Olha, nem sei o que dizer de tão viada que fiquei com as reviews no último capítulo. Vocês são uns amores mesmo!
Links importantes no perfil, o próximo é o último... antes do epílogo.
Previsão de postagem: 29/12 (finalizando o ano e a fic together)
Vamos lá!
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BPOV
O movimento na cama me fez acordar no meio da noite meio perdida, sem entender onde eu estava e por que um barulho de gemido era escutado. Procurei o abajur que sempre estava ao lado de minha cama, mas encontrei o criado-mudo vazio e então lembrei que não estava nela. Ainda estava no quarto de Edward, tinha adormecido enquanto acariciava seu cabelo para ele se acalmar e era ele que causava toda aquela movimentação. Edward estava quase se debatendo ao meu lado, murmurando algo enquanto o punho estava cerrado e bastante agitado. Sentei na cama esfregando meus olhos para acordar de vez e tentar enteder o que acontecia.
- Não... - ele resmungou com uma expressão de extrema dor. - Por favor, não...
- Edward... - sussurrei tocando seu peito e sentindo o suor gelado em sua pele. - Acorde...
- Não... Mãe!
Seu grito dava a entender que uma dor muito grande tomou conta dele naquele instante em que abriu os olhos e seu corpo estremeu antes de ele sentar na cama. Edward arfava olhando ao redor em busca do que lhe pertubava no sonho e quando seus olhos encontraram minha expressão de susto ele apertou meu rosto entre suas mãos e me beijou com veemência, invadindo minha boca meio trêmulo, meio desconsertado.
- Por favor... - ele sussurrou dando intervalos menores que segundos entre um beijo e outro. - Não me deixe... Por favor...
- Eu não vou te deixar. - tentei dizê-lo quando minha boca era desocupada pela sua. - Eu nunca vou te deixar...
Não tive como me defender dos avanços de Edward em minha boca e meu rosto, os dedos penetrando no fios de meu cabelo para me trazer para próximo dele e me fazendo perder o controle de meu corpo. Ele mandava em meus movimentos, foi ele que me obrigou a deitar na cama e arrancou minha calça jeans em um movimento rápido sem me dar chance de impedi-lo. Suas intenções eram claras com os passos dados entre os beijos fervorosos e o choque desde que acordei com seu pesadelo me deixava ainda mais a mercê dele.
- Eu preciso de você, Bella. - ele grunhiu respirando pesadamente em meu ouvido e voltando a invadir minha boca. - Agora...
No One's Gonna Love You - Band of Horses
Eu sentia seu desespero no jeito que meu corpo era imprensado contra a cama e que sua mão apertava meu couro cabeludo na nuca para que nossas bocas não se separassem. Por mais que toda a situação fosse assustadora, eu não tinha mais medo da brutalidade que a barba sem fazer por dois dias arranhava meus lábios e que seu beijo apressado machucava minha boca. A força que Edward aplicava para me manter colada ao seu corpo era excitante, causava os arrepio prazerosos em minhas terminações nervosas que me relaxavam e faziam minha mente focar apenas no momento. Não pensei no medo, na dor, na tensão ou em qualquer coisa que me impedisse de continuar. Aquele era o tal momento para finalmente transar com Edward apesar das circunstâncias.
Sua mão pediu passagem entre minha camisa e minha pele quando ele a invadiu para cravar os dedos rapidamente em minha barriga e agarrou minha coxa com os dedos tensos em forma de garra. Nossas respirações pesadas estavam em sincronia e nossos peitos colados subiam e desciam juntos conforme os lábios de Edward iam para meu decote. Ele não disse nada e se afastou de mim para tirar minha camisa e me deixar de calcinha e sutiã em sua frente. O medo não chegou nem mesmo nesse momento e ele me encarou por alguns segundos analisando minhas formas, meus lábios entreabertos, minhas bochechas ruborizadas que eram suas favoritas. Edward congelou ajoelhado com nossas pernas entrelaçadas e para encorajá-lo a continuar eu abri o feche do meu sutiã e o deixei soltou em meus peitos para que suas mãos me despissem e prosseguissem com o que estava acontecendo.
Ele me beijou com mais calma quando voltou a deitar sobre mim e com delicadeza sua mão tirou o sutiã de meu corpo para jogá-lo em qualquer canto do quarto, em seguida acariciando lentamente meu seio e me fazendo buscar por ar ao arquear a cabeça. Eu apertava o músculo tensionado de seu braço, cravava meus dedos nele e acariciava em um ritmo condizente com nossas bocas encaixadas se beijando, descendo sem perceber por seu peito até o elástico do short que ele usava. Edward contraiu o abdômen ao sentir meus dedos na região e discretamente eu adentrei a peça até encontrar seu membro estimulado por nossas carícias. Minha mão era delicada em comparação com a rigidez em que ele se encontrava e sem saber o que fazer direito eu a tirei de lá rapidamente, mas o poucos segundos em que eu estivesse dentro de seu short foi o bastante para incitar Edward. Minha calcinha foi a próxima peça a ser jogado no chão e minhas pernas se afastaram automaticamente quando Edward se encaixou entre elas.
Foi no tempo gasto para piscar os olhos que eu sentir a invasão dolorosa em meu sexo. Hábil, Edward tirou o short e me penetrou rapidamente apenas com a extremidade de seu membro, mas suficiente para que toda a dor voltasse e me fizesse rodear seu pescoço com o braço em um aperto forte e me curvar discretamente tentando me livrar do sofrimento. Se eu realmente quisesse que aquela fosse a vez teria que superar meus medos e me concentrar em outra coisa, porém ainda existia a sensação que lembrava o sofrimento de nossa primeira tentativa e obviamente eu pensei em desistir de tudo. Desisti de desistir quando escutei a respiração pesada de Edward em meu ouvido e entre as arfadas eu entendi a palavra "desculpe" sendo dita. Respirei fundo, deitei corretamente na cama e liberei seu pescoço para que nossos olhos pudessem se encontrar. Ali eu vi a pessoa que eu amava, que me dava forças, que me fazia feliz e tudo que eu mais queria era ser dele de todas as formas imagináveis.
- Tudo bem... - sussurrei segurando seu rosto com uma mão e sentindo dificuldade para respirar assim como ele. - Eu estou bem.
Seus lábios nos meus no beijo sem pressa me acalmaram e me fizeram perceber apenas um pouco da dor quando Edward continuou me invadindo também sem pressa. Ele limitou-se a pouco, ponderando até onde eu iria agüentar e acariciando meu rosto com o polegar formando círculos em minha bochecha ao me estocar com calma, quase acariciando meu interior no jeito paciente que tomou lugar do desespero inicial. Sim, aquilo incomodava e eu sentia o atrito de ser preenchida por completo arder minhas entranhas, mas era Edward que me causava aquilo e eu sabia que sua intenção não era me machucar. Ele queria me dar prazer e mesmo que eu estivesse longe de ter um orgasmo maravilhoso apesar dos estímulos serem inúmeros eu me sentia bem por ter conseguido. O pior tinha passado e ele não deixou meus lábios nos minutos que compartilhamos juntos.
Às vezes eu me distraía com um beijo cândido sentindo meu rosto ser acariciado, outras vezes ele apenas encostava a testa na minha e deixava um gemido baixo escapar dos seus lábios para que minha boca engolisse e retrucasse com o mesmo som. Como se tivéssemos ensaiado, como se nascêssemos sabendo o quê e como fazer e eu cheguei até mesmo a pensar que fosse algo que realmente nascesse com a pessoa. Minhas reações, toques, movimentos, tudo era tão natural e na hora certa que não tinha como não dar certo. Não existia melhor maneira de me sentir amada do que aquela, com toda a intensidade de senti-lo em mim, de molhar minha pele com sua saliva e meu suor, de sussurrar uma resposta meio desconcertada quando ele perguntava se estava tudo bem. Tudo estava perfeito, como nossa primeira realmente tinha que ser e estava sendo. Sem sofrimento, sem correr para um hospital no meio da noite e sem arrependimentos.
Senti Edward me penetrar com mais pressa e agarrar o lençol ao lado de minha cabeça, não conseguindo mais me beijar e respirando contra meu ouvido enquanto tentava mordê-lo ou beijar meu maxilar. Ele esqueceu de mim nos segundos finais em que buscava apenas seu prazer e apesar de ter sido um pouco doloroso, eu agüentei sem reclamar até senti-lo parar de repente e grunhir baixo soltando todo o peso sobre mim. Pronto, nós conseguimos e eu deixei o sorriso de alívio se expandir em meu rosto conforme Edward voltava a beijar meu maxilar, minhas bochechas e a deixar meu corpo. Queria ficar mais alguns segundos sentindo todo seu corpo contra mim e me aninhei em seu peito quando ele passou o braço ao redor de minha cintura e nós ficamos em silêncio nos recuperando.
- Isso... Eu... - Edward disse quebrando o silêncio do quarto e eu levantei o rosto para encará-lo, mas ele riu e fechou os olhos balançando a cabeça.
- O que foi? - insisti sentando em minhas pernas e o vendo se apoiar nos cotovelos.
- Você é perfeita. - ele comentou esticando a mão para entrelaçar nossos dedos. - Eu te amo, Bella.
- Eu te amo, Edward. - murmurei me aproximando de seus lábios e o beijando sem pressa e força.
Em um movimento rápido ele jogou meu corpo contra o colchão e distribuiu beijos por todo meu rosto me fazendo gargalhar. Depois disso ficou me encarando por algum tempo sem dizer nada, sorrindo, respirando fundo de tempo em tempo até que seu corpo pedisse descanso e junto com o meu nós caíssemos em um sono necessário enquanto o sol começava a nascer.
Despertei algumas horas depois enroscada no lençol e com uma mão em minhas costas, encontrando Edward deitado na mesma posição que a minha e roncando baixo. Me aproximei um pouco para ver melhor seu rosto cansado coberto por uma barba discreta e as olheiras começando a surgir debaixo de seus olhos, uma imagem diferente da que eu estava acostumada a ter dele. Meu Edward costumava ter um sorriso no rosto o tempo inteiro, aquele ar de saudável e coragem para encarar o mundo, mas o que eu vi na noite anterior foi um menino que perdeu a mãe cedo demais e agüentou até o dia que não deu mais e teve uma crise. Edward chorou, quis desistir, se perguntou por que o mundo tinha que ser tão injusto assim e eu estivesse ao seu lado o tempo inteiro, sabendo exatamente como ele estava se sentindo. Há menos de um ano eu me senti daquela forma quando foi minha vez de perder a mulher mais importante de minha vida e quando encontrei Edward, me perguntei como ele conseguia ser tão forte para suportar as conseqüências de crescer sem Elizabeth. Bem, sua hora chegou e depois de todo o sofrimento momentâneo eu acho que tinha feito minha parte em ajudá-lo a entender um pouco.
Por mais que quisesse passar o restante do dia na cama com ele, eu tinha que voltar pra casa e tentar explicar a Charlie o que me fez dormir fora de casa sem avisá-lo. Talvez eu contasse a verdade sobre Edward precisar de mim no dia anterior e talvez ele acreditasse, mas se ele não acreditasse certamente brigaria muito comigo pela merda que fiz. Tentei não me mexer muito quando tirei sua mão de mim e fiquei em pé enquanto tentava enrolar o cobertor ao redor de meu corpo nu. Edward se mexeu para virar de barriga pra cima e jogou o braço sobre os olhos enquanto resmungava algo dormindo e eu vi a pequena mancha de sangue na cama me fazendo relembrar o que aconteceu. É, nós tínhamos transado de verdade dessa vez e eu sobrevivi para contar a história. Não que eu fosse sair por aí contando como foi, mas minhas bochechas queimaram e eu reprimi um sorriso quando alguns flashes vieram à mente, quando eu relembrava a sensação de aceitar Edward por inteiro, de suas mãos em meu copo e seus lábios em mim. Como qualquer casal conseguia e eu me senti orgulhosa de fazer parte dessa normalidade também.
Só que no meio dessas lembranças boas veio uma que me deixou preocupada. Nós não tínhamos usado camisinha. Tanta preparação, tanta conversa sobre como sexo seguro era importante para nossa saúde e quando aconteceu nós esquecemos desse grande detalhe. Fora que Edward não tomava o coquetel há dois dias e eu há um, o que poderia agravar um pouco a situação. Não precisava começar a ter um medo irracional que me fizesse suar frio e sentir vontade de vomitar, mas também não dava para relaxar e esquecer facilmente, então, eu sentei novamente na cama e cutuquei o braço de Edward o chamando baixo. Ele acordou meio assustado olhando ao redor, mas relaxou quando viu que era eu, apenas eu.
- Bom dia. - murmurei sorrindo discretamente e o assistindo sentar ao meu lado.
- Bom dia. - ele retrucou coçando a barba no maxilar.
- Eu não posso mais ficar aqui, Charlie irá me matar se eu não aparecer em casa já.
- Eu posso ligar e explicar a ele o que aconteceu, dizer que você dormiu no quarto de Alice...
- Tudo bem, eu me viro com ele, mas tem outro problema.
- Qual? Aconteceu alguma coisa depois que a gente... transou?
- Não, mas pode acontecer, sei lá.
- Eu te machuquei, Bella?
- Não, eu estou bem. Só que a gente não usou camisinha e tem uns dias que você não toma o coquetel.
- Oh merda... - Edward murmurou respirando fundo com preocupação. - Oh merda!
- Pode ser que não tenha problema nenhuma, mas a gente não pode arriscar muito. E eu corro o risco de... Bem, engravidar, não é?
- Oh merda! - ele repetiu ficando em pé rapidamente e pegando o short no chão para vestir. - Você tem razão, não podemos arriscar dessa forma. Precisamos ir ao hospital agora.
- Não, nada de hospital. - retruquei levantando e o impedindo de entrar no banheiro. - Eu realmente não quero ser o assunto da cidade ao aparecer no hospital em pleno sábado pela manhã com meu namorado.
- O que nós vamos fazer?
- Você pode falar com seu pai e perguntar o que a gente precisa fazer pra reverter a situação. Ele é médico, saberá nos orientar.
- Oh merda, ele vai me matar quando souber que a gente transou.
- Ele vai entender, Edward. Eu só quero ir pra casa e saber que não vou ter um filho daqui a nove meses.
- Ok, tudo bem. Você pode tomar um banho, se arrumar, enquanto eu desço e falo com ele. Pode ser?
- Pode.
Recolhi minha calcinha e meu sutiã do chão do quarto acompanhando Edward até o banheiro. Ele ligou o chuveiro e testou a água me informando que eu poderia tomar meu banho, mas eu hesitei por alguns instante com o lençol bem enrolado ao redor de mim impedindo que ele me visse pelada, o que era bobagem já que ele já tinha me visto pelada. Edward suspirou rindo baixo e parou em minha frente segurando a ponta do lençol e o fazer cair no chão do banheiro revelando meu corpo por completo pra ele, apenas ele.
- Quantas vezes terei que te dizer que você é a garota mais linda do mundo? - ele sussurrou colocando uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha e era bem provável que eu estivesse roxa de vergonha. - Principalmente envergonhada dessa forma.
- Edward...
- Eu estou falando sério e poderia ficar horas dizer por que, mas tenho alguns problemas pra resolver agora.
Entrei no chuveiro deixando que a água morna encharcasse meu cabelo e me acalmasse um pouco apesar de ser um pouco constrangedor tomar banho enquanto Edward escovava os dentes e lavava o rosto ao meu lado. Ele não fez a barba e eu adorei a idéia porque um pouco de pêlo no rosto o deixava charmoso e ele sorriu pra mim ao deixar uma escova de dente vermelha sobre a pia.
- Sua escova de dente a partir de hoje. - ele disse me olhando através do vidro embaçado e eu sorri. - Te encontro lá embaixo.
Permaneci debaixo do chuveiro pensando por alguns segundos como minha vida estava diferente do que costumava ser e tudo isso graças ao garoto que me deixou tomando banho em seu banheiro após uma noite especial para nós dois. Há seis meses eu me resumia à melancolia e desgosto pela vida, mas agora eu estava apaixonada, eu tinha razões para continuar e se eu fosse 10% mais garotinha iria desenhar coraçõezinhos no vidro embaçado do box.
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EPOV
Pelo relógio do microondas eu vi que já passava das 10h da manhã de sábado e pelo jeito a casa estava vazia. Entrei na cozinha pensando no que poderia preparar para comer com Bella e encontrei Carlisle tomando uma xícara de seu chá mantinal e lendo The Seattle Times. Nossos olhares de tensão se encontraram por alguns segundos, mas eu quebrei a conexão ao me dirigir para abrir a geladeira.
- É bom te ver fora do quarto. - escutei seu comentário e respirei fundo sabendo que eu estava devendo desculpas a algumas pessoas na casa.
- Eu não queria gritar com Esme, sério. Mas eu estava confuso e...
- Ela entendeu. - Carlisle me garantiu sorrindo de canto. - Nós todos entendemos que você precisava de um tempo para digerir tudo o que aconteceu nas últimas 48h, mas também ficamos preocupados com você.
- Eu sei, desculpe.
- Ainda bem que você tem Bella ao seu lado para te ajudar a entender certos aspectos que só vocês podem compartilhar um com o outro.
- Sobre ela... - comecei a dizer o que certamente iria culminar em um sermão sobre nossa irresponsabilidade. - Eu preciso te contar uma coisa. Nós meio que... transamos.
- "Meio que"? - ele retrucou deixando o jornal sobre a bancada para se concentrar no papo.
- É... Na verdade aconteceu. Ontem. Quer dizer, durante a madrugada. Mas não foi planejado, sério. E tem mais.
- Mais?
- Nós esquecemos de usar camisinha.
Agora ele iria estourar comigo...
- Eu te dei um pacote de camisinha! - ele gritou ficando de pé. - Um pacote! Vocês não poderiam parar 1 minuto pra pegar uma maldita camisinha e poupar essa dor de cabeça?
- Eu não me sinto orgulhoso disso. E Bella também não.
- Vocês dois são os adolescentes que mais sabem a importância do uso de preservativo e são justamente os que se esquecem de usar quando vão transar? Você não podem se arriscar dessa forma, Edward. Um vacilo com sua imunidade e você vai ficar realmente mal. Bella pode engravidar e uma gravidez na condição dela não será nada bom.
- Eu sei! É por isso que eu estou te contando porque nós não sabemos o que fazer agora.
- Você irá tomar seu coquetel agora e Bella fará o mesmo assim que voltar pra casa. Quando ela chegar para o jantar eu já terei em mãos a pílula do dia seguinte e na segunda-feira sem falta ela irá marcar com a Dra. Victoria para começar um método contraceptivo, entendeu?
- Entendi. - assenti obediente.
- Essa é a última vez que eu te ajudo com a irresponsabilidade de vocês. Você já é grandinho suficiente para arcar com as conseqüências.
- Prometo que essa é a última vez que a gente faz alguma merda em relação a sexo.
- Eu espero. Agora coma alguma coisa com Bella que eu preciso ir ao hospital.
- Obrigada, pai.
Assim que ele deixou a cozinha Bella apareceu e eu ainda a escutei cumprimentá-lo com sua voz tímida quando Carlisle agradeceu pela ajuda. Estava mais aliviado com a resolução de nosso problema e ela ficou sentada no banco me observando fritar alguns ovos para comer com torradas e um suco de laranja fresco que provavelmente Esme fez para o café da manhã. Comemos praticamente em silêncio, exceto quando eu fazia algum comentário idiota sobre algum fato mais idiota ainda, mas eu tive que tocar no tal assunto.
- Ele vai nos ajudar. Disse que nós precisamos tomar o coquetel logo, você irá tomar uma pílula do dia seguinte e precisa marcar com Dra. Victoria.
- Eu imaginei que fosse precisar voltar lá. Para ver se ficou tudo bem comigo depois que nós... sabe? Acho que agora não sobrou mais nada por lá.
- Se você quiser, eu vou com você no dia da consulta.
- Não precisa. Isso é algo que uma garota faz sozinha ou com uma amiga.
- Ok.
- Preciso voltar para casa agora e encarar o sermão de Charlie sobre dormir aqui. Se eu não sair mais de casa depois de hoje saberá que estou de castigo pelo resto da vida.
- Boa sorte. - desejei a beijando nos lábios e nos despedimos.
Minha chance de me desculpar com Esme ocorreu quando entrei na cozinha no meio da tarde e a encontrei preparando o jantar de aniversário que ela sempre fazia. Algo bem maternal que me fez lembrar a parte da carta que minha mãe pediu para agradecer a mulher que ajudou meu pai a me criar e ao comentar sobre isso com Esme ela me abraçou forte e chorou dizendo que tinha orgulho de poder ser minha mãe também. Ter gritado tantas idiotices para ela entraria para a lista de coisas que eu me arrependeria eternamente, mas pedidos de perdão existia pra isso e graças a Deus algumas pessoas sabiam reconhecer quando a outra estava realmente arrependida.
Liguei para meus amigos confirmando sobre o jantar que ainda iria ocorrer a noite e eles pareciam bastante preocupados com meu sumiço do dia anterior, provando que eu estava rodeado pelas pessoas certas. Me isolar não adiantou em muita coisa, mas era uma reação natural que alguma hora eu teria em relação a morte de minha mãe e ao vírus que carregava no sangue. Felizmente agora, eu sabia quem ficaria ao meu lado nos melhores e piores momentos. Bella era sem dúvida uma dessas pessoas e eu não agüentei esperar até a noite para saber como a situação com Charlie ficou. Ela explicou que Carlisle o informou sobre meu problema e que ela dormiu no quarto de Alice porque ficou tarde demais para voltar pra casa dirigindo. Mesmo desconfiado ele acreditou, afinal era um pai contando a outro pai e isso já dava credibilidade a mentira, e Bella me confirmou que estaria no jantar. Bella, meus amigos, minha família, não existia forma melhor de comemorar a data. E eu também estava ansioso pelos presentes, não posso mentir.
Mas certamente o melhor presente que eu pude receber foi quando Bella chegou um pouco mais cedo para o jantar e me encontrou ainda desarrumado jogando um pouco de Halo 3 no Xbox. Ela estava tão linda naquele vestido azul claro e com o cabelo preso em uma trança que pausei o jogo meio abismado enquanto ela se aproximava de mim e ajoelhava ao meu lado no chão.
- Você está... uau. - sussurrei contando cada sardinha em seu nariz delicado e ela deu um sorriso fofo.
- Vestido novo e um pouco de blush especialmente para seu aniversário.
- Mereço tanto?
- Tanto e um pouco mais. A primeira parte do presente não é só isso. - ela comentou ficando de pé e tirando as sapatilhas. - Pode me ajudar?
- Sim... - murmurei ficando de pé quando ela virou as costas para mim e colocando a trança sobre o ombro.
- É só abrir o zíper porque eu não alcanço.
Engoli a seco quando ela fez aquele pedido e eu estava quase tremendo ao deslizar o zíper que ia até metade de suas costas e deixei Bella descer as alças grossas do vestidos enquanto se virava para mim. Ela respirou fundo antes de tirar o vestido todo e chutá-lo discretamente para o lado, meus olhos presos na lingerie que ela usava. Renda, em tom de rosa bem claro quase branco, a calcinha de tiras finas na lateral e meio transparente na frente assim como seu sutiã. Eu via pedaços de sua pele que me deixavam louco e mais ainda ao recordar que ela disse que esse era um dos componentes do primeiro presente de aniversário que eu receberia.
- Não foi fácil comprar lingerie em Forks sem que a cidade inteira soubesse, mas eu me arrisquei um pouco para a ocasião.
- Eu... nem sei o que dizer. - gaguejei impressionado com a evolução dela. De menininha medrosa a uma mulher provocante. - Mas eu adorei, isso eu te garanto.
- Eu tinha decidido que a gente iria transar pela primeira vez hoje por ser seu aniversário e tal, mas já aconteceu sem planejar, o que foi muito bom. Mesmo assim ainda quis te mostrar o que tinha preparado.
- Só mostrar? - questionei dando um passo em sua direção e Bella fez o mesmo.
- Bom, é seu aniversário então você escolhe o que fazer agora...
- Eu tenho umas idéias que gostaria de colocar em prática. Quanto tempos nós temos até o jantar?
- Uns quarenta minutos ou mais.
- Ótimo. Dá tempo de se divertir um pouco.
Antes que eu fizesse qualquer coisa Bella foi até a gaveta do criado-mudo e tirou uma camisinha do pacote que Carlisle tinha me dado a muito tempo. Dava para ver que ela estava nervosa por tomar a atitude em relação ao sexo, mas agora que nós tínhamos transado sem trauma algum, ela já conseguia relaxar e ver que não era tão complicado assim. Bastava seguir os instintos e relaxar que o resto a gente ia aprendendo um com o outro. Ela me entregou a camisinha e mordeu o lábio inferior corando ao me encarar.
- Pra não passar por uma situação tensa novamente.
- Bem pensado.
Ao me ajoelhar em sua frente deixei a camisinha no tapete para espalmar minhas mãos em seu quadril e trazê-la para próximo. Sua pele cheirava a algo doce e excitação, um aroma que enviou estímulos para meu carinha e eu enfiei a boca em sua barriga delicada. Queria abocanhar cada centímetro de Bella e fazê-la sentir prazer das formas mais inimagináveis, porém, o que eu fiz naquele momento foi descer sua calcinha minúscula e acariciar sua bunda enquanto me arrastava para trás até encontrar a cama e me recostar nela. Levantei os olhos para encarar Bella e automaticamente ela entendeu o recado e levou as mãos para a parte de trás do sutiã para abrí-lo.
- Não tire. - pedi a deixando confusa. - Você está linda com ele, eu gostei.
Seu sorriso de menina me deixou louco enquanto a assistia montar em meu colo e pousar as mãos em minha clavícula. Nós beijamos sem pressa, apesar de o tempo correr e daqui a pouco alguém aparecer no quarto para que nós descêssemos, e ainda estava a beijando quando tateei o tapete para pegar a camisinha e enfiei minha mão dentro do short que usava para liberar meu carinha. Bella o imprensou contra minha barriga quando intensificou nosso beijo e eu grunhi com o prazer que aquilo estava me causando, a segurando pelo ombro para afastar nossos corpos só um instante em que eu colocaria a camisinha e nós pudéssemos aproveitar. Ela era tão leve que consegui elevar meu corpo para descer o short com ela ainda em meu colo e rasquei a embalagem com pressa para ter a proteção necessária para transar sem preocupação, Bella me observando com bastante atenção e ruborizada.
Ela levantou o corpo para que eu pudesse me encaixar nela e fez uma expressão de incomodo conforme eu guiava meu membro em seu sexo sem forçar nenhuma barreira, dando tempo para ela se acostumar. Quando Bella voltou a sentar e praticamente me engolia era a imagem mais excitante do mundo, pois ela era pequena, tão frágil e apertada que eu a sentia me recebendo completamente e me contraindo. Por mais medo que eu tivesse de machucá-la, sentir como eu a preenchia perfeitamente dava a sensação de poder que um homem adorava e em seu olhar de tensão eu notei que ainda precisaria ter muita calma.
- Até quando eu vou sentir dor com isso? - ela sussurrou frustrada e eu encaixei minha mão em seu maxilar.
- Você só precisa relaxar e pensar em outra coisa que não seja a dor. Logo, logo só sentirá prazer.
- Me distraia porque eu realmente estou pensando em desistir com essa dor chata.
Fiz meu melhor ao beijá-la lentamente e segurar seu rosto delicado. Naturalmente nosso desejo nos comandava e nossos corpos respondiam a isso com a respiração pesada e movimentos. Bella se mexeu enquanto minha boca a dominava e seu quadril rebolou quase imperceptível para o olho humano, mas para mim foi a melhor sensação do mundo ao sentir cada milímetro de meu carinha deslizando por seu interior que tive uma reação ridícula de gemer "isso" entre nossos beijos.
- Eu... estou fazendo direito? - ela perguntou movimentando apenas o decote no sutiã com a respiração pesada.
- Perfeita. Você é simples... Cara!
Ter Bella naquela posição "dominadora" me deixava fora do ar e perdidos nas palavras, conseguindo apenas beijá-la cada vez mais demorado ao senti-la movimentar o quadril timidamente para se acostumar. Seu nervosismo era nítido no pouco que ela ia e vinha, mas já dava para me enlouquecer e agarrar sua bunda a coordenando aos poucos, no seu limite. Se eu pudesse a teria cavalgando em mim sem controle, como no dia que ela se esfregou em minha ereção e me fez gozar nas calças, mas nós ainda teríamos que caminhar muito para que Bella se sentisse totalmente a vontade e livre da dor que ainda iria persistir por algumas vezes. Mas só de ela estar transando comigo com menos de 24 horas desde nossa primeira vez oficial já era a maior das vitórias, principalmente pelo fato de ser meu presente de aniversário. Ela era perfeita para mim, não dava pra negar e eu nem queria, e depois da noite anterior eu sabia que poderia contar com ela para tudo.
- Eu te amo... - sussurrei em seus lábios e segurei sua nuca ligeiramente molhada de suor.
- Eu também... te... amo. - ela retrucou encontrando um ritmo com o quadril e conseguindo receber mais um pouco de mim.
Não aguentei por muito tempo por diversos motivos; por ter gente em casa que poderia aparecer a qualquer momento, por Bella ainda deixar escapar alguns gemidos de dor quando eu a penetrava quase por inteiro e por estar nervoso como se fosse minha primeira vez também. Logo eu segurei seu quadril com as duas mãos e a conduzi pela extremidade de meu membro com mais um pouco de pressa até ser dominado pelo arrepio e gozar. O relaxamento pós-gozo foi completo com as mãos delicadas de Bella acariciando meu rosto enquanto ela me beijava e descia até estar sentada em meu colo. Meus olhos cansados encontraram os delas e a imagem mais perfeita estava em minha frente; bochechas coradas e suadas, olhos cerrados e sorriso frouxo. Minha Bella e eu era o único no mundo a vê-la daquela forma.
- Podemos cancelar o jantar e passar o restante da noite aqui? - sugeri com ela ainda em meu colo e comigo dentro de seu corpo. - Eu poderia ficar assim com você o resto da vida...
- Nós ainda temos muito tempo para ficar assim, mas Esme preparou esse jantar com tanto carinho pra você. Acho que seria grosseria ficar trancado no quarto a noite toda.
- Infelizmente você tem razão.
Tudo em Bella naquela noite estava me deixando excitado, desde o jeito que ela umedeceu os lábios antes de levantar de meu colo até como ela ajeitou a calcinha fio-dental em seu corpo antes de recolocar o vestido. Bella fazia tudo com a naturalidade de alguém que nunca teve medo de fazer sexo e nunca pensou que morreria virgem pelo simples fato de não se sentir a vontade, mas agora ela estava segura e me informou que precisava pegar meu presente no carro enquanto eu me arrumava para o jantar. A observei deixar o quarto e em mim cresceu o orgulho por tê-la como namorada. Ali estava a verdade Isabella Swan, a que eu despertei para a vida e agora me mostrava que mais do que nunca eu tinha um motivo para viver.
Jasper, Alice e Bella estavam na sala conversando com Carlisle e Esme quando eu desci para o jantar e recebi os parabéns deles. Bella ainda estava com aquele rubor e brilho pós-sexo e eu entrelacei nossos dedos ao sentar ao seu lado sorrindo de canto pra ela com cumplicidade. Ninguém precisava saber o que agora acontecia entre nós dois e por diversas vezes eu me peguei relembrando aspectos dela que só eu sabia, precisando me controlar para não demonstrar na frente da família toda. Melhor encontrar outro assunto para pensar mesmo que eu não conseguisse tirar as mãos delas nem mesmo na frente de meu pai quando Carlisle nos chamou na cozinha para Bella tomar a pílula do dia seguinte e eu aproveitei para beijá-la mais um pouco.
- Pelo amor de Deus, se controle. - ele resmungou antes de deixar o ambiente e nos puxar junto.
Não pude deixar de pensar em minha mãe em alguns momentos da noite e em como tudo seria perfeito se ela pudesse estar comigo comemorando mais um ano em minha vida, mas a vida às vezes era sacana e tinha seus motivos. Foi como ela disse na carta, todo seu sacrifício não seria em vão se eu crescesse bem e feliz e eu era. Com um pai maravilhoso que Carlisle foi desde o começo, com Esme e Alice completando minha família, com os melhores amigos do mundo e com Bella. Dos meus desejos para aquela noite o mais intenso era que Elizabeth tivesse a chance de conhecer Bella e ver como aquela garota fazia seu filho feliz. Não era isso que você mais queria, mãe? Bom, eu era feliz ao lado dela e certamente minha mãe estava em algum lugar feliz por mim.
Aquele grupo me conhecia de verdade a julgar pelos presentes que recebi após o delicioso jantar que Esme preparou. Emmett e Jasper me deram a camisa oficial do Red Skins para o próximo Super Bowl para eu não esquecer que eles já foram meus companheiros de time quando for um quarterback famoso e eu a vesti por cima da camisa que eu usava assim que tirei da embalagem. Rose repetiu o presente que tinha me dado no ano anterior e agora eu tinha a duas guitarras de Rock Band com a nova que ela me deu em nome de toda família Hale. O presente de Alice eu senti que tinha um dedo de Esme, pois era um álbum de fotos com nossos momentos desde que nossos pais se casaram. Fotos do primeiro jantar em família, do casamento, das férias que passamos na Itália, fotos que me fariam lembrar de onde eu vim e ela disse que a intenção era essa; nunca esquecer que eu era um Cullen.
Mas sem dúvida o presente de Bella foi o que mais me deixou sem palavras. Quando ela entrou na sala com a caixa na mão tendo dificuldade até para carregar eu não imaginei que de lá pudesse sair um capacete oficial do Red Skins e, melhor ainda, autografado por John Riggins, o grande jogador do time de 92. Um item de colecionador que eu diversas vezes pensei em comprar, mas desistia por causa do preço. Bella de alguma forma tinha adivinhado que eu queria tanto aquele capacete autografado e me presenteou. Quando eu o tirei da redoma de acrílico que o protegia eu tinha a expressão do garotinho que ganhou o Nintendo 64 naquele famoso vídeo do YouTube, mas ao invés de começar a gritar como um louco eu enfiei o capacete em minha cabeça e fechei os olhos por alguns segundos. Minha trajetória no futebol americano passou por minha mente em um grande resumo de 30 segundos me fazendo relembrar do primeiro jogo, da primeira vitória, da vaga no time de Yale. Não consegui encontrar palavras para agradecê-la e ao arrancar o capacete eu beijei os lábios de Bella diversas vezes e em intensidades diferentes.
- Então, você gostou mesmo? - ela questionou me observando analisar cada centímetro do capacete.
- Você está brincando, não é? Isso é perfeito! Eu tenho olhado esse capacete na internet há tanto tempo... Como você adivinhou?
- Foi um chute, na verdade. Eu estava olhando um site de itens de colecionador e fiquei na dúvida entre uma camisa autografada pelo time todo e o capacete. De acordo com a Wikipédia esse tal John Riggins foi um grande jogador e como você gosta tanto dos Red Skins eu escolhi o capacete. Pelo jeito foi a melhor escolha.
- Foi a escolha perfeita. - disse a beijando e a abraçando forte. - Você é perfeita. Obrigada.
Esme interrompeu nosso momento ao lembrar que não tinha preparado sobremesa e correndo para a cozinha pra ver o que poderia servir. Sua sorte era ter dois potes de sorvete de morango no freezer e ela preparou uma calda rápida de chocolate para acompanhar. Deixou a responsabilidade de nos servir para Alice e se retirou da sala junto com Carlisle alegando querer dar aos jovens um pouco de privacidade, a oportunidade perfeita para Alice ligar a TV na MTV Hits e deixar nas mãos de Bella e Rose a função de preparar a sobremesa. Abri uma exceção aquela noite e aceitei uma colher de sorvete com calda de chocolate que Bella me ofereceu brincando e ficou de queixo caído quando eu abocanhei a colher.
- Por favor, alguém registre esse momento. O senhor Saúde está tomando sorvete. - Alice brincou me fazendo jogar uma almofada nela.
- Vai se ferrar, Alice. - resmunguei pegando a colher na mão de Bella e enfiando no copinho com sorvete. - E tira desse canal chato.
- Não. O problema não é meu se seu aniversário caiu no mesmo dia da estréia do clipe novo da Taylor Swift e eu vou esperar até ele passar.
- Vamos fugir, por favor? Pra qualquer lugar... - sugeri fazendo um olhar piedoso para Bella, mas ela apenas riu e espalmou a mão no meio de meu rosto.
- Ignore Alice, você é especialista nisso. - Rose comentou me fazendo rir.
- Ei! - Alice a repreendeu séria, mas Rose continuava rindo assim como o restante da sala. - Ainda bem que daqui a pouco vocês estão indo embora de Forks e eu vou poder escutar minhas músicas em paz.
- Menos eu, baby. - Jasper acrescentou arrancando um sorriso que iluminou o rosto de Alice e ela pulou no colo dele.
- Menos você, momô.
Jasper ia para a Universidade de Washington e seu campus era em Seattle, o que lhe deu a oportunidade de continuar morando com os pais e vendo Alice todos os dias. Emmett e Rose iam para Stanford juntos no final de Agosto e iriam morar juntos em um pequeno apartamento apesar de o senhor Hale não gostar muito da idéia. Minha situação com Bella era a mais complicada de todas e eu mudei rapidamente de assunto quando vi seu olhar de incomodo.
- Ei, nesse último ano da escola aconteceu um milagre. Jasper não fará Curso de Verão.
- Muito engraçado, Edward. - ele resmungou com desdém.
- Qual o segredo para a senhora Lawrence te aprovar direto em Economia?
- Esse ano eu estudei de verdade, não enrolei. Quarta-feira eu me livro oficialmente da matéria.
- E na sexta-feira a escola termina de vez para nós cinco. - Rose acrescentou olhando ao redor.
- Esses últimos quatro anos passaram voando... - comentei dando um suspiro saudoso. - Agora nós vamos para a faculdade.
- Mais estudo, menos horas de sono, festas... Festas... Festas... - Jasper comentou fingindo seriedade. - E festas também.
- Acabou a moleza. Adeus, adolescência. - Rose acenou dramaticamente para o nada.
- Olá, vida adulta. - Emmett completou.
O peso daquelas duas frases caiu sobre os ombros de todos na sala e nós ficamos em silêncio analisando o que essa nova fase significava na vida de cada um. Por muito tempo você deseja fazer 18 anos e se tornar adulto logo, podendo tomar suas decisões sozinhos sem depender de nossos pais, e quando o dia chega você se sente o mesmo. O que mudou de ontem que eu ainda tinha 17 anos para hoje que eu completei 18 anos? Quase nada. Eu dependia financeiramente de Carlisle até me formar na faculdade, iria me mudar para Connecticut, mas nas férias minha casa ainda seria em Forks e minha namorada se chamava Isabella Swan, a garota sentada ao meu lado naquele momento e torcendo os lábios para o canto enquanto encarava a tela da TV. Eu não queria que nada em minha vida mudasse naquele momento, tudo estava perfeito.
- Ah, finalmente! - Alice gritou agarrando o controle da TV e aumentando. - "Long were the nights when my days once revolved around you..."
Alice cantou quase gritando a música inteira e eu repensei sobre alguns aspectos em minha vida que eu gostaria de mudar... Não, até a pentelha da Alice eu gostava.
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N/A: a música que Alice canta no final é Dear John da Taylor Swift.
