Na enfermaria, Cho corria apressada para tratar de todos os feridos. Entre
eles, Draco Malfoy, Dumbledore e Sirius Black.

No patio, Gina ajudava Hermione a se levantar, enquanto Ronald fazia o mesmo
com Harry.

- Acabou? - Questiona Harry meio tonto.
- Sim - responde Cedrico. - Ele foi morto pelo próprio veneno.
- Como? - Pergunta Hermione sem entender o que havia ocorrido naquele final
de batalha.
- Algum estilhaço dos dentes do basilisco acertou a perna dele - explica o
jovem Lancelot. - Não fui eu quem o matou e não pude defender Hogwarts -
esclarece olhando a destruição do castelo que chamara de lar na última
década.
- Não fique desapontado, garoto - fala Harry. - As vezes, profecias não são
claras de se interpretar. E depois, nós reconstruiremos Hogwarts.
- Vamos entrar - convida Hermione -, preciso de uma boa dose de conhaque.
- Ninguém vai beber aqui, não antes de ir a enfermaria - ralha Gina, vendo os
companheiros sangrando. - Caso não tenha notado, Hermione, estas com o ombro
e a testa sangrando.
- Irei lá em algum momento - responde a guerreira de Gargula azeda.
- Dumbledore quer ve-los - é Lady Diggory quem vem chama-los no patio. - E eu
irei providenciar um curativo para senhora, Lady Potter - diz Cho virando-se
para Hermione.
- Me de um conhaque e pode dar os pontos que quiser - a morena fala
arrancando risadas de todos.

Nesse momento, o pequeno grupo de corajosos guerreiros se dirige para a
enfermaria do castelo.

Dumbledore, em posse de sua consciencia novamente, aguardava-os sentado em
seu leito.

- Parabens, bravos comandantes - cumprimenta o mago.
- Olá, senhor - retribui Lance e os outros apenas assentem com a cabeça.
- Vejo que venceram o Voldemort - observa Dumbledore.
- O basilisco o matou - diz Lance olhando o chão.
- Jovem Lancelot Scath, não tem motivos para ser tão duro consigo mesmo -
ameniza Dumbledore. - Uma profecia não é um destino selado e muito menos a
previsão do futuro. Somos livres para escolher e uma profecia é apenas isso.
Uma possibilidade, que se torna realidade de acordo com a importancia que
damos a ela.
- Mas...
- Não fique se culpando pelo que ocorreu hoje. Voldemort atacaria Hogwarts
com ou sem o senhor aqui. Ele valorizou demais a profecia e por isso foi
destruido. Imagino, que a esta altura, tenha entendido Hermione - Dumbledore
a observa com um olhar questionador.
- Acredito que sim, mestre Dumbledore - concorda a morena com um olhar
especulativo.
- E o que me diz?
- Treinei o neto do herói da profecia - responde Hermione despertando olhares
curiosos.
- Impressionante, vejo que nada lhe escapa - Dumbledore elogia rindo.
- Mas como? - Indaga Harry
- Amis é o herói que a profecia falava, Harry - completa Dumbledore. -
Lembrem-se do que diz a profecia:
"Aquele que traz a marca da morte
Com a Força e a Sabedoria ao seu lado
Chegará a maioridade por sorte
O equilíbrio das forças será restaurado
O fruto de seu amor, o Grande Rei virá" - recita Dumbledore. - Amis é filho
direto das casas Excalibur e Gargula, portanto Força e Sabedoria. A marca da
morte é a perda dos pais e dos clãs aos quais descende. Chegou a maioridade
pela sorte de ter uma família que lhe encontrou. Mas ele nunca deu valor a
profecia ou nem soube dela. Portanto nunca deu importancia devida a ela e
assim, a mulher que escolheu para amar, uma camponesa e não uma filha da
nobreza, lhe deu uma menina que mais tarde veio a unir-se ao pai de Lance.
Contrariando assim o destino. Amis, igual a vocês dois - aponta para Harry e
Hermione - nunca conseguiu aceitar a ideia de destino traçado. Ele tomou para
si as redeas de sua vida e aceitou de bom grado não ser parte da familia
real. Amis quis viver entre os camponeses e ter o amor sincero. Portanto, uma
profecia furada foi temida e exaltada por mais tempo do que deveria.
- E agora, o que acontece? - Questiona Harry
- Agora Harry, você deve subir ao trono como rei das terras do Sul e Hermione
como rainha das terras do Norte. E como estão casados, os reinos estão
unificados, como era a vontade de vossos pais - declara Dumbledore.
- Mas então... - Harry ia começar a falar quando é interrompido por Hermione
- Nem começa, porque eu já conheço esse discurso e não quero ouvir - Hermione
o corta, deixando todos os observando.
- Eu tenho o direito de começar sim - resmunga Harry teimoso. - Afinal, você
passou os últimos dez anos...
- Já disse que não quero ouvir nada a respeito do meu engano - repete
Hermione.
- Mas quem sofreu fui eu e agora você vai sim me ouvir - argumenta Harry
- Potter, quer resolver isso na espada de uma vez por todas? - Pergunta
Hermione séria.
- Eu só quero que cale a boca e me ouça - escarneia Harry
- Cale a boca você, seu imbecil - retruca Hermione.
- Vem calar - ironiza Harry.
- Já que é assim - Hermione se aproxima bufando de raiva. O guerreiro de
Excalibur já prevendo um tapa, fecha os olhos e espera o impacto que nunca
veio. Hermione havia enlaçado seu pescoço e tomado os lábios do marido em um
beijo fogoso. Os presentes ali olhando, se espantaram com o gesto de sua
futura rainha.
- Nem sempre é com sangue que se vence uma guerra - fala Gina, rindo.
- Calei - sacaneia Hermione ao se separar do marido e ve-lo sem palavras, ao
que todos riem mais ainda.
- Me deve dez moedas - os presentes se virão para ver quem havia lhes dito
aquilo. Os olhos de Gina enchem de lágrimas quando nota que Draco estava
consciente e ela se aproxima devagar. - Vamos, Cedrico e Ronald, eu quero meu
dinheiro, afinal, Hermione domou nosso rei - declara fazendo todos rirem mais
ainda e Harry fechar a cara.
- É bom ver que esta bem - declara Gina acariciando o rosto do amado.
- Eu prometi que estaria sempre do teu lado - lembra Draco e recebe um
delicado selinho nos lábios.

Quando todos se preparavam para deixar a enfermaria, Hermione sente uma
tontura e só não despenca no chão, pois Harry a amapara em seus braços e Lady
Diggory manda que a depositem em um leito.

- Ela ficará bem, sir Potter - fala Lady Diggory, após cuidar da morena que
agora dormia, devido ao sedativo que a enfermeira derá.
- E por que ela continua desmaiada? O que houve com ela? - Indaga Harry
desesperado.
- Ela apenas gastou todas suas energias - responde Cho tranquila. - Uma boa
noite de sono é tudo que ela precisa e amanhã já poderá retornar ao vosso
quarto.
- Posso ficar aqui com ela? - Questiona Harry preocupado.
- Não - impede Cho -, deve retornar aos seus aposentos e descansar. Lady
Potter ficará bem.
- Vamos sir Harry - chama Ronald. - Melhor deixarmos Lady Hermione descansar
e amanhã você faz todas suas reclamações.
- Amanhã ela não me escapa - diz Harry possesso e ao mesmo tempo preocupado.
- Não se preocupe nobre principe, seu coração pode descansar em paz agora,
seu desejo já foi atendido - Luna diz sombria.
- O que quer dizer com isso?
- Nada como o tempo para responder todas as questões - termina Luna se
retirando.
- Espera - chama Harry, mas Luna já nem lhe ouvia mais
- O que ela quis dizer? - Pergunta para o nada.

Vendo que não obteria resposta das paredes, Harry se retira para seu quarto,
onde cai em sono profundo ao tocar o colchão e abraçar o travesseiro que
pertence a sua esposa. Todos no castelo estavam mais exautos do que pareciam.
E Simas e Colin dariam conta de organizar homens para defender Hogwarts caso
precisasse naquela noite.

† – † – †

Logo pela manhã, Hermione acordou na enfermaria. Olhou ao redor e viu que
Draco e Sirius ainda dormiam. Foi se levantar da cama, mas sentiu uma leve
vertigem, seguida de um enjoo. Esperou que passassem, mas não teve como,
levantou-se em busca de um lugar onde vomitar.

- Lady Potter, o que houve? - Pergunta Cho, que havia acabado de chegar e viu
o momento que Hermione correu e vomitou.
- Não é nada, apenas mais um enjoo - responde Hermione convicta.
- A quanto tempo vem tendo esses tais enjoos? - Indaga Cho com ar de quem
sabe das coisas.
- Há mais ou menos duas luas, ou mais precisamente, duas semanas - afirma
Hermione.
- Nessas duas semanas, tem sentido algo mais de diferente?
- Apenas uma leve indisposição e esses malditos enjoos matinais, por que? -
Questiona Hermione
- Creio que a senhora possa estar a esperar o herdeiro de Sir Potter - diz
Cho sorrindo.
- Não pode ser - Hermione fala incredula. - Nós... bem... nós...
- Pode acontecer sempre que um casal se deita como...
- Eu sei como são feitos os bebês - responde Hermione arredia. - Mas ainda
assim, a magia é capaz de dobrar a natureza...
- Mas sempre pode falhar
- O que não quer dizer que falhou
- Lady Potter, se acalme - pede Cho -, se estiveres mesmo grávida, o
nervosismo não lhe fará bem.
- Eu preciso de uma bebida bem forte - solicita Hermione
- A senhora também não poderá consumir alcool por agora
- Só falta vir me dizer que não poderei mais lutar por meu reino também
- Por enquanto, a senhora deve repousar e pensar em sua saúde e da criança
que esta carregando
- É muita audacia pensar que seguirei tuas ordens
- Podes não seguir as ordens dela, mas seguiras as minha - afirma Harry,
entrando na enfermaria.
- Acha mesmo que podes mandar em mim? - Questiona Hermione ao marido
- Se Lady Diggory acha que precisas de cuidados diferenciados, devido ao
estress da batalha, então irá acatar sim as ordens dela.
- Não tive estress pós batalha - retruca Hermione -, apenas estou grávida.
- O que disse? - Pergunta Harry bobo
- Você ouviu muito bem, não me faça ficar repetindo isso
- Mas como? Quando?
- Acho que sabe muito bem como, afinal, você participou e quando, penso eu
que foi naquela maldita noite...
- Aquela que lhe deixei sem voz pela manhã?
- Pare com esse sorriso debochado, temos muito que fazer. Hogwarts esta o
caos, o conselho precisa ser reunido, os ultimos comensais devem ser
capturados e veremos como colocar esse castelo de pé o mais cedo possível -
declara Hermione pratica.
- Esta mesmo grávida de um filho meu? - Indaga Harry com um sorriso enorme.
- Sei lá - responde Hermione fria.
- O que há contigo? - Pergunta Harry desapontado. - Acaso odeias tanto assim
o fato de se tornar mãe de um filho meu?
- Acontece que acabamos de vencer uma guerra que já dura décadas e tudo que
consegue pensar é que eu posso estar carregando um filho teu?
- Sim, afinal, entrou em batalha e quase matou a si mesma e ao meu filho.
Estou muito preocupado com você. Dumbledore e Luna vão examina-la antes de
qualquer coisa.
- Ninguém irá colocar as mãos em mim. Tenho coisas demais a fazer.
Conversamos a noite, em nosso quarto sobre eu estar carregando teu precioso
herdeiro ou não - encerra o assunto e sai.

Harry, que ficou estupefato com aquela explosão subita de Hermione, tenta
alcança-la, mas não precisa se esforçar muito, afinal, assim que chegou ao
patio, presenciou uma cena engraçada.

- Lancelot Scath, é assim que pretendes me desposar? - Grita Helena
- Helena, meu amor, eu tinha que ir - responde Lance. - É meu dever como
membro do clã de Gargula proteger estas terras e Lady Potter.
- Mas precisava quase morrer? Precisava me deixar a beira de um ataque de
nervos correndo daquele modo e enfrentando todos aqueles montros? Precisava
se arriscar tanto?
- Eu...
- Não quero ouvir nem mais uma palavra - Helena diz nervosa.
- Ouça mulher - grita Lance, perdendo o jeito calmo e paciente, seu olhar
agora era severo -, eu e todo o castelo pensavamos que só eu e somente eu
poderia matar aquele monstro e era meu dever tentar.
- E eu?
- Eu te amo, caramba - declara Lance fazendo as poucas janelas que ainda
estavam inteiras se estilhaçarem. - Fiquei vivo graças a esse amor.
- E todos pensavam que nós dois iriamos colocar esse castelo abaixo -
Hermione zomba divertida ao lado de Harry.
- Pois é - fala o cavaleiro de Excalibur rindo agora do rosto corado do
menino e sua noiva.
- Acho que esta mais que na hora de casarem - comenta Gina, que também ria da
discussão que havia acabado de assistir. - Afinal, nem esses dois conseguiram
por este castelo abaixo com as brigas deles. Vocês, na primeira já arrumam
mais trabalho para os pobres coitados que terão que coloca-lo de pé -
escracha Gina.
- Isso é para você nunca mais vir me dizer que nós ainda destruiriamos
Hogwarts - argumenta Harry.
- O menino ganhou de vocês - sacaneia Gina
- Gina, você não devia estar organizando as defesas do castelo? - Questiona
Hermione
- Já esta tudo em ordem, Hermione - responde Gina sorrindo. - Só estamos
aguardando vocês para iniciarmos o conselho.
- Certo, vamos

† – † – †

No salão onde acontecia todos os conselhos, lá estavam reunidos, Harry e
Hermione Potter, Draco e Gina Malfoy, Ronald e Luna Weasley, Sirius Black,
Remus Lupin, Simas Finnigan, Colin Creeve, Cedrico Diggory, Lancelot Scath e
Albus Dumbledore.

- Que bom que todos puderam comparecer - agradece Dumbledore. - Como já
sabemos, a guerra foi vencida e a notícia se espalha pelo reino. Todos
aguardam a coroação dos reis das terras do Sul e do Norte.
- Providencie para o mais breve possível, Dumbledore - sentencia Harry.
- Assim que o Bispo de Aldershot chegar, poderemos realizar a coroação. Uma
carta foi enviada ontem a noite a ele - responde Dumbledore. - A previsão é
que chegue dentro de uma semana.
- Minerva deve estar presente - ordena Hermione. - Colin, parta para busca-lá
assim que esta reunião se findar.
- Sim, senhora - diz o jovem mensageiro.
- Agora vamos a assuntos mais urgentes, cada comandante deve posicionar suas
tropas e retomar todos os vilarejos sob o dominio de comensais - assume o
controle Harry.
- Antes de formularmos a estratégia, devo acrescentar que lady Luna tem uma
nova profecia para nós - interrompe Dumbledore.
- E qual seria? - Pergunta Hermione com cetiscimo.
- "A morte tomou para si o guerreiro. Um acordo entre reis foi cumprido. O
destino já foi trapaceado. Do ventre surge o novo herdeiro. Um novo tempo
será definido. E o nobre será destronado." - Fala Luna.
- Mais uma profecia para interpretarmos - lamenta Hermione.
- Se acalme Hermione, creio que esta profecia já esteja cumprida, visto que a
fiz antes da batalha terminar - declara Luna.
- Essa profecia é o que me garante que Amis era o herói da outra - informa
Dumbledore. A morte levou Amis já. Vocês dois cumpriram o acordo de vossos
pais ao casarem, mesmo que por amor. Amis trapaceou o destino quando não
matou Voldemort e não se tornou rei. Um novo tempo será mesmo definido, pois
quando o tempo de um rei se finda, o de outro começa e com a coroação de
vocÊs dois, estamos a beira desse novo tempo. O nobre, não podemos esquecer
que Voldemort era um membro da casa dos Lords e ele foi realmente destronado,
pois era o imperador das trevas como muitos o denominavam. Só falta mesmo
Hermione dar a Harry seu herdeiro - explica Dumbledore.
- Não falta não - diz Harry espantando a todos
- Você esta gravida, Hermione? - Pergunta Gina surpresa.
- Isso não é da conta de ninguém - retruca Hermione -, e ao que me consta...
- Hermione, cale-se - ordena Harry.
- Cale-se você - devolve Hermione.
- Parem os dois - briga Dumbledore. - Não são mais crianças para brigarem
assim. Em poucos dias serão rei e rainha deste mundo e não podem se dar ao
luxo de ficarem se ofendendo quando bem desejarem. - E Hermione, se estiveres
grávida já, este bebê é vosso herdeiro e de vossas terras. Terão de educa-lo
para ser governar. Como pretendem fazer isso brigando deste modo.
- Parem de me olhar dessa forma, eu não estou grávida coisa nenhuma. Harry
ouviu uma conversa torta sobre eu estar sofrendo de estress pós-batalha...
- Você falou por conta própria que estava grávida para mim - grita Harry -,
mas agora nega perante teus companheiros de batalhas o fato mais maravilhoso
que poderia nos acontecer?
- O fato mais maravilho já aconteceu. Vencemos a guerra - declara Hermione. -
E portanto, gostaria de discutir o que realmente é relevante agora: As
defesas de nosso reino.
- Pode fazer isso sem mim - diz Harry se retirando.
- FAREI - Grita Hermione ouvindo a porta bater atrás de si. - Se ninguém
quiser sentir minhas flechas espetando-lhes o traseiro, sugiro que esqueçam a
atitude infantil de meu marido e se concentrem no que realmente importa -
ameaça Hermione perante os olhares que recebia e sorri quando ve todos
concordarem e passarem a prestar atenção ao mapa e ao posicionamento de seus
homens.

† – † – †

No patio do castelo, Harry apenas observava toda a destruição que seu lar
havia sofrido. Os corpos já haviam sido retirados e um enterro digno foi dado
aos soldados de Hogwarts que perderam a vida para defende-la. Orba estava
pousado em seu braço.

- Leve para Minerva - Harry pediu a seu falcão quando o lançou para os céus e
ficou vendo-o sumir naquela imensidão azul que era o céu naquele dia.
- Sir Potter - chama Snape - podemos conversar?
- Diga o que quer Snape - responde rispido.
- Vim informa-lo que estou deixando Hogwarts.
- Faça como quiser.
- Continua me odiando tanto assim?
- Apenas não confio em espiões.
- Sua mãe me pediu para entregar isso, quando fosse a hora - diz Snape,
estendendo uma chave para Harry. - Ela abre a porta secreta do castelo de
Excalibur.
- E onde ela fica?
- Fica dentro das ruinas do castelo. Busque pelo trono da rainha. Lá
encontrará a pista para a porta.
- E não podes me dizer diretamente onde ela esta?
- Sua mãe nunca me contou e apenas um herdeiro legitimo pode achar a pista.
- Mas por que esta me dando isso?
- Sua mãe temia não ve-lo crescer e pediu que eu a guardasse até que você se
tornasse rei.
- Você... amava...
- Foi a muito tempo, Potter. Se eu amei ou não, isso pouco importa hoje...
- Mas foi por esse amor que não me matou quando eu era pequeno e que se virou
contra Voldemort?
- Foi...
- Então...
- Não tenho mais nada a fazer aqui.
- Para onde vai?
- Não sei ainda.
- Se quiser ficar...
- Não tenho porque ficar.
- Certo, adeus então.
- Diga ao Draco que parti - fala Snape e sai galopando rumo seu destino.

Harry ficara no patio observando a chave que tinha em mãos. Um presente de
sua mãe. Sua única lembrança dela. Mas o que será que ele encontraria dentro
da tal porta? Com este pensamento em mente, rumou para o castelo. Noutro
momento pensaria nisso.

† – † – †

Quando a noite caiu, Hermione e Harry se encontraram em seus aposentos. Porém
o silencio que reinava naquele quarto era ensurdessor. Nem de perto lembrava
os amantes que ali dormiam.

- Esta mesmo decidido a me ignorar? - Pergunta Hermione se deitando.
- Enquanto estiveres decidida a ignorar o fato de carregar meu filho em teu
ventre, sim - responde Harry seco.
- Pretende sair? - Questiona Hermione vendo o marido completamente vestido.
- Sim - diz Harry.
- E vais em busca de alguma mulher da vida para ocupares teus lençóis esta
noite ou irá desvirtuar alguma jovem indefesa - Hermione fala com sarcasmo.
- Não sou dado a desvirtuar jovens donzelas.
- Fez isso comigo, caso não esteja lembrado.
- Fiz por amor e me casei com você, sem que tua honra fosse manchada.
- Ela já estava manchada quando casamos. O fato de ninguém ficar sabendo não
muda em nada isso.
- Muda sim, faz toda a diferença, você casou como uma princesa e em poucos
dias tornar-se-á uma rainha - retruca Harry se dirigindo para a porta.
- Se dormires com qualquer que seja a vadia, garanto-lhe que nunca mais
cobrirá mulher alguma e muito menos terá cabeça para ser coroado rei.
- Não te preocupes, diferente de ti, respeito o amor que sinto por ti -
declara Harry. - Apenas irei dormir em meu quarto.
- Ora, espera mesmo que eu acredite que dormirá lá sozinho?
- Espero sim, pois é o que farei.
- O que houve com você?
- Como assim? - Pergunta Harry sem entender as reações de sua mulher.
- Normalmente, quando discutimos assim, você não para enquanto não me arrasta
para teus lençóis e me toma para ti.
- Não se pode vencer todas as batalhas - declara Harry com ar cansado.
- O que queres dizer com isso?
- Cansei de tentar me fazer amado por ti.
- Mas...
- Esqueça Hermione, sei que considera amor e todo resto apenas uma ladainha
para que eu a leve para meus lençóis. Então, vamos para de brigar. Tudo que
desejo, você me nega.
- Eu não lhe neguei muitas coisas - ironiza Hermione.
- Nega-me apenas o mais importante: O teu amor e um filho. - Harry fala
saindo do quarto.

† – † – †

Lance e Gina estavam observando o calmo movimento do castelo, quando Harry se
junta a eles sobre um dos muros que não haviam sofrido danos.

- Pensei que tinha ido se deitar - comenta Lance.
- Eu ia - diz Harry.
- E por que desistiu? - Questiona Gina.
- Estou cansado de tanto brigar com Hermione.
- O que esta havendo entre vocês dois nesses últimos tempos? - Indaga Gina.
- O de sempre: Não concordamos em um ponto e então nosso casamento vira uma
guerra e o quarto se torna o campo de batalha - debocha Harry.
- E essa batalha, pelo que vejo, ela venceu - ri Lance.
- Eu me rendi - declara Harry -, ela venceu a guerra.
- Mas como? Harry Potter nunca desiste - afirma Lance incredulo com as
palavras de Harry.
- Nem sempre podemos vencer tudo, Lance - Harry fala derrotado. - Hermione
não é como as outras mulheres.
- Isso eu sempre soube, por isso que és o único para ela - diz Gina.
- Mas ela não me ama - resmunga Harry.
- Lembro de conversar com ela um dia antes de vosso casamento. Ela me afirmou
aqui mesmo, sobre este muro que só casaria por amor...
- E como casou comigo, presumiu que ela me amava?
- Ela disse que o amava, Harry - conta Gina.
- De todo modo, ela nega este amor e nega-me um filho.
- Pensei que ela estivesse grávida - diz Lance.
- Hermione não aceita a ideia e muito menos deixa que Dumbledore ou Luna ou
qualquer outro veja se seu ventre esta emanando a energia da vida.
- Harry, deixa Minerva chegar, ela saberá lidar com Hermione - pede Gina.
- Pode ser, mas até lá... Tornado - chama Harry e o valente dragão surge para
seu mestre.
- Onde vai? - Questiona Lance.
- Não interessa - responde Harry.
- Deixe-me ir com você - pede Lance.
- Hogwarts precisa de você - proibe Harry já montado no dragão. - E caso eu
não volte, também é um herdeiro de Excalibur. Assuma o trono, case-se com
Helena e seja o um rei melhor que nossos antepassados foram.
- Mas... - ia retrucar Lance.
- Ouça Lance, você precisa crescer. Em três luas será maior de idade.
Portanto, haja como homem e faça o que seu superior manda.
- Mas...
- Se continuar a discutir comigo, corto tua lingua. Agora, deixe-me ir.
- Sim, senhor - acata Lance visivelmente chateado.
- Para onde vai, Harry? - Pergunta Gina.
- Gina, não se meta em assuntos que não lhe dizem respeito.
- Espero que não aprontes nada, Potter - comenta Gina.
- Não se preocupe, não irei buscar lençóis de mulher nenhuma para me
consolar. Jurei fidelidade a Hermione e assim farei. Sou um homem de palavra,
caso tenha esquecido, Gina - harry fala profundamente chateado.
- Eu sei, apenas volte vivo.
- Voltarei.

E assim, Harry deixa o castelo em direção ao clã de Excalibur. Nas costas de
seu dragão, o valente guerreiro de excalibur chorava pela primeira vez em
muito tempo.

† – † – †

Assim que amanheceu, Hermione saiu para o patio. Vestia suas tradicionais
botas de couro, as calças de caça, um corpete por cima de uma blusa azul e as
ombreiras metalicas prendiam a capa. Pegou sua flauta e sentou-se sobre uma
murada do patio. A melodia que tocava era triste. Ficara um bom tempo ali, e
todos os cavaleiros que passavam, a observavam. Muitos destes, estavam de
partida para retomar os vilarejos em poder dos comensais e assim vencer para
sempre o mal que assolara aquele reino. Mas nada disso Hermione notava, a
princesa de Gargula estava compenetrada em seus pensamentos e nada a tiraria
dele.

† – † – †

Enquanto isso, no castelo de Excalibur, Harry agora tentava localizar a sala
do trono. Após quase uma manhã de exploração, ele finalmente encontrara a
entrada. E sobre os restos do trono que um dia sua mãe sentara-se como
rainha, ele viu um pedaço de tapaeçaria. Snape lhe dissera para encontrar a
pista para a porta. E ali, com um pedaço delicado de tapeçaria, Harry
entendeu a pista. Ele deveria encontrar a tapeçaria a qual aquele pedaço
pertencia. Mas como? Muitas haviam sido destruidas, decadas atrás, quando
Greyback atacou seu lar. Porém, ele tinha que tentar. E foi isso que fez.
Partiu pelos corredores que encontrava. Buscou encaixar sobre todas aquelas
que as traças não haviam roido ou o fogo queimado.

Ao cair da noite, o rapaz estava exausto e não havia encontrado. Sentou-se
aos pés do trono e começou a observar aquele pedaço de tecido que tinha em
mãos. Foi então que se deu conta de seu erro. Não era um pedaço de qualquer
tapeçaria, era um pedaço da taperaçaria que só poderia pertencer ao quarto de
um rei. Era um pedaço do brasão do Excalibur. Visto isso, Harry saiu correndo
em direção ao quarto dos pais. Lá, encontrou a tapeçaria quase intacta e ao
colocar o pedaço no canto inferior, viu o alçapão. Pegando a chave que trazia
consigo, destrancou a porta e entrou.

Com sua magia, Harry produziu uma chama e então viu o que estava guardado
ali. Não pode conter as lágrimas que lhe acometaram novamente. A espada de
seu pai estava pendurava em uma parede, junto a outra espada, menor e mais
leve, só poderia ter pertencido a sua mãe. Mas o que lhe encheu os olhos de
lágrima foi o retrato que viu, era uma pintura enorme, mas muito bem feita.
Nela, seu pai tinha uma mão sobre os ombros de sua mãe que o segurava nos
braços. Harry sentou-se no chão e se perdeu em sonhos contemplando aquela
pintura. Somente, horas depois, muitas horas depois foi que o guerreiro
levantou a cabeça e contemplou o tesouro que jazia na sala. Era mais do que
poderia supor. Seus pais haviam garantido que as mais belas joias de
Excalibur ficasse a salvo de mercenarios ou fossem derretidas por ferreiros
miseraveis. Empolgado com a descoberta, Harry trancou a sala e decidido a
buscar Remus e Sirius para verem aquilo, ele deixou o castelo de volta a
Hogwarts. O que o rapaz não esperava é que mais de duas noites já houvessem
passado desde sua partida.

† – † – †

Hermione não se encontrava no castelo quando Harry pousou no patio.

- Onde estão Remus e Sirius? - Pergunta Harry empolgado, a Draco.
- Sairam para caçar com Lance - responde Draco.
- Me avise assim que eles chegarem - pede o rapaz de cabelos negros, agitado
e feliz.
- Onde esteve? - Pergunta uma voz raivosa a suas costas.
- Já lhe disse para não se meter em assuntos que não são seus, Gina - diz
Harry.
- Já fazem duas noites que saiu sem dizer onde iria e ainda avisando que
talvez não voltaria. Se não deve satisfação a Gina, pelo menos a mim, você
deve Potter - Ordena Hermione rispida.
- Assuntos de familia - responde Harry voltando a sua irritação.
- Que eu saiba, ainda sou sua mulher - fala Hermione - mas já que nosso
casamento vale tão pouco para ti, nada mais tenho a fazer aqui - declara
Hermione deixando o patio.
- Acho que pegou pesado, ela ficou preocupada contigo. Passou a noite toda de
ontem procurando por você.
- Ela deve ter me procurado em tudo que é bordel e taverna que exista e agora
esta desapontada porque estou vivo e principalmente, por não ter me achado
nos lençóis de outra.
- Sugiro que vá falar com ela - diz Draco.
- Estou indo - concorda o moreno de olhos verdes se dirigindo para onde a
esposa havia ido.

Assim que chega ao quarto, ve Hermione colocar as roupas dentro de um bau.

- O que esta fazendo? - Indaga Harry.
- Indo resolver assuntos de familia - responde ironica.
- Eu e Lance somos sua unica familia.
- Digo o mesmo sobre ti.
- Ora Hermione, acaso acha que estive onde?
- Para sumir como sumiste? No inferno provavelmente.
- Então fostes atras de mim?
- Lógico que fui.
- E não me achou em nenhum bordel ou taberna?
- Como disse, deve ter ido até o inferno para sumir como sumiu.
- Por que fostes atras de mim?
- Porque és meu marido.
- Isso nunca foi motivo para e fazer ir atras de mim. Estavas preocupada ou
com medo de ser traida?
- Não admitirei nunca que me traia e sabe disso.
- Eu nunca a trairei, sou fiel as minhas promessas e sou um homem de palavra.
Jurei ser fiel a ti e sou. Sabe por que? Por a amo.
- Por que sumiu então?
- Já lhe disse, tinha um assunto de familia a resolver?
- Qual? Providenciar teu herdeiro? Saiba que um bastardo não pode ser rei.
- Maldita mania de nunca me ouvir... qual a parte do eu te amo você não
entendeu?
- A parte em que sumiu da face da terra por dois dias e recusa-se a me dizer
o que andou aprontando.
- Fui até Excalibur. Precisava descobrir o que esta chave abria - fala Harry
livido, mostrando uma chave com dois rubis incrustrados no cabo.
- E o que abre? - Hermione pergunta agora curiosa.
- Uma porta que um tesouro.
- Já és rico o bastante para ir atras de promessas de tesouros, POtter.
Poderia ter morrido.
- Minha mãe mandou Snape me entregar isso.
- E confia nele?
- Sabe que não, mas ele amou minha mãe e a ama até hoje. É incapaz de me
causar mal por causa desse amor.
- Sempre amor, Harry.
- Sim, Hermione. O que você tem contra ele?
- Eu? Nada, apenas odeio o sofrimento que ele trás.
- Hermione, teme tanto assim me amar por medo de sofrer?
- Eu sempre o amei, Potter.
- Então por que negas isso?
- Nunca neguei, apenas nunca soube demonstrar.
- Por que me nega um filho?
- Não percebes que tenho medo?
- Medo? De que? Hermione Granger nunca teve medo de nada.
- Exato, eu não tinha medo, mas um filho, Harry... eu não sei ser mãe. E se
eu errar, e se ele não me amar? - Hermione pergunta agora chorando muito
- Hermione, eles irão te amar e aprenderemos juntos a ser pais, seremos bons
pais - diz Harry a abraçando enquanto a morena, em prantos, se agarra a Harry
para sentir a segurança que apenas aquele abraço lhe proporcionava.

E assim, ficaram até que o pranto da morena cessou e ela adormeceu nos braços
do marido.

† – † – †

Uma semana havia se passado desde que todos aqueles eventos se haviam
passado. O momento da coroação seria em poucas horas, na manhã seguinte. Os
dois guerreiros destinados a coroa estavam em seus quartos, Hermione estava
deitada sobre o peito de Harry enquanto o moreno lhe envolvia nos braços e
acariciava seus cabelos.

- Nervoso? - Questiona a morena reflexiva.
- Um pouco - responde Harry também em meio aos seus pensamentos.
- Preciso te dizer uma coisa.
- Fale - diz Harry olhando nos olhos da morena, que havia se levantado para
olha-lo.
- Estou grávida - ela fala com incerta.
- E eu estou feliz por isso - afirma Harry sorrindo abertamente, para em
seguida dar um leve beijo nos lábios da morena.
- Te amo - declara Hermione.
- Eu também - garante Harry, sentando-se e levando a morena consigo, para
tocar a barriga ainda lisa da morena -, e a você também, meu filho.

† – † – †

No dia seguinte, com toda a corte, os amigos e os eternos companheiros de
batalha, o Bispo de Aldershot corou Harry como rei e Hermione como rainha, e
assim, os reinos do Sul e do Norte se tornaram um único grande reino.

As coroas que os morenos usavam, era as mesma que os pais de Harry usaram. Elas estavam guardadas atrás da porta secreta daquela sala que Harry descobrira com a chave de Liliam. E que ele mostrou a Hermione no dia seguinte a noite que retornara ao castelo. Enfim, apenas assuntos de familia, como ele dissera.

FIM.

-
N/A: Coveiro: Então, chegamos ao final dessa história. Eu adorei escreve-la e
agradeço muito a Ingrid D. que betou e escreveu essa fic comigo. Foi uma experiencia maravilhosa aprender com ela. Devido alguns contratempos, esse capitulo não pode ser betado. Mas apreciamos muito os comentarios que recebemos e esperamos receber mais. Um comentario de cada leitor nos incentiva a sempre estarmos escrevendo mais. Porque saberemos o que agrada a vocês e o que tem que melhorar.

N/A 2 Coveiro: Quem acompanha, aguarde o epilogo, que é o ultimo capitulo e
provavelmente vem ainda essa semana.

N/A 3 Coveiro: Quem gostou, comenta ai...