UNIDOS POR TODA A VIDA

Autora: Patricia Pondian


CAPÍTULO 24 – PERDIDO

- Harry? – Hermione o beijou assim que abriu a porta – Não esperava vê-lo mais hoje...Você esteve tão quieto esses dias...
- Desculpe, precisamos... Precisamos conversar - Ele estava molhado de chuva e a olhava com um ar desamparado.
- O que foi? – ela fechou a porta – Então...
- Mione... – Harry a encarou, quase perdendo as forças e afundou-se no sofá , antes de finalmente falar – A Gina está grávida.
- O... q...quê? – ela piscou várias vezes – Grávida?...
Hermione pareceu ter tido uma vertigem e buscou se apoiar num sofá.
-Eu...eu sinto muito. – o corpo dele afundou no sofá – Foi um acidente, quero dizer... Não deveria ter acontecido.
Mas a reação dela foi pior do que ele pensava, a ironia doeu mais que uma explosão e após um longo silêncio ela completou mordaz:
- Bem suponho que tenho que lhe dar os parabéns então?
- Meu amor por favor...
- Então era assim que você ia resolver as coisas? Assim? Vamos brindar traga o champanhe, compre uma aliança, peça a idiota em casamento e depois engravide a outra?
- Eu não sei como...
Ela riu amarga:
-Harry, não sabe como? Quer que eu explique? como pôde fazer isso comigo depois de ... – Ela apontava o dedo para ele como uma maldição. Você e Gina continuaram a ... Mesmo depois de nós dois...Vocês dois ... Você...Meu Deus Harry, VOCÊ MENTIU PARA MIM DE NOVO!
Ele se aproximou dela tentando abraçá-la mas ela resistia, lhe empurrando e apesar dela esconder ele pode ver que chorava (teve vontade de se chutar por deixá-la naquele estado, e se sentia ainda mais mesquinho por ainda achá-la linda mesmo chorando)
-Mione me perdoe, eu imploro, por Deus!
- NÃO! NÃO HARRY NÃO! ME PERDOE? ME PERDOE? NÃO! NÃO VOU MAIS PERDOAR, CANSEI DE PASSAR A MÃO NA SUA CABEÇA, CANSEI DE ARRUMAR DESCULPAS PARA AS SUAS FALHAS, PARA OS SEUS ERROS! PARA SUAS MENTIRAS!
- Foi um descuido, não era para acontecer.
- Mas aconteceu, Harry. E agora... Uma criança vai nascer, seu filho com Gina. – Hermione ficou de costas, e caminhou até a janela. Lágrimas se formaram em seus olhos, mas ela parecia não querer que ele a visse chorar.
- EU QUERO CONTAR A VERDADE! PODEMOS, POR FAVOR, CONTAR A VERDADE? Harry se ajoelhou suplicante, ela se virou incrédula
-Agora? Agora você quer contar a verdade? Não, não podemos. Mantemos segredo por tempo demais, e agora é tarde, é tarde para pedir desculpas, é tarde para contar a verdade, é tarde demais para qualquer coisa, é tarde demais para nós dois.
-Vamos fugir? Pediu ele desesperado se arrastando para perto dela.
Ela riu amargamente
- Deixe de ser criança. Fugir não é a solução, Harry. Vivemos escondidos por todo esse tempo justamente para não magoá-los, fugir seria pior que a verdade, se tivéssemos contado logo.
- E o que faremos?
- VOCÊ JÁ FEZ!
- Como assim? – ele questionou.
- Você sempre escolheu colocar a amizade que sente por Rony acima de qualquer coisa, até mesmo do que diz sentir por mim, acho até que inconscientemente você engravidou a Gina de propósito para não ter que enfrentá-lo, parece que estamos de novo na floresta e você está abrindo mão do nosso amor novamente.
-Não diga bobagens, pare com isso, isso, isso não pode acabar assim, e quanto a nós?
- Não existe "nós" Harry! Não me perdoaria se algo acontecesse à Gina ou ao seu filho por minha causa, essa criança precisa de um pai.
-Mione eu ...eu não estou rejeitando meu filho nem nada, mas...eu só queria um filho que viesse de você.
-MAS ENGRAVIDOU A GINA! NÃO?
- E... eu não posso ser pai e estar com você ao mesmo tempo? – ele questionou chorando enquanto se levantava e se aproximava dela.
- Não, eu não quero que esta criança sinta raiva de mim. Não quero que cresça achando que eu roubei o pai dela. – ele a abraçou, e nesse momento, as lágrimas que ela reprimia escaparam de seus olhos.
- Eu te amo tanto, Mione... Isso não é fácil... – a voz dele soou rouca, e Harry a apertou no abraço.
- Mas às vezes temos que escolher entre o que é fácil e o que é certo, Harry. – ela suspirou, e se virou para encará-lo. -Eu não te quero mais, isso que você fez acaba com qualquer amor por maior que ele seja! Disse taxativa.
- Não você não está falando sério não pode fazer isso... – ele a beijava desesperado nos cabelos, no rosto, na curva do pescoço, chegando na orelha tentando fazê-la mudar de idéia, mas ela se tornara fria e o empurou.
- Sim, eu posso é o melhor a ser feito. Eu devo aceitar o pedido de Rony, e você deve fazer um para Gina...
- NÃO! EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ...
- ME DEIXAR? ME DEIXAR?- Ela o olhava com um olhar assassino.
- Mione você vai ter coragem de...DE IR PARA A CAMA COM ELE? Ele perguntava incrédulo.
- PORQUE NÃO HARRY? VOCÊ NÃO FAZ ISSO HÁ ANOS COM A GINA? PELO MENOS RONY NUNCA MENTIU PARA MIM!
- NÃO ! VOCÊ ESTÁ DIZENDO ISTO SO PARA ME CASTIGAR! EU NÃO VOU CONSEGUIR TE VER COM OUTRO SABENDO TUDO O QUE VIVEMOS. – Ele confessou entre lágrimas.
Ela o olhou parecendo completamente insana:- PORQUE VOCÊ NÃO SE LANÇA UM FEITIÇO DA MEMORIA ENTÃO? NÃO é… ASSIM QUE VOCÊ COSTUMA RESOLVER SEUS PROBLEMAS?
-Você está sendo cruel! –Disse Harry perplexo.
- E VOCÊ SEMPRE FOI!
-OTIMO. EU VOU EMBORA.
- NUNCA DEVIA TER VINDO!

...

-Harry! Que prazer vê-lo, como vai? Hagrid lhe falava ainda mexendo na horta de abóboras como se estivesse aguardando a visita.
Harry acabara de adentrar a escola, tinha sentido uma súbita saudade desse lugar onde vivera tanto tempo, onde cometera tantos erros também, tantas lembranças, Hagrid sempre lhe visitava no largo Gimmauld mas ele há anos não voltava à escola.
-Entre, vamos tomar um chá.
Harry o seguiu até a cabana e se sentou pesadamente em uma cadeira, enquanto o amigo se dirigiu ao fogão e em silêncio preparou duas enormes canecas de Chá, depositando uma em frente a Harry e sentando-se também.
-Então, eu soube que vai ser pai? Hagrid sorriu para ele enquanto, canino pulava e babava em suas vestes.
-… suponho que sim. Ele sorria fracamente.
-Você gostou da novidade? Perguntou o gigante obviamente notando que Harry não parecia bem.
-Claro. Harry respondeu, baixando os olhos para a imensa caneca que fumegava diante dele.
-Ok, Ok, vou ser mais claro. Você está feliz Harry?
-Você sempre faz essas perguntas idiotas não é Hagrid? Harry respondeu mal humorado - Se eu quisesse apenas ser feliz teria fugido com...Teria fugido para fora do país ou para o mundo dos trouxas durante a guerra.
-E porque não fez isso?
-Por quê? Hagrid por favor...porque haviam outras pessoas cuja felicidade dependia de mim era a felicidade do nosso mundo que estava em jogo e não a minha.
-Sim, mas e depois Harry? Depois do fim da guerra, porque não correu atrás da..."sua felicidade", porque não lutou por ela Harry?
-Porque haviam sido feitas escolhas...Haviam sido dadas palavras...Que não tinham mais volta. Eu tomei as decisões necessárias, as certas e não as fáceis, quando elas se apresentaram pensando no bem maior no bem de quem eu...das pessoas que eu amava, no que achei que era melhor para elas naquele momento para sua segurança e sua felicidade não a minha...E depois estava feito.
-JÁ ESTAVA FEITO HAGRID! Adicionou diante do olhar incrédulo do amigo. E tentar desafazer só ia causar dor e sofrimento ao...a pessoas inocentes que já tinham o suficiente com a morte de... seus entes queridos. … muito complicado.

Hagrid o olhava numa mistura de pena e irritação.

-Não, não é complicado Harry, na verdade é bem simples, mas vocês conseguem complicar com essa mania de heróis, aliás você e Hermione são idênticos, ela sempre falou de você mas ela é igualzinha, vocês dois! Metidos a heróis a mártires! Arre!
Harry deveria perguntar ofendido a Hagrid do que é que é que ele estava falando afinal, porque ele não citara Hermione até então, mas não tinha mais forças:
-Ela esteve aqui? Foi a única coisa que lhe saiu dos lábios.
Hagrid parecia muito bravo e se Harry não soubesse que o gigante era absolutamente inofensivo teria sentido medo dele.
-ESTEVE, CLARO QUE ESTEVE! SENTADA NESSA MESMA CADEIRA, BEBENDO NESSA MESMA CANECA ...com essa mesma carinha triste e com esse mesmo discurso de bem maior, ou seja lá o que for que estão falando. E só não entendo porque esse bem maior tem que excluir vocês dois, porque cargas Harry a felicidade de vocês é menos importante que a dos outros? Vocês são apenas...humanos.
-Não se trata disso...Ela está bem?
-Bem? Hagrid riu sarcástico. Rony a pediu em casamento e ela aceitou você sabe disso? Mas...bem? Não ela não está bem apesar de insistir em dizer o contrário.
-Ela...ela falou alguma coisa sobre... nós?
-Ora, ora, ora será que finalmente vai confiar em mim e me contar o que houve entre vocês dois?
-Não houve nada entre nós dois. Completou ele amargamente.
-Não? nada? nem sentimentos?
-O que sentimos não é importante Hagrid, o que importa é como decidimos agir é isso que nos faz ser quem somos e a realidade é que ela é...minha...melhor amiga e é namorada do meu melhor amigo e veja só é também amiga da minha namorada que é irmã do meu melhor amigo, estamos totalmente enredados nessa teia não há saída. e resolvemos agir como é certo, Gina está grávida vou me casar com ela, e Hermione se casará com Rony, que é o namorado dela há séculos, é assim que tem que ser, é assim que vai ser e não pense que a escolha foi minha, foi ELA...ela quem quis assim, ele percebeu como aquilo era doloroso até de falar.
-Não sei de nada de nobreza, cavalheirismo, e essa bondade cruel com vocês mesmos que vocês insistem em praticar, o que sei é que conheço vocês desde os onze anos e jamais os vi felizes longe um do outro, quando estão longe parecem zumbis, zumbis é o que se tornam! Não há luz dentro dos seus olhos até voltarem a se unirem, o que é inevitável, inevitável Harry! Não podem fugir do destino sempre acabam se unindo novamente.
-Hagrid eu...
-Quieto, me ouça, quando vocês eram duas crianças e brigavam por causa de alguma bobagem, vassouras, ratos ou o que fosse, ela ficava num estado lastimável e vinha me procurar, aparecia aqui, com a mesma carinha que apareceu nessa última vez, e você também não ficava bem, embora fingisse estar para não contrariar o Rony, mas você não era você mesmo longe dela, a sua parte boa se vai quando ela se vai Harry! Isso nunca mudou, nunca vai mudar! Quando acabou a maldita guerra, e vocês se viram namorando o Rony e a Gina, bem nunca vi vocês tão apagados, tão vazios e você, você se tornou uma pessoa pior, me desculpe mas se tornou, saiu com metade da escola buscando uma satisfação que jamais viria. Até que conseguiram o vira-tempo da Minerva e uma desculpa nobre para poderem passar tempo juntos novamente e a vida voltou para vocês, vocês vinham aqui as vezes praticar para o exame de Auror e eram Harry e Hermione novamente, os que eu me lembrava, riam com vontade, os olhos brilhavam, conversavam por horas sobre tudo e sobre nada, tinham tudo do que precisavam e achei que finalmente vocês tinham entendido, que iam lutar por esse amor, que é obvio! … raro! E não é, nunca foi errado! Depois vocês viraram aurores juntos e quando eu os encontrava via novamente o que sempre vi, uma parceria de almas, vocês se complementam e achei que estavam bem e que dariam um jeito na situação de vocês. Agora me aparecem os dois aqui nesse estado e novamente parecem ter treze anos e não saberem como agir! Eu lhe digo, lute por ela Harry! Lute pela sua felicidade é um direito de vocês! Você pode criar esse filho com amor mas não precisa casar com a mãe dele!
-ACHA ISSO MESMO HAGRID ACHA QUE A GINA E O RONY ACEITARIAM ISSO FÁCIL E PERMITIRIAM QUE EU SEQUER ME APROXIMASSE DA CRIANÇA,? NÃO QUERO QUE MEU FILHO CRESCA SEM PAI, COMO NOS DOIS CRESCEMOS E NEM HERMIONE QUER, ELA, ELA QUER SE CASAR COM O RONY!
-ENTÃO FAÇAM ISSO! COMETAM MAIS UM ERRO GRAVE! E NÃO DIGAM QUE ESTÃO FAZENDO ISSO PARA O BEM DE RONY, PORQUE ESTÃO TIRANDO O DIREITO DELE DE BUSCAR UM AMOR VERDADEIRO TAMBEM! SOFRAM MAIS AINDA E FAÇAM OUTROS SOFREREM A TOA! VOU VER NOVAMENTE VOCÊS APAGADOS, PERDIDOS, INFELIZES ATE QUE A VIDA SE ENCARREGUE DE REUNÍ-LOS NOVAMENTE A FORÇA. E QUER SABER EU NÃO VOU NESSES CASAMENTOS!
-OTIMO.
-OTIMO.
-VOU EMBORA!
-A VONTADE!
Harry saiu fuzilando da cabana e depois de sair da escola, aparatou jurando não voltar mais, mas claro que voltou amava Hagrid e sabia que ele tinha razão.
Naquela noite Harry, sozinho no seu quarto no largo Grimmalud, escreveu uma última carta para Mione:

"Meu único amor,

Estou fazendo agora uma coisa que não faço há anos, estou escrevendo para você, não sei bem, porque estou fazendo isso, talvez seja porque você não quer me ouvir, talvez seja porque eu não sei mais o que dizer, na verdade eu não tenho respostas, não tenho respostas para muita coisa nesta minha caminhada sobre a Terra, e este é mais um caso.

Eu não sou perfeito, não sou o herói que todos julgam que eu seja, tem tantas coisas que fiz errado, tarde demais, ou não fiz, mas sei que isso já não é novidade para você, você nunca me viu como o herói que os outros viam mas me amava pelo que eu realmente era e exatamente por isso eu não tinha o direito de falhar com você.

Ter te magoado é o que mais dói, como dói. Lembro-me das cartas que escrevi em velhos pergaminhos dos tempos de Hogwarts, e sinto uma vontade ridícula, patética de voltar para aqueles dias em que ríamos tanto, sonhávamos tanto e nos amávamos tão puramente.

Queria que você me desse uma cópia daqueles cartas: elas serão para mim uma conexão
eterna com um tempo cuja lembrança haverá sempre de aquecer e iluminar meus dias de frio e escuridão.

Para sempre.

Daria tudo para voltar não com o nosso vira tempo que não apagaria as suas mágoas pelo que você agora sabe que eu fui capaz de fazer, gostaria de estalar os dedos e voltar àqueles dias, não apenas para reviver a alegria vigorosa e irresponsável de então. Mas para fazer todas as coisas que deveria ter feito e que não fiz. Falar tudo que deveria ter dito e silenciei.

E dançar com você. Quantas oportunidades perdidas, e hoje eu daria tudo para dançar com você e já não posso.

Vi nossas velhas fotos de madrugada e pela manhã. Penso que esta é uma das coisas mais difíceis de se desfazer muito mais que dinheiro. As nossas fotos. Dou graças a um Deus que nem sei se existe por aquelas imagens que provam que tudo não foi apenas um sonho bom, há a prova do nosso amor ali, tantos anos, e tudo tão rápido, e tão rápido, e tão rápido tão rápido tudo se fez e se desfez.

Daquele baile, não há foto, mas não é necessário. Lembro perfeitamente. Você tinha sido feita para mim. Eternamente.

Os sábios sempre disseram que não se deve lamentar o passado.

Pois eu desafio os sábios e lamento tantas coisas.
Lamento não ter correspondido às suas expectativas.
Lamento não ter feito as coisas necessárias para que você pudesse ver no casamento algo único, lindo, exatamente como você sonhava, duas pessoas tão unidas numa só que não se pode ver a costura entre elas.
Lamento ter destruído seu sonho justo de menina.
Lamento não ter deixado claro quanto a amo, quanto a amei, quanto a amarei.
Lamento não ter dito e mostrado que você é a figura central da minha vida.
Lamento não ter dito e mostrado a você que eu morro sem você.

Não acredito no que você acredita. Que estamos aqui por alguma razão. E que voltaremos depois da morte por alguma razão. Mas como eu gostaria de acreditar, como eu gostaria. E então eu vejo a nós dois outra vez. Nós nos encontraríamos mesmo diante da maior multidão do mundo. Meus olhos. Meus olhos haveriam de achá-la. Você. Eu. Nós dois. Feitos um para o outro. Para realizar o que poderia ter sido e que não foi. Uma outra vida. Nós dois. Sempre, sempre, sempre."

Muito amor Harry"

Hermione não pareceu sequer ter lido a carta ou se lera não se importara, Harry se sentia algo parecido com um cachorro sarnento, com a forma como ela o estava tratando no Ministério, ela não o olhava ou se dirigia a ele, se por força do trabalho tinham que se comunicar ela pedia a Ana, ou a Brenda para darem algum recado, e estas duas o faziam igualmente o olhando com desdém, até mesmo Emília, que no passado abominava Hermione, com o passar do tempo havia sido conquistada pela garota e agora bufava forte sempre que Harry aparecia ou lhe pedia algo e dado as dimensões verticais e horizontais da garota, ele sentia medo de ser atacado por ela no elevador.
Os rapazes, ao contrário, fingiam que não sabiam de nada e somente davam-lhe tapinhas amigáveis nas costas, quando ele parecia realmente muito mal, Ernesto foi o único que teve coragem de chegar num quase diálogo com Harry sobre o assunto, numa tarde em que se sentaram em um bar trouxa próximo ao Ministério e Harry já tinha bebido além da conta:
- Harry, eu não quero parecer indiscreto. Mas aconteceu alguma entre você...e...Hermione? Quero dizer, eu sei que não é da minha conta nem nada, mas...Acho que isso tem prejudicado seriamente o desempenho de ambos no trabalho...Até Broderick está preocupado... E temo...Temo que isso possa interferir seriamente na carreira de vocês dois.
Harry riu amargamente:
- Acha mesmo que estou preocupado com isto Ernesto? Trabalho? Desempenho? Carreira? Para que serve tudo isso? Quero dizer, qual é o significado de tanta luta? De tanto esforço...Se eu sou um idiota que coloca tudo a perder em um minuto? Quero dizer que graça tem isso? Ele apontava para o distintivo de Auror.- Ou isto? Ele tirara a varinha e colocara na mesa sob o olhar assustado de Ernesto, ou isto? Ele colocara um punhado de galeões na mesa. Se eu estou sozinho, no frio e no escuro?
- Harry pare com isto! O amigo disse severo, escondendo a varinha de Harry dos olhares dos trouxas e enfiando com violência os galeões e o distintivo de volta no bolso da capa de Harry. - Vocês precisa dar um tempo a ela... Precisam conversar...Nada pode ser tão definitivo assim, para tudo existe uma solução na vida, você não pode se entregar...Vamos eu vou te levar para a casa.