Eu nunca fui beijada

Capítulo 25 - Eu Nunca Fui Beijada

Chegando na Estação King's Cross resolvi ir primeiro para meu apartamento, levaria todas minhas coisas e Fluf, e depois iria para a redação conversar com meu chefinho adorável.

De volta ao meu prédio na Londres trouxa não senti-me em casa. Aquela não parecia mais minha vida, a sensação era muito estranha, como andar para trás, ou algo do tipo. Entrando no prédio já me deparei com um casal brigando, essa era minha vizinhança agradável. Como já mencionei antes, se meu pai conhecesse-os não seria mais tão interessado nos trouxas. Desviei do casal e fui para meu apartamento, lá joguei as malas em qualquer canto e coloquei Fluf no chão, fora da jaulinha.

-Pronto, Fluf. Estamos em casa, eu acho.

O gatinho não pareceu estranhar a nada, pelo contrário, parecia feliz de voltar e correu para a cozinha, procurando seu pires que eu não tinha levado na viagem. Como ele lembrava disso? Eu não compreendia.

-Não adianta miar, não temos leite fresco nessa casa.

Joguei-me em meu sofá, estava com uma má sensação quanto ir à redação, não sabia o porquê, mas não queria ir até lá. Achei melhor tomar um banho e descansar um pouco antes de ir, e foi o que fiz. Estava enrolado ao máximo.

O tempo todo a única coisa em que pensava, e da qual relembrava, era a expressão de Malfoy ao me oferecer a mão para que me levantasse no corredor, ainda em Hogwarts, aquela expressão de desaprovação e desprezo. Eu devia saber que seria assim, não devia ter me iludido achando que talvez poderia ter algo com ele assim que as reportagens terminassem, era óbvio que quando ele soubesse que eu era uma Weasley ele me destrataria. Isso era sufocante.

Aparatei na redação do Profeta Diário, e com o fim da tarde o alvoroço era grande. Repórteres corriam para escrever suas matérias e brigavam para decidir o que sairia na primeira página, ou melhor, como um era mais egoísta que o outro, brigavam para que suas matérias saíssem na primeira página.

-Mas, Roman! Não foi fácil arrancar algo de Harry Potter, você sabe que ele não fala mais de Aquele-que-foi-derrotado. - Samira Ahjadan, uma jovem senhora, suplicava com um olhar pidão. -É certamente digno de primeira página! Sou a sub-editora tenho meus direitos! - ela era muito ambiciosa, como eu me lembrava, e fazia de tudo para que suas reportagens tivessem o maior destaque no jornal, ela também sempre pedia informações no arquivo sem nem sequer olhar para o meu rosto, fazia eu me sentir a pessoa mais invisível do mundo.

-Já disse que não! Essas questões dele não importam mais, o que conta é o quadribol! - Roman gritou em resposta. -Em breve teremos outro jogo do Chudley Cannons, no qual o Harry é importantíssimo! - ele continuava exatamente como eu me lembrava, baixo, gordo e careca. Vestia roupas bruxas verde-limão, sua cor preferida, em uma mistura com roxo escuro.

Tinha me esquecido que essa era justamente a pior hora para ir à redação, a hora do fechamento do jornal do dia seguinte, o dead line. Resolvi sair de fininho e voltar depois, no entanto, assim que virei as costas ouvi uma voz áspera esbravejando.

-WEASLEY?! - era Roman, só ele me chamava dessa maneira naquele lugar. Tinha me visto...

-Roman. - virei-me novamente e o encarei, levando as mãos ao rosto, como fazia quando ficava nervosa.

-Samira, feche o jornal. E vocês, - se dirigiu aos outros repórteres -cuidado, sejam rápidos que estamos no dead line! Weasley, siga-me. - com tanta autoridade exibida por ele, todos seguiram suas ordens prontamente, inclusive eu que o segui até sua sala, ao lado da redação, chamada comumente de aquário, já que as paredes eram de vidro.

-Bom, Virgínia Weasley, temos sérios problemas a resolver. - ele disse retirando um lenço meio ensebado do bolso e enxugando o suor que saia constantemente de seus poros da testa avantajada pela falta de cabelo.

-Já sei. Wright entrou em contato, não foi? - respondi já esperando a afirmação como resposta.

-Exatamente, mas não é só isso. Sabe o professor citado em sua matéria? Acho que se chama Snape. - disse coçando o queixo - Ele está processando o jornal, além do diretor, e sabe o que eu vou fazer? Responsabilizá-la!

-O quê?! Como Snape está processando o jornal? - respondi chocada.

-Você publicou tudo sem pedir autorização! É UMA ESTÚPIDA! Eu devia saber que mandá-la não daria certo! - ele estava muito bravo e andava de um lado para o outro, roxo como suas vestes.

-Mas o jornal já não está enfrentando inúmeros processos? Um faz diferença? - tentei consertar, mas tinha sido muita inocência da minha parte achar que Snape nada faria quanto à publicação da matéria.

-Claro que faz!!! Esses dois são os piores, nós infligimos pelo menos umas dez leis mágicas de imprensa. E não sei o que fazer. - ele parecia desesperado.

-A culpa não é nem sua nem minha. Foi o dono do jornal que determinou essa série de reportagens.

-E agora ele determinou que não revelará quem é a Repórter Especial do Profeta Diário, ninguém pode saber que você fez as matérias, Weasley.

Meu mundo caiu novamente. Isso era muito injusto! Agora eu não ficaria quieta, ele iria me ouvir!

-Ah, vai sim! Eu fiz as matérias, passei por grandes problemas pessoais e emocionais para fazê-las! Quero meus créditos, mesmo que seja para ser processada, não fujo de meus erros, mas quero a recompensa por meus acertos.

-Não, mocinha. Diremos que foi tudo inventado e que nunca mandamos uma repórter para uma das escolas integrais. É o que ficou para ser discutido em uma reunião amanhã. Parece que se fizermos isso, tanto a escola quanto o ex-professor não nos levará milhões de galeões. Você acha mesmo que nós vamos deixar de fazer o acordo para a senhorita levar seus créditos?

-Pois bem, vocês vão se arrepender disso! Vou a todas revistas e jornais dizer que sou a Repórter Especial do Profeta Diário, e tenho várias provas disso. O jornal só vai ficar pior. - disse virando-me e saindo da sala, fechei a porta com tanta força que acabei quebrando um dos vidros da sala, aumentando o escarcéu na redação.

-ESQUECI! VOCÊ ESTÁ DEMITIDA, WEASLEY!!!!!

Ouvi Roman gritar antes que aparatasse, contudo não fui para meu apartamento, fui para meu verdadeiro lar: A Toca.

Era ótimo sentir o cheiro da comida da minha mãe. Tudo parecia tão certo em casa. Como já estava começando a anoitecer a senhora Weasley estava na cozinha preparando o jantar. Cheguei sorrateiramente e a abracei bem forte por trás. Molly segurou as minhas mãos em frente a sua cintura e gritou satisfeita:

-Minha filhinha voltou! - virou-se de frente e me abraçou muito forte, exatamente como eu precisava. -Artur! A Gina voltou!!!

-Mãe, senti tanta saudade. - disse já derramando algumas lágrimas que aguardavam ansiosas pelo reencontro.

-Eu também. Esperávamos que você saísse de lá hoje, mas não achávamos que você viesse nos visitar. O que aconteceu? - perguntou amorosa, enxugando cuidadosamente meu rosto.

Por que as mães sempre sabem o que está se passando conosco? Sempre adivinham tudo! E ainda dizem: 'Quando você for mãe vai entender'. O pior é que elas sempre estão certas também, minha mãe estava certa quando disse para eu não aceitar ir para Hogwarts.

-Tudo, de ruim.

-Ai, Gina. Eu disse para você não ir! - respondeu brava e preocupada ao mesmo tempo.

-Eu sei.

-Filha!

-Pai!!! - não sabia que sentia tanta saudade dele até o reencontrar.

Os dois me abraçaram ao mesmo tempo, e entre ambos pude me sentir protegida do mundo injusto no qual eu vivia.

Conversamos por um bom tempo, contei muito do que havia acontecido, só omiti alguns detalhes, principalmente os que envolviam um certo professor louro. Um pouco antes do jantar, chegaram Rony e Hermione, que como fiquei sabendo, tinha acabado de descobrir que estava grávida. Fiquei tão feliz por eles que esqueci um pouco dos meus problemas. Já estávamos à mesa quando chegou Harry.

-Gina! Voltou, que bom!!! Sentimos tanto a sua falta, você nem imagina. - ele disse, e assim que o vi me lembrei de Bob. Era mesmo inacreditável a semelhança física de ambos.

-Sente-se, Harry! - meu pai disse fazendo com que mais uma cadeira surgisse à mesa.

-Claro, senhor Weasley. - Harry sentou já recebendo um prato, começando a comer.

-Então, Gina, não é justo o que eles estão fazendo com você. - Hermione continuava a conversa que tínhamos e ela estava furiosa. -Você tem que publicar algo dizendo tudo o que aconteceu em outro veículo, sua história é fantástica, qualquer revista ou jornal adoraria publicá-la. - eu tinha contado tudo, com detalhes à Hermione antes do jantar.

-Eu sei, mas agora meu nome está sujo. O Profeta com certeza tratou de me criticar a todos os outros.

-Espera. Peguei a conversa no meio, mas sei uma maneira de publicar o que você quiser em um veículo muito lido. - Harry interrompeu.

-Como?

EU NUNCA FUI BEIJADA

Por: Virgínia Weasley

Por mais incrível que pareça, essa é minha realidade.  Eu, a jornalista que vos fala, nunca fui beijada. Minha história é um pouco longa, mas vou poder contar a vocês com detalhes.

Vamos começar com um dos motivos para a publicação deste artigo: eu sou a Repórter Especial do Profeta Diário. Fui eu quem se infiltrou em uma escola, que foi  à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e produziu as reportagens que vocês acompanharam a respeito dos jovens no Profeta Diário. Recebi outro nome: Claire Corr,  convivi com os jovens dos dias de hoje como se fosse um deles, fiz amigos e inimigos. Mas, o mais importante: tive uma segunda chance de viver minha adolescência.

Nessa aventura encarei meu passado por dois motivos: um jovem extremamente parecido com Harry Potter, o rapaz por quem fui apaixonada por oito anos e de quem esperava o beijo; e Draco Malfoy, de quem minha família sempre foi inimiga, alguém que desde meu primeiro ano, como estudante de Hogwarts, aprendi a odiar. Não foi fácil encontrá-lo como professor justamente na escola em que eu teria que trabalhar, e o pior foi que ele implicou comigo desde o inicio, mesmo não sabendo que eu era uma Weasley.

No entanto, descobri que ele não era mais como antes, não era mais o garoto mimado e insensível. Descobri que ele é um artista e pinta  quadros esplêndidos; e que pode ser gentil quando quer. Ele salvou minha vida, em dois sentidos.  Literalmente, quando evitou que eu morresse em uma emboscada, congelada na Floresta Proibida, e emocionalmente, fazendo com que eu amasse alguém realmente pela primeira vez.

 Agora que ele sabe quem realmente sou se decepcionou. A pequena esperança que tinha de ser beijada pelo homem que amava se desfez. Tivemos duas oportunidades de nos beijar ainda na escola, mas não aconteceu por vontade dele, nunca soube os verdadeiros motivos, talvez tenha sido por ética, já que eu era sua aluna, só sei que continuo não beijada.

Um amigo me sugeriu uma pequena e derradeira tentativa: Draco Malfoy, se você está lendo essa matéria e realmente me ama como eu te amo, me perdoe por trair sua confiança publicando a outra reportagem com o material que você me confiou, e prove isso aparecendo hoje mesmo, ao entardecer no Estádio Oficial de Quadribol de Londres, antes da final do Torneio Britânico, disputada por Chudley Cannons e Puddlemere United. Eu estarei lá esperando por você para me dar o primeiro e verdadeiro beijo de toda minha vida, provando que me perdoa na frente de várias pessoas. Quem sabe a sociedade bruxa possa aceitar o amor entre Malfoys e Weasleys. Eu te amo, e se isso não der certo não sei o que será de mim, por favor, venha.

Ansiedade. Essa era a palavra que me definia nesse momento. Minhas mãos e pés formigavam, minhas pernas pareciam pesar toneladas. Minha cabeça girava rápido demais para que eu tivesse consciência de que eu estava ali, no meio de um estádio enorme, lotado, esperando que ele aparecesse.

Tinha conseguido publicar a reportagem a respeito da minha experiência, no Semanário das Bruxas, graças a uma ajudinha de Harry que conhecia a editora, e como ela lhe devia um favor, a matéria saiu. No entanto, a intenção da reportagem era apenas dizer quem era a Repórter Especial do Profeta Diário. Acabou virando outra coisa, ela se tornou quase que estritamente pessoal. Acabei dizendo que amava Draco, e com outro empurrãozinho de Harry, vim parar aqui, no estádio, de uma hora para outra.

Era um fim de tarde meio cinzento, poderia chover a qualquer minuto, já que em Londres não nevava no inverno. Olhei para os bastidores, e lá estavam todos meus amigos me apoiando, menos Rony, ele não tinha gostado nem um pouco de saber que eu queria algo mais com o verdadeiro inimigo de sua infância. Harry hesitou, mas logo aceitou e resolveu me ajudar.

Porém o que mais me surpreendia não era isso, e sim as pessoas que encontrei no estádio logo que cheguei: Shely e Jimmy. Tive receio de me aproximar, contudo Shely me abraçou, disse que brigar por causa de uma mentirinha profissional era besteira e que não deixaríamos de ser amigas. Fiquei muito feliz com isso. Algo de bom restaria da experiência, além de meus sentimentos por Malfoy.

E ele tinha, aproximadamente, cinco minutos para chegar e entrar no estádio para me beijar. Esse tempo para mim parecia eterno. Todos que estavam lá, tanto para ver o jogo quanto para ver se Malfoy viria, ficavam em silêncio. Uma ausência de sons descomunal que parecia me pressionar mais ainda.

O locutor narrava de minuto em minuto o quanto faltava, era o único ruído produzido:

-Cinco minutos...

Ansiedade. Essa era a palavra que me definia nesse momento. Minhas mãos e pés formigavam, minhas pernas pareciam pesar toneladas. Minha cabeça girava rápido demais para que eu tivesse consciência de que eu estava ali, no meio de um estádio enorme, lotado, esperando que ele aparecesse.

-Quatro minutos...

O ar faltava a meus pulmões. Seria possível esperar a respirar ao mesmo tempo?

-Três minutos...

Ele não vem, jamais assumiria gostar de mim. Tinha negado a declaração no dia anterior, realmente não se importava se eu estava esperando ou não.

-Dois minutos...

A força de minhas pernas mantendo-me em pé diminuía a cada segundo. Não conseguia encontrá-lo nos rostos que via do meio do estádio. Nem sequer os cabelos louros... ou a capa cinza, a roupa preta. Nada de Draco Malfoy.

-Um minuto...

O que eu sentia era uma mistura de angústia e humilhação. Não dava mais tempo. Ele não viria. Não me amava. Não se importava de me humilhar na frente de tantas pessoas. Provavelmente já havia enterrado qualquer sentimento que tinha surgido por mim no fundo de seu coração. Eu conseguia até vê-lo, imaginando-o, destruindo o retrato que fizera de mim, quando soube que eu era uma Weasley. Pelo olhar que ele havia me lançado no último dia em Hogwarts eu devia saber que ele não viria.

Queria sumir, desaparecer, nunca ter existido.

Por que tinha deixado as pessoas me iludirem e criarem todo esse conto de fadas? O que eu tinha vivido até ali já estava bom o suficiente para ser guardado como uma lembrança carinhosa, mas agora, com essa decepção, cada boa lembrança se tornaria amarga.

-Virgínia, o tempo acabou. - o locutor narrou e eu ouvi como se fosse algo extremamente distante. -Aplausos para a corajosa repórter.

Comecei a me mover lentamente para sair do campo, as pessoas aplaudiam e gritavam palavras encorajadoras como 'Ele não te merece, querida.', 'Você arranja um melhor, já pensou no Harry?'

Apesar da minha tristeza, consegui rir desses comentários, e com um aceno agradeci. Quando chegava à saída do campo, ouvi:

-Esperem!

Não soube distinguir de onde vinha a voz, e no meio de tanto barulho, nem de quem era, entretanto meu ser se encheu de esperanças. Tinha que ser ele, só podia ser ele! Parei e olhei para os lados procurando os cabelos de Malfoy.

Mas não os encontrei.

Descobri na minha frente, segundos depois quem tinha falado, era Bob.

Todos aplaudiram, muitos pensaram que ele era Malfoy. Olhei para Harry que estava espantadíssimo, provavelmente pensando que a única pessoa que se assemelhava tanto a ele era seu pai, Tiago Potter.

-Claire, quer dizer, Gina. Eu não sirvo? O professor Malfoy não vem. - ele exibia um olhar esperançoso. -Eu estou apaixonado por você. Sei que brigamos algumas vezes, mas é normal quando nos gostamos, não é?

-É. - respondi me recordando das brigas com Malfoy. -Mas acontece que você, Bob, se apaixonou por uma pessoa que não existe, você gosta da Claire e não da Gina. E ela gosta de Malfoy, não de você. Sinto muito.

-Tudo bem, já estou calejado em levar foras seus! - ele sorriu sinceramente, como da primeira vez que nos vimos. Esse era o Bob que eu conhecia. -Faço questão de te acompanhar até a saída do campo.

-Vamos. - estava acabada, mas toda essa humilhação tinha valido a pena, pelo menos agora eu tinha meus amigos de volta.

-Sinto muito, Gina. - Harry me recebeu e me abraçou calorosamente. -Se você quiser posso ir lá te beijar. - ele devia se sentir meio arrependido já que eu não tinha beijado porque o esperava.

-Não, Harry. Agora não é mais o seu beijo que eu espero. - respondi sorrindo enquanto uma lágrima teimava em cair do meu olho. -E não foi culpa sua eu não ter beijado, viu? Foi uma escolha totalmente minha.

-Se você diz. Mas onde você arranjou esse clone meu? - Harry respondeu soltando-me do abraço e virando-se para cumprimentar Bob.

-Clone?? - eu só não entendia o que ele queria dizer com isso. "O velho abismo cultural, afinal Harry cresceu entre os trouxas." - pensei.

-Deixa para lá! - Harry disse com um aceno.

-Deixe-me apresentá-los: Harry, esse é Robert Brown, segundo a reportagem, um jovem muito parecido com Harry Potter. Bob, esse é Harry Potter. - eu disse até meio bem humorada.

-Prazer. - ambos responderam juntos.

Rony estava muito espantado e olhava para Bob e Harry, seguidamente. Hermione, por sua vez sustentava um ar intrigado, com certeza ela descobriria a razão dos dois serem tão semelhantes.

-Não querendo interromper, mas não vou ficar para o seu jogo, Harry. Vou embora. - estava doida para deixar tudo aquilo para trás.

-Fica, Gina. Você precisa se distrair. - Hermione tentava, mas não me convenceria.

-Não, Mione. Não posso mais ficar aqui. Preciso ficar sozinha, vocês entendem? Não é tão fácil ser abandonada na frente de tanta gente.

-Está certo, nós entendemos. - Harry respondeu, parecendo transmitir os pensamentos de todos.

Continua...

N.A.: E ai gente??? Tá acabando... Coitada da Gina... judiei um pouquinho mais dela! Ah, dessa vez não vai ter trechinho do próx cap, afinal é o último e qualquer coisa que eu colocar aqui pode entregar oq vai acontecer... e eu qro que seja surpresa e que vcs fiquem na expectativa p semana q vem!!!!

Bom, preciso agradecer aos e-mails q vcs vêm me mandado... são mtos e eu agora tô de férias, oq significa mais tempo em frente ao pc, mas menos na net, pq em casa só podemos entrar de fim de semana, ou madrugada.. na faculdade eu entrava todo dia e sempre respondia aos mails, mas agora vai acumular, então, mandem e-mails, mas a resposta agora não vai chegar tão rápido, tá?! Ameeei os ultimos e-mails que recebi, vcs são uns amores, viu?!!! Ah, tenho que dizer os nomes, né??! Valeu pelos mails: Marcela, Claudinha e a amiga Raphaela, Giovanna, Carla Malfoy, Cris Skywalker, Lia, Ana, Suzy, Victória, M^_^l@ q é uma fofa, Flá Onaga, Ianê, Miana, Lê-chan e a Soi. E também todo mundo que falou comigo no MSN...

Quanto aos reviews... nem se fala, né?! Eu nem acredito que a fic já acumulou mais de 400 reviews!!! O que tá acontecendo? Isso é um recorde, não é? Nooossa, só as fics em inglês têm tantos reviews! Mas eu não to reclamando, pelo contrário, tô muito feliz com isso! =) E quanto mais melhor!! Não vou colocar os nomes aqui dessa vez, mas depois que a fic acabar vou colocar o nome de toooodo mundo na NA, tá?! Valeu mesmo!!!

Bijinhos, Biba.

Como nunca é d+: REVIEWS JÁ!!!!