Onde eu estava?
Sentia um vento frio batendo em mim, deixando-me trêmula, com o queixo batendo. A janela do quarto de Edward provavelmente devia estar aberta. Eu tentei levantar, mas só o que eu consegui foi desabar novamente. Eu estava mole e com uma imensa dor de cabeça.
- Ah! - Gemi bem fraquinho.
Parecia que eu havia levado uma surra. Cada dobra do meu corpo doía. Ou então, era mais uma ressaca daquelas. Levei a mão a cabeça, ela era o que mais pesava. Porém ao deixar minha mão cair eu senti a textura de grama e não da cama de meu amado.
Abri os olhos em choque, ainda deitada naquela posição horrível.
As lembranças foram voltando lentamente a minha mente, enquanto eu arfava e segurava o meu peito com força, com medo de que meu coração pulasse. As lágrimas escorreram pelo canto dos meus olhos, enquanto eu fazia uma força absurda para sentar.
- Droga, mil vezes droga. - Reclamei, suspirando.
Olhei para os lados e tudo o que vi fora pés de milho. O choque me abateu e eu levei a mão à boca, enquanto a abria, incrédula demais para falar. Eu estava no meio de um milharal, e o pior de tudo isso é que não era um milharal qualquer.
Eu estava novamente em Skidmore.
As imagens de minha infância ali foram voltando, juntamente com o desespero e com a vontade imensa de fugir. Olhei novamente ao meu redor. Era o mesmo local onde eu me encontrava com Ethan antigamente, ou pelo menos, era o mesmo milharal.
Fechei os olhos e me deitei novamente, escondendo o rosto com as mãos. A cada instante aquilo estava ficando pior, mais torturante. Era como se o meu pesadelo mais horripilante tivesse ganhado vida.
Pensei em Edward e toda a angustia foi embora de meu corpo. Ele merecia esse sacrifício, e era por ele, e por minhas condições físicas medíocres, que eu não saia daquele lugar. Que eu não levantava e corria para longe.
Ele merecia viver.
Sentei rapidamente quando ouvi passos e o meu coração voltou a bater freneticamente em meu peito. James caminhava em minha direção com um sorriso cruel e vitorioso, seus passos eram calmos e descontraídos. Sua expressão era aterrorizante, e a sua beleza estonteante.
Em sua mão direita estava o meu tufo de cabelos. Ele a segurava como se fosse algo precioso, algo que ele não perderia por nada nesse mundo.
Eu senti um forte enjôo me abater, enquanto quase tombava para trás. Não adiantava fazer nada. Quanto mais cedo melhor. Pouparia mais aflição e tortura psicológica.
- Você veio! - Ele falou todo animado, se aproximando cada vez mais.
Eu não respondi. Não havia nada para ser dito.
- Não imaginei que fosse tão bela, Bella. - Ele riu da própria piada, enquanto abaixava e pegava meu rosto em suas mãos frias. - Tão frágil.. tão saborosa.
Eu dei um tapa na mão dele e virei o rosto.
- Me mate logo. -Pedi, sem encará-lo.
- Oh, não. - Ele sussurrou em meu ouvido, o mordiscando. - Quero deixar as coisas um pouco mais picantes. Um pouco de aventura não vai matar ninguém.. ou vai.
Ele levantou-se e começou a andar de um lado pro outro.
- Você é diferente, Bella. - Ele falou, enquanto colocava o meu tufo de cabelos em seu bolso. - Uma humana distinta e única. Não é comum você encontrar alguém que conviva tão bem com o nosso mundo. Que adore aberrações.
Eu o encarei, ficando curiosa. Aonde ele queria chegar com aquele falatório?
- Não consigo entender a sua ligação com Edward, só sei que é forte porque me disseram isso. - Ele mordeu o lábio inferior e um segundo depois voltou a falar. - Você me intriga. Como alguém pode gostar tanto do sobrenatural? Quero que me explique.
Eu fiquei muda. Sem palavras.
- Eu não sei. - Respondi meio gaga. - Apenas acontece. É como se fosse o meu destino. Essas coisas acontecem inconscientemente.
- Você se sente atraída por nós?
- Hmm.. não. Só por Edward.
Recebi um tapa na cara e a virei com força. Segurando uma lágrima de dor, eu o encarei de novo.
- Nunca mais repita esse nome, Bella. Você morrerá falando o meu nome, e não o dele.
- Você mesmo disse que nunca entenderá o meu amor por Edward, portanto não me peça para falar o seu nome no leito de minha morte, porque é por ele que estou aqui.
Ele pegou meu rosto com violência e o espremeu com as suas mãos másculas.
- Você não sabe como eu estou louco para te matar, mas eu não quero me apressar. - Então ele sorriu, enquanto beijava o meu rosto nojentamente. - Sei como você adora a mitologia, portanto irei propor um jogo para tornar as coisas mais excitantes.
- Sem jogos, James. Vamos direto ao assunto. - Eu virei a minha cabeça para o lado deixando o meu pescoço a sua amostra.
Ele rosnou e desvirou a minha cabeça.
- Não me interrompa.
Ele se afastou novamente, andando de um lado para o outro.
- Existe uma lenda que eu gosto muito. É a história do rei da Ilha de Creta, Minos, que decidiu enganar Poseidon. Você já ouviu?
- Sim. - Sussurrei.
- Ótimo, mas vamos recapitulá-la. - Ele disse sorrindo terrivelmente. - Minos foi pedir a Poseidon que este o transformasse em Rei de Creta, e o Deus dos Mares concordou euforicamente, porém com uma mínima condição: Minos teria de sacrificar um touro branco que sairia do mar em sua homenagem. Bom, o touro era tão bonito e tão elegante que Minos não quis fazê-lo, sacrificou um outro no lugar, achando que enganaria o poderoso Poseidon.
" ..Poseidon ficou furioso com a atitude do Rei, e quis castigá-lo. Como vingança, ele fez com que a mulher de Minos se apaixonasse pelo touro. Dito e feito, porém o que gerou essa paixão foi a gravidez da Rainha. Nasceu dessa união o Minotauro".
Eu estava absorta, perdida na história dele. Por mais que eu a conhecesse não conseguia me desconcentrar, pois era tão interessante a forma com que a história brincava com a mitologia e os fatores históricos, os costumes. Era hipnotizante.
Minos ficou apavorado, e então pediu a Dédalos que construísse um labirinto para esconder a terrível criatura. Anos mais tarde, quando Minos venceu a batalha contra os atenienses - aqueles que haviam matado o seu filho - em forma de vingança ordenou que todo ano fossem mandados 7 jovens e 7 damas atenienses para serem dados como alimento ao Minotauro.
Então ele se calou, levando a mão ao queixo, sorrindo como um louco.
- O resto é tão piegas e tão ridículo que não vou contar. Até aqui basta. - Ele disse me encarando intensamente.
- Onde você quer chegar? - Perguntei hesitante.
- Hoje.. você vai fingir que é apenas uma jovem ateniense, e que eu sou o Minotauro. - Ele jogou uma roupa para mim, enquanto o seu sorriso aumentava.
- Você está louco! - Eu gritei.
- Bella, pense: Você conhece esse lugar como a palma de sua mão. Se você escapar do meu "labirinto", eu não a caço mais. É simples. Apenas correr, tentando me despistar.
Eu parei e fiquei quieta, boquiaberta. Eu estava com a chance de sair viva, e de não prejudicar nenhum dos Cullen. Eu não poderia ser contra isso, eu tinha que aceitar e lutar com todas as minhas forças.
- Hmm.
- Regras: Sem ajuda. Somente eu e você, entendeu?
Eu concordei com a cabeça.
- Você terá trinta minutos de vantagem, depois o Minotauro será solto, querida Bella. - Ele virou-se e foi se afastando.
A história que ele contara ainda estava na minha mente, me deixando embaralhada e tonta. Eu estava meio perdida, enquanto o meu corpo pesava cada vez mais. Considerava praticamente impossível tentar me levantar, imagine correr para fugir de um vampiro. Ou melhor, Minotauro.
Ele queria deixar as coisas mais estimulantes, queria me fazer gritar, suar e me desesperar. Só que eu não o faria. Quando a morte chegasse, eu a receberei de braços abertos, agradecendo e indo sem lamúrias ou lamentações.
Agora eu estava sozinha novamente. A briza fria batia meu rosto e secava o suor que havia se acumulado em minha testa. Com as mãos tremulas eu fui retirando a minha roupa. Vesti calmamente o vestidinho estilo de grego e me pus em pé com tremenda dificuldade.
Sem nem pensar duas vezes eu comecei a bolar um plano, e tentei me lembrar o máximo que pude daquele local. As coisas que vinham eram apenas lembranças dolorosas de um passo falso com Ethan. Nada de útil. Nenhuma maneira de escapar dali o mais rápido possível.
Eu foi só naquele momento que me liguei: Eu estava num labirinto, com um monstro de verdade.
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Narrado por James
Estava tudo programado conforme os meus planos. Tudo pronto, só faltava a execução, e esta teria de ser perfeita. A minha personagem já estava posicionada e provavelmente se desesperando, enquanto eu estava sentado, sentindo o seu cheiro.
Tudo aquilo era uma forma de deixar as coisas mais arrepiantes e mais emocionantes para mim. Somente matar por matar não era divertido. Tinha que ter gritos desesperados, corridas sem fim, violência.
Agora eu só tinha que esperar mais trinta minutos para me satisfazer. É pouquíssimo tempo para quem é imortal. Quase um piscar de olhos. Porém parecia que o tempo não queria passar, parecia que estava tudo parado, tudo mais lento.
O veneno escorria pela minha boca, enquanto eu imaginava o seu gosto, imagina os seus gritos, suas mãos. Ou então, imaginava o seu corpo sem vida, sendo possuído pelo meu.
Lembrei de seu rosto angelical, assim como de seus lábios vermelhos e seus cabelos desgrenhados. O seu cheiro era tão melhor pessoalmente, era tão mais concentrado e tão mais irresistível.
Olhei para o corpo que estava jogado ao meu lado e sorri para Nadia.
- Eu consegui, Nadiazinha. - Peguei o seu rosto morto entre as minhas mãos e os apertei com força, quebrando o seu maxilar. - Eu consegui!
A quebrei mais ainda, comemorando toda a minha felicidade, a minha conquista. Me deliciando com o meu jogo perfeito, com a minha inteligência e sabedoria.
Peguei o telefone e disquei para um amigo, só para me vangloriar.
- Demetri. - Sussurrei.
- James. - Ele respondeu.
- Eu consegui. Ela está comigo. - Falei todo orgulhoso, não me contendo.
- Uau. Você me surpreendeu dessa vez. - Ele disse com a sua voz tão fria quanto a minha, porém expressando a sua surpresa e até mínima excitação.
- Eu sei.
- Os Cullen são em sete, James. Como conseguiu?
- Suas informações foram muito úteis, obviamente. - Eu sorri mais uma vez, apertando mais Nadia em meus braços fortes. - Os dons deles atrapalharam um pouco, mas de resto.. foi bem fácil. Só liguei para agradecer.
- O prazer foi todo meu. Tirar a felicidade e o prestigio dos Cullen é tudo o que eu sempre quis.
- Não entendo o que te irrita neles, parecem não se importar muito com o que agente se importa, Demetri.
- São em muitos.
- E qual é o problema nisso?
- Os Volturi sempre serão a realeza, James. Nunca se esqueça disso.
- E você acha que os Cullen querem a realeza de vocês?
- Não, mas não deixam de ser uma ameaça. E nós não gostamos de competição e nem de ameaças.
Eu fiquei quieto digerindo todas as informações e segundos depois esquecendo essa história, deixando a minha ansiedade me dominar.
- Agora.. preciso ir aproveitar.
- Aproveite.
E então desligamos, enquanto eu passava a mão no corpo desfigurado de Nadia. Precisava gastar um pouco de energia para não me apressar. Tudo tinha que ser perfeito.
E seria. Porque eu era James, o vampiro indestrutível e foda.
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Narrado por Isabella Swan.
Olhei para os dois lados e não tive a mínima idéia pra onde ir. Fechei os olhos e deixei os meus instintos me guiarem. Sai correndo para direita, adentrando pelas passagens estreitas e confusas. Eu estava tonta, com minha cabeça pesada, sentindo que poderia tombar a qualquer momento.
- Vamos, Bella. - Sussurrei.
Minha respiração estava ofegante e eu corria trôpega, tentando fugir daquele lugar, tentando acordar daquele pesadelo. Eu tropecei de repente, caindo com tudo no chão. Soltei um gemido de dor e dei um soco no chão, revoltada.
Vamos, Bella. A voz dele invadiu a minha mente, fazendo com que eu levasse um susto.
Era tão reconfortante ouvi-lo. Sua voz era tão perfeita e melodiosa que chegava a me dar sono, porém eu tinha que continuar, ele estava me pedindo isso.
Levantei-me e analisei o meu corpo. Estava sem nenhum corte, o que era muito bom. James já tinha o meu cheiro normal para seguir, imagina se eu me cortasse, seria mil vezes mais fácil me encontrar.
Eu já estava confusa. Não sabia onde estava indo e nem para onde seguir. Só corria, ofegante, louca para achar a saída. Louca para chegar aos braços do meu amado.
Olhei para o céu e percebi que estava escurecendo, o que não era nada bom. Se eu já estava perdida com a claridade do dia, imagine de noite.
Realmente me imaginei como uma garota ateniense que sabia que seria devorada em poucos instantes. Como uma pessoa marcada para morrer. Um prato de comida.
Senti o medo acumulando-se em meu sistema e uma imensa vontade de chorar, ao mesmo tempo que eu me recordava das melhores lembranças da minha vida. Todas com Edward, obviamente.
Caí mais uma vez, graças a minha distração, e dessa vez eu me ralei toda. No meio do meu desespero, da dor e da confusão, desatei a chorar, enquanto abraçava o meu próprio corpo.
Eu não queria ser fraca. Não queria demonstrar desespero para James e nem dá-lo esse gostinho de vitória. Eu queria conseguir enfrentar tudo aquilo de cabeça erguida, sem medo, como uma grande heroína faria.
Não desista. A voz dele ralhou comigo. Ele estava tentando me dar forças para continuar, porém eu já não queria.
A força para levantar não vinha. Eu só queria ficar ali, jogada no chão, esperando pela morte.
Levante-se, Bells. Ele falou de novo, usando a suavidade e a paixão.
Eu não agüentei. Não tinha como não ouvi-lo, como esnobar aquelas palavras que somente seriam ditas para mim. Juntando toda a força que tinha eu me pus de pé novamente, e voltei a correr.
- Eu não vou conseguir, meu amor. - Sussurrei para ele, secando as lágrimas com as mãos ensangüentadas.
Você vai. Eu confio em você.
Eram as únicas palavras necessárias para eu continuar. Aos trancos e barrancos eu corria, corria com tudo, pensando no rosto dele, imaginando que seria ele que estaria me esperando.
Rezando para que James não tivesse me enganando, que ele realmente cumprisse a parte dele do combinado.
Eu sabia que não tinha escapatória, que eu morreria de qualquer jeito, porém a esperança ainda brilhava em meu peito e me estimulava a correr como louca. Sabia que ele não cumpriria o que estava dizendo, mas isso não me desanimava, porque na minha mente Edward pedia para eu continuar. E eu faria tudo o que ele quisesse.
Mas então eu parei. Correr não adiantaria em nada, eu precisava pensar, arranjar uma forma inteligente de sair dali sozinha. Passei a mão pelo rosto e encarei tudo que estava ao meu redor. Apenas milhos, milhos e mais milhos.
Olhei para o céu e encarei as estrelas que começavam a aparecer. Gravei a mais brilhante em minha mente e fui me guiando por ela. Com passos rápidos e decididos eu fui achando o meu caminho.
Lembrei-me das vezes em que olhara as estrelas com Ethan, e como elas eram brilhantes e bonitas para nós. Porém tentei me concentrar mais nelas do que em nós dois, tentei criar um caminho para sair dali.
Aos poucos fui me encontrando e de longe já podia ver o lugar aonde nós costumávamos deitar e namorar. Sorri satisfeita, sabendo que estava próxima de fugir daquele lugar.
Sabia que tinha pouco tempo, mas eu não podia desistir. Por passar no meio de alguns pés de milho, eu acabara saindo toda cortada, mas isso também não me impedia de continuar, apenas me dava mais forças, fazendo com que eu quisesse ir mais rápido.
Isso, meu amor. Continue. Edward me estimulava mentalmente fazendo com que eu sorrisse satisfeita e continuasse a correr.
Não podia deixar o medo e o pavor me cegarem. Eu tinha que continuar utilizando a razão, porque essa era a minha única chave para o sucesso e a sobrevivência. Era por isso que as pessoas morriam na época do Minotauro, pois elas ficavam dominadas pelo medo.
Somente Teseu havia conseguido pensar e derrotar o Minotauro, e tudo em conseqüência ao amor. Essa era a resposta! O amor que havia o salvado, porque sem Ariadne, ele nunca haveria conseguido.
Então, eu precisava continuar me apoiando no amor de Edward, porque ele combinado com a razão resultariam no meu êxito.
Eu não tinha nenhum novelo de lã ou espada mágica para vencer o "Minotauro", porém eu tinha o maior amor do mundo ocupando o meu peito, e sabia que ele era forte o suficiente para vencer isso.
Caí mais uma vez, sendo pega desprevenida e quando olhei para o lado percebi que era o mesmo local onde havia caído pela primeira vez naquele milharal. Era o local onde toda aquela loucura começara, onde eu havia visto Ethan pela primeira vez.
Ao mesmo tempo em que o sangue escorria com mais força, eu olhei para trás e vi James caminhando até mim. Eu não fiquei desesperada e nem com o medo que eu esperava sentir. Apenas sentei e o encarei, esperando que ele se aproximasse cada vez mais.
Cada um tem que aceitar o seu destino e eu estava pronta para aceitar o meu. Pensei em Edward e dei um sorriso. Se eu havia chegado até ali era simplesmente por ele, ele que havia me dado forças para quase conseguir. Ele era o único que quase havia me dado a vitória.
Porém eu não estava triste por morrer. Eu morreria por ele, e então morreria feliz, cumprindo a minha missão.
Morreria com o amor lotando o meu coração e todas as partes do meu corpo, e não com medo e aflição.
- Achei você. - James falou, agachando-se ao meu lado.
Nada mais precisava ser dito, ser pedido, ser feito, ser pensado. Estava tudo da forma como devia ser. Eu era apenas mais uma vitima na mão de um vampiro sanguinário e louco. Não era especial.
Consegui captar a frustração nos olhos de James, porém ele estava fora de si, senti que seu corpo vibrava de excitação. E então eu virei o meu pescoço de lado, deixando que ele encostasse seus caninos ali na carne exposta.
E depois tudo o que veio foi a dor. A dor e um rosnado muito alto.
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Narrado por Edward Cullen
Mais uma das visões de Alice entrou na minha mente. Eu já não agüentava mais ver os variados lugares ou momentos em que ela morreria. Era torturante, e o pior de tudo isso é que eu não entendia o porquê da mudança constante.
Corria na frente da minha família seguindo para o lugar em que eu nunca gostaria de pisar. Eu estava bem veloz, louco por chegar e tê-la em meus braços, obviamente depois de matar aquele maníaco.
Eu deixava que todos os meus instintos somados as visões de Alice conseguissem me ajudar a achar o caminho. O único problema é que em nenhum momento eu aparecia nas visões, ou seja.. eu não chegaria a tempo.
O desespero me tomou mais uma vez e eu aumentei a velocidade, sussurrando seu nome em meus lábios. Bloqueei outra visão de sua morte, em outro lugar daquele milharal extenso e confuso.
Cada vez era de uma forma diferente. Em todas, ela tinha o desespero estampando o rosto, a decepção e o medo, porém ao mesmo tempo parecia feliz e satisfeita, como se tivesse fazendo o certo.
Minha família estava uns dois quilômetros atrás de mim, todos eles tão preocupados como eu, se esforçando para chegar a salvar a minha amada.
- Esquerda, Edward. - Alice gritou lá de longe.
Eu estava distraído demais para ela me dar esse aviso mentalmente, e ela sabia disso.
Eu virei no local que ela havia avisado e entrei oficialmente em Skidmore. Ao passar pela placa senti um calafrio e soltei um longo suspiro. Ali seria o palco da minha vitória ou da minha derrota. E o pior é que se eu perdesse, seria fatal.
Eu simplesmente não podia perder.
Esqueci completamente as visões que se embaralhavam em minha mente, ou então os pensamentos de minha família e das pessoas mais próximas, concentrei-me apenas no cheiro de James que estava impregnado naquele local.
Ainda fresco. Devia fazer menos de uma hora que ele passara por ali.
Aumentei ainda mais a velocidade e dei um grito de frustração, atraindo a atenção de algumas pessoas.
Porém, já estava escuro, então eles não me enxergavam. De repente, um outro grito chamou a minha atenção. Era Alice.
- Edward! - Ela berrou. - Ela simplesmente mudou de curso. Você vai conseguir!
Eu soltei um suspiro de alivio, enquanto ainda corria a toda velocidade rastreando o cheiro de James. Enxergava o milharal de longe, onde eu sabia que ela estava com ele, provavelmente lutando, ou morrendo.
- Vá! - Ela gritou de novo.
Eu entrei no milharal em uma velocidade incrível, sentindo o cheiro dela, o cheiro de seu sangue. Aquilo me assustou e me fez arfar.
Ela estava machucada.
- Achei você. - Disse uma voz fria e cortante.
Estava próxima. Muito próxima.
Foi então que eu entrei em uma clareira no meio do milharal e vi a pior cena de minha existência. Isabella estava caída, nos braços de James, com o pescoço de lado, enquanto ele encostava os caninos em sua jugular, rasgando-a e deixando o sangue escorrer por seus lábios.
Ele soltou um gemido de prazer, enquanto puxava o pescoço frágil de Bella para mais perto , para sugar com mais rapidez.
Eu rosnei muito alto. A cidade inteira deve ter escutado e provavelmente deve estar aterrorizada.
Ele estava distraído demais, porém o meu rosnado o acordou do transe, despertando o instinto de auto-sobrevivência dele, fazendo-o desencostar os dentes da minha garota, para me encarar.
- Largue-a! - Eu gritei.
Ele piscou algumas vezes, enquanto o sangue da minha amada escorria no canto de sua boca. Ele estava em alpha, absolutamente dominado pelo instinto animal. Seus olhos vermelhos brilhavam e ele mostrava o dente para mim.
- Cullen. - Ele rosnou. A mente estava embaralha e irracional, da mesma forma como a minha ficava antigamente, quando eu estava na mesma situação que ele.
O sangue de Bella escorria para o chão e ela gemia, com as mãos no pescoço. Estava incoerente e parecia sentir muita dor.
Como o sangue estava tão exposto, James estava louco para ir bebê-lo, porém sabia que eu era uma ameaça muito grande, não podia virar as costas para mim. Sua mente estava confusa, ele não sabia o que fazer.
Então, ele saiu correndo e eu fui atrás, praticamente sedento por matá-lo.
Sabia que minha família protegeria Bella. Nesse instante, eu tinha que acertar algumas contas com aquele vampiro medíocre que achava que podia se meter com a minha noiva.
Ele corria velozmente pelo milharal e eu o acompanhava. Em sua mente via vários planos de ação sendo bolados, e quanto mais longe ele ficava de Bella, mais claramente conseguia pensar.
De repente ele parou, me encarando com os olhos vermelhos, sua pele mais branca por culpa da lua cheia. Ele sorria perversamente.
- Edward Cullen, é um prazer conhecê-lo. - Falou ironicamente.
- Que pena que não posso dizer o mesmo, James. - Falei, sorrindo da mesma forma.
- Sempre quis conhecer um vampiro que se renderia aos humanos. Um vampiro domável e patético, e aqui estou eu, realizando o meu desejo.
Sua mente agora estava tranqüila. Vazia. Como se ele estivesse realmente evitando em pensar em algo. Estava improvisando, não tinha nenhum plano.
Eu rosnei baixinho e mostrei os dentes para ele.
- Se você olhar ao redor vai perceber que está sozinho, enquanto eu não. Não sei quem é o mais patético, James.
Ele deu um sorriso de lado. Nós começamos a andar em círculos, como se fossemos dois leões prestes a se atacar, brigando por terras ou até mesmo por comida.
- Antes de eu te matar, gostaria de que me respondesse uma coisa.. - Ele passou a língua no canto da boca limpando o sangue de Bella. - O que ela tem de bom, tirando o sangue? Ela vale realmente a pena? Você está renegando a sua natureza, indo contra a natureza e agindo como um tolo.
- Ela vale absolutamente a pena, James. - Passei a mão pelos meus cabelos, o meu novo hábito. - Você não vai entender, mas eu a amo mais que tudo nesse mundo... Amo a forma que seu corpo reage ao meu, amo o sangue dela como se fosse o meu, o seu caminhar desastrado e até mesmo desengonçado. Seus lábios e rosto. Eu amo tudo nela. É algo inexplicável, porém eu estou disposto a perder tudo por ela.
James riu alto e revirou os olhos.
- Você não é pode ser o mesmo Edward Cullen de quem me falaram.
- Eu sou, e agradeço por ter mudado, o de antes era apenas um idiota que deixava um desejo o dominar. Um fraco e tolo. - Dei uma pausa, enquanto o analisava e decidia a melhor forma de atacar. - Mas agora quem está curioso sou eu.. como conseguiu chegar até aqui? Quem o ajudou? Deu-lhe informações?
- Edward, Edward.. você realmente achava que eu estava sozinho? Não, eu não estava. - Ele sorriu sadicamente, recordando-se do dia que sentiu o cheiro de minha amada. - Quando Ethan pegou o tufo de cabelos de Isabella, o seu cheiro veio junto. Eu já sabia que ela tinha o pacto com o dono daquele aroma. Portanto, o levei a um conhecido que estava me devendo alguns favores..
Ele me olhou, enquanto a imagem de Demetri aparecia em minha mente, assim como na dele. Eu rosnei e fechei a mão em punhos.
- Demetri o reconheceu rapidamente e soltou o mesmo rosnado que você. Não sabia que existiam tantas pessoas tentando ver os Cullen fracassarem, Edward. Foi então que comecei a reunir o máximo de informações possíveis. Precisava saber com quem estava lidando, quem era o predador da minha vitima.
Ele me olhou franzindo a sobrancelha e fazendo uma careta.
- Quando Ethan morreu achei que você fosse um vampiro apenas protegendo a sua presa, porém depois de segui-los e de conversar com muitos conhecidos, cheguei a conclusão de que Carlisle jamais permitiria isso. Era algo mais profundo, mais intenso. Tinha mais coisas envolvidas. Coloquei pessoas na cola de vocês. Meus escravos particulares. Virei o mundo em busca de informações, e não foi difícil descobrir. Percebi que você a amava, que era apaixonado por ela, porque você não era o tipo de cara mau que haviam me falado. Não tinha como ser o Edward inconseqüente que Demetri havia me garantido que você havia se tornado. Você estava a guardando demais, a protegendo demais. Ninguém faria isso por uma presa e sim por uma companheira.
- Então, você sabia de nossos poderes também? - Falei, repensando na história dele, vendo mais fatos em sua mente demoníaca.
- Sim, obviamente. Foi a primeira coisa que Demetri me avisou. Disse que seria difícil eu tentar retirar algo de você, porque você lia mentes. Mas também disse que se Isabella fosse a sua presa, você não estaria com Carlisle. Foi a partir daí que eu comecei a estranhar de tudo. E então ele me contou sobre os poderes de Alice e eu fiquei absolutamente fascinado. Provavelmente quando acabar aqui, eu vá até ela. Quero vê-la pessoalmente.
Eu rosnei bem alto.
- Não ache que isso é algo pessoal, Edward. Eu realmente estou fascinado pela sua noivinha e por sua irmã. Acontece.. é a vida. - E então ele sorriu daquela mesma forma de novo, fazendo minhas entranhas revirarem de raiva. - E onde estávamos? Ah! Quando eu descobri que vocês estavam apaixonados e que esse pacto era uma fachada, eu simplesmente mudei de estratégia. Sabia que não poderia ter um plano, porque se não Alice me veria. Tinha que agir de uma forma que seus poderes não me pegassem. E então decidi apenas observar Bella, conhecê-la, para simplesmente atraí-la até mim. Entrar em seu covil seria muito baixo nível, seria cruel e humilhante.
- Como você ficou a observando? - Ainda andávamos em círculos, porém eu estava compenetrado demais na história, ansiando saber como ele me enganara por tanto tempo.
- Você saia o tempo todo. E eu tinha mais pessoas do meu lado. Às vezes pagava umas para filmarem a sua casa ou então para apenas me relatarem o que estava acontecendo. Ou então, o tirava de casa propositalmente para instalar microfones. Foi simples demais.
Eu estava atônito. Como ele conseguia ser tão esperto? Ele havia nos enganado por tanto tempo, e ainda saíra ganhando.
- Isso é loucura. - Sussurrei. - Tudo isso por simplesmente uma vitima.
- Uma vitima que me renderá a melhor refeição de séculos. - Ele sorriu sadicamente, lambendo os lábios, mostrando-me através de sua mente como o sangue dela era saboroso. Lembrando-se do momento em que ele a sugava.
Eu quase podia sentir gosto dela em minha boca, e isso fazia com que eu me espremesse de raiva e desejo.
- Mas eu só tenho que lhe agradecer, Edward. Se não fosse por você, nós não estaríamos aqui e eu não teria conseguido. Muitíssimo obrigado.
Eu não estava entendendo. Ele estava me deixando confuso e tonto. Por quê? O que eu havia feito que nem mesmo sabia para provocar tudo aquilo?
- Eu não fiz nada, James. Só te atrasei. - Falei com raiva.
Ele riu alto.
- Você não fica se perguntando por que ela se entregou? Ou isso nem passou pela sua cabeça ainda?
Eu gelei. Arfei e senti meu coração inexistente pulando no meu peito. Imagens começaram a passar na cabeça de James, fazendo com que eu me sentisse a pior pessoa do mundo.
- Ela veio por sua culpa. Eu a disse que o mataria se ela não viesse, e ela correu para os meus braços. Ela realmente acreditava que eu os atacaria, que arranjaria briga com o seu irmão gigante Emmett, e toda a sua família. - Ele deu um passo em minha direção, sorrindo. - A culpa é toda sua.
Uma vertigem e tontura se apossaram do meu corpo, deixando-me perdido e enjoado. Isso não era comum para um vampiro sentir, porém eu estava. Porque naquele momento eu estava sendo um humano, estava deixando os meus sentimentos e emoções aflorarem, preenchendo o meu peito de culpa e arrependimento.
Ela podia morrer por minha culpa. Somente minha culpa.
Quando James me atacou, não consegui me proteger. Estava perdido em um mar de sentimentos, atônito e sem reação. Simplesmente caí no chão, enquanto ele dava uma gargalhada.
Eu sentia a dor me cegando e me deixando ainda mais entorpecido. Cortes se formavam em meu corpo forte, e um barulho muito alto era produzido. Eu tentava em vão me proteger, porém estava vulnerável e fraco.
- Eu vou acabar com você e depois com a sua noivinha, aí quem sabe vocês não se casam lá no céu? - Ele falou em meu ouvido, em seguida dando um golpe em minha cabeça.
Eu rosnei alto, e de longe consegui escutar o grito de agonia de meus parentes. Eles sabiam que eu não queria ajuda, que eu gostaria de acabar com James sozinho, portanto permaneceram distantes. Mas bem baixinho, eu podia escutar Bella sofrendo. Ela murmurava coisas desconexas e incoerentes, chamando o meu nome e pedindo para que eu fizesse a dor parar.
Aquilo foi o suficiente para me despertar e finalmente conseguir reagir. Levantei com agilidade e passei a ler a mente de James com atenção, prevendo todos os seus movimentos e reações, revidando todos os golpes que eu havia tomado.
Agora estávamos em pé, voltando a rodar em círculos, porém ambos estávamos em posições de ataque, nos mexendo com uma velocidade incrível, tentando achar uma brecha na defesa do outro. Às vezes conseguíamos atacar e em milésimos de segundo já estávamos na outra posição novamente.
Com os dentes a mostra e o olhar compenetrado, eu vi pela primeira vez a seriedade na mente de James. Eu vi que ele queria ganhar a cima de tudo e que agora a brincadeira havia acabado. Instantes atrás ele gargalhava em cima de mim, me machucando, porém agora sabia o perigo que eu representava.
Sua mente ficava branca em vários momentos, e eram nesses que ele conseguia me atacar, porém na maioria das vezes, ela o entregava, pois é praticamente impossível você lutar com sabedoria e experiência utilizando mais a estratégia, se a sua mente está sendo vigiada pelo inimigo.
Ele só podia contar com a força e reação.
Os ataques começaram a ficar mais intensos do meu lado, o machucando e o fazendo gritar de raiva e de dor. A cada instante a mente dele ficava mais clara para mim, porque ele ficava mais vulnerável, deixando-me com mais vantagem ainda.
Quando já havia o machucado e distraído o suficiente, consegui o pegar em um golpe, segurando o seu pescoço com o meu braço, deixando-me em uma melhor posição para começar a desmembrá-lo.
Arranquei primeiro o seu braço direito, e ele se contorceu em meus braços, utilizando a sua força incrível para me machucar, tentando de todas as formas se soltar. Depois tentei arrancar o outro, porém não consegui, vindo apenas um pouco de sua pele.
Todos os pedaços que eu consegui retirar de seu corpo eu jogava longe, para impedir que eles se rejuntassem. James urrava e me machucava, tentando me impedir, o que seria quase impossível.
Eu não conseguia mais pensar em nada, queria apenas acabar com a raça daquele desgraçado.
- Quero que diga que se arrepende de tudo que fez! Quero que me peça desculpas! - Eu gritei em seu ouvido, enquanto arrancava com os dentes um pedaço de seu pescoço, cuspindo-o para longe em seguida.
- Eu não me rebaixaria, seu cretino. - Ele falou com a voz fraca. Eu pude ver em seus olhos o medo da morte. Sorri sadicamente.
- Ainda vou contar essa história e vou dar risada, James. E você vai ser apenas uma lembrança distante e patética que vai me divertir de vez enquando. - Arranquei outro pedaço de seu pescoço.
Ele já estava desistindo de lutar. Eu já conseguira arrancar quase todos os seus membros, fazendo com que ele sofresse mais do que o necessário, olhando às vezes em seus olhos e dizendo o quanto eu o odiava.
Eu conseguia ver em sua mente o desespero, porém nada podia ser feito. Nenhuma palavra de arrependimento ou lamúria de piedade ia me impedir de matá-lo. Ele havia assinado o tratado de morte assim que havia decidido matar a minha Bella.
O derrubei em golpe duro, fazendo o seu tronco despedaçado cair no chão. E então o encarei em seus olhos vermelhos, sorrindo como um louco, dando um último golpe, arrancando a sua cabeça, fazendo-a rolar pelo chão, enquanto eu suspirava aliviado.
- Quem ri por último, ri melhor. - Falei, dando uma gargalhada.
Foi como se um peso houvesse sido retirado de minhas costas. Fiquei uns instantes parado apenas encarando seus restos mortais, e só depois consegui me mexer, juntando todos os seus pedaços para poder queimá-los.
Havia membros de James espalhados por vários e vários cantos. Eu o despedaçara em muitos pedaços e havia sido uma ótima vingança. Porém, era engraçado como matá-lo não havia aliviado o peso da culpa.
Depois de fazer um montinho com as partes de seu corpo, eu senti ali do lado e pude enfim respirar, sentindo a brisa fria da noite de Skidmore bater em meu rosto. Agora todos os monstros daquele lugar estavam mortos: Ethan e James.
Peguei um isqueiro que estava no meu bolso, e o liguei jogando fogo em James. Em pequenos instantes o fogo começou a se alastrar. Eu não esperei mais nenhum segundo, saí correndo em direção aos meus parentes.
Eles estavam ao redor de Bella, e ela gemia e gritava de dor. Eu tentei não escutar, tentei esnobar isso. Pedi espaço e a peguei em meus braços.
- Vamos. - Falei para minha família, enquanto saia correndo com a minha amada nos braços.
- Vai ficar tudo bem, meu amor. A tormenta já acabou. - Sussurrei para ela, enquanto fugia daquele tormento.
Sabia que horas depois só restaria os pequenos vestígios do que havia sido um milharal. Porque nesse instante ele ardia em fogo.
Foi então que eu olhei para Bella e senti um cheiro estranho em seu sangue. O medo invadiu o meu peito e me fez arfar.
Havia algo errado com ela.
Fim do Capítulo XXIV
N/A: Não demorei tanto.. mas é que as viagens e as minhas saídas atrapalharam um pouco o meu tempo. Espero que tenham gostado.
Eu sinceramente ADORO esse capitulo. Amanha eu já posto o próximo se vocês forem bonzinhos em numero de reviews.
Obrigada a todos que apoiam essa fic.. não sabem como isso é importante.
Como prometido vou postar um pouco sobre a minha próxima fic.. que já esta sendo preparada.
Título:
A Vida é Bella.
Shipper: Bella&Edward.
Gênero:
Romance/ tem de tudo
Classificação : NC-17 ( Cada um sabe
o que lê ) LEMONS..
Sinopse:
Será que é possível mudar a perspectiva da vida em duas semanas? Será que tudo que você sempre prezou pode simplesmente mudar em um piscar de olhos?
Edward Cullen é um jovem médico que dedica a vida ao seu trabalho. Com seus vinte e cinco anos já é o chefe do Hospital mais importante de New Orleans.
Isabella Swan é uma hippie nômade que passa a sua vida fazendo os outros sorrir. Aproveita os seus dias como se fossem os últimos e está sempre fazendo de tudo para a felicidade do próximo.
De repente o destino faz com que as vidas deles se cruzem, quando ela aparece no hospital dele, tentando animar as crianças.
Esse é o início de uma luta de ideais. De um lado Isabella, querendo provar a ele que a vida é bela e tem que ser aproveitada. Do outro Edward, que não acreditava nisso, era mais um médico conversador mesquinho e fechado.
Bom.. essa fic vai ser um pouco diferente do que a DI. Todos são humanos e ela vai ser mais ideológica e romântica do que aventura. Espero que tenham gostado da sinopse.. pois em breve eu estarei a postando.
Amo vocês, gatos.
Beijos beijos.
