Mesmo sem pc, aqui está pra vocês!
Espero que gostem, beijocas meninas!
CAPITULO – XXIV
POV BELLA
A casa estava exatamente igual a quando fui embora, mudava uma coisa ou outra, como a TV que agora era plana e enorme. Meu quarto estava igualzinho, eu ficaria ali, com Thony, já Paul ficaria no antigo quarto de Emm, Charlotte e Garrett no quarto de hóspedes. Depois de todos devidamente acomodados, descemos para o estúdio que estava exatamente igual.
- Uau! Isso aqui é incrível! – Paul disparou ao entrar, mas sinceramente eu mal prestei atenção nele, ao entrar ali, lembranças dos momentos que Edward e eu compartilhamos naquele lugar me invadiram. Nossas conversas, nossos planos para quando eu fosse para a universidade, as vezes que nos amamos sobre aquelas almofadas onde agora nosso filho brincava.
- Bella? – Charlotte me chamou. – Você está bem?
- Sim, estou, é só que... Este lugar me trás boas recordações.
- Quem montou este estúdio? Você? – Paul disparou ainda encantado.
- Tia Esme, ela o montou pra mim, quando voltei de Londres. É uma excelente profissional, ela também projetou a sede do projeto no qual trabalhei em La Push, se visse como ficou.
- Você havia comentado, precisamos ir até lá, estou louco pra conhecer.
- Iremos sim, mas antes teremos que acertar tudo para a apresentação, Alice pediu algo diferente, único, exclusivo! – os três me olharam confusos.
- Como assim? Não mostrou a ela os videos de nossas apresentações? – Paul perguntou confuso.
- Sim, entreguei a ela, mas mesmo antes de vê-los, Alice perguntou se poderíamos fazer algo único, exclusivo, que ainda não fizemos para ninguém.
- E o que disse a ela? – desta vez quem perguntou foi Garret.
- Disse que faríamos, portanto meu caro parceiro, temos muito trabalho a fazer.
- Pelo que conheço de você senhorita Isabella, já deve ter algo em mente.
- Tenho mesmo, já conhecem o anfiteatro? – os três negaram com a cabeça. – É perfeito! A acústica de lá é excelente e o palco, é enorme! - expliquei rapidamente para eles o que eu tinha em mente, e à medida que eu falava, o sorriso de Paul aumentava.
- Um show onde irão mesclar canto e dança?- tia Charlotte disse empolgada.
- Sim. – respondi empolgada, com um enorme sorriso. – E ele? – perguntou em seguida, franzi o cenho sem entender.
-Ele? Ele quem?
- Edward? Falou com ele? – senti meu sorriso se desfazer aos poucos.
- Sim, tivemos uma longa conversa ontem, ele esteve no anfiteatro e acredito que tudo estela claro entre nós agora. – os três me olharam com um ponto de interrogação estampado na testa.
- Como assim claro entre vocês? Disse a ele o que sente? – Paul disparou.
-Ficou maluco? Ele tem uma modelo pendurada nele neste exato momento meu caro, estão juntos há dois anos, DOIS ANOS! – praticamente berrei na segunda vez.
- E daí? Tá na cara que ele ainda te ama Bella! – insistiu ficando diante de mim.
- Não sei... Não acredito que ele me ame, deve estar confuso com tudo que acaba de saber... Ele refez sua vida, se não a amasse não estariam juntos há dois anos, concordam? Além do mais nossa estadia aqui é temporária e...
- E vai voltar para Londres e ser infeliz? – tia Charlotte disse me encarando.
- Não sou infeliz! – me defendi.
- Mas também não é feliz Isabella, porque você o ama criatura, você ama aquele rapaz desde que se entende por gente.
- Não quero falar sobre isso! Temos que nos focar no numero que apresentaremos na inauguração, além do mais ainda tenho que ir ao hospital e voltar à fundação, vem comigo Paul?
- Vou. – respondeu somente.
- Argh! Como você é teimosa garota! Essa sua cabeça dura às vezes é irritante sabia? – tia Charlotte cuspiu entre os dentes saindo, levando Garrett com ela.
- Sua tia tem razão... – Paul disse se colocando ao meu lado. – Você o ama Bella, mande aquela modelo nojenta às favas e agarre sua felicidade.
- As coisas não são tão simples assim, Paul... Acha que está sendo fácil pra mim estar aqui, tê-lo tão perto, tão ao meu alcance e ao mesmo tempo tão distante... Espero jamais ter que vê-los juntos, porque não sei se conseguiria meu amigo... Só a idéia dói demais. – senti os braços de Paul me envolver, me dando segurança, força pra continuar até o fim.
- Não fica assim minha linda, eu to aqui, com você e pra você. – disse me confortando como somente ele sabia fazer.
- Ele me beijou... – Paul se afastou me encarando. – Disse que ainda me amava e me beijou.
- E o que você fez criatura?
- O beijei de volta, porque sou uma vadia idiota! Porque simplesmente não tive forças pra afastá-lo, porque eu desejava aquilo mais que tudo. – meu amigo sorriu meneando a cabeça.
- Você o ama, não acho que seja uma vadia por isso.
- Ele é comprometido! Tem uma namorada, se lembra?
- Acho que quem esqueceu foi ele, concorda? – bufei impaciente, vendo meu filho brincar com as almofadas.
- Eu disse a ele que não poderíamos mudar o passado, que só nos restava as lembranças e recordações do que vivemos, que sempre teríamos Thony, e que ele era a única coisa que nos ligava agora.
- Porque disse isso?
- Para afastá-lo, para mantê-lo longe de mim, para que ele viva feliz sua vida com a sua modelo e me esqueça de uma vez por todas!
- Cuidado Isabella, seu desejo pode se tornar realidade! – ao ouvir aquilo, senti uma dor aguda no peito. – Lembre-se de que ele fez exatamente o que pediu quando foi embora!
- Eu não sei o que fazer Paul! Eu o amo tá bem! Ainda o amo demais, mas o que eu posso fazer?Me diz?
- Lute por ele sua boba, corra atrás do tempo perdido! Reconquiste-o! Garanto a você que não vai ser tão difícil quanto pensa, eu vi com meus próprios olhos o quanto aquele cara ainda é louco por você Isabella, não deixe essa chance escapar, sabe que só será feliz se for com ele. -droga! Ele tinha que estar tão certo, quanto a isto? Meu celular tocou, olhei no visor e sorri ao ver que era tia Esme.
- Bom dia tia Esme, com saudade do neto? – brinquei ao atender.
"Bom dia Bella..." – estremeci ao ouvir aquela voz rouca, droga, era Edward. – "Mas com certeza ela deve estar com muita saudade dele, assim como eu."
- Edward?
"Desculpe só estar ligando agora, mas se lembra do que disse ontem?"
- O que exatamente?
"Sobre não decepcionar Thony? Eu havia prometido a ele que passaríamos o dia juntos, tem algum problema?"
- Quer passar o dia com ele? O dia todo? – minha voz saiu estranha.
"Sim, posso?"
- Você é o pai dele Edward, claro que pode, mas... É que... Você tem certeza disso?
"Absoluta! Estou indo pra ai."
- Agora?
"Chego em dez minutos!" - disse desligando em seguida.
- O que ele disse, pra ficar assim, branca? – olhei para Paul tentando encontrar a minha voz.
- Edward está vindo pra cá, ele quer passar o dia com Thony.
- Algum problema com isso?
- Não, mas ele está vindo pra cá, agora e olha como eu estou!
- Mamãe, eu to com fome! – Thony disparou vindo pra junto de nós, olhei para o meu filho e soltei um gemido, ele ainda estava de pijamas e todo descabelado.
-Onde está Charlotte? – perguntei a Paul pegando meu pequeno nos braços.
- Já devem ter saído! Foram pegar o restante do pessoal que chega hoje, tá lembrada?
- Droga!
- O que foi criatura? Porque está assim tão agitada? Respira Isabella e se acalma.
- Meu filho está com fome e eu acabei me esquecendo de ir ao mercado, não tem nada na dispensa, pelo menos nada que preste!
- Tudo bem, eu vou ao mercado, enquanto você dá um banho nele e aguarda Edward chegar, certo?
- Certo!
Assim que Paul saiu, subi com Thony para o meu quarto, achei melhor dar banho no chuveiro mesmo, ao invés da banheira. Me arrependi amargamente, já que fiquei em um estado lastimável, assim que terminei de secar os cabelos dele, a bendita campainha tocou.
- Espera a mamãe aqui, tá bem? – meu pequeno somente assentiu sentadinho de cueca, na beira da cama, desci as escadas correndo e acabei escorregando no último degrau me estabacando de bunda no chão. – Não se preocupa Thony, a mamãe ta bem! – gritei do andar de baixo indo até a porta e ao abri-la, estanquei. Edward estava lá, parado com aquele sorriso de tirar o fôlego.
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POV EDWARD
"Bom dia tia Esme, com saudade do neto?" – sua voz era divertida, parecia contente.
-Bom dia Bella... – o telefone ficou mudo de repente. –Mas com certeza ela deve estar com muita saudade dele, assim como eu. – e o telefone continuou mudo por alguns segundos.
"Edward?" – sua voz não passou de um sussurro.
-Desculpe só estar ligando agora, mas se lembra do que disse ontem? – sinceramente eu rogava pra que esse lembrasse.
"O que exatamente?"
-Sobre não decepcionar Thony? Eu havia prometido a ele que passaríamos o dia juntos, tem algum problema?
"Quer passar o dia com ele? O dia todo?" – Bella parecia surpresa com o meu pedido.
-Sim, posso?
"Você é o pai dele Edward, claro que pode, mas... É que... Você tem certeza disso?" – tive a ligeira impressão de que ela estava nervosa.
-Absoluta! Estou indo pra ai.
"Agora?" – ela praticamente berrou do outro lado da linha.
- Chego em dez minutos! - avisei desligando em seguida, estava louco para vê-la, assim como ao meu filho.
- E ai? – minha mãe perguntou ao meu lado.
- Vou pegar meu filho, hoje passamos o dia juntos. – falei me levantando, estalei um beijo nela indo para o meu carro, estava estranhamente ansioso. Bella estava em sua antiga casa e eu sabia o endereço de cor e salteado, acabei chegando um pouco antes do combinado, hesitante toquei a campainha.
De repente houve um estrondo do lado de dentro em seguida ouvi a voz de Bella... - Não se preocupa Thony, a mamãe ta bem! – segurei o riso, com certeza ela havia caído ou tropeçado em algo, Bella não mudaria nunca, a porta se abriu e seus olhos praticamente saltaram, ela ficou estática.
Bella estava descalça, ela vestia um shortinho jeans curto e uma regatinha branca que estava um pouco molhada, marcando seus mamilos. Seus cabelos estavam também um pouco molhados, eu simplesmente não conseguia tirar os olhos daquele corpo que conseguia estar ainda mais perfeito!
- Edward? Chegou cedo! – disse tentando ajeitar os cabelos. – Desculpe, mas é que eu estava dando banho em Thony e...
-Oi tio Ed! – o pequeno disse vestindo só uma cuequinha branca, seus cabelos estavam uma bagunça só.
- O que você faz aqui embaixo? – Bella perguntou virando-se pra ele, me dando uma visão privilegiava de sua bunda perfeita. – Não disse pra me esperar lá em cima?
- Mas você caiu! Eu ouvi. – Thony disse me fazendo rir, Bella corou violentamente.
- Eu não cai! – se defendeu. – A mamãe só escorregou, foi isso. – disse dando de ombros, parecia constrangida.
- Vem cá amigão! – abri meus braços e ele correu pra junto de mim, era tão bom senti-lo daquela forma. – Acho melhor você colocar uma roupa, não pode ficar andando por ai de cueca! – ele riu enquanto eu o erguia do chão.
- Pode levá-lo lá pra cima? Se não for junto, não vou conseguir terminar de trocá-lo. – Bella disse apontando a escada, subi indo em direção ao seu quarto, havia malas e roupas espalhadas por todo lugar. Pelo visto ela e Thony dividiam a cama. – Desculpe pela bagunça, é que ainda não tive tempo pra nada e...
- Não esquenta! – disse dando de ombros. – Tem notícias do seu pai?
- Ainda não, vou mais tarde ao hospital. – somente assenti vendo como ela era rápida em trocá-lo e penteá-lo. – Pronto, agora só tem que esperar o Paul chegar, pra tomar seu café.
- Ele ainda não tomou café?
- Não, cheguei tarde ontem e não me lembrei de checar a dispensa. – parecia bastante aborrecida quanto aquilo. – Como pude me esquecer de algo tão...
- Não fique assim, está muito sobrecarregada, é compreensível. – falei me abaixando diante dela, que conseguia estar linda e absurdamente sexy, mesmo toda bagunçada.
- Tem certeza que pode ficar com ele hoje? E a fundação?
- Não se preocupe, está tudo certo. – não resisti e retirei uma mecha de seu cabelo que insistia em cair sobre seu olho, prendendo-a atrás de sua orelha.
-Eu estou um horror! – disse corando levemente. – Pode ficar com ele um pouco, enquanto tomo um banho?
- Claro!
- Thony, porque não mostra a sala pro tio Ed, a mamãe vai tomar um banho e já desce, está bem?
- Tá... – respondeu segurando minha mão. – Vem tio Ed. – disse me puxando porta a fora.
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POV BELLA
Assim que os dois saíram fui até o banheiro e minha vontade foi de gritar, eu estava um horror! Meus cabelos todo emaranhado, minhas roupas molhadas e agora eu entendia porque o safado olhava tanto pros meus peitos! A camiseta estava molhada e meus mamilos estavam aparecendo, safado!
Tomei um banho rápido, me perguntando o que mais poderia dar errado? Eu ainda tinha tanta coisa pra fazer, e ele aqui, na minha casa, com nosso filho! Como eu pude esquecer que ele passaria o dia com Thony hoje? Enquanto eu terminava de me trocar, meu celular tocou.
- Paul? Por favor, me diz que está chegando? – minha voz saiu implorativa.
"Desculpe, mas este lugar está um verdadeiro inferno de gente, eu nem sabia que havia tanta gente assim na cidade, você sempre disse que era uma cidade pequena." – gemi amaldiçoando minha maldita sorte.
- Droga, ele já está aqui, o que é que eu faço?
"Edward já chegou? Que bom, se eu fosse você, pediria pra ele te levar pra tomar café em algum lugar, isso aqui vai demorar."
- Ficou maluco? Peço pra que ele leve Thony, mas não vou sair com ele, nem a pau! – ouvi meu amigo rir do outro lado da linha. – Não ouse rir de mim, Paul Adam Campbell.
"Deixe de ser orgulhosa, contratempos acontecem." – disse desligando em seguida.
Sequei brevemente meus cabelos, os deixando meio úmidos, fiz uma maquiagem bem básica nos olhos, passando um brilho nos lábios, vesti um jeans justo e uma blusa azul petróleo que eu adorava, coloquei algumas trocas na mochila de Thony, assim como seus bonecos preferidos, peguei minha bolsa e desci com os sapatos nas mãos, não me arriscaria descer com aquele salto.
- Desculpe a demora! – pedi ao chegar à sala, onde Edward brincava distraidamente com Thony. – Paul acaba de me ligar, está preso no mercado, parece que vai demorar, será que poderia...
- Posso levá-la onde quiser, depois que você e Thony tomar o café da manhã. – Edward disse prontamente.
- Oh, não precisa se preocupar comigo, mas o pequeno aqui... – disse apontando para o meu filhote. – Ele já passou da hora de comer, aqui está à bolsa dele... – lhe estendi a mochila de Thony. – No bolso da frente tem os telefones necessários, mas anotei o meu aqui, caso não encontre. – Edward pegou o papel da minha mão.
- Tudo bem.
- Por favor, fique atento nele, esse garoto tem mania de simplesmente sumir das nossas vistas, principalmente se tiver um piano envolvido! – Edward sorriu piscando para Thony, me abaixei ficando diante do meu filho. – Você vai passar o dia com o tio Edward...
- Eba! – meu pequeno comemorou.
- Obedeça-o Anthony, não suma das vistas dele e, por favor, meu filho, comporte-se.
- Eu te amo, mamãe! – Thony disse me abraçando.
- E eu amo você, rapazinho, mas comporte-se ou...
- Tá.
- Espero que esteja mesmo preparado! – Edward sorriu aquele sorriso torto que me deixava completamente abobalhada.
- Iremos nos dar bem, não se preocupe. – calcei meu sapato os acompanhando até lá fora, não me restava outra coisa a não ser pedir um taxi. – Tem certeza que não quer uma carona? Para onde está indo? – insistiu.
- Para o hospital.
- Posso levá-la, vem... – pediu abrindo a porta do passageiro pra mim. – Entra aqui, deixa de ser orgulhosa.
- Não sou orgulhosa, só não quero dar trabalho. – falei ao passar por ele.
- Não é trabalho algum, Bella. – retrucou de forma sussurrada, próximo ao meu ouvido, me fazendo estremecer com a aproximação. O safado sorriu dando a volta no carro, abrindo a porta de trás para que Thony entrasse, meu pequeno sentou sozinho no banco de trás, com sua mochila ao seu lado, Edward prendeu seu cinto de segurança dizendo que providenciaria uma cadeirinha adequada para ele, ainda hoje. - O que acha de irmos tomar um café da manhã? – Edward perguntou para Thony que comemorou no banco de trás.
- Não precisa se...
- Tomamos o café da manhã e te deixo no hospital logo em seguida, tá ok? – disse piscando pra mim, fazendo com que meu coração perdesse uma passada. Droga! Porque ele tinha que ser tão... Tão lindo?
- Vai adorar o café daqui, tenho certeza. – dizia enquanto estacionava em frente a um café, novamente Edward deu a volta no carro, abrindo a porta pra mim, me ajudando a sair, em seguida abriu para Thony. Meu filho tinha a mãozinha entrelaçada a dele, e em seguida entrelaçou a outra a minha, que via aquela cena, pensava que se tratava de uma família de verdade.
- Ora veja, quem é vivo, sempre aparece! – disse a senhora ao se aproximar da mesa. – Como vai Edward?
- Vou bem, Marta, eles estão famintos, o que sugere? – a senhora olhou de Thony para mim por alguns segundos.
- Acho que eles vão adorar as panquecas, e o garotinho ali, tem cara de quem adora uma calda de chocolate!
- Isso, Marta, traga panquecas pra eles, um café pra mim e um capuchino com muito creme para a senhorita! – mal pude crer que ele havia se lembrado de como eu gostava do meu café.
- Você se lembrou? – minha voz não passou de um sussurro.
- Eu te disse que me lembro de cada detalhe. – havia tanta intensidade em sua voz e em seu olhar ao dizer aquilo, que por um momento me perdi naquela imensidão verde.
Enquanto aguardávamos nosso pedido, Edward fez várias perguntas a Thony, o que ele gostava de comer, qual sua cor preferida, onde ele gostava de ir, qual seu carro preferido entre várias outras coisas. Também me perguntou se Thony era alérgico a alguma coisa, ele até o ajudou com as panquecas, partindo e dando pra ele na boca.
- Você leva jeito com crianças. – comentei tomando um gole do meu café.
- Lido com muitas no meu trabalho, meus alunos em sua maioria são crianças. – respondeu sem desviar a atenção do que fazia.
- Eu vi que há muitas crianças na fundação, é maravilhoso trabalhar com elas, aprendem com tanta facilidade.
- Parecem esponjas, absorvem tudo! – disse sorrindo, e ele tinha um sorriso tão lindo! Assim que terminamos, insisti em rachar a conta pelo menos, mas Edward não me deixou sequer pegar a carteira, tirou algumas notas de sua carteira as deixando sobre a mesa. O caminho para o hospital teria sido em completo silêncio se não fosse pelo nosso filho tagarelando no banco de trás.
- Obrigada pela carona e pelo café, não precisava, mas obrigada! – agradeci soltando o cinto e segurança.
- Quando precisar, nunca hesite em me chamar, Bella. – e lá estava aquela intensidade que me fazia perder o fôlego.
-Vou me lembrar disto! – me virei para o meu pequeno no banco de trás. – E quanto ao senhor, não se esqueça do que a mamãe disse, obedeça...
- O tio Ed, não sumir da vista dele e qual era a outra? – revirei os olhos ao ouvir a risada deliciosa de Edward ecoar no carro, sendo seguido por meu filho.
- Ótimo, os dois estão rindo agora, se cuida garotinho! – me estiquei entre os bancos para beijá-lo, voltando em seguida para o meu lugar, Edward mordia o lábio inferior com força. – Tenho que ir, tem mesmo certeza disto?
- Absoluta, não se preocupe, ele estará em boas mãos.
"Em excelentes mãos!" – o corrigi mentalmente. – Sei disso, obrigada, de novo! – agradeci, estalando um beijo em seu rosto, saindo do carro em seguida.
- Bella? – ele chamou antes que eu me afastasse. – Te entrego Thony no final da tarde.
- Estarei em casa. – Edward somente assentiu saindo com o carro em seguida.
Segundo Carlisle meu pai havia apresentado melhoras em seu quadro e ele estava pensando em transferi-lo ainda hoje para um quarto. Confesso que aquela notícia me deixou bem animada, liguei para Paul e avisei que estaria esperando por ele no hospital, ainda tínhamos que nos encontrar com os outros, iríamos à fundação, quero dizer, ao anfiteatro.
- Uau! – foi o que Paul disse ao entrarmos, nossa equipe ficou fascinada também, aquele lugar era maravilhoso. Lewis o porteiro já estava com nossa autorização e a lista de autorizados a entrar, tudo devidamente assinado por Edward, é claro.
- Estranho, ele não me disse nada! – comentei com Alice, enquanto os outros estavam no palco.
- Esteve com ele? – minha amiga disparou com o cenho franzido.
- Seu irmão foi lá em casa, buscar Thony, Edward insistiu em passar o dia com ele.
- Isso mostra que ele está aceitando bem, não é? Agora entendo porque não disse nada hoje pela manhã.
- Você o viu hoje?
- Fui a casa dele logo cedo, levei os papéis para que assinasse e tive o desprazer de encontrar aquela... – de repente Alice se calou.
- Aquela?
- Ela estava lá, havia passado a noite pelo que entendi! – foi como se ela tivesse socado meu estômago com toda sua força, foi quase impossível disfarçar. – Desculpe Bella, eu...
- Tudo bem, ela é a namorada dele, é natural que... Em fim, então estamos certos? – falei mudando drasticamente de assunto. – Podemos dar início aos ensaios sem problemas?
-Sem problemas, estou tão ansiosa pro show. – Alice disse batendo palmas. – Ah, depois do show, será oferecido um coquetel no grande salão da fundação, você e sua equipe estão convidadissimos!
- Não sei não Alice, acho melhor...
- Não ouse negar Isabella! Você vai sim senhora, eu até separei um modelo exclusivo da minha loja que cairá perfeitamente em você.
- Sinceramente não sei como você consegue conciliar tudo isso? A loja, suas criações, a fundação.
- Estou dando conta do recado, a loja é o meu grande sonho, minha realização pessoal, mas a fundação... Ela é parte de todos nós, inclusive você. – disse entrelaçando nossas mãos. – Não sabe o quanto é bom tê-la de volta em nossas vidas.
- Não sabe o quanto é bom estar de volta, senti muito sua falta. – Alice me abraçou quase me esmagando, era mesmo muito bom estar de volta e às vezes minha vontade era de me instalar de vez aqui e... Mas eu conseguiria conviver com Edward? Vê-lo pra cima e pra baixo com sua modelo a tira colo, e o que é pior, vê-la perto do meu filho... Não isso eu jamais suportaria.
Depois que Alice voltou pra fundação, mostrei a equipe o que eu tinha em mente, e todos aprovaram, daria trabalho, mas tenho certeza de que agradaria ao público. As garotas e os garotos, ficaram hospedados em um pequeno hotel em Forks, no final da tarde, Edward estava em casa com Thony, meu pequeno havia adormecido.
- O que fez com ele? – perguntei admirada.
- Nos divertimos muito hoje, fomos ao parque, à casa dos meus pais, nós tocamos juntos... – dizia empolgado. – Acha que teria problema se Thony entrasse na minha turma de piano?
- Como assim?
- Na fundação, gostaria de matriculá-lo, ele tem muito talento Bella, e bem direcionado acredito que...
- Mas não acha que ele é pequeno demais?
- Ele adora piano. – seu argumento era forte, mesmo assim Thony ainda era pequeno demais.
- Sei disso, mas não quero forçá-lo a nada Edward, se Thony quiser seguir a carreira de musico, pianista, será uma opção dele, não quero impor nada a ele, ainda mais agora.
- Não estou impondo, só acho que seria bom pra ele, para nós dois, passaríamos um tempo juntos, eu poderia curti-lo um pouco mais e...
- Tudo bem, eu o levo comigo aos ensaios, e o matriculo em uma de suas aulas, está bem assim? – ele sorriu o meu sorriso preferido, ainda tinha nosso filho adormecido, apoiando a cabecinha em seu ombro, abraçado ao pai.
-Posso colocá-lo na cama? – sorri revirando os olhos.
- Claro que pode, mas não repare a bagunça, minha equipe chegou e a casa está cheia. – ao entrarmos todos os olhares foram para os dois, Edward os cumprimentou rapidamente indo em direção a escada, eu o acompanhei é claro.
- Uau, é sempre assim?
- Esta é minha vida! – disse ao abrir a porta do quarto, graças a Deus eu havia dado um jeito naquela zona.
- E Thony, convive bem com isso? – perguntou ao colocá-lo na cama, acariciou os cabelos dele, depositando um beijo em sua testa em seguida, aquela cena me deixou com um imenso nó na garganta.
- Dancei até os sete meses de gestação, todos lá embaixo viram Thony nascer, ele faz parte disso tudo, Edward. Sim ele está acostumado com toda essa agitação, essa bagunça e essa correria.
- Você dançou grávida?
- O fato de estar grávida não me impedia de dançar, fiz muitas apresentações grávida, em algumas as pessoas olhavam chocadas, em outras encantadas.
-Você deve ter ficado linda grávida. – estalei a língua revirando os olhos.
- Fiquei enorme! Redonda! Mas toda a vez que olho pra ele, vejo o quanto valeu à pena... Tudo que passei valeu à pena quando o tive em meus braços pela primeira vez.
- Queria ter estado lá, ao seu lado!
- Me perdoa, por tê-lo privado disto, mas acredite... Você esteve em todos os momentos importantes.
- Como? Se eu nem sequer sabia que...
-Você sempre esteve aqui... – falei apontando pra minha cabeça. - E aqui. – em seguida para o meu coração. – Sempre fiz questão de que fosse presente na vida de Thony, ele sabe que tem um pai...
- Eu sei, ele me disse.
- Sabe que é musico, só não sabe ainda que o pai dele é você, mas encontraremos um jeito de contar a ele, quando você estiver seguro de que é isso mesmo que quer, porque depois disso, será pra sempre Edward.
- Estou seguro do que quero, eu o quero Bella, é meu filho.
- Está encantado com a idéia, sei que vai levar certo tempo até compreender o que estou dizendo e...
- Eu estou pronto, Bella. – insistiu.
- Está? Está pronto para abrir mão de muitas coisas por ele? Sua vida vai mudar completamente, sua rotina, tudo! De repente você só tem olhos pra ele, sua privacidade irá pro espaço! Ele irá tomar um espaço tão grande em sua vida que... Terá momentos que esquecerá completamente de você, de suas necessidades, prioridades... Porque as dele vem em primeiro lugar.
- Teve que abrir mão de muita coisa, por ele, não é? – só então me dei conta de que estava falando de mim e não dele.
- Mas não me arrependo um segundo sequer.
- Estou vendo, mas agora estou aqui Bella, e podemos dividir as responsabilidades sobre ele. – quando dei por mim ele estava perto, muito perto, perigosamente perto. – E sim, eu estou disposto a tudo pelo meu filho. – pude sentir seu hálito quente bater contra o meu rosto, tão próximo que ele estava, meus olhos estavam fixos naquela boca, naqueles lábios tão perfeitos, tão macios, tão... Fechei os olhos ao sentir sua mão tocar minha face, seu polegar delinear meus lábios, abri os olhos e Edward estava ainda mais perto, havia tanto desejo naqueles olhos verdes.
- Acho melhor você ir. – pedi tentando afastá-lo, mas Edward não se moveu um milímetro sequer, ainda me olhava daquele forma intensa, com desejo e havia algo mais ali. Me perguntava se eu o olhava da mesma forma? Estaria tão claro em meu olhar o quanto o desejava, o quanto ainda o amava? – Edward. – seu nome saiu de forma sussurrada, ele fechou os olhos parecia travar uma luta interna, ao abri-los, beijou minha testa se afastando em seguida.
- Obrigado por me deixar ficar com ele hoje, nos falamos, está bem? – somente assenti, ele sai do quarto em seguida.
- O que aconteceu aqui? – Paul disparou ao entrar no quarto, fazendo com que eu despertasse do transe em que me encontrava.
- O que? Do que está falando?
- Do jeito que Edward saiu daqui criatura, ele parecia estar fugindo de algo, o que aconteceu?
- Nada, não aconteceu nada. – meu amigo me encarava com a sobrancelha arqueada, bufei revirando os olhos, contei a ele o que houve exatamente.
- Caramba Bella, a tensão entre vocês é tão forte que... – o idiota se abanou. – Vocês dois precisam se acertar o mais rápido possível meu bem.
- Para de falar besteira, Paul!
- Escuta o que estou dizendo,quando isso explodir, eu é que não quero estar por perto minha cara! – não tinha como não rir das besteiras que ele dizia.
- Cala essa boca, não tem nada pra explodir aqui, está bem.
- Se você diz... – disse dando de ombros. – Há quanto tempo não dá umazinha? – às vezes ele me lembrava Emmett.
- Não é da sua conta.
- Eu até que poderia aliviar sua barra, mas o meu negócio é outro, minha cara, sinto muito!
- Vá à merda Paul! E pra sua informação, não preciso de um homem pra me aliviar, se é que me entende! Homem só dá dor de cabeça. – ele me olhava com a boca aberta em um enorme O.
- Não me diga que você é adepta ao vibrador? Como ele é, me diz, não seja cruel, Bella!
- Não torra a minha paciência Paul. – cuspi entre os dentes descendo ao encontro dos outros.
Finalmente daríamos início aos ensaios, como havia prometido, inscrevi Thony na fundação, ele teria aulas com Edward, o restante do dia, tia Charlotte ficava com ele na parte da manhã, depois ela o trazia pra mim no anfiteatro e eu escapava para levá-lo a aula.
Alice se derretia toda para ele, Emm também, assim como Jasper, os tios eram corujas demais. Eu já estava há uma semana aqui e nunca mais cruzei com Edward, tive a sensação de que ele estava me evitando, ou algo assim. Nem mesmo nas aulas de Thony eu o via, e se isso acontecia, era de relance.
Ele voltou a pegar Thony, mas desta vez eu não estava em casa, Charlotte o entregou pra mim. Meu pai apresentava melhoras à medida que os dias passavam, finalmente ele havia acordado e eu estava ansiosa para vê-lo. Somente Paul, minha tia, Garrett e Thony estávam lá, Sue tinha sido avisada e estava a caminho.
Entrei no quarto e me surpeendi ao vê-lo sem aqueles fios todos e aqueles tubos, ele estava sereno, parecia estar dormindo.
- Pai? – o chamei baixinho.
- Bells? É você meu anjo?
- Estou aqui pai. – falei me aproximando dele, ele sorriu pra mim segurando firme minha mão. – O senhor nos deu um susto e tanto senhor Charlie.
- Desculpe, não foi minha intenção, onde está o moleque? Quero conhecer meu neto! – disparou olhando pelo quarto.
- Vou trazê-lo, mas o senhor tem que me prometer que se manterá calmo, está bem? – meu pai me lançou um olhar desconfiado, não era atoa que estava tentando se tornar delegado do condado.
Ficamos um bom tempo conversando, ele perguntou por todos, inclusive Edward. Também pediu pra que eu ficasse, pra que não fosse mais embora, disse que se eu quisesse, poderia ficar com a casa em Forks, já que ele pretendia ir morar com Sue.
- Fica filha, não se afaste novamente de nós, de mim.
- Pai, minha vida toda está lá.
- Não está, sua família está aqui, seus amigos estão aqui... Promete pra mim que vai ficar, que vou poder ver meu neto crescer.
-Prometo pensar no assunto, está bem, agora eu tenho que ir, Sue deve estar ansiosa para vê-lo. – recolhi minhas coisas depositando um beijo em sua testa. – Se cuida paizinho.
-Quero meu neto aqui amanhã, estou louco pra vê-lo. – sorri meneando a cabeça.
- Vou trazê-lo, ele também quer conhecer o avô.
- Ótimo.
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