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... Perverse Beat ...

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Avisos: Isso é uma adaptação de livro, sem créditos ou fins lucrativos.

O nome do livro e de quem o escreveu será revelado ao final da postagem do livro.

Nomes foram editados

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CAPÍTULO 24

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Inuyasha estava dirigindo no piloto automático por quase uma hora. Ele nem mesmo sabia para onde estava indo até que virou para a garagem de Shippo. Estacionou debaixo do pórtico e ficou lá sentado, tentando reunir seus pensamentos dispersos.

Talvez devesse ir para casa. O pensamento de estar naquela grande casa de conto de fadas sozinho era intolerável. Ele saiu do carro e tocou a campainha. Yura respondeu em traje de gala de dominatrix, que se ele não estivesse tão distraído, provavelmente teria ficado assustado e começado a ofegar. O fato era que ele já estava arquejando. Sua única outra opção parecia estar chorando, e isso não ia acontecer.

"Inuyasha?" Yura disse. "Eu pensei que você era um cliente. Eu estava prestes a bater em você por não ir para a porta dos fundos."

Provavelmente havia uma piada que ele devia estar discursando, mas nada lhe veio à mente. "Shippo está aqui?"

"Sim, entre." Yura o levou para dentro e o avaliou na entrada iluminada. "Querido, você está horrível. Algo está errado?"

"Tive uma briga."

"Com Kags?"

Ele assentiu com a cabeça.

Ela bateu levemente em suas costas. "Vai dar tudo certo."

Inuyasha não estava tão certo sobre isso, mas ele assentiu novamente. A campainha tocou. Aquela que soava como um tema do dia do juízo final.

"É para mim," Yura disse. "Shippo!" Yura gritou para a casa. "Inuyasha está aqui!"

Shippo entrou no foyer carregando seu gato preto smoking, Brownie, em um ombro. O sorriso de saudação desapareceu quando seu olhar caiu sobre o rosto de Inuyasha. "Cara, você está horrível. Algo errado?"

"Eu não sei."

Shippo bateu levemente no bumbum de Yura quando ela passou. "Você tem seu botão de pânico, bebê?"

Ela segurou o rosto dele e o presenteou com um beijo prolongado. "Sim. Eu disse que os subs não são uma ameaça. Não sei por que você se preocupa tanto comigo."

"Sim, você disse."

Ela sorriu e deu um tapa no bumbum de Shippo com um estalo. Ele ficou tenso e seus lábios se curvaram com um desejo primitivo.

"Pegue uma bebida para Inuyasha," ela disse. "Ele parece que está precisando."

Shippo se aproximou de Inuyasha e entregou-lhe o gato. Inuyasha segurou a criatura no comprimento do braço e olhou em seus olhos avaliadores cor de âmbar. Ela Rebateu a pata para ele, que a puxou para mais perto. Ela afundou o conjunto de garras em sua camisa e se aproximou ainda mais. Por um segundo, Inuyasha pensou que a gata fosse mordê-lo, mas ela esfregou o rosto contra sua mandíbula e ronronou. "Browww wwwooownnnn," ela miou. Inuyasha riu e a abraçou contra seu peito como um bebê. Então seguiu Shippo para dentro de casa, enquanto Brownie Rebatia a mecha de cabelo azul que descansava contra sua clavícula.

Inuyasha esperou que Shippo o levasse para a sala de estar, que tinha um bar bem abastecido, mas ele o levou para a academia da casa.

"Você tem um esconderijo secreto de bebida aqui?" Inuyasha perguntou.

"Você não precisa beber."

"Eu discordo."

"Você precisa bater em algo."

"Ou em alguém." Embora ele já tenha batido em certo alguém, isso não resolveu seus problemas, só os fez piorar.

"Sente-se," Shippo disse, indicando um banco ao longo da parede. Depois pegou um rolo de fita branca e pegou a mão livre de Inuyasha para enrolar suas juntas. "Fale."

Inuyasha soltou Brownie, que foi olhar para si mesma em um espelho que ia do chão ao teto junto a uma parede. Ele permitiu que Shippo enrolasse suas mãos e pulsos enquanto lhe contava o que tinha acontecido na casa de Higurashi.

"Você acha que ela ainda se importa com ele?" Shippo perguntou quando Inuyasha chegou ao final da história.

"Foi o que pareceu."

"Eu tive que bater nele também."

"Você teve?"

Shippo assentiu com a cabeça. "Mas não na frente dela."

"Tarde demais para consertar essa parte."

"Sim. Então agora você precisa ficar calmo. Tirar a agressão de seu sistema para não fazer isso de novo." Shippo caminhou até um grande saco de pancadas suspenso no teto. "Qual é o nome dele?"

"Houjo."

Shippo usou a fita para fazer a letra I no saco de pancadas. "Vou deixar vocês dois sozinhos," Shippo disse. "Estarei na sala de estar. Venha me encontrar depois que você chutar o traseiro dele."

Inuyasha se sentiu um pouco tolo por esmurrar um saco de pancadas. Primeiro de tudo, sacos não faziam merda. E segundo, eles não lutavam de volta. Enquanto Inuyasha amava se envolver em uma boa briga, ele não era de distribuir surras incontestadas. E em algum momento durante suas tentativas de arrancar aquela fita do saco, enquanto imaginava o rosto perfeito de Houjo, ele percebeu que o cara nunca iria revidar. Bater em Houjo era como atacar o saco de pancadas e ainda menos satisfatório.

Encharcado de suor, Inuyasha avaliou o que sobrara da fita. "Foda." Ele empurrou o saco com as duas mãos, balançando-o para frente e para trás.

Inuyasha tinha aprendido a conseguir o que queria lutando há muito tempo, mas ele teria que mudar de tática naquele caso. Bater em Houjo poderia ser divertido, mas isso não traria Kagome de volta, o que era tudo que ele realmente queria. Ele passou os dedos pelo cabelo, tentando descobrir o que a reconquistaria. Sabia que joia não era a resposta. Talvez Shippo tivesse uma ideia.

Ele desembrulhou a fita das mãos enquanto vagava pela casa a caminho da sala de estar. Shippo acenou a cabeça em direção a cadeira vazia ao lado dele, onde já havia uma dose de tequila esperando por Inuyasha na mesa auxiliar. Ele se sentou na borda da cadeira e deu um gole.

"Sente-se melhor?" Shippo perguntou.

"Não necessariamente. Cheguei à conclusão que não posso ficar batendo no Pênis Mole se eu quiser Kagome de volta."

"Então vocês terminaram oficialmente?"

"Eu não sei. Espero que não. Ela estava tão irritada."

"Talvez você devesse ligar. Conversar com ela."

Inuyasha pegou seu celular e olhou para o protetor de tela onde tinha ele mesmo e Kagome se beijando e sorrindo. Ela tinha uma mancha de graxa no rosto. Ele tirou aquela foto no dia anterior, uma lembrança de quando conseguiram deixar o Corvete funcionando perfeitamente. Como ele podia ter estragado as coisas entre eles tão rápido?

Ele decidiu que não tinha ideia do que dizer e tinha medo que eles entrassem em outra discussão se conversasse com ela agora. "Não sei se é uma boa ideia. Eu provavelmente vou dizer algo de que vou me arrepender."

"Então envie uma mensagem," Shippo disse.

Sim, enviar-lhe uma mensagem. Ele não podia pôr o pé na boca em uma mensagem de texto.

Realmente sinto muito, querida. Ligarei amanhã quando tiver minha cabeça no lugar. Amo você. Ele enviou a mensagem e afundou de volta na poltrona, segurando o telefone livremente. Dentro de um minuto, seu telefone buzinou com uma mensagem.

Seu coração afundou quando ele a leu. Foda-se, idiota. Nunca mais quero vê-lo novamente. Houjo me pediu para me casar com ele, e eu disse sim.

"O quê?" Ele estalou. Eles brigaram, ficaram longe um do outro por duas horas, e ela já concordou em se casar com Houjo? "De jeito nenhum."

Ele discou seu número. A ligação conectou, e depois desconectou.

"Ela desligou na minha cara," Inuyasha murmurou. Ele discou novamente.

"Oi?" Um homem respondeu ao telefone dela.

"Quem é?" Inuyasha rosnou.

"É o noivo de Kagome, Houjo."

"Merda. Ponha-a no telefone."

"Olhe, perdedor," Houjo disse. "Ela não quer falar com você. Não ligue para ela novamente."

"Ponha-a na porra do telefone."

"Tome uma dica. Ela não quer ficar com você." Houjo desligou.

"Filho da puta."

Inuyasha discou o número novamente. Desta vez tocou, mas ninguém atendeu.

"O que está acontecendo?" Shippo perguntou.

"Kagome vai se casar com Houjo."