabeça começava a misturar as cores, meus pés pulavam mais do que o normal e minha boca soltava um monte de palavras que eu não pensava em dizer. Fora isso eu estava começando a não pensar em nada, literalmente.
Não havia pares de olhos na minha cabeça quando Jacob segurou minha cintura, mas também nada do que eu estava fazendo parecia sob meu controle. Eu continuava dançando igual uma doida, balançando a cabeça e jogando o cabelo de um lado pro outro. Eu só sentia a barriga de Jacob encostada nas minhas costas balançando enquanto ele ria das coisas desconexas que eu falava.
Devia ter mais álcool nas bebidas do que eu realmente esperava que tivesse.
Não que eu estivesse completamente bêbada, mas eu era mais outra pessoa do que eu mesma.
Em algum momento, eu me afastei repentinamente de Jacob e quando ele perguntou o que eu tinha, eu murmurei algo tipo "não me toque" e limpei minha cintura como se estivesse suja. Ele provavelmente achou que era alguma coisa de gente bêbada e riu.
Quando estávamos a caminho do carro de Alice, eu soltei um berro de verdade, puro e alto, no meu timbre mais poderoso, fazendo todos do estacionamento parar para me encarar.
Não que eu estivesse ligando, é claro. Eu estava liberando uma frustração guardada.
- Bella. – Jacob arregalou os olhos pra mim, como se eu tivesse feito a coisa mais ridícula do mundo.
- MEUS PÉS ESTÃO ME MATANDO, JAKE! – Falei, mas pela cara dele, eu estava berrando. – FOI MAL!
- Ok, Bellita. – Alice parou para chacoalhar meus ombros. – O quanto você bebeu, amorzinho?
- Assim ó. – Eu juntei o polegar e o indicador. – Bem pouquinho.
- Ela está bêbada.
- Eu... Não... – Parei, tentando arrancar meus saltos, cambaleando quando me equilibrei em uma perna. Me apoiei no peito de Jacob, segurando em sua camisa pra tirar os saltos. – Não... Estou bêbada! Sapato endemoniado, filho de uma... – Soltei, enrolando a língua.
- Imagina. – Jasper riu, tentando me alcançar quando eu quase fui de cara para o chão.
- Venha, eu te levo pra casa. – Jake segurou meu braço, o colocando em seus ombros e segurando minha cintura com firmeza enquanto me arrastava para seu carro.
- Não faça nada que eu não faria, Jacob. – Jasper soltou.
- Jacob nunca ssss-eria capaz de fazer na-nann-nada. – Murmurei, dando ênfase a última palavra. – Ele é quase frouxo. – Murmurei e depois que Alice e Jasper começaram a gargalhar, eu percebi a cara de bunda de Jake.
- Foi mal! – Repeti.
- E foram três doses. – Jacob murmurou, colocando minhas pernas pra dentro do carro antes de fechar a porta e ir para o banco do motorista.
Ele arrancou com o carro enquanto eu cantava uma música estranha que não saia da minha cabeça, arriscando meu agudo num som que deveria ser irritante e totalmente desafinado. Jacob riu.
- Bella, você parece completamente bêbada.
- Estou legal. – Murmurei, meio mole e arrastado. Não era mentira, eu estava legal. E não pensando em absolutamente nada. – É normal ter moscas na cabeça?
- Hã? – Jacob me olhou como se eu tivesse falando mandarim puro e avançado, mas ele riu em seguida.
- Eu quis dizer, se é normal não pensar em nada. Se é normal ter a mente as moscas, sem nenhum pensamento.
- Não sei, nunca estive assim.
- Não sabe o que está perdendo. – Murmurei, ficando quieta.
O caminho foi silencioso demais, já que minha mente estava vagando na vibração das cores das lâmpadas ao redor de Manhattan, tentando focar o olhar em alguma delas a fim de tentar fazê-las parar de tremer e formar vinte ao mesmo tempo. Isso quando elas não se misturavam e tornavam-se uma enorme bola colorida que ofuscava minha vista a ponto de deixar meus olhos lacrimejarem.
Jacob fez questão de me ajudar a subir até o apartamento, alegando que eu não estava em condições de caminhar sem ajuda.
- Senti falta da minha casa. – Murmurei, me jogando no meu sofá e rindo quando Bruce pulou nas minhas costas.
Ele rosnou para Jacob, mas parou depois que eu murmurei algo sem nexo pra ele com voz autoritária.
Eu me sentei no sofá, encarando Jacob aparecer alguns minutos depois, com um copo de água esticado na minha direção. Encarar Jake debaixo daquela luz branca machucava minha vista.
- Você está iluminado demais, Jacob. – Murmurei pegando o copo. – Minha cabeça dói em vê-lo.
- Sempre soube que tinha luz própria. – Murmurou de volta e eu ri, apoiando o copo na testa e fechando os olhos.
- Eu estou enjoada. Acho que vou vomitar. Pode ir embora para não ver isso, Jake. É nojento demais. Se eu conseguisse, faria de tudo para evitar ver essa cena.
- Você definitivamente está bêbada.
- Não estou. Só... Zonza. – Falei, apoiando os cotovelos nas pernas e bebendo o copo de água que Jacob me ofereceu. Entreguei de volta e fechei os lábios numa linha. – Eu estou mesmo enjoada.
Algo estava mexendo loucamente no meu estômago.
Jacob não disse nada. Agora estava ajoelhado na minha frente, quieto, apenas me encarando. O silêncio da casa estava me deixando mal e o efeito da bebida não parecia ter sido muito eficiente, porque o silêncio em excesso trouxe uma avalanche de pensamentos ruins que pareciam ter brotado na minha mente.
A casa estava quieta e eu não tinha me acostumado com isso, quase três meses depois da partida dele. Eu estava mal. Eu me sentia mal por lembrar o quanto eu estava bem quando a casa tinha barulho, ou quando nós dois estávamos quietos demais, só que juntos. Eu odiava ter de lembrar dessas coisas, mas era quase impossível não lembrar de cada momento com ele aqui. Era impossível não lembrar dos jantares que ele fazia, ou de quando ele deitava no sofá e pedia com um biquinho que eu fizesse a janta.
Era impossível não lembrar da foto que estava nos jornais, nos sites, nos canais de televisão, no inferno, em qualquer lugar do mundo e o pior, todos os dias muito bem reproduzida na minha mente masoquista.
- Bella? – Jacob perguntou, pegando algo na minha bochecha. – O que foi?
Deuses, eu estava chorando.
- Ah, Jake... – Eu solucei e ele me abraçou enquanto eu escondia o rosto no seu ombro.
Foram segundos assim antes que eu me afastasse e voltasse a apoiar os cotovelos nas pernas e deixar o rosto sobre as mãos, ignorando as lágrimas.
- Jake, eu... – Comecei, gaguejando e umedecendo os lábios. Fechei os olhos enquanto tentava deixar a fala sair. – A verdade é que eu ainda...
Sinto a falta de Edward. – Completei mentalmente.
Isso porque eu não pude completar verbalmente. Arregalei os olhos e encontrei os dele fechados, enquanto os músculos do rosto se mexiam de um jeito estranho. Olhando assim, de perto, eu podia ver a quase monocelha dele e algum canto da minha mente resolveu perguntar se ele passava algum tipo de maquiagem pra esconder algumas imperfeições da pele...
Mas agora eu percebi o quanto a coisa estava desconfortável pra mim. A boca de Jacob estava colada na minha, movendo-se a procura de alguma correspondência. Aquilo era estranho, torto!
Os lábios dele eram quentes e apressados, macios e úmidos ao se moldarem aos meus. Apressados demais. Quentes demais. Macios e úmidos demais. Parecia que eu estava beijando uma minhoca aquecida. Ou melhor, eu não estava beijando!
- J-Ja-Jaco... – Comecei, mas ele entendeu tudo errado!
Algo no meu estômago começou a se mexer ao imaginar a minhoca aquecida, principalmente agora, já que abrir a boca, foi a pior das tentativas de me separar dele. Agora ele tinha colado ainda mais nossas bocas e aquilo de alguma forma, estava mesmo me enjoando.
Ou invocando meu enjoo de volta. Poxa, eu estava me controlando até ele fazer isso!
Agora eu quase podia sentir o gosto da bebida e a sensação horrível de saliva subindo na boca.
Tentei empurrar o ombro dele, mas ele não se afastou, parecia determinado a continuar ali. Enchi minha mão direita com seu nariz, afastando seu rosto do meu com certa agressividade que pareceu chocá-lo. Mas eu sinceramente, não estava ligando. Minha mão soltou seu nariz que eu amassei com a palma e eu corri pra cozinha, vomitando na pia toda a bebida e os petiscos malditos que comi horas antes, quando ainda estava em casa.
Lavei minha boca três vezes. Eu estava evitando o gosto ruim dos lábios e tentando esquecer o que Jacob tentara fazer a pouco.
Esperei até que a sensação de enjoo tivesse ido embora e voltei a sala, pra ver Jacob ainda ajoelhado em frente ao sofá, com a mesma cara de choque de segundos atrás.
- Jacob, você deve ter entendido errado. Provavelmente entendeu errado esse tempo todo. Eu não me aproximei de você por que queria algo mais. – Comecei, firme apesar da voz rouca com a sensação de garganta arranhada que me atrapalharam. – Achei que pudéssemos ser amigos. Eu te disse o tempo todo que não ia acontecer nada entre nós dois. Eu tentei cortar suas esperanças, mas...
Ele ficou de pé, cortando minha fala, mesmo que estivesse perfeitamente calado.
Tudo bem, ele me beijou e eu vomitei, mas não precisava fazer aquela cara de magoado que ele fazia agora, precisava?
Ok, eu estava começando a me sentir culpada. Ou com dó. Provavelmente com dó.
- Jake... Eu... – Suspirei quando ele me olhou. – Me desculpe, mas é de Edward que eu gosto.
- Certo, certo. – Falou, travando o queixo e passando de chocado para irritado. – Te garanto que ele está ótimo com Tanya enquanto você vomita por que as pessoas te beijam.
Ouch, bem na ferida.
Travei o queixo e caminhei até a entrada do apartamento, girando a maçaneta e abrindo a porta.
- Jacob, eu não te pedi pra me beijar. Não ia pedir nunca. Você devia ter prestado atenção nos foras que eu sempre te dei. – Murmurei para ele, séria e sem qualquer resquício de dó que eu senti a pouco. – Agora já pode cair fora. Tchau.
Não falou nada, só passou por mim e saiu, parando assim que estava no corredor. Ele virou de novo, franzindo as sobrancelhas. Ele estava visivelmente arrependido.
- Bella, me desculpa, eu...
- Cai fora, Jacob. Vá arranjar alguém que queira te beijar sem vomitar. – Gritei, batendo a porta na sua cara.
...
- Bella...
Talvez se a peça tivesse mais volume na parte de baixo...
- Bella!
É, ficaria melhor assim mesmo.
Alcancei a borracha, apagando as laterais da saia e deixando o desenho mais bonito. Certo, era bem mais conceitual do que as passarelas de Amy Thompson aceitavam, mas quem disse que eu estava desenhando pra ela dessa vez?
- Bella... – Alice me cutucou e eu a encarei.
- Gente, eu não respondi, não significa que eu não estou ouvindo. Pode falar. – Revirei os olhos, voltando a desenhar.
- Bella... Eu realmente não sei o que te fez voltar tão apressadamente pro trabalho, e também não sei o que aconteceu com nossas saídas mágicas. – Rose comentou, lixando as unhas enquanto eu rabiscava alguns esboços da última roupa que eu tinha bolado.
Certo, eu estava tão viajada nesses últimos dias que provavelmente teria desenhado roupas para Bruce.
Por sinal, ele estava usando uma gravata preta com listras roxas que Alice deu e isso o tinha deixado tão fofo. Sabe, desde que Alice o levou para o petshop – semana retrasada ou algo do tipo – com banho de verdade, corte de unhas, aparador de pelos, massagem, e mais um monte de coisas, ele tinha ficado muito mais calmo.
Suspirei ao lembrar dele e percebi o olhar das duas em mim.
- Bruce está fofo. Vocês sabem... Com a gravatinha. – Dividi com elas. – De qualquer forma, as "saídas mágicas" a qual você se refere, eram "mágicas" porque você se agarrava com seu namorado em todos os cantos da boate. – Eu ri. – Não eram tão mágicas para mim, Rose. Eu estava sem namorado, com um idiota do meu lado e um bando de gente retardada pulando a minha volta. – Sorri. – Ainda bem que essa fase passou.
Elas estreitaram os olhos para mim.
- Você parece melhor agora. O que aconteceu com as choradeiras, ataques de raiva, crises sentimentais e suas investidas emo de nunca mais sair do apartamento?
Alice estava falando sério?
- Estou bem agora, Alice. Eu consegui... Equilibrar tudo dentro de mim, sabe? – Murmurei, verdadeira. – Eu sinto falta de Edward, mas compenso essa saudade estúpida com o fato de que ele é um bundão. Não quero sair, mas também não quero ficar em casa. Não quero namorados e também não quero ficar sozinha. Estou bem assim, agora. Depois fica melhor.
Eu espero. – Completei mentalmente.
Os olhos de Rose se encheram de água e de repente as duas estavam me agarrando.
- E o cigarro? – Alice perguntou, se afastando de mim segundos depois. – Eu ainda posso sentir algum cheiro dele em você.
- É por que meu maço está aqui, no bolso. – Eu mostrei a língua pra ela. – Não é assim também, né, Allie... Não dá pra cortar tudo de uma vez.
- Você cortou Jacob. – Rosalie observou, voltando à cadeira e lixando as unhas.
Eu até podia ver o olhar de raiva de algumas das nossas funcionárias encarando nos três no balcão afastado, nos olhando fazer nada além de jogar conversa fora. Não que eu ligasse. A loja era nossa.
- Ele é um idiota. – Revirei os olhos.
- Ele te agarrou.
- Cruzes. – Franzi o nariz.
- Ele te magoou.
- Ok, Alice, já chega. – Eu revirei os olhos. – Vai mexer seu bumbunzinho e fazer alguma coisa, ok?
- Já fiz tudo que tinha que fazer. – Alice bateu palminhas. – Estou esperando Jasper.
- Agora? – Eu arregalei os olhos. – Você prometeu que íamos buscar Bruce no petshop juntas! Eu nem sei onde isso fica.
- Ela mentiu. – Rose pôs lenha na fogueira, rindo em seguida da própria piada sem graça. A convivência com Emmett explicava tudo.
- Eu esqueci! – Allie fez uma cara de choque. – De qualquer forma, Jazz disse que ia passar em um lugar antes de vir pra loja. Dá tempo de irmos lá. É pertinho, dá pra ir a pé.
Alice alcançou a bolsa e eu peguei a minha, deixando uma Rose lixando sua unha enquanto saíamos a pé pelas ruas de Manhattan.
Eu mal sabia o que me esperava...
Olá.
Algum tempo depois das últimas notícias, irrevogavelmente tristes para mim :( , eu resolvi postar o capítulo. Afinal, os personagens são Bella e Edward, não Robert Pattinson e Kristen Stewart e não importa o que aconteça com eles, juntos ou separados, eu continuarei adorando eles em seus papéis dos protagonistas da série de Stephenie Meyer nos cinemas.
De qualquer forma, eu estou aqui hoje. kkk
O cap de hoje encerra de uma vez por todas essa fase Edward-sem-Bella e no próximo capítulo, vamos aos finalmentes dessa confusão, então preparem-se para ter um Edward maravilhoso de volta, minhas queridas.
Vejo vocês por aí,
XxX ;*
