N/A: Último capítulo! E n/a aqui em cima para não atrapalhar o "fim" lá de baixo. Eu acho, então,que este é o nosso "adeus" pelo menos nessa fic...Apesar de estar acabando hoje, eu fiquei muito feliz por todos os comentários e também por que parece que vocês gostaram mesmo do escravo sonserino, hehe!
Agradecimentos pelas reviews do outro capítulo:Tatinha Black, Nina Black Lupin, Musa-Same, Innis Winter, LolitaMalfoy, Ci Felton, GaBi, Kyra, .Srtá.Felton, larimalfoy, miaka, Lolla Malfoy.
Agradecimentos especiais a todos que leram, comentaram fielmente e esperaram pacientemente pelos capítulos.
Dedicatória para Nina que está comigo desde hum, sempre. E também à Laura, que nos últimos tempos também tem alegrado os meus dias. E, todos os meus grandes amigos
( que não são muitos,mas tudo para mim).
Conversas no Vestiário
Bem, devido a sua frágil condição humana, eu receio que tenha que dormir um pouco, ainda mais antes de um exaustivo jogo de quabribol...
Devido a sua lamentável condição de voz insensível, você não pode compreender que eu não consigo dormir, pelo simples fato de não conseguir parar de pensar nela!
Ora, deixe de baboseiras. Eu sou sensível o bastante para saber que você não vai conseguir montar uma vassoura amanhã, quanto mais fazer algum ponto, se você não dormir.
Draco estava deitado na sua cama, com as mãos sob o tórax, olhos abertos, pregados no teto. Tamborilou com os dedos sob a colcha. Todos dormiam tranqüilamente, com exceção dele, é claro.
Como poderia dormir depois daquele baile? Como seria possível se no dia seguinte ele teria que encará-la num jogo? Jogar contra ela. Teria que enfrentar todos que o olhariam curiosos pela manhã.
Danem-se eles, durma, ou eu vou começar a cantar!
Não! Isso seria tortura... Eu acho que vou acordar o Crabbe ou o Goyle para poder jogar uma partida de xadrez...
Não! Já não basta o time ter um artilheiro que vai estar dormindo durante a partida?
Um barulho estranho o fez pular da cama. Olhou assustado para janela, encarando uma coruja que batia freneticamente com cabeça no vidro. Duvidoso se era possível que uma carta chegasse àquela hora da noite, ele abriu a janela rapidamente.
Mas ela é tão pequena! Ah! Vamos chamá-la de pomo de ouro peludo! Ah, vamos!
Ignorou os pedidos emocionados da voz, e também a coruja, que agora pulava animadamente na mesa perto da janela. Antes mesmo de ele abrir o bilhete que havia desamarrado de uma das perninhas dela, a coruja saiu desenfreada noite à fora.
Volte pomo de ouro peludo! Volte!
Rolou os olhos, agora se sentando em sua cama, e acendendo uma luz com a varinha, para poder ler. Zabini se remexeu, virando-se para a parede.
"Ei
A coruja que parece um pomo de ouro peludo não é raivosa, ela foi vacinada, é eufórica por natureza.
Gina
Ps: Nós precisamos falar. (nos encontramos no vestiário)"
Ham, ok. Parece que eu fui rebaixado de "Draco" para "ei". Mas que bela notícia. Que animador! Sinto-me muito melhor agora! Oh, por que não mandar uma coruja raivosa no meio da noite para Draco Malfoy? Oh, acho que ele vai gostar de saber que ela é vacinada! Ah sim, nós precisamos nos falar!
É claro que Pomo de ouro peludo é vacinada! Como você pôde pensar tal barbaridade a respeito dela! Raivosa, hemhem, por favor!
Dava para parar de falar da droga da coruja?
Num ato desesperado, ele abriu a porta do armário de vestes, dando e cara com o grande espelho grudado à mesma.
- E você! – gritou para o reflexo. – Por que não me ajuda quando eu preciso!
- Arre! – reclamou o reflexo bocejando. – Vá dormir seu mau-humorado! Eu quero só ver como você vai ter coragem de falar com ela nesse estado! Ela vai fugir de você!
Bem, foram as palavras certas pra que ele se atirasse na cama e caísse no sono.
- Por que nós não podemos ir lá para o campo esperar os grifinórios? – perguntou Goyle pela vigésima vez, apoiado em sua vassoura.
- Por que não! – resmungou Draco entediado.
Estava sendo numa cadeira, reclinado, seus pés apoiados no grande banco do vestiário, os pés da frente da cadeira estavam no ar. Balançou-se um pouco, tentando prestar atenção no que Goyle falava.
Algo sobre como Pansy e o capanga agora estavam namorando, mas Draco começou a achar que não estava prestando atenção o suficiente quando ouviu algo como " e correndo em campos de margaridas a manhã inteira, sob o sol magnífico de.." e teve certeza quando pensou ouvir " Tus dias eston contados, hijo!".
Hijo! No creas que la piedad es mi maior cualidad... Díos mio!
Esperar era a coisa que ele mais detestava. Ainda mais quando se tratava de esperar alguém com um comunicado muito importante. E ele sabia como as mulheres podiam ser demoradas, mas Ginevra Weasley só podia estar testando a sua paciência, e sanidade.
- Au! – gritou o goleiro, massageando a sua cabeça. – Mas que droga foi essa!
Pomo de ouro peludo! Draco, pare de me ignorar!
A corujinha pousou desajeita no colo do Malfoy, seguida do olhar furioso do goleiro, que ainda resmungava da dor causada pela pancada com a coruja. Draco desamarrou o pedaço de pergaminho apressadamente.
Draco!
Por que diabos você está demorando tanto? Não! Não diga que você achava que eu ia até o vestiário sonserino! Arre, eu sei que você achava, a sua fama de "cara pontual" não me deixa outra opção.
Ah, pelas barbas de Merlin! Olhe ao seu redor! Aí só tem garotos grandes! Qual seriam as minhas chances de sair viva daí!
Eu sei que o vestiário grifinório também não é muito propício para a sua sobrevivência, mas tenho certeza que pode lidar com Harry e meu irmão.
Huhu, promovido de "Ei" para Draco novamente!
Até que ela tem uma certa razão, quem mandou não especificar no bilhete?
- Entrem daqui dez minutos. – anunciou Draco para o seu time. – Eu vou fazer uma visitinha aos grifinórios.
O vestiário se encheu de risadas más. Mal sabiam eles o que realmente o capitão do time ia fazer do outro lado do campo. Draco pulou de sua cadeira, enfiando a mensagem no bolso do uniforme de quadribol. Pegou a sua vassoura, sabendo que não daria tempo de voltar ali depois.
Todo o lado sonserino da torcida vibrou ao ver o capitão do time atravessar calmamente o campo. Só não entenderam muito bem o que ele fora fazer no vestiário do outro time. Madame Hooch não fez nada para impedir, afinal ele não estava se esgueirando para o ninho adversário. Ele estava indo lá, batendo na porta e entrando para quem quisesse ver.
- Malfoy! Mas o que diabos você esta fazendo aqui?
Foi a primeira, e mais previsível, coisa que ouviu ao fechar a porta atrás de si, e entrar com a vassoura no ombro. Todos os componentes do time estavam dispersos no vestiário, colocando peças do uniforme de quabribol, ou polindo vassouras. Gina levantou num pulo, largando a planilha de jogadas num canto.
- Olha aqui Malfoy! – gritou Rony vermelho. – É melhor que saia daqui logo, ainda mais depois do que fez a minha irmã! Por que eu não respondo por mim mesmo!
- Eu o chamei aqui. – disse ela para o irmão.
- O que? – perguntou Harry incapaz de acreditar no que ouvia.
- Calma aí! – exclamou Hermione, a única não componente do time ali, evitando que Ron atacasse o sonserino. Draco olhou do Weasley para ela.
- E o que você está fazendo aqui Granger? – perguntou ironicamente o loiro. – Dando beijinhos de boa sorte no namorado?
Os dois coraram imediatamente, Hermione respondeu um corajoso "É, estou sim, qual é o problema!" , pegando a mão de Rony e apertando por um momento.
Passou um "e então por que eu não tenho o mesmo direito de fazer o mesmo com a minha namorada?", rapidamente pela cabeça do sonserino, mas ele apenas sorriu observando os dois grifinórios envergonhados ali.
- Vocês dois são mesmo mal agradecidos, hein? – comentou dramaticamente Draco. – Eu sou quase o padrinho deste namoro, e é assim que me tratam?
- Tudo bem Malfoy. – suspirou Hermione se rendendo. – Você teve alguma contribuição para o nosso relacionamento...mas eu acho que nós também contribuímos muito!
Ah, querida, é claro que vocês tiveram alguma contribuição, afinal são vocês que estão namorando!
- Escuta, mas por que afinal Gina o chamou aqui? – perguntou Harry confuso.
Todos olharam imediatamente para a ruiva. Ela ficou um pouco vermelha, e respirou fundo.
- Eu, ham... – murmurou ela. – O chamei por que tenho assuntos pendentes com ele!
Ah, por favor, ele não vai cair nessa...
- Ah, claro... – disse Ron batendo na própria testa. – Eu me esqueci que você cresceu e agora pode bater sozinha nos abusados...
Ele caiu! E ah Merlin! Que conversa estranha é esta sobre "bater"!
Draco olhou horrorizado para Gina. Ela deu os ombros, com um sorriso para o irmão. Ron fez um sinal de "arrebenta com ele Gi!", sacudindo violentamente os punhos. Ela repetiu o gesto animadamente, desta vez dando pulinhos.
Hum...Isso foi decididamente estranho.
Gina fez um gesto para que Draco a seguisse, e caminhou calmamente até a parte mais isolada do vestiário, depois da grande passagem para os chuveiros, onde não havia ninguém, nem nenhum ruído a não ser o da água pingando de um dos chuveiros.
Em cima de um banco grande, estavam todas as mochilas dos grifinórios. Algumas estavam abertas, e mostravam partes de capas do uniforme, ou camisas com o emblema da casa.
- Então você me chamou aqui para me dar uma surra? – perguntou Draco divertidamente, recostando cuidadosamente a sua vassoura na parede gelada de azulejos.
Ele não teve tempo de comentar mais alguma coisa, pois quando se virou para encarar a garota ela já estava muito perto. O empurrou suavemente contra a parede, e o beijou.
Sabe, você pode dizer o que quiser, mas a cada dia eu gosto mais dela!
Ela se separou dele, o observando atentamente com seus grandes olhos e sua expressão falsamente inocente, com um sorrisinho.
- Um surra de beijos? – perguntou o Malfoy, arqueando a sobrancelha direita, no seu mais charmoso ar interessado. – Isso significa o que eu estou pensan...
Interrompido novamente por mais um beijo. Não reclamou, mas esperava sinceramente que ela, bem, falasse alguma coisa.
Ahhhh...como você está ficando chato! O Sr.Sexy está tendo uma crise?
Na verdade não. Eu só não queria ficar outra noite sem dormir por não ter resolvido este assunto! Só isso! Será que seria pedir demais! E Gina também, eu estou cansado destes joguinhos!
Mas foi você quem começou os joguinhos!
Então eu vou acabar com eles.
Ouch, droga, às vezes você me dá arrepios. A gente poderia usar isso para chamada de livros, entende? Assim, no final do resumo que fica na parte de trás :
" – Foi você quem começou os joguinhos, Johnson! – disse o xerife desafiador.
- Então eu vou terminá-los."
E aí o vilão sacaria a arma e mataria o xerife...daí começa a saga do mocinho para caçar o temido vilão e ...
Mas escuta aqui? Do que diabos você está falando?
Ah, nada, esquece. Volte a sua crise, por favor.
- Gina! – ele a empurrou com mais determinação esta vez, saindo de perto da parede. – Eu vim aqui para resolver de uma vez por todas este assunto. Eu quero saber qual foi a sua escolha.
Colocando as mãos nos bolsos, passou a andar pacientemente perto dos bancos, observando as mochilas dos grifinórios. Ela correu para alcançá-lo, mas ele parou, olhando intrigado uma das mochilas entreabertas.
- Ei, aquela camisa não é minha? – seus olhos estavam fixos na fenda da mochila para vestimentas de quabribol que tinha uma pequena etiqueta, com "Ginevra Weasley" em uma letra bonita.
- Camisa, que camisa? – perguntou Gina nervosa, tentando fazer que ele parasse de olhar para lá. – Como é que você pode ver alguma coisa daqui?
- É cetim. – sussurrou ele voltando a olhar para ela. – Cetim preto, na sua mochila.
- E o que lhe leva a pensar que eu não tenho nenhuma blusa especial? – ela segurou o braço dele, que já se encaminhava para lá.
- Tem uma gola masculina da marca mais cara vendida na Inglaterra. – concluiu Draco. – Nem você, nem ninguém que conheça além de mim podem ter uma coisa destas.
Ela se rendeu, o deixando ir até lá, e puxar a camisa que ela havia pegado na mansão. O Malfoy ergueu a camisa na altura dos olhos, a estendendo.
É uma bela camisa, como as outras vinte parecidas que você tem no seu armário.
Eu sei, mas o que me intriga é por que ela a pegou.
Infelizmente, hoje eu vou te dar uma boa notícia. É, é o que você está pensando. Ela pegou isso por que gosta de você, e por que queria ter algo teu pra olhar e pegar quando sentisse a tua falta. Muito bonitinho não é?Afinal, ela gosta mesmo do seu cheiro e todo o conjunto que acompanha o mesmo, docinho.
Draco desviou os olhos de sua camisa, pousando-os na ruiva. Ela parecia apreensiva, com medo de que talvez ele a acusasse de roubo e saísse furioso dali, nunca mais a olhasse.
Mas ao invés disso, ele se virou totalmente para ela, mantendo a mesma distância entre os dois. Dobrou camisa descuidadamente comentou, com simplicidade:
- Eu também gosto desta camisa.
Gina não respondeu, ela não sabia o que responder. Respirava com força, em grande expectativa. Decidiu falar alguma coisa, qualquer coisa.
- Tem um cheiro bom. – foi a primeira que veio a sua cabeça, apertou os olhos por um momento, os abriu novamente, que coisa mais idiota para se dizer!
Eu falei que ela tem um fraco nisso! Você lembra a primeira coisa que ela falou ao entrar no seu quarto? Hein? Ela falou do cheiro. Vamos lá, eu te dou permissão para pegá-la nisso...
- Realmente. –concordou Draco, amontoando o tecido, e enfiando o nariz no meio. – Mas já está quase sumindo.
- Eu sei. – apertou os punhos, e relaxou. – Tentei fazer com que não perdesse o cheiro , mas não tem jeito. – ela respirou fundo, era a sua vez. – Acho que vou precisar de uma outra para guardar na minha bolsa, e quem sabe uma outra para aromatizar o dormitório.
O sonserino levantou os olhos azuis, e quando largou lentamente a camisa em cima do banco mais próximo, era possível ver um daqueles meio-sorrisos maliciosos que ele dava ás vezes, quando tinha idéias marotas.
- Eu acho que se fizesse a gentileza de te dar uma outra, o cheiro acabaria se perdendo também, com o tempo. – ele se aproximava lentamente, com seu sorrisinho fixo, Gina também começava a sorrir, entendendo a linha de pensamento dele.
- Estas coisas perdem o aroma rápido mesmo. – comentou ela educadamente, mas não contendo o sorriso, recuou um pouco mais para a parede. – Creio que só tem uma maneira de conseguir não perder...
- Qual? - ele arqueou a sobrancelha, divertido.
- Ter a fonte sempre por perto. – se encostou à parede.
- Manter a fonte por perto... – ele inclinou a cabeça, apoiando a mão na parede, logo ao lado e um pouco acima da cabeça dela, ficando frente a frente com Gina. – Parece ser uma boa solução...Mas perto quanto? E por quanto tempo?
- Muito perto. – o puxou pela gola do uniforme sonserino de quadribol. Seus narizes se encostaram. – Para sempre.
Draco acabou com qualquer espaço que houvesse entre os dois, a beijando com vontade. Ela mergulhou a mão no cabelo loiro dele, enquanto era impelida contra a parede por ele.
Separaram-se ofegantes, mas continuaram bem próximos, narizes encostados, se encarando nos olhos. Ela olhou bem para ele, admirando-o. Como haviam chegado ali? Como havia se apaixonado por Draco Malfoy? Era o mesmo Draco de sempre, tinha o mesmo jeito sonserino, apesar de não tratá-la mal.
- Eu te amo. – sussurrou Gina fechando os olhos.
E quando os abriu novamente, ela viu, nos azuis cinzentos do Malfoy, que ele não tinha medo. Somente algo forte e que ela nunca havia visto nos olhos de qualquer um. Ele simplesmente não teria medo de dizer a todos o que havia entre eles, por que era uma verdade imutável, nunca poderiam esconder sentimentos tão fortes.
Mas o loiro não respondeu, afastou-se dela, roubando o lenço da sorte que ela sempre amarrava no pescoço para as partidas de quabribol. Por um momento ela pensou estar enganada a respeito do que ele pensava, mas desmanchou esta hipótese ao ouvir as palavras que ele falou depois.
- É para o jogo. – explicou, amarrando o lenço, que antes estava no pescoço dela, na sua vassoura, que repousava encostada na parede. – Num dos pouquíssimos momentos em que eu não vou ficar junto de você.
A beijou de leve, pegou sua vassoura, e antes de atravessar o portal para a outra parte do vestiário, ele se esticou, voltando um pouco, fingindo que havia se esquecido de algo, e sussurrou no ouvido dela "Eu também te amo" .
Draco atravessou o portal, todos os jogadores grifinórios pararam de fazer qualquer coisa, e se viraram para observá-lo.
Não podia dizer que estava se sentindo exatamente confortável com todos aqueles marmanjos, num número consideravelmente grande, o olhando feio. Mas estava feliz, e não conseguia arrancar da cara o meio sorriso mau.
Docinho, será que eu nunca vou poder te deixar sozinho? Você está no ninho do inimigo! S-o-z-i-n-h-o! Caia fora daí logo!
Ele andou no caminho que havia se formado entre os jogadores. Eles mantinham uma distância considerável dele, como se pudesse passar algum vírus mortal para todos, que os faria cair das vassouras e perder o jogo, conseqüentemente.
Plantou sua vassoura no chão, parando em frente ao Potter e ao Weasley. Os dois olhavam muito feio para ele, principalmente por causa daquele sorrisinho.
- É um belo lenço, Malfoy. – disse Harry entre os dentes, observado o tecido amarrado na vassoura do sonserino.
- É sim. – concordou placidamente, passando a mão no lenço. – É com ele que eu vou ganhar a Copa de vocês.
Rony bufou, fazendo Draco olhar para ele. Ele parecia bravo demais para falar algum insulto para o Malfoy.
- Ei Malfoy! – Gina estava encostada a parede do portal para os chuveiros, um pouco mais corada que o normal. – Não ache que eu vou facilitar o jogo para você.
- Não acreditei nem um segundo que você fosse. - o loiro deu a ela um sorriso cúmplice.
Ela havia conjurado um leque, e neste momento se abanava freneticamente. Harry olhou intrigado para ela, murmurando um "nem está tão calor assim..."
Rony olhou para Harry, e depois para Gina, que continuava se abanando com aquele olhar sonhador muito incomum da parte dela, e depois para o Malfoy, com seu meio sorriso. O ruivo arqueou as sobrancelhas, olhando novamente do Malfoy para a sua irmã.
- O que você estava conversando com o Malfoy?
- Eu? – perguntou Gina com um sorrisinho quase idêntico ao de Draco. – Nada...
- Boa sorte Weasley. – Draco chamou a atenção do ruivo de volta para ele, dando três tapinhas amistosos no ombro do grifinório. – Você vai precisar.
Lançou um daqueles olhares de quem sabe mais do que devia para o Weasley, colocou sua vassoura nova em cima do ombro, admirou Gina alguns segundos com seu sorriso malicioso. E virou-se, sumindo nas luzas que levavam ao campo, para o que prometia ser um dos jogos mais difíceis da temporada.
FIM
