Pois é, Química Imoral ainda tá viva apesar de um tempinho sem postar *corre das pedras*

Já expliquei, mas vou explicar de novo: rola um bolqueio com meus neurônios queridos e eles fazem greve de idéias às vezes, por isso eu demoro, ok?

Não é porque eu não quero escrever um capítulo e postar para vocês.

Boa leitura e show me the love!


Bella voltou ao trabalho na cozinha dois dias após o incidente com Alice e da tortura. Seu corpo ainda estava dolorido e marcado pelas perversidades que sofrera na mão da colombiana irada, mas a americana tinha encontrado um analgésico eficiente e sentia alívio imediato quando estava com Edward. Nem as ameaças e o terror que Alice implantou em sua mente conseguiram afastá-la do moreno todas essas noites e juntos eles estavam disposto a se arriscar em nome do que tinham seja lá qual fosse a definição para aquela relação. Eles gostavam um do outro e das horas que ficavam sozinhos, passavam o dia desejando que a noite chegasse logo para poderem se encontrar e quando estavam juntos nada mais importava.

Definitivamente algo a mais estava acontecendo e Edward foi o primeiro a se sentir incomodado com isso, pois não estava acostumado a se sentir um adolescente apaixonado desde que era... um adolescente! Alice havia sido seu último relacionamento antes de a prima começar a namorar seu irmão mais novo e desde os seus vinte anos mais ou menos ele pulava de mulher em mulher na mesma velocidade que uma bala atingia o peito de uma vítima e nada nas diversas amantes conseguia atraí-lo e deixá-lo querendo ela, apenas ela. Então Bella chegou e sua vida mudou, seu coração se envolveu nessa disputa e agora o moreno por completo estava afundando nos sentimentos que diziam respeito a ela, apenas ela. Era duro de admitir, mas Edward Cullen estava apaixonado. Ele não dizia isso em voz alta, não assumia em sua própria mente e tentava ainda manter a postura indiferente quando estava ao lado de Bella, mas quando a morena sorria e utilizava seu peito como travesseiro não dava para disfarçar seu coração batendo forte. Ele a queria, ele iria protegê-la, iria fazer a coisa certa para Bella ser feliz sempre que estivesse com ele e brigaria com quem fosse preciso para cumprir sua promessa; nada de ruim iria ser feito à sua chica.

Essa paixão recém-descoberta o deixou preocupado quando Bella lhe disse que precisava voltar à cozinha e que precisaria encarara Alice no café daquela manhã que acordaram no celeiro. Se dependesse dele os dois passariam a dormir todas as noites em seu quarto, mas Bella sabia que a guerra só pioraria se fosse vista deixando o quarto de Edward pela manhã, então o moreno aceitou entre resmungos e palavrões baixos.

- Preciso ir. - Bella anunciou sentando sobre o monte de feno coberto com uma manta e prendendo o cabelo selvagem em um nó frouxo. - Já são quase seis horas.

- Ninguém irá acordar antes das sete e meia, eu te garanto. - Edward murmurou a puxando de volta para deitar sobre seu corpo, mas Bella se manteve na posição. - Só mais meia hora de sono.

- Eu realmente preciso ir. Prometi a Mita que voltaria a trabalhar hoje e ela precisa de mim para organizar tudo antes do café-da-manhã.

- Só vou se você prometer que fará suco de morango especial para mim. - ele sussurrou sentando e beijando o pescoço moreno e com o perfume particular.

- E como seria esse suco especial?

- Os morangos seriam amassados entre seus peitos perfeitos e eu lamberia o suco diretamente de sua pele, deixando escorrer um pouco até sua b...

- Ok, você já conseguiu o que queria. Me deixou excitada e o sol mal nasceu.

Bella conseguiu ficar de pé e jogou a camisa jogada no chão para o moreno, o atingindo no rosto e rindo com a expressão que ele revelou. Queria muito ficar mais meia hora ou mais algumas horas com ele escondidos no celeiro vazio e esquecer as obrigações que ambos tinham com o mundo, mas esse era outro risco que estariam correndo e já bastava de perigo naquela relação. Esse pensamento fez a morena se despedir rapidamente do colombiano com um beijo doce e fazer o caminho em direção à cozinha para voltar de vez a sua obrigação na fazenda após um banho rápido.

Hermita entregou a xícara de café bem forte que fazia todas as manhãs para a morena assim que ela chegou à cozinha e sorriu docemente enquanto a observava sorver do líquido quente. Seu carinho e preocupação por Bella só aumentava a cada dia que as duas viviam juntas e depois de todo o episódio de sofrimento que ela passou a cozinheira seria capaz de fazer qualquer coisa para protegê-la de todo o mau que ainda poderia acontecer a ela.

- Estou oficialmente de volta. - Bella disse colocando a xícara na pia. - O que posso fazer para te ajudar?

- Lupita está arrumando a mesa e Consuelo foi tirar os ovos frescos do galinheiro para fritar... Acho que você pode fazer um suco.

- De quê?

- De morango antes que eles amadureçam demais e fiquem podres. - a cozinheira sugeriu e Bella soltou uma gargalhada. - Qual a graça?

- Nada. Só lembrei uma coisa...

Bella corou ao lembrar o que Edward lhe disse sobre suco de morango e abriu a geladeira para pegar as pequenas frutas doces e vermelhas guardadas na vasilha plástica. Preparou o suco bastante doce imaginando qual seria a reação do moreno quando a visse chegando à sala de jantar com uma jarra de suco de morango e como as outras pessoas não fariam idéia alguma porque ele estava sorrindo e ela estava ruborizada. Coisas que só os dois sabiam e não era da conta de mais ninguém.

Bella preparou as torradas de pão integral que Carlisle sempre comia e escutou o barulho da sala indicando que os moradores da fazenda já estavam prontos para que o café-da-manhã começasse a ser servido. Lupita surgiu na cozinha e seu olhar se prendeu ao de Bella por longos segundos enquanto ela analisava a situação da americana após ser corretamente repreendida pela señora Alice, mas logo a morena ignorou a cozinheira que tanto odiava e foi até Hermita para ajudá-la com os pães saídos do forno. Sabia que Lupita estava interessada depois de dois dias que a morena ficou reclusa no quarto, mas não iria dar aquele gostinho de mostrar como ficou machucada. Manteria pelo menos a postura superior mesmo que estivesse temendo uma pessoa em especial na sala de jantar.

- Você não precisa servir os señores se não se sentir confortável. - Hermita disse a Bella, mas a morena balançou a cabeça e sorriu.

- Está tudo bem, Mita. - ela garantiu pousando a mão no ombro da cozinheira e afagando. - Ela não vai me morder. Não na frente de Jasper e dos outros que não sabem do que aconteceu. Alice não é burra.

- Mas ela é perigosa.

- Eu sei com quem estou lidando e não vou ficar fugindo dela. Essa fazenda não é grande o suficiente para a gente nunca se cruzar depois do ocorrido.

- Eu me preocupo com você, chica.

- Obrigada. E graças a Deus você não é a única. - Bella beijou a bochecha da cozinheira e piscou para ela com um sorriso.

- Vocês duas vão ficar de papinho ou vão servir o café logo? - Lupita perguntou com as mãos no quadril e lançando um olhar de reprovação para as duas conversando no canto da cozinha. - Os señores não podem esperar tanto...

- Então por que você não vai servir enquanto nós terminamos aqui na cozinha? - Hermita retrucou e Bella não conseguiu - e nem quis - a risada de triunfo que deu.

- In the butt... - a morena murmurou ainda rindo da retrucada espetacular que Hermita deu.

- Disse alguma coisa? - Lupita a perguntou e Bella sacudiu a cabeça enquanto mordia o lábio inferior tentando não rir mais. - Pensei...

- O café já está pronto, Mita? - Bella perguntou quando Consuelo deixou a cozinha com a cesta de pães.

- Sim, pode levar.

- Com licença. - a americana disse segurando o bule de porcelana e passando por Lupita.

Ela chegou à sala bem no momento que Jasper e Alice sentavam-se à mesa. A colombiana lançou um olhar duro para Bella, mas manteve-se indiferente como sempre fazia e disfarçava o ódio dentro de sua mente perigosa. Jasper sorriu quando viu Bella e sentou ao lado da esposa como em qualquer dia começando na mansão sem fazer idéia de que a ausência da americana por dois dias tinha se dado por uma conduta suspeita da mulher que ele se casou.

- Vocês prepararam algum suco? - Esme perguntou quando Bella deixou o bule no centro da mesa.

- Sim, señora.

- De que, posso saber?

- Morango. - Bella respondeu apertando os lábios e corando com a resposta.

Edward, que tomava o primeiro gole do café preto e sem açúcar, engasgou ao escutar Bella dizer que realmente tinha suco de morando no café-da-manhã e sua mãe lhe lançou um olhar severo como se ele ainda tivesse cinco anos e estivesse se comportando mal à mesa.

- Foi mal. - ele murmurou limpando a garganta.

- Traga o suco e um pouco de mel se tiver. - Esme ordenou fazendo um gesto para que Bella adiantasse.

O papo à mesa era sempre os mesmo: como os negócios estavam, as novidades no ramo, alguma notícia do país ou da política local e como a gravidez de Rosie estava progredindo. Carlisle lia o jornal e emitia opiniões vez ou outra, Jasper era sempre o que mais opinava sobre assuntos polêmicos, Alice murmurava algo concordando com o marido ou o tio, Esme mexia lentamente o café com o dedo mínimo da mão que segurava a colher esticado para cima e Edward resmungava que discutir sobre isso ou aquilo era perda de tempo. As cozinheiras se revezavam para servir as iguarias presentes no desjejum dos patrões e para atender solicitações como "mais açúcar" ou "outra torrada, por favor." e sem dúvida a presença de Bella era a que mais interessava a todos.

Carlisle via na americana quantos dólares perdeu por causa de Charlie. Jasper sentia pena por Bella estar pagando pela burrice dos outros. Esme considerava as roupas que a morena usava ousadas demais para um ambiente familiar. Alice praticamente a fuzilava com os olhos e pensava nas atrocidades que poderia fazer para Bella aprender de uma vez por todas que ninguém mexia com seus homens. E Edward repassava na mente cada minuto que passou ao seu lado na noite anterior, evitando sabiamente os detalhes mais picantes para não criar uma situação desconfortável e constrangedora logo nas primeiras horas. A morena era o centro das atenções quando entrava na sala de jantar e naquela manhã não foi diferente.

Ela retornou com a jarra de suco na mão e contornou a mesa para parar ao lado de Esme. Jasper, sentindo a mesma pena de sempre quando a encontrava, observou como Bella colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha esquerda ao se inclinar sobre a mesa para encher o copo de sua mãe e um detalhe chamou sua atenção quando o cabelo da morena descobriu seu pescoço; a cicatriz vermelha perfeitamente redonda marcada na pele de Bella. Jasper já tinha visto aquela cicatriz antes e sabia muito bem a origem dela.

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FLASHBACK

Quando o capanga avisou onde Alice estava, Jasper saiu correndo pelo quintal da fazenda o mais rápido possível para evitar que ela fizesse alguma das maldades que tinha planejado. Ainda não conseguia acreditar que tinha dado um deslize daqueles e deixado Alice saber sobre o que tinha acontecido enquanto ela estava fora à trabalho, mas infelizmente ele tinha casado com uma mulher esperta e sanguinária.

Abriu a porta do galpão com um empurrão ao escutar o grito de dor vindo do interior e encontrou a esposa apertando o cano da arma na bochecha da mulher morena de longos cabelos cacheados que ele conhecia bem.

- Alice, solte Maria agora! - ele gritou se aproximando e Alice olhou por cima do ombro.

- Saia daqui, Jasper. - ela retrucou entre os dentes. - Saia antes que você também sofra as conseqüências pelo ocorrido.

- Nós já conversamos sobre isso. Aconteceu, eu te pedi desculpas, mas Maria não tem nada a ver com isso.

- Não tem? - Alice gritou encarando a mulher que tremia nitidamente de medo, mas não podia fazer nada com suas mãos atadas em suas costas. - Essa vagabunda transa com meu marido e não tem nada a ver com a história toda?

Alice esbofeteou o rosto de Maria com força duas vezes e enfiou o cano da pistola dentro da calça ao ficar em pé. Rodeou a mulher jogada no chão e Jasper se manteve atento a cada passo que ela dava para estar preparado caso ela fizesse algo com Maria.

- Eu vou te contar uma pequena historinha, Maria. - Alice disse ainda andando ao seu redor. - Há muitos anos existiu uma mulher aqui em Medellín que era apaixonada pelo marido. Madalena Gonzáles era a esposa exemplar e Pedro não podia reclamar de nada. Tinha comida bem feita, sexo na hora que ele quisesse e uma casa em perfeitas condições. Um homem com uma mulher tão dedicada não poderia desejar outras mulheres, não é mesmo? - ela olhou para Jasper nesse momento e ele respirou fundo. - Mas os homens sempre pensam com o pau ao invés do cérebro.

"Um belo dia Madalena descobriu que estava sendo traída por Pedro e seu mundo caiu. Ela ficou desolada, muito irada por ter se dedicado tanto e não merecer o mínimo de respeito do homem que ela amava. Pensou em se matar de ódio e vergonha, de matar Pedro pela dor que ele a tinha feito passar, mas primeiro precisava acertar as contas com a vagabunda que se meteu com o marido de outra.

A mulher vivia em um bairro pobre daqui e Madalena foi até sua casa com uma pistola que comprou na mão de um traficante qualquer. Primeiro deu um surra memorável na mulher e os gritos que ela dava de dor com os palavrões de Madalena chamaram a atenção dos vizinhos. Madalena puxou a mulher pelo cabelo até a porta da casa e gritou para que todo mundo ouvisse:

- Essa vagabunda dormiu com meu marido e acabou com minha vida. Eu não vou deixar isso passar despercebido.

Madalena eu um tiro pra cima assustando todos, mas eles se surpreenderam quando a mulher cravou o cano na pistola da testa da amante de seu marido e deixou o mais perfeito círculo marcado.

- Isso é para todo mundo reconhecer a vagabunda que se meteu com a mulher errada.

Ela disse e jogou a mulher na calçada, desaparecendo. E todo mundo reconhecia a mulher que foi marcada por Madalena Gonzáles por ter dormido com seu marido."

Alice se agachou em frente à Maria e tirou a arma da calça, dando um tiro pra cima e cravando o cano da pistola no meio da testa da mulher, que gritou e se contorceu de dor.

- Para você nunca mais esquecer que se meteu com uma seguidora de Madalena Gonzáles. - ela sussurro se afastando dela e guardando a pistola. - E que ninguém se mete com o homem de Alice Bardem Cullen.

FIM DO FLASHBACK

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Era impossível não reconhecer aquela marca e saber por que ela estava na pele da americana, mas Jasper não queria acreditar que estivesse lidando com esse problema... novamente. Quem era idiota para acreditar que nesses anos de traição de Alice ele nunca desconfiou ou descobriu algo? Jasper desconfiava e tinha motivos suficientes para acreditar que seu irmão mais velho ainda se encontrava com sua esposa mesmo após anos do fim do namoro que eles tiveram na adolescência, mas também tinha percebido que depois da chegada de Bella as coisas tinham mudado. As viagens à trabalho juntos tinha diminuído, ele não acordava no meio da noite e encontrava o lugar de Alice vazio na cama e sua esposa andava um tanto irada com algo.

Edward estava com Bella, até um cego enxergava isso apesar da discrição deles, e Alice não estava nada feliz com esse fato. O que teria feito à Bella para mostrar quem mandava nos homens daquela fazenda? Jasper não se importava com o fato de Alice dormir com seu irmão no passado e agora no presente, ele tinha sua lista vasta de traições com mulheres de vários lugares e que ela jamais desconfiaria. Melhor dar a idéia de ser um marido idiota que aceitava tudo que a esposa fazia e ter sua própria vida extraconjugal em paz do que perdê-la de vez por causa de atos extremos decorrentes do ciúme e possessão. Alice poderia transar loucamente com Edward e lhe dizer algumas juras carnais, mas no final das contas era para Jasper que ela voltava. Era com ele que a colombiana planejava formar uma família e seguir tocando o negócio do pai e do tio, ela fazia questão de manter esse ideal vivo.

Jasper analisou o jeito que Edward olhava discretamente para Bella servindo o suco no copo de Alice. Ele não via aquele tipo de intensidade diferente nos olhos do irmão há muitos anos, chegou até mesmo a acreditar que Edward não fosse capaz de encontrar uma mulher que despertasse sentimentos adormecidos naquele homem, mas talvez a função de Bella na Colômbia fosse trazer a alegria de volta porque Edward estava feliz ao seu lado e isso deixava Jasper satisfeito. Não nutria nenhum tipo de rancor ou ódio em relação ao irmão com Alice, achava desnecessário pensar nele como o culpado pela desgraça de seu casamento já que quase depois de uma década de matrimônio eles não sofreram nenhum tipo de crise e não seria agora que as coisas iriam piorar. Cada um seguia com suas mentiras naquela relação a quatro até o momento que ninguém se machucasse tão seriamente em todos os sentidos.

- Señor.

Jasper piscou brevemente e voltou a prestar a atenção na realidade ao seu redor, encontrando os olhos de todos à mesa sobre ele e Bella parada ao seu lado com a jarra de suco.

- O señor vai querer suco? - a americana perguntou provavelmente pela segunda vez.

- Não... - Jasper murmurou e sorriu para ela. - Não, obrigado.

Escutou Alice resmungar algo ao seu lado - certamente sobre a americana - e percebeu rapidamente que Edward acompanhava enquanto Bella deixava a sala de jantar. Ninguém precisava confirmar como o clima entre Alice e Edward pesou após a saída do pivô de muitas confusões naquela fazenda, pois o modo que seu maxilar estava travado enquanto ele mexia os ovos em seu prato indicava que o moreno não estava nada satisfeito com o olhar analítico e rígido que Alice manteve sobre ele por alguns segundos. Mas Jasper nada disse ou fez, aparentemente não era seu problema. Bem, até então nenhum sangue relacionado tinha sido derramado e o colombiano não iria se preocupar por tão pouco.


Olha, não é 100% garantido, mas vou tentar postar um capítulo antes do dia 08/08 porque eu vou viajar e só volto a postar no dia 20/08. Vou tentar espremer aqui pra semana que vem ter mais.