25. Punição.
As luzes, passando feito riscos, ofuscavam sua visão. Estava perdido atordoado. Fechava e abria os olhos seguidamente. O corpo doía e a audição não passava de um apito chato, ensurdecedor e constante. A respiração era auxiliada por uma máscara de oxigênio. Luzes fortes o rodeavam e sua consciência voltava aos poucos. Levantou a mão com o intuito de tocar a máscara, mas, logo sentiu que era impedido por alguém e seus olhos focaram na pessoa ao lado ao mesmo tempo em que sua audição começava a se normalizar.
Viu seu primo, franziu o cenho, estava em movimento. Ele falava algo, sua boca se mexia, mas não podia ouvir, as vozes começaram a aparecer lentamente, piscou. De repente palavras eram ouvidas distantes e quando por fim, se normalizaram pareciam um turbilhão de informações mais rápido do que gostaria. Sons, muito burburinho ao redor.
— Heero. Heero… Foca em mim, Heero! - falava Trowa incessantemente, até que conseguiu sua meta.
— Relena… - minha voz saiu baixa e abafada. Preciso me livrar da máscara, mas não me soltam. - Relena. - tentei mais forte e ele finalmente me entendeu.
— Ela foi levada por outra equipe médica. Vai ficar bem. Você tem que se acalmar.
Equipe médica?
Tentou se levantar, mas foi impedido por três, seu primo e dois médicos.
— Se acalma. Você precisa passar pela revisão, o tiro atingiu o kevlar, mas você bateu forte a cabeça ao cair… Precisa ver isso. Eu vou vê-la. Prometo.
E foi aí que perdi meu primo, tendo apenas um vislumbre dele ficando para trás e eu entrando em uma sala ainda mais iluminada que o corredor, com uma luz me incomodando muito mais.
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Trowa se encontrou com os amigos que se reunião e se amontoavam na sala de espera. Aquele dia, o hospital estava particularmente cheio, mas isso não importava para o grupo do Preventer's, nem mesmo para o primo de Relena e sua esposa e mais alguns amigos e familiares que se encontravam em busca de notícias. O foco se voltou agressivamente para o de cabelo castanho ao adentrar o lugar, que só conseguiu erguer as mãos em pedido de espera, antes que uma avalanche de perguntas o atacasse.
— Se acalmem. Ambos estão bem. - informou cansado e se voltou em primeiro para Zechs e Noin. - Relena está estável, estão cuidando das inúmeras escoriações em seu corpo, devido às agressões e maus tratos, da leve desidratação e o mais grave é sua situação. Devido a uma queda, ela está sendo assistida para saberem se está tudo bem com o bebê. Mas, ela não corre nenhum risco. - o casal assentiu e suspirou parcialmente aliviado.
— E Heero? - Perguntou Hiko, visivelmente preocupado.
— Ele e David disparam ao mesmo tempo, a bala que ia em direção ao Heero acertou o colete, porém, com o baque ele caiu, Relena estava atrás dele, o que amorteceu a queda, mesmo assim ele acertou a cabeça em uma pedra o que causou um corte e ele desmaiou. Estão examinando para ver se não aconteceu nada mais grave… Mas, ele está bem. Não se preocupe.
— E o que aconteceu com David?
Hiko também se interessou, mais por curiosidade e um resquício de carinho que um dia sentiu pelo homem do que propriamente uma genuína preocupação. Dizer que o enteado o havia decepcionado, seria algo realmente tonto. O advogado conseguiu esmagar cada gota de sentimento que o padrasto tinha por ele, devido aos últimos acontecimentos.
Trowa trocou um olhar rápido com Quatre que estava ao seu lado. Hadja e Cléo imitaram os dois e logo baixaram o olhar. Treize e o resto da equipe apenas observavam de longe, o silêncio reinando. Quatre foi quem decidiu responder, com um olhar doce e cheio de empatia, olhou para aquele que considerava um tio e respondeu, firme, mas delicado.
— Ele não resistiu… - os que não sabiam da informação, que eram todos, fora o grupo, ficaram surpresos. - O tiro que Heero disparou atingiu o coração, causando uma morte imediata. Sinto muito.
Hiko ergueu a cabeça, puxando o ar pelas narinas com força e soltando cadenciadamente com a boca. Olhou para o alto, para os lados e por fim para os rapazes. Assentiu e meneou a cabeça, tudo ao mesmo tempo. Uma mescla de sensações se formou em seu interior. Por fim, voltou a observar os rapazes.
— Mentiria se dissesse que me alegra sua morte. Tão pouco posso dizer que me entristece tanto. Ele buscou isso e só tenho a lamentar. Bom trabalho rapazes. A vocês e toda a equipe. - assentiram. - Agora é sentar e esperar as notícias.
Todos se acomodavam como podiam quando chegaram Duo, Wufei e Teyuki que entraram desesperados em busca de respostas, sendo recebidos por amigos, namorado e namorada, que os informava acalmando a situação e logo se dispunham a esperar.
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Na UTI o quadro de Relena era complicado, sentia dores e chorava copiosamente. Tudo o que mais desejava era estar ao lado de Heero, acompanhar ele, saber como estava e que seu bebê estivesse bem, mas a dor aguda que sentia estava preocupando não apenas ela, mas ao médico que a atendia também. Apertava as pernas em uma atitude inconsciente de que seu filho, fruto de seu amor, estivesse bem.
Porém, o vermelho que começou a tingir o lençol branco, lhe gritava o contrário. Ergueu os olhos azuis em modo de súplica ao doutor com semblante cansado e foi retribuída com uma expressão indecifrável.
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Golpes fortes na porta romperam o silêncio da mansão Yui, seguidos de um anúncio:
— Polícia! Abram a porta!
A empregada atendeu solícita e foi quase atropelada pelo oficial que entrou erguendo em mãos o mandado:
— Onde está Alicia Yui?
— Aqui estou, policial. - o homem se virou para encontrar a mulher parada em meio à escada, o observando em uma mescla de arrogância e curiosidade. - Em que posso ser útil?
— Alicia Yui, a senhora está presa por tráfico e roubo! -informou o oficial, surpreendendo tanto a mulher como a jovem que abriu a porta.
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— Obrigado. - desligou.
Quatre deu a volta e olhou em direção a sala de espera do hospital. Do corredor em que se encontrava, podia ver perfeitamente seus amigos e Hiko. Suspirou fundo, procurando a força necessária para dar a notícia ao homem. Começou a caminhar em direção ao local, se perguntando mentalmente porque sempre sobrava para ele esse momentos indesejados.
Entrou no recinto e teve a sensação de que todos o encararam. Era sempre o mesmo, se sentia vigiado em momentos como esse. Por ser o mais empático da turma, sempre era o escolhido para dar as piores informações e ali estava, caminhando lento e decidido até o antigo presidente do Preventer's.
Parou ao lado do imponente Yui e sorriu curto e triste, depois torceu a boca em uma leve careta e franziu o cenho, antes de olhar aos olhos do mais velho, que já havia notado sua presença e o observava calado, atento e curioso.
— Tio… - era como muitas vezes chamava o homem. - Podemos conversar?
— É Heero? - sentiu o coração se apertar fortemente e receoso, com temor nos olhos, encarou o jovem loiro.
— Não. - falou e reafirmou com uma negação de cabeça. Ouviu o outro suspirar aliviado e logo assentir, o seguindo para fora da sala.
— O que está acontecendo? - franziu o cenho, inquieto.
— É sobre sua esposa. - Hiko estranhou. - Em uma missão infiltrada, Hadja entrou no escritório de advocacia Palmer... - o mais velho ergueu a cabeça e puxou o ar com força, endureceu a expressão, tornando-a quase insensível e ali, Quatre pode ver claramente os traços de seu melhor amigo.
Pausou, pensando em como continuar.
— E o que ela encontrou? - direto.
— Sem rodeios então… - sorriu fraco, procurando a graça da conversa. - Ela encontrou uma pasta secreta no computador de David onde havia todo um histórico de roubo e tráfico de pessoas e de entorpecentes administrado por ele e Alicia.
Hiko ficou surpreso, de verdade, como nunca antes. Porém, essa pequena mudança de espírito só poderia ser apreciada por bom leitor de expressões que conseguisse ver no olhar do homem que mantinha a face completamente fria e rígida. Mas, Quatre tinha conhecimento de causa, com tantos anos ao lado de Heero, que conseguia ser uma versão ainda mais gélida que o próprio pai.
Em resposta, o mais velho assentiu. Não declarou nada.
— Ela acaba de ser presa. Me ligaram para informar. Creio que deveria saber antes de ir até lá…
Foram interrompidos pelo celular de Hiko que tocava. O homem olhou o visor e viu numero desconhecido marcado. Atendeu e sentiu o sangue ferver ao escutar o lamento irritante de sua esposa. Não falou nada, deixou a mulher reclamar da injustiça que estava sofrendo e quando ela terminou, ele apenas respondeu um até logo e desligou.
Olhou para o jovem de olhos azuis e suspirou.
— É certeza que ela estava envolvida?
— Sim tio. Inclusive muitos documentos foram assinados por ela e também havia vídeos e demais provas que tiram qualquer dúvida de seu envolvimento. O terceiro integrante era outro advogado que também foi preso e já deu com a língua nos dentes, era o elo mais fraco do trio.
Voltou a assentir e pediu que o rapaz o avisasse assim que tivesse notícias de Heero. Deu a volta e caminhou resoluto, em direção à saída do hospital.
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Relena já havia sido liberada da UTI e se encontrava deitada, esgota e quase adormecendo na cama, quando ouviu algumas batidas fracas na porta. Com a voz suave e os olhos pesados, se obrigou a responder e autorizar a entrada de quem fosse. Sorriu feliz ao ver Zechs e Noin pedindo passagem.
— Como se sente?
Lucrezia perguntou assim que se aproximou da cama e segurou a mão da loira, seu tom era doce e carinhoso, cheio de preocupação e conforto. Zechs se aproximava mais lentamente, após fechar a porta ao entrar.
— Estou bem. Agora estou bem. - sorriu sincera. - E Heero? Tiveram noticias?
— Não. Ele ainda está na UTI, mas me parece que nada grave. - Zechs quebrou o silêncio.
Ele observou atentamente a prima, o corpo cheio de cortes superficiais, hematomas, um corte um pouco maior no braço e ao lado da sobrancelha e a boca ferida. Estava bem, apesar de tudo o que passou e sentiu o sangue ferver, desejando por um momento, que David não estivesse morto, para ele poder se encarregar pessoalmente do assunto.
— Como está o bebê? - a voz masculina, voltou a invadir o ambiente, retirando ambas mulheres de seus mundos particulares em suas cabeças.
A loira engoliu em seco e umas lágrimas começaram a descer, logo se forçou a sorrir e passou a mão com carinho por sobre o ventre, antes de olhar nos olhos mais azuis do que os dela, que eram os do homem à sua frente.
— Agora está bem… Me deu o maior susto. Eu sangrei e o médico teve que me medicar com urgência para que eu não sofresse um aborto. - se calou. - O estresse e a queda… Tudo foi muito nocivo para ele. - suspirou. - Mas, agora está bem e o médico me recomendou repouso absoluto para os próximos dias.
Zechs estendeu o braço e colocou a mão sobre a dela que repousava sobre sua barriga, fazendo uma leve pressão, demonstrando assim que ela não estava sozinha e não teria com que se preocupar mais. O susto foi grande, mas já havia acabado.
— Porque não dorme um pouco? Logo mais esse quarto estará lotado, tem muita gente esperando pra te ver. - Noin sorriu e foi retribuída.
— Certo. Diga a eles para me deixarem dormir um pouquinho porque a medicação está fazendo um efeito difícil de ignorar e logo vou querer ver a todos.
— Combinado!
O casal se despediu da moça com um beijo na testa dela e saíram de mãos dadas. Relena os observou sorrindo.
Heero! Como você está? Volta logo… Preciso de você.
Suspirou e apagou, recordando o calor que sentiu ao ser envolvida por seu amado, logo após ser resgatada.
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Hiko entrou na sala de interrogatório. Toda a polícia da cidade o conhecia e certas regalias sempre lhe eram concedidas. Olhou para a mulher que estava sentada, com um dos pulsos algemados sob a mesa e seu advogado, o advogado de sua família, ao lado dela, passando-lhe as devidas informações. Alicia era advogada, sabia como agir, mas preferiu ser guiada naquele momento.
Ao verem o homem, o advogado se levantou o cumprimentando formal e respeitosamente. Hiko apenas assentiu. Deu sinal com a cabeça para que o advogado se retirasse e sem demora o mesmo obedeceu. Encarou então, sua esposa.
— Ai amor… Olha só as calúnias que estou sofrendo… Você me conhece. Sabe que isso tudo não passa de infâmia. - afetada, dramatizou.
— Quieta! - vociferou.
Ergueu os olhos em direção ao marido e entreabriu a boca ao passo que apertou os punhos no esconderijo da mesa.
— Tráfico de pessoas... De drogas? - franziu o cenho. - Roubo? - arqueou as sobrancelhas. - Estava furtando minha herança? - incrédulo, sua face era de espanto total.
— Eu…? Seria incapaz, meu amor… - tentou de novo, manhosa.
— Basta! - explodiu em um grito raivoso.
Alicia engoliu em seco e todo seu olhar fútil se transformou em um sereno, uma faceta nova que o marido desconhecia, um olhar de negócio. Ela baixou a cabeça e meneou suspirando, logo olhou para ele e respondeu.
— Então… Falemos a sério. - serena, ela pontuou.
Hiko ergueu a cabeça e não pode evitar recordar seu filho avisando várias vezes o quanto ela era falsa e o enganava. Se xingou mentalmente por ter baixado a guarda a tal ponto para não ter visto o óbvio. Se questionou como não havia notado aquilo antes, o que ela tinha feito ou o quão estúpido tinha se tornado para não ver a verdade por trás da máscara.
— Então, finalmente, essa é você. - endireitou as costas, vendo-a de cima.
Alicia deu de ombros e fez pouco caso, já de nada adiantaria continuar a fingir-se de fútil. Logo mais ela sairia dali e não precisaria mais manter o casamento incômodo com aquele homem, ela e David já tinham conseguido juntar uma boa quantia de dinheiro e poderiam viver em outro país, se fosse o caso, só precisava burlar a lei o suficiente para sair da delegacia e logo desaparecer em companhia de seu filho. Que por sinal, teria que encontrar uma forma de avisa-lo logo.
O homem não tirava os olhos do rosto dela, assombrado com a mudança abrupta de personalidade, se questionando mentalmente, uma e outra vez. Ela o olhou com desdém e finalmente quebrou o gelo.
— Vai ficar me olhando como se eu fosse um animal raro?
— Você é um animal raro. Algo totalmente desprezível que deveria estar em extinção.
Alicia se ofendeu e dilatou as narinas ao puxar o máximo de ar possível em busca de calma.
— O que você quer? - resmungou.
— Olhar para sua cara uma última vez e te informar que estou retirando toda e qualquer ajuda financeira, nenhum advogado meu vai te defender. - ela franziu o cenho, preocupando-se. - E vou entrar com um pedido de divórcio e você não levará nada meu ou de meu filho.
— Não te darei o divórcio. - entredentes.
— Então conseguirei um juiz que nos separe judicialmente. Mas, não seremos mais casados por muito tempo.
— Não pode me abandonar agora.
— Posso e vou!
— Maldito! - gritou. Hiko não parou e seguiu em direção à porta de saída, parando bruscamente com as últimas palavras dela. - Quando David e eu sairmos daqui eu vou acabar com você.
Com a mão na maçaneta, ficou estático. Os olhos do homem se arregalaram e ele não teve coragem para seguir o caminho. Uma batalha interna deu início em seu interior. Estava decepcionado, nervoso, magoado, o carinho que tinha pela advogada se transformou em raiva pura e simples, ardente e latente em seu interior. Mas, ainda existia nobreza nele, houve alguns bons momentos em seus anos de convivência com a mulher sentada a poucos passos dele e foi apegado a isso, que ele decidiu dar seu último momento de consideração a ela.
Cabisbaixo e triste, porém seguro de seu dever voltou-se em direção a ela. Alicia viu a mudança no olhar do homem e aquilo mexeu com ela de tal maneira que ela soube. Soube que não ia gostar nada do que viria, soube que as próximas palavras dele, tirariam seu chão, soube… Que aquilo mudaria completamente sua vida e não queria saber.
Hiko contornou a mesa e sentou ao lado dela. Alicia apenas negava com a cabeça, sem dizer nada, os olhos se inundando, sem ao menos saber ainda o porquê da angústia que oprimia seu coração. Indeciso e temeroso, Hiko segurou a mão solta da mulher em seu último ato de compaixão por ela. E a observando dentro dos olhos, decidiu dar a notícia da melhor forma possível. Ele também tinha um filho e sabia o que essa dor poderia causar.
— Alicia… David ele…
— Não. - interrompeu. - Ele vai vir me buscar. - declarou e ele soube que ela já sabia, ou melhor, sentia.
— Eu realmente sinto muito em dar essa notícia. Independente de tudo o que passou… Meus mais sinceros pêsames.
Uma lágrima escorreu e ela engoliu um soluço.
— Pêsames… - a voz falhou. - Pelo que? - já não conseguia controlar o choro.
— David… Morreu há algumas horas.
Pronto. Notícia dada.
A reação da mãe foi evoluindo gradativamente, primeiro às lágrimas, logo a negação veemente com movimentos enfáticos de cabeça e o corpo se movendo para frente e para trás. Em seguida as palavras de incredulidade saiam seguidamente de seus lábios e por fim o pranto desesperado de uma pessoa que perdeu absolutamente tudo que amava e cuidava em poucos instantes de seu dia, que havia simplesmente começado como outro qualquer, comum e rotineiro.
— David… Não! - eram os gritos que saiam dela e Hiko se sentiu obrigado em conceder-lhe um pouco de conforto. A envolveu em um abraço apertado, sepultando através dele, junto as lágrimas dela o amor que um dia proferiu pela derrotada mulher.
Tentando acalma-la através de um silêncio cheio de significado e um abraço reconfortante.
Não soube exatamente quanto tempo passou, mas soube que seu tempo havia expirado quando o delegado entrou na sala e o encarou. O grisalho homem entendeu a cena, ele havia ido até ali, exatamente para dar a fatídica notícia e percebeu que já não era mais necessário. Ainda assim, por mais regalias e amizade que tivesse com o aposentado agente especial, aquela brecha no sistema já havia chegado ao limite e Hiko entendeu.
Deu um último beijo no cabelo da mulher, um último aperto de consolo e a soltou, partindo logo a seguir, sem olhar para trás, com um adeus silencioso e levando com ele o choro desolado daquela que um dia amou como mulher.
-/-/-
Logo após Hiko partir, o delegado conversava com a presa quando a porta voltou a se abrir, por ela entrou o promotor Chang Wufei, que observou a mulher com sua característica apatia. Olhou de cima a espera que o pranto se acalmasse. Ele mais do que ninguém sabia o que havia ocorrido, estava até pouco tempo atrás no hospital à espera de notícias de Heero e quando soube que o quadro do amigo era estável e ele ficaria bem, se foi para cumprir com seu dever.
Era famoso por seu desinteresse pelas emoções humanas e isso o transformou em um dos promotores mais implacáveis do país. Sobra dizer que os detentos, odiavam cair em suas mãos e ela notou ao olhar nos olhos dele, que sua desgraça só estava começando.
— Senhora Alicia Palmer Yui. É acusada de tráfico de pessoas, tráfico de drogas, desvio de dinheiro, roubo de propriedades privadas e estelionatário…
— Será que o senhor, ao menos poderia ter um pouco de compaixão por mim, nesse momento? Acabo de descobrir que meu filho… - não conseguiu terminar a frase e engoliu seco.
— Sinto muito por sua perda, mas não! - firme e direto. - Tenho que ler seus direitos e informá-la do que está sendo acusada…
— Conheço meus direitos - gritou. - Conheço minhas acusações, eu sei exatamente tudo o que fiz! - bateu na mesa com agressividade.
Sem perder a compostura, Wufei esboçou um diminuto sorriso e sereno, declarou.
— Então a senhora confessa ter cometido todos esses crimes?
— Confesso! Está bem? Eu confesso eu fiz tudo isso e assumo. Satisfeito?
— Bastante. - colocou papel e caneta na frente dela. - Agora eu quero por escrito e assinado.
A guerra de olhares entre eles não durou muito.
Continua...
Então... Oieee... Eu to viva, olha só. :D
Bom... Aqui temos o penultimo capitulo de Doce Tentação. :D
Siiiim. O próximo acabara com fim em lugar de continua. :D
Aquela que me acompanham nas demais fics, não se esqueçam, eu vou atualizar todas. Eu estou tomando meu tempo em TB pq as coisas lá estão caminhando para seu ápice. Então... Necessito muito cuidado com o próximo passo a dar. Desculpem. Não é uma justificativa, mas é isso que ta rolando.
Acho que não vou demorar em encerrar essa aqui não. Quero aproveitar que está tudo frequinho na mente. Mas, a seguinte a ser atualizada é Filhos de Pandora I, que quem quiser a versão em espanhol dela, encontrará no meu perfil.
Gente... Amo vocês, de verdade e peço mil perdões pela demora horrivel que faço vocês passarem. i-i
Deixem suas lindas reviews para mim, e podem me xingar, aceitarei de bom grado. :D
Beijinhos mil! *u*
07/03/2017
