Oi!
Segue mais um capítulo. Divirtm-se!
Algum tempo depois estávamos em um nobre salão de festas da cidade que estava todo decorado com flores a candelabros de cristal que imitavam aqueles à vela.
Inúmeras mesas espalhavam-se pelas laterais do salão para receber as centenas de convidados que vieram felicitar os noivos. Logo que chegamos fomos recebidos por uma hostess que nos conduziu â mesa reservada a nós. Nos sentamos e logo um garçom veio nos servi de champanha ou que mais desejássemos.
Os noivos logo chegaram ao salão e foram ovacionados por todos os presentes, os dois sorriam visivelmente felizes pelo que haviam conquistado juntos. Eles circularam pela festa sendo cumprimentados por todos e depois de algum tempo vieram até nós, descontraídos como sempre.
- Olá! – Sango disse sorridente.
- Olá! – respondemos em uníssono.
- Meus parabéns, querida. – Izayoi se levantou para cumprimentar e abraçar a noiva, depois fez o mesmo com o noivo.
- Obrigada Izayoi-san. – Miroku agradeceu também.
- Estão se divertindo, está tudo bem? – Miroku perguntou enquanto apertava a mão do amigo e agora padrinho.
- Está tudo perfeito. – Sesshoumaru disse.
- Minha Sango organizou tudo. Ela é maravilhosa, não é?
- É sim. – o homem ao meu lado concordou sorrindo.
Eu também me levantei como todos os outros para cumprimentá-los e os abracei ternamente no que fui correspondida.
- Não sejam tímidos e divirtam-se. Isso é uma festa. – Sango disse antes de sair em companhia do marido voltando a circular pela festa ainda em seu vestido de noiva.
...
O jantar foi serviço e desfrutado pelos convidados enquanto uma música suave ecoava pelo salão. Em várias ocasiões flagrei Sesshoumaru me observando e sorrindo levemente.
- O que foi? – perguntei baixo enquanto ainda jantávamos.
- Nada. – ele respondeu sussurrando e beijou meu pescoço de forma discreta.
Inuyasha durante todo o tempo em que estivemos ali, manteve-se atento e cuidadoso com Kagome. Eu os via trocando olhares apaixonados e minha prima sorria ao vê-lo acariciar sua barriga de tempos em tempos.
...
Terminado o jantar o centro da festa passou a ser a pista de dança onde os noivos foram anunciados e iniciaram uma dança romântica sendo observados por todos os convidados. Eles deslizavam pelo salão enquanto os holofotes recaíam sobre eles destacando-os naquele balé.
- Isso me faz ter vontade de me casar novamente. – Izayoi disse chamando nossa atenção.
- Querida? – o senhor Taisho a indagou.
- É claro que seria com você... novamente. – ela concluiu e beijou o marido.
Nós todos rimos ao ver a cena, os pais de Sesshoumaru tinham uma relação linda. Eles se amavam muito dava pra sentir.
Quando a música dançada pelos noivos terminou, as outras pessoas foram convidadas a também irem dançar e logo a pista estava cheia.
Kagome e eu conversávamos enquanto observávamos o ambiente e os irmãos faziam o mesmo. Depois de algum tempo sem vê-la e sem ter me dado conta disso até aquele momento, vi Kagura aparecer no salão. Ela estava acompanhada de um casal e eu notei que ela havia trocado de roupa, deixara o vestido de madrinha por um outro muito mais sensual e provocante.
- Nossa! – Kagome disse ao vê-la e olhou para mim.
Eu me mantive séria e de forma automática me voltei para ver se Sesshoumaru a tinha notado, mas ele continuava a conversar com o irmão distraidamente.
- Você vai querer um casamento como esse Kagome? – Indaguei tentando não pensar no que não devia.
- Não sei. Ainda não parei para pensar bem no assunto. Eu não terei muito tempo para organizar as coisas como Sango...
- É, mas você terá Izayoi-san para ajudá-la, além da sua mãe e de mim. Eu ajudarei no que eu puder.
- Eu sei prima. – Ela disse sorrindo e apertou minha mão.
- Sesshoumaru? – Ouvi o senhor Taisho chamá-lo. – Os Nagami chegaram. – falou indicando algum ponto do salão.
Voltei meu olhar e vi que ele se referia ao casal que acompanhava Kagura.
- Eu vou falar com eles. – Sesshoumaru disse. – eu já volto. – ele falou ao meu ouvido e me beijou novamente.
Eu o vi caminhar placidamente até o outro lado do salão onde o casal conversava com algumas pessoas e os noivos. No caminho ele foi parado e cumprimentado por várias pessoas, sorriu ao falar com todas elas e logo alcançou aquele grupo enquanto eu apenas observava.
...
- Konbanwa Naga-san, Imani. Sesshoumaru os cumprimentou.
- Konbanwa Sesshoumaru! Como está? – o senhor Nagami indagou apertando a mão do jovem que estava estendida para ele.
- Estou muito bem e os senhores?
- Também. Muito felizes por esses dois. – O homem disse referindo-se ao casal.
- Kagura nos disse que talvez não conseguissem chegar a tempo e Sango e eu lamentávamos por isso.
- Felizmente tudo deu certo e pudemos vir. – finalmente a senhora Nagami se pronunciou. Era uma mulher tão elegante e altiva como a filha.
- Eles me ligaram e eu fui buscá-los após a cerimônia. – Kagura informou.
- Ah, então por isso você sumiu? – Sesshoumaru questionou.
- Exatamente. – respondeu sorrindo. – Infelizmente no caminho, meu vestido sofreu um pequeno acidente, então eu demorei mais um pouco porque tive que passar em casa e trocá-lo.
- Bom, sentem-se, por favor. Há uma mesa reservada para vocês. – Miroku disse e chamou uma das hostess para que os conduzisse ao local.
O casal Nagami acompanhado da filha e de Sesshoumaru caminhou até a mesa reservada a eles e logo se acomodaram e foram servidos de alguma bebida. Ao caminhar pelo salão Kagura exibia toda a sua sensualidade latente, tendo seu corpo emoldurado por um vestido prata comportadíssimo na frente sem qualquer decote e de mangas cumpridas, mas ao virar-se de costas o decote absolutamente provocante que deixava toda a costa nua podia ser visto. Ela caminhava despreocupada com sua elegância e altivez naturais enquanto conversava com o homem igualmente elegante e altivo ao seu lado.
- Você tem agido como se mal me conhecesse desde que nos encontramos... – Sesshoumaru falou com ela. Eles estavam de pé, próximos a mesa ocupada pelos pais dela que não resistiram ao apelo da bela música que tocava e foram dançar.
Kagura os observava sorrindo quando a voz do homem chamou sua atenção.
- Eu achei melhor não me aproximar demais para não aborrecer a Rin, eu sei que ela sente ciúmes.
- É verdade, mas ela precisa aprender a lidar com a nossa amizade. Portanto você não só pode, como deve agir naturalmente em relação a mim. – ele falou sério a encarando.
- Tudo bem. – ela respondeu sorrindo. – espero que você saiba o que está fazendo. Eu não agüento mesmo ficar muito tempo longe de você.
A ultima frase dela o fez sorrir e Kagura o abraçou sendo correspondida por ele, o que causou uma dor lancinante a jovem que os observava atentamente à distância.
Kagome observava a prima e sabia que ela não estava nada satisfeita com aquilo. Rin levantou subitamente e caminhou sem nada dizer. A prima se levantou e disse aos sogros que elas iriam ao banheiro, depois seguiu Rin, que caminhou pelo corredor e após falar alguma coisa com uma das funcionárias ali seguiu para onde Kagome descobriu depois ser o banheiro.
- Rin? – Kagome a chamou quando entrou no local.
- Oi. – a outra respondeu de dentro de uma das cabines.
- Por que não me disse que queria vir ao banheiro? Eu estava com vontade, mas não queria vir sozinha.
- Desculpe. – ela disse após abrir a porta.
Rin foi até o maravilhoso espelho sobre as pias brancas de decoradas. Retirou da bolsa um batom e retocou os lábios bem desenhados.
- Rin, fala comigo. – a prima pediu.
- Deixe pra lá Kagome. Eu não quero falar sobre isso. – respondeu séria agora retocando o pó. – Você vai ao banheiro?
- Ah! Vou espere um instante. – A jovem gestante disse entrando em uma das cabinas.
Ao sair ela também se colocou frente ao espelho e após lavar as mãos decidiu que também precisava retocar.
- Me empresta seu batom?
- Claro. – Rin disse e retirou a pequena embalagem de dentro da bolsa entregando-a a prima.
Terminados os retoques as jovens voltaram ao salão e Rin caminhou com seu vestido esvoaçante, os olhares de várias pessoas ali se voltaram para ela que mantinha a expressão séria. Notaram que Sesshoumaru e Inuyasha estavam agora de pé conversando com um grupo de amigos. Elas se aproximaram deles e Inuyasha logo abraçou Kagome. Sesshoumaru colocou a mão delicadamente na cintura de Rin por trás.
As duas foram apresentadas aos amigos como namoradas dos irmãos Taisho. E Inuyasha anunciou com orgulho que logo seria pai, o que arrancou um sorriso de Kagome e vários cumprimentos dos amigos.
Sesshoumaru observava sua acompanhante enquanto bebia champanhe e a mulher não o encarava.
Logo o grupo se dissipou e Sesshoumaru falou ao ouvido de Rin:
- Está tudo bem? – indagou a voz suave.
- Está. – ela respondeu friamente. – vamos voltar para a mesa. – disse já caminhando e deixando um Sesshoumaru bastante irritado para trás.
Kagome seguiu a prima de volta à mesa e Inuyasha ficou para trás com o irmão, que o fitou de forma indagativa.
- Ela está fazendo de novo. – Sesshoumaru disse com notável irritação no tom de voz.
- Eu disse pra você ter cuidado com ela Sesshoumaru.
- E o que eu devo fazer, me privar da companhia de pessoas que conheço há anos e as quais respeito porque ela não consegue lidar com a própria insegurança? Isso é ridículo.
Sesshoumaru estava com raiva e frustrado naquele momento. Ele achava que Rin havia amadurecido o suficiente para conviver com Kagura, mas agora tinha certeza de que estava enganado. Ele não voltou para a mesa, caminhou para longe do irmão ainda segurando a taça com bebida.
Na mesa Rin mantinha-se quieta, mas sua mente trabalhava incessantemente. Ela queria sair dali, correndo se possível, mas não faria esse papel ridículo e infantil na frente dos Taisho e não faria desfeita aos noivos.
- Rin, querida você está bem? – a voz doce de Izayoi chamou sua atenção.
- Sim, é apenas uma dor de cabeça que surgiu de repente. – ela se desculpou e sorriu levemente.
- Talvez seja melhor não ingerir nada alcoólico daqui para frente. – a mulher orientou.
Izayoi lançou um olhar significativo para o marido e logo depois se levantou dizendo que logo voltaria. A mulher caminhou pelo salão, até encontrar o filho que já se mantinha longe da mesa há um período razoável de tempo. Ela o encontrou no bar, pegando mais uma bebida.
- Sesshoumaru? – ela o chamou parando ao seu lado.
- Mãe, o que foi? – ele perguntou calmamente.
- Vim lhe fazer companhia. Pode pedir um champanhe para mim?
Sesshoumaru virou-se para o homem no bar e pediu champanhe para a mãe. Virando-se logo depois para entregar-lhe a taça.
- Obrigada! – A mãe sorriu para ele. – O que está acontecendo meu filho?
- Eu acho que estou me metendo em uma enrascada. – ele disse sem fitá-la e a mulher esperou pacientemente que ele terminasse seu raciocínio. – Quando eu comecei a me relacionar com a Rin, eu sabia que estava experimentando algo totalmente diferente do que eu já tinha vivido até ali, mas não esperava que fosse tão difícil.
- Relacionamentos são sempre difíceis meu filho. Requer paciência e cessão de ambas as partes, além de amor é claro.
- Eu fui paciente mãe, ou pelo menos tenho tentado ser...
- Sua paciência tem que ter a mesma medida do amor que você sente por ela. – A mulher disse após tomar um gole de sua bebida. – Você a ama? – Questionou buscando os olhos dele.
- Amo. – ele disse sem hesitar fitando os olhos castanhos da mãe.
Izayoi sorriu e levou a mão ao rosto do filho de forma carinhosa.
- Então lute por ela. Rin é muito jovem ainda meu filho, ela não tem a mesma experiência que você. Ao se deparar com uma mulher como Kagura, que manteve um relacionamento com você, ainda que não convencional, é normal que ela sinta ciúmes.
- Não é o ciúme dela que me incomoda mãe, eu sinto ciúmes dela também. A insegurança da Rin e a falta de maturidade dela em lidar com isso é que me deixam irritado e imensamente frustrado.
- É aí que você precisa exercitar sua paciência.
- E toda vez que ela se sente insegura, ela se tranca e se mantém afastada. Não quer discutir o assunto, prefere agir como uma criança emburrada.
- Ela tem que amadurecer sem dúvida, ao menos nesse aspecto, porque tenho certeza que ela não é infantil, do contrário você não se interessaria por ela. Você precisa trabalhar a confiança dela Sesshoumaru, precisa fazê-la se sentir segura.
- Mais? Depois de tudo o que nós já vivemos mãe, mesmo em tão pouco tempo, ela deveria saber como eu me sinto e que eu não desejo nenhuma outra mulher que não seja ela.
- Quantas vezes você já disse a ela o que sente? Com que freqüência você diz que a ama?
- Isso importa? – o homem indagou arqueando a sobrancelha enquanto a mãe sorria.
- Claro que sim. Vocês homens nunca vão entender por completo uma mulher. Alguns chegam perto, mas nunca entenderão completamente.
Sesshoumaru continuou fitando a mãe que sorria docemente para ele.
- Meu filho, a melhor forma de dar segurança a Rin é fazê-la ver o quanto você a ama todos os dias. Diga a ela, olhe-a nos olhos e diga simplesmente que a ama. Não é preciso muita coisa, é simples. Seu pai faz isso todo o tempo e eu adoro.
A última frase fez um pequeno sorriso surgir na bela face de Sesshoumaru que vinha se mantendo muito séria a tempo demais na opinião da mãe.
- Que tal dançarmos? – ela indagou.
- Mãe! – ele falou parecendo um garotinho e isso a fez sorrir.
- Vamos meu filho. Eu quero exibir com orgulho o filho lindo que eu tenho. Venha – ela chamou mais uma vez e dessa vez retirou o copo de uísque que estava na mão dele o colocando sobre a bancada de mármore do bar.
Izayoi caminhou em companhia do filho até a pista de dança, onde uma bela música de Frank Sinatra estava tocando. Eles moviam-se naquele ritmo lento e romântico e Izayoi sorria intensamente.
- Relaxe Sesshoumaru. Tire essa nuvenzinha negra de cima de sua cabeça, você fica muito mais bonito quando não está com essa expressão preocupada.
Rin observava mãe e filho dançarem e via a cumplicidade entre os dois. Em momentos assim de medo, ela desejava ter sua mãe por perto para confortá-la e dizer que tudo ficaria bem.
- Concede-me esta dança senhorita? – ela ouviu uma voz grave se pronunciar ao seu lado e ao voltar os olhos encontrou os orbes dourados do senhor Taisho a fitando com um sorriso nos lábios.
Rin sorriu também diante da gentileza dele e lhe concedeu a mão, sendo conduzida logo depois para a pista de dança. A jovem depositou a mão esquerda sobre o ombro do homem que a condizia e o sentiu colocar a sua sobre suas costas de forma delicada e cavalheiresca.
Não vou falar nada, já que acho que as opiniões serão as mais diversas a respeito do que acontece a nossa Rin-chan.
Aguardo reviews queridas.
Beijos!
