Notas da Autora:

Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs.Fic 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos.


25 - Eu acho que era impossível amá-lo mais. Mas eu amava.

– Bem, eu posso lhe dizer o que quer saber. – meu rosto esquentou e ela riu.

– Bem, então diga. – rimos e conversamos tentando esquecer a guerra que estava lá fora, e se concentrar em rezar para que meu bárbaro voltasse inteiro para nós.

[...]

Abri meus olhos de repente, eu havia adormecido em algum momento enquanto falava com Alice. Vi meu jantar ao lado da cama ainda intocado e suspirei. Eu não tinha fome, nem vontade de nada.

Me levantei colocando um vestido e um chalé nos ombros e abri a porta do quarto, Emmett estava ali fielmente me guardando.

– Minha senhora?

– Estou sem sono. Posso ir a capela?

– Claro. – ele me guiou para baixo e passamos por um soldado e ele o mandou vigiar a porta do meu quarto onde Alice dormia.

Fomos em silêncio a capela, cada um perdido em pensamentos. Olhei para os portões sabendo que meu bárbaro estava a poucos metros de mim, mas era como se tivéssemos a terras de distancia.

Entrei na capela e me sentei em um dos bancos e me pus a rezar. Pedi a Deus que não me tirasse meu bárbaro. Não me tirasse à razão da minha existência. Pois eu até aguentaria voltar para minha antiga vida, eu só não aguentaria saber que meu bárbaro se fora para sempre. Senti a mão de Emmett em meu ombro e o olhei tristemente.

– Edward voltara intacto. – ele sussurrou e funguei secando as lagrimas que caiam em meus lábios.

– Você promete? – ele sorriu.

– EU já lutei com ele senhora, em varias guerras, é impossível derrubá-lo. – engoli assentindo, mas meu medo era maior que a razão.

– Mas e se o impossível acontecer? – ele sorriu.

– Então ele se lembrara que a família dele o espera e ira se levantar e voltar pra casa.

– Obrigada Emmett. – ele assentiu e já ia se levantar, mas peguei sua mão.

– Minha senhora?

– Pode conversar comigo? Sei que não gosta muito de falar, mas eu não quero ficar só.

– Claro. – ele se sentou e ficou me olhando.

– Então, está chateado?

– Por quê?

– Por ter que ficar de babá, e não poder ir lutar. – ele sorriu.

– Não, eu estou velho pra guerra. Edward se pudesse preferia estar aqui também.

– Mas são guerreiros.

– As vezes a guerra cansa, e só queremos uma boa mulher e uma família. – toquei minha barriga, e me voltei para Emmett.

– Você já tem uma boa mulher? – ele riu e negou.

– Não minha senhora.

– E nenhuma das moças do lugar o interessam?

– Não.

– Oh. Deve ser triste não ter ninguém. – ele sorriu.

– Bem, eu ainda tenho tempo, ainda posso encontrar uma boa moça para casar.

– Eu espero que encontre Emmett. – sorrimos um para o outro e ficamos em um silêncio confortável. Minha mente o tempo todo no meu bárbaro, e engoli a vontade de chorar.

Olhei para Emmett que nunca havia conhecido o amor, e um pequeno sorriso triste surgiu em meu rosto, mesmo se eu perdesse meu bárbaro eu devia me sentir afortunada. Era melhor ter o conhecido e o amado, do que nunca tê-lo amado, nunca ter sido amada por ele. Nunca ter tido as coisas maravilhosas que ele me deu, era pior do que perdê-lo. Mesmo se ele se fosse, eu guardaria para sempre na memória cada momento que desfrutamos juntos. Desde as brigas até os momentos de intensa paixão que dividimos.

–ISABELLAAA! – ouvimos um grito estrondoso que fez as janelas tremerem, me levantei de um pulo reconhecendo meu bárbaro e corri para fora da capela, no meio do caminho meu bárbaro vinha em minha direção, suas roupas sujas de sangue e barro, seus cabelos uma bagunça, mas era ele. Ele estava aqui vivo, pulei em seus braços quase o derrubando, mas ele me pegou me apertando contra seu peito.

– Edward. – ele e beijou minha boca, sua língua pecaminosa devorando cada canto da minha boca me fazendo arfar, afastei os lábios dos dele e toquei todo seu rosto.- Está vivo! – ele sorriu e esfregou o nariz contra o meu.

– Pensou que estava morto esposa? – assenti enterrando o rosto em seu pescoço.

– Tive tanto medo bárbaro. – ele riu e beijou minha testa.

– Eu não poderia morrer Isabella, não se você espera por mim. – sorri entre lagrimas e ele me colocou no chão, passei as mãos por seus braços e peito e ele sorria.

– Não está machucado?

– Não esposa. – toquei sua testa e havia um corte, ele afastou minha mão e beijou meus dedos.

– Está imundo marido. – ele riu.

– Então você deve me dar um banho esposa. – assenti e sai correndo para pedir um banho a ele, mas ele me agarrou e me beijou novamente.

– Edward?

– Ele fugiu. – ele sussurrou e o apertei mais forte.

– E o que fará agora?

– Eu não sei amor. Mas continuaremos em Masen, até nossa garotinha nascer. Se ele atacar Masen e eu não estiver aqui, temo por Alice.

Alice?

– E Jasper? – perguntei preocupada e ele riu.

– Nesse momento deve estar chegando no seu quarto com minha irmã sobre os ombros e exigindo seus direitos de marido. – ri e me apertei contra ele.

– Estou tão feliz que está bem. – chorei em seu peito e ganhei beijos e um abraço mais apertado.

– Shiii, calma amor. Eu estou aqui, e nunca mais vou sair de perto de você.

– Bom mesmo. – ele riu e me pegou no colo.

– Vamos esposa, seu marido precisa de um banho.

Ele me levou no colo até o castelo, no vi caminho vários soldados que estavam no pátio, muitos machucados sendo tratados, outros comendo e bebendo, descansando da intensa batalha.

Todos deram vivas quando meu bárbaro passou e ele sorriu, enterrei meu rosto em seu peito, entramos, enquanto passávamos vi o Sr. Black, ele cuidava de um soldado e quando me viu parecia irritado.

Esse homem era muito estranho.

– Não gosto desse homem. – murmurei e Edward parou e pegou meu queixo.

– O que disse?

– Nada. – ele suspirou e ficou em silêncio e subiu para o quarto, assim que chegamos já tinha uma tina com água quente. Ele me colocou na cama e começou a se despir.

– Agora me conte o que houve? – pisquei confusa.

– O que?

– De que homem você não gosta, Isabella?

– Oh... o Sr. Black. – sussurrei e o vi ficar tenso.

– Ele a ofendeu?

– Não, ele só... bem ele me olha de modo estranho.

– Como?

– Deve ser coisa da minha cabeça bárbaro. Não é nada importante. – ele se aproximou e se ajoelhou colocando as mãos em minhas pernas.

– Se a incomoda é importante. Ficarei de olho em Black. – segurei seu rosto e beijei seus lábios ele gemeu contra minha boca e se deitou sobre mim. Passei minhas mãos por seu cabelo bagunçado, e desci para suas costas fortes. Separamos nossos lábios e ficamos nos encarando.

– Me ame Edward.

– Eu estou todo sujo.

– Eu não me importo. – ele rosnou e rasgou minhas roupas assim como as dele.

Não foi delicado o lento como era sempre, ele foi selvagem e foi rápido, entrando em mim e se movendo com fome. Ele devia me querer tanto quando eu o queria.

Envolvi minhas pernas em seu quadril e ele a agarrou entrando mais fundo em mim, eu gritei gemendo seu nome, sentindo cada fibra do meu corpo pulsar por meu bárbaro.

Sua boca veio para meus seios e os chupou com fome, fome de mim, do meu corpo, ele lambeu meu peito e gritei sentindo seu membro pulsando com força dentro de mim. Sua mão veio entre nossos corpos e beliscou meu ponto do prazer.

Meu corpo inteiro se arqueou contra o dele e gritei de prazer sentindo ele se derramar em mim, enquanto eu desfalecia em seus braços.

Ficamos nos encarando ofegantes por alguns momentos ele afastou meu cabelo suado da minha testa e beijou minha pele.

– Agora você precisa de um banho também. – ri e me apertei a ele.

– Eu te amo tanto.

– Eu também Isabella.

– Acha que ele vai voltar? – ele não precisou perguntar de quem falávamos, ambos sabíamos que Aro Volturi ainda pairava sobre nós. E novamente mesmo me sentindo a pior pessoa do mundo eu desejava sua morte.

– Eu temo que sim amor. – suspirei tristemente.

– Outra guerra?

– Não chegou a ser uma guerra amor, mas foi intenso. Mas nada que seu bárbaro não desse conta. – ri e o empurrei de cima de mim.

– Vamos esquecer os problemas e o senhor meu marido já para a tina. – ele rolou os olhos, mas um sorriso malicioso surgiu em seus lábios e antes que eu esperasse eu estava em seu colo sendo levada para a tina.

[...]

Me levantei na manhã seguinte e meu bárbaro dormia profundamente, estava um pouco enjoada, com certeza por causa do bebê. Depois de vomitar, eu senti fome. Rolei os olhos pro meu bebê e dei um tapinha carinhoso em meu estomago.

– Se decida bebê. – ri de mim mesma e me vesti saindo do quarto devagar.

Desci para o salão e fui direto para a cozinha, vi Alice lá dando ordens as cozinheiras e sorri e fui abraçá-la. Ela sorriu me abraçando de volta.

– Eu lhe disse que eles voltariam. – ela sussurrou e assenti alegremente.

– Sim, e inteiros. Como foi com Jasper? – a cara de Alice inteira se avermelhou e um sorriso bobo brincou em seus lábios.

– Foi... hmmm muito bom. – ri e a abracei de novo.

– Eu disse que seria. – ela ficou mais vermelha e pigarreou mudando de assunto.

– Então, por que acordada tão cedo? E cadê Edward?

– Seu irmão está desmaiado, e eu estou faminta. – ela riu e pediu que me servissem o café.- Não, mande preparar uma bandeja, eu comerei no quarto com Edward.

– Oh claro. Eu vim pegar o café da manhã para Jasper, ele está desmaiado também. – ela deu as ordens, e me sentei à mesa que tinha na cozinha, Alice me acompanhou e me contou mais da sua noite.

– Jasper e Edward apareceram em seu quarto, Edward ficou doido quando não te viu e o soldado que estava lá, avisou que saiu com Emmett.

– Estava na capela rezando. – contei e ela sorriu apertando gentilmente minha mão.

– Bem, Jasper estava um pouco afoito, pois me jogou nos ombros, e disse que tínhamos que consumar o casamento imediatamente. – ela corou e ri.

– Oh Alice, estou tão feliz por você.

– Obrigada Isabella. Estou feliz também, Jasper é tudo que sempre quis.

– Isso é ótimo. – fomos interrompidas pela criada segurando uma grande bandeja com o café da manha, pão, queijo, algumas frutas e cerveja. Tentei pegar de sua mão, mas ela não deixou.

– Eu levo minha senhora. – a mocinha ofereceu e quis negar, mas Alice me lembrou que estava grávida e acabei concordando.

Me despedi de Alice e subi com a mocinha pedi que colocasse a bandeja na cômoda perto da porta que eu me virava depois. Ela assentiu e com uma pequena reverencia se foi.

Depois de fechar a porta, sorrindo voltei para a cama e dei beijos no rosto do meu bárbaro, ele grunhiu em seu sono e abriu um olho e sorriu.

– Bom dia esposa.

– Bom dia bárbaro. – ele deu uma rápida olhada em meu corpo e franziu as sobrancelhas.

– Não está nua. – ri e beijei seu queixo.

– Eu estou com fome. – expliquei e ele se sentou se espreguiçando.

– Tudo bem, vou me levantar e iremos tomar café.

– Não eu trouxe. – apontei a bandeja e ele grunhiu.

– Você subiu com esse peso todo... – beijei sua boca pra que ele se calasse, e ele rosnou contra meus lábios e me jogou nos lençóis me beijando de volta. Quando afastou a boca da minha eu estava ofegante.- Não pode fazer esforço amor.

– Eu não fiz. – ele arqueou uma sobrancelha e ri. – De verdade, uma das moças trouxe pra mim.

– Bem então tudo bem. – ele começou a dar beijos em meu pescoço e sobre o decote do vestido, suspirei agarrando seus ombros e seu membro pulsou contra meu quadril.

– Edward... – arfei e ele afastou a boca do meu corpo e sorriu.

– Hmmm, quero você esposa. – sorri e passei os dedos por seus cabelos.

– Estou bem aqui.

– Ótimo, pois é aonde vai ficar sempre. – sussurrou e me beijou longamente, o café totalmente esquecido assim como a minha fome e todo o resto.

Eu acho que era impossível amá-lo mais. Mas eu amava.