Memória mal feita, admito. Quem consegue escrever perfeitamente bem a esse horário, doente e no frio? Se você consegue, parabéns.


Memória XXIII: Entre Sonserina e Grifinória

Dono: James Potter & Sirius Black

Música: Matanza – Pé Na Porta, Soco na Cara


Quadribol pode ser bem mais divertido do que qualquer outro esporte. E estressante.


"Não podemos perder. Nós não podemos perder de maneira nenhuma. Vamos vencer". Eu estava repetindo a mesma coisa a cada segundo antes daquele jogo. Um sorriso antes de iniciar passou pelo meu rosto. As últimas palavras. Estava chegando a hora de começar o nosso show.

- Vocês já sabem o que fazer. – disse com um sorriso no rosto – Estão ouvindo isso? É a nossa torcida. Estão gritando por nós, querem nos ver jogar. – estendi a mão – Então vamos jogar. –

Unimos as mãos e gritamos gosto.

- GRIFINÓRIA!

O Davis parecia nervoso e o motivo era óbvio: estávamos indo contra a Sonserina. Não importava que o goleiro deles fosse um completo imbecil e praticamente agia como se tivesse sido confundido, o Davis estava indo pela primeira vez contra a casa rival. Ah, jogadores novos... Têm que aprender a se controlar.

Pegamos nossas vassouras e esperamos nos anunciarem. Ansiosos, mas vivos, ouvimos chamarem a Grifinória. Sob aplausos e vaias, entramos em campo. Olhei para Sirius e ele acenou positivamente. Ele sabia do que se tratava. Davis me olhou e eu sorri, confiante. Ele sorriu também. Não havia medo, ou parecia não haver.

E então a sonserina entrou. Carrancudos e irritadiços, eles nos encararam com desprezo e eu apenas sorri diante deles. Não seria um bando de Trolls que iria nos vencer. Não mesmo.

- Cumprimentem-se. – pediu Madame Hooch em cima de sua vassoura, nos encarando.

A contra gosto, ele apertou minha mão, me olhando nos olhos com certa raiva.

- Boa sorte, Potter. – cuspiu meu nome. Eu apenas ri com sarcasmo.

- Diferentemente de vocês, Cooper, nós não precisamos de sorte. – ele grunhiu alguma coisa que eu ignorei. O apito soou e a goles voou. O jogo começou.

Davis se mostrou um bom artilheiro. Antes mesmo de eu conseguir chegar até a goles, ele já havia tomado. Wow... Ele estava melhor do que nos treinos. Só não conseguiu chegar até o aro, merda! Voei contra o sonserino e tomei a goles dele com alguma facilidade. Joguei para a Hill, que logo conseguiu driblar suavemente a Simpson.

- PADFOOT! – berrei e virou-se para mim. – RÁPIDO, COBRE A ZOE! –

Ele concordou e a acompanhou. O primeiro balaço lançado quase a acertou em cheio, mas Sirius conseguiu desviar com rapidez. Essa era a desvantagem de se jogar contra a Sonserina: batedores eficientes, artilheiros rápidos.

- DEZ PONTOS PARA A GRIFINÓRIA!

Voltei a me concentrar no jogo. Um balaço passou perto de mim e vi o Adams me encarando com um sorriso. Disparei na direção da goles, que vinha acompanhada do Harrison. Emparelhei e consegui tomar a goles após ele deixar uma brecha na hora do passe. O balaço que veio me acertaria se o Williams não tivesse sido rápido. Adams maldito! Voei na direção dos aros e mais uma vez o balaço quase me acertou.

- MERDA, SIRIUS!

Tomaram a goles.

- DEZ PONTOS PARA A SONSERINA!

- Davis, pela direita, Hill, pela esquerda! – gritei e eles assentiram - Sirius, cubra o Davis, Williams, cubra a Hill. – concordaram e partiram. Eu estava com a goles.

Queriam me derrubar a qualquer custo. Pelo menos não estavam mirando na Taylor que, pelo visto, ainda estava procurando o pomo. Droga, garota, ela bem que poderia ser mais rápida!

Mandei a goles para a Hill que devolveu assim que consegui esquivar do Regulus. Foi a vez de Davis receber a goles. E foi ponto. Ao mesmo tempo, o balaço acertou sua vassoura, que foi perdendo altitude. Pelo menos ele conseguiu descer com segurança, sem desabar.

Pode-se dizer que os balaços ficaram mais irritados. Sirius rebateu com força contra o Thompson que derrubou o bastão e quase foi nocauteado. A goles estava na minha mão. E acertou o aro em cheio. Ponto.

Olhei para a platéia e vi Lily me encarando. Ela deu um sorriso ameno ao me ver e começou a torcer de novo. Eu sorri. Acelerei contra o artilheiro adversário. Se ele desviasse, eu tomava a goles. Se não desviasse, iríamos bater. Pagaria para ver?

Cooper veio direto, tentando me intimidar, acelerei e, rapidamente, estendi a mão e dei um tapa, de cima para baixo, levantando a goles com suavidade. Ele arregalou os olhos ao me ver passando por baixo dele e tomando a goles mais adiante. Impagável.

Um soco na goles e Hill pegou. Ponto.

- Parece que Ashley Taylor viu o pomo! – eu sorri. Já era hora!

Não deu tempo de fazer muita coisa. Consegui ver Taylor mergulhando em direção ao pomo e, em seguida, tomá-lo entre seus dedos. Sorri e olhei para a platéia. A sensação de vitória impregnou meus sentidos. Tudo ficou meio estranho um segundo depois. Tudo ficou silencioso, meu corpo ficou mais leve. Uma dor estranha na minha nuca...

Acertado por um balaço. Heh... Como eu pude ser tão... Patético?


"E toda paciência um dia chega ao fim. Inevitavelmente isso termina assim."


Eu vi Adams sorrindo depois de acertar James pelas costas.

Raiva... Ódio... Desprezo... Eu senti tudo aquilo que eu jurei evitar durante o sétimo ano impregnando meus sentidos. Como pode a alegria desaparecer de repente, não? É quase como se a própria alegria compreendesse a existência do ódio. Eu ainda não havia descido da vassoura. Eu o vi pousando, vitorioso.

Pousei logo atrás, espumando. Consegui ouvir Lily gritar da platéia. O grito alimentou meu ódio.

- Ei, babaca! – ele se virou quando eu já estava perto. Grande erro. Erro memorável, aliás.

Eu nunca havia acertado alguém com meu bastão. É estranho, mas, dessa vez, foi gratificante. Eu vi o nariz do Adams virando quase completamente para o lado, só por eu bater com a ponta do bastão. Eu sorri quando ele levou a mão para o nariz e gritou de dor.

- Nunca acerte alguém pelas costas. – falei com certa satisfação – Nunca.

Não me importei com a detenção que poderia – e iria – levar, ou com qualquer outro tipo de punição. Eu não podia deixar barato. Ser paciente em uma situação como essa é impossível. Pelo menos para mim. Aliás, minha paciência chegou ao fim. Ia terminar dessa maneira de qualquer jeito, mesmo.

- Black, detenção! – um professor gritou. Ignorei. Meu amigo estava na ala hospitalar. Eu não podia deixar de sacaneá-lo quando acordasse.


N/A: Ai, ai... Feito agora, às pressas, para descontrair depois de ficar o dia todo preparando exercícios de Lógica de Programação... De repente eu penso que fazer algo relacionado à área de humanas seria uma boa. Quem sabe eu faça Psicologia (ou Filosofia) ao invés de Análise de Sistemas? Alguém tem alguma opinião? Não que eu venha a seguir, até porque eu acho que montar sistemas dá mais dinheiro, mas... Ah, merda, o que eu posso fazer? Adoro as duas áreas!

That's All Folks!