Notas da Autora

Frente à Piccolo, uma mestre se ergue para enfrenta-lo, porém...

Enquanto isso, os humanos fazem o possível para sobreviver ao mundo apocalíptico em que se encontram...

Capítulo 21 - O fim de um grande mestre

- Então, você é o humano tolo que ousa desafiar a mim, o grande Piccolo Daimaou?

- Sua maldade termina aqui, seu monstro!

Kame-sennin fala irado, enquanto olhava o rei dos demônios que gargalhava, malignamente, sendo que pergunta dentre os dentes:

- O que é engraçado, seu demônio?

- Um mísero humano como você, acha que pode derrotar-me. Convenhamos, é uma ideia ridícula. Mesmo assim devo parabeniza-lo. Faz tempo que ninguém me faz rir dessa forma.

Então, Piccolo percebe que ele tira uma cápsula do bolso, com um sorriso presunçoso e após apertá-la, a lança, sendo que a mesma revela ser uma espécie de panela, fazendo o sorriso do rei dos demônios desaparecer de seu rosto, ao mesmo tempo em que passa a olhar estupefato para o humano, que começava a concentrar os seus poderes e após bater as palmas uma na outra, com ele reconhecendo esse movimento, para depois espalmá-las em frente ao corpo, lança espirais de vento verdes, enquanto gritava:

- Mafuba!

Porém, por apenas alguns centímetros, ele erra a técnica e fica estarrecido, para depois fechar os olhos, morrendo, antes que tocasse o solo.

Piccolo está apavorado e luta para se acalmar, enquanto que a espécie de atendente dele se aproxima preocupado:

- Piccolo-sama! Piccolo-sama!

- Eu estou bem. Essa foi por pouco. Eu não esperava que houvesse algum bastardo que sabia essa técnica de selamento.

Então, após secar o suor da testa, ele dispara rajadas de energia pelos seus olhos, destruindo a panela e depois, o corpo de Muten.

- Isso serviu de aviso a este Piccolo. Devo tomar cuidado, assim como o plano de matar qualquer guerreiro deve ser intensificado. Preciso eliminar esses bastardos, custe o que custar.

- Sim, Piccolo-sama.

Então, ambos voam dali, retornando para a sala, sendo que após sentar e se acalmar, Piccolo resolve cochilar para juntar o seu poder, inclusive pelo fato de que, gerar um novo mazoku, consumia energia vital dele, assim como tempo de vida.

Se conseguisse descansar o máximo possível, conseguiria poupar poder.

Um mês depois, na Base Secreta subterrânea da Red Ribbon, o general Blue estava no seu alojamento, olhando por um longo tempo para o espelho, se ajeitando, pois, queria estar impecável para o que precisava fazer, para em seguida, olhar para um vaso vermelho com rosas ao lado do espelho ricamente emoldurado, sendo que toca em algumas pétalas, enquanto suspirava.

Depois, olha para a cama que cedeu a Shuu, se recordando da raposinha que fora a sua mascote, sendo que sempre o protegeu, enquanto questionava como ele conseguiu lidar com a vida que levava no caso, quando ele, Blue, trazia escravos sexuais emprestados para se divertir ou quando o levava a festas repletas de perversão.

O general sorri tristemente e fala, como se ele pudesse ouvir:

- Lamento, meu amigo... O único conforto que possuo é que sei que ficará bem.

Nisso, pega a sua arma que continha um silenciador e antes que soldados entrassem no quarto, ele dispara contra a sua cabeça, ceifando a sua vida, enquanto sorria feliz.

Vários soldados, juntamente com um sargento que não apreciava a ideia de dar ordem de prisão para o general, mesmo sabendo que foi ele o mentor da fuga de vários escravos, se aproximam do quarto do general Blue.

Quando entram no espaçoso quarto ao arrombarem a porta, eles ficam estarrecidos, processando o ocorrido com o general que admiravam, apesar de tudo o que ele fez e que jazia morto com um tiro em sua cabeça.

Um dia depois, longe dali, Black estava em sua sala imensa e imponente, sendo que ainda sentia muita raiva das explosões e do fato que havia traidores que por meros escravos, traíram a Red Ribbon e que eles foram espertos o suficiente para se matarem, assim como destruíram os seus planos e prováveis invenções que auxiliaram na fuga e o pior de tudo, era saber que dentre eles havia sargentos, comandantes e inclusive um general, Blue, que foi o mentor da fuga dos escravos e que enquanto esteve vivo, após a fuga, fazia questão de apagar qualquer dado sobre prováveis descobertas, assim como sempre havia assassinatos misteriosos de soldados, muitos destes responsáveis pela investigação, fazendo surgir um boato que ainda havia um traidor, acreditando que esse traidor era Blue.

Afinal, haviam descoberto que ele matava qualquer um que descobrisse alguma coisa, assim como apagava qualquer registro de alguma descoberta da investigação interna usando o seu status e acesso aos computadores, prejudicando assim, irremediavelmente, a investigação.

Apesar de Black desejar se livrar dos escravos e pessoal não necessário, sendo que fez isso há um mês, atrás, pretendia ter a satisfação de mata-los do que deixa-los fugirem, como fora com vinte por cento dos escravos, sendo que não compreendia como eles se esquivaram das armas automáticas, que a atiravam a simples detecção de movimento.

Além da satisfação de mandar mata-los, ele não queria correr o risco da base ser descoberta por um capanga de Piccolo, caso um deles pegasse um dos escravos fugitivos, tendo assim uma noção da localização daquela base secreta.

Recorda-se de que ordenou uma busca no entorno e não encontraram nada, além de marcas de rodas de veículos, sendo que Black estava irado pelo que aconteceu, enquanto amaldiçoava todos que participaram na fuga do grupo de escravos e frente a tais recordações, esmurra a mesa na sua frente, a destruindo.

Há vários quilômetros dali, em Myako City, que estava destruída, sendo que não havia qualquer infraestrutura como hospital ou segurança, a criminalidade ocorria sem qualquer controle. Inúmeros sobreviventes eram estuprados ou capturados como escravos para os desejos doentios de seus donos.

Quem não tivesse uma arma em mão e não soubesse manejá-la, assim como se estivesse sozinho, não conseguiria se proteger. Grupos de criminosos se uniram, espalhando o terror e o caos aos sobreviventes, que após sobreviverem à destruição inicial, experimentavam um novo terror, não importando aos bandidos se eram bebês, crianças pequenas ou gestantes. Para os criminosos, eram todos iguais e serviam para seus desejos pervertidos e doentios.

Aonde outrora havia a Corporação Cápsula, só havia destroços, sendo que não sabiam que aquilo era uma ilusão de ótica. Ou melhor, os escudos criados rapidamente e modificados, projetavam uma morada destruída, sendo que a enorme cúpula estava inteira.

Além disso, pai e filha trabalhavam arduamente para desenvolver os mecanismos de segurança em torno da construção, criando um campo elétrico violento, usando a energia do sol, para dar uma descarga de energia elétrica mortal, que inclusive incinerava qualquer um que ousasse entrar na área falsa de destruição.

Pela comida ser limitada, o senhor Briefs foi obrigado a usar a criogenia, para colocar os seus dinossauros e animais em estado criogênico, para um dia desperta-los, sendo que eles estavam dentro de inúmeras cápsulas guardadas em um local seguro.

Eles desenvolveram uma área de agricultura, aonde outrora havia os animais, assim como estavam criando espécies de ratos para usarem na alimentação, sendo ratos de laboratório que comiam pouco e tinham uma alta taxa de reprodução.

Quando precisavam de outros mantimentos, eles enviavam robôs que tinham um campo de segurança, além de terem um modo stealth para se ocultarem.

Eles reviravam mercados e lojas de conveniência saqueadas, assim como casas em busca de comida, enquanto ignoravam cenários de terror, sendo que Bulma fazia essa parte da busca, pois, se o seu pai ou a sua mãe, vissem alguém em perigo, iriam querer ajudar e ela não podia permitir que arriscassem o fato dos bandidos verem o robô.

Claro, que dependendo da situação agia, agora que havia criado uma proteção extrema ao robô contra balas de vários caibres. Normalmente, ela matava um grupo de bandidos ao disparar contra eles, sendo que o robô, com o seu sistema de informática, conseguia ter precisão cirúrgica matando todos rapidamente, antes que os criminosos tivessem tempo de posicionar as armas e apertar o gatilho, fazendo tudo com uma margem de segurança considerável, sendo que não acolhiam ninguém. Somente garantiam a fuga do mesmo, sendo que ela impedia seus pais de acolherem alguém.

Mesmo se houvesse uma criança andando sozinha, não acolhiam, pois, uma vez quase foram descobertos, pois, a mesma era uma isca para atrair vítimas. Desde então, ela fazia "das tripas coração" para ficar incólume a uma criança chorando, sozinha na rua.

Afinal, podia ser uma armadilha, ao usarem a compaixão das pessoas, sendo que sempre via muitos caindo em tal cilada.

A mãe dela teve que voltar atrás em sua decisão de nunca mais usar o seu intelecto e em virtude disso, era a responsável por aprimorar algumas invenções.

Graças ao fato de todos os três serem cientistas trabalhando em tecnologia e melhoria das invenções, eles sobreviveram a destruição da cidade, ao mesmo tempo em que se mantinham escondidos, sendo que comiam apenas o necessário, sempre racionando os alimentos.

Os Briefs lidavam com o fato de que eles estavam conversando com Tights, por um software de bate papo pela internet, sendo que a transmissão foi cortada, quando a jovem virou para trás e tudo o que a família ouviu foram gritos, sendo que viram "seres estranhos", segundo eles, na época, sendo que depois descobriram que eram capangas de Piccolo se aproximando e depois um clarão.

A cidade em que a filha deles estava foi uma, dos primeiros grandes centros urbanos, que foram atacados.

Eles choraram e muito, enquanto lastimavam a morte dela.

Porém, não tiveram muito tempo para digerirem a dor, pois, aquele foi um dos inúmeros ataques às cidades metropolitanas, para depois atacarem pequenas cidades, fazendo-os pensarem rapidamente em um meio de se defenderem.

O que eles não sabiam é que a dezenas de quilômetros dali, Tights, que havia sobrevivido ao ataque das crias de Piccolo, graças ao fato de um estranho guerreiro careca ter se disposto a enfrentar o ser que destruía a cidade.

Afinal, tal ato dele garantiu algum tempo para que ela se afastasse do local usando uma aero moto, enquanto que alguns idiotas, a seu ver, que ignoraram os gritos dela para fugirem, ficaram no local assistindo a luta, acabando por encontrarem o seu fim.

Isso havia acontecido há vários meses atrás, sendo que no intimo, orava para que o guerreiro estivesse bem, pois, a última coisa que viu ao longe, foi o mesmo ser atirado contra uma casa, com a mesma desmoronando, para depois o ser liberar rajadas de energia que destruíram tudo no entorno, gerando um forte clarão e inclusive, o vento gerado pela imensa explosão, quase desestabilizou o voo de sua aero moto, fazendo-a quase cair, juntamente com o veículo, em uma mata ali perto.

Atualmente, Tights andava armada, ao conseguir saquear lojas de armas abandonadas em pequenas vilas, sendo que conseguiu algumas granadas dentre os corpos de soldados do exercito real mortos, assim como conseguiu uma muda de roupa que os soldados usavam, excelente para se camuflar na floresta e inclusive, usava um capacete que tinha infravermelho.

Ela andava armada e quando precisar fazer as necessidades, tomava um cuidado absoluto ao colocar gravetos em volta. Assim, se alguém entrasse no perímetro de segurança que ela havia determinado, estaria apta para atirar e seu lema era atirar, sem fazer qualquer pergunta, pois, sabia que na zona caótica de guerra que se encontrava, onde havia vários perigos, a demora de apenas alguns segundos, poderia significar a sua morte, ou pior, poderia se tornar escrava sexual de alguém.

Portanto, havia decido que mesmo que fosse cercada, não abaixaria a arma, pois, se fizesse isso, seria estuprada pelo resto da vida e era preferível morrer baleada. Inclusive, ela sempre andava com uma granada próxima de sua mão, para puxar facilmente o gatilho, caso perdesse a arma, para ativar rapidamente a granada, pois, preferia morrer. Porém, faria questão de levar alguns criminosos bastardos junto com ela ao Outro mundo.

Quando dormia, ela usava locais fechados em forma de corredor sem janela, obrigando qualquer grupo a andar em fila, facilitando a defesa, conforme se recordou do que viu em filmes, assim como aprendeu muitas coisas sobre táticas militares do exercito ao ler livros, enquanto tentava fazer uma história romântica que ocorria dentro de uma guerra entre dois países.

Por isso, procurou pesquisar e estudar sobre o assunto, nunca desconfiando que tal conhecimento a ajudaria a sobreviver em um cenário apocalíptico, como o que vivenciava, atualmente.

Porém, apesar de todo o cuidado, naquele instante, foi cercada por vários marginais, sendo que matou alguns bandidos, embora tivesse perdido as suas armas, somente restando uma bomba camuflada na espécie de colete que usava.

- Vamos, gostosa... Você vai se divertir. Não somos egoístas. – um deles falava com uma face maliciosa.

Nisso, outros se aproximavam e quando ela se preparava para puxar o pino da granada, Tenshinhan e Kuririn surgem, sendo que nocauteiam rapidamente os bandidos, antes que eles atirassem.

Claro, que mesmo com eles a salvando, Tights não ousou tirar o dedo do pino da granada, pois, não iria confiar em dois homens que surgiram do nada, sendo que havia reconhecido o careca como o jovem que tentou defender a cidade em que ela estava de passagem.

Mesmo assim, haviam se passado meses e a Briefs não sabia se ele mudou ou não.

Afinal, não confiava em ninguém, devido à situação atual, onde não havia qualquer lei ou regra, sendo uma anarquia total, acabando por fazer imperar, como consequência, o caos e a destruição, assim como os crimes, uma vez que não havia aqueles que eram os responsáveis em garantir a lei e a ordem. No caso, os policiais, assim como outros profissionais.

- Me chamo Kuririn e este é Tenshinhan. Qual o seu nome?

- Tights – ela fala, enquanto se afastava deles.

- Não vamos fazer nenhum mal. – o mittsumeijin fala gentilmente, pois, notou que a jovem estava aterrorizada e tinha algo no bolso.

- Não se aproximem!

Antes que eles pudessem falar algo, aparece uma criança na mata que corre até Kuririn e que pergunta, com visível preocupação no rosto pueril:

- Os bandidos já foram embora?

- Sim, pequena. – ele fala gentilmente e afaga a cabeça da criança, pois, adorava crianças, sendo que o seu maior sonho era casar e ter filhos.

Nisso, surgem mais pessoas, sendo alguns idosos, assim como mulheres e crianças, além de alguns rapazes, sendo que todos estavam assustados e usavam roupas surradas.

- Este é o nosso grupo. Nós o salvamos de bandidos e eles pediram para nos seguir. – Tenshinhan explica ao notar o olhar da jovem – Conforme nós dois salvávamos pessoas, eles pediram para se juntar a nós, para que conseguissem alguma proteção, adicional.

Então, rapidamente, ele tira a granada da mão dela que não viu o movimento, fazendo-a se encolher contra uma árvore, enquanto que o guerreiro falava:

- Então, era isso que você tinha em mãos... Vamos fazer um acordo? – ele pergunta, olhando gentilmente para ela.

- Qual? – a Briefs pergunta cuidadosamente.